segunda-feira, 6 de março de 2017

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [50]

[Stepping in her body - Pinterest]

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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [49]

-- O que queres de nós? Dinheiro?
Soltei uma gargalhada.
-- Achas que me faz falta o dinheiro? -- respondi.
-- Não toques na Joana! Ela não te fez mal nenhum! -- gritou-me a mãe.
-- Não te preocupes com a Joana, a filha da nossa querida Madalena vai-lhe fazer companhia!
A cara dela ficou vermelha de raiva. A fúria crescia visivelmente nas veias dos seus braços, no arfar cadenciado no seu peito e atirou-se a mim como se a vida da filha dependesse daquele momento. E dependia. Mais ou menos...
Com um murro bem calculado, atirei-a ao chão, através do estômago. Contorceu-se e cuspiu-se toda, sentido as entranhas arderem por dentro.
-- Não te preocupes querida Madalena, a tua filha vai seguir o mesmo caminho que a mãe. O de puta!
Ela não respondeu, limitou-se a cair ao chão encolhida em dores. Tentou balbuciar qualquer coisa, mas nem conseguiu abrir a boca.

Ouvi a porta da casa de banho, do piso de cima, começar a bater novamente. A voz de Joana estava distante. Os relâmpagos caiam lá fora e a chuva abafava qualquer som que viesse de dentro de casa. Ninguém estaria perto o suficiente para ouvir gritos, tiros, moveis a cair e vidros a partir. Apontei a arma à amante de Jesus Cristo e os olhos focaram-se na minha arma. O medo cresceu lentamente em volta dos seus olhos, à medida que o chão tremia debaixo dos meus pés.

Disparei.
Gritou.
Sentiu uma dor no ombro.

Caminhei até ao andar de cima, arrombei a porta com o pé, depois de muito tentar dialogar com uma mulherzinha cheia de medo de mim, mas não adiantou. Agarrei a criança por um braço e empurrei-a para que fosse à minha frente. Chorava, desconsoladamente, sempre olhando para trás, por cima do ombro. Foi então que correu desenfreada pelas escadas, numa tentativa de me fugir, mas uma bala alojou-se a poucos metros mais abaixo, ultrapassando os seus pés rápidos e parou; Como uma estátua ficou imóvel. Ali, no meio das escadas.
-- JOANA!!! -- gritas-te tenebrosa. Nesse momento nem os relâmpagos tem faziam jus à força da voz. Foi revigorante sentir o timbre feminino aflito descer-me pela espinha.
-- Joana, Joana, Joaninha...  -- chamei, descendo degrau a degrau, soletrando cada palavra em cada passo. -- Se não te portas bem, a próxima será na tua mãe. -- avisei. Agarrei-lhe no punho, e trouxe-a até à sala. Deixei-me ficar no hall, para que mãe e filha se olhassem.
-- Minha filha! Querida!
-- Vamos todos dar um passeio? -- perguntei às mulheres. -- Queres ir dar um passeio Joana? -- questionei, erguendo-lhe o pulso para que tomasse atenção ao que dizia e me olhasse nos olhos.
A face vermelha acagaçada de medo, de olhos pequeninos e quase sem brilho olharam-me e cruzaram-se de novo com os da sua progenitora. Chorou nesse momento, enquanto a minha mão a apertava e arrastava para longe da mãe galinha.

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [51]
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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

[Bright Star - Pinterest]

Amor, chora comigo.
Abraça-me o corpo,
Coloca as mãos à volta da minha cara.
Sentes a dor no meu soluçar?
O medo de te perder num piscar.
O receio de me morreres num arfar.

Abraça-me,
Toca-me os lábios.
Olha-me,
Assim comigo, sem disturbios,
Sentir o cabelo como algodão,
Entre estas cobertas no meio de um nevão,

Quatro beijos,
Quatro caricias,
Quatro sorrisos,
Quatro suplicias.

Vem, estrela brilhante,
Deitar-te sobre o meu peito,
Soltando um suspiro amoroso,
E deixando para trás, o medo, distante.

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Abbie Cornish (Fanny Brawne)
Edie Martin (Toots)
Bright Star (2009) directed by Jane Campion

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Intensifica-o, e tudo o resto se desmorona...

[Death white Cow - Pinterest]

Hoje, o mundo morre um pouco mais, e eu choro mais do que nunca. Ficando a garganta entupida de soluços sofridos. O peito arde e a dor cria um terror medonho no meu cérebro. O ar não passa, não consegue entrar, não pode descer, e a combustão intensifica-se nos pulmões.
Há dor maior do que não morrer? Dor maior do que estar vivo?
Há maior pecado que desejar morrer? Desejar a morte do Eu?
As lágrimas desbotam a máscara branca de um carnaval que nunca foi feliz.
Há sofrimento suficiente no mundo para perceberes que a vida nunca deveria ter germinado? Não é suficiente a extinção dos seres vivos para compreenderes que já nada tem valor?
Há algo neste planeta digno de ser amado? Digno de ser apreciado?
Embalo a criança dentro de mim, no colo mais quente e reconfortante que possuo dentro de mim. Ela chora, morre, cai e quebra-se. Nada do que lhe possa dar para tirar as incertezas, o sofrimento e as feridas nos joelhos, a manterá viva pelo sorriso das coisas.
A mascara branca perde a cor, o elástico e deixa de existir com o tempo. O sofrimento da alma enaltece cada músculos do meu corpo. Olhar o horizonte e observar a morte do mundo, em dor, em sangue, num misto de frio e nevoeiro, arranca de mim toda a consciência.
A cinza que me criou, o barro que me deu forma, trouxe com eles um defeito: Medo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Tu festejas o ano novo?

[Girl feeding chickens - Pinterest]

Tu festejas a passagem do ano novo? Com passas, roupa interior colorida, em cima de uma cadeira, ou a fazer outra parvoíce supersticiosa qualquer?

És burro(a)!

Imagina-te numa daquelas aldeias do interior, pequena, mais ao menos perto ou sobre as costas do monte. Muitos avôs e avós a fazer as suas pequenas grandes coisas, vagarosamante, sem grandes detalhes e preocupações com a perfeição de como arrancam as ervas, atiram o milho às galinhas ou comem o pequeno-almoço. Não existem anos, nem meses nem semanas; não existem dias nem horas, apenas Dia e Noite. E muito menos precisam do relógio para ver as horas, eles guiam-se pela posição do sol, das nuvens, do vento, e das aves para saberem se vem lá bom ou mau tempo para o dia de amanhã ou para o fim de semana. Verás que raramente se enganam!


Agora que tens esta imagem na cabeça, imagina-te também no campo, como a fotografia acima.
É de tarde, vais apanhar flores, aproveitar o sol e passear um pouco pelo terreno que te viu correr desde que eras pequenina(o). O que farás a seguir não interessa para agora. Imagina apenas essa paz e esse sossego. Estás parada no tempo, e mesmo que não aproveites tudo hoje, amanhã é um novo dia e poderás voltar a dar de comer ás galinhas, aos coelhos e passear pelo campo verde debaixo do sol reconfortante.

Continuas a pensar que logo à noite é a "passagem do ano"?


Então imagina-te na pré-história, onde não havia qualquer conceito de hora, de dia da semana, do mês. Apenas que estava sol ou estava escuro e alguma outra estação do ano.
Caças, comes, olhas para o céu e não tens nada no pensamento. E não tentes não pensar em nada, simplesmente limpa a tua mente e sente o dia mundano e repetitivo, todos os que já viveste foram iguais e todos os que viverás serão gémeos dos que já passaram.
Conseguiste abstrair-te? Conseguiste sentir a calma? De que, amanhã será apenas mais um dia complemente igual a qualquer outro que já viveste e que viverás?

Se não te dissessem que logo à noite seria "passagem do ano", para ti seria simplesmente apenas mais uma noite à lareira, sem nada de extraordinário para acontecer por ser a passagem da noite para o dia. Se não te ensinassem, se não vendessem a ideia de "novo ano", de um "novo ciclo", da conclusão de um círculo, de uma "etapa" da vida, para ti, tudo seria para sempre contínuo.
Só que o contínuo não vende. Viver todos os dias como uma melhoria do dia anterior, não faz parte desta nova natureza humana que "vive" e "respira" de ciclos que pode concluir, ou tentar concluir, durante 365 dias.


Essa é a minha convicção! Viver todos os dias de forma serena, sem obrigações para comigo e deixar seguir. Como um Neanderthal a apreciar o que a vida me dá. Tenho tempo, tenho dinheiro, tenho liberdade. Não festejo dias, festejo isso sim, silenciosamente, as minhas vitórias, os meus pequenos objectivos que com os anos me levam e me transformam. Que me colocam precisamente onde eu quis estar à anos atrás. Eu não luto mais porque sou um "calmeirão", porque quero saborear tudo à minha volta. Eu evoluo, cresço, aprendo e exijo de mim quase todos os dias, para que um dia me transforme precisamente na pessoa que sempre quis ser ou alcançar a maturidade de projectos ao qual sempre dei muito de mim.
Não festejo natais, nem ano novo, páscoa, carnaval, e qualquer outro dia; pois para mim todos os dias são dias novos em que aprendo e melhoro quem sou e o que faço.

[Boy holding teddy bear - Pintertest]

Não há para mim, através da minha linha de pensamento, razão para festejar o lusco-fusco da rotação da terra sobre o Sol. E é sobretudo absurdo que 29 de Fevereiro, que só acontece a cada 4 anos, não seja festejado com a mesma intensidade que o dia de Natal ou Ano Novo, ou até mesmo o Carnaval e a Páscoa. Mas como sempre: o que não vende, não interessa.

Mas acima de tudo, sabem o que isso significa!? A vossa vontade de festejar? De que não são felizes verdadeiramente. De que todos os dias não tentam sorrir, ver e aprender com vontade de um dia serem melhores, de ensinarem melhor.
Significa que precisam de "resets" na vida ao invés de re-escreverem a forma como são. Vocês não tentam melhorar, não tentam amadurecer, tentam pôr pensos por cima de feridas mal cicatrizadas e que lambem vezes e vezes sem conta, todos os dias. Não estão em paz, satisfeitos e realizados com aquilo que alcançaram. Mas tudo o que precisam de saber é reconhecer de que podem começar com passos pequeninos em direcção ao que desejam, e não falo de metas nem de objectivos; Falo da vontade de serem algo que ainda não sabem como ser mas que o desejam. A vontade de ter e de conquistar algo que sempre tentaram ou que sonharam fazer o resto da vida.

Não precisam de um ano novo para começar a fazer as coisas, precisam de vontade! Poderia dizer-vos todos os dias, durante 365 dias do ano, para lavarem os dentes 3 vezes por dia, que não iria fazer nenhuma diferença a longo prazo. O verdadeiro segredo está no exacto momento em que decidirem vocês mesmos! Porque não é esperar que o filho nasça para começarem a ler livros sobre bebés e crianças, é fazê-lo antes! É prepararem-se! É anteciparem-se!
Se não vêm a vida como um pergaminho que se desenrola debaixo dos vossos pés, cobrindo o caminho que seguem, e no qual escrevem todas as conquistas e derrotas que experiênciam, qual é o propósito de estarem vivos sequer!? Qual é a razão de sorrirem e festejarem se não usam o passado, as vossas experiências boas e más para construir um futuro melhor que tenham prazer e felicidade em viver? Não fujam do vossos passado, e também não te estou a pedir para o abraçar, mas apenas para o aceitar de que foi e é um marco importante na tua vida, muito possivelmente até uma das melhores piores coisas que te aconteceu para poderes hoje estares onde estás. Se usaste o teu passado para lutar e exigir de ti mesmo, não te esqueças que o futuro são só mais 24h das quais não controlas mas que poderás beneficiar a longo prazo. Porque outro dos segredos, não é fazer tudo num só dia, e tornares-te e realizares os teus "sonhos" numa questão de horas ou semanas. Essas coisas demoram anos!

Tu festejas o ano novo? Com bebidas e fanfarras? Eu prefiro lutar todos os dias e celebrar em silêncio, em segredo, todas as derrotas e conquistas que alcanço de tombo na minha vida.

Porque eu nunca erro ou perco. Ou aprendo ou conquisto!

domingo, 18 de dezembro de 2016

O acordo ortográfico não deu valor à Língua Portuguesa, a língua do brasileiro e do angolano.
Nós somos a língua mãe, nós mandamos nas tendências, nas regras gramaticais!
Não somos escravos dos escravizados e colonizados.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O pai não sabe, mas vamos procurar e aprender os dois...

[Little girl reading - Pinterest]

Existe algo de diferente em ti. Não neste momento, ou neste dia, mas desde que te peguei pela primeira vez. Os olhos azuis que herdaste da tua mãe expandiram-se como o universo, e tocas-te-me por dentro, como um dedo no coração, curiosa.
E vendo-te na nossa cama, debruçada sobre uns livros que comprei há anos a pensar neste preciso "agora", te vejo completa. Um sonho realizado. Uma batalha incessante para que cresças rodeada de estímulos, de risos e sorrisos, de bons e maus exemplos. De oportunidades para ver e aprender. Viver!

A tua mãe novamente me dirá que penso demasiado, que me preocupo demasiado, que te encho de mimos e atenção, que te estrago de certa forma. Mas um dia quando tiveres a consciência daquilo que foste, daquilo que recebeste, daquilo que fizemos juntos, prefiro que estejas farta do meu carinho, do que negligenciada, abandonada e mal amada.
Prefiro estar contigo todos os dias da minha vida a teu lado e deixar-te aventurar sabendo que estou por perto. Tenho medo de te perder. Medo que te percas nos sofrimentos que passei; Mas o mundo não é cor-de-rosa; Não é bonito, nem simpático.

Tira só mais um livro querida. Pergunta-me, explica-me, mostra-me! O pai também quer aprender a forma como vês o mundo. Lê, escreve, desenha, pinta! O pai ama tudo o que crias, tudo o que imaginas, tudo o que inventas nesse mundo fantástico que não acaba.

Ama. Aprende.


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A objetificação da Mulher e do Homem na sociedade e em contexto de Violência Doméstica... [7]

A objetificação do Homem
Através dos vários meios de comunicação social - Parte 3

A mulher, continua a ser objectificada, tal como o homem, mas existe algo a seu favor: a Exigência.
A exigência é uma das "defesas", um dos caprichos que as mulheres "exigem" do mundo construído pelos homens. É uma escolha instintiva, se... vivêssemos no habitat natural, sem regras ou leis. Mas esta "escolha", perante a sociedade controlada por emoções, leis e "boa educação", não é algo belo como quando vemos os machos a lutar pelas fêmeas.
Uma mulher pode ser exigente com o tipo de homem que procura, e a sociedade não poderá dizer que é algo errado, imoral ou de pouca maturidade. Ela "tem o direito" de escolher quem quer ao lado dela. "Tem o direito" de exigir o tipo de homem. Com status social, se é rico já é uma goldigger, mas se for do tipo de homens que é cavalheiresco, que é um "achado", um "artefacto raro", que dá flores, faz surpresas, leva-a a jantar fora, é bom na cama, etc. Aquele tipo de homem que não se encontra sentado em casa e o tipo de homem que não comem quando saem à noite. O que elas exigem deles, é o macho-alpha que se encaixe de forma quase perfeita nas ideologias, gostos e prazeres que elas têm, que elas querem continuar a ter, ou que não querem abdicar.

As mulheres, pela "lei" da sociedade, têm direito a serem e fazerem esse tipo de exigências.
MAS um homem não tem esse direito. Caso o faça; caso tome essa decisão, é considerado machista, sexista, porco e interesseiro.
O homem não tem poder de escolha, porque é automaticamente visto como um monstro que só veio ao mundo para usar e abusar das mulheres. Os homens "são todos iguais".
Mas a realidade, é que o homem tem tanto direito como a mulher. Não vale a pena desculpar ou dar a solução de que: Se os homens não quisessem só sexo, não haveria mulheres traídas por parvalhões. No entanto, os engatatões e as mulheres que são engatadas ou saem à noite para o engate, já passaram por muito homem e muita mulher (respectivamente), para perceber que o bom é foder. Quando for para assentar, minha gente, esses vão acalmar-se e tornar-se-ão mais selectivos.
Essas pessoas, que querem sexo, também selecionam os seus alvos, e não há mal nenhum nisso. Foder é uma dança de acasalamento. Nenhuma gaja ou gajo, sem estarem bêbados, aceitariam que qualquer rapaz ou rapariga se atirassem a eles. É preciso que essa pessoa seja bonita, divertida, interessante e que tinha algo diferente para lhes mostrar, algo que seja capaz de lhes chamar a atenção que outra pessoa já não o tenha feito.
Mas se o homem é exigente e selectivo, se rejeita, ele torna-se novamente o mau da fita.

Este pensamento feminista, oprime o homem de encontrar a parceira que ELE quer, com todo o direito que elas têm no dia-a-dia. Não é errado escolher. Não é errado preferir uma a outra, é a lei da natureza. É por isso que os lobos não engravidam todas as lobas. Eles procuram as que melhor se ligam e se dão com ele.
E vamos aproveitar para por os pontos nos is:
Os homens querem uma mulher, em primeiro lugar e acima de tudo para foder! Ponto final!
Tudo o resto: conversar, aprender, conhecer, viver, chorar, amar, partilhar, sair para jantar, ver um filme, ouvir música, debater, construir, desenvolver, rir e sorrir, vem depois. E acreditem meninas; se vocês não demonstram interesse na cama, não tarde ele procura alguém que o tenha! E se não demonstram interesse em estar ao lado dele ou com ele, rapidamente voz achará uma seca.

Uma das coisas que se tem notado, é do simples facto de que raparigas que preferiram continuar a estudar e a viverem com uma ou duas pessoas no espaço dos 4/5 anos em que tiraram a licenciatura, têm uma maior dificuldade em apareceram no mercado como maduras, como adultas, com personalidade, com resiliência e força psicológica suficiente para se sentirem confiantes e vivas perante um macho.
Para este tipo de raparigas, a exigência é muito grande. Se não dá à primeira conversa não perco o meu tempo. Estão num patamar tão alto, porque já têm namorado ou acabaram recentemente com um, que para voltar a descer terão de fazer duas coisas:

  1. Descer do seu pedestal, aceitar que está solteira e que o mundo não vai acabar.
  2. Não descer de todo e procurar incessantemente, exigindo, um homem melhor do que aquele que ela deixou ou que a deixou.
Por causa deste tipo de situações, os homens bons, são vistos por este tipo de mulheres, como "fracos", "pouco desenvolvidos". E até mesmo perante mulheres que têm experiência, muitos namoros e desgostos, isto irá acontecer. Mas aquilo que separa estes dois tipos de mulher, é precisamente a experiência. Enquanto uma não a tem e exige no homem para que seja Assado e Cozido, a mulher experiente dará uma oportunidade emocional e intelectual à cara metade. O que acontece nesta ultima situação, é uma abertura de si para com o rapaz, na esperança de este se sentir confortável e confiante com ela.



O que aprendi com raparigas/namoradas exigentes?
O que aprendi ao ser exigente com elas?

Falarei então da minha perspectiva:
Ela gosta de mim, ama-me, mas evita estar comigo em público. Há sexo, há beijos, há abraços, mas se eu fico excitado, com um simples beijo, para ela é sinal de "querer só sexo". Se ela não aceita que veja pornografia ou outra coisa qualquer, porque diz sentir-se traída, demonstra falta de confiança em mim, de respeito pelo que gosto, e de maturidade da parte dela. Os ciúmes interferem ao ponto de me "proibir" de ver até mulheres na televisão ou na internet.
O que aprendi? -- Que uma rapariga que não têm consciência de que são dois indivíduos, que ambos têm os seus gostos, e de que da parte dela não existe maturidade suficiente para confiar na cara metade ou que os ciúmes exagerados minam uma relação.
O que ela exigia? -- Que não olhasse para outra raparigas, que não me masturbasse a ver sexo, que fosse mais homem, que fosse mais responsável. (Numa altura em que eu ainda me estava a descobrir)

Ela demonstra gostar, mas não beija, não abraça, não vem ter comigo, não me abraça quando me vê, usa sempre a mala em cima das pernas quando vamos de carro ou estamos no cinema e não posso passar-lhe a mão na perna. Não se sente confortável em experimentar ou em fazer caricias e algo mais físico, como preliminares antes do sexo. Virgem e tem medo: recusa-se a fazer o que quer que seja! As conversas dela, quando sai de casa para "viver" é uma panóplia de situações depressivas que passa em casa.
O que aprendi? -- Existem momentos para conversas tristes e problemáticas. Se ela não dá sexo, se não tem vontade em descobrir, se não abraça, não beija nem existem momentos que poderia haver troca de carinho e amor da parte dela, então a situação em que me encontro não é uma relação, mas uma amizade.
O que ela exigia? -- Que aceita-se que ela era tímida, que tinha medo em fazer ou experimentar algo perto do sexo. Que não estava habituada a beijos e abraços. Que a mãe lhe ficasse com o ordenado e o usasse para fazer as compras para a casa.

Ela gosta de mim, mas precisa que lhe faça perguntas para saber como está, o que pensa e o que sente. Combina-se várias vezes para nos encontrarmos e diz ficar indisposta. Faz um "esforço" para ir ter comigo porque lhe peço muito e a única coisa que quer é ir para casa. No sexo, faz por fazer o "jeito", não parece ter grande vontade.
O que aprendi? -- Se não vai ter contigo por vontade, se não está contigo com vontade. Se não há nada para dizer, se não quer dizer nada. Se não quer caminhar em frente ao invés de ficar parada a "sofrer", se no sexo, quando faz é um pouco por "também tenho de dar porque ele deu", de mãos para baixo, sem demonstrar desejo, demonstra falta de confiança em si. Não é algo de mau ou de errado. Mas uma rapariga com 25 anos, já devia ter maturidade o suficiente para se sentir mulher. Julgo apenas o que conheci e não sou ninguém para acusar do que quer que seja, ainda que este pedaço de texto possa ser hipocrisia minha. Mas se não demonstrou vontade em estar, a não ser quando estávamos sozinhos. E quando estávamos sozinhos, não parecia envolvida o suficiente no acto, estaríamos a perder tempo um com o outro. Não é que não gostasse de sexo, mas eu, gosto de saber que a outra pessoa também gosta em dar. Não era pessoa de olhar para o céu, de conversar, de falar sexo a menos que tivesse vontade de fazer.
O que ela exigia? -- Que não fizesse piadas sexuais/picantes. Que não falasse tanto. Que não estivéssemos em público porque sentia-se observada. (É preciso aprender a controlar esses medos, caso contrário um dia seremos dominados por eles.)

Conhecia por facebook, amiga de uma amiga da minha mãe. Estudante, recentemente separada de uma relação de 4 anos.
O que aprendi? -- Apesar da idade já bater quase nos 30, a mentalidade era ainda miúda de 16/18 anos. Muito incomodada com a frase "Uma rapaz não deixa cona para ficar sozinha". Não tinha nada de adulta. Estava ainda amargurada, apesar de ter sido ele a acabar com ela e lhe dizer que já não sentia nada. Não era interessante para conversar, e bastou perceber isso por ser muito negativista com ela própria ou não falar de todo, ou sequer fazer perguntas.
O que ela exigia? -- Que não fizesse tantas perguntas, que não "julga-se" o ex-namorado, que não fosse frontal.

O que aprendi com elas?

Aprendi que a higiene é muito importante. Assim como falar sobre sexo, ter uma relação aberta e sincera. Gostar de sexo e de dar prazer. Gostar de abraços, beijos e de caricias. É importante que cada um dê ao outro sem pedir ou pensar na troca de favores. Cada um caminhar metade do caminho para se encontrarem e mais importante, conversarem e exporem sem medos.
Se elas não dão o mínimo em termos emocionais e não são maduras, com uma personalidade e opinião própria, demonstra uma falácia para com uma relação entre duas pessoas. A curto-médio prazo, não mudaram, não cresceram, não aprenderam nem ensinaram nada de novo. Estão paradas no tempo e ainda a descobrirem-se.

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A objetificação do homem, perante mulheres exigentes, é como um combate de box no qual tentam acompanhar a namorada para tentar perceber como e o que querem realmente da relação ou deles próprios. Neste tipo de relação só há um lado que ganha e que permanece satisfeito, chegando ao fim da relação como se tivesse sido, ela própria traída. O homem tenta dar, mas acaba por dar muito, se não mesmo tudo, e perde o que nunca teve.
Da minha perspectiva, um mulher que não avança, deve ser informada e até mesmo avisada se for necessário, de que as coisas não estão a funcionar.
Porém, quando as coisas se sentem que não estão a funcionar, que não existe nada que os une, que os mantenha juntos, que não há nada para partilhar, que não existe desejo ou vontade, não há razão para continuar a enganar duas pessoas. Vocês e elas/eles.

Elas podem exigir, e os homens também. Poderá não ser saudável para quem leva o "não", ou o fim da relação na cara, mas é importante para fazer crescer as pessoas. Para as fazer amadurecer e as fazer perceber que tipo de homem ou de qualidades e defeitos querem, toleram e aceitam ao seu lado.

A objetificação da Mulher e do Homem na sociedade e em contexto de Violência Doméstica... [8]