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domingo, 15 de abril de 2018

A construção de um império pessoal...


[Photo: Chadwick Tyler | Model: Jana Knauerova]

Viver não é sinónimo de fumar, de beber, de ir para a esplanada do café, do bar ou dançar numa discoteca. Não é viajar, nem ir à praia.
Não é sinónimo de gargalhadas com os amigos, numas muitas "loucuras" de brincadeiras parvas e infantis, que surgem pelo simples facto de ou já estarem bêbados ou em grupo.

A falsa satisfação social que o tabaco e o álcool proporcionam, envenenam o cérebro jovem que ainda não amadureceu, que ainda não cresceu. Depende do contacto social, das amizades, das conversas efémeras e do vício luxuoso de gastar +5€ cada vez que sai.
Porque quando as árvores tombadas começarem a surgir no teu caminho, e situações difíceis que não podes controlar ou melhorar te inundarem a preocupação; As conversas cheias de gargalhada, onde te sentiste aceite, integrado, ouvido e valorizado, não terão o impacto suficiente para te ajudar a decidir.

És tu quem dá o paço em frente.
És tu quem toma a última decisão.
Mas garanto-te que tomá-la quando o álcool já entrou no organismo, as gargalhadas substituiram as conversas sérias e o conforto que os amigos te deram nesse momento ínfimo da tua vida, não terá o impacto que desejas. Pura e simplesmente, porque não foste capaz de ver que a árvore tombada tinha um arbusto de silvas do outro lado. Se estás à espera que eles estejam ao teu lado na tua primeira entrevista de emprego, na ida às finanças, na fila dos CTT, ou naquele primeiro exame de código, estás cego.

Os amigos ajudam a apaziguar o stress, o nervosismo e a dar uma falsa satisfação ao ego. Esses teus "momentos de viver", de "aproveitar a vida", são outra droga, outro vício que já não controlas, que julgas ser o bem mais necessário; Os momentos que te tornam quem és...
És incapaz de ir para o café sozinha, porque na realidade, és incapaz de estar sozinha no mundo, por tua própria conta. Tens medo da solidão. Tens receio do que os outros possam pensar em ver alguém sozinho no café. Vives de um medo que não controlas.
O momento em que entras para o mercado de trabalho, recebes dois sacos: um de responsabilidades e outro de deveres.
A tua liberdade, a tua voz, a tua opinião, deixam de contar, porque as pessoas são mais velhas do que tu, têm mais poder do que tu, e se te poderem foder, fodem.
Voltas então ao mesmo vício, à necessidade de estar com os amigos, de puxares um cigarro e beber uma cerveja, na esplanada do café, com o desejo de soltar o stress, o nervosismo e a tristeza acumulada durante a semana de trabalho.
Entras num poço, numa espiral que não te leva a lado nenhum mas que acreditas estar a fazer alguma coisa com a tua vida porque estás feliz nesse momento, e a vida nem está má; recebes o teu ordenado, tens carta e até carro próprio ou dos teus pais, e sais para passear e até lês uns livros... mas não podias estar mais longe da realidade em que se tornou e se transforma a tua vida.
Paras no tempo. Estagnas. Tornas-te mais um(a), português amargurado, que critica o estado do mundo, do país, ou da mentalidade dos outros, por o país não ser como os teus amigos. Não ser fácil como o teu cigarro e a tua cerveja.
A única solução que encontras para combater esse tédio, essa falta de vida própria, é sair com os amigos, lançares objectivos para o "próximo ano" e "acreditar" que as coisas vão melhorar.
Mas continuas a estar longe da realidade. Continuas a ser incapaz de ver e de compreender por ti, sozinho(a), que viver a vida não se faz através de cafés, cigarros e cervejas, tão pouco de viagens, mas das decisões. Do caminho difícil que precorres para realizar um sonho.

É fácil sonhar, mas é na luta dele, do esforço ao longo dos anos, dos sacrifícios, que te realizas e vives.
Os livros de auto ajuda são uma excelente oportunidade para aprender a ser alguém melhor do que já és, mas apenas ler não chega. É preciso ver os outros, experimentar, errar e tentar.
Se não partir de ti a mudança... Se não vier de ti a vontade consciente de deixar para trás os maus hábitos, os vícios, e começares a fazer da tua solidão, do teu Eu, da tua alma, um amigo, uma prateleira com livros de tuas anotações, da cultura e razões fundamentadas de seres o que és, não cresces, não te tornas melhor...

Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, o impacto da realidade das coisas que te rodeiam começam a apertar no pescoço, a fazerem-se sentir em peso nas costas mal habituadas, começa-se a fazer sentir, quando precisas de tomar uma atitude, uma decisão importante e falhas ou te é difícil, porque o hábito assim o proporciona.
Entras em stress, em pânico, em parafuso, por coisas tão simples... Não te é habitual "pensares demais" nas coisas. Preocupares-te com elas. Com a responsabilidade ou exigência do trabalho que tens a fazer, dos documentos para assinar ou assuntos para tratar, nos mais diversos locais que desconheces, onde não se riem para ti, não te aceitam no grupo ou bebem uma cerveja contigo enquanto puxam do segundo cigarro, porque não estão entre amigos que se apoiam...
Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, as coisas que te rodeiam, tal como as pessoas, as aventuras, as coisas exitantes, loucas e diferentes, perdem força, beleza, curiosidade aos teus olhos. Tudo se torna "igual", parado, monótono, indiferente...

Viver, caro humano, não é a "curtição" num café, numa esplanada, em pleno desboche social, para quebrar tabus, ideias políticas ou ideologias sociais, mas sim na produção e desenvolvimento de quem tu és, e usares o que tens para dar, para melhorar o mundo. Não precisas de ir tão longe, basta fazer a diferença com aquilo que mais gostas de fazer.

Viver, tem como base dois pontos:
  • A construção de um império pessoal.
  • A construção de um império social.

A construção do teu império pessoal, é aquilo de que te constróis. É aquilo que és quando estás sozinho. É a maturidade e a personalidade que desenvolves ao longo da tua vida.
São as experiências que tiveste. São os erros, os fracassos, os sucessos. São os filmes, as séries, os livros, as revistas, os documentários.
Esse teu império pessoal, é o que te define. São os argumentos que possuis para provar porque gostas da cor, ou da música, ou do filme que te dizem tanto.
Se não és capaz de crescer por dentro, será dificil cresceres por fora quando estiveres sozinho. E acredita, um dia vais estar sozinho... E se não estiveres sozinho fisicamente, vais estar sozinho de forma pessoal, sem conhecer ninguém e ninguém te conhecer. Nesse dia, quando o teu Eu surgir, vais sentir na mente que não foste capaz de desenvolver nem de habituar, a solidão e a frieza do que é estar sozinho e dependeres de ti para sobreviver no mundo. Porque na verdade, criaturazinha, não tens valor nem és ninguém, tal e qual como eu.

A construção do teu império social, é tudo o que fazes com familiares, amigos, estranhos, empregados de mesa ou qualquer outro tipo de interacção com pessoas. São a "cortição" até às tantas da noite com os amigos e colegas, seja de trabalho, de escola ou de infância.
São as tardadas ou as horas prolongadas na esplanada do café, no meio de uma conversa para marcar presença, para rir e engalhofar.
São as cunhas, são as amizades rápidas, os namoros. São a capacidade de meter conversa para criar amizades, através da simpatia ou educação.

Ambas são importantes. Ambas te dão ferramentas para viver e saborear a vida de uma forma consciente e responsável. Pois de um lado tens a capacidade de estares sozinhos e criares os teus momentos, os teus sonhos, e do outro tens o amor ou a atenção que muitos de nós precisam.

A única diferença, é que preferiste desenvolver as tuas "competências" sociais, enquanto acreditavas que o teu império social crescia no mesmo passo.
Fazem mais por ti as caminhadas no meio da floresta, com ou sem GPS, o pôr do sol e aqueles pequenos momentos que te dão energia ou tristeza à alma. Faz-te melhor a exploração da gruta que negas existir dentro de quem és desde que nasceste. A escuridão da depressão de que todos transportamos como um cancro em bomba relógio.
Faz mais por ti um livro, que um cigarro e uma cerveja na mão.
É quando tens a cabeça debaixo da bota pesada, que te pressiona o crânio, te prende as mãos e te arranca do coração e do corpo todo o desejo e força de "viver", que passas a saber o que é realmente estar vivo e a importância que as coisas que nunca fizeste te começam a gritar tanto, até abrirem tuneis na pele, do nó da garganta às pontas dos dedos, como arrepios e assombros que em voz de lamentação, te fazem perceber e consciencializar de que deverias ter sido mais produtiva para contigo, ao invés de "curtir" a vida da forma mais despreocupada e luxuosa possível, porque "só se vive uma vez."

Mas é precisamente aí que pessoas como tu se enganam, se engasgam, se tornam hipócritas. É nesse momento de paralesia social do "desboche" e "curtição", que param, que estagnam. Porque é verdade que só se vive uma vez, e que se deve levar e fazer essa caminhada da forma mais alegre e preenchida possível, só não te podes esquecer de que para viver ao máximo, precisas de comer, precisas de roupa, de um tecto, de uma cama, e essa vida tão maravilhosa que levas de adolescente irreverente, um dia acaba, porque o dinheiro é emprestado pelos teus pais, como injecções de capitais.

Se não fizeres pelo teu futuro, não terás nenhum.


Para ti, que não fumas nem bebes, que não sais muito de casa e tens poucos ou nenhuns amigos com quem sair... Lê; Percebe que não precisas de nada dessas coisas para viveres. Para cresceres, para te tornares num homem ou numa mulher. A tua história não se constrói no meio de venenos e vícios que te sugam o pouco dinheiro que tens todos os meses. E o tempo que estarias num café, poderias estar a ler um livro, a escrever, a desenvolver projectos. Não precisas de ter medo por andar sozinho(a).
Sê tu próprio. Não te sinjas por modas, nem pelo que os outros fazem.
Acusarem-te de não viveres, de não curtir a vida, não significa que estás errado, signfica que preferes investir o teu tempo noutras coisas.
Usa esse tempo livre para enriqueceres a tua cultura geral. Para ler, para compreender melhor o mundo que te rodeia.
Constrói e solidifica a essência daquilo que és. Tornares-te melhor de ti para os outros. Cada tentativa que resulte num erro, estás a um passo mais próximo de te tornares quem sempre desejaste ser. Mesmo que te inspires em alguém físico, ou no personagem de um livro ou das tuas histórias, reconhece e percebe que um dia irás lá chegar, irás ser tão bom ou melhor do que aquilo que sonhas.
Dá tempo. Alcançar esses objectivos demora anos.
Uma dica... Põem os pés fora de casa ou os pés bem acentes na terra. Sê analítico em tudo o que te acontece ou te rodeia. Não deixes as emoções tomarem e controlarem as tuas decições. É esse o caminho que tens de percorrer para te tornares alguém ainda mais interessante. Crescer! Descobrires-te, re-inventares-te. A ti, e à tua história. Virares a página do teu próprio livro, e continuares, levando contigo tudo o que sabes, tudo o que sentes, tudo o que sonhas, tudo o que te faz sofrer e sorrir.

Tu, que me lês, e és um merdas; Sentes-te um merdas ou te fazem sentir um ninguém que não sabe aproveitar a vida, curtir, festejar, fazer amigos. Vou-te contar um "segredo".
Para poderes fazer alguma coisa da tua vida, tens de começar uma revolução dentro de ti para alcançar a mudança mais importante da tua mente: Confiança!
Enquanto não tiveres confiança em ti, nas coisas que fazes, nas coisas que dizes, e te deixares dominar pelas incertezas, pelos medos, pela vergonha, pelos pensamentos negativos, pela depressão ou pela morte daquilo que testemunhas todos os dias de ti próprio, vais continuar a caminhar na mesma estrada, com espinhos e árvores tombadas.
O dia em que respirares confiança, vais enfrentar o próximo degrau: tornares-te Macho/Fêmea-Alpha. E por muito que finjas ter confiança, um dia isso vai tornar-se parte de ti como o caminhar, e não há mal nenhum nisso, porque no fim e no fundo, todos nós usamos máscaras.
Os ombros vão estar direitos, as costas deixaram de estar quebradas pelo medo e insegurança, e o teu caminhar vai ser firme e confiante.
Com o tempo, com a luta que pretenderes fazer, vais perceber mais tarde que TU podes alcançar tudo! Que TU podes fazer tudo, ser tudo, ir a todo o lado e perguntar o que quiseres! Porque a vida, torna-se muito mais simples, muito mais fácil, quando a vês sem medos, sem vergonhas, sem o nervosismo de interacção humana.
Depois do teu exame de condução, o medo de conduzir controlava a tua mente. Injectava em ti sonhos aterrorizantes de acidentes e multas. No entanto, com o tempo, ganhas-te confiança nos pedais, nas mudanças, no volante, e em ti mesmo. Se olhasses para trás, para a tua primeira aula de condução, dirias que foi uma das experiencias mais assustadoras da tua vida, mas que conquistaste, com o tempo, por muito dificil que tenha sido.
É precisamente assim que deverás ver a vida. Não há razão para ter medo, vergonha, incertezas, receios, nervosismo, ou entrar em paranóia ou stress por algo tão insignificante.
Porque o segrego, é saberes que o podes fazer! É saber que com o tempo tudo se torna um hábito ou te nsai aturalmente.
É agarrar a vida pelos cornos! Torcer e amassar! É rasgar tudo aquilo que te prende numa zona de conforto que existe apenas na tua mente, e seres a pessoa curiosa que és! Perguntar, descobrir, aprender.

Não precisas de beber, de fumar, de sair à noite, de ir ao cinema, de ter montes de amigos e te sentires integrado num grupo. Isso são tudo cadeados que te prende nas caixas daquilo com que a sociedade te pretende controlar e desmiular. Esses vicios e fraquezas não fazem parte da pessoa que és; da pessoa que escondes e guardas dentro de ti: o Macho/Fêmea-Alpha! O líder! O corajoso! O destemído! E não há mal nenhum em seres tudo isso porque os outros não fazem ideia nem querem saber.

Enquanto não te puseres á frente do urso, não saberás que tens um lobo dentro de ti. Se vais sair, cordeirinho, sai à vida agarrando-a pelos cornos! Torce e amassa! Tudo o que tens de fazer, é saber que o podes fazer. Só tens de ir lá e conquistar. E mostra a todos os filhos da puta que te disseram que não podias fazer nada da tua vida, que estás a caminho! Porque tu vais conquistar tudo aquilo que eles disseram que não serias capaz. E lembra-te: Tudo aquilo que não te matar, é melhor correr!!!
Tens dentro de ti tudo o que precisas para ser um líder, para conquistar e dominar a tua vida e o que desejas para ti. Será com esses pés que vais desbravar caminho para que outros te sigam. Será com essas mãos que irás criar o que mais desejas. Com a tua postura, irás dominar e conquistar qualquer lugar que entres. Se errares? É natural, como a natureza. Não vives para aprender, aprendes para descobrir realmente como viver.
Tu constróis a tua vida.

Mas... e quando te sentires triste? Vazio, com medo, nervososo, envergonhado, sensível? Aprende a perdoar. A perdoar aquilo que és. Aprender a analisar o porquê das coisas que te deixam assim. Além disso, quem disse que depressão é uma coisa má? Que descer até ao fundo do poço é uma coisa horrível? Que ter medo te destrói? É com os momentos mais tristes e infelizes da nossa vida que podemos valorizar o sorriso, a gargalhada, a piada, os momentos realmente bons, bonitos e genúinos. Pois para sentires o carinho e o afecto de um abraço, tens primeiro de sentir a solidão e a tristeza profunda. Aprende a abraçar a solidão e tudo o que ela traz consigo.

Existe uma frase muito interessante sobre relacionamentos:
"Ao inicio é tudo muito bonito. Cheio de amor e paixão; A pessoa lambe-te de alto a baixo e de um dia para o outro, deixas de ser alguém."
As pessoas à tua volta, têm o Síndrome Titanic. O que me sempre me diferenciou de pessoas da minha idade, é que eu sabia que o navio iria bater um dia. Enquanto eles estão na "curtição", a fumar, a beber, a "viver a vida", despreocupados por o navio ir bater no iceberg, eu já comecei a aprender a nadar.
Consciêncializa outra coisa: Essas pessoas que conheces, que vão para os cafés, ou que bebem e fumam, que saiem de casa para "aproveitar" a vida, que saem à noite, grande parte dessa gente não tem filhos, não tem obrigações financeiras dispendiosas todos os meses. Muitas não trabalham, não têm filhos, só estudam, e os papás sustentam todos esses gastos de vida louca. Vivem a vida com o dinheiro dos pais, e não há nada mais humilhante para o carácter de uma pessoa dessas, do que usar e gastar o dinheiro de outras pessoas, para aclamarem e plenos pulmões que eles é que sabem "viver a vida", e curtir, e que eles é que são fixes porque têm amigos, e saem de casa, e fazem festas e vão todos juntos até á praia. Mas alguém os sustenta...

A construção do teu império pessoal, da tua pessoa, da tua mente, da tua solidão, da tua força, da confiança e da tua presença, é a escada mais importante que subirás na vida. Tu és o Alpha.
Se as coisas não te desafiam, não te irão mudar. E quando um dia olhares para trás, para a pessoa que és hoje, vais sentir orgulho ou saber que podias ter feito mais?

O que farias se não tivesses medo?

O que farias?
O que dirias?
Onde irias?

Isso que sentes, que te prende, é o único obstáculo entre ti e a realização de tudo o que desejas ser. É uma pergunta que te faz tremer, porque descobres nesse ponto de interrogação o vazio em que sempre sobreviveste, sem nada para espremer, sem nada para emoldurares. Foste, simplesmente. Existes meramente, como um peão num jogo de xadrez. Como uma cara no meio da multidão, no plano de fundo da vida dos outros.

Vais ter medo a tua vida toda, ou vais fazer alguma coisa com ela!?

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Vais procurar-me nos outros...

[Mother and Son playing - Pinterest]

[26/12/2017]

Vais procurar-me nos outros. Prometo-te.

Piadas parvas e talvez alguma infantilidade à parte, tudo o que dei e fui para ti, não terás com mais ninguém.

Tudo o que fui, foi do que li, do que vi, senti e vivi.
Todos os pequenos momentos foram feitos para serem únicos e especiais, nossos.
O nosso primeiro passeio.
O nosso primeiro beijo. O ramo de flores...
O nosso pôr do sol.
A nossa primeira vez. No meio do nevoeiro de um dia cujo frio não se fez sentir...

Dei tudo de mim, sem nunca pedir nada em troca.
Todo o meu carinho.
Toda a minha ternura.
Todo o meu tempo.
Toda a minha paixão e desejo.
Todo o meu amor.
Toda a minha atenção e dedicação.

Acredita quando te digo que me irás procurar nos outros. Contigo descobri que posso dar muito mais do que pensava. Que posso ser melhor do que me esforcei ao máximo para o ser contigo. Que tudo, mas absolutamente tudo, me veio do coração e da alma, sem nunca com o objectivo de te magoar a ti e aos teus, mas para te deixar realizada, completa, satisfeita e corajosa.

Sou o rapaz que toda a rapariga sonha ter, mas não te recordas de quando a tua "amiga" se queixava do "namorado" e te dizia na cara que tinhas sorte em ter um rapaz como eu.
Não fui perfeito quanto à atenção das minhas piadas ou situações em que abri a boca sem pensar primeiro. Mas situações menos boas da minha parte, e tens um homem de 28, que apesar de não socializar, nem ter amigos com quem sair, esteve ao teu lado quando estavas doente, indisposta ou mais sencível naquele período do mês.
Que está a criar um império para ele e para a futura familia.
Que tem carro próprio.
Um trabalho com um bom horário.
Que tem um bom ordenado.
Um apartamento.
Que corre.
Que lê. Que se informa. Que vê filmes e séries.
Que escreve.
Tinhas um homem, que não bebe, não fuma e prefere ficar a teu lado, no sofá, na cama ou a passear, do que sair todas as tardes e noites para ir beber com os colegas de trabalho, ir jogar á bola ou fazer qualquer outra coisa como todos os homens que não amam as suas mulheres.

Foi na minha forma de estar com quem não conheço que me ajudaste a mudar, e também, no sexo.
Mas como te disse uma vez:
-- "A proxima que vier já terá alguém melhor."

Não chores. Foste tu quem preferiu acabar.
Foste tu que não viu mais de mim.
Foste tu que se esqueceu do que é aceitar a diferença.
Vais procurar-me nos outros. Prometo-te.
Daqui por uns anos, irás perceber algo muito importante sobre mim:
Eu não parei no tempo como todos os teus amigos.
Eu não me torno mais parvo com o tempo.
Não fico mais burro nem tomo menos riscos.
Eu não me esqueci de que estou a crescer. De que erro e que tenho muito para aprender.
Eu não tenho amigos, mas crio obras, dentro ou fora de mim, que me unem aos outros.
Eu não paro no tempo...
Não é ser convencido, é dizer-te, através destas últimas palavras, que perdeste a oportunidade de estar ao lado de alguém que te faria feliz o resto da vida. É dizer-te a verdade de quem sou, do que dou, do que fui para ti e ao teu lado.
Não é ser convencido, é dizer que aquilo em que sou realmente especial, é em amar e cuidar.

A próxima que entrar na minha vida, terá o homem que quiseste deixar ir. O homem que gostavas que eu fosse. Melhor.

Prometo-te.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Intensifica-o, e tudo o resto se desmorona...

[Death white Cow - Pinterest]

Hoje, o mundo morre um pouco mais, e eu choro mais do que nunca. Ficando a garganta entupida de soluços sofridos. O peito arde e a dor cria um terror medonho no meu cérebro. O ar não passa, não consegue entrar, não pode descer, e a combustão intensifica-se nos pulmões.
Há dor maior do que não morrer? Dor maior do que estar vivo?
Há maior pecado que desejar morrer? Desejar a morte do Eu?
As lágrimas desbotam a máscara branca de um carnaval que nunca foi feliz.
Há sofrimento suficiente no mundo para perceberes que a vida nunca deveria ter germinado? Não é suficiente a extinção dos seres vivos para compreenderes que já nada tem valor?
Há algo neste planeta digno de ser amado? Digno de ser apreciado?
Embalo a criança dentro de mim, no colo mais quente e reconfortante que possuo dentro de mim. Ela chora, morre, cai e quebra-se. Nada do que lhe possa dar para tirar as incertezas, o sofrimento e as feridas nos joelhos, a manterá viva pelo sorriso das coisas.
A mascara branca perde a cor, o elástico e deixa de existir com o tempo. O sofrimento da alma enaltece cada músculos do meu corpo. Olhar o horizonte e observar a morte do mundo, em dor, em sangue, num misto de frio e nevoeiro, arranca de mim toda a consciência.
A cinza que me criou, o barro que me deu forma, trouxe com eles um defeito: Medo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Tu festejas o ano novo?

[Girl feeding chickens - Pinterest]

Tu festejas a passagem do ano novo? Com passas, roupa interior colorida, em cima de uma cadeira, ou a fazer outra parvoíce supersticiosa qualquer?

És burro(a)!

Imagina-te numa daquelas aldeias do interior, pequena, mais ao menos perto ou sobre as costas do monte. Muitos avôs e avós a fazer as suas pequenas grandes coisas, vagarosamante, sem grandes detalhes e preocupações com a perfeição de como arrancam as ervas, atiram o milho às galinhas ou comem o pequeno-almoço. Não existem anos, nem meses nem semanas; não existem dias nem horas, apenas Dia e Noite. E muito menos precisam do relógio para ver as horas, eles guiam-se pela posição do sol, das nuvens, do vento, e das aves para saberem se vem lá bom ou mau tempo para o dia de amanhã ou para o fim de semana. Verás que raramente se enganam!


Agora que tens esta imagem na cabeça, imagina-te também no campo, como a fotografia acima.
É de tarde, vais apanhar flores, aproveitar o sol e passear um pouco pelo terreno que te viu correr desde que eras pequenina(o). O que farás a seguir não interessa para agora. Imagina apenas essa paz e esse sossego. Estás parada no tempo, e mesmo que não aproveites tudo hoje, amanhã é um novo dia e poderás voltar a dar de comer ás galinhas, aos coelhos e passear pelo campo verde debaixo do sol reconfortante.

Continuas a pensar que logo à noite é a "passagem do ano"?


Então imagina-te na pré-história, onde não havia qualquer conceito de hora, de dia da semana, do mês. Apenas que estava sol ou estava escuro e alguma outra estação do ano.
Caças, comes, olhas para o céu e não tens nada no pensamento. E não tentes não pensar em nada, simplesmente limpa a tua mente e sente o dia mundano e repetitivo, todos os que já viveste foram iguais e todos os que viverás serão gémeos dos que já passaram.
Conseguiste abstrair-te? Conseguiste sentir a calma? De que, amanhã será apenas mais um dia complemente igual a qualquer outro que já viveste e que viverás?

Se não te dissessem que logo à noite seria "passagem do ano", para ti seria simplesmente apenas mais uma noite à lareira, sem nada de extraordinário para acontecer por ser a passagem da noite para o dia. Se não te ensinassem, se não vendessem a ideia de "novo ano", de um "novo ciclo", da conclusão de um círculo, de uma "etapa" da vida, para ti, tudo seria para sempre contínuo.
Só que o contínuo não vende. Viver todos os dias como uma melhoria do dia anterior, não faz parte desta nova natureza humana que "vive" e "respira" de ciclos que pode concluir, ou tentar concluir, durante 365 dias.


Essa é a minha convicção! Viver todos os dias de forma serena, sem obrigações para comigo e deixar seguir. Como um Neanderthal a apreciar o que a vida me dá. Tenho tempo, tenho dinheiro, tenho liberdade. Não festejo dias, festejo isso sim, silenciosamente, as minhas vitórias, os meus pequenos objectivos que com os anos me levam e me transformam. Que me colocam precisamente onde eu quis estar à anos atrás. Eu não luto mais porque sou um "calmeirão", porque quero saborear tudo à minha volta. Eu evoluo, cresço, aprendo e exijo de mim quase todos os dias, para que um dia me transforme precisamente na pessoa que sempre quis ser ou alcançar a maturidade de projectos ao qual sempre dei muito de mim.
Não festejo natais, nem ano novo, páscoa, carnaval, e qualquer outro dia; pois para mim todos os dias são dias novos em que aprendo e melhoro quem sou e o que faço.

[Boy holding teddy bear - Pintertest]

Não há para mim, através da minha linha de pensamento, razão para festejar o lusco-fusco da rotação da terra sobre o Sol. E é sobretudo absurdo que 29 de Fevereiro, que só acontece a cada 4 anos, não seja festejado com a mesma intensidade que o dia de Natal ou Ano Novo, ou até mesmo o Carnaval e a Páscoa. Mas como sempre: o que não vende, não interessa.

Mas acima de tudo, sabem o que isso significa!? A vossa vontade de festejar? De que não são felizes verdadeiramente. De que todos os dias não tentam sorrir, ver e aprender com vontade de um dia serem melhores, de ensinarem melhor.
Significa que precisam de "resets" na vida ao invés de re-escreverem a forma como são. Vocês não tentam melhorar, não tentam amadurecer, tentam pôr pensos por cima de feridas mal cicatrizadas e que lambem vezes e vezes sem conta, todos os dias. Não estão em paz, satisfeitos e realizados com aquilo que alcançaram. Mas tudo o que precisam de saber é reconhecer de que podem começar com passos pequeninos em direcção ao que desejam, e não falo de metas nem de objectivos; Falo da vontade de serem algo que ainda não sabem como ser mas que o desejam. A vontade de ter e de conquistar algo que sempre tentaram ou que sonharam fazer o resto da vida.

Não precisam de um ano novo para começar a fazer as coisas, precisam de vontade! Poderia dizer-vos todos os dias, durante 365 dias do ano, para lavarem os dentes 3 vezes por dia, que não iria fazer nenhuma diferença a longo prazo. O verdadeiro segredo está no exacto momento em que decidirem vocês mesmos! Porque não é esperar que o filho nasça para começarem a ler livros sobre bebés e crianças, é fazê-lo antes! É prepararem-se! É anteciparem-se!
Se não vêm a vida como um pergaminho que se desenrola debaixo dos vossos pés, cobrindo o caminho que seguem, e no qual escrevem todas as conquistas e derrotas que experiênciam, qual é o propósito de estarem vivos sequer!? Qual é a razão de sorrirem e festejarem se não usam o passado, as vossas experiências boas e más para construir um futuro melhor que tenham prazer e felicidade em viver? Não fujam do vossos passado, e também não te estou a pedir para o abraçar, mas apenas para o aceitar de que foi e é um marco importante na tua vida, muito possivelmente até uma das melhores piores coisas que te aconteceu para poderes hoje estares onde estás. Se usaste o teu passado para lutar e exigir de ti mesmo, não te esqueças que o futuro são só mais 24h das quais não controlas mas que poderás beneficiar a longo prazo. Porque outro dos segredos, não é fazer tudo num só dia, e tornares-te e realizares os teus "sonhos" numa questão de horas ou semanas. Essas coisas demoram anos!

Tu festejas o ano novo? Com bebidas e fanfarras? Eu prefiro lutar todos os dias e celebrar em silêncio, em segredo, todas as derrotas e conquistas que alcanço de tombo na minha vida.

Porque eu nunca erro ou perco. Ou aprendo ou conquisto!

domingo, 18 de dezembro de 2016

O acordo ortográfico não deu valor à Língua Portuguesa, a língua do brasileiro e do angolano.
Nós somos a língua mãe, nós mandamos nas tendências, nas regras gramaticais!
Não somos escravos dos escravizados e colonizados.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A objetificação da Mulher e do Homem na sociedade e em contexto de Violência Doméstica... [7]

A objetificação do Homem
Através dos vários meios de comunicação social - Parte 3

A mulher, continua a ser objectificada, tal como o homem, mas existe algo a seu favor: a Exigência.
A exigência é uma das "defesas", um dos caprichos que as mulheres "exigem" do mundo construído pelos homens. É uma escolha instintiva, se... vivêssemos no habitat natural, sem regras ou leis. Mas esta "escolha", perante a sociedade controlada por emoções, leis e "boa educação", não é algo belo como quando vemos os machos a lutar pelas fêmeas.
Uma mulher pode ser exigente com o tipo de homem que procura, e a sociedade não poderá dizer que é algo errado, imoral ou de pouca maturidade. Ela "tem o direito" de escolher quem quer ao lado dela. "Tem o direito" de exigir o tipo de homem. Com status social, se é rico já é uma goldigger, mas se for do tipo de homens que é cavalheiresco, que é um "achado", um "artefacto raro", que dá flores, faz surpresas, leva-a a jantar fora, é bom na cama, etc. Aquele tipo de homem que não se encontra sentado em casa e o tipo de homem que não comem quando saem à noite. O que elas exigem deles, é o macho-alpha que se encaixe de forma quase perfeita nas ideologias, gostos e prazeres que elas têm, que elas querem continuar a ter, ou que não querem abdicar.

As mulheres, pela "lei" da sociedade, têm direito a serem e fazerem esse tipo de exigências.
MAS um homem não tem esse direito. Caso o faça; caso tome essa decisão, é considerado machista, sexista, porco e interesseiro.
O homem não tem poder de escolha, porque é automaticamente visto como um monstro que só veio ao mundo para usar e abusar das mulheres. Os homens "são todos iguais".
Mas a realidade, é que o homem tem tanto direito como a mulher. Não vale a pena desculpar ou dar a solução de que: Se os homens não quisessem só sexo, não haveria mulheres traídas por parvalhões. No entanto, os engatatões e as mulheres que são engatadas ou saem à noite para o engate, já passaram por muito homem e muita mulher (respectivamente), para perceber que o bom é foder. Quando for para assentar, minha gente, esses vão acalmar-se e tornar-se-ão mais selectivos.
Essas pessoas, que querem sexo, também selecionam os seus alvos, e não há mal nenhum nisso. Foder é uma dança de acasalamento. Nenhuma gaja ou gajo, sem estarem bêbados, aceitariam que qualquer rapaz ou rapariga se atirassem a eles. É preciso que essa pessoa seja bonita, divertida, interessante e que tinha algo diferente para lhes mostrar, algo que seja capaz de lhes chamar a atenção que outra pessoa já não o tenha feito.
Mas se o homem é exigente e selectivo, se rejeita, ele torna-se novamente o mau da fita.

Este pensamento feminista, oprime o homem de encontrar a parceira que ELE quer, com todo o direito que elas têm no dia-a-dia. Não é errado escolher. Não é errado preferir uma a outra, é a lei da natureza. É por isso que os lobos não engravidam todas as lobas. Eles procuram as que melhor se ligam e se dão com ele.
E vamos aproveitar para por os pontos nos is:
Os homens querem uma mulher, em primeiro lugar e acima de tudo para foder! Ponto final!
Tudo o resto: conversar, aprender, conhecer, viver, chorar, amar, partilhar, sair para jantar, ver um filme, ouvir música, debater, construir, desenvolver, rir e sorrir, vem depois. E acreditem meninas; se vocês não demonstram interesse na cama, não tarde ele procura alguém que o tenha! E se não demonstram interesse em estar ao lado dele ou com ele, rapidamente voz achará uma seca.

Uma das coisas que se tem notado, é do simples facto de que raparigas que preferiram continuar a estudar e a viverem com uma ou duas pessoas no espaço dos 4/5 anos em que tiraram a licenciatura, têm uma maior dificuldade em apareceram no mercado como maduras, como adultas, com personalidade, com resiliência e força psicológica suficiente para se sentirem confiantes e vivas perante um macho.
Para este tipo de raparigas, a exigência é muito grande. Se não dá à primeira conversa não perco o meu tempo. Estão num patamar tão alto, porque já têm namorado ou acabaram recentemente com um, que para voltar a descer terão de fazer duas coisas:

  1. Descer do seu pedestal, aceitar que está solteira e que o mundo não vai acabar.
  2. Não descer de todo e procurar incessantemente, exigindo, um homem melhor do que aquele que ela deixou ou que a deixou.
Por causa deste tipo de situações, os homens bons, são vistos por este tipo de mulheres, como "fracos", "pouco desenvolvidos". E até mesmo perante mulheres que têm experiência, muitos namoros e desgostos, isto irá acontecer. Mas aquilo que separa estes dois tipos de mulher, é precisamente a experiência. Enquanto uma não a tem e exige no homem para que seja Assado e Cozido, a mulher experiente dará uma oportunidade emocional e intelectual à cara metade. O que acontece nesta ultima situação, é uma abertura de si para com o rapaz, na esperança de este se sentir confortável e confiante com ela.



O que aprendi com raparigas/namoradas exigentes?
O que aprendi ao ser exigente com elas?

Falarei então da minha perspectiva:
Ela gosta de mim, ama-me, mas evita estar comigo em público. Há sexo, há beijos, há abraços, mas se eu fico excitado, com um simples beijo, para ela é sinal de "querer só sexo". Se ela não aceita que veja pornografia ou outra coisa qualquer, porque diz sentir-se traída, demonstra falta de confiança em mim, de respeito pelo que gosto, e de maturidade da parte dela. Os ciúmes interferem ao ponto de me "proibir" de ver até mulheres na televisão ou na internet.
O que aprendi? -- Que uma rapariga que não têm consciência de que são dois indivíduos, que ambos têm os seus gostos, e de que da parte dela não existe maturidade suficiente para confiar na cara metade ou que os ciúmes exagerados minam uma relação.
O que ela exigia? -- Que não olhasse para outra raparigas, que não me masturbasse a ver sexo, que fosse mais homem, que fosse mais responsável. (Numa altura em que eu ainda me estava a descobrir)

Ela demonstra gostar, mas não beija, não abraça, não vem ter comigo, não me abraça quando me vê, usa sempre a mala em cima das pernas quando vamos de carro ou estamos no cinema e não posso passar-lhe a mão na perna. Não se sente confortável em experimentar ou em fazer caricias e algo mais físico, como preliminares antes do sexo. Virgem e tem medo: recusa-se a fazer o que quer que seja! As conversas dela, quando sai de casa para "viver" é uma panóplia de situações depressivas que passa em casa.
O que aprendi? -- Existem momentos para conversas tristes e problemáticas. Se ela não dá sexo, se não tem vontade em descobrir, se não abraça, não beija nem existem momentos que poderia haver troca de carinho e amor da parte dela, então a situação em que me encontro não é uma relação, mas uma amizade.
O que ela exigia? -- Que aceita-se que ela era tímida, que tinha medo em fazer ou experimentar algo perto do sexo. Que não estava habituada a beijos e abraços. Que a mãe lhe ficasse com o ordenado e o usasse para fazer as compras para a casa.

Ela gosta de mim, mas precisa que lhe faça perguntas para saber como está, o que pensa e o que sente. Combina-se várias vezes para nos encontrarmos e diz ficar indisposta. Faz um "esforço" para ir ter comigo porque lhe peço muito e a única coisa que quer é ir para casa. No sexo, faz por fazer o "jeito", não parece ter grande vontade.
O que aprendi? -- Se não vai ter contigo por vontade, se não está contigo com vontade. Se não há nada para dizer, se não quer dizer nada. Se não quer caminhar em frente ao invés de ficar parada a "sofrer", se no sexo, quando faz é um pouco por "também tenho de dar porque ele deu", de mãos para baixo, sem demonstrar desejo, demonstra falta de confiança em si. Não é algo de mau ou de errado. Mas uma rapariga com 25 anos, já devia ter maturidade o suficiente para se sentir mulher. Julgo apenas o que conheci e não sou ninguém para acusar do que quer que seja, ainda que este pedaço de texto possa ser hipocrisia minha. Mas se não demonstrou vontade em estar, a não ser quando estávamos sozinhos. E quando estávamos sozinhos, não parecia envolvida o suficiente no acto, estaríamos a perder tempo um com o outro. Não é que não gostasse de sexo, mas eu, gosto de saber que a outra pessoa também gosta em dar. Não era pessoa de olhar para o céu, de conversar, de falar sexo a menos que tivesse vontade de fazer.
O que ela exigia? -- Que não fizesse piadas sexuais/picantes. Que não falasse tanto. Que não estivéssemos em público porque sentia-se observada. (É preciso aprender a controlar esses medos, caso contrário um dia seremos dominados por eles.)

Conhecia por facebook, amiga de uma amiga da minha mãe. Estudante, recentemente separada de uma relação de 4 anos.
O que aprendi? -- Apesar da idade já bater quase nos 30, a mentalidade era ainda miúda de 16/18 anos. Muito incomodada com a frase "Uma rapaz não deixa cona para ficar sozinha". Não tinha nada de adulta. Estava ainda amargurada, apesar de ter sido ele a acabar com ela e lhe dizer que já não sentia nada. Não era interessante para conversar, e bastou perceber isso por ser muito negativista com ela própria ou não falar de todo, ou sequer fazer perguntas.
O que ela exigia? -- Que não fizesse tantas perguntas, que não "julga-se" o ex-namorado, que não fosse frontal.

O que aprendi com elas?

Aprendi que a higiene é muito importante. Assim como falar sobre sexo, ter uma relação aberta e sincera. Gostar de sexo e de dar prazer. Gostar de abraços, beijos e de caricias. É importante que cada um dê ao outro sem pedir ou pensar na troca de favores. Cada um caminhar metade do caminho para se encontrarem e mais importante, conversarem e exporem sem medos.
Se elas não dão o mínimo em termos emocionais e não são maduras, com uma personalidade e opinião própria, demonstra uma falácia para com uma relação entre duas pessoas. A curto-médio prazo, não mudaram, não cresceram, não aprenderam nem ensinaram nada de novo. Estão paradas no tempo e ainda a descobrirem-se.

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A objetificação do homem, perante mulheres exigentes, é como um combate de box no qual tentam acompanhar a namorada para tentar perceber como e o que querem realmente da relação ou deles próprios. Neste tipo de relação só há um lado que ganha e que permanece satisfeito, chegando ao fim da relação como se tivesse sido, ela própria traída. O homem tenta dar, mas acaba por dar muito, se não mesmo tudo, e perde o que nunca teve.
Da minha perspectiva, um mulher que não avança, deve ser informada e até mesmo avisada se for necessário, de que as coisas não estão a funcionar.
Porém, quando as coisas se sentem que não estão a funcionar, que não existe nada que os une, que os mantenha juntos, que não há nada para partilhar, que não existe desejo ou vontade, não há razão para continuar a enganar duas pessoas. Vocês e elas/eles.

Elas podem exigir, e os homens também. Poderá não ser saudável para quem leva o "não", ou o fim da relação na cara, mas é importante para fazer crescer as pessoas. Para as fazer amadurecer e as fazer perceber que tipo de homem ou de qualidades e defeitos querem, toleram e aceitam ao seu lado.

A objetificação da Mulher e do Homem na sociedade e em contexto de Violência Doméstica... [8]

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O politicamente correcto dos multi-culturalistas sem cultura...


1925 - 2016
"Quando a polícia obriga uma mulher a despir-se na praia a França devia compreender o absurdo do que está a fazer. Com as vendas de burkinis (que não tapam a cara) disparam depois da proibição devia compreender a inutilidade. Quando esta mulher é obrigada a despir o que tem vestido ao mesmo tempo que a polícia é aplaudida e ela ouve dos veraneantes franceses gritos de "vai para casa" deviam perceber o caminho perigoso que estão a trilhar e que tem um passado trágico." - Daniel Oliveira

O que as pessoas, que apoiam o direito da mulher a vestir como e com o que quiser, não se lembram de que na década de 1925, como mostra na imagem, elas não tinham direitos!
As mulheres nos países Ocidentais, como a que vemos na fotografia a preto e branco, era submetida a regras rígidas de vestuário quando andavam na rua e na praia. Demorou várias décadas, para que elas se libertassem da opressão imposta pela sociedade "liberal" que as pessoas hoje acreditam que sempre foi assim. Não foi e nunca foi!
É de relembrar, e vincar principalmente, de que as mulheres portuguesas apesar de terem ganho o direito ao voto em 1931, com muitas limitações, foi só em 1976, -- 45 anos depois -- que tiveram , como qualquer cidadão português maior de 18 anos, o direito ao voto em qualquer eleição que vie-se a decorrer no país. (ver: Sufrágio Feminino)

Tudo o que as mulheres de hoje podem fazer, as suas avós não o podiam; Na altura do Estado Novo, coisa que não foi assim há tão pouco tempo, as mulheres:
Não podiam sair do país sem autorização do marido e do estado.
Não se podia casar sem a autorização do estado.
Não podia sair de casa sem a autorização do marido.
Foram precisos décadas de lutas por parte das mulheres, para que hoje a "Mulher Ocidental", possa andar de bikini na praia, de mostrar os joelhos, o decote, a barriga, o umbigo, e até usar fio-dental.
Apesar de tudo isso nos parecer banal hoje, à dezenas de anos atrás, era impensável uma mulher usar lingerie quando saísse à rua, ou um vestido decotado, ou agora os típicos calções de ganga que as miúdas vestem na praia, ou até mesmo as leggins que tanta mulher e rapariga usa, provocando o olhar dos homens. E provocam, mas não é por isso que elas são violadas, isso é um texto completamente diferente e um tanto longo.
Sem fugir da linha de pensamento, a mulher do século 20, tem a liberdade pelo qual lutou. Tem a liberdade de se vestir como quer. De usar ou não usar produtos cosméticos. Nenhuma é oprimida, a menos que decência cívica seja posta em causa. Afinal de tudo, vivemos em sociedade, com regras, com leis, com um pouco de civismo, apesar de ás vezes não funcionar 100%.

Entramos agora na questão principal desta noticia:
É errado "obrigar" uma mulher a despir o "burkini", burka e jihad, só porque não gostamos de muçulmanos? Só porque tem uma religião diferente da nossa?
De uma forma geral: SIM.

Eis a razão. Se aceitarmos que as mulheres se deixem oprimir no local mais liberal de um país: praia, lagos e rios, porque somos "civilizados", quantos anos serão precisos para que os muçulmanos comecem a obrigar os ocidentais a tolerar e a aceitar outros costumes opressores que existem no seu país de origem?
Imaginem a seguinte situação:
Vocês vão para um local de trabalho, e as pessoas começam a comentar que o vosso cabelo ou roupa ficava melhor desta ou daquela forma. Que deviam cortar, apanhar em puxo, rapar, cortar assim e assado, ou usar camisas mais justas ou as calças com uma cor mais escura.
À primeira cedência da vossa parte, em que mudam "essa coisa" que as outras pessoas opinarão sobre vocês, iriam opinar outras mais, e vocês iam cedendo. Ao fim de uns tempos, vocês já não eram a mesma pessoa. Já não vestiam a roupa que antes gostavam, ou já não usavam o corte de cabelo que até tinham a algumas semanas, meses ou anos, mas que sempre acharam ser a "vossa cara".

O que ganharam com este processo?
O que aprendemos com esta experiência?
Que perderam a vossa identidade e individualidade!

E é precisamente isso que começaria a acontecer em França, caso aceitassem os "burkinis". Porque a tolerância do ocidental, é a coisa mais terrível e a ameaça mais tenebrosa que existe perante a "liberté" da sociedade democrática que luta pela igualdade e o direito de todos.
O politicamente correcto dos multi-culturalistas sem cultura, tornará em pó, a luta perpetrara pelas suas contemporâneas, na tentativa de viverem a mesma liberdade dos homens.
O politicamente correcto, do: "todos têm direito a vestir o que querem", tem uma falácia gigantesca, dos quais o tabu e o púdico se inserem. A mulher só pode vestir o que quiser, SE, -- e este é um grande SE que envolve leis -- estiverem de acordo com os padrões aceitáveis da sociedade, pois uma mulher não pode andar nua na rua, apesar de "supostamente" todos termos o direito de vestirmos como quisermos.
Inclui-se também neste SE, quando a mulher decide andar de bikini na rua. Ela pode usá-lo na praia, mas não o pode fazer na rua, pois vai contra os princípios morais da cidadania em que todos nos inserimos. Existem inclusive praias próprias para nudismo, que não são abrangidas pela leia do "não-nu", para que as pessoas que queiram andar como vieram ao mundo, o possam fazer sem serem oprimidas por velhas que vejam essa decisão como um tabu ou algo nojento.
Uma mulher, que amamenta o seu bebé em público, é acusada de indecência, apesar de ser um acto perfeitamente natural, que pode ser testemunhado por crianças das mais variadas idades, em Zoológicos. O sexo entre gorilas e outros símios, é visto como algo perfeitamente natural, mas o sexo é escondido nas casas, apesar de sermos constantemente bombardeados com mamas, decotes, lingeries, olhares provocadores que nos tentam vender um shampo ou um perfume. De músicas com danças extremamente provocadoras ou letras detalhadas.

Na Coreia do Sul, existem bandas que viram as suas coreografias musicais banidas. Proibidas de passar na televisão, por serem excessivamente sexuais.
A Coreia do Sul é um país americanizado, democrático, "livre", mas possuí ainda regras relativamente a danças. Danças que comparadas com certos videos da Niki-Minaj, seriam um "menino do couro". No entanto, essa "opressão" existe, e de certa forma, a sexualização das mulheres e dos homens, comprava a sua objectificação. A mente não é aberta o suficiente para aceitar que todos viemos do sexo. Que o sexo é algo natural e universal. Mas se nos focamos em criticar a Corei do Sul por censurar danças, o que diremos de Portugal e da sua cultura "retrógrada", em que os idosos ainda acham tabu falar de masturbação ou ver pornografia?
Se as pessoas acham que ao proibirmos a burka e jihad, estamos a retroceder, o que dirão das ofensas que os nossos velhos de Portugal sentem quando se fala de vagina e pénis em pleno horário nobre? E porque razão se deveriam sentir ofendidas por algo que é ensinado tão precariamente nas escolas e que é importante para o futuro de cada jovem que inicie relações sexuais seguras?
Se aceitamos que eles (idosos) se sintam ofendidos, se os protegemos e fugimos dessas palavras e sessões de TV informativas, não estamos a alimentar a mentalidade fechada de 1975? Não estaremos a alimentar que quase tudo o que se refere ao sexo, é tabu e que as pessoas deviam ter vergonha de falarem sobre isso ou proibir de as mulheres mais jovens terem o direito e a liberdade de expressão para afirmarem de que ontem de noite deram a melhor queca da vida delas?
Se aceitarmos e tolerarmos que o nossa sociedade se ofenda mais depressa por um casal a fazer sexo ao lado da filha, do que com atentados terrorista aos países que nos trouxeram a Democracia, em que é que estamos a falhar enquanto Ocidente?
Os nossos costumes não devem de maneira alguma mudar só porque refugiados invadem a europa e merecem "ajuda". É o mesmo que aceitarmos ciganos em nossa casa, a viver connosco, e exigirem que as regras da casam sejam alteradas. Que invés de andarem descalços por casa, devem andar calçados. Que em casa devem andar sempre de sutien ou de meias.


"O incidente que está a causar polémica nas redes sociais aconteceu na mesma cidade em que, no Dia da Bastilha, um atentado ceifou a vida a 84 pessoas. Recorde-se que o burkini foi proibido em França."
"Os que forçam a mulher a destapar-se, estão a garantir que outras possam andar destapadas. Essa é a grande diferença. Para se conseguir a liberdade de muitos, às vezes temos de negar a liberdade de poucos. Não é a situação ideal, mas é a melhor temos." -- José Mota

É só isso que tenho para dizer em relação aos que se sentem ofendidos e incomodados com o facto da senhora não ter "liberdade" de vestir o que quer.
As pessoas não têm noção da verdadeira razão política e religiosa por trás de toda esta regra. Há ainda quem não acredite que a guerra com o Ocidente não é religiosa nem política, mas que tem haver com a opressão e o sofrimento que o Ocidente causou no países árabes. O que é redondamente mentira.
Os muçulmanos mais radicalistas, que filmam as decapitações a sangue frio, dizem muita vez, que fazem tudo em nome do profeta Mohamed. Que lutam contra a fé cristão e os infiéis. Basicamente, uma 2ª caça às bruxas e inquisição.
Na europa, várias dezenas de crenças, convivem numa certa harmonia cada uma protegida pela lei. Aceito e respeito a religião muçulmana até ao ponto de não me obrigar, impingir ou forçar a algo que não concordo ou que não fazem parte dos meus valores e direitos como cidadão.
Nós cá temos a liberdade de escolher como nos vestirmos, porque lutámos por isso. Podemos escolher andar de bikini/calções de banho ou andar de t-shirt, gorro e calças de ganga. Nós temos essa liberdade! Mas elas não. Elas não têm essa liberdade por causa da opressão que se deixou evoluir no seu país natal e porque os maridos e outros homens não as deixam. Se a burka e o burkini são um instrumento de opressão que foi literalmente "banido" de todas as praias dos países democráticos, em que a mulher tem os mesmos direitos que o homem, porque é que elas as continuam a vestir (burkas)? Por vergonha? Há bikinis de corpo inteiro, menos reveladores. Mas se não for por essa razão, será pela força do hábito? É quase como saberem que têm a opção de acabar com o namorado/marido que lhes bate, mas continuam ao lado deles porque sempre se habituaram a esse tipo de submissão a vida toda.


As Nazarenas, são conhecidas por usarem grandes quantidades de roupa, tanto na praia como no dia-a-dia. As pessoas perguntam se elas também seriam abrangidas por essa lei caso fosse aplicada em portugal. A resposta a essa pergunta é: Não. E é não, porque estas mulheres lutaram pela liberdade e tabu de todas as mulheres de portugal, e ainda que por vezes tenham a mentalidade fechada, elas fazem-no por "tradição", mas acima de tudo, por prazer e coesão social e familiar. Acima disso, têm a liberdade de tirar os casacos, as saias, de andarem descalças e com os ombros destapados na rua. Elas não vêm oprimidas, e não se mantém oprimidas.

Mas eis então outro argumento. Qual era a taxa de aceitação das mulheres, se grande parte dos homens começassem a aparecer nas praias públicas em "Mankini" ou os famosos "penekini"? Seria estranho e tabu? Seria excessivamente explícito e provocador, além de perturbador?
Mas esperem, as mulheres também já usam bikinis que cobrem apenas a parte da frente e deixam as costas totalmente expostas. Mas ainda existem bikinis mais explícitos e reveladores do que estes, que fazem da mulher autenticas "estrelas porno". Isso não é preconceito? Não é preconceito negarem que homens e mulheres usem bikinis mais reveladores dos que os que estamos habituados a ver nas capas de revista e na televisão?

Calma, ainda há mais!


Os "Facekini", são máscaras usadas pelos chineses, que inclui, por vezes, o uso de autênticos fatos de banho de corpo inteiro, para os proteger dos raios solares.
Como dizem também muita gente em comentários, defendendo que o uso do burkini é usado pelas mesmas para essa mesma função. Bem, se não gostam ou não querem apanhar com o excesso de sol, basta aplicar protector solar e colocarem-se debaixo de um chapéu de sol. Acrescentando o facto de que era preferível usarem roupas brancas para reflectir a luz e evitar o calor, do que usar o preto, que como todos sabem, atrai todo o espectro de cores e calor proveniente do sol.
Mas a diferença deste fato de corpo inteiro, inventado na China, há mais de 10 anos, tem uma função particular e muito diferente das burkas e burkinis. Para além dos raios solares, a pele branca é apreciada e simboliza beleza. De certa forma, é uma vestimenta criada para intensificar o racismo dos brancos contra os negros. Não acho.
Nas praias dos países da União Europeia, esta ideia é bastante "radical", pois o ocidente é louco por banhos de sol, além de bronzeados.
Os Facekini podem ser "opressores" na praia, mas as mulheres que os usam, quando voltam das "férias", vestem-se de forma normal, sem capas ou máscaras. Elas escolhem cobrir-se nos dias de praia e revelarem-se quando passeiam ou vão para o trabalho.

[Burkini]
A diferença é que um "burkini" é uma burka que pode ir à água sem deixar de ser uma burka. Continua a ser um objecto de opressão da mulher em si.
Não haveria mal nenhum em elas usarem algo semelhante, como um fato de banho de corpo inteiro, mas o problema está precisamente em continuar a alimentar a opressão em que vivem. Vocês aceitam que estas mulheres, oprimidas pela sua religião e pelos próprios maridos, sejam obrigadas a usar algo tão desumano?
Se não aceitamos violência doméstica, porque aceitamos que estas mulheres, já oprimidas, continuem a ser alvo de violação dos seus direitos e da sua liberdade física de expôr os seus corpos utilizando a burka? Que foi de facto imposto pelo estado islâmico e pela sua religião? Se pudessem salvar uma mulher de violência doméstica, chamando-a à razão, instruindo-a dos seus direitos, da sua liberdade, da sua força interior e exterior, não o fariam? Não tentariam ajudar essa mulher a libertar-se da prisão em que se deixa viver, pura e simplesmente porque sempre viveu assim e porque é a força do hábito?


A questão não é o burkini, mas sim a ideologia que ele trás com ele. Se aceitarmos essa ideologia, não estaríamos a fazer progressos em termos de tolerância, mas a retroceder na liberdade de expressão, pelo qual tantos homens e mulheres morreram.


Compreender a história e as origens do Islão.






Algo para reflectir


A dad let his daughter take a bite of a deer heart and now the internet is losing their minds


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Texto retirado do página de Facebook: Um Dia Acabo o Livro

Ora, vamos lá começar o dia com uma polemicazinha:
Associar a palavra LIBERDADE ao uso do burkini é quase anedótico. Mas também é chapa ganha, admito. Fica bem, chama likes, toda a gente concorda, é muito mais romântico e heroico, e um lugar comum, daqueles que não me atraem por falta de coerência e pragmatismo. 
Não, não gostei nada de ver os polícias na praia a mandarem a senhora despir-se. Mas esta questão é muito mais profunda do que aquilo que querem fazer parecer. 
O burkini não é uma farda clerical – párem de fazer comparação com as freiras.
O burkini não é um fato desportivo aquático – párem de compará-lo com fatos de surf. 
O burkini não é um uniforme de trabalho – párem de falar no homem das bolas de Berlim.
O burkini não é uma simples roupa de banho que nos tapa da cabeça aos pés, extremamente confortável de usar dentro de água em pleno Agosto. 
O burkini é uma afirmação religiosa, ideológica e política! É uma imposição feita à mulher, que, ao contrário do que muita gente julga, não tem a opção de ser ou não muçulmana, de seguir ou não os costumes, de cumprir ou não os ensinamentos religiosos. Ela é, ela segue, ela cumpre-os, sem questionar, sem escolher, sem recusar, e ponto final! 
O burkini é um símbolo puro da opressão sobre a mulher, e, sobretudo, do fundamentalismo que tantos parecem querer negar - palpita-me que a população de Nice está-se pouco borrifando para a opinião dos amantes da liberdade, depois de ter visto as suas crianças serem abalroadas por um camião conduzido por um lunático amante de burkinis. 
“Ah, mas defender o uso do burkini é defender a liberdade”, dizem muitos de vós, imbuídos de um espírito lírico e idealista pró-liberdades individuais. É. E defender o uso do burkini é, também e mais que qualquer outra coisa, legitimar a chibatada, o apedrejamento, a ausência de direitos, a mordaça com a qual tantas mulheres têm que viver sem nunca terem conhecido outra realidade. Porque sabem? Não as vão ver a queimar soutiens nem a assumir que estão fartas de parecer o Mancha Negra dentro de água. Isso nunca vai acontecer porque as consequências para tal rebeldia ser-lhes-iam demasiado penosas, para não dizer mortais. Depois, grande parte delas vai defender o seu direito ao uso do burkini, como defendem o uso do chador, do niqab e da burka, como defendem que médico algum lhes deva tocar, como defendem que autoridade alguma as deve obrigar a mostrar o rosto, como defendem os crimes de honra cometidos na sua família, como denunciam e defendem a lapidação das suas semelhantes, e algumas vão continuar olhar-nos como rameiras infiéis, tal como me olharam em Sevilha, há seis anos atrás, ou como me olharam na semana passada, num centro comercial perto da minha casa. Vão fazê-lo, porque acreditam que a sua forma de vida é a única forma decente e virtuosa de viver, mesmo que tenham escolhido como albergue países com uma cultura completamente oposta à sua. E vão fazê-lo, porque pássaros que sempre viveram em cativeiro desconhecem completamente o que é voar em liberdade, e por isso todos os pássaros que fazem voos rasantes à gaiola são uma cambada de loucos e libertinos impuros – como nós. 
Em 2015, Angeline Sloss, uma jovem francesa de 21 anos, foi espancada por um grupo de raparigas muçulmanas quando estava a apanhar sol, em biquíni, com umas amigas, num local público. Antes do ataque, uma das agressoras terá, alegadamente, gritado e ofendido a vítima por estar a fazer algo “imoral”. 
O mês passado, uma mulher e as duas filhas menores foram esfaqueadas por um muçulmano, numa estância de férias em França, porque este, que também se encontrava de férias na mesma estância com a família, não gostou de as ver de calções. Os media não deram grande importância ao assunto, mas ambos saíram em jornais portugueses, discretamente. Os media preferem fazer alarido com a proibição de um fato que legitima tudo isto que citei em cima, e nós vamos aceitando aquilo que nos querem vender. 
Eu defendo e prezo muito a liberdade. A minha e a dos outros. Mas não esperem que defenda um símbolo de opressão contra as mulheres e de repúdio pela minha cultura, que pode tornar-se, num futuro muito próximo, a mordaça que aprisionará as nossas filhas.
Marta A.

Notícias:


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Quando algumas cidades da Síria foram re-conquistadas, as mulheres queimaram a burka e os homens cortaram a barba.

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A invasão da Europa...

Actualizado:
[28/08/2016] Adicionado texto do Facebook e acrescentado Notícia sobre Homens e Mulheres na Síria.
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domingo, 7 de agosto de 2016

Se não dás sexo, ao menos sê interessante...

[Chloë Montez - Pinterest]

Às vezes ainda penso em ti, na nossa mentira de "namoro", de amores e discussões "importantes" só porque estávamos "apaixonados". Mas a razão de surgires na minha mente mais vezes do que estarmos juntos, é por seres a coisa mais recente que tive. Porque se não tivesses sido tu, a última, teria sido outra "qualquer".
Não foste o suficiente interessante para me manter ao teu lado. Não deste o suficiente, nem fizeste o suficiente. Não houve nada que tenhas feito que me tenha deixado uma semente, por muito pequena que fosse, para continuar a pensar em ti com desejos e devaneios loucos à noite, com a mesma gula de te ver todos os dias como o fiz durante tanto tempo por estar "apaixonado". Mas não te sintas mal, afinal todos erramos, e aprendemos com os erros. E eu, dei demais.

Mas se namorar é apenas existir, entras então num tédio cíclico para onde arrastas outras pessoas que querem sorrir e abraçar, e tu, por crer ou não crer, te transformas numa estátua fria de pedra áspera.
O que existiu na tua mente para recear amar? Que experiências esperavas partilhar?
Esperar para as ter nunca me foi uma opção, principalmente porque tudo passa depressa demais, e depois da primeira vez, a cena em si, do teu teatro de horrores, de negações e frieza, não passa de mais uma experiência de sentimentos em que dizes Sim ou Não. Se não te queres descobrir sozinha, não dês falsas esperanças a quem sempre te abraçou e te levou a viajar. Ou a quem sempre te quis ajudar a ver o mundo através das experiências que ainda não tinhas. Abrir a mente, por muito virgem que sejas, não deve ser um impedimento para cresceres. Se é só depois do sexo que tencionas amadurecer, não esperes que os rapazes te adorem e se babem todos por ti. Afinal, tu continuarás "virgem" de experiências durante demasiados anos até entenderes que poderias ter feito tudo isso muito mais cedo. Vai por mim, estou a passar por isso e já tenho 26.

Não me arrependo de nada. Do que disse, do que fiz, dos passeios, do amor, do carinho, do dinheiro gasto, o tempo em tua casa, do jantar que fiz, das idas ao cinema. É suposto crescer. Ultrapassar a árvore tombada, subir o muro. É suposto correr, caminhar no mínimo, para a frente; Caso contrario, mais tarde, encontrarás a morte de ti mesma.

Isto é uma crítica para ti, porque sei que vais ler. Mas espero, apesar de tudo, que seja um abre-olhos para a pessoa medrosa que tens dentro de ti. Eu tenho uma também, mas luto todos os dias para me desafiar a desbravar caminho por entre a multidão de pessoas que me assusta, que me olha, que me julga. Se não crescer um pouco todos os dias, não estou a viver, e tu, estás parada no tempo por causa de um medo "virgem" que se chama: Experiência.
Aterrorizo-me com as alturas, mas se não tentar combater a fobia, se não lutar pelo que quero ser, pelo que quero sentir, ter poder de decisão, sou um escravo dos meus próprios medos.

Tu que lês tanto, que vês tantos filmes, foste a pessoa que menos deu e menos tentou coisas novas comigo. Nada do que me fizeste ou do que fizemos, me foi algo novo ou de verdadeiramente interessante e excepcional na vida que levo. Se não foste capaz de marcar essa diferença, mesmo quando te disse que precisavas de a fazer, o que esperas de mim? Um novo namoro? Uma amizade?
Que conversas teremos? Que coisas interessantes teremos para falar?
Se nunca me beijaste por prazer, me abraçaste com vontade, me deste prazer com desejo... o que esperas agora de mim?

Se não dás sexo, ao menos sê interessante...

domingo, 24 de julho de 2016

A invasão da Europa...


[Adolf Hitler and Eva Braun by Heinrich Hoffmann]

A invasão da Europa por parte dos refugiados, não traz apenas crianças e mulheres que fogem de uma guerra civil, perpetrada pelo grupo radical islâmico ISIS; Traz elementos preparados para desencadear um conjunto de revoluções dentro da própria União Europeia. Homens fortes, treinados no seu país de origem, que esperam o "sinal" para fazer explodir o pânico e a desconfiança nas ruas.

Coloquemos os pontos nos i's, e deixemo-nos de rodeios perante a realidade dos factos e a verdade do que está a acontecer: Esta guerra é ideológica, política, religiosa e racista!
O objetivo é simples: Conquistar toda a Europa. Destruir os seus valores, as suas leias e principalmente a sua religião!

", por certo, algo como um conflito, se não uma guerra, entre o Ocidente Cristão e os Islão." - Pag. 61

"... o problema politico do Islão está em que ele não encontrou a sua forma política." - Pag. 62

"Muitos europeus, ou ocidentais, com boas intenções, dirigem ao Islão o concelho urgente de se reformar, mais precisamente o de realizar as reformas religiosas, sociais e políticas que permitirão aos muçulmanos participar plenamente no mundo comum e na humanidade reunida que se desenham. Esse concelho ocorre-nos tanto mais naturalmente quanto a Europa tem uma experiência particularmente longa e rica desse tipo de mudança profundas, nas quais a associação humana que muda preserva, porém, a sua continuidade subjectiva." - Pag. 62/63

"É possível ver-se aí uma das grandes causas da dificuldade do Islão em praticar efectivamente a democracia: por um lado, a Lei indiscutível exclui ou limita severamente muitas liberdades pessoais, que a democracia reclama: por outro, a enorme latitude da conduta dos príncipes, ou dos chefes, é incompatível com o respeito das leis democráticas." - Pag. 64/65
A Razão das Nações: Reflexões sobre a Democracia na Europa - Pierre Manent
A democracia na Europa, tem evoluído ao longo das ultimas centenas de anos. Através de invasões, trocas comerciais, queda de impérios, guerras mundiais e unificação de uma só moeda. (Euro €)
Os povos árabes, especialmente os mais pobres, estão há tantos anos em guerra, em conflitos em discussões religiosas, que pouco ou nada fizeram para impor a lei democrática e deixar para trás a lei da natureza.
A inquisição, a peste negra, os descobrimentos e as guerras mundiais, ajudaram a Europa a unificar-se. Foram o catalisador "bárbaro" -- me parte -- que nos fez re-escrever uma história sanguinária.
Demos ao mundo a revolução industrial, o comboio, o automóvel, prédios, pontes, auto-estradas, a prensa. E o que trouxemos dos Árabes? Números e matemática? A India é tão conhecida pelos seus deuses como pela sua incrível matemática e matemáticos.
Tudo o que nos foi oferecido pela cultura Árabe, quando ainda dominavam a Península Ibérica, fora roubado de civilizações vizinhas.
Os escravos negros eram comercializados aos Europeus, precisamente por mãos Árabes.

Sim, tivemos a inquisição que matou milhares de pessoas em nome de "Deus", que oprimiu e retardou o avança científico e tecnológico, mas fomos capazes de usar a democracia em nosso favor, quando renegámos a religião para segundo plano. Foram tempos horríveis, que eu próprio como Agnóstico/Ateu, condeno, mas somos hoje "civilizados". Independentemente do que aconteça no resto do mundo.
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Mas existe algo que estes invasores se estão a esquecer e que irá deitar por terra qualquer hipótese de sobrevivência da sua espécie na Europa/Ocidente.

100% da roupa que usam é proveniente de negócios que o Ocidente possuí com o Oriente.
100% das sapatilhas que calçam, são manufacturadas em fábricas construídas pelo Ocidente, no Oriente.
100% dos telemóveis que usam, são desenvolvidos e criados pelo Ocidente.
100% dos hospitais da Europa, são mantidos e geridos por médicos Europeus.
A educação na Europa, está mais avançada que a mentalidade dos próprios refugiados, incluíndo aqueles que sonham em invadir e conquistar o coração do Ocidente.
Quando tudo tiver conquistado, quando todos os brancos tiverem desaparecido:
Quem vai trabalhar nos taxis?
Quem vai trabalhar nos hospitais?
Quem vai trabalhar nas terras?
Quem vai usar as máquinas agrícolas?
Quem vai trabalhar nas fábricas?
O que raio é que eles sabem fazer!?
Se eles querem realmente conquistar todo o Ocidente, utilizando o controlo de nascimentos a seu favor, -- para cada 1 filho europeu, os refugiados terão 3 --, como irão ensinar nas escolas? Como irão conduzir carros?
É que... eles sabem o que sabem, e têm o que têm, porque lhes estamos a ensinar. Deviam sentir-se agradecidos e não violentos. Deviam escolher a diplomacia e não a revolução militar, de arma na mão e reconquista nos olhos.

Quando nenhum branco existir, irão voltar ao tempo da pedra. Eles são a prova viva de uma cultura que não evoluí à mais de 2000 anos, que ainda não teve, nem fez, qualquer avanço científico, matemático ou filosófico.
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“Porque razão 120 civis inocentes merecem morrer na Síria por 84 civis inocentes terem morrido em França?”, pergunta McAdams. -- FRANÇA “VINGOU-SE DE NICE” COM BANHO DE SANGUE NA SÍRIA


Estas novas ideologias "humanísticas" de pró-refugiados, que os acéfalos do "pró-multiculturalismo" tentam obrigar-nos a engolir, em que uma pessoa que mata 84 pessoas é visto como sendo um pobre coitado com problemas psicológicos, começa seriamente a destruir a democracia e a sanidade de toda a União Europeia, incluindo a própria democracia, que sofreu, durante séculos, alterações e "reformas" para chegar ao que é hoje.


Sinto-me ofendido por tamanha barbaridade que leio nos comentários e na noticia.
Esta gente podre, que chora 260 civis, tentam fazer-me sentir mal, sentir-me culpado pela morte de gente externa ao Ocidente, à democracia e às leis.
Fazem-me sentir o opressor, o erro, a "mente fechada", o "racista" sem coração, apenas e só por expressar a minha opinião.

Mas eu não vou pedir desculpa.
Não me vou sentir mal por morrerem  260 pessoas. Faz parte da guerra.
Se 84 franceses morreram, para mim é triste. Se 260 pessoas morreram no outro lado do mundo, não me faz diferença nenhuma. Cada país e continente tem a sua história, o seu passado, as suas guerras e tratados de paz.
A Europa teve 2 guerras mundiais e hoje une-se num só exército: NATO.
Partilha fronteiras, sem perder os seus costumes.
Partilha leis, ideias e decisões, sem que cada país perca o respeito ou o controlo do seu "pedaço de terra".
Estou pela Europa, porque ela apesar de todas as guerras e conflitos, da inquisição e de pestes negras, conseguiu, como países, invadidos e conquistados, de conquistadores do mundo, transformar a diferença em algo positivo e lucrativo.
Não vou pedir desculpa por 260 pessoas. Os Estados Unidos mataram bem mais logo após 2001 e ninguém as chorou, porque ei de chorar eu!?
Porque me devo sentir culpado?
Eu não conduzi nenhum camião contra pessoas.
Eu não lancei nenhuma bomba.
Também não fiz explodir um aeroporto nem andei à machadada a pessoas dentro de um comboio.
A realidade, é que a Europa está a tornar-se excessivamente apaneleirada.
Tudo se sente ofendido por tudo e por nada.
"Todos os brancos se devem sentir mal pelo que fez no passado."
"Devemo-nos sentir mal pelas pessoas que fogem de um país em guerra."
Portugal foi invadido 3 vezes pela França e a única coisa que o povo deixou para os invasores, foram Uvas e Limões.
No México decapitam pessoas à catanada e ninguém chora.
Nas favelas vivem crianças que só conhecem a vida da droga e ninguém as chora.
Torna-te homem e mulher!
O mundo está em guerra à muito tempo, não é só de agora! Se queres fazer alguma coisa de útil, vai para as trincheiras combater! Agora não defendas é uma ideologia que não tem leis. Que não sabe o que é democracia e que vive, apenas e só, através de um livro.

Não vou pedir desculpa pela morte de quem não segue leis. Que vê na Europa um "país" livre de se ser e fazer o que se quiser sem qualquer opressão religiosa ou política. Para eles que vêm de países sem uma verdadeira revolução filosófica, olham para nós como um paraíso onde não precisam de trabalhar nem pagar casa, carro e hospital, pois tudo lhes é dado de borla.
Porque são vistos, e fazem-se de, coitadinhos, pobres, que fogem da guerra, da fome e da miséria, da tristeza e da perseguição. E o povinho burro da Europa, que condena mais depressa um pedófilo que um estripador, acha-se no direito de ajudar tudo e todos os que vêm para cá. De oferecer o nosso lucro a gente que nunca fez nem fará nada pela paz democrática. Que não tem os mesmos valores ou sequer interesse em fazer da Europa, algo melhor.

Os meus antepassados lutaram e revolucionaram-se para que um dia os seus filhos e netos vivessem em paz e harmonia. Eu não vou chorar nem pedir desculpa!