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domingo, 15 de abril de 2018

A construção de um império pessoal...


[Photo: Chadwick Tyler | Model: Jana Knauerova]

Viver não é sinónimo de fumar, de beber, de ir para a esplanada do café, do bar ou dançar numa discoteca. Não é viajar, nem ir à praia.
Não é sinónimo de gargalhadas com os amigos, numas muitas "loucuras" de brincadeiras parvas e infantis, que surgem pelo simples facto de ou já estarem bêbados ou em grupo.

A falsa satisfação social que o tabaco e o álcool proporcionam, envenenam o cérebro jovem que ainda não amadureceu, que ainda não cresceu. Depende do contacto social, das amizades, das conversas efémeras e do vício luxuoso de gastar +5€ cada vez que sai.
Porque quando as árvores tombadas começarem a surgir no teu caminho, e situações difíceis que não podes controlar ou melhorar te inundarem a preocupação; As conversas cheias de gargalhada, onde te sentiste aceite, integrado, ouvido e valorizado, não terão o impacto suficiente para te ajudar a decidir.

És tu quem dá o paço em frente.
És tu quem toma a última decisão.
Mas garanto-te que tomá-la quando o álcool já entrou no organismo, as gargalhadas substituiram as conversas sérias e o conforto que os amigos te deram nesse momento ínfimo da tua vida, não terá o impacto que desejas. Pura e simplesmente, porque não foste capaz de ver que a árvore tombada tinha um arbusto de silvas do outro lado. Se estás à espera que eles estejam ao teu lado na tua primeira entrevista de emprego, na ida às finanças, na fila dos CTT, ou naquele primeiro exame de código, estás cego.

Os amigos ajudam a apaziguar o stress, o nervosismo e a dar uma falsa satisfação ao ego. Esses teus "momentos de viver", de "aproveitar a vida", são outra droga, outro vício que já não controlas, que julgas ser o bem mais necessário; Os momentos que te tornam quem és...
És incapaz de ir para o café sozinha, porque na realidade, és incapaz de estar sozinha no mundo, por tua própria conta. Tens medo da solidão. Tens receio do que os outros possam pensar em ver alguém sozinho no café. Vives de um medo que não controlas.
O momento em que entras para o mercado de trabalho, recebes dois sacos: um de responsabilidades e outro de deveres.
A tua liberdade, a tua voz, a tua opinião, deixam de contar, porque as pessoas são mais velhas do que tu, têm mais poder do que tu, e se te poderem foder, fodem.
Voltas então ao mesmo vício, à necessidade de estar com os amigos, de puxares um cigarro e beber uma cerveja, na esplanada do café, com o desejo de soltar o stress, o nervosismo e a tristeza acumulada durante a semana de trabalho.
Entras num poço, numa espiral que não te leva a lado nenhum mas que acreditas estar a fazer alguma coisa com a tua vida porque estás feliz nesse momento, e a vida nem está má; recebes o teu ordenado, tens carta e até carro próprio ou dos teus pais, e sais para passear e até lês uns livros... mas não podias estar mais longe da realidade em que se tornou e se transforma a tua vida.
Paras no tempo. Estagnas. Tornas-te mais um(a), português amargurado, que critica o estado do mundo, do país, ou da mentalidade dos outros, por o país não ser como os teus amigos. Não ser fácil como o teu cigarro e a tua cerveja.
A única solução que encontras para combater esse tédio, essa falta de vida própria, é sair com os amigos, lançares objectivos para o "próximo ano" e "acreditar" que as coisas vão melhorar.
Mas continuas a estar longe da realidade. Continuas a ser incapaz de ver e de compreender por ti, sozinho(a), que viver a vida não se faz através de cafés, cigarros e cervejas, tão pouco de viagens, mas das decisões. Do caminho difícil que precorres para realizar um sonho.

É fácil sonhar, mas é na luta dele, do esforço ao longo dos anos, dos sacrifícios, que te realizas e vives.
Os livros de auto ajuda são uma excelente oportunidade para aprender a ser alguém melhor do que já és, mas apenas ler não chega. É preciso ver os outros, experimentar, errar e tentar.
Se não partir de ti a mudança... Se não vier de ti a vontade consciente de deixar para trás os maus hábitos, os vícios, e começares a fazer da tua solidão, do teu Eu, da tua alma, um amigo, uma prateleira com livros de tuas anotações, da cultura e razões fundamentadas de seres o que és, não cresces, não te tornas melhor...

Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, o impacto da realidade das coisas que te rodeiam começam a apertar no pescoço, a fazerem-se sentir em peso nas costas mal habituadas, começa-se a fazer sentir, quando precisas de tomar uma atitude, uma decisão importante e falhas ou te é difícil, porque o hábito assim o proporciona.
Entras em stress, em pânico, em parafuso, por coisas tão simples... Não te é habitual "pensares demais" nas coisas. Preocupares-te com elas. Com a responsabilidade ou exigência do trabalho que tens a fazer, dos documentos para assinar ou assuntos para tratar, nos mais diversos locais que desconheces, onde não se riem para ti, não te aceitam no grupo ou bebem uma cerveja contigo enquanto puxam do segundo cigarro, porque não estão entre amigos que se apoiam...
Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, as coisas que te rodeiam, tal como as pessoas, as aventuras, as coisas exitantes, loucas e diferentes, perdem força, beleza, curiosidade aos teus olhos. Tudo se torna "igual", parado, monótono, indiferente...

Viver, caro humano, não é a "curtição" num café, numa esplanada, em pleno desboche social, para quebrar tabus, ideias políticas ou ideologias sociais, mas sim na produção e desenvolvimento de quem tu és, e usares o que tens para dar, para melhorar o mundo. Não precisas de ir tão longe, basta fazer a diferença com aquilo que mais gostas de fazer.

Viver, tem como base dois pontos:
  • A construção de um império pessoal.
  • A construção de um império social.

A construção do teu império pessoal, é aquilo de que te constróis. É aquilo que és quando estás sozinho. É a maturidade e a personalidade que desenvolves ao longo da tua vida.
São as experiências que tiveste. São os erros, os fracassos, os sucessos. São os filmes, as séries, os livros, as revistas, os documentários.
Esse teu império pessoal, é o que te define. São os argumentos que possuis para provar porque gostas da cor, ou da música, ou do filme que te dizem tanto.
Se não és capaz de crescer por dentro, será dificil cresceres por fora quando estiveres sozinho. E acredita, um dia vais estar sozinho... E se não estiveres sozinho fisicamente, vais estar sozinho de forma pessoal, sem conhecer ninguém e ninguém te conhecer. Nesse dia, quando o teu Eu surgir, vais sentir na mente que não foste capaz de desenvolver nem de habituar, a solidão e a frieza do que é estar sozinho e dependeres de ti para sobreviver no mundo. Porque na verdade, criaturazinha, não tens valor nem és ninguém, tal e qual como eu.

A construção do teu império social, é tudo o que fazes com familiares, amigos, estranhos, empregados de mesa ou qualquer outro tipo de interacção com pessoas. São a "cortição" até às tantas da noite com os amigos e colegas, seja de trabalho, de escola ou de infância.
São as tardadas ou as horas prolongadas na esplanada do café, no meio de uma conversa para marcar presença, para rir e engalhofar.
São as cunhas, são as amizades rápidas, os namoros. São a capacidade de meter conversa para criar amizades, através da simpatia ou educação.

Ambas são importantes. Ambas te dão ferramentas para viver e saborear a vida de uma forma consciente e responsável. Pois de um lado tens a capacidade de estares sozinhos e criares os teus momentos, os teus sonhos, e do outro tens o amor ou a atenção que muitos de nós precisam.

A única diferença, é que preferiste desenvolver as tuas "competências" sociais, enquanto acreditavas que o teu império social crescia no mesmo passo.
Fazem mais por ti as caminhadas no meio da floresta, com ou sem GPS, o pôr do sol e aqueles pequenos momentos que te dão energia ou tristeza à alma. Faz-te melhor a exploração da gruta que negas existir dentro de quem és desde que nasceste. A escuridão da depressão de que todos transportamos como um cancro em bomba relógio.
Faz mais por ti um livro, que um cigarro e uma cerveja na mão.
É quando tens a cabeça debaixo da bota pesada, que te pressiona o crânio, te prende as mãos e te arranca do coração e do corpo todo o desejo e força de "viver", que passas a saber o que é realmente estar vivo e a importância que as coisas que nunca fizeste te começam a gritar tanto, até abrirem tuneis na pele, do nó da garganta às pontas dos dedos, como arrepios e assombros que em voz de lamentação, te fazem perceber e consciencializar de que deverias ter sido mais produtiva para contigo, ao invés de "curtir" a vida da forma mais despreocupada e luxuosa possível, porque "só se vive uma vez."

Mas é precisamente aí que pessoas como tu se enganam, se engasgam, se tornam hipócritas. É nesse momento de paralesia social do "desboche" e "curtição", que param, que estagnam. Porque é verdade que só se vive uma vez, e que se deve levar e fazer essa caminhada da forma mais alegre e preenchida possível, só não te podes esquecer de que para viver ao máximo, precisas de comer, precisas de roupa, de um tecto, de uma cama, e essa vida tão maravilhosa que levas de adolescente irreverente, um dia acaba, porque o dinheiro é emprestado pelos teus pais, como injecções de capitais.

Se não fizeres pelo teu futuro, não terás nenhum.


Para ti, que não fumas nem bebes, que não sais muito de casa e tens poucos ou nenhuns amigos com quem sair... Lê; Percebe que não precisas de nada dessas coisas para viveres. Para cresceres, para te tornares num homem ou numa mulher. A tua história não se constrói no meio de venenos e vícios que te sugam o pouco dinheiro que tens todos os meses. E o tempo que estarias num café, poderias estar a ler um livro, a escrever, a desenvolver projectos. Não precisas de ter medo por andar sozinho(a).
Sê tu próprio. Não te sinjas por modas, nem pelo que os outros fazem.
Acusarem-te de não viveres, de não curtir a vida, não significa que estás errado, signfica que preferes investir o teu tempo noutras coisas.
Usa esse tempo livre para enriqueceres a tua cultura geral. Para ler, para compreender melhor o mundo que te rodeia.
Constrói e solidifica a essência daquilo que és. Tornares-te melhor de ti para os outros. Cada tentativa que resulte num erro, estás a um passo mais próximo de te tornares quem sempre desejaste ser. Mesmo que te inspires em alguém físico, ou no personagem de um livro ou das tuas histórias, reconhece e percebe que um dia irás lá chegar, irás ser tão bom ou melhor do que aquilo que sonhas.
Dá tempo. Alcançar esses objectivos demora anos.
Uma dica... Põem os pés fora de casa ou os pés bem acentes na terra. Sê analítico em tudo o que te acontece ou te rodeia. Não deixes as emoções tomarem e controlarem as tuas decições. É esse o caminho que tens de percorrer para te tornares alguém ainda mais interessante. Crescer! Descobrires-te, re-inventares-te. A ti, e à tua história. Virares a página do teu próprio livro, e continuares, levando contigo tudo o que sabes, tudo o que sentes, tudo o que sonhas, tudo o que te faz sofrer e sorrir.

Tu, que me lês, e és um merdas; Sentes-te um merdas ou te fazem sentir um ninguém que não sabe aproveitar a vida, curtir, festejar, fazer amigos. Vou-te contar um "segredo".
Para poderes fazer alguma coisa da tua vida, tens de começar uma revolução dentro de ti para alcançar a mudança mais importante da tua mente: Confiança!
Enquanto não tiveres confiança em ti, nas coisas que fazes, nas coisas que dizes, e te deixares dominar pelas incertezas, pelos medos, pela vergonha, pelos pensamentos negativos, pela depressão ou pela morte daquilo que testemunhas todos os dias de ti próprio, vais continuar a caminhar na mesma estrada, com espinhos e árvores tombadas.
O dia em que respirares confiança, vais enfrentar o próximo degrau: tornares-te Macho/Fêmea-Alpha. E por muito que finjas ter confiança, um dia isso vai tornar-se parte de ti como o caminhar, e não há mal nenhum nisso, porque no fim e no fundo, todos nós usamos máscaras.
Os ombros vão estar direitos, as costas deixaram de estar quebradas pelo medo e insegurança, e o teu caminhar vai ser firme e confiante.
Com o tempo, com a luta que pretenderes fazer, vais perceber mais tarde que TU podes alcançar tudo! Que TU podes fazer tudo, ser tudo, ir a todo o lado e perguntar o que quiseres! Porque a vida, torna-se muito mais simples, muito mais fácil, quando a vês sem medos, sem vergonhas, sem o nervosismo de interacção humana.
Depois do teu exame de condução, o medo de conduzir controlava a tua mente. Injectava em ti sonhos aterrorizantes de acidentes e multas. No entanto, com o tempo, ganhas-te confiança nos pedais, nas mudanças, no volante, e em ti mesmo. Se olhasses para trás, para a tua primeira aula de condução, dirias que foi uma das experiencias mais assustadoras da tua vida, mas que conquistaste, com o tempo, por muito dificil que tenha sido.
É precisamente assim que deverás ver a vida. Não há razão para ter medo, vergonha, incertezas, receios, nervosismo, ou entrar em paranóia ou stress por algo tão insignificante.
Porque o segrego, é saberes que o podes fazer! É saber que com o tempo tudo se torna um hábito ou te nsai aturalmente.
É agarrar a vida pelos cornos! Torcer e amassar! É rasgar tudo aquilo que te prende numa zona de conforto que existe apenas na tua mente, e seres a pessoa curiosa que és! Perguntar, descobrir, aprender.

Não precisas de beber, de fumar, de sair à noite, de ir ao cinema, de ter montes de amigos e te sentires integrado num grupo. Isso são tudo cadeados que te prende nas caixas daquilo com que a sociedade te pretende controlar e desmiular. Esses vicios e fraquezas não fazem parte da pessoa que és; da pessoa que escondes e guardas dentro de ti: o Macho/Fêmea-Alpha! O líder! O corajoso! O destemído! E não há mal nenhum em seres tudo isso porque os outros não fazem ideia nem querem saber.

Enquanto não te puseres á frente do urso, não saberás que tens um lobo dentro de ti. Se vais sair, cordeirinho, sai à vida agarrando-a pelos cornos! Torce e amassa! Tudo o que tens de fazer, é saber que o podes fazer. Só tens de ir lá e conquistar. E mostra a todos os filhos da puta que te disseram que não podias fazer nada da tua vida, que estás a caminho! Porque tu vais conquistar tudo aquilo que eles disseram que não serias capaz. E lembra-te: Tudo aquilo que não te matar, é melhor correr!!!
Tens dentro de ti tudo o que precisas para ser um líder, para conquistar e dominar a tua vida e o que desejas para ti. Será com esses pés que vais desbravar caminho para que outros te sigam. Será com essas mãos que irás criar o que mais desejas. Com a tua postura, irás dominar e conquistar qualquer lugar que entres. Se errares? É natural, como a natureza. Não vives para aprender, aprendes para descobrir realmente como viver.
Tu constróis a tua vida.

Mas... e quando te sentires triste? Vazio, com medo, nervososo, envergonhado, sensível? Aprende a perdoar. A perdoar aquilo que és. Aprender a analisar o porquê das coisas que te deixam assim. Além disso, quem disse que depressão é uma coisa má? Que descer até ao fundo do poço é uma coisa horrível? Que ter medo te destrói? É com os momentos mais tristes e infelizes da nossa vida que podemos valorizar o sorriso, a gargalhada, a piada, os momentos realmente bons, bonitos e genúinos. Pois para sentires o carinho e o afecto de um abraço, tens primeiro de sentir a solidão e a tristeza profunda. Aprende a abraçar a solidão e tudo o que ela traz consigo.

Existe uma frase muito interessante sobre relacionamentos:
"Ao inicio é tudo muito bonito. Cheio de amor e paixão; A pessoa lambe-te de alto a baixo e de um dia para o outro, deixas de ser alguém."
As pessoas à tua volta, têm o Síndrome Titanic. O que me sempre me diferenciou de pessoas da minha idade, é que eu sabia que o navio iria bater um dia. Enquanto eles estão na "curtição", a fumar, a beber, a "viver a vida", despreocupados por o navio ir bater no iceberg, eu já comecei a aprender a nadar.
Consciêncializa outra coisa: Essas pessoas que conheces, que vão para os cafés, ou que bebem e fumam, que saiem de casa para "aproveitar" a vida, que saem à noite, grande parte dessa gente não tem filhos, não tem obrigações financeiras dispendiosas todos os meses. Muitas não trabalham, não têm filhos, só estudam, e os papás sustentam todos esses gastos de vida louca. Vivem a vida com o dinheiro dos pais, e não há nada mais humilhante para o carácter de uma pessoa dessas, do que usar e gastar o dinheiro de outras pessoas, para aclamarem e plenos pulmões que eles é que sabem "viver a vida", e curtir, e que eles é que são fixes porque têm amigos, e saem de casa, e fazem festas e vão todos juntos até á praia. Mas alguém os sustenta...

A construção do teu império pessoal, da tua pessoa, da tua mente, da tua solidão, da tua força, da confiança e da tua presença, é a escada mais importante que subirás na vida. Tu és o Alpha.
Se as coisas não te desafiam, não te irão mudar. E quando um dia olhares para trás, para a pessoa que és hoje, vais sentir orgulho ou saber que podias ter feito mais?

O que farias se não tivesses medo?

O que farias?
O que dirias?
Onde irias?

Isso que sentes, que te prende, é o único obstáculo entre ti e a realização de tudo o que desejas ser. É uma pergunta que te faz tremer, porque descobres nesse ponto de interrogação o vazio em que sempre sobreviveste, sem nada para espremer, sem nada para emoldurares. Foste, simplesmente. Existes meramente, como um peão num jogo de xadrez. Como uma cara no meio da multidão, no plano de fundo da vida dos outros.

Vais ter medo a tua vida toda, ou vais fazer alguma coisa com ela!?

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Vais procurar-me nos outros...

[Mother and Son playing - Pinterest]

[26/12/2017]

Vais procurar-me nos outros. Prometo-te.

Piadas parvas e talvez alguma infantilidade à parte, tudo o que dei e fui para ti, não terás com mais ninguém.

Tudo o que fui, foi do que li, do que vi, senti e vivi.
Todos os pequenos momentos foram feitos para serem únicos e especiais, nossos.
O nosso primeiro passeio.
O nosso primeiro beijo. O ramo de flores...
O nosso pôr do sol.
A nossa primeira vez. No meio do nevoeiro de um dia cujo frio não se fez sentir...

Dei tudo de mim, sem nunca pedir nada em troca.
Todo o meu carinho.
Toda a minha ternura.
Todo o meu tempo.
Toda a minha paixão e desejo.
Todo o meu amor.
Toda a minha atenção e dedicação.

Acredita quando te digo que me irás procurar nos outros. Contigo descobri que posso dar muito mais do que pensava. Que posso ser melhor do que me esforcei ao máximo para o ser contigo. Que tudo, mas absolutamente tudo, me veio do coração e da alma, sem nunca com o objectivo de te magoar a ti e aos teus, mas para te deixar realizada, completa, satisfeita e corajosa.

Sou o rapaz que toda a rapariga sonha ter, mas não te recordas de quando a tua "amiga" se queixava do "namorado" e te dizia na cara que tinhas sorte em ter um rapaz como eu.
Não fui perfeito quanto à atenção das minhas piadas ou situações em que abri a boca sem pensar primeiro. Mas situações menos boas da minha parte, e tens um homem de 28, que apesar de não socializar, nem ter amigos com quem sair, esteve ao teu lado quando estavas doente, indisposta ou mais sencível naquele período do mês.
Que está a criar um império para ele e para a futura familia.
Que tem carro próprio.
Um trabalho com um bom horário.
Que tem um bom ordenado.
Um apartamento.
Que corre.
Que lê. Que se informa. Que vê filmes e séries.
Que escreve.
Tinhas um homem, que não bebe, não fuma e prefere ficar a teu lado, no sofá, na cama ou a passear, do que sair todas as tardes e noites para ir beber com os colegas de trabalho, ir jogar á bola ou fazer qualquer outra coisa como todos os homens que não amam as suas mulheres.

Foi na minha forma de estar com quem não conheço que me ajudaste a mudar, e também, no sexo.
Mas como te disse uma vez:
-- "A proxima que vier já terá alguém melhor."

Não chores. Foste tu quem preferiu acabar.
Foste tu que não viu mais de mim.
Foste tu que se esqueceu do que é aceitar a diferença.
Vais procurar-me nos outros. Prometo-te.
Daqui por uns anos, irás perceber algo muito importante sobre mim:
Eu não parei no tempo como todos os teus amigos.
Eu não me torno mais parvo com o tempo.
Não fico mais burro nem tomo menos riscos.
Eu não me esqueci de que estou a crescer. De que erro e que tenho muito para aprender.
Eu não tenho amigos, mas crio obras, dentro ou fora de mim, que me unem aos outros.
Eu não paro no tempo...
Não é ser convencido, é dizer-te, através destas últimas palavras, que perdeste a oportunidade de estar ao lado de alguém que te faria feliz o resto da vida. É dizer-te a verdade de quem sou, do que dou, do que fui para ti e ao teu lado.
Não é ser convencido, é dizer que aquilo em que sou realmente especial, é em amar e cuidar.

A próxima que entrar na minha vida, terá o homem que quiseste deixar ir. O homem que gostavas que eu fosse. Melhor.

Prometo-te.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Nunca...


Nunca amei ninguém, como te amo a ti.
Nunca desejei ninguém, como te desejo a ti.
Nunca senti por ninguém, o que sinto por ti.
Nunca vivi com ninguém, o que vivi contigo.
Nunca sofri tanto por alguém, o que sofro todos os dias por ti.

És para mim o luto mais difícil de fazer.
Sabes onde me encontrar... se um dia quiseres caminhar.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A objetificação da Mulher e do Homem na sociedade e em contexto de Violência Doméstica... [7]

A objetificação do Homem
Através dos vários meios de comunicação social - Parte 3

A mulher, continua a ser objectificada, tal como o homem, mas existe algo a seu favor: a Exigência.
A exigência é uma das "defesas", um dos caprichos que as mulheres "exigem" do mundo construído pelos homens. É uma escolha instintiva, se... vivêssemos no habitat natural, sem regras ou leis. Mas esta "escolha", perante a sociedade controlada por emoções, leis e "boa educação", não é algo belo como quando vemos os machos a lutar pelas fêmeas.
Uma mulher pode ser exigente com o tipo de homem que procura, e a sociedade não poderá dizer que é algo errado, imoral ou de pouca maturidade. Ela "tem o direito" de escolher quem quer ao lado dela. "Tem o direito" de exigir o tipo de homem. Com status social, se é rico já é uma goldigger, mas se for do tipo de homens que é cavalheiresco, que é um "achado", um "artefacto raro", que dá flores, faz surpresas, leva-a a jantar fora, é bom na cama, etc. Aquele tipo de homem que não se encontra sentado em casa e o tipo de homem que não comem quando saem à noite. O que elas exigem deles, é o macho-alpha que se encaixe de forma quase perfeita nas ideologias, gostos e prazeres que elas têm, que elas querem continuar a ter, ou que não querem abdicar.

As mulheres, pela "lei" da sociedade, têm direito a serem e fazerem esse tipo de exigências.
MAS um homem não tem esse direito. Caso o faça; caso tome essa decisão, é considerado machista, sexista, porco e interesseiro.
O homem não tem poder de escolha, porque é automaticamente visto como um monstro que só veio ao mundo para usar e abusar das mulheres. Os homens "são todos iguais".
Mas a realidade, é que o homem tem tanto direito como a mulher. Não vale a pena desculpar ou dar a solução de que: Se os homens não quisessem só sexo, não haveria mulheres traídas por parvalhões. No entanto, os engatatões e as mulheres que são engatadas ou saem à noite para o engate, já passaram por muito homem e muita mulher (respectivamente), para perceber que o bom é foder. Quando for para assentar, minha gente, esses vão acalmar-se e tornar-se-ão mais selectivos.
Essas pessoas, que querem sexo, também selecionam os seus alvos, e não há mal nenhum nisso. Foder é uma dança de acasalamento. Nenhuma gaja ou gajo, sem estarem bêbados, aceitariam que qualquer rapaz ou rapariga se atirassem a eles. É preciso que essa pessoa seja bonita, divertida, interessante e que tinha algo diferente para lhes mostrar, algo que seja capaz de lhes chamar a atenção que outra pessoa já não o tenha feito.
Mas se o homem é exigente e selectivo, se rejeita, ele torna-se novamente o mau da fita.

Este pensamento feminista, oprime o homem de encontrar a parceira que ELE quer, com todo o direito que elas têm no dia-a-dia. Não é errado escolher. Não é errado preferir uma a outra, é a lei da natureza. É por isso que os lobos não engravidam todas as lobas. Eles procuram as que melhor se ligam e se dão com ele.
E vamos aproveitar para por os pontos nos is:
Os homens querem uma mulher, em primeiro lugar e acima de tudo para foder! Ponto final!
Tudo o resto: conversar, aprender, conhecer, viver, chorar, amar, partilhar, sair para jantar, ver um filme, ouvir música, debater, construir, desenvolver, rir e sorrir, vem depois. E acreditem meninas; se vocês não demonstram interesse na cama, não tarde ele procura alguém que o tenha! E se não demonstram interesse em estar ao lado dele ou com ele, rapidamente voz achará uma seca.

Uma das coisas que se tem notado, é do simples facto de que raparigas que preferiram continuar a estudar e a viverem com uma ou duas pessoas no espaço dos 4/5 anos em que tiraram a licenciatura, têm uma maior dificuldade em apareceram no mercado como maduras, como adultas, com personalidade, com resiliência e força psicológica suficiente para se sentirem confiantes e vivas perante um macho.
Para este tipo de raparigas, a exigência é muito grande. Se não dá à primeira conversa não perco o meu tempo. Estão num patamar tão alto, porque já têm namorado ou acabaram recentemente com um, que para voltar a descer terão de fazer duas coisas:

  1. Descer do seu pedestal, aceitar que está solteira e que o mundo não vai acabar.
  2. Não descer de todo e procurar incessantemente, exigindo, um homem melhor do que aquele que ela deixou ou que a deixou.
Por causa deste tipo de situações, os homens bons, são vistos por este tipo de mulheres, como "fracos", "pouco desenvolvidos". E até mesmo perante mulheres que têm experiência, muitos namoros e desgostos, isto irá acontecer. Mas aquilo que separa estes dois tipos de mulher, é precisamente a experiência. Enquanto uma não a tem e exige no homem para que seja Assado e Cozido, a mulher experiente dará uma oportunidade emocional e intelectual à cara metade. O que acontece nesta ultima situação, é uma abertura de si para com o rapaz, na esperança de este se sentir confortável e confiante com ela.



O que aprendi com raparigas/namoradas exigentes?
O que aprendi ao ser exigente com elas?

Falarei então da minha perspectiva:
Ela gosta de mim, ama-me, mas evita estar comigo em público. Há sexo, há beijos, há abraços, mas se eu fico excitado, com um simples beijo, para ela é sinal de "querer só sexo". Se ela não aceita que veja pornografia ou outra coisa qualquer, porque diz sentir-se traída, demonstra falta de confiança em mim, de respeito pelo que gosto, e de maturidade da parte dela. Os ciúmes interferem ao ponto de me "proibir" de ver até mulheres na televisão ou na internet.
O que aprendi? -- Que uma rapariga que não têm consciência de que são dois indivíduos, que ambos têm os seus gostos, e de que da parte dela não existe maturidade suficiente para confiar na cara metade ou que os ciúmes exagerados minam uma relação.
O que ela exigia? -- Que não olhasse para outra raparigas, que não me masturbasse a ver sexo, que fosse mais homem, que fosse mais responsável. (Numa altura em que eu ainda me estava a descobrir)

Ela demonstra gostar, mas não beija, não abraça, não vem ter comigo, não me abraça quando me vê, usa sempre a mala em cima das pernas quando vamos de carro ou estamos no cinema e não posso passar-lhe a mão na perna. Não se sente confortável em experimentar ou em fazer caricias e algo mais físico, como preliminares antes do sexo. Virgem e tem medo: recusa-se a fazer o que quer que seja! As conversas dela, quando sai de casa para "viver" é uma panóplia de situações depressivas que passa em casa.
O que aprendi? -- Existem momentos para conversas tristes e problemáticas. Se ela não dá sexo, se não tem vontade em descobrir, se não abraça, não beija nem existem momentos que poderia haver troca de carinho e amor da parte dela, então a situação em que me encontro não é uma relação, mas uma amizade.
O que ela exigia? -- Que aceita-se que ela era tímida, que tinha medo em fazer ou experimentar algo perto do sexo. Que não estava habituada a beijos e abraços. Que a mãe lhe ficasse com o ordenado e o usasse para fazer as compras para a casa.

Ela gosta de mim, mas precisa que lhe faça perguntas para saber como está, o que pensa e o que sente. Combina-se várias vezes para nos encontrarmos e diz ficar indisposta. Faz um "esforço" para ir ter comigo porque lhe peço muito e a única coisa que quer é ir para casa. No sexo, faz por fazer o "jeito", não parece ter grande vontade.
O que aprendi? -- Se não vai ter contigo por vontade, se não está contigo com vontade. Se não há nada para dizer, se não quer dizer nada. Se não quer caminhar em frente ao invés de ficar parada a "sofrer", se no sexo, quando faz é um pouco por "também tenho de dar porque ele deu", de mãos para baixo, sem demonstrar desejo, demonstra falta de confiança em si. Não é algo de mau ou de errado. Mas uma rapariga com 25 anos, já devia ter maturidade o suficiente para se sentir mulher. Julgo apenas o que conheci e não sou ninguém para acusar do que quer que seja, ainda que este pedaço de texto possa ser hipocrisia minha. Mas se não demonstrou vontade em estar, a não ser quando estávamos sozinhos. E quando estávamos sozinhos, não parecia envolvida o suficiente no acto, estaríamos a perder tempo um com o outro. Não é que não gostasse de sexo, mas eu, gosto de saber que a outra pessoa também gosta em dar. Não era pessoa de olhar para o céu, de conversar, de falar sexo a menos que tivesse vontade de fazer.
O que ela exigia? -- Que não fizesse piadas sexuais/picantes. Que não falasse tanto. Que não estivéssemos em público porque sentia-se observada. (É preciso aprender a controlar esses medos, caso contrário um dia seremos dominados por eles.)

Conhecia por facebook, amiga de uma amiga da minha mãe. Estudante, recentemente separada de uma relação de 4 anos.
O que aprendi? -- Apesar da idade já bater quase nos 30, a mentalidade era ainda miúda de 16/18 anos. Muito incomodada com a frase "Uma rapaz não deixa cona para ficar sozinha". Não tinha nada de adulta. Estava ainda amargurada, apesar de ter sido ele a acabar com ela e lhe dizer que já não sentia nada. Não era interessante para conversar, e bastou perceber isso por ser muito negativista com ela própria ou não falar de todo, ou sequer fazer perguntas.
O que ela exigia? -- Que não fizesse tantas perguntas, que não "julga-se" o ex-namorado, que não fosse frontal.

O que aprendi com elas?

Aprendi que a higiene é muito importante. Assim como falar sobre sexo, ter uma relação aberta e sincera. Gostar de sexo e de dar prazer. Gostar de abraços, beijos e de caricias. É importante que cada um dê ao outro sem pedir ou pensar na troca de favores. Cada um caminhar metade do caminho para se encontrarem e mais importante, conversarem e exporem sem medos.
Se elas não dão o mínimo em termos emocionais e não são maduras, com uma personalidade e opinião própria, demonstra uma falácia para com uma relação entre duas pessoas. A curto-médio prazo, não mudaram, não cresceram, não aprenderam nem ensinaram nada de novo. Estão paradas no tempo e ainda a descobrirem-se.

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A objetificação do homem, perante mulheres exigentes, é como um combate de box no qual tentam acompanhar a namorada para tentar perceber como e o que querem realmente da relação ou deles próprios. Neste tipo de relação só há um lado que ganha e que permanece satisfeito, chegando ao fim da relação como se tivesse sido, ela própria traída. O homem tenta dar, mas acaba por dar muito, se não mesmo tudo, e perde o que nunca teve.
Da minha perspectiva, um mulher que não avança, deve ser informada e até mesmo avisada se for necessário, de que as coisas não estão a funcionar.
Porém, quando as coisas se sentem que não estão a funcionar, que não existe nada que os une, que os mantenha juntos, que não há nada para partilhar, que não existe desejo ou vontade, não há razão para continuar a enganar duas pessoas. Vocês e elas/eles.

Elas podem exigir, e os homens também. Poderá não ser saudável para quem leva o "não", ou o fim da relação na cara, mas é importante para fazer crescer as pessoas. Para as fazer amadurecer e as fazer perceber que tipo de homem ou de qualidades e defeitos querem, toleram e aceitam ao seu lado.

A objetificação da Mulher e do Homem na sociedade e em contexto de Violência Doméstica... [8]

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ernst, prazer em conhecer-te!


Ernst atravessou a biblioteca, colando o olhar ao de Catherine, a bibliotecária alta e extremamente tímida.
Não sabia o que fazer. Estava em pânico e o balcão à sua frente não ajudava muito a sua confiança. Meia trémula e apavorada, de um lado para o outro, tentou desviar o olhar sobre uns livros empilhados, mas a postura de Ernst, com os olhos focados no seu corpo, não a impediram de espreitar, por entre o cabelo, aquele rapaz confiante, lindo e destemido a caminhar na sua direcção.
-- Olá, boa tarde. -- ofereceu-lhe Ernst, poisando alguns livros.
-- Boa tarde. -- gaguejou Catherine. As bochechas já rosadas escondiam-se atrás do cabelo loiro longo e liso. -- É para levar? -- perguntou sem o olhar.
-- Sim. -- confirmou, tentando encontrar os olhos da trémula rapariga.
Passou os livros no leitor de barras e devolveu-os ao pedaço de homem que lhe estava a tirar as forças das pernas e da fala.
-- Catherine? O que fazes mais logo?
-- Eu? -- a lingua enrolou-se e gaguejou muito nervosa. -- Eu... Não sei... Vou para casa.
-- Não me dispensas cinco minutos da tua companhia?
Devidamente informatizados, entregou os livros a Ernst. As bochechas coradas aquecia-lhe a face e as orelhas pareciam inchar. O coração palpitava, o peito custava a encher e as mãos tremiam nervosamente segurando uma caneta.
-- Respira fundo. -- segurou-lhe a mão e a esferográfica num só movimento. -- Não há razão para uma rapariga como tu estar nervosa.
-- Não estou. -- desculpou-se, olhando-o nos olhos por breves momentos. A sua mão continuava presa pela confiança do rapaz, e tão cedo não a forçaria para que fosse livre novamente. O toque dos seus dedos nos dela, quase entrelaçados, combinando a firmeza dele com a pele sedosa dela, fazia-lhe crescer entre as pernas e na ponta da lingua, um desejo ardente de ser atacada por tudo o que compunha o rapaz. Desde o seu físico à sua personalidade e mistério.
-- Telefona-me quando estiveres pronta. -- pediu Ernst com um olhar sereno.
Catherine não respondeu nem acenou com a cabeça. Ficou a olhar para o número na palma da mão. Uma caneta bateu-lhe nos dedos e caiu na mesa logo abaixo. Ernst tocou-lhe com um só dedo no anelar. Nesse mesmo instante, Catherine olhou-o nos olhos e vislumbrou um sorriso, seguido de um piscar de olho. O rapaz virou costas e saiu com os livros debaixo do braço. Em choque e com a vergonha a entupir-lhe os ouvidos, deixou-se ficar a olhar para ele, já do outro lado da janela, enquanto uma rapariga da idade de Ernst aguardava a vez de ser atendida.
A campainha tocou e o transe desfez-se. Das seis horas que lhe restavam do dia de trabalho, Catherine iria passar os seus olhos mais vezes no número de telemóvel tatuado na sua mão do que no Enter do teclado.

O seu primeiro dia de estágio acabara de se tornar ainda mais inesquecível!
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domingo, 7 de agosto de 2016

Se não dás sexo, ao menos sê interessante...

[Chloë Montez - Pinterest]

Às vezes ainda penso em ti, na nossa mentira de "namoro", de amores e discussões "importantes" só porque estávamos "apaixonados". Mas a razão de surgires na minha mente mais vezes do que estarmos juntos, é por seres a coisa mais recente que tive. Porque se não tivesses sido tu, a última, teria sido outra "qualquer".
Não foste o suficiente interessante para me manter ao teu lado. Não deste o suficiente, nem fizeste o suficiente. Não houve nada que tenhas feito que me tenha deixado uma semente, por muito pequena que fosse, para continuar a pensar em ti com desejos e devaneios loucos à noite, com a mesma gula de te ver todos os dias como o fiz durante tanto tempo por estar "apaixonado". Mas não te sintas mal, afinal todos erramos, e aprendemos com os erros. E eu, dei demais.

Mas se namorar é apenas existir, entras então num tédio cíclico para onde arrastas outras pessoas que querem sorrir e abraçar, e tu, por crer ou não crer, te transformas numa estátua fria de pedra áspera.
O que existiu na tua mente para recear amar? Que experiências esperavas partilhar?
Esperar para as ter nunca me foi uma opção, principalmente porque tudo passa depressa demais, e depois da primeira vez, a cena em si, do teu teatro de horrores, de negações e frieza, não passa de mais uma experiência de sentimentos em que dizes Sim ou Não. Se não te queres descobrir sozinha, não dês falsas esperanças a quem sempre te abraçou e te levou a viajar. Ou a quem sempre te quis ajudar a ver o mundo através das experiências que ainda não tinhas. Abrir a mente, por muito virgem que sejas, não deve ser um impedimento para cresceres. Se é só depois do sexo que tencionas amadurecer, não esperes que os rapazes te adorem e se babem todos por ti. Afinal, tu continuarás "virgem" de experiências durante demasiados anos até entenderes que poderias ter feito tudo isso muito mais cedo. Vai por mim, estou a passar por isso e já tenho 26.

Não me arrependo de nada. Do que disse, do que fiz, dos passeios, do amor, do carinho, do dinheiro gasto, o tempo em tua casa, do jantar que fiz, das idas ao cinema. É suposto crescer. Ultrapassar a árvore tombada, subir o muro. É suposto correr, caminhar no mínimo, para a frente; Caso contrario, mais tarde, encontrarás a morte de ti mesma.

Isto é uma crítica para ti, porque sei que vais ler. Mas espero, apesar de tudo, que seja um abre-olhos para a pessoa medrosa que tens dentro de ti. Eu tenho uma também, mas luto todos os dias para me desafiar a desbravar caminho por entre a multidão de pessoas que me assusta, que me olha, que me julga. Se não crescer um pouco todos os dias, não estou a viver, e tu, estás parada no tempo por causa de um medo "virgem" que se chama: Experiência.
Aterrorizo-me com as alturas, mas se não tentar combater a fobia, se não lutar pelo que quero ser, pelo que quero sentir, ter poder de decisão, sou um escravo dos meus próprios medos.

Tu que lês tanto, que vês tantos filmes, foste a pessoa que menos deu e menos tentou coisas novas comigo. Nada do que me fizeste ou do que fizemos, me foi algo novo ou de verdadeiramente interessante e excepcional na vida que levo. Se não foste capaz de marcar essa diferença, mesmo quando te disse que precisavas de a fazer, o que esperas de mim? Um novo namoro? Uma amizade?
Que conversas teremos? Que coisas interessantes teremos para falar?
Se nunca me beijaste por prazer, me abraçaste com vontade, me deste prazer com desejo... o que esperas agora de mim?

Se não dás sexo, ao menos sê interessante...

sábado, 9 de julho de 2016

Não te prendas ou fujas do passado...

[Come with me - Karel Balcar]


À morte dela te tornarás em nada e ficarás com tudo. Exposto ao mundo de emoções e esventrado de dentro para fora, pela ausência de um sere que não és tu, mas que te fazia sentir sagrado. Aos olhos dela, eras o sorriso que tinha medo em esboçar, os passos de dança que tinha medo em dançar e as palavras que criavam nós na sua língua, na sua mente envergonhada e medrosa.
Na morte dela, descobriste que o amor por alguém é algo cruel.

Descobres que tudo destes, sem pedir nada em troca, sabendo desde sempre que nunca houve um beijo de si mas um aperto de mão, num negocio feito e aceite por ela.
Recordas os seus pés nas piores circunstâncias, os medos no rosto, as inseguranças caírem pelos seus dedos. Ela viu em ti o homem que sabias ser e tu o príncipe encantado que acreditou salvar a impotência de alguém distraído. Era bonito olharem-se pelo espelho. Era carinhoso o gemido que fazia aos passares as mãos na sua essência. Mas toda a vez que a olhavas, tocada e exigente, perdias o desejo e a paixão. Perdias o fogo.
A sua morte afasta-te do mundo dos vivos. Afasta-te do "querer", da "saudade". Estar morta, era pecado, um alívio, o fim da escravidão emocional.

Tornavas-te feliz, sem nada do que restava do contracto. Recordas a sua existência. Recordas o sorriso e as palavras, na morte de todas as suas coisas. Agora que respiras por ti, não te esqueças do que foi viver, do que foi fazer feliz. Abraça-a todos os dias quando o sol nascer, porque aceitar que um dia ela te fez feliz, é a prova de que lá pelo meio, ela foi quase a mulher de procuravas.

Não te prendas ou fujas do passado, abraço-o, valoriza-o e aprende com ele...


terça-feira, 5 de abril de 2016

A objetificação da Mulher e do Homem na sociedade e em contexto de Violência Doméstica... [6]

A objetificação do Homem
Através dos vários meios de comunicação social - Parte 2




Seguindo as ideias já partilhadas aqui, a objetificação do homem, repito-o de novo, é talvez mais forte que nas mulheres.
Para os homens, o machismo que existe no mundo não pertence a nenhuma cultura ou sociedade, mas a cada homem. Pertence e nasce consigo. Acompanha-o para toda a vida. Quer isto dizer que a violência surge no homem e morre com ele, quando opta pela via política.
No entanto... Apesar de as mulheres olharem-se de alto abaixo, de cobiçaram e invejarem ou denegrirem o aspecto de outra mulher, só porque se sentem atacadas ou oprimidas por não serem mais bonitas, mais provocadores, ou por serem precisamente isso, são agressivas através da sua comunicação física e micro-facial. As mulheres não vêm isso, mas os homens vêm. E é por essa mesma razão, que os homens detectam e comunicam entre si sem precisarem de falar. Basta estarem ao lado uns dos outros na fila do supermercado, quer seja para comprar fiambre, carne ou pão. Os homens -- quer as mulheres acreditem quer não -- irão sempre ver os outros machos como intrusos, como adversários, quer seja por serem mais altos, mais fortes, mais bonitos, mais bem vestidos, mais sensuais, com melhor olhar ou forma de abordar as raparigas.
Os homens estão em constante batalha uns com os outros. É um facto; e negar, seria errado!




Renato Gonzaga: "acho dificil ficarem escolhendo resgatados num incendio, cara...ta tudo fudido pegando fogo, os caras salvam oq aparecem..nao tem dessa de crianças e mulheres..um bombeiro nao vai passar por vc e te deixar pra trás enquanto procura mulheres..
Esses videos sao toscos demais....ela manda alguns numeros de violencia e coisa e talz..mas quem eh o principal causador de violencia? Eu ja fui assaltado uma pa de vezes e colocaram uma arma na minha cara mais de uma vez..e nenhuma delas foi feito por uma mulher.
Homens morrem mais pq sao mais relapsos com a propria saude, vide exames de prevenção ao cancer de prostada que o cara reluta em fazer pq nao quer passar pelo constrangimento.
A prioridade no titanic provavelmente era pra quem tem dinheiro.
Alistamento obrigatorio é uma lei criada por homens...pq ao inves de querem que as minas se alistem os caras nao lutam pra q o proprio alistamento nao seja obrigatorio?
Mulheres nao fazem trampo pesado pq sao tidas como incapazes pelos proprios homens.
Essas minas desses videos so querem fazer aquela media com a rapaziada..mas eh mto papo raso furado.
[Facebook] Porque precisamos do Machismo

Os homens, são vistos como inferiores em várias publicidades. São apresentados ao público como Maridos burros, trabalhadores ignorantes, incapazes, pais sem qualidades, com dificuldades e sem capacidade para educar ou entreter uma criança ou fazer um bom trabalho.

"I think it’s probably even more damaging the way men are stereotypically portrayed in commercials. How often do we have to put up with the stereotypes of the “smart wife–dumb husband,” or “smart kid–dumb dad,” or even “smart female employee–dumb male employees” to sell various products? Boyfriends are almost always portrayed as stupid and childish. Guys hanging out together are portrayed as juvenile, immature, and usually bumbling morons. Given the alternatives, I’d rather be given the option to use objectification for power than to be dismissed constantly as meaningless, ineffective, and just plain stupid." -- Jon 
Em: Let’s Reverse The Gender Roles In Ads Which Objectify Women & See The Effect…

Mas os homens também sofrem na própria sociedade que eles governam. São obrigados, em alguns países, a ir á tropa e nenhum deles se opôs a esse "lei". São obrigados a sair e a fugir em último de locais perigosos, pura e simplesmente para dar passagem às mulheres e crianças, para além de idosos, que já não ficariam cá a fazer nada. São obrigados a pagar ajudas de custos à mãe do seu filho, só porque estão divorciados ou porque a rapariga se quis "separar".
Como já repeti anteriormente, neste tema de objectificação, o homem é obrigado a ir para as trincheiras, caso uma guerra ocorra. Onde é que as mulheres se enquadram? Em casa, à espera. Porque os homens irão ser obrigados a serem fortes, a criarem músculo e a lutarem selvagem e heroicamente pelo seu país, pelos seus antepassados e futuras esposas. O papel do homem sempre foi o de governar. Seja uma ou várias cabeças.

Por consequência da entrada ilegal de imigrantes e "refugiados", os países europeus começaram a notar que grande parte das pessoas que atravessavam as suas fronteiras, ou que entravam nos seus países, eram jovens fortes, bem vestidos, sorridentes, que fugiam a uma guerra civil. O seu objectivo é simples: Constituir família nos países mais ricos da europa.
O único problema nesta fotografia, é de que estes jovens, capazes de lutar, preferem que sejam outros a fazê-lo por si. Não são machos Alpha no seu país, mas serão-no com as fêmeas destes países agora em invasão.
Os Leões, quando descobrem que uma das fêmeas teve crias de um outro leão que não é alpha, matará sem dá, essas mesmas crias, apesar da mãe das mesmas fazer tudo ao seu alcance para que tal não aconteça. Os homens reagem quase da mesma maneira, quando descobrem que a sua mulher teve relações com outro homem. Não é pelo facto de ela ter relações extraconjugais, mas sim por na cabeça do homem, esse acto de infidelidade ser visto como: "Deixei de ser o macho alpha dela. Terei de lutar de novo pelo mu lugar na alcateia em que vivo. Pois se não o fizer, serei visto como só mais um macho sem qualquer controlo pela fêmea que deveria ser só minha." -- Algo mais ou menos nesta linha de pensamento.
Os homens tentarão mais vezes, e de várias maneiras, fazer parte de um grupo, do que as mulheres, pois os homens precisam de união quando os momentos assim o exigem.
Alguma vez viram um grupo de mulheres correr contra polícias ou outros manifestantes, ou grupos políticos/religiosos? Não! Existe uma razão: Os homens tornam-se mais fortes e mais corajosos quando estão em grupo e quando defendem as mesmas ideias, com amigos que apoiam as suas ideologias. As mulheres recuam, ficando atrás dos homens.

Muitos são os videos, no YouTube, de casais que são espancados, e o homem é geralmente o único que leva mais porrada de 2,3,4,5,6 delinquentes, enquanto que a mulher é capaz de levar só umas chapadas ou uns murros. MAS, não é por o namorado se tornar o alvo de outros machos, que foge. Ele fica e protege a namorada, por muito mal que possa ficar do confronto.

Boyfriend defends girlfriend in park

Outra das coisas que acontece no mundo dos homens, é que os homens, quando lutam, andam numa escaramuça de pode demorar alguns minutos, muito intensos, e depois separam-se. Atenção!!!! Tal só acontece, se não estiverem a lutar pela própria vida. Caso seja esse o caso, o homem que está em perigo, irá lutar e dar tudo o que tem para matar ou conseguir controlar o adversário.
Quando se separam, recuperam o fôlego, e verificam se ambos continuam com vontade de lutar, com vontade de subir a machos Alpha. Nenhum homem inteligente continuaria a lutar, e a gastar as suas energias, a menos que se sinta ameaçada, gozado ou ridicularizado. Os machos, sejam em que ambiente for, e que animal for, lutará sempre pela sua masculinidade.
Depois de descansaram uns segundos, voltam à carga, tentam sempre submeter o outro à derrota de si, para que saia de rabo entre as pernas e reconheça a superioridade de quem o derrotou.

[Be strong to stand alone - Pinterest]

Os machos, mesmo na nossa sociedade, testam-no constantemente no seu grupo. Tentam subir sempre um bocadinho na hierarquia, seja através de piadas, de maior esforço, de melhor laços de amizade, de companheirismo para derrotar um colega, etc.

Alpha Male - National Geographic Study
Russian Gopniks Shop and Fight

No caso das mulheres, e essa é uma diferença abismal, é a de que quando começam à luta, a primeira coisa que atacam é a cara e o cabelo da adversária. Ao contrário dos homens, que querem controlar e subjugar o outro macho através da força, a Fêmea quer simplesmente destruir a beleza, neste caso a cara e o cabelo, da vítima, para que nenhum homem a ache bonita. É também por essa razão, que quando um grupo de mulheres ataca uma mulher, regra geral é sempre deixada nua, com cabelo cortado, espezinhada, pontapeada e socada até deitar sangue por todos os orifícios.
Uma das coisas que diferencia também a luta entre homens e mulheres, é que -- e apenas se o caso não for de vida ou de morte, mas de vingança ou de medir forças --, os machos param a agressão quando vêem que é demasiado ou que o alvo dá todas as indicações, verbais ou físicas de tal. Face que as mulheres, se agarram imediatamente pelos cabelos e NUNCA mais se soltam, a não ser que alguém as separe.


Os homens, são 99% dos casos, aqueles de criam as lutas e que as mantém. São também 99% dos homens que defendem as suas fêmeas. Está no seu código genético, e não o fazer, seria como renunciarem a sua masculinidade, como tem vindo a acontecer cada vez mais desde a chegada dos "metrosexuais". É por essa mesma razão, que os Russos, sem qualquer influencia externa, e sem capacidade de serem Americanizados no seu todo (culturalmente), continuam a ser um dos países mais violentos. Em que a luta é ainda vista, tal qual como em Inglaterra entre Hooligans, como coisa de macho, de homem, de Alphas.

No video, acima, é fácil de perceber que ambos estão a lutar pela mesma rapariga. O que significa que os dois irão tentar tornar-se no macho Alpha e conquistar a fêmea "submissa".
No minuto "0:41", em que o rapaz moreno chama uma possível amiga, ele tenta demonstrar que ele tem atrás de si, fêmeas com fidelidade. Fêmeas interessadas na sua amizade, e isso desencadeia na rapariga principal, um conjunto de reacções, elas mesmas, de disputa e estudo dos dois machos à sua frente. É o momento em que ela percebe, que se quiser o moreno, que já tem fêmeas à sua volta, terá de lutar. E lutar é um bom partido pois significa que o macho rodeado de fêmeas amistosas, é um bom partido. O rapaz loiro, percebendo a sua desvantagem de conquistas femininas, sente-se ameaçado, e só volta a "atacar", quando o ambiente estiver mais favorável e com apenas a fêmea principal, sozinha, sem distrações de outras fêmeas.
O que desencadeia a "luta" de argumentos entre os dois, é o toque entre os tacos de snooker, que acontece aos "2:12". Esse toque, significa que o rapaz nº1, está claramente a tentar mostrar-se superior, o que para qualquer macho é um sinal de desafio à sua presença e posicionamento na hierarquia. Por consequência dessa pequena briga, a fêmea reage instintivamente, sem se meter entre os dois. O sorriso e expressão facial -- movimento ligeiro de sobrancelhas -- que surge na sua cara ao minuto "2:14", diz tudo o que ela sente por dentro: "Quero ver quem vai lutar por mim. Quero saber como se vão defender, resolver a situação e sair vencedor." Até mesmo a maneira como ela se posiciona na mesa, ou de como se afasta para ver como as coisas evolvem, demonstra que apesar de ser fêmea, nenhum dos dois rapazes lhe ir bater, de poder vestir e dizer o que lhe apetecer, ela reconhece a sua "inferioridade", reconhece o seu local perante dois machos que se testam e preparam numa possível luta. A fêmea já tinha escolhido, logo do inicio, o seu macho Alpha, mas precisava de saber como é que ele próprio defenderia a sua integridade e o seu espaço pessoal.

Contudo, toda esta situação de não-agressividade, demonstra que a forma como nos damos uns com os outros, como lidamos em sociedade e em grupos, chega a ser contraditório em relação ao que já escrevi anteriormente. Os Humanos, reagem a uma situação de liderança de duas formas completamente diferentes e opostos.

  1. Através de violência.
  2. Através do diálogo.

Body Language - Indicators of Interest (IOIs)

Todas estas situações, existem no mundo dos homens. Óbvio, e mais do que óbvio, existiram excepções, mas são uma minoria muito baixa.
Existe um micro-mundo em volta de todos os homens, incluindo mulheres; E apesar de serem as mulheres as que mais se cobiçam e invejam, tanto na rua como com amigas, os homens -- caso assim se sintam dispostos a subir no ranking -- irão estudar-se uns aos outros, tentar fortalecer laços de amizade ou estudar essas mesmas amizades. Para o homem, mesmo que os próprios não percebam nem vejam isso, tudo é um jogo de posicionamento e reposicionamento, no grupo de amigos e na comunidade.

É também essa outra das razões pela qual os homens medem os pintelhos ou os pénis no duche quando são novos. Ou os músculos quando são mais velhos. Ou a inteligência e o charme. O odor e o status social. Os machos encontram-se biológicamente preparados para tentar dominar. A pornografia e o sexo são também uma das áreas em que os homens são extremamente objectificados.
Caso não aguentem mais de X minutos, são fracos. Caso não tenham um pénis com mais de Y centímetros, já não prestam, nem para foder e nem se podem considerar homens. Se não sabem satisfazer uma mulher na cama e dar-lhe um orgasmo, não valem nada na cama e são incompetentes. É precisamente por isso, que grande parte dos homens se preocupa com a mulher no momento do sexo. É por isso que se preocupam se teve ou não um orgasmo, se gostou ou não gostou. E não, não falo daqueles que só querem comer e deitar fora.
Incluindo também no tema da pornografia e do sexo, se um homem não deita uma quantidade de sémen grande, com força e com jactos de esperma, como fazia o famoso Peter North, a sua masculinidade pode estar por um fio, pois todos os homens sabem o quão importante é ter o aparelho a funcionar, e de preferência com força e capacidade suficiente para engravidar uma fêmea. Quanto mais esperma e mais força, mais longe chega ao canal do útero e maior probabilidade tem de ser ele a engravidar e não outro macho qualquer.

Se um homem não tem vontade ou capacidade, não presta, tem de tomar viagra. Se uma mulher não tem vontade, ou não consegue ter prazer, a culpa é do homem porque não sabe entusiasmar e estimular a mulher. O homem perde sempre das duas maneiras.

E independentemente de as meninas e as mulheres dizerem que não caiem mortas no chão por homens de músculos, ou seja: que preferem homens normais a homens de músculos, enganam-se a elas próprias, pois o mais natural é a mulher querer ser protegida por um macho com força física, do que por um paneleirote que evita confusões. Dependendo da situação, obviamente.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Vou dar-te uma proposta irrecusável...

[Be strong to stand alone - Pinterest]


Tenho errado bastante estes últimos dias... seja por falar demais, por achar que tenho piada, por sentir que posso dizer tudo o que me apetece, brincar com a situação ou levantar a voz só porque me chateio com alguém que não faz o que era suposto fazer.

Por causa disso, tenho andado muito stressado e sem vontade de escrever. Mas como sempre usei o blog como uma escapatória para expor os meus pensamentos, para falar sobre eles, para me re-educar e avaliar, vou aproveitar para despejar mais um monte de balelas, só porque sei que me vai ajudar na criatividade futura.

Percebo agora, com 26 anos, que continuo a falhar mesmo quando não quero. Pouco controlo a situação, mas continuo a ficar zangado comigo mesmo por essas coisas acontecerem. Era suposto eu já ser um homenzinho certo? O que me falta? O que estou a fazer de mal? É falta de namorada? É falta de ter um filho? Esse ultimo pensamento aparece todos os dias, sempre que vejo uma criança. Mas e a namorada? Em que falho?

Não posso achar que consigo controlar tudo. É impossível. Mas tenho aprendido muita coisa de todas as merdas que faço. Sejam pequenas ou grandes. Isso é bom sinal. Significa que ainda não parei no tempo.
Tenho continuado a ler, coisa que eu raramente fazia antes de começar a escrever o meu livro, em 2014, que ainda nem o primeiro capítulo está concluído porque é muita informação e pesquisa para introduzir; Mas tenho aprendido bastante com todas as páginas que li das dezenas de livros que já comprei. 400€ em livros é obra!

A verdade é que eu sei o que me falta. Falta-me falar mais com as pessoas, faltam-me amigos. Abrir a mente e expor o que sou. Conversar. Mas... é só isso que preciso? Socializar? Eu sei que a essência humana exige o sacrifício do meu espaço pessoal, "exige" de mim a partilha de tempo e paciência, mas eu não sei lidar com as pessoas com conversas de "café". Prefiro observá-las nos seus a fazeres.

As minhas ideias têm mudado bastante, principalmente perante o mundo, desde que comecei a ler mais. Grande parte das minhas opiniões, principalmente as que escrevi já vezes sem conta no blog, são hoje "muito" diferentes das que defendia antigamente. Hoje atribuo a culpa da geração, única e exclusivamente aos pais, à educação que eles dão aos filhos, seja em casa ou na rua. A culpa não é da televisão, nem da moda, nem da publicidade, nem do dinheiro. É dos pais. É impossível controlar tudo o que acontece na vida dos filhos, mas é a prepará-los para a vida, para a sociedade, que eles vão saber fazer a escolha certa mais vezes do que as más.
Isto para dizer que apesar de por um lado eu ter deixado de ser burro e com mania de que "eu sei tudo", tenho aprendido com todos os livros que já li, de qual é o meu valor. Por essa mesma razão, sinto-me dividido entre o ser Nada e o desejar ter uma mulher e uma filha a quem amar, porque independentemente de tudo o que fizer, a minha biologia e condição humana, acima do instinto animal, me gritam para deixar os meus genes, para ter filhos, constituir familia. Ser feliz. Ter amigos.

Tenho 26 anos e não tenho namorada. O que é que isso diz de mim? Que sou muito tímido e não saio de casa. Mas tenho um centro de backups, "WD Mirror 4TB", ao qual posso aceder fora de casa, ou partilhar um ficheiro com alguém sem pagar serviços de terceiros. Ou um novo aparelho de gravação que me permite gravar da televisão com uma qualidade muito superior à que antigamente tentava fazer. TVRip-DesenhosAnimados

Estou apetrechado com alguns dos equipamentos mais incríveis que nem sonhava vir a ter, e a conseguir configurar, apeser de me dizerem que seria impossível. Mas não tenho namorada! E eu quero uma, porque quero dar, quero receber, e a punheta não é a mesma coisa... verdade seja dita. Todos queremos ser amados, e eu sou um deles. É preciso julgarem-me!?
Tenho um quarto que é só meu, verdadeiramente. Cujas paredes de 3 cores diferentes foram todas pintadas por mim. Incluindo o chão, que não escapou ao cimento que tive de colocar para tapar os grandes buracos causados pela "tinha". (Vermelho escuro, Amarelo e Verde.)
Quando foi preciso redesenhar a instalação de cabos de rede para a Fibra da Vodafone, tomei a iniciativa, desenhei a planificação da passagem de cabos no computador, dialoguei com o meu pai sobre a melhor estratégia a tomar e quando foi altura de fazer os furos nas paredes, peguei no berbequim e furei tudo sozinho. O meu pai comprou as calhas, é certo -- ficava-lhe a caminho do trabalho -- e quando foi para finalizar, colei as calhas nas paredes. Re-instalei os cabos e as cabeças RJ45 nos mesmos. Comprara em antemão uma bateria UPS, que fornece energia aos aparelhos de internet sempre que falha a luz cá em casa, o que é quase todos os meses, pois a minha mãe liga forno, máquina de lavar roupa e loiça tudo ao mesmo tempo e vai tudo abaixo. Perdi a conta ao número de computadores e discos que perdi por causa disso.
Já no quarto, colei outras calhas para passar cabos de rede para a box e o computador. Aos poucos tenho tornado um quarto que era do meu irmão, no meu. Mais pessoal, mais arrumado.
Tenho-me tentado aperfeiçoar, incluindo nas roupas, gastar bem gasto, gastar no que gosto, e comprar sempre que me interessa verdadeiramente e me fica bem.
Tomar a decisão de pintar o meu quarto, de arranjar e construir tudo o que tinha, na verdade, era uma das coisas que precisava às bastante tempo. Dar um significa a tudo o que sou por dentro e exteriorizar, em parte, o que tenho para oferecer. É por isso que continuo a errar. Porque continuo a aprender, e a estudar tudo o que me rodeia, principalmente quem sou e o que quero ser, para além do que não quero ser e fazer. Aos poucos torno-me no que sempre quis ser, mas que não tinha coragem para tomar a iniciativa.

Mas não tenho amigos... não tenho namorada... não tenho sexo... não tenho uma aventura que me guie. Faço a minha vida, passo a passo, seja lento ou muito lento. E independentemente de errar mais vezes do que as que acerto, orgulho-me, e vou-me orgulhando de todos os pequenos apontamentos que vou alimentando ao meu cérebro, à minha personalidade.
Estou mais confiante. Sou confiante! Tenho tantos projectos que quase não tenho tempo para mais nada. Mas tenho algo que valorizo... Tempo para mim! Tempo para rir. Espaço para ser e existir. Espaço para descansar e ouvir-me. Tempo para apreciar e aproveitar... Não me falta dinheiro, não me falta tempo nem felicidade.

Só procuro alguém que queira sentar-se comigo e ouvir o que houver para se ouvir.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Tens ao teu lado...


[LAKESIDE LOVE - Engagement session by Michael Radford Photography]

O namoro corre bem, dentro dos possíveis, com a probabilidade de um dia voltar a ser e a ter a mesma intensidade que existia e era partilhado ao inicio. Tens ao teu lado a pessoa com quem queres crescer, aprender e avançar. Porque haverias de te irritar com ele(a)? Porque haverias de te chatear ou ficar farta(o) das atitudes dele(a)? Tu escolheste e acolheste-o(a) na tua vida, incluindo na privada, na tua cama, nos teus braços, nos teus lábios, nos teus tempos livres e nas tuas conversas. O que tem ele(a) de tão chato ou imaturo? Queres mudar alguém que se mudou sozinho? Alguém que não cresceu no vosso jogo mas que criou as próprias regras? Alguém que se separou da tua mão e fez-se à vida independente da tua, passando tu mesma(o) a seres apenas uma foda na cama, uma personagem de fundo? Com o teu consentimento, ao longo do tempo acostumaste-te à sua presença na tua vida "atarefada". Ele(a) parado(a) no tempo, enquanto tu lutas um pouco todos os dias para ele mudar no que se tornou, na pessoa feia que se transforma e se perde da Vida.
Porque refilas? Porque desabafas? Porque te chateias com ele(a) e te incomodas? Ninguém tem obrigações, nem direitos em ser ou fazer o que outro quer; mas ele(a) tem para contigo, para além da relação que quer manter e em que quer viver e fazer crescer, a obrigação de acrescentar valor e amor,, de te acompanhar na demanda, tal como tu a tens para com ele(a). Pois uma relação não se faz sozinha, faz-se aos pares. Uma relação não se mantém com prendas, abraços e beijinhos; Se for para isso, dás-los à tua mãe!
Não te habitues a ele(a). Não te habitues aos hábitos dele(a). Não te habitues, se ele tiver deixado de ser o bom e incrível que já foi. Não discutas. Espera, já só comunicam com gritos e berros? Com discussões por "tudo e por nada"? Não, não é comunicar, é inventar desculpas para ainda estarem juntos, é interporem opiniões diversas, de extremidades opostas do globo, sem qualquer consentimento entre ambos. Isso não é dialogar, não é ouvir, não é tentar compreender ou aceitar a forma de ser ou de pensar do outro; isso é ódio acumulado e da força do hábito de viverem juntos. Muitos estão juntos porque não querem quebrar o hábito de anos de namoro ou casamento. Mas lembra-te: Quem namora desnamora. E é tão fácil dizer adeus. Tão fácil sair da rotina horrível em que te deixaste enterrar por ele(a).
Dizia-me um senhor de idade avançada (um velhote) de que 2 anos de namoro são 2 meses, e 2 meses de namoro são 2 dias. Espreme as memórias, o dia a dia, e a conta-gotas irás perceber que a pessoa que tens ao teu lado já não deita o mesmo sabor e o mesmo perfume que tanto gostavas. Uma pessoa que cresce verdadeiramente aperfeiçoa-se, deixa de ser "intrigante" e "misteriosa" para passar a ser um algodão que dá vontade de abraçar, onde podemos desabafar sobre o dia do hoje e do amanhã, sobre as inseguranças, sobre as doenças, ideias, opiniões... partilhar uma constipação ou valorizarmos e simpatizarmos com uma dor de dentes ou uma dor de estômago.
Uma relação é algo que deve ser encarado de frente, com seriedade, com regras estipuladas, com cedências de ambos, com partilha de actividades e responsabilidades. Uma relação é mais complexo e exigente do que os namoros de meninos e meninas. Uma relação é mais do que um "mãos-dadas", um jantar romântico, umas flores ou um filme. Uma relação é um estudo, é partilha.

Olha para ele(a). Se neste momento tivessem um filho, achas que ele seria um bom pai, uma boa mãe? Faz ainda o seguinte teste: durante 1 semana, imagina-te grávida, ou imagina-a grávida, e tenta perceber que tipo de pessoa seria nessa situação. Ainda são novos? Dá-lhe um tempo, ainda estão a crescer.
Deitas-te na cama que fizeste. Deitaste-te por tua escolha, e não pela de mais ninguém. Estás com ele(a) porque queres, não és obrigada(o) a aturar ou a permanecer ao seu lado só porque te sentes mal, porque terás pena ou a tua familia -- ou a dele --  te pede ou te exigiu. Cada um tem a sua vida e se ele(a) não quer fazer uma contigo, em conjunto, não percas mais tempo a tentar enganar o teu coração, as tua emoções, a matar a tua personalidade e a travar a tua maturidade e intelectualidade. Todos sofremos. Todos morremos. Faz parte da vida. Se ele for inteligente, irá crescer; Se ele não tiver paciência para aprender, ficará na escuridão do conhecimento. Uma pessoa que se esforça, tenta fazer melhor, uma pessoa que não se incomoda, dá desculpas. Uma pessoa quando quer realmente uma coisa, vai atrás!
Nunca te esqueças: Tens ao teu lado aquilo que exiges de ti mesma(o)! Se não exiges de ti, se não te sentes mulher ou homem, se precisas que os outros te incentivem, que te façam sentir feliz, então significa que ainda tens que aprender que a tua satisfação não vem dos outros, mas de ti. Crescemos na nossa cabeça, não na cabeça, e da opinião, dos outros.
Apaixona-te por alguém que te deseje na mesma intensidade com que a desejas a ela. Não és complicada(o) e ele também não. Precisas de ser tocada nos sítios certos e estimulada da maneira mais interessante. Somos humanos, evoluímos de estímulos, aprendemos com eles, e vivemos deles. Se ele(a) não tem nos olhos o mesmo brilho de quando te via ao fundo da rua, do corredor ou ao portão da escola, do trabalho, todas as manhãs ao acordar, a vossa "vida" perdeu-o e precisas de o re-encontrar com uma conversa essencial, sem permissão de ser adiada ou interrompida. Um jantar num restaurante calmo costuma resultar e é também à mesa que se discutem os negócios mais importantes.
Permanecer ao lado dele(a) por conveniência não é o mais correcto. Até porque pode ser ele quem está a sofrer em silêncio para com as tuas atitudes e decisões. Contudo, se estás a ler isto, significa que és tu quem estás a sofrer e nesse caso eu recomendo-te a ler "Mulheres Inteligentes, Relações Saudáveis" de Augusto Cury (livro na FNAC), e o "O Pai de que ela precisa" de Dr. Kevin Leman (livro na FNAC).

Para dar valor a um sorriso genuíno e distingui-lo dos falsos, é preciso conhecer de cor a dor, a amargura, a tristeza, a solidão, o choro, a depressão, a saudade e o frio. Não tenhas medo da separação. O luto serve para aprenderes a cair e a levantar, para entranhares em ti a traição de ti própria e o frio que ele(a) te tem proporcionado.
Fico sobretudo feliz, por perceber que nunca estive errado, mas agarrado à escolha errada, tu.
Em: Vou-te contar uma ou duas coisas...

Não esperes, não fujas, não tenhas medo nem vergonha.
Senta-te, olha-me, fala-me, partilha.
Porque quando um dia quiseres estar ao meu lado... já eu faço alguém feliz todos os dias.
Em: Não esperes...


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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A diversidade cultural pode tanto dar como tirar...


O "Ocidente" levou ao mundo a revolução industrial, depois do "Renascimento", do "Iluminismo", do "Humanismo", e do "Liberalismo".
Napoleão Bonaparte acrescentou um "plano nacional de saúde" e a escolaridade "obrigatória" para todas as crianças.

Aperfeiçoámos e desenvolvemos novas técnicas nas mais diversas áreas: Arte, Filosofia, Ciência, Geometria e a Aritmética, recriando aos poucos uma nova biblioteca da Alexandria, com a ajuda da família Medicis.
Espalhámos a nossa ideia pelo mundo com a ajuda de uma cruz às costas, e tudo o que fizemos com este conhecimento, foi a conquista do espaço, meia dúzia de vacinas, nano tecnologias e a ideia de que as pessoas precisam de consumir para se sentirem parte da sociedade. Uma sociedade cujo o único objectivo é ter dinheiro e não conhecimento.

A Etnologia mostra-nos e explica-nos, que as sociedades diferenciam-se entre si. Pense nas diferenças culturais que e existem na Europa, de Norte a Sul, de Este a Oeste. É mais do que óbvio de que partilhamos um mentalidade ou regras cívicas, por entre todos os países da União Europeia, mas somos no entanto muito diferentes. Os valores em Portugal não são os mesmos que em Inglaterra ou Alemanha, porque somos um país pobre e com uma incapacidade tecnológica militar e verbas científicas com o qual nos possamos comparar intelectualmente ou tecnologicamente. Relativamente à America, como se costumava muito dizer na década de 1990 a 2000, estamos atrasados 20 anos. Contudo, comparativamente à informatização de Inglaterra ou França, os serviços públicos estão apenas 1 década ou talvez nem isso. A nossa sociedade, Portuguesa, é madura, não está atrasada verdadeiramente no sentido literal. Todas as sociedades, mesmo a dos índios, está actual. A história em volta da europa, esteve mais vezes e mais tempo parada no tempo, a nível filosófico e tecnológico, que quase se equipara aos tempos babilónicos. A nossa evolução não é gradual, é aos saltos, aos pulos. Não é tão fácil como subir umas escadas.
Desta forma, podemos perceber que a sociedade é moldada. Costuma-se até dizer que estamos "Americanizados". Sofremos de uma lavagem cerebral e ninguém se dá conta; Ainda assim, falam mal de Joseph Gobles e Adolf Hitler, as mentes por de trás da grande máquina manipuladora que foi adquirida, trabalhada e aperfeiçoada pelos americanos. Sendo mesmo assim, Edward Bernays, o pai da propaganda moderna, que fez a sociedade comprar um produto porque isso a faria sentir-se bem.
Ver mais em: Ethos (2011)

O nosso planeta é governado pelo Ocidente, que manipula todas as outras sociedades/culturas através de um "ambiente" de escravidão, como o caso da China. Somos controlados pelo "Fast-Fashion" e pelo design sublime da Apple; O luxo, o grumet, o sexual.
O único objectivo das civilizações "modernas", "industrializadas" e "desenvolvidas", é dar a ideia às pessoas que as compõem, que comprar é algo importante e indispensável para sermos felizes.

"A erva é sempre mais verde do outro lado da cerca!"

E por esta mesma razão, estas ideias, vendidas através de todos os mecanismos de comunicação social, fazem-nos crer que:
Aceitar a junção de culturas é algo positivo.
Que aceitar a homogeneidade de uma sociedade, é algo bom.
Que aceitar a destruição de barreiras culturais, é positivo para todos, incluindo os países em questão.
Que aceitar a forma de vida dos outros países, é algo "saudável".
Mas há sempre alguém que sai a perder com tudo isto! O país que aceita uma troca, por assim dizer, da sua cultura "pobre" por uma cultura mais "rica", irá perder a sua estrutura, a sua origem, as suas cartas na manga. É isso que faz cada sociedade única. É a partilha de conhecimento, de ideias novas e formas diferentes de ver ou resolver o mesmo problema. Se não existirem diferenças, não existem coisas novas. Porque como todos sabem, a competitividade, gera novas ideias/inovações. Obriga ambas as partes, sejam empresas ou pessoas, a melhorarem-se mutuamente. Se não existirem diferenças, como as á até na escrita, de autor para autor, de músico para músico, tudo aquilo que nos satisfaz seria extremamente monótono.

"A ignorância cria o caos, não o conhecimento."
Lucy em Lucy (2014)

A diversidade cultural pode tanto dar como tirar. Porque uma coisa é explorar ideias que funcionam, e outra é homogeneizar culturas.
"Raça e História" - Claude Lévi-Strauss [Nova Vega, Passagens]

domingo, 16 de agosto de 2015

Tornaste-te no retrato de Dorian Grey...


Isto foi o que perdeste

Apaguei o teu número de telemóvel e removi a amizade que partilhávamos no facebook. Ocultei as fotos e os teus comentários.
Vou-te esquecer, mas não tenho a certeza de quanto tempo vai demorar. Achava capaz de enfrentar esta nova vida de "solteiro" de peito bem aberto para novas experiências, mesmo que ainda estivesse de luto, mas cada vez que via as tuas fotos, tiradas sempre com o teu telemóvel e com um jubilante sorriso estranho que sempre senti dizer: "Esta não é a pessoa que me completa. Ainda ando à procura." Lá no fundo, eu até via todos esses sinais de desamores, de desinteresse que tinhas por mim, mas preferia acreditar que me amavas e que eu tinha apenas uma imaginação fértil com queda para o negativismo de tudo o que me faz feliz.
A verdade é que não querias perder muito tempo comigo, a conhecer-me, como fazem as pessoas originais. Sim, tens razão consciente, eu próprio não me deixo conhecer às vezes, quando me isolo no desconforto do silêncio, ou quando o preconceito, a dúvida e a vergonha me dominam. Mas ofereci-te o meu coração, os meus sorrisos, os meus medos e partilhei o meu choro de baba e ranho. Eras linda, e continuas a ser, não tenho culpa de teres bons genes. Mas com o tempo tornaste-te no retrato de Dorian Grey: Cada vez que olho para as tuas fotos actualizadas, todo o teu brilho se perde e a beleza desaparece. Gostava de dizer para mim próprio que ainda posso falar contigo, desabafar, ouvir os teus concelhos, mas não me conheces. Nunca quiseste.
O que custa nas relações que tive, antes e de depois de tu apareceres, é o significado que têm para mim. São relações que me abanam, que me fazem duvidar de mim e de quem amo. São memórias agri-doces que ficam, que me acompanham e me recordam com azia ou felicidade aquilo que já senti ou tive ao meu lado.
Queres saber o melhor? Estou a crescer, tal como tu. Erro e aprendo. E cada erro é pregado no meu corpo para me recordar do que fiz e do que não devo voltar a fazer. Tu foste a minha tese, o meu estudo intensivo e exaustivo da descoberta de mim próprio que não sabia que podia sair da caverna ou sair do poço. Adorava poder não conhecer todas estas amarguras pelo qual me fizeste passar, mas sem essa dor, sem esse choro, sem esses erros... nunca deixaria que o luto de nós me devorasse como me devorou. Fui solteiro com uma depressão que ostentava a tua cara de sorriso estranho, manipulador e sociopata.
Pensa positivo: Causaste um forte impacto em mim. Foram sonhos, conversas, textos, filmes, assombrados por ti durante anos. Preferia dizer que me proporcionaste mais bons momentos do que maus, mas a realidade é que tu nunca os quiseste. Tal como eu, que adoro sentir o sofrimento e o choro, adoravas sentir a inveja e o ciúme consumirem-te por dentro, como uma chama que te efervescia os sentidos e os sentimentos. Recordando a relação, até acho incrível como conseguimos estar tanto tempo juntos. Devorávamo-nos um ao outro. Eu não tinha grande futuro na altura e tu hoje muito menos. Mas... Sou feliz. Sinto-me livre, leve, despreocupado, com tempo livre a mais e sem tempo algum para preocupações. Sou um puto, mas sou feliz. No meio de todo este meu circo de horrores, sou feliz. E isso... era algo que tu nunca me conseguirias dar, porque era eu quem exigia mais dos dois, em ir mais longe. Tu? Preferiste ficar parada e com o tempo tornares-te desinteressante.

Sabes o que és? Um broche mal feito.