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domingo, 15 de abril de 2018

A construção de um império pessoal...


[Photo: Chadwick Tyler | Model: Jana Knauerova]

Viver não é sinónimo de fumar, de beber, de ir para a esplanada do café, do bar ou dançar numa discoteca. Não é viajar, nem ir à praia.
Não é sinónimo de gargalhadas com os amigos, numas muitas "loucuras" de brincadeiras parvas e infantis, que surgem pelo simples facto de ou já estarem bêbados ou em grupo.

A falsa satisfação social que o tabaco e o álcool proporcionam, envenenam o cérebro jovem que ainda não amadureceu, que ainda não cresceu. Depende do contacto social, das amizades, das conversas efémeras e do vício luxuoso de gastar +5€ cada vez que sai.
Porque quando as árvores tombadas começarem a surgir no teu caminho, e situações difíceis que não podes controlar ou melhorar te inundarem a preocupação; As conversas cheias de gargalhada, onde te sentiste aceite, integrado, ouvido e valorizado, não terão o impacto suficiente para te ajudar a decidir.

És tu quem dá o paço em frente.
És tu quem toma a última decisão.
Mas garanto-te que tomá-la quando o álcool já entrou no organismo, as gargalhadas substituiram as conversas sérias e o conforto que os amigos te deram nesse momento ínfimo da tua vida, não terá o impacto que desejas. Pura e simplesmente, porque não foste capaz de ver que a árvore tombada tinha um arbusto de silvas do outro lado. Se estás à espera que eles estejam ao teu lado na tua primeira entrevista de emprego, na ida às finanças, na fila dos CTT, ou naquele primeiro exame de código, estás cego.

Os amigos ajudam a apaziguar o stress, o nervosismo e a dar uma falsa satisfação ao ego. Esses teus "momentos de viver", de "aproveitar a vida", são outra droga, outro vício que já não controlas, que julgas ser o bem mais necessário; Os momentos que te tornam quem és...
És incapaz de ir para o café sozinha, porque na realidade, és incapaz de estar sozinha no mundo, por tua própria conta. Tens medo da solidão. Tens receio do que os outros possam pensar em ver alguém sozinho no café. Vives de um medo que não controlas.
O momento em que entras para o mercado de trabalho, recebes dois sacos: um de responsabilidades e outro de deveres.
A tua liberdade, a tua voz, a tua opinião, deixam de contar, porque as pessoas são mais velhas do que tu, têm mais poder do que tu, e se te poderem foder, fodem.
Voltas então ao mesmo vício, à necessidade de estar com os amigos, de puxares um cigarro e beber uma cerveja, na esplanada do café, com o desejo de soltar o stress, o nervosismo e a tristeza acumulada durante a semana de trabalho.
Entras num poço, numa espiral que não te leva a lado nenhum mas que acreditas estar a fazer alguma coisa com a tua vida porque estás feliz nesse momento, e a vida nem está má; recebes o teu ordenado, tens carta e até carro próprio ou dos teus pais, e sais para passear e até lês uns livros... mas não podias estar mais longe da realidade em que se tornou e se transforma a tua vida.
Paras no tempo. Estagnas. Tornas-te mais um(a), português amargurado, que critica o estado do mundo, do país, ou da mentalidade dos outros, por o país não ser como os teus amigos. Não ser fácil como o teu cigarro e a tua cerveja.
A única solução que encontras para combater esse tédio, essa falta de vida própria, é sair com os amigos, lançares objectivos para o "próximo ano" e "acreditar" que as coisas vão melhorar.
Mas continuas a estar longe da realidade. Continuas a ser incapaz de ver e de compreender por ti, sozinho(a), que viver a vida não se faz através de cafés, cigarros e cervejas, tão pouco de viagens, mas das decisões. Do caminho difícil que precorres para realizar um sonho.

É fácil sonhar, mas é na luta dele, do esforço ao longo dos anos, dos sacrifícios, que te realizas e vives.
Os livros de auto ajuda são uma excelente oportunidade para aprender a ser alguém melhor do que já és, mas apenas ler não chega. É preciso ver os outros, experimentar, errar e tentar.
Se não partir de ti a mudança... Se não vier de ti a vontade consciente de deixar para trás os maus hábitos, os vícios, e começares a fazer da tua solidão, do teu Eu, da tua alma, um amigo, uma prateleira com livros de tuas anotações, da cultura e razões fundamentadas de seres o que és, não cresces, não te tornas melhor...

Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, o impacto da realidade das coisas que te rodeiam começam a apertar no pescoço, a fazerem-se sentir em peso nas costas mal habituadas, começa-se a fazer sentir, quando precisas de tomar uma atitude, uma decisão importante e falhas ou te é difícil, porque o hábito assim o proporciona.
Entras em stress, em pânico, em parafuso, por coisas tão simples... Não te é habitual "pensares demais" nas coisas. Preocupares-te com elas. Com a responsabilidade ou exigência do trabalho que tens a fazer, dos documentos para assinar ou assuntos para tratar, nos mais diversos locais que desconheces, onde não se riem para ti, não te aceitam no grupo ou bebem uma cerveja contigo enquanto puxam do segundo cigarro, porque não estão entre amigos que se apoiam...
Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, as coisas que te rodeiam, tal como as pessoas, as aventuras, as coisas exitantes, loucas e diferentes, perdem força, beleza, curiosidade aos teus olhos. Tudo se torna "igual", parado, monótono, indiferente...

Viver, caro humano, não é a "curtição" num café, numa esplanada, em pleno desboche social, para quebrar tabus, ideias políticas ou ideologias sociais, mas sim na produção e desenvolvimento de quem tu és, e usares o que tens para dar, para melhorar o mundo. Não precisas de ir tão longe, basta fazer a diferença com aquilo que mais gostas de fazer.

Viver, tem como base dois pontos:
  • A construção de um império pessoal.
  • A construção de um império social.

A construção do teu império pessoal, é aquilo de que te constróis. É aquilo que és quando estás sozinho. É a maturidade e a personalidade que desenvolves ao longo da tua vida.
São as experiências que tiveste. São os erros, os fracassos, os sucessos. São os filmes, as séries, os livros, as revistas, os documentários.
Esse teu império pessoal, é o que te define. São os argumentos que possuis para provar porque gostas da cor, ou da música, ou do filme que te dizem tanto.
Se não és capaz de crescer por dentro, será dificil cresceres por fora quando estiveres sozinho. E acredita, um dia vais estar sozinho... E se não estiveres sozinho fisicamente, vais estar sozinho de forma pessoal, sem conhecer ninguém e ninguém te conhecer. Nesse dia, quando o teu Eu surgir, vais sentir na mente que não foste capaz de desenvolver nem de habituar, a solidão e a frieza do que é estar sozinho e dependeres de ti para sobreviver no mundo. Porque na verdade, criaturazinha, não tens valor nem és ninguém, tal e qual como eu.

A construção do teu império social, é tudo o que fazes com familiares, amigos, estranhos, empregados de mesa ou qualquer outro tipo de interacção com pessoas. São a "cortição" até às tantas da noite com os amigos e colegas, seja de trabalho, de escola ou de infância.
São as tardadas ou as horas prolongadas na esplanada do café, no meio de uma conversa para marcar presença, para rir e engalhofar.
São as cunhas, são as amizades rápidas, os namoros. São a capacidade de meter conversa para criar amizades, através da simpatia ou educação.

Ambas são importantes. Ambas te dão ferramentas para viver e saborear a vida de uma forma consciente e responsável. Pois de um lado tens a capacidade de estares sozinhos e criares os teus momentos, os teus sonhos, e do outro tens o amor ou a atenção que muitos de nós precisam.

A única diferença, é que preferiste desenvolver as tuas "competências" sociais, enquanto acreditavas que o teu império social crescia no mesmo passo.
Fazem mais por ti as caminhadas no meio da floresta, com ou sem GPS, o pôr do sol e aqueles pequenos momentos que te dão energia ou tristeza à alma. Faz-te melhor a exploração da gruta que negas existir dentro de quem és desde que nasceste. A escuridão da depressão de que todos transportamos como um cancro em bomba relógio.
Faz mais por ti um livro, que um cigarro e uma cerveja na mão.
É quando tens a cabeça debaixo da bota pesada, que te pressiona o crânio, te prende as mãos e te arranca do coração e do corpo todo o desejo e força de "viver", que passas a saber o que é realmente estar vivo e a importância que as coisas que nunca fizeste te começam a gritar tanto, até abrirem tuneis na pele, do nó da garganta às pontas dos dedos, como arrepios e assombros que em voz de lamentação, te fazem perceber e consciencializar de que deverias ter sido mais produtiva para contigo, ao invés de "curtir" a vida da forma mais despreocupada e luxuosa possível, porque "só se vive uma vez."

Mas é precisamente aí que pessoas como tu se enganam, se engasgam, se tornam hipócritas. É nesse momento de paralesia social do "desboche" e "curtição", que param, que estagnam. Porque é verdade que só se vive uma vez, e que se deve levar e fazer essa caminhada da forma mais alegre e preenchida possível, só não te podes esquecer de que para viver ao máximo, precisas de comer, precisas de roupa, de um tecto, de uma cama, e essa vida tão maravilhosa que levas de adolescente irreverente, um dia acaba, porque o dinheiro é emprestado pelos teus pais, como injecções de capitais.

Se não fizeres pelo teu futuro, não terás nenhum.


Para ti, que não fumas nem bebes, que não sais muito de casa e tens poucos ou nenhuns amigos com quem sair... Lê; Percebe que não precisas de nada dessas coisas para viveres. Para cresceres, para te tornares num homem ou numa mulher. A tua história não se constrói no meio de venenos e vícios que te sugam o pouco dinheiro que tens todos os meses. E o tempo que estarias num café, poderias estar a ler um livro, a escrever, a desenvolver projectos. Não precisas de ter medo por andar sozinho(a).
Sê tu próprio. Não te sinjas por modas, nem pelo que os outros fazem.
Acusarem-te de não viveres, de não curtir a vida, não significa que estás errado, signfica que preferes investir o teu tempo noutras coisas.
Usa esse tempo livre para enriqueceres a tua cultura geral. Para ler, para compreender melhor o mundo que te rodeia.
Constrói e solidifica a essência daquilo que és. Tornares-te melhor de ti para os outros. Cada tentativa que resulte num erro, estás a um passo mais próximo de te tornares quem sempre desejaste ser. Mesmo que te inspires em alguém físico, ou no personagem de um livro ou das tuas histórias, reconhece e percebe que um dia irás lá chegar, irás ser tão bom ou melhor do que aquilo que sonhas.
Dá tempo. Alcançar esses objectivos demora anos.
Uma dica... Põem os pés fora de casa ou os pés bem acentes na terra. Sê analítico em tudo o que te acontece ou te rodeia. Não deixes as emoções tomarem e controlarem as tuas decições. É esse o caminho que tens de percorrer para te tornares alguém ainda mais interessante. Crescer! Descobrires-te, re-inventares-te. A ti, e à tua história. Virares a página do teu próprio livro, e continuares, levando contigo tudo o que sabes, tudo o que sentes, tudo o que sonhas, tudo o que te faz sofrer e sorrir.

Tu, que me lês, e és um merdas; Sentes-te um merdas ou te fazem sentir um ninguém que não sabe aproveitar a vida, curtir, festejar, fazer amigos. Vou-te contar um "segredo".
Para poderes fazer alguma coisa da tua vida, tens de começar uma revolução dentro de ti para alcançar a mudança mais importante da tua mente: Confiança!
Enquanto não tiveres confiança em ti, nas coisas que fazes, nas coisas que dizes, e te deixares dominar pelas incertezas, pelos medos, pela vergonha, pelos pensamentos negativos, pela depressão ou pela morte daquilo que testemunhas todos os dias de ti próprio, vais continuar a caminhar na mesma estrada, com espinhos e árvores tombadas.
O dia em que respirares confiança, vais enfrentar o próximo degrau: tornares-te Macho/Fêmea-Alpha. E por muito que finjas ter confiança, um dia isso vai tornar-se parte de ti como o caminhar, e não há mal nenhum nisso, porque no fim e no fundo, todos nós usamos máscaras.
Os ombros vão estar direitos, as costas deixaram de estar quebradas pelo medo e insegurança, e o teu caminhar vai ser firme e confiante.
Com o tempo, com a luta que pretenderes fazer, vais perceber mais tarde que TU podes alcançar tudo! Que TU podes fazer tudo, ser tudo, ir a todo o lado e perguntar o que quiseres! Porque a vida, torna-se muito mais simples, muito mais fácil, quando a vês sem medos, sem vergonhas, sem o nervosismo de interacção humana.
Depois do teu exame de condução, o medo de conduzir controlava a tua mente. Injectava em ti sonhos aterrorizantes de acidentes e multas. No entanto, com o tempo, ganhas-te confiança nos pedais, nas mudanças, no volante, e em ti mesmo. Se olhasses para trás, para a tua primeira aula de condução, dirias que foi uma das experiencias mais assustadoras da tua vida, mas que conquistaste, com o tempo, por muito dificil que tenha sido.
É precisamente assim que deverás ver a vida. Não há razão para ter medo, vergonha, incertezas, receios, nervosismo, ou entrar em paranóia ou stress por algo tão insignificante.
Porque o segrego, é saberes que o podes fazer! É saber que com o tempo tudo se torna um hábito ou te nsai aturalmente.
É agarrar a vida pelos cornos! Torcer e amassar! É rasgar tudo aquilo que te prende numa zona de conforto que existe apenas na tua mente, e seres a pessoa curiosa que és! Perguntar, descobrir, aprender.

Não precisas de beber, de fumar, de sair à noite, de ir ao cinema, de ter montes de amigos e te sentires integrado num grupo. Isso são tudo cadeados que te prende nas caixas daquilo com que a sociedade te pretende controlar e desmiular. Esses vicios e fraquezas não fazem parte da pessoa que és; da pessoa que escondes e guardas dentro de ti: o Macho/Fêmea-Alpha! O líder! O corajoso! O destemído! E não há mal nenhum em seres tudo isso porque os outros não fazem ideia nem querem saber.

Enquanto não te puseres á frente do urso, não saberás que tens um lobo dentro de ti. Se vais sair, cordeirinho, sai à vida agarrando-a pelos cornos! Torce e amassa! Tudo o que tens de fazer, é saber que o podes fazer. Só tens de ir lá e conquistar. E mostra a todos os filhos da puta que te disseram que não podias fazer nada da tua vida, que estás a caminho! Porque tu vais conquistar tudo aquilo que eles disseram que não serias capaz. E lembra-te: Tudo aquilo que não te matar, é melhor correr!!!
Tens dentro de ti tudo o que precisas para ser um líder, para conquistar e dominar a tua vida e o que desejas para ti. Será com esses pés que vais desbravar caminho para que outros te sigam. Será com essas mãos que irás criar o que mais desejas. Com a tua postura, irás dominar e conquistar qualquer lugar que entres. Se errares? É natural, como a natureza. Não vives para aprender, aprendes para descobrir realmente como viver.
Tu constróis a tua vida.

Mas... e quando te sentires triste? Vazio, com medo, nervososo, envergonhado, sensível? Aprende a perdoar. A perdoar aquilo que és. Aprender a analisar o porquê das coisas que te deixam assim. Além disso, quem disse que depressão é uma coisa má? Que descer até ao fundo do poço é uma coisa horrível? Que ter medo te destrói? É com os momentos mais tristes e infelizes da nossa vida que podemos valorizar o sorriso, a gargalhada, a piada, os momentos realmente bons, bonitos e genúinos. Pois para sentires o carinho e o afecto de um abraço, tens primeiro de sentir a solidão e a tristeza profunda. Aprende a abraçar a solidão e tudo o que ela traz consigo.

Existe uma frase muito interessante sobre relacionamentos:
"Ao inicio é tudo muito bonito. Cheio de amor e paixão; A pessoa lambe-te de alto a baixo e de um dia para o outro, deixas de ser alguém."
As pessoas à tua volta, têm o Síndrome Titanic. O que me sempre me diferenciou de pessoas da minha idade, é que eu sabia que o navio iria bater um dia. Enquanto eles estão na "curtição", a fumar, a beber, a "viver a vida", despreocupados por o navio ir bater no iceberg, eu já comecei a aprender a nadar.
Consciêncializa outra coisa: Essas pessoas que conheces, que vão para os cafés, ou que bebem e fumam, que saiem de casa para "aproveitar" a vida, que saem à noite, grande parte dessa gente não tem filhos, não tem obrigações financeiras dispendiosas todos os meses. Muitas não trabalham, não têm filhos, só estudam, e os papás sustentam todos esses gastos de vida louca. Vivem a vida com o dinheiro dos pais, e não há nada mais humilhante para o carácter de uma pessoa dessas, do que usar e gastar o dinheiro de outras pessoas, para aclamarem e plenos pulmões que eles é que sabem "viver a vida", e curtir, e que eles é que são fixes porque têm amigos, e saem de casa, e fazem festas e vão todos juntos até á praia. Mas alguém os sustenta...

A construção do teu império pessoal, da tua pessoa, da tua mente, da tua solidão, da tua força, da confiança e da tua presença, é a escada mais importante que subirás na vida. Tu és o Alpha.
Se as coisas não te desafiam, não te irão mudar. E quando um dia olhares para trás, para a pessoa que és hoje, vais sentir orgulho ou saber que podias ter feito mais?

O que farias se não tivesses medo?

O que farias?
O que dirias?
Onde irias?

Isso que sentes, que te prende, é o único obstáculo entre ti e a realização de tudo o que desejas ser. É uma pergunta que te faz tremer, porque descobres nesse ponto de interrogação o vazio em que sempre sobreviveste, sem nada para espremer, sem nada para emoldurares. Foste, simplesmente. Existes meramente, como um peão num jogo de xadrez. Como uma cara no meio da multidão, no plano de fundo da vida dos outros.

Vais ter medo a tua vida toda, ou vais fazer alguma coisa com ela!?

domingo, 28 de maio de 2017

Disseram-me que não podia correr...

[]

Disseram-me que eu não podia correr com os homens. Que as mãos das mulheres não eram grandes o suficiente para agarrar o punho da espada, e que os braços não tinham força para a erguer sobre a cabeça.
Fora feita para cuidar da casa, das crianças, da comida, dos velhos, dos animais, mas não para a guerra.
-- As mulheres lutam de maneira diferente.  -- disse o meu marido. -- Lutam cada vez que dão à luz. Carregam um pequeno milagre que um dia se tornará numa dona de casa ou num lutador.
Porque nos damos nós mulheres, ao trabalho, de cuidar e acarinhar um filho, se ao fim de 18 primaveras, se não fôr mais cedo, o vêmo-lo partir para uma guerra que poderá não o trazer de volta? Se ele vai por mim, sua mãe, eu quero ir por ele, e por todas as mulheres que não podem acompanhar os seus filhos nesta corrida sem retorno.

Ao vestir a cota de malha por cima da pequena blusa, senti as chicotadas rasgarem-me as costas. O frio do metal apertava-me os ossos e tornava tensos os músculos "frágeis", mal treinados, dos meus braços. O cabelo atado em puxo aquece-me num bafo incómodo as costas. Quando eu vestir tudo o resto, e o elmo me cobrir a cara, bastará não dizer uma única palavra e todos pensarão que serei mais um deles. Talvez um agricultar das terras vizinhas, ou um jovem ajudante de padeiro.

Disseram-me que as batalhas são feitas e travadas entre homens. Deste lado da fileira, não imaginam que uma mulher lhes vai arrancar a espada e o escudo das mãos. Quando descobrirem quem sou, Liliane, mãe de cinco filhos e duas filhas, irão fugir! Irão sentir o grito de guerra nos seus ouvidos.
Hoje eu marcho ao lado de pais e avós.
Hoje eu marcho por eles e pelos meus filhos.
Hoje lutarei pela liberdade.

domingo, 18 de dezembro de 2016

O acordo ortográfico não deu valor à Língua Portuguesa, a língua do brasileiro e do angolano.
Nós somos a língua mãe, nós mandamos nas tendências, nas regras gramaticais!
Não somos escravos dos escravizados e colonizados.

domingo, 24 de julho de 2016

A invasão da Europa...


[Adolf Hitler and Eva Braun by Heinrich Hoffmann]

A invasão da Europa por parte dos refugiados, não traz apenas crianças e mulheres que fogem de uma guerra civil, perpetrada pelo grupo radical islâmico ISIS; Traz elementos preparados para desencadear um conjunto de revoluções dentro da própria União Europeia. Homens fortes, treinados no seu país de origem, que esperam o "sinal" para fazer explodir o pânico e a desconfiança nas ruas.

Coloquemos os pontos nos i's, e deixemo-nos de rodeios perante a realidade dos factos e a verdade do que está a acontecer: Esta guerra é ideológica, política, religiosa e racista!
O objetivo é simples: Conquistar toda a Europa. Destruir os seus valores, as suas leias e principalmente a sua religião!

", por certo, algo como um conflito, se não uma guerra, entre o Ocidente Cristão e os Islão." - Pag. 61

"... o problema politico do Islão está em que ele não encontrou a sua forma política." - Pag. 62

"Muitos europeus, ou ocidentais, com boas intenções, dirigem ao Islão o concelho urgente de se reformar, mais precisamente o de realizar as reformas religiosas, sociais e políticas que permitirão aos muçulmanos participar plenamente no mundo comum e na humanidade reunida que se desenham. Esse concelho ocorre-nos tanto mais naturalmente quanto a Europa tem uma experiência particularmente longa e rica desse tipo de mudança profundas, nas quais a associação humana que muda preserva, porém, a sua continuidade subjectiva." - Pag. 62/63

"É possível ver-se aí uma das grandes causas da dificuldade do Islão em praticar efectivamente a democracia: por um lado, a Lei indiscutível exclui ou limita severamente muitas liberdades pessoais, que a democracia reclama: por outro, a enorme latitude da conduta dos príncipes, ou dos chefes, é incompatível com o respeito das leis democráticas." - Pag. 64/65
A Razão das Nações: Reflexões sobre a Democracia na Europa - Pierre Manent
A democracia na Europa, tem evoluído ao longo das ultimas centenas de anos. Através de invasões, trocas comerciais, queda de impérios, guerras mundiais e unificação de uma só moeda. (Euro €)
Os povos árabes, especialmente os mais pobres, estão há tantos anos em guerra, em conflitos em discussões religiosas, que pouco ou nada fizeram para impor a lei democrática e deixar para trás a lei da natureza.
A inquisição, a peste negra, os descobrimentos e as guerras mundiais, ajudaram a Europa a unificar-se. Foram o catalisador "bárbaro" -- me parte -- que nos fez re-escrever uma história sanguinária.
Demos ao mundo a revolução industrial, o comboio, o automóvel, prédios, pontes, auto-estradas, a prensa. E o que trouxemos dos Árabes? Números e matemática? A India é tão conhecida pelos seus deuses como pela sua incrível matemática e matemáticos.
Tudo o que nos foi oferecido pela cultura Árabe, quando ainda dominavam a Península Ibérica, fora roubado de civilizações vizinhas.
Os escravos negros eram comercializados aos Europeus, precisamente por mãos Árabes.

Sim, tivemos a inquisição que matou milhares de pessoas em nome de "Deus", que oprimiu e retardou o avança científico e tecnológico, mas fomos capazes de usar a democracia em nosso favor, quando renegámos a religião para segundo plano. Foram tempos horríveis, que eu próprio como Agnóstico/Ateu, condeno, mas somos hoje "civilizados". Independentemente do que aconteça no resto do mundo.
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Mas existe algo que estes invasores se estão a esquecer e que irá deitar por terra qualquer hipótese de sobrevivência da sua espécie na Europa/Ocidente.

100% da roupa que usam é proveniente de negócios que o Ocidente possuí com o Oriente.
100% das sapatilhas que calçam, são manufacturadas em fábricas construídas pelo Ocidente, no Oriente.
100% dos telemóveis que usam, são desenvolvidos e criados pelo Ocidente.
100% dos hospitais da Europa, são mantidos e geridos por médicos Europeus.
A educação na Europa, está mais avançada que a mentalidade dos próprios refugiados, incluíndo aqueles que sonham em invadir e conquistar o coração do Ocidente.
Quando tudo tiver conquistado, quando todos os brancos tiverem desaparecido:
Quem vai trabalhar nos taxis?
Quem vai trabalhar nos hospitais?
Quem vai trabalhar nas terras?
Quem vai usar as máquinas agrícolas?
Quem vai trabalhar nas fábricas?
O que raio é que eles sabem fazer!?
Se eles querem realmente conquistar todo o Ocidente, utilizando o controlo de nascimentos a seu favor, -- para cada 1 filho europeu, os refugiados terão 3 --, como irão ensinar nas escolas? Como irão conduzir carros?
É que... eles sabem o que sabem, e têm o que têm, porque lhes estamos a ensinar. Deviam sentir-se agradecidos e não violentos. Deviam escolher a diplomacia e não a revolução militar, de arma na mão e reconquista nos olhos.

Quando nenhum branco existir, irão voltar ao tempo da pedra. Eles são a prova viva de uma cultura que não evoluí à mais de 2000 anos, que ainda não teve, nem fez, qualquer avanço científico, matemático ou filosófico.
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“Porque razão 120 civis inocentes merecem morrer na Síria por 84 civis inocentes terem morrido em França?”, pergunta McAdams. -- FRANÇA “VINGOU-SE DE NICE” COM BANHO DE SANGUE NA SÍRIA


Estas novas ideologias "humanísticas" de pró-refugiados, que os acéfalos do "pró-multiculturalismo" tentam obrigar-nos a engolir, em que uma pessoa que mata 84 pessoas é visto como sendo um pobre coitado com problemas psicológicos, começa seriamente a destruir a democracia e a sanidade de toda a União Europeia, incluindo a própria democracia, que sofreu, durante séculos, alterações e "reformas" para chegar ao que é hoje.


Sinto-me ofendido por tamanha barbaridade que leio nos comentários e na noticia.
Esta gente podre, que chora 260 civis, tentam fazer-me sentir mal, sentir-me culpado pela morte de gente externa ao Ocidente, à democracia e às leis.
Fazem-me sentir o opressor, o erro, a "mente fechada", o "racista" sem coração, apenas e só por expressar a minha opinião.

Mas eu não vou pedir desculpa.
Não me vou sentir mal por morrerem  260 pessoas. Faz parte da guerra.
Se 84 franceses morreram, para mim é triste. Se 260 pessoas morreram no outro lado do mundo, não me faz diferença nenhuma. Cada país e continente tem a sua história, o seu passado, as suas guerras e tratados de paz.
A Europa teve 2 guerras mundiais e hoje une-se num só exército: NATO.
Partilha fronteiras, sem perder os seus costumes.
Partilha leis, ideias e decisões, sem que cada país perca o respeito ou o controlo do seu "pedaço de terra".
Estou pela Europa, porque ela apesar de todas as guerras e conflitos, da inquisição e de pestes negras, conseguiu, como países, invadidos e conquistados, de conquistadores do mundo, transformar a diferença em algo positivo e lucrativo.
Não vou pedir desculpa por 260 pessoas. Os Estados Unidos mataram bem mais logo após 2001 e ninguém as chorou, porque ei de chorar eu!?
Porque me devo sentir culpado?
Eu não conduzi nenhum camião contra pessoas.
Eu não lancei nenhuma bomba.
Também não fiz explodir um aeroporto nem andei à machadada a pessoas dentro de um comboio.
A realidade, é que a Europa está a tornar-se excessivamente apaneleirada.
Tudo se sente ofendido por tudo e por nada.
"Todos os brancos se devem sentir mal pelo que fez no passado."
"Devemo-nos sentir mal pelas pessoas que fogem de um país em guerra."
Portugal foi invadido 3 vezes pela França e a única coisa que o povo deixou para os invasores, foram Uvas e Limões.
No México decapitam pessoas à catanada e ninguém chora.
Nas favelas vivem crianças que só conhecem a vida da droga e ninguém as chora.
Torna-te homem e mulher!
O mundo está em guerra à muito tempo, não é só de agora! Se queres fazer alguma coisa de útil, vai para as trincheiras combater! Agora não defendas é uma ideologia que não tem leis. Que não sabe o que é democracia e que vive, apenas e só, através de um livro.

Não vou pedir desculpa pela morte de quem não segue leis. Que vê na Europa um "país" livre de se ser e fazer o que se quiser sem qualquer opressão religiosa ou política. Para eles que vêm de países sem uma verdadeira revolução filosófica, olham para nós como um paraíso onde não precisam de trabalhar nem pagar casa, carro e hospital, pois tudo lhes é dado de borla.
Porque são vistos, e fazem-se de, coitadinhos, pobres, que fogem da guerra, da fome e da miséria, da tristeza e da perseguição. E o povinho burro da Europa, que condena mais depressa um pedófilo que um estripador, acha-se no direito de ajudar tudo e todos os que vêm para cá. De oferecer o nosso lucro a gente que nunca fez nem fará nada pela paz democrática. Que não tem os mesmos valores ou sequer interesse em fazer da Europa, algo melhor.

Os meus antepassados lutaram e revolucionaram-se para que um dia os seus filhos e netos vivessem em paz e harmonia. Eu não vou chorar nem pedir desculpa!

sábado, 23 de abril de 2016

Até te vais borrar de medo! [2]

[The moment - Pinterest]


Hoje não vais dormir.
Eu sou a besta que guarda as chaves da tua prisão. Vou arrancar-te a pele dos ossos e quando encontrarem o teu corpo, vais estar triturado no fundo de um pântano.
Rasgar-te o sorriso da cara nunca me fez sentir tão em casa. Estás com medo de mim agora? A morte ao meu lado é mais misericordiosa! O tempo será uma tortura.
Junta os teus amigos e vem lutar pela tua cabeça. Levanta os braços, desta não vais parar ao chão, nem ao hospital, mas trouxe um caixão para cada um!
Vou matar o número Um! Caçar o líder da revolução inconsciente e irreverente. Ainda te sentes com sorte? Ainda te sentes com força?
Se entrares na escola, junto o grupo à tua volta, pois eu vou entrar com a manada atrás de mim!
Junta as pedras, que de paus não tenho medo de usar. Protege a cara ou ficarás irreconhecível.
Sou O lobo solitário que te arrancará do coração da alcateia. Sentes o medo tornar a visão turva? Cheiras a morte? Antevês o teu fim? Delicio-me com o teu sofrimento!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Não sou histórias repetidas...


Sabem aquelas histórias, tristes da vossa vida, ou as loucuras que já fizeram, que contam vezes e vezes sem conta a todas as pessoas que conhecem? Eu tenho uma radio-cassete cheia dessas histórias.
Conto-as várias vezes, tanta vez, que já lhes tirei os pequenos pormenores. É uma palestra tão monotonamente decorada que estou tão farto de repetir que nem sequer me apercebo que só hoje as repeti umas duas vezes.
Talvez seja só eu. Talvez seja de mim. Uma tentativa atrás da outra, na esperança de me ligar a alguém que me compreenda, ou só mesmo que me ouça. Quero ser ouvido? Ou quero que tenham pena de mim? E aprenderem comigo, não era melhor? Falsamente é nisso que acredito; Que as minhas histórias são experiências. Mas estas experiências não têm grande valor na verdade. Ajudaram-me a crescer, é certo, mas hoje são só um disco riscado que ouço e conto sem pensar, porque me habituei à infelicidade do que sou enquanto história de mim mesmo.
Eu não quero ter cassetes, não quero ter histórias destas, quero aventuras! Quero coisas únicas, algo que ensine, que faça rir, que entretenha. Quero contar os meus fracassos aos meus filhos para que eles aprendam através de mim, mas que estes fracassos não façam só parte daquilo que sou.

Eu não sou só esta tristeza.
Eu não sou só estes desamores e sofrimentos.
Eu não sou apenas um jovem amargurado.
Eu tenho incertezas como todos os outros, mas não vivo apenas delas.
Eu sou mais do todas essas cassetes decoradas. Sou uma palestra interessante, acredito.
Sou interessado em aprender, em lidar com crianças, em cozinhar, em amar, em ouvir, em argumentar, em escrever, em fantasiar, e em mil e muitas coisas.

Quero deixar de contar as histórias de experiências falhadas, pois tudo o que sou aos meus olhos não passam de 5/6 contos que comandam as minhas acções. Sou mais do que isso. Muito mais...
Sou capaz de tanta coisa e foco-me apenas nas que me deixaram triste ou frustado. De qualquer forma fico feliz por mim, porque sou capaz de ver o problema de várias perspectivas. De desmontar a ideia e trabalhar em algo diferente. De criar um argumento melhor, solidificar a minha opinião ou emparedar um gosto caricato.

"Who are you? You are not you'r age, color, ethnicity. You'r not possessions, hobbies, believes. If you take away everything you have identify your self with: family, kids, everything; What would be left? who are you?" - Pig (2011)"
Em: O sofrimento do mundo...

Mas lá no fundo, o que sou sem tudo isto? Um conjunto de sentimentos e experiências? Sou o impacto que causo no mundo? Sou o que faço e recebo dos outros?
Na realidade, espremido, não sou nada... Existo apenas na minha mente. Existo apenas nas minhas histórias. Existo num vazio sem sentido, tal como este texto.

Não sou histórias repetidas, sou os bons momentos que ainda não tive oportunidade de contar.

domingo, 2 de agosto de 2015

Até te vais burrar de medo!

[Scene from Urban Explorer]


Abre de novo a boca, e levas o outro olho inchado para casa da tua mãe. E se voltares a aparecer-me á frente, muda de passeio a menos que queiras ter um certificado de óbito inconclusivo.
Tornei-me no teu pior pesadelo. No cão de guerra a quem agitas a bandeira branca. Aqui vou eu, numa marcha suicida, apontada ao teu corpo enterrado no teu próprio desespero.
Cada vez que te olho, vejo o teu corpo tremer em arrepios de suores frios que te descem pela espinha. Aproxima-te e pode ser que tenhas sorte em sair vivo do nosso cruzamento. E quando fores para a cama à noite, é melhor vestires um segundo par de cuecas, não quero que sujes a cama cada vez que sonhares comigo.
Sim, eu sou o homem que te persegue! Eu sou o dilúvio do qual não podes fugir. Não sorrias, não tens motivos para isso! Enquanto eu existir não serás feliz! E cada vez que saíres casa, olha sempre por trás das costas! Porque te vou perseguir a vida toda de punhos fechados com vontade de te ver engasgar no teu próprio sangue!
Recorda a minha dor quando sentires os nós dos meus dedos esmagarem a máscara idiota que trazes contigo. Foi falta de amor e carinho? Não te preocupes, não apareci aqui para te educar. Não sou teu pai, sou o teu assassino! O teu psicopata pessoal, dedicado e fanático pela tua pessoa!
Colo-te às paredes do meu cérebro, numa teia de conspirações e acidentes do qual és vitima. Não tenho remorsos do meu inferno nem da faca que te degola a confiança, as palavras e te torna num gago cada vez que te olho nos olhos à distância de um grito depravado da minha existência. Sou o Alpha da matilha neurótica no qual te fechas.
Deves-te ter sentido tão sozinho, para abusares da minha fraca postura. Foste um pesadelo que se tornou num objectivo demente. Eu sou o final da história que começaste! Sou o teu fim!
Vou destruir tudo o que amas e encher a tua vida com a dor mais indiscritível que já sentiste! Fazer contigo o inimaginável e deixar-te pendurado pelo pescoço enquanto te vejo lutar na miséria do teu medo.
A minha vingança está a crescer, o teu tempo está a acabar e não te podes esconder! Vou-te apagar da história! Se queres viver, respira baixinho e não me voltes foder a cabeça!


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Lê-me, ouve-me, quando sentires a raiva controlar o teu corpo!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Uma sombra cintilante de ódio abraçou o horizonte...



Foi num dia, quando o amor deixou de ser correspondido, todos os beijos e carinhos se transformaram em espinhos venenosos, que a morte se aproximou; Tocou-me nos cabelos compridos e deu-me a beber a solidão, a tristeza, o sofrimento e o frio que gelou o meu coração, a minha lingua e os meus olhos. Pouco tempo depois veio a depressão, como uma capa pesada sobre o meu corpo, que tirava pensamentos negativos das mangas e me enchia de dor o corpo pálido de vampiro que abominava a luz do dia, as conversas com os amigos e a ignorância de frases feitas.
Como é bom odiar os outros e desejar-lhes a morte!
Como é bom sentir o pânico da mente encurralada neste corpo em auto-destruição.
Como é bom saber que todos os dias te deitas sozinho, sabendo que és incapaz de amar alguém e em que começas a duvidar de que consegues de facto mostrar carinho por outro.
Como é bom ser olhado sem precisar de falar, sem precisar de sorrir, e ver na cara dos personagens da minha vida putrida e podre o sofrimento que vêem estampado no meu rosto, nos ombros caídos, derrotado e desistente.

Foi o tempo mais negro e obscuro que atravessei com a minha mente. Foram os anos mais longos de agonia profunda e de um prazer sublime que ninguém entendia. Foi o poço mais fundo que escavei e pelo qual me deixei engolir vezes e vezes sem conta.
Não há alegria que me igual o sofrimento.
Não há cores que me igualem as das paredes do buraco da morte.
Não há palavras, mas existem sonhos demoníacos!
Existem infernos que me conquistaram o espírito da alma moribunda e decadente onde me deixei decepar, rasgar e gritar pela angustia.
Existem horrores que me vergam as costas em cortes profundos que ninguém quer beijar, que ninguém quer ouvir.
Os outros sofrem de tristezas, de abandonos e infelicidades; Choram-nas, mas não lhe sabem dar valor. Acarinho a morte no meu colo. Afago as vestes com as minhas mãos trémulas de nervosismo e ansiedade e conto-lhes as amarguras e animosidades que vivo nos meus sonhos. As profundezas torcidas do meu peito, do meu Eu, de mim, contorcem-se com o respirar leve da criança nos braços. Sou pai do maior assassino da história! Pois todos os dias me mato e torturo em instrumentos e palavras de dor infinita.

À medida que a luz consome o meu corpo neste inferno de tortura, eu riu de mim mesmo.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O que lhe dizias em cinco minutos? A morte...



Entrei no comboio, já atrasado e meio a correr, com os calores na cara e entrei na primeira carruagem da frente. Estava apinhado de gente! Aveiro tem destas coisas. Olhei para um lado e para o outro e percorri o corredor à minha esquerda, na esperança de encontrar uma lugar vazio e uma rapariga sozinha. Obviamente. Vi-a e aproveitei a oportunidade.

Chorava ao telemóvel sobre qualquer coisa. Cheguei a pensar que tinha acabado com o namorado, até que percebi metade da conversa e ouvi a palavra "morreu". Tinha morrido a mãe de uma amiga dela que vivia em Coimbra. Naquele exacto momento lembrei-me do livro "A Criança Perante a Morte dos Pais".
Senti-me impelido em lhe dizer alguma coisa, em pôr em prática o que tinha aprendido em papel e num encontro de psicologia sobre a natureza da morte. Não consegui falar. Afinal, ela não me conhecia de lado nenhum. Mesmo assim, achei que deveria dizer alguma coisa, mas não consegui falar, nem encontrar as palavras certas.
Nos 30 minutos que se seguiram, em que a olhava já mais descansada e sem o rosto vermelho da pena e da perda, tentava encontrar as palavras, o tom e os gestos que a pudessem acalmar e a ajudar neste situação tão difícil.


Foi então que a 5 minutos da minha paragem, que o meu cérebro começou a engendrar o que lhe dizer! Mas a coragem nunca chegou e acabei por descer do comboio a pensar que tinha perdido uma oportunidade única de ajudar alguém.
Pelo meio ainda trocámos olhares, ao deixar cair um caneta e ela me a apanhar com um ligeiro sorriso. Ficou vidrada por momentos a olhar para mim, que iria jurar ter-se passado quase 10 a olharmo-nos. Ao fim do dia, junto da amiga, acredito que tenha sido motivo de conversa. Afinal, não lhe disse nada, mas julgo ter servido como descompressão em algum momento durante o seu sofrimento.

A morte não é fácil. Sei que dói e que vai ser difícil. A tua amiga vai precisar de ti, de te abraçar, de te ver chorar e de te ouvir. Mas é importante que lhe dês tempo e espaço para digerir todo este processo de luto. Dá-lhe espaço para poder chorar sozinha, mas mantém-te perto o suficiente para ela te ver e saber que estás lá, por ela, que pode contar contigo e que não te esqueceste de que sofre. E dá-lhe tempo para chorar e gritar, ao seu ritmo, sem prazos. Vai precisar de expor a raiva e a injustiça. Caso não possas estar com ela todos os dias, pede a alguém que fique, que olhe pela sua segurança.
Antes de precisar de psicólogos e de comprimidos para a depressão, ela vai precisar acima de tudo, de tempo, de espaço, de atenção e reconforto. Estão ambas magoadas, mas também não te podes esquecer de ti.
Lembra-te: é importante que chores quando tiveres vontade de chorar. Que grites, quando sentires vontade de gritar. É importante lidares com tudo isto. Não atires para trás das costas, não tentes esquecer ou passar um pano quente por cima. Mais tarde ou mais cedo, rebentas e podes não conseguir recuperar. Fala, desabafa. Não falar sobre o assunto, só vai tornar tudo muito mais difícil de engolir. Não tenhas medo nem vergonha de chorar.

E tu, o que lhe dirias se tivesses apenas 5 minutos?

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[editado: 30/10/2015] Saving a people's Life - Preventing suicide

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Adoro o silêncio...



Adoro o silêncio das crianças mortas. Dos corpos espalhados pelo recinto, onde as bolas rolam com o vento e os baloiços não me chiam aos ouvidos. As mãozinhas ensanguentadas e os corpos defuntos no asfalto, soltam um cheiro suave que me acaricia o nariz, como perfume, e se entranha em mim através dos poros da pele, que amacia em cada respiração.
O chão pinta-se de vermelho, de pequenas poças que dão cor à prisão depressiva. Pinto a minha cara com ele, o meu corpo, e saboreio-o. Esqueço-me sempre que não tem sabor diferente do de uma mulher, mas o fruto proibido sabe sempre melhor. Sinto nos lábios, na língua, no corpo, o tabu, o amor, a ignorância...

O recreio não chora, canta.
A vida não se foi, aproximou-se mais da morte.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O desconforto do teu sorriso...


Ali estava, de cara série e olhar fulminante, sem nunca desviar o olhar dos meus olhos, dos meus gestos e do meu corpo. Como se tudo o que eu fizesse lhe metesse raiva, nojo e desconforto.
-- Está tudo bem? -- perguntei-lhe preocupado. Tirei o casaco e pousei-o no cabido junto à porta. Deparei-me então com umas malas a rebentar pelas costuras e percebi que algo não estava mesmo bem.
-- O que se passa Joana? -- perguntei, aproximando-me da fera pronta para me devorar.
-- Quando é que me ias contar? -- gritou-me atirando com um pedaço de papel meio rasgado e escrito a azul. -- Achavas que eu era burrinha não!? Que não ia descobrir nada!?
-- Do que é que estás a falar?
-- Do bilhetinho! Do bilhetinho da menina Inês!
Apanhei o pedaço de papel e li as letras amaçadas. Senti um estalo forte na cara, que me atirou à parede.
-- És nojento! Odeio-te! Como foste capaz!? Como foste capaz de nos fazer isto!? Pensaste em nós enquanto a estavas a comer? Pensaste ao menos na Beatriz!? Na tua filha!?
Esmurrou o peito com força, onde na noite anterior pousara a cabeça até adormecer. Criando um monólogo de palavras à volta de um assunto que a perturbava no trabalho.
A raiva dela penetrava-me o tronco como um dedo que apontava na mente as grandes desilusões que ela ainda desconhecia e que me deixavam a cabeça em água. Senti um nó no estômago e uma indisposição tão forte que parecia desmaiar. Se desmaia-se, será que ela me acudiria?
Respirei fundo, agarrei-lhe pelos braços que se agitavam no ar para a tentar acalmar, mas ela tinha mais agilidade que eu e soltou-se, respondendo com um forte estalo. Olhei-a de frente.
-- Atreve-te a bater-me! Atreve-te só! Bates-me e nunca mais a vez! -- ameaçou-me, apontando em direcção ao quarto dela. -- És horrível! Como é que eu pude casar com um homem como tu!? Tu nem és um homem! És um porco! És nojento!
Agarrei-lhe o dedo que me apontava à cara e aproximei-me.
-- Achas-te uma santa não achas? Só eu é que sou mau... E tu!?
-- Eu?
-- Sim, TU!
-- Eu pelo menos nunca me atirei a nenhum homem!
-- Não...
-- Nem nunca fui para a cama com outro se não tu! E não! Mas não preciso de te provar nada! Devias ao menos ter-me respeito, a mim e à minha filha!
-- Tua? -- ri-me -- Vê lá se páras para pensar! Se pedires o divórcio ficas sem nada, a não ser o dinheiro de sobrevivência para a Beatriz! E isso não te paga as saidas com as tuas amigas, a escola e um apartamento.
-- Não te preocupes comigo, eu cá me arranjo!
-- Ainda gostava de saber onde foste buscar a ideia de que te andei a trair com uma Inês.
-- Não fui buscar ideia nenhuma! Bastou-me encontrar esse bilhete de merda na porcaria do teu casaco quando o pus para lavar que liguei logo os pontos todos! As noites no trabalho. Os dias em que chegavas tarde a casa. A falta de interesse pelo sexo, pelo meu jantar, ou as já poucas brincadeiras com a Beatriz...
-- Os filmes que tu fazes na tua cabeça... -- gozei um pouco. Empurrou-me com força e apontou-me de novo o dedo à cara.
-- Mas estás a gozar comigo!? És um merdas! E eu que acreditava que eras diferente dos outros! Que podia ser finalmente feliz... mas parece que fui bem enganada. Tantos anos ao teu lado, desperdiçados. A única coisa bonita que saiu desta "relação" foi a Beatriz. Cresce! A sério! Bem precisas.
-- Foste feliz porque eu aceitei muito das tuas merdas! É um jogo de interesses, habituate! Eras gira, achas que ia perder a oportunidade de foder um cu desses!? -- levei outra estalada.
-- Cala-te!
-- Só pensa o contrário quem é paneleiro... Uma mulher como tu deve estar nas mãos de um homem que a sabe aproveitar, por isso, estiveste nas minhas! Como se costuma dizer: "O dinheiro deles, está bem é nas minhas mãos!".
-- Não acredito nisto... És mesmo estúpido! Vai-te embora! Já te fiz as malas e tudo! Vai-te! Anda!
-- Não faças mais figuras tristes Joana. Vê se te sentas e se ponderas bem no que estás a fazer.
-- Não preciso de pensar em nada! Já pensei em tudo o que tinha a pensar! Agora põem-te daqui para fora! Não te quero voltar a ver mais à frente! E aí de ti que te aproximes dela!
-- Estás-me a ameaçar!? Cuidado, isso é crime!
-- Põem-te na rua, ou eu chamo a polícia!!! 
Aproximei-me. Agarrei-a contra o meu corpo e tapei-lhe a boca.
-- Atreve-te! -- segredei ao ouvido.

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Estes erros ortográficos matam-me...
Existem outros textos semelhantes a este, alguém consegue adivinhar?

sábado, 13 de setembro de 2014

Não há nada para dizer...


É quando perdes tudo o que dava um significado e valor às coisas mais insignificantes da vida, como por exemplo, um namorado ou namorada, que compreendes o significado dessas insignificâncias, das pequenas conversas, dos pequenos gestos, dos sorrisos e dos beijos. O valor das coisas da vida que tinhas nesse momento, não era único, era duplo, porque era vivido pelos dois. Mas aquilo que sentes quando te recordas do que nunca mais terás, não é saudade nem tristeza, é comodismo emocional, uma recompensa cerebral que exiges, porque a felicidade própria é a força mais poderosa numa relação, podendo tornar-se em egocentrismo ou narcisismo, onde uma se torna escrava da outra. Escrava dos caprichos e dos prazeres. E até o sexo se torna uma moeda de troca, quando tudo o resto falha. Mas... é só quando perdes tudo o que te fazia feliz, tudo o que te mantinha ocupado, que te dás conta de que davas de ti. Não por ti, mas por um "nós".
Perder tudo o que compunha a relação, não é o fim nem o inicio de uma nova etapa da tua vida, mas sim uma outra oportunidade para acordares de um sonho que vives. É teres finalmente a oportunidade para perceber de que nada do que faças importa verdadeiramente. Que nada do que crias tem realmente valor. São tudo acções e reacções. Químicos que não sabes usar mas que te usam. A verdade crua das relações, é a de que não devem criar nem viver uma vida juntos, mas sobreviver a uma. Não são a peça que faltava no puzzle um no outro, nem a "coisa" que preenchiam um canto vazio em vocês. Não são a resposta a um do outro, mas a improbabilidade biológica e estatisticamente plausível que se conheceu mas que não se comprometeu emocionalmente o suficiente.
Existe uma luta genética que nem tu próprio conheces. E quando és deixado por outro, é porque a tua genética e capacidade cerebral, não lhe era suficiente, tornando-te num produto dispensável da natureza.

O teu cérebro, que se mantivera sozinho durante tanto tempo, voltava a partilhar um diálogo com outro cérebro igualmente fechado na sua caixa. O que têm, não é uma amizade ou um namoro, é uma fuga da imperfeição e medos daquilo que são aos olhos dos outros, na tentativa de valorizar cada átomo de vocês próprios com alguém que compreende o que dizem.

[24-08-2014]

Não há nada para dizer... abre os olhos e aprende por ti. Irás aprender a dar valor ao que és.

domingo, 25 de maio de 2014

Violência, gera...


"Violência gera violência."

Não! Violência não gera mais violência, desenvolve tecnologia! Desenvolve técnicas de construção, armamento, medicina, educação, e a vida quotidiana de uma civilização. A guerra, é um mal necessário e importante para a nossa civilização progredir. É necessário existir, do outro lado do mundo, alguém que faça o mesmo. É importante que existam concorrentes directos e indirectos, caso contrário nada disto existiria.

Para cada ano que a tecnologia avança na nossa sociedade, a tecnologia militar avança quatro. E a tecnologia avança, porque continua a existir gente que está contra o sistema. E enquanto elas existirem, a nossa segurança é melhorada. A nossa saúde, os nossos transportes, alimentação, tecnologia, comunicação, etc.
Foi por existir uma grande violência silêncios (Guerra Fria), que os Russos e os Americanos fizeram uma corrida ao espaço. Foi através de violência que Hitler subiu ao poder e deu ao mundo grande parte da tecnologia que vemos hoje no século vinte.

Mas vêm então os moralistas da internet, armados em pseudo-intelectuais, armados em galifãs por andarem na universidade, pertencerem a grupos de praxes. E até mesmo aqueles que são contra Racistas. Os chamados Anti-Brancos, que vêm com palavras em inglês explicarem que o novo movimento Pro-White é uma maneira mais ligeira de se ser racista. Bem... se o mundo não tivesse sido explorado por brancos, estávamos todos na merda. Verdade seja dita. Ou não fossem a grande maioria das potências mundiais governadas e construídas por Brancos.
Mas como estava eu a dizer: Aparecem para aí os hípies, com os seus cartazes e marchas de protesto contra a violência, sem terem sequer a consciência de a natureza sempre se governou com violência, eugenia, lei do mais forte, mortes, assassinatos, e muita luta.
São contra a violência física, apesar de ainda hoje existirem torneios de luta. De existirem desportos que são uma versão simplificada de guerra entre dois grupos.
Futebol, rugby, hóquei, etc. Combates de vale tudo, Karate, Krav-maga, MMA, UFC, etc etc. Tudo e qualquer coisa que envolva duas equipas ou dois adversários.
Toda a vez que uma equipa ganha, a derrotada treina ainda mais, estuda ainda mais, prepara-se ainda mais. Porquê? Porque foi "agredida" e não quer pertencer aos fracos, porque os fracos é para quem não se sabe nem pode reproduzir. Adicionando a essa ideia invisível o "semear a sua semente".

Se não existisse violência, ou competição, nunca teríamos evoluído para o animal que somos, e proibir essa nossa natureza violenta, é ser contra uma espécie inteira. E ser contra uma espécie inteira, OU, serem contra pessoas que usam guerras e violência, é o mesmo que não aceitarem serem pequeninas neste mundo gigante. É quererem e exigirem serem reis se nunca terem feito nada por isso. É quererem repartir riqueza, suor e sangue por quem nunca lutou ou fez o que quer que fosse. Muito sinceramente, são ideias como estas, de Anarquistas, que detroem cidades na América. É por causa destes hipies, contra racistas e guerras, que o mundo não evolui.
Há coisas realmente pelo qual se deve lutar, como o acabar com violência e abandono animal. Tentar acabar contra a industria farmacêutica e as suas políticas.
Existe poder, mas esse não está nas nossas mãos, porque se assim fosse, todo o mundo entraria em guerra e seria o caos constante.
Parece que estas pessoas, pseudo-intelectuais, se esqueceram daquilo que foi um dia Roma, Grécia, Sparta. Os grandes catalisadores da civilização Ocidental, que deram origem às grandes super-potências mundiais. Defendiam o sei reino com o próprio corpo. Batalhavam por todo o seu império, para controlarem populações amacacadas.
Foi em Roma que se deu a revolução judaica, e foi lá que os soldados romanos a controlaram. Foi roma que deu vida ao mundo, que o impulsionou.
Foi Portugal que tornou o mundo redondo, e conquistou-o sem nunca fazer grandes guerras. Não como fizeram os espanhóis durante 800 anos. E vêm vocês para aqui dizer, que violência gera violência!? CLARO QUE CRIA!! E ainda bem que cria, caso contrário vocês estariam a falar espanhol e não Português! Estariam hoje sobre domínio espanhol e francês, porque simplesmente sucumbiram e renegaram à luta pelo território que um dia foi o sonho de D. Afonso Henriques.
E renegarem o império daquilo que foi Portugal, Roma, Grécia, Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, só porque são contra violência!? É o mesmo que tatuarem na testa: "Sou contra brancos! Viva a diversidade de culturas!"

Violência, quer eu queira quer não, é o que move o mundo. É o que lhe permite criar tecnologias que daqui por 4 anos a vamos utilizar. Ou vocês acham que as fraldinhas que põem nos vossos filhos e as que usaram, que tem uma história muito linda!? NÃO TEM!! A necessidade surgiu na guerra fria, quando os Americanos começaram a levar homens para o espaço. Não fosse a segunda guerra mundial e a Alemanha nunca nos teria dado o micro-ondas, frigorífico, satélites, telemóveis, computadores, internet, aviões, comboios, auto-estradas, carros, jipes.

Existe muita violência desnecessária neste mundo, que acabará por desaparecer, como é o caso do abate de elefantes e leões em África, por parte de famílias ricas e abastadas, mas enquanto isso não acontecer, não venham com moralismos. Não estou a dizer que esta violência em particular se deve deixar e permitir que continue a acontecer, mas com os outros tipos de violência: Escravidão, irá acontecer, quer seja em África ou na China.
Percebam que É o negócio da droga, tráfico humano, religião, guerras em áfrica, china, etc etc, que gera dinheiro que sustém a economia do mundo. A crise Europeia aconteceu, quando no Oriente se fecharam aeroportos que transportavam a droga para a América e o interior da Europa. Bastou fecharem, que toda a economia global deu o badagaio. Se acabarmos com a escravidão, tirarmos do poder políticos corruptos, prendermos chefes de estado, de empresas corruptos, e acabarmos com toda a riqueza e elitismos, não teremos um mundo cor-de-rosa, maravilhoso e bonito, perfeito para toda a gente, mas um caos total que levaria anos a erguer-se porque... todas as leis, de todos os países teriam de ser re-escritas e isso demoraria décadas.

Eu também não gosto de guerras no mundo, de escravidão, de violações, raptos, tráfico, de violência física e psicológica, de preconceitos e de existir gente com fortunas e riquezas, máfias, corruptos. MAS... também não gosto de não ter sucesso com as mulheres, ou de um dia vir a morrer sozinho sem deixar descendência, só porque sou tímido, parvo, filho da puta, porco, narcisista, feio, defender edeologistas racistas ou preconceituosas, apesar de haver muito gajo ignorante a reproduzir-se em todos os cantos sem qualquer tipo de personalidade ou consciência própria, como é o caso desses moralistas anti-tudo, só porque gostam de ter mulheres do seu lado, e tudo se torna mais fácil por aceitarem tudo e darem o cu, só porque sim e porque elas gostam de homens assim.
Eu aceito que exista gente melhor, mais inteligente e capaz do que eu. Eu aceito que nunca vá ter filhos e que morra a um canto. Eu aceito que haja gente mais rica, com fortunas e donos de metade de Portugal. Eu aceito que sou mais um peixe neste oceano governado por tubarões. Eu aceito! que sou menos do que os outros, e de que os outros, mais fortes e ricos, possam ser mais do que eu. Eu aceito e reconheço a elite que pode mais, me pode simplesmente espezinhar a seu belo prazer porque PURA E SIMPLESMENTE: PODEM!!! E se podem, não vão ser vocês que vão acabar com "a sua raça". Porque vocês ainda não se consciencializaram nem aceitaram que não são nada aos olhos dos chefes do mundo, que ao mínimo indicio de fim do mundo, têm o cu sentado num bunker qualquer ou numa nave espacial para o espaço.

Acabarem com toda a violência no mundo, é o mesmo que dizer que os animais selvagens vivem segundo actos primitivos. Chama-se "lei do mais forte". Ou vocês também são contra os leões caçarem gazelas? Contra os ursos comerem peixe, e as águias comerem coelhos bebés? Isso é o mesmo que estar contra a natureza, e estar contra a natureza é violência. São assim tão bebés!? Essa mentalidade infantil é o que fode um povo com 800 anos de história. Há quem possa beber uma garrafa de vinho de 2000€, comer num restaurante chique, conduzir um carro de luxo, ter um palácio e passar férias no Hawai todos os meses e vocês não. Paciência!!! Ou também querem ser reis?
Se querem mudar o mundo, combatam a fome! Combatam a caça excessiva de bacalhau! Combatam os raptos e violações em África, o tráfico humano nos países de Leste. Vão para lá! Usem as mãos e o corpo para defender a vossa causa! Mas preparem-se para derramar sangue.

Eu não estou contra vocês. MUITO pelo contrário! Só quero é que percebam que para se fazerem ouvir, vão ter de ser violentos grande parte do tempo. Se não o tivéssemos sido no 25 de Abril, ainda hoje estaríamos debaixo de ditadura. Se bem que... "querer mudar o mundo", são coisas para Miss Mundo. Só temos de o tentar melhorar, o que implicaria mudar também todo o sistema farmacêutico. Impossível. Por meia-dúzia de dias a foder no Brasil, os médicos cá vendem os medicamentos que a industria quiser. Traga cancro ou sida.

"A Guerra não é solução". Vai uma aposta!?

Nós podemos fazer muita coisa, mas só aquilo que eles deixarem fazer.
Eu não estou a favor da violência, estou contra quem não compreende a sua origem.

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quarta-feira, 12 de março de 2014

SA und SS



Esticaram o braço direito no ar, e com a força de um grito de guerra, o batalhão pintado pela cor da morte, adornado de suásticas vermelhas nos seus uniformes, fizeram o inimigo sentir um tremor de terra correr impetuoso na sua direcção.
-- SS und SA!
-- Heil! -- como um trovão, a saudação ao seu grande rei, propagou-se pelo ar conquistando todo o complexo, exteriorizando-se pelas grossas paredes, espalhando o medo em cada rua e esquina mal iluminada.

2013

domingo, 1 de setembro de 2013

O silêncio...




A escuridão vai e vem, sobre um vento que nunca sopra, cantando ao som do silêncio que não tem voz nem presença. O uivo do lobo levanta-se sobre a lua cheia, ultrapassando as nuvens e perdendo-se nas estrelas que não compreende. A água escorre no rio como uma veia em adrenalina, protegendo da chuva tempestuosa os peixes peregrinos.
Os pássaros já não cantam, o sol já morreu e um candeeiro acende-se no inicio da rua, onde sombra alguma mora. Os papeis fazem corridas, e o som do frigorifico começa como um zumbido inerte, sem asas. O quarto encolhe, os ouvidos dilatam e até o mais pequeno grilo te desperta a atenção. A roupa acolhe o corpo abandonado, despejado como um balde para a fossa de amores e carinhos que existem apenas na tua mente fantasiosa. Desconheces o porquê, mas decoraste como um mapa a tristeza que te corrói e a felicidade que te faz correr. O sono não vem e dás-te fechada num quarto vazio que já esteve mais cheio, de um algo que espremido não dá nada. A solidão segreda-te ao ouvido, o murro no estômago que não sentes, mas que cheira a azia. Toda a gente nesta casa dorme acompanhado, e tu, és a única ovelha malhada que estraga a tendência, a estatística. Apertas-te então nos cobertores já tão enrolados, na esperança de fazer desaparecer do teu corpo o frio emocional que te acompanha em cada sorriso e em cada passo. Olhas para o lado à espera de ver um milagre mágico personificado, e dás-te de caras com uma parede velha que te conhece o rosto melhor do que tu lhe recordas a tinta. O incómodo que te faz criar histórias, é o mesmo que te destróis os sonhos que já não recordas mas que te fazem relembrar, vezes e vezes sem conta, as merdas que foste fazendo. Os erros que se entalam na garganta e se acumulam como martelos que nunca param de bater no corpo frágil que já não controlas,  que já não respira; Que apenas sobrevive, aos fracassos que guerreiam com a tua fragilidade e os teus sentimentos, à espera sorrateiramente de um descuido teu para assumir de vez o controlo da vida amarfanhada e nojentamente defeituosa.
O medo não é teu, foi-te herdado, assim como tudo o resto que cresceu em ti e contigo. A criação de um ser humano, começa no momento fora das cronologias e dos temporizadores. Um momento que te passa em faísca por esse teu corpo que não te atrai.
A noite não é escura, é apenas o teu lado negativo a observar. O mundo não fechou as persianas só para deixar de te ouvir pensar. Não se esqueceu que existes quando tudo se calou, e não apagou a luz só para deixar de te ver.

O silêncio... está na tua mente, e é nela que começa a tua revolução.

domingo, 19 de maio de 2013

Eu não quero morrer... III


Por trás da vedação, começavam a surgir edifícios de betão, baixos, feios, grosseiros, assustadores e intimidantes. Vapor saía de umas chaminés, e por breves momentos, a mão da minha mãe perdeu as forças.

O seu passo tornou-se mais lento, sem pressa. A cara dela olhava sem expressão. Estava pálida, como quem nunca tinha apanhado Sol. A sua cabeça manteve-se imóvel, guiada pelo olhar que parecia fingir passar por alguém que não queria cumprimentar ou ver.
Durante a caminhada até ao portão guardado por muros altos, aguardavam-nos vários senhores fardados, que faziam as pessoas deixar todas as suas malas cá fora. Com alguma relutância a minha mãe atirou a minha para cima do monte já tão alto como eu e guiaram-nos até um complexo com vários cabides. A vergonha tomou conta da minha cara, à medida que via meninos e meninas, mulheres e homens, despirem-se à frente uns dos outros.
-- O que é que estas pessoas estão a fazer mãe? Elas não sabem que estão nuas umas ao pé das outras?
-- Vamos todos tomar um banho. Não há mais espaço e estamos todos com pressa de voltar para casa.
Um senhor já despido da cintura para cima, afastou a sua pouca roupa para o lado, e deixou que a minha mãe poisasse o casaco dela no cabide. Colocou-me em pé sobre o banco e desabotoou-me o casaco. Queria fugir de tão vermelha que estava. Tapar os olhos e fingir que não estava a ver aquele momento tão tabu para a minha mente ainda tão inocente. Olhei para a minha mãe e assim de me deixei ficar durante todo o processo de despir.
-- Mas eu não cheiro mal mãe... -- retorqui, enquanto me segurava nos ombros dela e me tirava os sapatinhos pretos pela fivela. Ela sorriu. Olhou para mim e disse de uma forma calma.
-- Eu sei meu amor, mas podemos ter algum vírus e assim limpa-se tudo.
Retirou-me o resto da roupa. As cuecas e as meias foram arrumadas junto com as roupas da mamã, dentro do seu grande casaco. Sentei-me na ponta do banco e vi-a despir-se. De uma forma mais ou menos lenta, tentando não se despir por completo à frente de tanta gente. Ganhou coragem, e deixou-se cobrir apenas pelas mãos, nos seus peitos e na sua concha. Senti o perfume nas roupas por breves segundos, até ser arrastada de novo pela mão, para fora do complexo onde todos se alinhavam e faziam fila até um edifício quase tão baixo como eu.

O passo era lento, e a face de todos os que componham aquela marcha, assemelhavam-se às dos mendigos que vi uma vez nas ruas, pobres, famintos, tristes, sozinhos, abandonados. De cabeça baixa, guiávamos-nos pelos pés da pessoa da frente. Fazia-se um silêncio ensurdecedor, o ambiente criado à minha volta era de uma frieza poderosa. A barriga contorceu-se de novo. Segurei com força os dedos compridos da mãe e os meus passos tomaram conta do destino do meu corpo. Fizeram-nos parar, enquanto o primeiro grupo de homens e mulheres, crianças e jovens entravam dentro da pequena casita de betão.
Empurrados com força, à cacetada e ao pontapé, enfiaram-se assim quase 100 pessoas num espaço que não dava para mais de 60.
Estranhei, e entranhei. O silêncio quebrou-se com os gritos de uma senhora. Com o decorrer do tempo, todas se iam tornando claustrofóbicas, assustadas, stressadas. Começava-se então a cantar uma arrepiante tragédia. Contorciam-se todos de um lado para o outro, com berros e gritos estridentes, acompanhados por murros na porta pesada, trancada.
O gás foi ligado e o caos instalou-se em segundos. Lentamente os gritos desconfortantes que me faziam arrepiar a espinha das costas e o cabelo da nuca, tornaram-se em murmúrios e pequenos sopros.

Podia-se sentir a respiração das pessoas ao meu redor. Leve, com consciência de que estariam a entrar no inferno, de que em breve estariam mortas, queimadas e atiradas para uma valeta comum. Engoliam em seco e saboreavam o ar que nunca lhes tinha sido tão puro até àquele momento. As memórias passavam depressa, tal como o tempo. A agonia via-se nas caras e os pêlos eriçavam em sincronia nos braços de todas as crianças que começavam a chorar descontroladamente. A garganta parecia cortar-me o ar e sentia o medo subir-me pelas pernas e braços.
Era agora... o ultimo momento nesta terra. A minha mãe segurou-me com força nos braços dela, junto ao seu peito, enquanto me beijava sem parar os lábios já trémulos e tão secos pelo medo das imagens e sons agora fantasmas. Soluçava, chorava, tremia e exprimia-se contra todos os outros adultos. Os gritos voltavam aos poucos. Pareciam vindos do próprio inferno, de um sofrimento infinito, de almas furadas , perfuradas pelo diabo, comidas, queimadas, esfoladas.
-- A mamã ama-te muito! -- olhei em volta. A porta foi fechada e trancada. O pânico já instalado intensificou-se. Queria sair dali.
-- Mamã... -- chorei de punhos fechados atrás do seu pescoço
-- Krystyna, olha para mim. Olha para os meus olhos! -- limpei as lágrimas. -- A mãe ama-te! Não vais sentir nada. É como adormecer.
-- Tenho medo! -- respondi. O coração da minha mãe saltava-lhe pelo peito, assim estaria o meu, que o sentia no pescoço e na barriga.
Ligaram o gás, verde e espesso, inodoro, com um travo a azedo na língua.
-- A mamã adora-t...

Os meus braços permaneceram à volta do seu pescoço.

O cheiro a sabão perfumado voltou a cair sobre os meus cabelos. Estava a tomar banho, a brincar com uma pequena boneca, enquanto a minha mãe me lavava os cabelos com sabão e um pente.
-- Dá um beijinho à mãe. -- pediu ela, aproximando-se.
Beijei-a. Estava em paz.


Inspirado em Krystyna TrzesniewskaCzeslawa Kwoka e no documentário "Viagem ao Interior do Holocausto"

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O Holocausto a cru...

Question: "At Auschwitz, tell me, where was God?"
Answer: "Where was man?"

Deus não existe, e o homem... sempre esteve lá, presente, mas com o poder que nunca teve, diante de uma mente que não sabia dominar.

Existe uma simples explicação racional, vários pontos positivos, e uma razão instintiva.
  1. Somos feitos de guerra.
  2. Criamos e aperfeiçoamos.
  3. As criaturas não surgiram através de beijos e abraços.
É através do sexo que somos criados, e é através da guerra que nos aperfeiçoamos. O sangue assassino que nos corre nas veias e na mente, é tão capaz de matar como de amar, mas a força do hábito, desta besta animal com consciência própria que descontrolamos, rege o mundo. O melhor que poderíamos fazer, não era aprender, mas desaparecer. Não por sermos o mal, por nos esquecermos das coisas extraordinárias que fizemos e somos capazes de fazer, mas por não saber quando parar. E se é tão fácil criar dividas, ficar-se viciado ou facilmente aliciado pelas palavras de uma pessoa qualquer, então também é fácil, chegar-se ao "extremo" de erradicar toda uma "espécie". Coisa que não é de agora. Existiram tanto ou mais que uma dúzia de espécies de humanóides diferentes no planeta terra, sendo das mais "estranhas" para o Cró-Magnon, o Neanderthal. Pensa-se que os Cró-Magnon tenham erradicado, perseguido até à extinção os Neanderthals por serem tão feios, estranhos e diferentes.
O Holocaust não se fez sozinho, e não apareceu na cabeça de um único homem. Foi aperfeiçoada por vários, por todos os não judeus, por todos os afectados pela chegada de estrangeiros. Como é falado no documentário "Inside The Nazi War Machine - Inside The Holocaust", os Judeus não foram os únicos a serem perseguidos e mortos. Tudo o que era estrangeiro, foi morto ou deportado. Na altura, simplesmente eram mais Judeus que outro tipo qualquer de raça. É quase como os Chineses em Portugal. Só aqui na minha zona, existem umas 3 lojas, que eu saiba. Grandes lojas. Para não falar de que no concelho onde também moro, existem bairros sociais com gente problemática. Basicamente, o que Heinrich Himmler e Hermann Göring, entre muitos outros fizeram, foi o que Alberto João Jardim (segundo ouvi dizer) fez na sua ilha. Colocou a um canto dessa, todos os deficientes, drogados, pobres, pedófilos, o estrume da ilha, todo espetado a um canto, longe de tudo o que é suposto ser e permanecer bonito.
Os Nazis, simplesmente aprimoraram o processo. Juntaram tudo o que estava a mais, a prejudicar os alemães e a economia dos pequenos comerciantes alemães. Viram-se acorrentados, sem possibilidade de guerrear preço com a quantidade de lojas dos judeus que existiam nas ruas e no país. Era normal que fossem escorraçados, pois tinham muito mais coisas do que os alemães. Não concordo com a chacina fria executada nos Campos de Morte, mas escravos de trabalhos pesados é uma coisa que também não é de agora. Já no Egipto se utilizavam aos milhares, os escravos capturados.
Eles tinham os meios, tinham o ódio, tinham razões e colocaram em prática as ideologias que já não eram assim tão controversas. Os próprios alemães apoiavam a guerra. É verdade que mais de metade, possivelmente, era obrigado sobre pena de morte por serem contra o regime. No entanto... faço uma vénia à capacidade que Hitler e todos os seus generais, filósofos, cientistas, engenheiros, entre muitos outros, tiveram naquela grande máquina de propaganda ao Racismo, à guerra, à supremacia racial. As coisas que fizeram, que inventaram, que descobriram, que aperfeiçoaram, mudou o mundo por completo. As experiências executadas em crianças gémeas, em judeus, foram macabras  mas os EUA aproveitaram toda a informação catalogada pelos próprios cientistas alemães.
Já no Japão, durante a 2ª guerra mundial, eles próprios criaram o seu laboratório de experiências em pessoas. "Unit 731". Já no fim da 2ª Guerra Mundial, como todos estudámos, a América largou duas bombas atómicas, e rapidamente se apressaram a estudar os efeitos da radiação nas milhares de pessoas afectadas.
Devido a estas experiências "nojentas", hoje tem-se uma melhor percepção de como funciona o corpo quando é envenenado, infectado com vírus, como reage a certos procedimentos médicos com ou sem anestesia. É cruel, eu próprio sinto pena pelas pessoas que passaram horrores antes de morrer, mas nada posso fazer.
A própria Eugenia, foi um esforço para manter as raízes do povo Alemão, limpas do "lixo" proveniente de raças de fora do país e da própria Europa. Os próprios Americanos faziam testes de QI a todos os estrangeiros que chegavam às fronteiras. Os que eram realmente medíocres, teriam de voltar para trás.
Hoje, grande parte dos alemães mantém a sua linhagem mais limpa depois deste aterrador acontecimento. Sim, é frio dizer que a hereditariedade é mais limpa, mas ao abrirem as portas da Europa, voltaram a "sujar-se".

Somos o que somos por termos cérebros sobre-desenvolvidos. Somos tão capazes de praticar o bem, como mal. E o mal, é algo que é-nos muito natural e que está enraizado em qualquer animal que viva nesta terra. É matar para sobreviver, para liderar, para controlar. Somos micróbios assassinos. Um mundo sem guerras, seria perfeito, mas enquanto o próprio sistema social que abraça os jovens para a sociedade e a vida em conjunto, não mudar... nada muda. Mas sejas honestos. Sem guerra, a nossa tecnologia não estaria tão desenvolvida. A necessidade faz progredir, inventar, inovar, criar, re-construir, re-inventar. Uma necessidade pelo poder que está farta de nos dar tecnologia. Por tanto, não se queixem muito por haver guerras. Elas fazem avançar o mundo, infelizmente. Para cada ano que a sociedade avança tecnologicamente, a tecnologia militar avança 4. Existe dinheiro, existe poder. É o resultado de animais com capacidade psicológica superior. Quer queiram quer não, é superior. Não é no que vocês acreditam!? "Não somos animais selvagens, somos humanos.". Pois bem, aqui estou eu a dizer que vocês são horríveis e amorosos porque têm uma mente mais desenvolvida. Porque são humanos e não os animais. Não estão contentes?

O que voz faz pensar que outras criaturas inteligentes no universo não passaram/passam pelo mesmo processo auto-destrutivo? Não é uma coisa que apareceu na mente humana, mas uma reacção química e cerebral de animais com instintos pré-históricos. Acredito que com o tempo toda esta frieza, estas guerras, desapareça, mas nunca será de vez.
Como li num artigo na internet de um psicólogo. "Todos nós somos assassinos. Todos mataríamos pelo menos uma pessoa na nossa vida."

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What I Learned From Auschwitz (Tese)
6 experiências médicas supersinistras
Europeus, todos primos!
Mysterious Minoans Were European, DNA Finds

domingo, 12 de maio de 2013

Eu não quero morrer... II



Agarrou-me com força a mão, e senti-lhe nos dedos, o horror de me perder.
-- O que se passa mãe? Porque estás a chorar?
-- Não é nada filha. -- respondeu limpando à pressa as lágrimas, trocando-as por um grande sorriso. -- Foi o Sol. Não te preocupes, sim?
Acenei ligeiramente com a cabeça, enquanto a minha mãe tentava manter aquele sorriso estranho.
-- Daqui a pouco estamos em casa! -- sorriu, soltando uma lágrima.

Passou-me a mão pela cabeça. Trémula. Dos megaphones, suou a voz víbora, que todos em meu redor escutaram com toda a tenção. Pareciam tensos, muito concentrados à medida que os senhores fardados percorriam aquele longo amontoado de pessoas, com paus e pistolas compridas. A minha mãe apertou-me com força, à medida que lhe sentia o olhar ficar mais pesado e repleto de medo, foi então que um senhor à minha frente levou com um pau na cabeça. Assustei-me, encolhi-me. Senti-lhe a dor na voz. Ao meu lado, agarrado às saias da sua mãe, estava uma criança muito pequenina, com pouco mais de 6 anos, a chorar. Soluçava com o medo estampado no rosto, nos olhos, nas mãos pequeninas que seguravam com força a única pessoa que lhe poderia dar protecção, carinho, compreensão, alimento.

Tão rápido como todos nos tínhamos encarcerado, afastámos-nos. Apertando com força a minha mão, mantendo-me sempre com ela, colada, levou-me. Colocaram-nos numa fila só para mulheres e crianças. Havia rapazes mais velhos com olhares sérios mas com uma expressão irreconhecível. Talvez medo... disfarçado de coragem. Olhei para trás, para a fila serpenteante, e vi uma senhora dar um bocadinho de pão às escondidas, a uma criança.
Olhava para a minha mãe de vez em quando, mas ela não desviava a sua atenção da mesa que recebia as pessoas, para outros pais, para outras crianças, para outras mães, e a sua expressão séria, confundia-se com a de dor, com a mesma expressão de incapacidade. Os seus dois cristais, largavam lágrimas que lhe percorriam a face, o nariz, o queixo e que caiam no meu cabelo ou no meu vestido. Depois de várias dezenas de minutos à espera, sem água, sem comida, e ao sol intenso, chegara finalmente a nossa vez. A situação nova, não me recordava as filas de espera para o comboio, para o dentista ou para a casa de banho. Havia demasiado no meu horizonte que me causava desconforto. Eu própria desconhecia se compreendia o que estava a acontecer. Não existem histórias tão horrendas, como aquela em que se tornou a minha vida, como aquela que estava presente a assistir. O silêncio de todo aquele grupo de pessoas, desfazia-se com a voz vibrante dos soldados.

Chegámos-nos à frente e entregou os papeis de identificação. Olhava para ela, que não limpava as lágrimas, e para o senhor do qual não entendia a língua. Escreveu qualquer coisa numa folha já meia preenchida, com estranhos traços, falou para minha mãe que acenou a cabeça e me levou de novo para outro local desconhecido. O senhor levantou o olhar, e com raiva mandou que o próximo se aproxima-se. Não foi preciso entender. Os seus gestos curtos e brutos demonstravam violência, ordens que nem eu própria me atreveria a desobedecer. Lembrei-me do papá, quando ele costumava ficar zangado comigo por deixar as bonecas espalhadas pelo chão da sala.
-- Quero que te mantenhas com a mamã. Vai correr tudo bem. Não precisas de ficar assustada. -- senti na voz da mãe, um aperto, um arfar, uma dificuldade em respirar. Estava com medo. O que se passa? Foi alguma coisa que eu fiz? O que fizeram estes senhores ou aquelas crianças para estar aqui? O que fez de mal aquele homem para levar com um pau na cabeça? O que querem de nós? Porque fazem isto? O que está a acontecer?
Seguimos em frente, onde vi o que me arrepiou o corpo. Um senhor fardado, que estava parado de arma na mão, caminhou até a um rapazito que trazia um pequeno brinquedo nas mãos. Assustado, olhou para o senhor, muito branco e de cabelo rapado, jovem e com cara carinhosa...ZÁS! Com uma chapada nas mãos, tirou-lhe o brinquedo, gritando de seguida ao seu ouvido. A minha mãe tremeu, cessando o passo por momentos, e a dele, puxou-o para si, passando-o para o seu lado esquerdo. Tive um suor frio pela espinha a baixo. Sentia a mesma mão pesada nos meus neurónios espelho. Chorei. O monstro aproximou a sua cara da minha. Cheirei-lhe o mesmo hálito bêbado que tanto decorei da boca do meu pai, sempre que me dava as boas noites, e com um grande aperto na cara, encolhi-me entre as roupas daquela mulher que me obrigava a acompanhar as suas largas passadas, apressadas, pesadas e breves num chão sem vida. Morto.
Por trás da vedação, começavam a surgir edifícios de betão, baixos, feios, grosseiros, assustadores e intimidantes. Vapor saía de umas chaminés, e por breves momentos, a mão da minha mãe perdeu as forças.

O problema deste lugar, é que eu sou daqui...

Eu não quero morrer... III

Question: "At Auschwitz, tell me, where was God?"
Answer: "Where was man?"
William Styron em Sophie's Choise