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quarta-feira, 29 de junho de 2022

À descoberta de Germil - 3º dia de caminhada (8KM)

[Germil - Perdido no monte - 8km]

The Interrupters - Take Back The Power

A manhã começou com a vontade de fazer a mesma volta que fiz no primeiro dia, mas ao contrário; Foi na aventura que decidi tomar, nos riscos que me pareceram "fáceis" que me perdi a tentar subir o primeiro monte.
Passei, com um toque de aventura e medo, um riacho escondido entre espinhos e vegetação densa rasteira. Atravessei com sucesso o vale que era separado pelo rio e ao avistar a encosta que me levaria ao cume do outro monte onde no primeiro dia explorei.
Inicia a demanda cheio de energia e confiança, mas à medida que o me aproximava do cume, era obrigado a desbravar terreno por mato denso, ervas e arvoredo mais alto que eu, e pedras que não conseguia trepar, a coisa foi piorando à medida que forçava a subida entre espinhos que me cobriam até cintura, incapaz de ver o chão que pisava. Fiquei com os pés encharcados e as pernas a gritar de dores pelos espinhos, numa questão de minutos. Quando percebi que não havia forma de subir, que não havia caminhos, nem pedras, nem terreno mais liso e arvoredo rasteiro, entrei em pânico.


Não fazia ideia onde estava mesmo tendo a estrada e as casas ao longe como pontos de referência. Tinha que descer e voltar a passar pelo mesmo inferno que foi subir. Não queria desistir, mas voltar a terreno seguro era a melhor opção. A meio da "derrota" ainda dei um trambolhão, acabando no meio das silvas que por sorte não me picaram, mesmo ficando de pernas para o ar. 

Depois de voltar ao inicio da primeira aventura desenfreada mato a dentro e encosta acima, voltei a aventurar-me por outros caminhos menos traiçoeiros, mais fáceis de percorrer.

Apercebi-me, com a derrota e o pânico, que a natureza não tem leis, nem castiga, não espera nem derrota.
A natureza simplesmente existe e vive, independentemente de quem se aventurar nela.
Fui até onde ninguém iria e isso deixa-me orgulhoso com uma mistura de medo e dores, já que o joelho e a canela continuam doridos.
Não me arrependo de me ter aventurado com o risco de me perder ou ficar lá preso e magoado, pois estava ciente dos riscos, porque sabia que combater esse medo e enfrentar esse desejo, essa vontade, essa energia, e de receber em troca algo que não consigo de forma alguma controlar na minha vida. Porque subir uma encosta de mato grosso e impossível de trespassar não é o mesmo que enfrentar um colega de trabalho ou um cliente chateado. Naquele momento de pânico, a culpa não era de ninguém a não ser minha, e até mesmo essa culpa eu não fiquei com ela. A vontade de enfrentar o desconhecido e o desconforto do que não controlo foi maior do que ter "caminhado pelo seguro".

"Para a frente é que é Orlando!"

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Chora. Sofre.

[Alone in the room - Pinterest]
Dark Piano - Broken by Lucas King

O que fazes sozinho, sentado na escuridão?
O que consegues aprender no silêncio do quarto que se fecha sobre ti?
O que sentes nas costas cansadas?
Onde se entranha o medo? As tristezas? As desilusões? A solidão?

Quanto mais lutas para fugir do frio que te embrulha nos cobertores da cama, na frieza e instabilidade da tua vida, dos teus pensamentos, mais sozinha ficas; mais longe de ti, mais fundo no poço.
Quanto mais lutas por ti, pelo sopro da vida, pelo carinho, pela voz que te sai trémula entre os lábios, mais fundo vais, mais longe te perdes, no choro que tens como único amigo.

Repetes vezes sem conta, na tua mente, a aparente destruição de tudo o que existe em teu redor, ao teu lado, à tua frente... desenterras memórias do passado para te dar alegria no presente e te servir de apoio ao futuro. Mas os teus olhos em lágrima, de garganta apertada de sofrimento, da aflição do descontrolar de uma avalanche que cai sobre ti como se tudo tivesse escolhido o mesmo dia para acontecer.
Descobres entre as frestas do muro que te enclausura, te sufoca, te faz perder o toque da luz, a força dos raios do sol, que a natureza apodrece e morre aos teus pés e tudo se torna incerto.
O que restava de beleza no mundo, desapareceu com o vento, com a chuva, com a queda das folhas.

Não há palavras bonitas, não há doces, filmes ou noites longas na cama, que curem as feridas que se abrem e se mantém.
O frio entranha-se nos ossos e tornam-se parte do frio que carregas na face, nas mãos, nas costas arqueadas.
Todos os sonhos e objectivos de dissipam, como a beleza do mundo, perdem as cores, a vontade, a inspiração. A única vontade que existe nesse novo mundo, é chorar.

O que fazes sozinha sentada na escuridão?
Não estás sozinha, não estás abandonada.
Onde se entranha o medo?
No coração que sempre bateu.
Chora. Sofre.
As coisas melhoram, vais ver.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [51]

[We just bought it! - Pinterest]

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Um raio rasgou o céu, de uma ponta da casa à outra, iluminando a violência do vento e da chuva para lá das amplas janelas. O chão tremeu. O som entrou pelos ouvidos como uma locomotiva em descarrigalamento.
De entre a fúria da natureza, surgiu o tom azul e logo de seguida um tom vermelho. Piscavam cores lá fora. Abri a porta de madeira, inchada e pesada, as dobradiças deram sinal de horrores e a miúda tentou desprender-me os dedos da sua pequena mão. Era escusado ter medo do que desconhecia se nunca lhe desse uma oportunidade... espreitei com a garota à frente e vi uma figura feminina, fardada, sair do carro de pistola em punho. Escondia-se por trás da porta, sob a chuva gelada, com os relâmpagos a cair atrás de si.
Conseguia sentir a difícil respiração daquela agente, sobre as toneladas de água, os barulhos rasgados e as vibrações sonoras que se acompanhavam de um espetáculo de luzes.
-- Se queres viver volta para trás! -- gritei-lhe com a arma apontada à criança chorosa, com a mãe a arrastar-se ensanguentada em plano de fundo.
A agente aproximou-se, cuidadosamente.
-- Larga a arma e solta a criança! -- gritou-me, com um paço firme.
-- Jéssica... querida! -- descobri-lhe no rosto.
-- O que fazes aqui!? -- parou, surpreendida, com o dedo ainda no gatilho.
-- A acabar um serviço, e tu? -- sorri-lhe, olhando Joana.
-- Fui chamada devido a assalto e tentativa de homicídio.
-- Vieste à casa certa!
-- Hã? Porquê? -- perguntou de arma apontada para o chão, lançando o olhar entre mim e a garato, e a mãe que tentava pedir ajuda numa voz já sem força.
-- Vais-me ajudar a arrumar esta desgraça toda ou...?
-- Que valente merda que tu fizeste!!! -- gritou-me. Num só movimento, empurrou-me para trás, quase como um soco no peito.

Entrou, furiosa, arrumou a arma, e olhou em volta. No momento em que seguiu o rasto de sangue da mãe galinha, parou a marcha. Digeriu o rasto de destruição por toda a sala. Pintado no chão, nos tapetes, nos móveis virados, no sofá ensaguentado, nas mulheres de corpo e alma destruidas. Enraivecida, voltou a atenção para mim, de mãos nas ancas.
-- OLHA-ME SÓ PARA ESTA MERDA!!! VÊ O QUE FIZESTE!!! Não sei se te consigo safar desta... Pedi-te para não voltares a fazer mais nada do género, e nem um ano passou e voltas ao mesmo!? Eu devia-te ter prendido logo na primeira vez! Mas és meu irmão... ODEIO-TE TANTO!!!


Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [52]
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domingo, 15 de abril de 2018

A construção de um império pessoal...


[Photo: Chadwick Tyler | Model: Jana Knauerova]

Viver não é sinónimo de fumar, de beber, de ir para a esplanada do café, do bar ou dançar numa discoteca. Não é viajar, nem ir à praia.
Não é sinónimo de gargalhadas com os amigos, numas muitas "loucuras" de brincadeiras parvas e infantis, que surgem pelo simples facto de ou já estarem bêbados ou em grupo.

A falsa satisfação social que o tabaco e o álcool proporcionam, envenenam o cérebro jovem que ainda não amadureceu, que ainda não cresceu. Depende do contacto social, das amizades, das conversas efémeras e do vício luxuoso de gastar +5€ cada vez que sai.
Porque quando as árvores tombadas começarem a surgir no teu caminho, e situações difíceis que não podes controlar ou melhorar te inundarem a preocupação; As conversas cheias de gargalhada, onde te sentiste aceite, integrado, ouvido e valorizado, não terão o impacto suficiente para te ajudar a decidir.

És tu quem dá o paço em frente.
És tu quem toma a última decisão.
Mas garanto-te que tomá-la quando o álcool já entrou no organismo, as gargalhadas substituiram as conversas sérias e o conforto que os amigos te deram nesse momento ínfimo da tua vida, não terá o impacto que desejas. Pura e simplesmente, porque não foste capaz de ver que a árvore tombada tinha um arbusto de silvas do outro lado. Se estás à espera que eles estejam ao teu lado na tua primeira entrevista de emprego, na ida às finanças, na fila dos CTT, ou naquele primeiro exame de código, estás cego.

Os amigos ajudam a apaziguar o stress, o nervosismo e a dar uma falsa satisfação ao ego. Esses teus "momentos de viver", de "aproveitar a vida", são outra droga, outro vício que já não controlas, que julgas ser o bem mais necessário; Os momentos que te tornam quem és...
És incapaz de ir para o café sozinha, porque na realidade, és incapaz de estar sozinha no mundo, por tua própria conta. Tens medo da solidão. Tens receio do que os outros possam pensar em ver alguém sozinho no café. Vives de um medo que não controlas.
O momento em que entras para o mercado de trabalho, recebes dois sacos: um de responsabilidades e outro de deveres.
A tua liberdade, a tua voz, a tua opinião, deixam de contar, porque as pessoas são mais velhas do que tu, têm mais poder do que tu, e se te poderem foder, fodem.
Voltas então ao mesmo vício, à necessidade de estar com os amigos, de puxares um cigarro e beber uma cerveja, na esplanada do café, com o desejo de soltar o stress, o nervosismo e a tristeza acumulada durante a semana de trabalho.
Entras num poço, numa espiral que não te leva a lado nenhum mas que acreditas estar a fazer alguma coisa com a tua vida porque estás feliz nesse momento, e a vida nem está má; recebes o teu ordenado, tens carta e até carro próprio ou dos teus pais, e sais para passear e até lês uns livros... mas não podias estar mais longe da realidade em que se tornou e se transforma a tua vida.
Paras no tempo. Estagnas. Tornas-te mais um(a), português amargurado, que critica o estado do mundo, do país, ou da mentalidade dos outros, por o país não ser como os teus amigos. Não ser fácil como o teu cigarro e a tua cerveja.
A única solução que encontras para combater esse tédio, essa falta de vida própria, é sair com os amigos, lançares objectivos para o "próximo ano" e "acreditar" que as coisas vão melhorar.
Mas continuas a estar longe da realidade. Continuas a ser incapaz de ver e de compreender por ti, sozinho(a), que viver a vida não se faz através de cafés, cigarros e cervejas, tão pouco de viagens, mas das decisões. Do caminho difícil que precorres para realizar um sonho.

É fácil sonhar, mas é na luta dele, do esforço ao longo dos anos, dos sacrifícios, que te realizas e vives.
Os livros de auto ajuda são uma excelente oportunidade para aprender a ser alguém melhor do que já és, mas apenas ler não chega. É preciso ver os outros, experimentar, errar e tentar.
Se não partir de ti a mudança... Se não vier de ti a vontade consciente de deixar para trás os maus hábitos, os vícios, e começares a fazer da tua solidão, do teu Eu, da tua alma, um amigo, uma prateleira com livros de tuas anotações, da cultura e razões fundamentadas de seres o que és, não cresces, não te tornas melhor...

Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, o impacto da realidade das coisas que te rodeiam começam a apertar no pescoço, a fazerem-se sentir em peso nas costas mal habituadas, começa-se a fazer sentir, quando precisas de tomar uma atitude, uma decisão importante e falhas ou te é difícil, porque o hábito assim o proporciona.
Entras em stress, em pânico, em parafuso, por coisas tão simples... Não te é habitual "pensares demais" nas coisas. Preocupares-te com elas. Com a responsabilidade ou exigência do trabalho que tens a fazer, dos documentos para assinar ou assuntos para tratar, nos mais diversos locais que desconheces, onde não se riem para ti, não te aceitam no grupo ou bebem uma cerveja contigo enquanto puxam do segundo cigarro, porque não estão entre amigos que se apoiam...
Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, as coisas que te rodeiam, tal como as pessoas, as aventuras, as coisas exitantes, loucas e diferentes, perdem força, beleza, curiosidade aos teus olhos. Tudo se torna "igual", parado, monótono, indiferente...

Viver, caro humano, não é a "curtição" num café, numa esplanada, em pleno desboche social, para quebrar tabus, ideias políticas ou ideologias sociais, mas sim na produção e desenvolvimento de quem tu és, e usares o que tens para dar, para melhorar o mundo. Não precisas de ir tão longe, basta fazer a diferença com aquilo que mais gostas de fazer.

Viver, tem como base dois pontos:
  • A construção de um império pessoal.
  • A construção de um império social.

A construção do teu império pessoal, é aquilo de que te constróis. É aquilo que és quando estás sozinho. É a maturidade e a personalidade que desenvolves ao longo da tua vida.
São as experiências que tiveste. São os erros, os fracassos, os sucessos. São os filmes, as séries, os livros, as revistas, os documentários.
Esse teu império pessoal, é o que te define. São os argumentos que possuis para provar porque gostas da cor, ou da música, ou do filme que te dizem tanto.
Se não és capaz de crescer por dentro, será dificil cresceres por fora quando estiveres sozinho. E acredita, um dia vais estar sozinho... E se não estiveres sozinho fisicamente, vais estar sozinho de forma pessoal, sem conhecer ninguém e ninguém te conhecer. Nesse dia, quando o teu Eu surgir, vais sentir na mente que não foste capaz de desenvolver nem de habituar, a solidão e a frieza do que é estar sozinho e dependeres de ti para sobreviver no mundo. Porque na verdade, criaturazinha, não tens valor nem és ninguém, tal e qual como eu.

A construção do teu império social, é tudo o que fazes com familiares, amigos, estranhos, empregados de mesa ou qualquer outro tipo de interacção com pessoas. São a "cortição" até às tantas da noite com os amigos e colegas, seja de trabalho, de escola ou de infância.
São as tardadas ou as horas prolongadas na esplanada do café, no meio de uma conversa para marcar presença, para rir e engalhofar.
São as cunhas, são as amizades rápidas, os namoros. São a capacidade de meter conversa para criar amizades, através da simpatia ou educação.

Ambas são importantes. Ambas te dão ferramentas para viver e saborear a vida de uma forma consciente e responsável. Pois de um lado tens a capacidade de estares sozinhos e criares os teus momentos, os teus sonhos, e do outro tens o amor ou a atenção que muitos de nós precisam.

A única diferença, é que preferiste desenvolver as tuas "competências" sociais, enquanto acreditavas que o teu império social crescia no mesmo passo.
Fazem mais por ti as caminhadas no meio da floresta, com ou sem GPS, o pôr do sol e aqueles pequenos momentos que te dão energia ou tristeza à alma. Faz-te melhor a exploração da gruta que negas existir dentro de quem és desde que nasceste. A escuridão da depressão de que todos transportamos como um cancro em bomba relógio.
Faz mais por ti um livro, que um cigarro e uma cerveja na mão.
É quando tens a cabeça debaixo da bota pesada, que te pressiona o crânio, te prende as mãos e te arranca do coração e do corpo todo o desejo e força de "viver", que passas a saber o que é realmente estar vivo e a importância que as coisas que nunca fizeste te começam a gritar tanto, até abrirem tuneis na pele, do nó da garganta às pontas dos dedos, como arrepios e assombros que em voz de lamentação, te fazem perceber e consciencializar de que deverias ter sido mais produtiva para contigo, ao invés de "curtir" a vida da forma mais despreocupada e luxuosa possível, porque "só se vive uma vez."

Mas é precisamente aí que pessoas como tu se enganam, se engasgam, se tornam hipócritas. É nesse momento de paralesia social do "desboche" e "curtição", que param, que estagnam. Porque é verdade que só se vive uma vez, e que se deve levar e fazer essa caminhada da forma mais alegre e preenchida possível, só não te podes esquecer de que para viver ao máximo, precisas de comer, precisas de roupa, de um tecto, de uma cama, e essa vida tão maravilhosa que levas de adolescente irreverente, um dia acaba, porque o dinheiro é emprestado pelos teus pais, como injecções de capitais.

Se não fizeres pelo teu futuro, não terás nenhum.


Para ti, que não fumas nem bebes, que não sais muito de casa e tens poucos ou nenhuns amigos com quem sair... Lê; Percebe que não precisas de nada dessas coisas para viveres. Para cresceres, para te tornares num homem ou numa mulher. A tua história não se constrói no meio de venenos e vícios que te sugam o pouco dinheiro que tens todos os meses. E o tempo que estarias num café, poderias estar a ler um livro, a escrever, a desenvolver projectos. Não precisas de ter medo por andar sozinho(a).
Sê tu próprio. Não te sinjas por modas, nem pelo que os outros fazem.
Acusarem-te de não viveres, de não curtir a vida, não significa que estás errado, signfica que preferes investir o teu tempo noutras coisas.
Usa esse tempo livre para enriqueceres a tua cultura geral. Para ler, para compreender melhor o mundo que te rodeia.
Constrói e solidifica a essência daquilo que és. Tornares-te melhor de ti para os outros. Cada tentativa que resulte num erro, estás a um passo mais próximo de te tornares quem sempre desejaste ser. Mesmo que te inspires em alguém físico, ou no personagem de um livro ou das tuas histórias, reconhece e percebe que um dia irás lá chegar, irás ser tão bom ou melhor do que aquilo que sonhas.
Dá tempo. Alcançar esses objectivos demora anos.
Uma dica... Põem os pés fora de casa ou os pés bem acentes na terra. Sê analítico em tudo o que te acontece ou te rodeia. Não deixes as emoções tomarem e controlarem as tuas decições. É esse o caminho que tens de percorrer para te tornares alguém ainda mais interessante. Crescer! Descobrires-te, re-inventares-te. A ti, e à tua história. Virares a página do teu próprio livro, e continuares, levando contigo tudo o que sabes, tudo o que sentes, tudo o que sonhas, tudo o que te faz sofrer e sorrir.

Tu, que me lês, e és um merdas; Sentes-te um merdas ou te fazem sentir um ninguém que não sabe aproveitar a vida, curtir, festejar, fazer amigos. Vou-te contar um "segredo".
Para poderes fazer alguma coisa da tua vida, tens de começar uma revolução dentro de ti para alcançar a mudança mais importante da tua mente: Confiança!
Enquanto não tiveres confiança em ti, nas coisas que fazes, nas coisas que dizes, e te deixares dominar pelas incertezas, pelos medos, pela vergonha, pelos pensamentos negativos, pela depressão ou pela morte daquilo que testemunhas todos os dias de ti próprio, vais continuar a caminhar na mesma estrada, com espinhos e árvores tombadas.
O dia em que respirares confiança, vais enfrentar o próximo degrau: tornares-te Macho/Fêmea-Alpha. E por muito que finjas ter confiança, um dia isso vai tornar-se parte de ti como o caminhar, e não há mal nenhum nisso, porque no fim e no fundo, todos nós usamos máscaras.
Os ombros vão estar direitos, as costas deixaram de estar quebradas pelo medo e insegurança, e o teu caminhar vai ser firme e confiante.
Com o tempo, com a luta que pretenderes fazer, vais perceber mais tarde que TU podes alcançar tudo! Que TU podes fazer tudo, ser tudo, ir a todo o lado e perguntar o que quiseres! Porque a vida, torna-se muito mais simples, muito mais fácil, quando a vês sem medos, sem vergonhas, sem o nervosismo de interacção humana.
Depois do teu exame de condução, o medo de conduzir controlava a tua mente. Injectava em ti sonhos aterrorizantes de acidentes e multas. No entanto, com o tempo, ganhas-te confiança nos pedais, nas mudanças, no volante, e em ti mesmo. Se olhasses para trás, para a tua primeira aula de condução, dirias que foi uma das experiencias mais assustadoras da tua vida, mas que conquistaste, com o tempo, por muito dificil que tenha sido.
É precisamente assim que deverás ver a vida. Não há razão para ter medo, vergonha, incertezas, receios, nervosismo, ou entrar em paranóia ou stress por algo tão insignificante.
Porque o segrego, é saberes que o podes fazer! É saber que com o tempo tudo se torna um hábito ou te nsai aturalmente.
É agarrar a vida pelos cornos! Torcer e amassar! É rasgar tudo aquilo que te prende numa zona de conforto que existe apenas na tua mente, e seres a pessoa curiosa que és! Perguntar, descobrir, aprender.

Não precisas de beber, de fumar, de sair à noite, de ir ao cinema, de ter montes de amigos e te sentires integrado num grupo. Isso são tudo cadeados que te prende nas caixas daquilo com que a sociedade te pretende controlar e desmiular. Esses vicios e fraquezas não fazem parte da pessoa que és; da pessoa que escondes e guardas dentro de ti: o Macho/Fêmea-Alpha! O líder! O corajoso! O destemído! E não há mal nenhum em seres tudo isso porque os outros não fazem ideia nem querem saber.

Enquanto não te puseres á frente do urso, não saberás que tens um lobo dentro de ti. Se vais sair, cordeirinho, sai à vida agarrando-a pelos cornos! Torce e amassa! Tudo o que tens de fazer, é saber que o podes fazer. Só tens de ir lá e conquistar. E mostra a todos os filhos da puta que te disseram que não podias fazer nada da tua vida, que estás a caminho! Porque tu vais conquistar tudo aquilo que eles disseram que não serias capaz. E lembra-te: Tudo aquilo que não te matar, é melhor correr!!!
Tens dentro de ti tudo o que precisas para ser um líder, para conquistar e dominar a tua vida e o que desejas para ti. Será com esses pés que vais desbravar caminho para que outros te sigam. Será com essas mãos que irás criar o que mais desejas. Com a tua postura, irás dominar e conquistar qualquer lugar que entres. Se errares? É natural, como a natureza. Não vives para aprender, aprendes para descobrir realmente como viver.
Tu constróis a tua vida.

Mas... e quando te sentires triste? Vazio, com medo, nervososo, envergonhado, sensível? Aprende a perdoar. A perdoar aquilo que és. Aprender a analisar o porquê das coisas que te deixam assim. Além disso, quem disse que depressão é uma coisa má? Que descer até ao fundo do poço é uma coisa horrível? Que ter medo te destrói? É com os momentos mais tristes e infelizes da nossa vida que podemos valorizar o sorriso, a gargalhada, a piada, os momentos realmente bons, bonitos e genúinos. Pois para sentires o carinho e o afecto de um abraço, tens primeiro de sentir a solidão e a tristeza profunda. Aprende a abraçar a solidão e tudo o que ela traz consigo.

Existe uma frase muito interessante sobre relacionamentos:
"Ao inicio é tudo muito bonito. Cheio de amor e paixão; A pessoa lambe-te de alto a baixo e de um dia para o outro, deixas de ser alguém."
As pessoas à tua volta, têm o Síndrome Titanic. O que me sempre me diferenciou de pessoas da minha idade, é que eu sabia que o navio iria bater um dia. Enquanto eles estão na "curtição", a fumar, a beber, a "viver a vida", despreocupados por o navio ir bater no iceberg, eu já comecei a aprender a nadar.
Consciêncializa outra coisa: Essas pessoas que conheces, que vão para os cafés, ou que bebem e fumam, que saiem de casa para "aproveitar" a vida, que saem à noite, grande parte dessa gente não tem filhos, não tem obrigações financeiras dispendiosas todos os meses. Muitas não trabalham, não têm filhos, só estudam, e os papás sustentam todos esses gastos de vida louca. Vivem a vida com o dinheiro dos pais, e não há nada mais humilhante para o carácter de uma pessoa dessas, do que usar e gastar o dinheiro de outras pessoas, para aclamarem e plenos pulmões que eles é que sabem "viver a vida", e curtir, e que eles é que são fixes porque têm amigos, e saem de casa, e fazem festas e vão todos juntos até á praia. Mas alguém os sustenta...

A construção do teu império pessoal, da tua pessoa, da tua mente, da tua solidão, da tua força, da confiança e da tua presença, é a escada mais importante que subirás na vida. Tu és o Alpha.
Se as coisas não te desafiam, não te irão mudar. E quando um dia olhares para trás, para a pessoa que és hoje, vais sentir orgulho ou saber que podias ter feito mais?

O que farias se não tivesses medo?

O que farias?
O que dirias?
Onde irias?

Isso que sentes, que te prende, é o único obstáculo entre ti e a realização de tudo o que desejas ser. É uma pergunta que te faz tremer, porque descobres nesse ponto de interrogação o vazio em que sempre sobreviveste, sem nada para espremer, sem nada para emoldurares. Foste, simplesmente. Existes meramente, como um peão num jogo de xadrez. Como uma cara no meio da multidão, no plano de fundo da vida dos outros.

Vais ter medo a tua vida toda, ou vais fazer alguma coisa com ela!?

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Vou sentir saudades tuas...

[Im Fine. - Pinterest]
[Be gente. - Pinterest]


(played during a thunderstorm)


Deixa-me ajudar-te...
Quero ouvir-te, e saber que os meus olhos te dão alento.
Tocar o teu rosto de mão quente e deixar que te deites na palma da minha alma.
Conta-me os medos que te assombram. Os receios que te controlam a vida e o espírito de quem és, que te suga a força e a vontade de seres, de te inspirares.
Desabafa o receio de te perderes de ti, do que já foste.

Sem ti, não consigo respirar!
Apareces em todos os recantos das minhas memórias, como personagem de fundo... E quando penso no nosso último beijo, no ultimo abraço, no ultimo "adeus"; O aperto no peito faz-me chorar a saudade que sinto todos os dias por ti.
É do teu olhar de sorriso tenurento, que vou sentir mais saudade. Dos teus lábios tocarem os meus gentilmente. Do conforto que foi chorar no teu peito, do reconforto que foi ser abraçado por ti.
É o desejo de te voltar a sentir junto de mim, minha, princesa, meu amor eterno...

Que a tua face não desapareça da memória.
Que o teu cheiro e doçura não esbote da minha pele.
Que a tua essência abrace para sempre quem sou.
Foste tu a minha amada. A minha paixão de uma vida, a parte de mim que nunca fui capaz de ser.
És a luz que me ilumina a escuridão do vazio que hoje, neste dia sombrio e frio, se abate sobre mim, me rasga o peito e enche de lágrimas num sofrimento mudo, num mundo que já não faz sentido.

Já senti amor, mas foste tu a primeira que mexeu comigo.
A primeira amizade por quem lutei mais.
A personalidade com quem mais cresci e amadureci.
Que não seja um acabar. Que não seja um adeus. Que o até já esteja ao virar da esquina, e todo o tempo que perdemos nos reencontre, com o mesmo amor e paixão do nosso primeiro beijo, do nosso primeiro abraço, ao pôr do sol, nas Portas de Coimbra, no sitio mais bonito que foi conhecer-te, descobrir-te e amar-te. Um momento ao qual me agarro, pois tudo o que é mais sagrado, aconteceu ali, junto de mim, por ti e para ti.


"Sê gentil contigo, estás a fazer o teu melhor que podes."

terça-feira, 13 de junho de 2017

O Rei sem Coroa...


Não governa em lado nenhum e em lado algum se deixa governar.
Há nele a vontade de viver da honra de não ser dominado e de não se deixar dominar.
A morte é o unico rio que não consegue parar, que não conseguu beber ou controlar.
A velocidade, a força e o caudal envenenam-lhe o espírito, que sem reino seu, se descontrola e deambula pelas florestas de pantanos escondidos em cada caminhada que faz com os seus pensamentos e desvaneios.

Não há palácio a não ser um buraco para si.
Não há amigos a não ser a solidão e o silêncio.
Não há vida que brilhe nos seus olhos a não ser a do fogo, na escuridão que cobre a vela de uma chama que um dia lhe saltava do peito.

Não há coroa, não há vida, não há legado que deixe de si, neste mundo que foi só dele e por ele vivido.

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Data: 12/06/2017
A fazer: Passeio com Ana Teresa - Porto
Local: Estação de comboios de Aveiro: 20h - 20h30
Inspiração: Pinterest - A king without a crown (writing prompts).

segunda-feira, 6 de março de 2017

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [50]

[Stepping in her body - Pinterest]

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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [49]

-- O que queres de nós? Dinheiro?
Soltei uma gargalhada.
-- Achas que me faz falta o dinheiro? -- respondi.
-- Não toques na Joana! Ela não te fez mal nenhum! -- gritou-me a mãe.
-- Não te preocupes com a Joana, a filha da nossa querida Madalena vai-lhe fazer companhia!
A cara dela ficou vermelha de raiva. A fúria crescia visivelmente nas veias dos seus braços, no arfar cadenciado no seu peito e atirou-se a mim como se a vida da filha dependesse daquele momento. E dependia. Mais ou menos...
Com um murro bem calculado, atirei-a ao chão, através do estômago. Contorceu-se e cuspiu-se toda, sentido as entranhas arderem por dentro.
-- Não te preocupes querida Madalena, a tua filha vai seguir o mesmo caminho que a mãe. O de puta!
Ela não respondeu, limitou-se a cair ao chão encolhida em dores. Tentou balbuciar qualquer coisa, mas nem conseguiu abrir a boca.

Ouvi a porta da casa de banho, do piso de cima, começar a bater novamente. A voz de Joana estava distante. Os relâmpagos caiam lá fora e a chuva abafava qualquer som que viesse de dentro de casa. Ninguém estaria perto o suficiente para ouvir gritos, tiros, moveis a cair e vidros a partir. Apontei a arma à amante de Jesus Cristo e os olhos focaram-se na minha arma. O medo cresceu lentamente em volta dos seus olhos, à medida que o chão tremia debaixo dos meus pés.

Disparei.
Gritou.
Sentiu uma dor no ombro.

Caminhei até ao andar de cima, arrombei a porta com o pé, depois de muito tentar dialogar com uma mulherzinha cheia de medo de mim, mas não adiantou. Agarrei a criança por um braço e empurrei-a para que fosse à minha frente. Chorava, desconsoladamente, sempre olhando para trás, por cima do ombro. Foi então que correu desenfreada pelas escadas, numa tentativa de me fugir, mas uma bala alojou-se a poucos metros mais abaixo, ultrapassando os seus pés rápidos e parou; Como uma estátua ficou imóvel. Ali, no meio das escadas.
-- JOANA!!! -- gritas-te tenebrosa. Nesse momento nem os relâmpagos tem faziam jus à força da voz. Foi revigorante sentir o timbre feminino aflito descer-me pela espinha.
-- Joana, Joana, Joaninha...  -- chamei, descendo degrau a degrau, soletrando cada palavra em cada passo. -- Se não te portas bem, a próxima será na tua mãe. -- avisei. Agarrei-lhe no punho, e trouxe-a até à sala. Deixei-me ficar no hall, para que mãe e filha se olhassem.
-- Minha filha! Querida!
-- Vamos todos dar um passeio? -- perguntei às mulheres. -- Queres ir dar um passeio Joana? -- questionei, erguendo-lhe o pulso para que tomasse atenção ao que dizia e me olhasse nos olhos.
A face vermelha acagaçada de medo, de olhos pequeninos e quase sem brilho olharam-me e cruzaram-se de novo com os da sua progenitora. Chorou nesse momento, enquanto a minha mão a apertava e arrastava para longe da mãe galinha.

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [51]
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domingo, 2 de outubro de 2016

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [49]

[Standing on her neck - Pinterest]

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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [48]

-- Não me mates por favor! -- gritou, berrou, esperneou, enquanto a arrastava pelos cabelos para fora da cozinha.
-- Na cama não gemias tanto... -- comentei, sentindo o peso do seu corpo incomodar-me o cotovelo.
Atirei-a para o sofá e tapei-lhe a boca com fita-cola. Prendi os membros com Zips. Vê-la assim amarrada, de cara vermelha e em pânico acendia uma chama em mim que já não controlaria durante muito tempo. Esta noite será memorável!
Tranquei a porta da frente, ajeitei os cortinados, apaguei as luzes e subi as escadas. A mãe da criança arrastava-se pelo chão, até à casa-de-banho onde a sua filha gritava por si. O chão manchava-se de sangue e a maçaneta da porta movia-se violentamente, sincronizada com a vosita de Carolina.
-- O que quer de nós? -- gritas-te, com raiva, seguindo-se um choro descontrolado e derrotista de ti mesma. Ias morrer, ouvias a Morte aproximar-se.
-- Não preciso de nada vosso, por enquanto. Mas levarei a tua filha comigo...
Vi a raiva surgir na tua cara em volta do nariz e o teu franzir de sobrancelhas. Se não tivesses levado um tiro no ombro, acredito que naquele momento terias tentado atirar-me ao chão.
-- Não abras a porta Joana!
-- Mamã! -- gritou a criança indefesa.
-- És patética. -- levantei-a pelo ombro ferido. Gemeu e gritou de dores. -- Ainda não te convenceste de que não há nada de que eu não possa fazer. Continuas a acreditar que tens salvação. O que pensas? Que um raio vai entrar por aquela janela e matar-me!? -- nos milésimos de segundo que passaram, o quarto iluminou-se com um clarão do exterior, seguido de um estrondo que fez o soalho tremer.
-- MAMÃ! -- gritou a miúda assustada, forçando ainda mais violentamente a maçaneta.
-- Quem diria... -- respondi admirado. -- Joana, se não te calas, EU MATO A TUA MÃE! -- gritei. Os gritos histéricos pararam de imediato.

Sinto a ferida no ombro aprofundar-se e uma dor aguda intensificar-se. Não conseguia controlar o meu corpo com tanto sofrimento. Agarrou em mim, arrastou-me até às escadas e atirou-me por elas a baixo. Senti a cabeça bater em cada degrau. Senti-me um saco cheio de ossos partidos. Não me conseguia levantar.

Deitei-te no chão, atei os braços e as pernas. construí a cena de um crime perfeito e bastava agora dar-te um tiro na cabeça.
Madalena seria acusada de triplo homicídio e ocultação de cadáver, pois Joana nunca mais seria encontrada. Em tribunal, as investigações revelariam que tudo tinha sido um acto de ciúmes, comprovados por emails e telefonemas trocados entre um homem e a patroa.
Enquanto me investigassem, Joana estaria escondida na minha cave, por pouco tempo obviamente, até poder mudar de país e a declarar como minha filha.
Fui buscar a tua funcionária e soltei-a. Estava assustada, vidrada no teu corpo nu coberto de sangue.
-- Estás bem? -- perguntou a amiga.
-- A Joana! Vai buscar a Joana!
Madalena olhou-me nos olhos e pisei-lhe a cabeça com a bota.
-- Ninguém vai a lado nenhum. -- proibi.

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [50]

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [48]

[Door broken open - Pinterest]

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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [47]

-- Se lhe tocas... -- ameaçou-me a galinha depenada.
-- Matas-me? -- sorri.
Dei-lhe um tiro no ombro, do mesmo braço que permanecia amarrado, e o pintainho fugiu para o canto de olhos abertos e cara pálida. Ela gritou, sangrou e sentiu a morte pisar-lhe o peito. Aproximei-me dela, do canto da cama e da sua "mais que tudo". Atirou o braço bom às minhas pernas e agarrou as calças. Em vão. Peguei na Carolina, que esperneava desenfreada.
-- NÃO!!! -- gritou óbvia a mãe.
-- Ninguém vos consegue ouvir. Já viste a tempestade lá fora? Está de matar! -- soltei uma gargalhada. -- Se não paras de te mexer a tua mãe leva outro tiro. -- cessou de imediato, com o seu olhar triste colado ao meu e às dores da mamã. Tranquei a miúda na casa de banho, e regressei ao quarto. Lá de baixo, ouço o bater na porta. Espreitei pela janela e vi um 2º carro estacionado à tua porta. A puta da tua amiga apareceu finalmente! Abriu a porta e escondi-me na casa de banho com a tua Carolina.
-- Já cheguei! -- gritou, encharcada e quase despenteada. O chapéu de chuva pingava a entrada da porta, e o vento varria os cortinados. Chamou o teu nome. Procurou-te na cozinha e encontrou a Joana, ainda abalada e a recuperar o fôlego.

Tentei marcar o 112 mas o sinal estava fraco. Ajudei aquela desconhecida a sentar-se na mesa e dei-lhe um copo de água.
-- Quem és tu? O que te aconteceu e o que fazes aqui?
-- Você tem de telefonar para a policia! -- exigiu-me  a rapariga.
-- Não tenho rede! O que fazes aqui!?
-- Corremos perigo! Fuja e peça ajuda! Ele vai mata-la também!
-- O quê? Quem? -- não percebia nada do que esta estranha estava a gritar-me, mas percebia no seu tom de voz e na sua cara que o assunto era sério. Muito sério. Procurei uma faca nas gavetas, mas estavam todas vazias. Para onde raio foram as facas todas!?
-- Onde estão as facas? -- perguntei-lhe.
-- Não há facas na casa? -- perguntou-me, aflita, vasculhando de novo o que já tinha visto.
-- O que se está a passar?
-- Ele veio matar a Carolina e a mãe dela! Não suba, fuja! Fuja e peça ajuda por favor!
-- Ele veio matar a Carolina? Mas quem raio é ele?
-- O homem que lhe ofereceu esse colar!
Foi então que tudo bateu no fundo.

-- Madalena, que surpresa! -- felicitei-a à porta da cozinha, com a faca de novo na mão e a pistola repleta das impressões digitais de Joana. -- Ainda bem que te juntas-te à festa! -- dei um tiro na cabeça da miúda. Madalena caiu ao chão, sentindo a onda de choque no peito e o jato de sangue e cérebro gravar-se nas suas retinas.
Atirei-lhe a arma para as pernas e presenteei-lhe o meu peito.
-- Mata-me!
Sem hesitar, pegou no peso proibido e premiu o gatilho dezenas de vezes até se aperceber que já não havia balas.
-- São cartuchos vazios sua burra de merda! Obrigado por a apanhares, agora tem as tuas impressões digitais... -- contei-lhe, arrancando-lhe o doce das mãos.

domingo, 24 de julho de 2016

A invasão da Europa...


[Adolf Hitler and Eva Braun by Heinrich Hoffmann]

A invasão da Europa por parte dos refugiados, não traz apenas crianças e mulheres que fogem de uma guerra civil, perpetrada pelo grupo radical islâmico ISIS; Traz elementos preparados para desencadear um conjunto de revoluções dentro da própria União Europeia. Homens fortes, treinados no seu país de origem, que esperam o "sinal" para fazer explodir o pânico e a desconfiança nas ruas.

Coloquemos os pontos nos i's, e deixemo-nos de rodeios perante a realidade dos factos e a verdade do que está a acontecer: Esta guerra é ideológica, política, religiosa e racista!
O objetivo é simples: Conquistar toda a Europa. Destruir os seus valores, as suas leias e principalmente a sua religião!

", por certo, algo como um conflito, se não uma guerra, entre o Ocidente Cristão e os Islão." - Pag. 61

"... o problema politico do Islão está em que ele não encontrou a sua forma política." - Pag. 62

"Muitos europeus, ou ocidentais, com boas intenções, dirigem ao Islão o concelho urgente de se reformar, mais precisamente o de realizar as reformas religiosas, sociais e políticas que permitirão aos muçulmanos participar plenamente no mundo comum e na humanidade reunida que se desenham. Esse concelho ocorre-nos tanto mais naturalmente quanto a Europa tem uma experiência particularmente longa e rica desse tipo de mudança profundas, nas quais a associação humana que muda preserva, porém, a sua continuidade subjectiva." - Pag. 62/63

"É possível ver-se aí uma das grandes causas da dificuldade do Islão em praticar efectivamente a democracia: por um lado, a Lei indiscutível exclui ou limita severamente muitas liberdades pessoais, que a democracia reclama: por outro, a enorme latitude da conduta dos príncipes, ou dos chefes, é incompatível com o respeito das leis democráticas." - Pag. 64/65
A Razão das Nações: Reflexões sobre a Democracia na Europa - Pierre Manent
A democracia na Europa, tem evoluído ao longo das ultimas centenas de anos. Através de invasões, trocas comerciais, queda de impérios, guerras mundiais e unificação de uma só moeda. (Euro €)
Os povos árabes, especialmente os mais pobres, estão há tantos anos em guerra, em conflitos em discussões religiosas, que pouco ou nada fizeram para impor a lei democrática e deixar para trás a lei da natureza.
A inquisição, a peste negra, os descobrimentos e as guerras mundiais, ajudaram a Europa a unificar-se. Foram o catalisador "bárbaro" -- me parte -- que nos fez re-escrever uma história sanguinária.
Demos ao mundo a revolução industrial, o comboio, o automóvel, prédios, pontes, auto-estradas, a prensa. E o que trouxemos dos Árabes? Números e matemática? A India é tão conhecida pelos seus deuses como pela sua incrível matemática e matemáticos.
Tudo o que nos foi oferecido pela cultura Árabe, quando ainda dominavam a Península Ibérica, fora roubado de civilizações vizinhas.
Os escravos negros eram comercializados aos Europeus, precisamente por mãos Árabes.

Sim, tivemos a inquisição que matou milhares de pessoas em nome de "Deus", que oprimiu e retardou o avança científico e tecnológico, mas fomos capazes de usar a democracia em nosso favor, quando renegámos a religião para segundo plano. Foram tempos horríveis, que eu próprio como Agnóstico/Ateu, condeno, mas somos hoje "civilizados". Independentemente do que aconteça no resto do mundo.
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Mas existe algo que estes invasores se estão a esquecer e que irá deitar por terra qualquer hipótese de sobrevivência da sua espécie na Europa/Ocidente.

100% da roupa que usam é proveniente de negócios que o Ocidente possuí com o Oriente.
100% das sapatilhas que calçam, são manufacturadas em fábricas construídas pelo Ocidente, no Oriente.
100% dos telemóveis que usam, são desenvolvidos e criados pelo Ocidente.
100% dos hospitais da Europa, são mantidos e geridos por médicos Europeus.
A educação na Europa, está mais avançada que a mentalidade dos próprios refugiados, incluíndo aqueles que sonham em invadir e conquistar o coração do Ocidente.
Quando tudo tiver conquistado, quando todos os brancos tiverem desaparecido:
Quem vai trabalhar nos taxis?
Quem vai trabalhar nos hospitais?
Quem vai trabalhar nas terras?
Quem vai usar as máquinas agrícolas?
Quem vai trabalhar nas fábricas?
O que raio é que eles sabem fazer!?
Se eles querem realmente conquistar todo o Ocidente, utilizando o controlo de nascimentos a seu favor, -- para cada 1 filho europeu, os refugiados terão 3 --, como irão ensinar nas escolas? Como irão conduzir carros?
É que... eles sabem o que sabem, e têm o que têm, porque lhes estamos a ensinar. Deviam sentir-se agradecidos e não violentos. Deviam escolher a diplomacia e não a revolução militar, de arma na mão e reconquista nos olhos.

Quando nenhum branco existir, irão voltar ao tempo da pedra. Eles são a prova viva de uma cultura que não evoluí à mais de 2000 anos, que ainda não teve, nem fez, qualquer avanço científico, matemático ou filosófico.
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“Porque razão 120 civis inocentes merecem morrer na Síria por 84 civis inocentes terem morrido em França?”, pergunta McAdams. -- FRANÇA “VINGOU-SE DE NICE” COM BANHO DE SANGUE NA SÍRIA


Estas novas ideologias "humanísticas" de pró-refugiados, que os acéfalos do "pró-multiculturalismo" tentam obrigar-nos a engolir, em que uma pessoa que mata 84 pessoas é visto como sendo um pobre coitado com problemas psicológicos, começa seriamente a destruir a democracia e a sanidade de toda a União Europeia, incluindo a própria democracia, que sofreu, durante séculos, alterações e "reformas" para chegar ao que é hoje.


Sinto-me ofendido por tamanha barbaridade que leio nos comentários e na noticia.
Esta gente podre, que chora 260 civis, tentam fazer-me sentir mal, sentir-me culpado pela morte de gente externa ao Ocidente, à democracia e às leis.
Fazem-me sentir o opressor, o erro, a "mente fechada", o "racista" sem coração, apenas e só por expressar a minha opinião.

Mas eu não vou pedir desculpa.
Não me vou sentir mal por morrerem  260 pessoas. Faz parte da guerra.
Se 84 franceses morreram, para mim é triste. Se 260 pessoas morreram no outro lado do mundo, não me faz diferença nenhuma. Cada país e continente tem a sua história, o seu passado, as suas guerras e tratados de paz.
A Europa teve 2 guerras mundiais e hoje une-se num só exército: NATO.
Partilha fronteiras, sem perder os seus costumes.
Partilha leis, ideias e decisões, sem que cada país perca o respeito ou o controlo do seu "pedaço de terra".
Estou pela Europa, porque ela apesar de todas as guerras e conflitos, da inquisição e de pestes negras, conseguiu, como países, invadidos e conquistados, de conquistadores do mundo, transformar a diferença em algo positivo e lucrativo.
Não vou pedir desculpa por 260 pessoas. Os Estados Unidos mataram bem mais logo após 2001 e ninguém as chorou, porque ei de chorar eu!?
Porque me devo sentir culpado?
Eu não conduzi nenhum camião contra pessoas.
Eu não lancei nenhuma bomba.
Também não fiz explodir um aeroporto nem andei à machadada a pessoas dentro de um comboio.
A realidade, é que a Europa está a tornar-se excessivamente apaneleirada.
Tudo se sente ofendido por tudo e por nada.
"Todos os brancos se devem sentir mal pelo que fez no passado."
"Devemo-nos sentir mal pelas pessoas que fogem de um país em guerra."
Portugal foi invadido 3 vezes pela França e a única coisa que o povo deixou para os invasores, foram Uvas e Limões.
No México decapitam pessoas à catanada e ninguém chora.
Nas favelas vivem crianças que só conhecem a vida da droga e ninguém as chora.
Torna-te homem e mulher!
O mundo está em guerra à muito tempo, não é só de agora! Se queres fazer alguma coisa de útil, vai para as trincheiras combater! Agora não defendas é uma ideologia que não tem leis. Que não sabe o que é democracia e que vive, apenas e só, através de um livro.

Não vou pedir desculpa pela morte de quem não segue leis. Que vê na Europa um "país" livre de se ser e fazer o que se quiser sem qualquer opressão religiosa ou política. Para eles que vêm de países sem uma verdadeira revolução filosófica, olham para nós como um paraíso onde não precisam de trabalhar nem pagar casa, carro e hospital, pois tudo lhes é dado de borla.
Porque são vistos, e fazem-se de, coitadinhos, pobres, que fogem da guerra, da fome e da miséria, da tristeza e da perseguição. E o povinho burro da Europa, que condena mais depressa um pedófilo que um estripador, acha-se no direito de ajudar tudo e todos os que vêm para cá. De oferecer o nosso lucro a gente que nunca fez nem fará nada pela paz democrática. Que não tem os mesmos valores ou sequer interesse em fazer da Europa, algo melhor.

Os meus antepassados lutaram e revolucionaram-se para que um dia os seus filhos e netos vivessem em paz e harmonia. Eu não vou chorar nem pedir desculpa!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [47]

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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [46]

-- Porque gritas tanto? Porque esperneias tanto? Tu pediste isto, lembraste? -- removi o pano de entre os dentes. Respirou fundo, sem tirar a olhar de mim, e disse com dificuldade:
-- A minha filha não era para aqui chamada! Conheces a minha rotina, sabes bem que hoje não era o dia mais indicado, principalmente porque Madalena vem cá a casa!
-- Mas minha querida, hoje é o dia perfeito! Hoje é o dia da tua morte...
Ela rasgou as pupilas, num brilho intenso, de choque. As bochechas ficaram pálidas, seguindo-se tudo o resto como um fogo. Enfiei-lhe o trapo goela a baixo e soltou os seus típicos guinchos, enquanto me via sair do quarto, de faca na mão, imaginando o pior. Desci as escadas e abri a porta da dispensa, onde as duas meninas se abraçavam.
-- Vem comigo. -- pedi ao rebento, já menos assustado, de olhos vermelhos e secos. -- Vem comigo, ou mato a tua mãe! -- sussurrei ao ouvido.
-- O que vais fazer? -- perguntou a Joana. Agarrei no braço da miúda e puxei-a para mim. -- O que vais fazer com a Carolina!? -- exigiu num grito.
-- O inimaginável! -- respondi-lhe. De costas para ela, senti uma dor aguda nas costelas. Quase caí ao chão. Virei-me para ela e defendi um segundo murro. A cachopa foge-me entre os dedos e entro numa luta de submissão, e controlo, por uma pequena colher que lhe tiro da mão com um soco no peito. Arranco-lhe o ar dos pulmões, ela arfa de olhos abertos como um cavalo assustado e cai em cima de uns sacos de batatas. -- Desiludes-me! Volto, quando acabar o que viemos fazer. -- Tranquei a traidora adolescente e corri para o quarto principal. Sem esperar, vi o botãosinho ajudar a mamã a tirar as ultimas cordas do braço esquerdo.
A faca reflectiu nos olhos da criança emocionalmente violada.