Mostrar mensagens com a etiqueta Concelho do Dia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Concelho do Dia. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

As mulheres não sabem amamentar...


Segundo um panfleto que se pode encontrar no Hospital da Mealhada, amamentar não é algo totalmente instintivo. Ao que parece, as mulheres de hoje são tão burras e ignorantes, que nem sabem segurar num bebé e amamentar. São mesmo? Isso significa que enfrentamos um nível de extinção nunca antes visto. Parece que Satanás não vai precisar de trazer o Apocalipse, visto que as mães estão a falhar na única tarefa simples que mantém a nossa espécie viva.

Posição e Técnica de Amamentação
A amamentação não é um comportamento totalmente instintivo. Mãe e bebé precisam de aprender a amamentar e a mamar.

OU

Amamentar é natural mas não é completamente instintivo.
É possível aprender a amamentar.

A única coisa que me ocorre é: "Esta gente escreveu isto com base em...?"
Bem, se pensarmos um bocadinho, a única razão para ensinar às novas mamãs como amamentar um bebé da forma "correcta", pressupondo-se de que existem benefícios ao utilizar uma determinada posição em detrimento de outra utilizada pelas nossas mães, avós e bisavós, deve-se ao facto de hoje em dia as meninas e as mulheres (jovens) terem deixado de frequentar as cozinhas com as suas mães, como se fazia à 30/40 anos. Deixaram, desde o tempo em que apareceu os computadores e internet, a tradição e o desejo de aprender a cozinhar, para que um dia cozinhassem também elas para os seus maridos e para elas próprias. Trocaram-se as mães por alguns blogs e livros muito mais fáceis de lidar e com o qual nem precisam de conversar ou aturar. Cozinham sozinhas sem ninguém a comentar que estão a fazer mal. A técnica e os paços mais detalhados e tão horrorosos em aprender E em fazer sempre da mesma maneira, são trocados pelas Bimbys.
É por tanto, natural que se deva ensinar a criançada a amamentar as crianças já que elas deixaram de parte, logo desde o início, o papel de ser Mulher. E toda a mulher deveria saber cozinhar, e não digo isto por ser machista ou malandro, porque eu adoro cozinhar, mas sim manter as suas origens de seres sociais, que tratam e cuidam das crianças, que preparam o comer e alimentam as suas crias. As mulheres antigamente, de à 30/40 anos, tinham uma auto-obrigação hereditária, um dom, um ponto positivo, que era: -- Sabiam cozinhar e fazer bom comer!.
Hoje em dia, não se sabem vestir, despem-se com "muita facilidade", preferem beber, fumar e desprezar os homens, e mais importante ainda, deixarem para trás o papel de se ser mulher, de ser feminina, de ser mãe, de ser sensível e o animal a ser conquistado. Obviamente que estarei a falar da maioria e por essa razão não se sintam ofendidas as mulheres que não encaixam na minha critica.
E se antigamente a mulher era a conquistada e se deixava conquistar, hoje elas já não estão tão interessadas nessa dança de acasalamento. Os papeis inverteram-se e agora são elas que pensam que mandam neles. O que não se aperceberam, é que o "homem" está a evoluir para o ser que elas sempre sonharam ter, e elas para as mulheres que nunca se deveriam tornar. À milhões de anos que evoluímos de uma determinada maneira, nomeadamente naquela em que a mãe é atenciosa e preocupada e o pai a figura que incentiva e protege. Para elas, também é verdade que se torna difícil cuidar de um filho sozinho, e baseio-me na quantidade de divórcios que começaram a acontecer desde o inicio da crise. No entanto, as mulheres também se têm tornado cada vez mais interesseiras. O casar por dinheiro já não é apenas um segredo bem guardado entre mães e filhas, é já do conhecimento de toda gente. A quantidade de homens/pais que se separaram e têm agora a obrigação de ajudar a mãe a cuidar da criança com uma quantia "simbólica" do seu ordenado é assombrosa! Parece que têm os filhos só para sacar dinheiro. O que até combina bem com a frase de um psicólogo: "Os pais de hoje, não querem ser pais". E não, não falo dos pais com dinheiro, bem na vida, grandes carros ou que vivem acima do limiar da pobreza, que têm ambições e hobbies produtivos e construtivos. Refiro-me aos pais que vivem no campo, em casas da segurança social, que não têm o 9º ano, em que falar de sexo é ainda tabu e o serão de domingo é passado a ver a TVI.
Se as mães de hoje, já não sabem e até já nem querem ser mães, então concordo em que se façam sessões que as ensinem a amamentar. E se por um lado a amamentação é importante para o desenvolvimento físico e psicológico de um bebé durante os primeiros 2 anos de vida, de nada adianta pois já foi comprovado, em estudos recentes, que a inteligência é algo hereditário. E todos nós dispensamos ovelhas de gado, que para isso, já basta o Zé-povinho que ainda cá permanece.

E não querendo falar apenas mal das mulheres, porque se 90% delas não vale o esforço dos bons homens, dos cavalheiros e daqueles que realmente se esforçam e dedicam à sua cara metade, também me vejo impelido a falar bem, e uma das coisas boas é a de que começam a interessar-se por agradar o seu homem na cama, e neste caso, falo exclusivamente daquelas que realmente têm uma mente aberta e sem tabus. Das mulheres que acompanham o homem numa volta de bicicleta ou que partilham a lida da casa, e -- porque não? -- que também os incentivam a limpar, a arrumar, a cozinhar e a tratar das crianças. Porque um homem sem uma mulher não cresce, e uma mulher sem um homem não ganha juízo. Mas não falando apenas de sexo e de lingerie, elas (as boas) também começam a ter conversas interessantes, e obviamente falo de uma percentagem da sociedade portuguesa muito, mas mesmo muito, pequeníssima. As poucas e boas, cada vez mais raras, não precisam de aprender a amamentar, a serem mais, a segurar numa criança ou a ler livros do género: "Porque chora o meu bebé?". Essas, já estão preparadas, já estão preocupadas, incentivadas, instintiva e geneticamente preparadas para segurar, amar e proteger uma criança, um rebento seu. No entanto, todas as mulheres são capazes de segurar num bebé, de o amamentar e acomodar nos seus braços, sai-lhes, a todas elas, de forma muito instintiva, não fosse afinal, uma necessidade biológica que executam à milhares de milhões de anos. Todos os mamíferos o fazem ainda que sejamos os únicos que seguram nas suas crias.
Afirmar que uma mulher não sabe amamentar, é o mesmo que passar um atestado de incompetência às mães das pessoas que escreveram estes folhetos. É suposto uma mulher aprender pela tentativa e erro, foi assim que as nossas avós fizeram, e é assim que se vive, através da experiência. Se uma mulher "não sabe amamentar", então não é mulher, e aparentemente, o que estes folhetos estão a tentar dizer, é que uma mulher só se torna realmente mulher, não apenas quando tem a menstruação pela primeira vez, engravida ou pare. Ela só se torna mulher quando a sua médica comprovar que sabe aplicar as técnicas de amamentação. Como isto está, não me admira nada que daqui por um par de anos, todas as mulheres sejam obrigadas a frequentar cursos de amamentação e de como se cuidar de uma criança.
Mas agora vêm vocês falar sobre aqueles encontros entre grávidas, que frequentam durante meses, para se preparem para o parto. Bem, quanto a isso só tenho a dizer que, parir nunca foi nem nunca será uma coisa fácil e muitas mulheres assustam-se facilmente com contracções ou sofrem de dores agonizantes durante vários minutos ou horas. Estes encontros servem para as preparar para o grande momento das suas vidas, e isso têm um grande impacto na auto-estima da mulher. E sim, também têm razão quanto à amamentação, mas desde que a mulher engravida até que o bebé deixe de amamentar, tudo pelo que a mãe passa, stress físico, psicológico ou emocional é transmitido para o bebé e também existem bastantes estudos que comprovam essa afirmação. Depois de deixar de mamar, tanto o pai como a mãe, influenciam directa e indirectamente a sua personalidade.

Hoje, elas vivem até cada vez mais tarde (30 anos) com o sonho de serem princesas, de terem um principio e um castelo. Sonham e fantasiam, sendo muito poucas aquelas que são capazes de lidar com uma relação de uma forma analítica complementando-a com a fragilidade, amor e uma pitada de ciúmes, de inveja. É suposto uma mulher pertencer e proteger o seu homem. Ainda que às vezes a violência para a maioria das macacas seja a solução, bastará, para as mais inteligentes, a utilização de pequenos gestos, um agarrar mais firme do braço ou da mão, um maior número de beijos ou olhares fulminantes. É também preciso que os bons homens deixem o futebol e ocupem esse espaço com a cozinha, com a mulher, com os pensos higiénicos ou os tampões, com as roupas ou as suas emoções. Eles são crescem se elas os chatearem, e elas só os agarram com força se eles se dedicarem. Mas cuidado, é preciso haver humildade, confiança e uma forte amizade. Relações com segundas intenções ou facadas pelas costas, não é uma relação, é uma guerra depressiva e negativa.

Mas deixando de parte as mulheres e a sua aparente incapacidade de cuidar de uma criança, penso que temos de começar a ensinar também os porcos e as vaquinhas a amamentar, e já agora, a preocuparem-se a terem mais cuidado com a higiene. A quantidade de bactérias que aquelas línguas trazem...

Deixando-me de brincadeiras, só não marco umas sessões, porque não tenho namorada, e ia parecer mal ir para lá sozinho... é isto que um homem recebe quando se preocupa com a saúde do filho e da mulher que ainda não tem. Sou olhado de lado, gozado e provavelmente "banido" por ter uma atitude demasiado estranha e direi até, TABU!.

--------------------
Informações:
A Unidade de Cuidados na Comunidade Bairradina está a organizar sessões pré natais sobre amamentação.
Informações e inscrições:

Contacte a sua enfermeira de família ou as conselheiras de amamentação:
  • Enfª Isabel Lima
  • Enfª Maria José Andrade
Contactos:
  • Centro de Saúde: 231 202 023
  • UCC Bairradina: 918 265 075
  • E-mail: ucc-mealhada@csmealhada.min-saude.pt
Links úteis de apoio às mães:

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Prendas com preço...


Normalmente, e geralmente, é por hábito as pessoas oferecerem prendas sem a etiqueta do preço. É uma regra, uma lei que não deve ser quebrada. E caso se nos esqueçamos da etiqueta do preço colada na prenda em si, todos tentam esconder e fazem um 31 só para tentar que a pessoa não veja o seu preço.

Eu não sou assim.

Quando ofereço uma coisa, o que quer que seja, ofereço-a com o preço.
Hoje fui à FNAC comprar um livro para uma amiga e a rapariga que me atendeu perguntou se era para oferecer e eu respondi que sim.
-- É talão sem preço, de oferta?
-- Não, com preço. -- respondi.
-- Com preço? -- perguntou ela um pouco perplexa.
-- Sim.

Dirigi-me depois à zona onde faziam os embrulhos. Retirei a etiqueta do preço, colei na parte de dentro da capa do livro, dobrei o talão e coloquei-o também dentro do mesmo. A menina ficou admirada. Com um pequeno sorriso pegou no livro, e pude-lhe ler na cara o que ela pensava: "Bem... cada um com a sua "mania".

Não me incomodou fazer o que fiz da maneira que fiz.
Deixar o preço e fazer questão que o preço esteja nas coisas que ofereço, não é para mostrar a quem recebe as minhas... "prendas" aquilo que gastei com elas. Não tenho medo de gastar dinheiro, e muito menos tenho vergonha de mostrar o valor daquilo que comprei. Fui EU que comprei, foi do meu dinheiro, fui eu quem decidiu gastar mais naquela prenda no que noutra qualquer. A prenda deve ser vista pelo seu lado de utilidade e não pela quantidade de dinheiro que foi gasta.
Eu gasto dinheiro nas prendas, porque quero, porque posso e porque tenho prazer em oferecer. Porque sei que aquilo que ofereço tem realmente alguma utilidade e não mais uma simples merdisse para colocar numa estante a apanhar pó. Se não tem utilidade, não compro. Foi algo que o meu pai me ensinou.

O preço nas prendas que ofereço, que não são muitas, servem também para que a pessoa um dia mais tarde possa sentar-se e olhar para aquele objecto e fazer a comparação do seu valor na altura e no seu valor agora.
Isso era algo que eu fiz e vi em casa das minhas "tias". Livros antigos com o preço escrito a lápis na parte de  dentro. Livros que na altura custavam poucos escudos. Da mesma maneira que eu comparo livros, comparo CDs de música, filmes em DVD, entre outro tipo de objectos. Eu gosto de saber o preço das coisas, não é para saber o quanto a outra pessoa gastou comigo, mas quanto custa o objecto. Pois caso eu o queira comprar para oferecer a outra pessoa, ou deseje comprar outro, sei o preço e o local.
Falei nuns textos mais antigos, de que o meu Pai e o irmão dele quando têm de oferecer uma prenda um ao outro, saem os dois, juntos, e perguntam um ao outro o que precisam ou o que lhes dava jeito. O meu pai compra a prenda para o irmão à frente dele. Não escondem nada, nem mesmo o preço. E o irmão dele faz o mesmo. Quando abrem os presentes no Natal lá dizem como era realmente aquilo que queriam. Óbvio que era, escolheram em antemão aquilo que realmente queriam.
De uma certa maneira, poupa-se tempo, dinheiro e alguma tristeza. Cada um recebe aquilo que quer, e abre a prenda que tanto queria.

É mau agir desta forma? Escolher a prenda? Deixar o preço nas coisas?
Da minha perspectiva não o é. Para além de que não acho mal nenhum. Como disse mais acima, não tenho vergonha da prenda que vou oferecer. Tenho consciência e sei dar valor ao que compro. Retirar o preço das prendas é apenas e sim simplesmente uma maneira de as pessoas que as recebem se sentirem seguras e confortáveis, para quando abrirem o seu presente não se sentirem mal por não gostarem de um presente que custou várias dezenas de contos. Neste caso, várias dezenas de euros.
Resumindo: Se eu não gostar de uma prenda de 100€, não me sentir mal por me terem oferecido algo tão caro que eu nem sequer gosto.

Saber o valor das coisas que me oferecem ou que eu ofereço é uma maneira de um dia mais tarde recordar os valor das coisas. De comparar, como já escrevi. Não é para saber o quanto as outras pessoas gastaram, porque foram elas e não eu. Se eu não gosto de uma coisa, não sou obrigado a não engelhar o nariz ou a dizer que não gostei. Simplesmente digo, com o devido cuidado e atenção.

Prendas com preço, não deviam ser vistas como algo "contra" o natal ou a oferta de prendas. Devia ser vista como o cuidado da outra pessoa, para que quem a receber saiba onde foi comprado quanto custou e mais tarde recordar o seu valor. Quem é que não se lembra que o pão à coisa de 10 anos custava apenas 7 cêntimos? Quem não se lembra que à mais de 20, 5 tostões dava para comprar ovos, farinha e azeite?
Quem não se sabe que à mais de 40 anos, 40 contos davam para comprar uma casa com terreno?
É interessante, recordar o valor das coisas, comparar o seu preço, perceber o que mudou ao longo dos anos, para que 500 escudos dessem para comprar tanta coisa e agora 2.50€ não dão para quase nada.
Ainda me lembro de que 1000 escudos era muito para mim. De que 6000 escudos, 6 contos, era algo que só poderia obter com muitos anos de mesada poupada, e muito bem poupada!!

Não tenho vergonha de oferecer o que quer que seja com o preço. Não tenho medo de pensarem mal de mim por pedir que os talões venham com o preço e as etiquetas permaneçam coladas.
Não tenho vergonha, porque sei que aquilo que ofereço tem valor, tem uso, é didáctico, o que não significa que seja para garotos mas sim que educa, que tem algo para ensinar.

Oferecer algo com utilidade é difícil, mas não é impossível. E acreditem que se pode oferecer coisas que realmente interessantes e até mesmo imprescindíveis!

Quando alguém vos diz que umas sapatilhas custaram X, ou um vestido custou Y, um preço abaixo daquele que vocês criaram na mente, vocês babam-se logo para ter umas iguais. Não é pela moda, mas porque realmente gostaram daquilo. É como ir comprar roupa aos chineses! Nunca fui mas sei que foi. Compram a metade do preço e trazem algo que mais ninguém tem. Pensem assim: Se eu souber quanto custam 10 tábuas de madeira, um dia mais tarde sei que tipo de madeira comprar e quanto vou gastar. Se eu souber quanto custa 1kg de pregos, porcas e parafusos, quando um dia precisar, sei +/- quanto vou gastar. De uma certa maneira, prevejo e faço uma estimativa dos meus gastos. Calculo melhor o material que devo comprar, onde sei que vou gastar mais, onde vou gastar menos e onde posso poupar. Se comprar 3m quadrados de tecido para fazer uma camisola ou um vestido para a namorada, sei se vou gastar mais ao comprar o tecido e as linhas para cozer do que a comprar um vestido numa loja normal do shopping.

Uma prenda é um produto final, acabado e pronto a utilizar. Pode ser devolvido, mas para quê esconder o preço? O preço não faz parte das nossas vidas? Saber quanto custou o pão, o queijo e o fiambre. Saber que posso comprar pão mais barato na loja X do que na Y. Que posso comprar um fiambre mais caro na loja Y mas que em contra partida é muito melhor e mais saboroso.
É assim que nós evoluímos! É assim que crescemos! Que aprendemos a utilizar e a comprar melhor as coisas que nos fazem falta. São dicas!
Por exemplo, existe uma mercearia aqui na mealhada que vende o croissant a 0.65€, mas sei que no Intermarché é a 0.39€. Ora... ainda que na mercearia sejam croissants muito bons, são mais pequenos que os do Intermarché. Uma pessoa que saiba e compare os preços de uma loja para a outra, consegue perceber onde deve comprar se quiser poupar.

O preço tem dois lados. Um lado negativo e um lado positivo. Pode ser motivo de vergonha ou pode ser motivo de orgulho.
Sei de que as laranjas que são vendidas nos super-mercados, são de portugal, vendidas à espanha e vendidas de novo a portugal já embaladas.
O leite Mimosa é recolhido por Portugal fora e é vendido a um preço acessível.
Mas o texto não é sobre isto, mas sim sobre o preço nas prendas. Se por um lado incomoda quem não gostou da prenda, por outro, faz com que as pessoas que oferecem pensem melhor nas coisas que querem oferecer e no que realmente faz falta ou dá jeito.
É que comprar penduricalhos só para enfeitar uma estante e apanhar pó, não vale a pena o dinheiro e o tempo que se gasta a procurar e a gastar...

--------------------
Por não ter dinheiro..
Destingir o valor das coisas...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Como cobrir um país em caos e violência...


Ponham os camionistas a fazer greve durante +/- 3 a 4 semanas.
Juntem os camiões de recolha de lixo pelo mesmo tempo.
Médicos por um período igual e intermitente, sem nunca fecharem as maternidades e as urgências.
Da mesma forma, intermitente, juntem os transportes públicos, Autocarros e Comboios.
Fechem bancos, centros comerciais, caixas de multibanco,
Fechem a Internet e as telecomunicações por períodos intermitentes de manhã à noite.
Tal coisa, acontece em Die Hard 4.0, um "fire sale", um autêntico colapso de tudo o que rege a nossa sociedade. Gás, água, electricidade, bolsa, desvalorização de moeda, internet, telecomunicações, serviços de urgência, transportes públicos, etc.

Verão o caos que criam num país! As pessoas ficam pior que num filme pós-apocalíptico. Até à pedrada irão entrar no parlamento, irão matar por comida, por dinheiro, e por um país melhor.
O interessante é que estas greves nunca são ao mesmo tempo, e são por curtos períodos.
Ainda se lembram da greve dos camionistas que durou 2 semanas? Começou a faltar a comida nos super-mercados, a gasolina nos postos de abastecimento, roturas de stock...
Imaginem agora um país imerso num caos, com promoções do Pingo Doce. Parece o fim do mundo! Até crianças atropelam...

Sim, este país só vai ao sitio quando se der uma revolução. Não estamos em crise, ainda não. Só quando os "ricos" se sentirem apertados é que isto vai entrar em parafuso. Quando os políticos forem alvo de atentados, de tentativas de homicídio, quando todos os grandes centros comerciais tiverem actos de violência e vandalismo, fogo posto, caixas de multi-banco rebentadas, ourivesarias assaltadas, casas despidas de quais quer ouros, colares e diamantes. Ricos roubados na rua, carros roubados e casas assaltadas. Não preciso de me alongar muito, é fácil semear a desordem e o caos, se pensarem por uns minutos no assunto.

Mas perguntam vocês se é isto que eu quero ver acontecer. Não, não é! Mas vai ter de ser. Na Inglaterra aconteceu algo muito semelhante. Quem não trabalhava ficou sem ver os seus "subsídios de reinserção social", e desataram a partir tudo. Até que as pessoas trabalhadoras tiveram que sair à rua para proteger o que era delas por direito.
Já que a justiça não faz nada, e a policia não pode fazer o seu trabalho sem ir presa, fazem os cidadãos.
É fácil...

Quando esta merda toda rebentar!! O "25 de Abril" vai parecer um menino do couro ao lado disso.

Vai bastar apenas uma pessoa atirar a primeira pedra, para o país cair como dominó.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

40 bolos... e uma dor de dentes!


Na pesquisa por um bolo, deparei-me com este site, e logo me apressei em ver os posts de bolos e doces. Eis que me deparo com uma lista de 40 ideias para bolos, para oferecer no dia da mãe.

Se repararem, as cores Laranja e Chocolate aparecem bastante nesta lista. E sem dúvida de que cada um deles nos desperta atenção, desejo e gulosice. Para não falar da água na boca...

Não se esqueçam de lavar os dentes! Gulosos...
40 bolos... e uma dor de dentes.

Não sei porquê, mas fiquei com vontade de provar a Tarte de cenoura...

terça-feira, 27 de março de 2012

Ser-se...


Gosto de pensar que a "cultura geral" é algo que é acima dos conceitos sociais que as pessoas sabem por pré-definição.
Ainda que "cultura geral" varie de área para área, acredito que grande parte da população portuguesa, incluindo estudantes universitários, não a têm. E digo a grande maioria, porque sei que existe uma minoria que a tem.

Não me estou a armar em bom, mas esta opinião tem como base, novamente, um dia em que estava a conversar com 2 amigos, e um deles me perguntou algo sobre um livro ou o autor, e eu respondi que não sabia. E ele retorquiu dizendo que era cultura geral. Fiquei a pensar um bocadinho naquela resposta e disse-lhe algo do género: Pode ser cultura geral para ti porque está dentro da tua área, mas para mim não é, porque não leio esse tipo de livros. Se te perguntar o que é Bus de Barramentos ou Bus de dados, não sabes, mas é cultura geral.

E basicamente, é mesmo. O que para mim é "cultura geral", e que se encaixa numa área abrangente, penso eu, pode não ser "cultura geral" para a outra pessoa. Mas à que ter cuidado quando se diz que alguém tem cultura geral, porque um puto de 18 anos que só sabe é comer gajas e bebedeiras, por muita lábia que tenha, não tem cultura geral. O mesmo para as raparigas ou até mesmo para universitários. Que só porque contarem umas piadas ou terem muitos amigos, não significa que tenham cultura geral.

Não me acho que grande cultura geral, mas faço por isso. Bem, isso é comprovado através dos últimos textos, onde faço pesquisas, e menciono filmes, noticias, documentários ou páginas da internet para apoiar as minhas opiniões. Se isso não é ser inteligente ou ter uma cultura geral abrangente, por muito pouco que seja, então 99% das pessoas são anorécticamente atrasadas mentais.

Nunca nestes tempos se ouviu os pais portugueses falarem tanto em optar por escolas privadas. Porquê? Porque hoje quer-se que os filhos sejam supra inteligentes, competentes, capazes, audazes, lutadores, homens e mulheres, destemidos, ferozes, versáteis, conscientes, os melhores que portugal já conheceu, excepto numa coisa... serem os melhores a serem crianças. Porque muitos dos pais em portugal, e muitos jovens hoje em dia, não sabe o que é ser-se criança. Não sabe qual é o sentimento que essa palavra transporta. Não vê a magia que um parque repleto de crianças, aos berros, aos gritos, aos pulos, aos abraços, em correrias desenfreadas, em brincadeiras sem sentido, pode ter... Lembram-se do que é ser criança? Lembram-se do que é ter sido uma?

Como li na revista Pais e Filhos de Março nº 255, os pais têm medo dos filhos, melhor dizendo, têm medo do que se possam tornar e nas companhias que virão a ter. O problema não é dos filhos, é dos próprios pais. Quem não educa bem, não está a passar a mensagem da maneira que pretende. Exige-se tudo deles, e as brincadeiras ficam para depois ou é-lhes dito que isso não são maneiras de um menino se comportar.

Na RTP Informação, no dia 25/03/2012, estavam a falar sobre, pelo que consegui perceber, sobre como educar os alunos para se tornarem bons cidadãos, utilizando para isso a educação física, porque segundo os estudos que tinham feito, demonstra uma maior taxa de sucesso de aprendizagem e interacção entre alunos. E se um filho faz algo de encontro com a escola, a sociedade e o civismo, os pais por natureza tenderão em seguir os seus filhos. É sem dúvida uma das maneiras de reeducar os pais em portugal. A mentalidade poderá ser mais difícil, mas pelo menos teremos crianças saudáveis.

É isso que pretendo com as minhas, que nasçam, sejam felizes e o melhor que conseguirem. A maneira como se educada, e já o disse milhares de vezes, é algo importante para a formação do individuo, e para os meus filhos, um passeio pela montanha não é mais do que um passeio... Eu também desejo que os meus filhos sejam mais inteligentes e mais felizes que eu. Mas não quero de maneira nenhuma apressar a chamada "responsabilidade" que nem sequer existe dentro dela. Algo também importante de referir, é que tudo se aprende consoante o seu tempo. Não pode haver pressas nem criar stress escolar na criança. Com 8 ou 9 anos, a criança quer é brincar! Quer saltar e estar com os amigos. Não quer estar fechado 6 horas a estudar, ou a praticar um desporto que não gosta lá muito, a fazer algo só porque os pais o desejam ou acham que é o melhor. Cada criança tem o seu tempo, e há de chegar a altura, em que ela precisará de estar ocupada com algo da sua idade. Idade mental sublinhe-se! Ela própria começará a pedir aos pais para irem ali, ou fazerem isto ou aquilo. Obrigar a fazer algo para o qual ainda não tem interesse ou motivação, pode ser um problema. Avançar ou adiantar nos processos de aprendizagem, não significa que a criança aprenda mais do que outros, pode inclusive surgir-lhe um atraso, físico ou mental, por ter sido "forçada" a "aprender" algo para qual o seu cérebro não tem motivação ou capacidade de raciocínio e compreensão. Como refere o livro "A Inteligencia aprende-se".


É importante ser-se inteligente, é importante possuir "cultura geral", mas também é importante, para qualquer futuro pai e mãe, serem pessoas conscientes e informadas do que é ter e acima de tudo, ser-se criança. Ter nos braços a criança/filho mais inteligente do mundo, não significa nada ao lado de uma família que sorri, que é completa e feliz. Que vive a vida com todos os erros e conquistas que lhes é possível. Sim, que lhes é possível, porque muitas vezes, as crianças não têm, nem se lhes dá espaço para errar. Os pais protegem-nas, acolhem-nas, e tapam os olhos a algo importante que as ensina a crescer, a viver e a comunicar melhor. Pensam que estão a fazer o bem, e nem imaginam as consequências que lhes estão a criar. Convém dizer que à que saber medir os erros que poderão fazer. Magoar alguém 2 ou 3 vezes não é ensinar, é criar uma pessoa mal educada.
Como muitos pais, a única coisa que querem ouvir é as qualidades e as conquistas que os seus filhos fazem e vão fazendo durante a sua vida. O problema é que se educada para o sucesso e não para o falhanço. E quando uma criança erra, tudo lhe cai em cima a pedir explicações, com berros, chapadas, palmadas, castigos, e pressão psicológica. A própria criança, aprendeu com os pais, que errar é mau, e que só é permitido acertar. Acertar "TUDO"! Não digam que não porque é verdade.
Se a criança, pelo contrário, for criada e educada com os erros e o insucesso, será uma pessoa mentalmente capaz de enfrentar os problemas que todos passamos na nossa vida e que fazem parte do nosso crescimento, da nossa vida e personalidade. Verá então, e sentirá o sucesso como a melhor recompensa.
Como li também na revista Pais e Filhos de Março nº 255, na página 16, dar carinho/afecto aumenta a memória infantil. Crianças criadas com afecto têm um hipocampo 10% maior que uma criança sem o mesmo. É importante haver amor e uma educação consciente, que conscialize a própria criança do que fez  errado e em como pode corrigir ou ser melhor. Estar ao lado dela a ensinar-lhe, explicar-lhe e até mesmo ouvi-la, e não de frente a ralhar-lhe, muda a forma como os nossos filhos olham para nós. Não apenas como Pais, mas também como "amigos", alguém que os ouve e os ajuda. Há muita gente formada por aí que diz que ser-se amigo dos filhos é o pior que podem fazer. Eu discordo por completo. Mas à que saber ser-se Pai e amigo (a pequeno), pois as crianças podem perder a referência de Pai e Mãe na sua vida, e isso só prejudica. É necessário ser-se Pai e Mãe, mas com o amor e carinho que se sente por ele. Criar laços com os nossos filhos, para que sejamos aquele ombro amigo que precisam, ou aquele boneco para as noites de pesadelos. É importante ser-se Pai e Mãe presentes, que saibam o que é ser e ter sido criança.
É cada vez mais incomum ver crianças que têm laços fortes e bastante confiança com os próprios pais.

Ser-se Pai ou Mãe não se aprende em livros. Pode-se ler qualquer coisa, estudos, métodos, as melhores músicas, as melhores escolas, a melhor alimentação, mas nada disso vale se não se tiver amor e conforto em casa. Uma criança é o espelho dos pais, geralmente.

Desde o primeiro dia em que nascem ao dia da sua morte, os nossos filhos, terão sempre algo para aprender connosco, por muito velhos que sejam, por muitos filhos e netos, que os rodeiam, por muitas aventuras e muita fralda mudada...

Serei um Pai e uma Mãe... a soprar-lhes no dói-dói ou a dar-lhes umas palmadas.
Sou uma criança... e continuarei a sê-lo ao lado dos meus filhos. 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Uma semente invisível....



A inteligência de uma criança é proporcional à inteligência dos pais.

A capacidade cognitiva de uma criança é proporcional à capacidade cognitiva dos pais.

Uma criança, e qualquer outro tipo de ser, aprender com a interacção de um ou mais indivíduos.
Pais ausentes, tendem em dar prendas e não carinho. Ouvi aqui à uns dias no comboio umas senhoras de idade a dizerem que os seus filhos, agora pais, não sabiam ser pais. Não sabiam educar, nem dar carinho, não proporcionavam um ambiente familiar. Eram pais "ausentes", e o carinho que não davam era compensado com brinquedos e prendas. O pior de isto tudo, era de que quando tinham tempo para as crianças, não lhe davam atenção. Ficavam antes no computador ou a ver televisão, aqueles programas que não interessam nem "aqui" ao menino jesus cristo.

Se os pais não são confiantes, não demonstram confiança. Se os pais não são inteligentes, nem falam como pessoas responsáveis, ou inteligentes, ou com responsabilidades, os filhos, também tenderão em tornar-se assim, e afirmo que é difícil sair-se desse estado vegetativo, de não educação.

Se um pai não dá atenção a um filho, esse filho terá dificuldades em interagir ou sequer estar atento ao que está a fazer. Fica ansioso, distraído, com medo, e com stress.

Se os pais não fazem por iniciativa própria algo educacional, ou que exija expor a mente a novas ideias, ambientes na natureza, como um passeio, apanhar flores, fazer amigos, os filhos terão dificuldades.
Dependerá E MUITO! da educação desde que são bebés, até à idade +/- dos 14/15 anos.

Uma personalidade forma-se desde muito cedo. Influenciado por tudo o que acontece à sua volta, a criança é rodeada de experiências, descobertas, sensações, jogos, obrigações, pessoas, risos, amigos, livros, musicas, filmes, pelos pais, ambiente em casa, tempo passado a ler. Nada o é por acaso, tem uma razão de ser.

Estou farto de falar nisto no blog, mas falo porque é algo que vejo constantemente em falta.
Uma relação de namoro, não é namoro, deixa de o ser a partir do momento em que não existe motivação em conhecer a outra pessoa, em saber o que faz, o que já fez, porque é assim, onde não existe interesse em a aceitar. Se não há desejo pela personalidade da outra pessoa, então as prendas de anos, as sms de bom dia, ou a presença física de dia sim, dia não, não é nada. Tudo acaba por perder o seu valor, e uma "relação de amor" deixa de ser relação para passar a ser convívio. Onde uma pessoa está com a outra por amor, e a outra por interesse.
O mesmo acontece com as crianças. Se não existe vontade em estar com os filhos, em lhes ensinar, instruir, educar, fazer viver, criar experiências, sentir emoções e aventuras. Dar-lhes a conhecer o mundo ao longo dos tempos da sua infância até à sua fase adulta, então, a causa-efeito tratará em criar crianças sem capacidades cognitivas. Não serão crianças, mas sim bebés obrigados a crescerem depressa de mais.
Porque os pais hoje em dia, de hoje e de sempre, têm um filho. Nasce e de imediato obrigam-nos a comportarem-se como homenzinhos. É um quase obrigar a saltar a sua fase de infância, para a fase adulta. E hoje então vemos crianças com 10 a 16 anos, a fumar, a beber, a ter relações sexuais. Que não sabem o que é um preservativo, o que é a SIDA, ou outro tipos de doenças que são causadas pelo fumo, pela partilha de seringas, etc etc.
Não são crianças, são bebés obrigados a agirem como adultos. É feio dizer isto assim não é? Talvez agoniante de se pensar, mas é cada vez mais uma realidade. As crianças não têm tempo para serem crianças.
Se uma criança não tem um ambiente calmo e repleto de amor, onde não pode ser criativo, nem ser o que nasceu para ser os primeiros anos de vida, então os pais não estão a ser pais. Uma criança precisa de atenção, amor, carinho, compreensão, conversar, ser ouvida, ser ensinada. Também estão fartos de ouvir isto...

Das revistas que tenho podido ler, quase todas referem uma "forte" presença dos pais nesta nova geração. Bem... eu acho completamente o contrário. Existe uma minoria, sim, como sempre ouve, mas a geração de pais ausentes das vidas dos filhos mas presentes em casa, sempre haverá. Eu, na minha plena consciência, sou um pai presente, que tem amor pelos filhos, que tem desejo, que tem sonhos, que tem vontade. Também não é novo o que estou a dizer...

Resumindo algo que estou a tentar explicar, e algo que já o referi muitas vezes, as crianças serão (até certa idade) o "espelho" e a influencia dos pais, do mundo que as rodeia e da nicho de sociedade em que se encontram. Existe uma causa-efeito. São sementes que se plantam, quer consciente, quer inconscientemente, ou impingidas, como por exemplo a igreja/religião. E aquilo que absorvem hoje, terá impactos profundos no futuro. Apenas não sabem...

Um passeio com os filhos à beira mar, não é só um passeio...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Depois dos 30 ninguém muda ninguém...

[kissers by ~s27w]

Será que sou pessoa para ser amada?
Eu não sei o que é realmente "namorar". Sei o que é conviver e ter amor por alguém, adorar passar tempo ao lado dela e sentir-me bem e confortável, ou pelo menos é isso que o meu cérebro me diz, ainda que eu saiba que existe muita coisa estranha a acontecer sem eu perceber bem porquê...
O que é uma relação? Será o conviver, confiar, amar, gostar de viver e acordar todos os dias com aquele pessoa que que parece, e muito provavelmente será aquela "personalidade" que mais admiramos.

Uma relação é muito mais que "namorar", é saber conviver, aceitar e confiar na outra pessoa. É vê-la, não como "o meu amor" que será "para sempre meu" e "só a mim é que me deve pôr em primeiro lugar, e deixar tudo o resto para trás por mim", mas como dois seres humanos, duas pessoas, com "falhas" e "defeitos" e também feitios. Aprender e descobrir quem são e o que fazem no mundo. Perceber se vivem ou sabem viver em conjunto, juntos e conformados com o que virá da relação. Perceber se chocam mais vezes do que as vezes que se sentem felizes um ao lado do outro. Se conseguem realmente viver com alguém como ele/a, com todas aquelas "atrocidades" que ele/a costuma fazer.

E saberão aceitar? Saberão compreender? Existe ou existirá também amor numa relação? Para além da amizade que existe como colegas de trabalho ou amigos.
Serem amigos é diferente, muito diferente de saber viver como um casal, mas um casal como duas pessoas maduras, conscientes e com respeito.

Namorar, com o passar do tempo passará a ser coisa de crianças e de adolescentes, bem, pelo menos a parte da irreverencia, porque a paixão e as brincadeiras continuam a existir e serão sempre "exigidas". E é bom que continuem!

Hoje já não se "ama", não se deixa ser, não se aceita, nem se faz feliz. Todas as falhas são recordadas, todas os dias deve vestir a camisa que ela/e escolher, e ele/a deve estar calado e dar amor à força dela/e.
Existem jogos, fazem-se jogos. Manipula-se sem dó nem piedade, para que nós a/o concederemos (à nossa cara metade) o nosso único amor eterno, e a nossa mais que tudo para a vida.
Conheço dois casos, de dois irmãos, e eu, por ser um estúpido burro patético que ama demais, caio e vou caindo nas malhas e nas teias da pessoa que amo.
Dizem que é tudo por amor, e são elas, essas pessoas, que não nos amam. Pedem um mundo que imaginaram nas suas cabeças, mas esquecem-se de conhecer a pessoa com quem vivem, para "obrigar" o amado a ser o homem ou a mulher perfeita que eles tanto veneram. Viver como casal, é muito diferente de "namorar" ou qualquer tipo de relação que exista.

Viver como casal é aceitar o outro e olhá-lo como humano que é, assumir que também erra, que falha tal e qual como o seu amado. Que por muitas feridas pequenas, e se realmente houver compromisso de ambas as partes, em aprender e talvez melhorar algo que realmente está "errado" ou que não faz tão bem. Todos os problemas são resolvidos com conversas e com tempo, não com chantagem psicológica, ou com jogos. Se realmente existe amor, muita coisa acaba por ser apenas uma pequena discussão, uma lição ou um abre olhos, mas nunca um castigo, repressão, chantagem e desprezo. Se realmente não existe amor para além de todos os pequenos erros que um deles comete, é porque não existe relação. Existem pessoas possessivas e obsessivas, que gostam de mandar em tudo e ficarem por cima das outras.

Os meus pais, com a relação que têm, e todos os problemas que passaram na vida, em conjunto, são o exemplo de uma relação, uma relação que estabilizou. Uma relação entre dois seres humanos, com erros e falhas, mas que com todo este tempo, 23 anos de casados, aprenderam a aceitarem-se um ao outro, aprenderam a ser melhores, ralharam e zangaram-se, discutiram, mas sem deixar de haver amor Verdadeiro, que ainda hoje vejo... mas são tão diferentes um do outro... com opiniões tão diversas e e que faiscam, que às vezes pergunto-me como é que estes dois ainda estão juntos... são mesmo casmurros. Mas amam-se... como duas pessoas adultas.
Apercebi-me à alguns anos, que as pessoas chegam a uma certa altura das suas vidas em que um olhar, deixa de ser para ver se uma pessoa é "toda boa", mas mais para saber se é alguém compatível com a sua personalidade, se existira relação, amor. Duraria? Seria-mos felizes? Será que me aceitaria? Amar-me ia? Teria paciência? Será que lhe poderia dar tudo o que deseja? E ela a mim?

Aprendo dos meus pais muita coisa, ouço muita coisa e vejo muita coisa. Sem dúvida alguma de que encontrar alguém com quem viver até ao fim da minha vida... com quem ser feliz, aprender, partilhar, descobrir e crescer é algo difícil. Não é fácil e é quase impossível... não sem haver realmente amor e muita maturidade e consciência. Existe muita gente neste planeta, mas encontrar a pessoa certa... é como encontrar uma agulha num palheiro. E ter a relação perfeita... bem, é uma questão de paciência, amizade, confiança e acima de tudo, existir amor que se sobreponha contra todas as adversidades. Desde que não afecte o amor que cada um sente pelo outro.

Há que racionalizar os "problemas", conversar e debater, sem nunca obrigar a outra pessoa a deixar de ser quem é. É mais difícil viver numa relação do que "namorar". "Obrigar" que a outra pessoa deixe que lhe torcemos o braço, deixa de ser viável e até mesmo de constar nas nossas tarefas "O que lhe pretendo mudar...", quando chegamos a uma certa idade.
Ralhar/chamar à atenção ao marido que deixa sempre a sanita suja, ou a roupa espalhada... chamar à atenção da mulher que se queixa sempre dos sapatos de salto alto, ou que está sempre indecisa com qual o vestido que à de levar, são coisas banais e corriqueiras que se resolve ao fim de algumas semanas ou meses de treino intensivo, seja para que idade for. Mas pedir a alguém para mudar, é como pedir para deixar de vestir camisolas vermelhas só porque a outra odeia camisolas vermelhas, ou impedir de ouvir alguma musica ou ver algum filme só porque o outro não gosta.

Aos 30 anos, já ninguém muda ninguém. Aprende-se a viver com o que se escolheu, ou simplesmente se parte para outra pessoa. Foi isso que aprendi e é isso que continuo a aprender.
Ainda que uma pessoa querida, não deixe de o ser, estejamos com quem estivermos.

Hoje vi e não queria acreditar... Hoje está difícil...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Problema é...


A ir para o ciclo, entregar os papeis ao meu pai, ainda não me tinha aproximado das escadas que me levariam ao café/restaurante mais próximo ouço umas palavras:
-- Lá vem Jesus Cristo!
Parei, fiquei a olhar, e ponderei em ir ou não ter com eles. Decidi ir ter com eles, saber quem tinha gozado comigo:
-- Qual de vocês é que gozou comigo?
-- Não ouvimos nada, não fomos nós.
-- Então foram os outros? (grupo que andava de baloiço).
-- Nós não ouvimos nada, talvez tenha sido alguém que tivesse mais ali para cima.
-- Quando gozarem, gozem na cara! -- e continuei.

Se estas "crianças/jovens" gozam apenas "Porque sim...", existe então em portugal um grande abismo entre educação e alfabetismo, cuja a diferença entre as duas, segundo os pais e a grande maioria das pessoas, não é nenhuma pois ambas são praticamente a mesma coisa.

A caminhar na rua, aproximo-me de um bar/café/restaurante, ligeiramente pequeno, ou mais pequeno, e vejo dois homens de 45, 48 anos a virem fumar cá fora, ou estariam só à espera de alguém. Aproximo-me deles, e um 3º sai a correr, quase colidindo comigo. Parei de repente, esperei uma cagajésima de segundo e continuei a andar, e nisto um dos dois homens à entrada diz: "Cuidado, não batas na senhora". Olhei para traz, ficaram a olhar para mim e eu para eles. Não disseram nada. Típico, muito típico. Continuei e alguns metros mais à frente, já só os via a entrar para dentro.

Será que estas pessoas, tão velhas, mas mesmo velhas, 45 50 anos, têm necessidade em gozar comigo? Tem piada? Ganham alguma coisa com isso? MELHOR! Eu e eles ganhamos alguma coisa daquela "troca" de reacções ou palavras? Mas não ganhamos nada! Absolutamente NADA! Eles acham que estão a dizer a maior piada do mundo. Eu fico fodido por gozarem comigo, eles calam-se porque sabem que ouvi. Tentam mostrar cara de inocentes, e eu tento perceber qual foi a razão daquela cena estúpida e infantil. Eu não me riu, não sorrio, não fico contente, muito menos reconhecido e "confiante".

Estes dois "homens" não são homens, muito menos serão adultos, são crianças que não sabem comportar-se em publico.
É esta a educação que os pais de hoje dão aos jovens? Nenhuma ou quase nada?!

[Mother by ~CezarJ]

Estive a ler na revista mensal "Pais & Filhos" de Fevereiro de 2012, e um pequeno texto da página 45 chamou-me à atenção:

"Vão à escola, jogam no computador, saem com os amigos. Mas também têm treinos intensos todos os dias, fins de semana passados em torneios e, sempre, limites físicos e mentais para ultrapassar. São as crianças e adolescentes atletas de competição."

Estas pessoas, e estas crianças com a ajuda dos seus papásinhos, ficam com uma ideia tão mas tão errada com que é "ultrapassar" limites físicos e mentais, que acham que por jogarem hóquei no frio, jogar futebol à chuva ou ter treinos todos os dias que é algo que merece ser tão importante, e quiçá melhor do que subir ao Evereste.
Isto não é nada comparado com uma caminhada de de 18km, (10h +/-), pela serra da estrela, com os pés enterrados na neve, subir e descer mais de 400 metros de monte por caminhos sinuosos, onde as silvas e os arbustos espinhosos cobrem 90% do caminho. Não é nada comparado com uma ida da Mealhada à Praia de Mira de bicicleta por +/- 50 km, ou fazer uma subida no buçaco pela parte mais escarpada e atulhada de arbustos até à cruz alta, a pé. Ou uma volta de bicicleta de 3h no meio de nenhures, enfiados em canaviais e silvas com a lama até aos joelhos.

Nenhum destas crianças, e direi com 100% de certeza, que 85% das crianças e dos jovens em portugal, sabe o que é "ultrapassar" o que quer que seja.
Mais ainda o mais importante é ter força/capacidade mental para aguentar desafios tão extremos.
São crianças que necessitam de se sentir realizadas e reconhecidas com algo que não fornece qualquer tipo de educação social, muito pouco emocional e nada civica. Pode-se tirar algo de bom do desporto? O desenvolvimento da parte física, coordenação motora, do melhoramento da saúde, quer mental quer física. Isso é algo bom, bastante bom.

O problema é... começa nos pais, nos familiares, no meio envolvente, na escola, nos amigos, e na TV, jornais, revistas, música, filmes, publicidade... é um problema que começa principalmente nos pais porque estes não estão preparados, muitos nunca tiveram nem estão prontos.
Eu, não me sentido pronto de todo, leio (comecei), vejo, aprendo e tento perceber o que devo fazer, ou como melhorar a forma de educar dos meus filhos. Não os tenho por muito que os queira ter. Não há dinheiro, não há trabalho, não há tempo. Vi na televisão, na SIC (ontem) de que depois de o filho nascer toda a confusão e a falta de tempo acabam por encontrar um balanço e afinal parece que havia tempo, dinheiro, amor e disponibilidade.

Há quem leia muito, há quem se interesse, e há os que gozam com quem se preocupa com o futuro dos seus genes. É um problema que acaba por ser social.
Há os que se preparam e os que nunca estão prontos. Se alguém não está preparado nem tem capacidade mental para se educar e reeducar a sim próprio, terá dificuldade em educar os seus filhos. Se alguém não tem educação, maior será a dificuldade em dar educação aos seus filhos. O problema advém dos genes e do meio que envolve as crianças, acrescendo a educação que os pais lhes ensinam e como ensinam.

Se digo a alguém que me preparo para o dia em que for pai, para a educação, para as aventuras e descobertas, para as experiências dos meus filhos, elas riem-se, ficam preocupadas por pensar que engravidei alguém, ou que ando maluco. Mas quando explico porque leio, porque me interesso, e para além do aprender como ser pai, aprendo sobre mim, como sou, porque sou, porque faço o que faço, já compreendem. Se me conhecer a mim mesmo e se tiver confiança em mim mesmo, os meus filhos irão absorver essa confiança, essa auto-estima e talvez narcisismo, tornar-se-ão crianças diferentes e únicas. Não digo que são as melhores (para mim serão), porque até eu pensava que o era, até chegar um dia à escola e ver que o trabalho que tinha feito em 3 dias, também muitos o tinham feito. Mas serão diferentes, e pelo menos desejo, que vejam o mundo de maneira diferente. Para além de tudo o resto que lhes quero ensinar, mostrar, e desenvolver com eles, nunca estarei preparado. Tudo é novo e será com vontade que estarei ao lado deles.


O simples facto de os papás de hoje não terem nem sequer saberem como explicar aos filhos de onde vêm os bebés, ou como explicar o que é a morte, demonstra uma falta de vontade de se ser humano, falta de vontade para saber mais, de aprender mais, de perceber, de sentir, de fazer. Eu falei nestes dois, pois é algo que eu pude ter diferente dos outros. Os meus pais explicaram-me sem medos nem vergonhas e com o nome pénis e vagina, sucintamente de onde vinham e como se faziam os bebés, e o meu pai explicou o que era a morte quando eu era muito novo, talvez quando tinha 7 ou 8 anos.
Se sou uma pessoa diferente por causa disso? Sou, porque quando falava da morte no 7º, 8º e 9º, os professores e colegas de turma apareciam com os seus tabus. Que era mau, que metia medo, que não se devia falar, que ia parar ao inferno e que era algo horroroso.
É por isso que hoje em dia, em "Educação Sexual", muitos dos professores se não se sentirem bem nem conhecerem bem o seu corpo, não saberão dar nem explicar como funcionam os nossos sistemas reprodutores. E as crianças, por aprenderem dos pais o tabu do sexo, o tabu do que é masturbação, ou o medo de falar do sistema reprodutor masculino e feminino e como é que ambos trabalham em conjunto, crescem sem se conhecerem como funcionam. Crescem a pensar que o sexo é aquilo que vêm na televisão nas novelas e nos filmes pornográficos que os amigos arranjam. Crescem a pensar que o período das mulheres só dó dores de cabeça tanto a um e a outro, que o preservativo tira o prazer, que a pílula é só para regular a menstruação (Com N?).

Ninguém se preocupa, apenas desejam à força toda ter um filho. Como os adolescentes que aos 15,16 anos já têm um filho nas mãos. Sem pensar antes nas consequências ou sem tomar as devidas preocupações. É algo grave. Muitos não sabem o que é uma relação, o que é amar com o coração, apenas com as hormonas do crescimento.

Existe uma taxa de analfabetismo relativamente ao que é educar e fazer crescer um bebé. As crianças com o tempo, deixam de ter tempo. Como já referi em posts anteriores. Deixam de ter tempo para serem crianças, para brincar, conhecer, aprender, cair, experimentar e aventurar. Ser-se adulto não é só saber fazer o IRS, saber pagar a luz, saber o que é um desconto, saber o que são as Finanças, de onde vem o dinheiro e qual o seu valor. Ser adulto é assumir uma responsabilidade enquanto individuo, na sociedade em que se encontra. É assumir a responsabilidade de ensinar e também aprender com os outros, de se saber comportar em sociedade. E acima de tudo, se tiver filhos, criá-los para se tornarem melhores que os pais, e não piores.

O problema é... não se preocupam, e quando o começam a fazer, pode já ser tarde. Não significa que não possam aprender, ir a aconselhamento, mas o simples facto de os pais serem negativos ou parados fisicamente, alimentam o filho esponja com esse tipo de comportamentos e emoções. Se a música for apenas mais uma da rádio, se não existir acompanhamento, amor, vontade, risos e sorrisos, ou uma boa disposição em casa e em redor do bebé, ele será tudo menos uma criança feliz, mentalmente saudável e capaz.

Voltando novamente ao inicio deste texto, pode-se dizer que as crianças imitam os adultos. 

Em Portugal há 118 idosos para cada cem jovens. Para cada jovem existem 2 reformados.
Quando for trabalhar, terei de descontar para 2 pessoas, para a segurança social e para mim próprio para o futuro. Se cada vez vivemos mais, e segundo disseram na Sic na reportagem "Politica do filho único", como os pais têm o seu primeiro filho cada vez mais tarde, pode ser um bom factor pois crescem num ambiente estável. Cujo os pais são pessoas mentalmente saudáveis (ou não). Como os filhos funcionam como esponja, serão e estarão mais bem adaptadas para a vida que aí vem.

Estas crianças irão crescer num ambiente consciente e de responsabilidades, e de onde saíram mais capazes que a geração anterior.

É importante estar-se minimamente preparado para receber um bebé na vida que até então pensávamos ser só nossa. E quando ele entra e fica assim nos nossos braços, com as birras à noite, a fome, o choro, as brincadeiras e os passeios, um filho será sempre um filho e deve-se ter a responsabilidade de lhe dar o melhor de nós Todos os dias.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Crianças sem sonhos...


Hoje em dia, as crianças têm um papel mais importante na vida "social", no seio familiar, para um pais, do que tinha antes do fim do século 18. Pelo qe vi num documentário francês sobre a criança.

A importância da criança para o país, a longo prazo, e a compreensão de que cada criança é importante e não deve ser rejeitada, que deve ter educação, uma boa alimentação e saudável, "começou" na Inglaterra numa altura em que não havia rapazes para combater na guerra. Esta transformação da visão que as pessoas tinham sobre as crianças, alterou-se quase repentina-me. Fábricas começaram a surgir para criar brinquedos, roupas. Se as crianças fossem saudáveis e vivessem mais tempo, significa que haveria mais soldados prontos a combater. Na altura em cada 10 crianças, 9 não chegavam à idade adulta.
Foi necessário esta mudança para que a criança tivesse um significado profundo para o futuro do país. A criança tinha agora uma família, e era importante. O seu futuro era importante.

A igreja foi a primeira a denegrir os actos de "poligamia", filhos ilegítimos e bastardos. Tudo o que não provinha de um casal de duas pessoas, era considerado algo terrível. Essa ideia dos casamentos monogâmicos, só surgiu perto dos finais do século 12, onde as igrejas se começaram a fartar de ver tantas crianças entrar nas igrejas, deixadas ao abandono.
A relação entre pais e filhos nessa altura era fria, sem amor e carinho. Os bebés morriam prematuramente, e em cada 8 crianças que uma mulher pudesse ter, apenas 4 deles, com muita dificuldade, conseguiam chegar à adolescência. Não só devido às doenças, mas também à falta de dinheiro, de comida para puder sustentar.

Na roma não havia quartos, nem portas. Comiam todos juntos, não havia mesas separadas. Faziam as necessidades todos juntos, fazem sexo todos juntos, e dormiam todos juntos. Não existia a palavra vergonha. Tudo se fazia sem pudor.

Também é importante referir que Napoleão Bonaparte, foi um dos principais "criadores" das educação obrigatória. Todas as crianças deviam ser alfabetizadas, irem à escola. Criou o sistema "nacional" de saúde como hoje o conhecemos, todos têm direito à vacinação. Implementou um sistema de canalização, para que todas as pessoas tivessem direito à higiéne. Não foi um monstro, foi um revolucionário. Odiava a sujidade.

Hoje as crianças são educadas para serem formadas, terem um curso universitário. Não nego a escolaridade obrigatória até ao 12º ano, mas sermos quase que obrigados pela sociedade, pais, amigos, familiares, vizinhos, revistas, músicas, filmes e televisão, a tornar-mo-nos em doutores, e engenheiros, torna a nossa existência, a existência do ser humano, numa brincadeira para com as nossas capacidades únicas como seres inteligentes e curiosos que somos por natureza.


Estamos a esmagar a criatividade e a originalidade que todos temos, porque o que nos ensinam na escola, única e exclusivamente, é: "Se errares, se não estudares, nunca vais ser ninguém na vida!", "Errar é errado e deves ter medo!".

O que nós, pais e professores, devemos fazer é precisamente o contrário! Devemos ensinar aos nossos filhos que errar é apenas mais um processo de aprendizagem. E não estou a falar do fazer algo errado como roubar, matar, bater, insultar... Falo de que não devem ter medo de cair, nem de ter vergonha por dizerem algo. Que não devem ter medo de errar a uma conta, a ler, a escrever, a Aprender. Não se deve dizer que é errado interpretar algo de uma forma totalmente diferente da que os próprios professores ensinam. Óbvio que ajuda à percepção, mas até eu às vezes tenho algumas dificuldades. Não é errado brincar com bonecas, com carros, com camiões. Não é errado nem devem ter medo de chorar, de desabafar, de serem diferentes! E do que a sociedade se aproveita, é da "facilidade" com que as crianças são influenciadas, pois tudo à sua volta lhes diz o que devem fazer, como fazer, o que dizer, como serem, como agir, como escrever, o que escrever, o que dançar, o que não dançar, para criarem grupos de crianças às quais consigam vender. As modas das roupas são o melhor caso, e o pior deles todos! A moda da música, demonstra que o cérebro das crianças não evolui segundo elas mesmas, mas segundo a maneira que as empresas querem que cresça. As crianças de hoje são controláveis!! E isso é um perigo!

Acabou-se com a diversidade de habilidades que cada pessoa tem, para só se aceitar na sociedade pessoas com capacidades "normais" e que estejam dentro dos paramentos normais de um país/empresa. Dá-se tão poucos créditos aos cientistas, aos fisicos, aos filósofos, inventores, camionistas, pedreiros, electricistas, mulheres a dias, empregados de mesa, empregados de balcão, linguistas, tradutores, controladores de tráfego, escritores.... pessoas muito mais importantes do que aqueles estudantes que acabam de sair quentinhos da universidade!! Porque quem lhes limpa as sanitas, são pessoas importantes, quem lhes fez a casa, quem faz a instalação eléctrica, que limpa as ruas, quem lhes diz o que tomar para a dor de cabeça ou para as dores de garganta, se calhar, e muito provavelmente, é muito, e são, muito mais importantes do que um engenheiro. E no fim de tudo, tudo se conjuga, mas quem fica com os louros todos, são aquelas ovelhas, padronizadas e moldadas à sociedade de hoje.

Nós estudamos para termos um emprego, trabalhos para ter dinheiro, temos dinheiro para comprar comida, compramos comida para sobreviver! A nossa "vida" perfeita como a desenhamos, toda esta sociedade, este consumismo, modas, e publicidade são apenas e só, uma maneira de nos controlarem enquanto população, e para nos entreterem o cérebro. Todos os dias somos bombardeados com publicidade para comprar isto e aquilo. Nós vivemos para trabalhar! E trabalhamos para sobreviver!

E o que devia ser feito, era cortar em todos os impostos que existem, e tudo o que se quisesse-se criar, construir, adquirir, inventar, fazia-se! Sem se pagar um tostão! E se essa prática existisse em todo o mundo, acreditem que à mais de 100 anos que estaríamos tecnologicamente e medicamente mais avançados. Mas é por sermos controlado por todo um conjunto de factores, desde o dinheiro à ideia que "auto-satisfação" que nos impingiram ao logo dos vários anos da nossa vida, somos meras ovelhas que apenas se podem tornar diferentes sem muito exagero, ou sem sair muito do carreiro.
O que estamos a fazer neste momento, é a criar crianças sem qualquer tipo de felicidade. Crianças sem originalidade ou talento, sem criatividade. E isso é um problema grave para o futuro das nossas gerações, pois perdemos tudo aquilo que nos define como humanos. A criatividade.

Precisamos de reestruturar a educação que existe nas escolas. Introduzir a dança, as artes, a música. Digo isto porque na minha altura tudo parecia durar pouco tempo. A música devia fazer parte do infantário, Mozart, Beethoven, entre muitos músicos. Ouvirem histórias ao som de alguma música, ouvirem poemas e incutir-lhes a leitura desde cedo, tal como a dança deveria ser algo natural e não programado para qualquer que fosse o dia da semana. A música devia ser algo natural, estar presente nas brincadeiras. Dar e criar espaço para que as crianças possam voar.
Deixarem folhas e lápis de cores disponíveis, deixarem instrumentos de música e puzzles. Iriam fazer barulho?! Iria parecer que tinham começado uma revolução ou estoirado alguma guerra, mas seria importante que fossem livres! Porque não é o barulho que os vai fazer ficar surdos ou desrespeitadores, é a falta dessa liberdade que cria pessoas frustradas, stressadas, infelizes com as escolhas das suas vidas. Toda a criança é um terreno fértil para cultivar e manter em máximos cuidados. É importante também dizer, que se deve "sempre" incentivar a criança a ser autónoma e auto didáctica. Que por auto-recriação queira aprender, conhecer mais, ir mais longe, subir ou descer um monte de areia, sem medos, sem receios. Todas devem ter o direito, a liberdade e a disponibilidade de poderem crescer com todas e quaisquer influencias. Porque nem todas têm a disponibilidade de crescerem por falta de pais em casa ou de uma entidade que saiba e compreenda o que é ser criança, e o que é cuidar de uma mente tão jovem e entusiasmada como a de uma criança... é um assunto que deve ser levado a sério, e algo que não deve ser posto de lado até à altura do parto. Todo e qualquer pai, deve ter a consciencia de que para um filho ser e permanecer "humano", feliz e capaz de se compreender a ele a ao mundo que o rodeia, é necessário muito mais do que apenas carinhos, é necessário estar presente, e dar-lhe o maior número de experiências que ele conseguir compreender e perceber. Um bebé não compreende uma paisagem, mas é importante sair com ele e mostrar-lhe, e atenção!, expo-lo aos sentimentos dos próprios pais. Permitir que os bebés explorem o som da natureza, do vento, das folhas, das árvores. Proporcionar-lhes um local, em casa, ou fora dela, de aprendizagem.

O cheiro influencia, a música de fundo influencia, as emoções dos pais influencia, as cores, os brinquedos, os sons, o calor, o frio de uma divisão, a presença dos pais na mesma sala onde brinca ou dorme o bebé. As histórias de dormir, a alimentação, os banhos, os tpc's, os amigos, os animais domésticos, os tapetes, o chão de tacos ou de azulejo, a banheira, a roupa e o cheiro do champô... tudo influencia a mente de uma criança. Não podemos que tudo se realize como idealizamos, mas podemos ajudar os nossos filhos a serem mais felizes, inteligentes, educados e capazes de concretizar os seus sonhos.

Um grande problema que as crianças enfrentam hoje na nossa sociedade, é o tempo. A falta dele para ser mais concreto. Hoje em dia, as crianças não têm tempo para serem crianças! Depois da escola vão para ATL's onde fazem os deveres, e não têm muito tempo para brincar. Têm actividades. Têm espaço para brincar, mas será o espaço mais adequado? Lá! Nos ATL's, todas são educadas e ensinadas da mesma maneira, mas não com o mesmo tempo. Não existe um espaço onde a criança possa realmente brincar, aprender ou desenhar e até mesmo comer ao tempo dela. Não digo que não se deva puxar mais por alguém, mas faltar-lhe com as ajudas é que não!
-- "Ou és como os outros... ou és um inadaptável que vai ter problemas para o resto da vida!"
É isto que ensinam! É isto que dizem às nossas crianças! E isso é um problema muito grave!
Porque para além dos ATL's para lhes ocupar o tempo "livre", aos fins de semanas, os pais colocam-nos nos mesmos ATL's, ao cuidado de avós, ou em actividades como os escuteiros, catequese, igreja, futeboll, etc etc... quando se calhar, o que deviam fazer com os seus filhos era ir passear, ainda que alguns pais não possam, passear pelo parque, castelos, monumentos, algo lúdico e educativo! Os escuteiros também ensinam muita coisa, mas num local onde se usa uniforme, para além de introduzirem a "disciplina" e a "ordem" nestas crianças desde cedo, obrigam-nas a serem iguais às outras.

Neste pais, as próprias crianças, chegam ao ponto de se preocuparem com as roupas umas das outras, como referi num texto anteriormente. A sociedade ainda não compreendeu a necessidade real que as crianças têm para o futuro de tudo. Quer dos próprios pais, quer do país e do mundo!
É importante haver diversidade de talentos, é fundamental abrir-lhes os horizontes. Se todos fossemos para médicos, não haveria casas, se todos fossemos para economia, informática, gestão empresarial, psicologia, contabilistas ou advocacia, não haveria músicos, dançarinos, escritores, não haveria filmes, realizadores, editores de imagem, de som, fotógrafos, cientistas, físicos, biólogos, e os edifícios antigos não ficariam de pé, se não houvessem , não compreenderíamos a nossa história sem os historiadores. Não haveria pratos onde comer ou fazer o comer, se não existissem escultores, não haveria colheres, facas, nem revistas... não haveria roupa diferente sem designers de roupa.

Hoje em dia, não haveria fraldas descartáveis se não tivéssemos ido ao espaço. Não haveria telefones sem satélites.

É importante haver diversidade. É importante dar às nossas crianças a melhor educação e também prepará-las para a o "mundo lá fora". Mostrares-lhes de que podem seguir o sonho delas sem se sentirem pressionas por barreiras ou medos.

Uma criança sem sonhos, é uma criança sem futuro e sem vida. Uma criança com medos e incertezas, é uma criança que desconhece o que é ser feliz e viver feliz.

Nós criamos bebés! Não criamos adultos!
Nós ensinamos crianças! Não criamos engenheiros!
Porque quando alguém segue para a universidade, essa pessoa está a seguir um sonho pessoal e não uma obrigação de estatuto pessoal imposta pela sociedade. Ou pelo menos assim devia ser.

Sem liberdade não há grandes génios. E a liberdade, como já foi referida, é algo muito importante em ter em conta quando introduzirmos as mentes das nossas crianças à diversidade de experiências, quer sejam físicas, olfactivas, visuais, auditivas ou paladar que a natureza nos proporciona.

Nós não somos o "mundo", apenas vivemos na natureza, em caixas de betão...


To me, human communities depend upon a diversity of talent, not a singular conception of ability.
"A three year-old is not half a six year-old." They're three.

by Ken Robinson
Fonte: [link]

Ver:
http://www.ted.com/talks/elizabeth_gilbert_on_genius.html
http://www.ted.com/talks/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html
http://www.ted.com/talks/janet_echelman.html
http://www.ted.com/talks/sir_ken_robinson_bring_on_the_revolution.html

http://apluschildrensbooks.com/2011/12/15/tips-reading-childrens-books-aloud-interesting/
http://www.theupbeatdad.com/

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Rã - Espécie ameaçada


À uns dias vi num documentário, recente, sobre animais, e numa parte do documentário disseram que os sapos ou as rãs, não tenho a certeza, são uma das espécies ameaçadas e em vias de extinção.

São animais que existem à mais de 300 000 milhões de anos, e são um papel importante, pois mantém a população de insectos controlada.

Estudaram isso, de certeza, na escola em Ciências. Onde existe um equilíbrio de procura e oferta, entre predadores e presas que matem uma população de indivíduos num certo numero.
Quanto maior for a oferta, maior poderá ser a procura.

O que nos leva à frase célebre:
"If all the insects were to disappear from the earth, within 50 years all life on earth would end. If all human beings disappeared from the earth, within 50 years all forms of life would flourish."
By Jonas Salk

Segundo este texto: About Frogs | eHow.com dizem que o primeiro sapo/rã a existir foi à 200 milhões de anos. O que significa que são fósseis vivos, muito mais velhos que os famosos dinossauros.

Segundo este texto: "Are frogs on the brink of extinction?", refere um ponto importante na causa para a extinção desta espécie. Devido aos efeitos climatéricos, desflorestações e grande procura de novas áreas para construir residências, madeira para fabrico de casas, exploração de carvão, etc., estas espécies, entre muitas outras, vêm o seu habitat ser destruído.

É caso para dizer que todas as espécies de animais, são necessárias para criar e manter um equilíbrio no nosso planeta, quer para controlar outras espécies, quer para preservar outras espécies. Tal como as abelhas são importantíssimas para a reprodução de flores. Tudo tem um equilíbrio, e caso não tenha, a natureza trata de o encontrar.

http://sonhosembranco.blogspot.com/2010/03/minhoca-no-berco-da-vida.html

Outros links de interesse:
http://frogmatters.wordpress.com/category/zoo/
http://thescientificorchard.blogspot.com/2011/07/and-largest-frog-that-ever-lived-is.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Golden_Poison_Frog

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Poisoning cancer cells with sugar

 
Como o titulo indica, o envenenamento de células cancerígenas, pode ser um dos melhores métodos já criados/ descobertos até hoje.

domingo, 2 de outubro de 2011

Prós e Contras - Esperança no Futuro - com Miguel Gonçalves

 
 

Programa completo:
Prós e Contras 20-06-2011 - Parte 1
Prós e Contras 20-06-2011 - Parte 2

Um "discurso" inspirador, de um jovem que vive com a geração à rasca. Não "na" geração à rasca, mas com a geração.

Um ponto que eu gostaria de deixar claro, é o de que, a música que marca a "Geração à Rasca", é contra vocês! Contra vocês geração que se declara à rasca. É sobre vocês! Não é a vosso favor.

Vêem dizer que tenho de tirar boas notas, mostrar bons relatórios, e não são só os meus pais que o dizem, é a namorada, os familiares, tios, primos, conhecidos. Mas estudar só para tirar boas notas, não me garante futuro nenhum. Lembro-me de ter visto em outros "Prós e Contras", que havia milhares de informáticos, e nem precisam de ser informáticos, milhares de pessoas com cursos, mas que por já serem velhas, independentemente do conhecimento que têm, não conseguem emprego.
Eu vou tirar um curso, ocupando todo o meu tempo só para os meus estudos, focando-me apenas e só nas notas. No fim, não sou ninguém! Não sou nada! E não sou porque não desenvolvi, não criei, não idealizei nada. Que é como ele fala no video. Eu preciso de criar! Preciso de me conhecer e saber no que sou bom, no que faço melhor, no que sei fazer, e aquilo que posso dar. Porque "toda agente" tira um curso, nem que seja em 5 ou 6 anos.

Mas ter prática e saber o que pode fazer com aquilo que aprende, já é diferente! Eu conheço gente na universidade que já anda à mais de 3 anos em Engenharia Informática, e não consegue idealizar ou racionalizar um software para utilização prática. Com base de dados, actualizações, etc.
Eles sabem usar as ferramentas das aulas, sabem programar, mas não consegue construir. Não têm a capacidade de ver, de compreender como é que as coisas se conjugam. Não como eu tenho, ou como eu faço.

E vejo isso, porque na minha 2ª aula de POO, estive a programar com um rapaz que compreendia o que estava a programar, mas não via o Objecto como uma função, uma acção. Para ele, era como desenhar um boneco com traços, e não ia mais além. Também podia estar distraído, mas também consigo ver quando alguém está entusiasmado. E eu tenho uma visão muito mais dinâmica e perceptiva no que toca à programação.

Este rapaz, que tem aulas comigo de POO, vai acabar o curso, mas não vai saber programar, em conjunto com grandes empresas. Não terá capacidade de trabalho. E como Miguel Gonçalves explica, é preciso mostrar trabalho! Não é sair das universidades... "Acabei a minha licenciatura, agora quero que me arranjem emprego!", "Tenho boas notas, quero ir e receber tanto!". Eu também quero emprego, e receber X, mas ninguém me vai aceitar se eu não tiver experiência, e é por isso que quem tiver um portefólio dos trabalhos que já fez, tem mais facilidade em ser chamado para ali e para acolá! Quando lancei o meu programa "QuotaGest", logo na 1ª semana, tive 2 propostas de Software, e a disponibilização de um servidor, onde poderia colocar o QuotaGest, de forma online. E até hoje, já contei 4/5 propostas de software diferente. Coisa que nunca esperei. Foi preciso uma boa publicidade, mas o trabalho também falou por si. Colegas meus disseram-me para deixar o trabalho de lado, e estudar para fazer as disciplinas... Não fiz as disciplinas, mas já tenho uma pequenina quota de mercado, onde posso lançar software, pago ou não pago,  e quiçá, montar uma empresa.
Ainda que eu saiba que um curso mais tarde pode fazer jeito, e dou-lhe valor, os trabalhos que faço por fora, também me são importantes para o futuro.

Tenho de me vender, para poder ser comprado.
Tenho de saber ser, para poder ser visto.

Porque as empresas não pagam por estar lá a trabalhar, pagam pelo meu serviço, pelo meu trabalho, pelas horas que estou a dar às empresas. Porque se não estivesse a trabalhar para esta empresa, estaria a trabalhar na outra do lado, a fazer coisas melhores, que poderiam levar a empresa Y para a frente, e não à X. Como aconteceu com a Google e o Facebook. Onde a Google passou a pagar mais, ou a dar mais regalias, só para que os seus programadores e inovadores, permanecessem na empresa, e não na inimiga.

Da mesma forma que não percebo porque é que existem toneladas de Designers em portugal, se as Pequenas e Médias Empresas, não percebem um chavo do que podem adquirir de um licenciado com capacidades para fazer logotipos, websites, panfletos, videos, etc.
As pessoas não sabem! Não estão preparadas!

É preciso crescer. É preciso inovar e querer fazer melhor.
A empresa que criou o software, chamou a Hypervisual, e decidiram criar um novo design e numa nova paleta de cores. Deram um novo ar, mais limpo, mais simples, mais arrumado e mais actual, à aplicação que antes era morta e sem vida, mal organizada visualmente, e sem expressão.

Criem trabalho! Desenvolvam, pesquisem, procurem, criem relatórios, desenvolvam estudos, criem teses, que não são mais do que pesquisa sobre um determinado tema, aprofundado e com textos a comprovar a veracidade do documento, ou perguntas, ou dúvidas.

Blogs, são a melhor maneira de fazer publicidade, sites conhecidos, ou com grande número de visitantes. Mas não basta fazer publicidade, porque se o produto não for de qualidade, ninguém quer comprar nem usar. Mesmo que seja de borla.

É tudo muito lindo ter 20 a todas as disciplinas da universidade, mas não saber trabalhar numa empresa. Onde exigem um tipo de trabalho diferente do que foi desenvolvido na universidade ou nas escolas. Não falo mal de todos, e de que ter 20 é mau, pelo contrário, só digo que no geral, todos se preocupam em acabar o curso, quer com boas ou más notas, e acharem-se capazes para o mercado de trabalho de hoje, onde a única coisa que precisam é de mostrar o CV, e dizer os cursos que tem, mas não mostrar projectos.
Foi com projectos dos seus trabalhadores que a Google criou o Google Maps, Google Gmail, Google Blogspot, entre outros. Os empresários querem ideias que possam vender.

A geração à rasca foi a do tempo do Salazar, não é a nossa, onde podemos marchar para a frente.
Mas não vão por mim, porque afinal... eu nem acabei o curso, e ainda não sou gente, apesar de ter um dos softwares mais requisitados que é o QuotaGest.

Vejam o video, e ficarão com uma ideia do que vocês poderão fazer para se comercializarem.