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domingo, 15 de abril de 2018

A construção de um império pessoal...


[Photo: Chadwick Tyler | Model: Jana Knauerova]

Viver não é sinónimo de fumar, de beber, de ir para a esplanada do café, do bar ou dançar numa discoteca. Não é viajar, nem ir à praia.
Não é sinónimo de gargalhadas com os amigos, numas muitas "loucuras" de brincadeiras parvas e infantis, que surgem pelo simples facto de ou já estarem bêbados ou em grupo.

A falsa satisfação social que o tabaco e o álcool proporcionam, envenenam o cérebro jovem que ainda não amadureceu, que ainda não cresceu. Depende do contacto social, das amizades, das conversas efémeras e do vício luxuoso de gastar +5€ cada vez que sai.
Porque quando as árvores tombadas começarem a surgir no teu caminho, e situações difíceis que não podes controlar ou melhorar te inundarem a preocupação; As conversas cheias de gargalhada, onde te sentiste aceite, integrado, ouvido e valorizado, não terão o impacto suficiente para te ajudar a decidir.

És tu quem dá o paço em frente.
És tu quem toma a última decisão.
Mas garanto-te que tomá-la quando o álcool já entrou no organismo, as gargalhadas substituiram as conversas sérias e o conforto que os amigos te deram nesse momento ínfimo da tua vida, não terá o impacto que desejas. Pura e simplesmente, porque não foste capaz de ver que a árvore tombada tinha um arbusto de silvas do outro lado. Se estás à espera que eles estejam ao teu lado na tua primeira entrevista de emprego, na ida às finanças, na fila dos CTT, ou naquele primeiro exame de código, estás cego.

Os amigos ajudam a apaziguar o stress, o nervosismo e a dar uma falsa satisfação ao ego. Esses teus "momentos de viver", de "aproveitar a vida", são outra droga, outro vício que já não controlas, que julgas ser o bem mais necessário; Os momentos que te tornam quem és...
És incapaz de ir para o café sozinha, porque na realidade, és incapaz de estar sozinha no mundo, por tua própria conta. Tens medo da solidão. Tens receio do que os outros possam pensar em ver alguém sozinho no café. Vives de um medo que não controlas.
O momento em que entras para o mercado de trabalho, recebes dois sacos: um de responsabilidades e outro de deveres.
A tua liberdade, a tua voz, a tua opinião, deixam de contar, porque as pessoas são mais velhas do que tu, têm mais poder do que tu, e se te poderem foder, fodem.
Voltas então ao mesmo vício, à necessidade de estar com os amigos, de puxares um cigarro e beber uma cerveja, na esplanada do café, com o desejo de soltar o stress, o nervosismo e a tristeza acumulada durante a semana de trabalho.
Entras num poço, numa espiral que não te leva a lado nenhum mas que acreditas estar a fazer alguma coisa com a tua vida porque estás feliz nesse momento, e a vida nem está má; recebes o teu ordenado, tens carta e até carro próprio ou dos teus pais, e sais para passear e até lês uns livros... mas não podias estar mais longe da realidade em que se tornou e se transforma a tua vida.
Paras no tempo. Estagnas. Tornas-te mais um(a), português amargurado, que critica o estado do mundo, do país, ou da mentalidade dos outros, por o país não ser como os teus amigos. Não ser fácil como o teu cigarro e a tua cerveja.
A única solução que encontras para combater esse tédio, essa falta de vida própria, é sair com os amigos, lançares objectivos para o "próximo ano" e "acreditar" que as coisas vão melhorar.
Mas continuas a estar longe da realidade. Continuas a ser incapaz de ver e de compreender por ti, sozinho(a), que viver a vida não se faz através de cafés, cigarros e cervejas, tão pouco de viagens, mas das decisões. Do caminho difícil que precorres para realizar um sonho.

É fácil sonhar, mas é na luta dele, do esforço ao longo dos anos, dos sacrifícios, que te realizas e vives.
Os livros de auto ajuda são uma excelente oportunidade para aprender a ser alguém melhor do que já és, mas apenas ler não chega. É preciso ver os outros, experimentar, errar e tentar.
Se não partir de ti a mudança... Se não vier de ti a vontade consciente de deixar para trás os maus hábitos, os vícios, e começares a fazer da tua solidão, do teu Eu, da tua alma, um amigo, uma prateleira com livros de tuas anotações, da cultura e razões fundamentadas de seres o que és, não cresces, não te tornas melhor...

Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, o impacto da realidade das coisas que te rodeiam começam a apertar no pescoço, a fazerem-se sentir em peso nas costas mal habituadas, começa-se a fazer sentir, quando precisas de tomar uma atitude, uma decisão importante e falhas ou te é difícil, porque o hábito assim o proporciona.
Entras em stress, em pânico, em parafuso, por coisas tão simples... Não te é habitual "pensares demais" nas coisas. Preocupares-te com elas. Com a responsabilidade ou exigência do trabalho que tens a fazer, dos documentos para assinar ou assuntos para tratar, nos mais diversos locais que desconheces, onde não se riem para ti, não te aceitam no grupo ou bebem uma cerveja contigo enquanto puxam do segundo cigarro, porque não estão entre amigos que se apoiam...
Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, as coisas que te rodeiam, tal como as pessoas, as aventuras, as coisas exitantes, loucas e diferentes, perdem força, beleza, curiosidade aos teus olhos. Tudo se torna "igual", parado, monótono, indiferente...

Viver, caro humano, não é a "curtição" num café, numa esplanada, em pleno desboche social, para quebrar tabus, ideias políticas ou ideologias sociais, mas sim na produção e desenvolvimento de quem tu és, e usares o que tens para dar, para melhorar o mundo. Não precisas de ir tão longe, basta fazer a diferença com aquilo que mais gostas de fazer.

Viver, tem como base dois pontos:
  • A construção de um império pessoal.
  • A construção de um império social.

A construção do teu império pessoal, é aquilo de que te constróis. É aquilo que és quando estás sozinho. É a maturidade e a personalidade que desenvolves ao longo da tua vida.
São as experiências que tiveste. São os erros, os fracassos, os sucessos. São os filmes, as séries, os livros, as revistas, os documentários.
Esse teu império pessoal, é o que te define. São os argumentos que possuis para provar porque gostas da cor, ou da música, ou do filme que te dizem tanto.
Se não és capaz de crescer por dentro, será dificil cresceres por fora quando estiveres sozinho. E acredita, um dia vais estar sozinho... E se não estiveres sozinho fisicamente, vais estar sozinho de forma pessoal, sem conhecer ninguém e ninguém te conhecer. Nesse dia, quando o teu Eu surgir, vais sentir na mente que não foste capaz de desenvolver nem de habituar, a solidão e a frieza do que é estar sozinho e dependeres de ti para sobreviver no mundo. Porque na verdade, criaturazinha, não tens valor nem és ninguém, tal e qual como eu.

A construção do teu império social, é tudo o que fazes com familiares, amigos, estranhos, empregados de mesa ou qualquer outro tipo de interacção com pessoas. São a "cortição" até às tantas da noite com os amigos e colegas, seja de trabalho, de escola ou de infância.
São as tardadas ou as horas prolongadas na esplanada do café, no meio de uma conversa para marcar presença, para rir e engalhofar.
São as cunhas, são as amizades rápidas, os namoros. São a capacidade de meter conversa para criar amizades, através da simpatia ou educação.

Ambas são importantes. Ambas te dão ferramentas para viver e saborear a vida de uma forma consciente e responsável. Pois de um lado tens a capacidade de estares sozinhos e criares os teus momentos, os teus sonhos, e do outro tens o amor ou a atenção que muitos de nós precisam.

A única diferença, é que preferiste desenvolver as tuas "competências" sociais, enquanto acreditavas que o teu império social crescia no mesmo passo.
Fazem mais por ti as caminhadas no meio da floresta, com ou sem GPS, o pôr do sol e aqueles pequenos momentos que te dão energia ou tristeza à alma. Faz-te melhor a exploração da gruta que negas existir dentro de quem és desde que nasceste. A escuridão da depressão de que todos transportamos como um cancro em bomba relógio.
Faz mais por ti um livro, que um cigarro e uma cerveja na mão.
É quando tens a cabeça debaixo da bota pesada, que te pressiona o crânio, te prende as mãos e te arranca do coração e do corpo todo o desejo e força de "viver", que passas a saber o que é realmente estar vivo e a importância que as coisas que nunca fizeste te começam a gritar tanto, até abrirem tuneis na pele, do nó da garganta às pontas dos dedos, como arrepios e assombros que em voz de lamentação, te fazem perceber e consciencializar de que deverias ter sido mais produtiva para contigo, ao invés de "curtir" a vida da forma mais despreocupada e luxuosa possível, porque "só se vive uma vez."

Mas é precisamente aí que pessoas como tu se enganam, se engasgam, se tornam hipócritas. É nesse momento de paralesia social do "desboche" e "curtição", que param, que estagnam. Porque é verdade que só se vive uma vez, e que se deve levar e fazer essa caminhada da forma mais alegre e preenchida possível, só não te podes esquecer de que para viver ao máximo, precisas de comer, precisas de roupa, de um tecto, de uma cama, e essa vida tão maravilhosa que levas de adolescente irreverente, um dia acaba, porque o dinheiro é emprestado pelos teus pais, como injecções de capitais.

Se não fizeres pelo teu futuro, não terás nenhum.


Para ti, que não fumas nem bebes, que não sais muito de casa e tens poucos ou nenhuns amigos com quem sair... Lê; Percebe que não precisas de nada dessas coisas para viveres. Para cresceres, para te tornares num homem ou numa mulher. A tua história não se constrói no meio de venenos e vícios que te sugam o pouco dinheiro que tens todos os meses. E o tempo que estarias num café, poderias estar a ler um livro, a escrever, a desenvolver projectos. Não precisas de ter medo por andar sozinho(a).
Sê tu próprio. Não te sinjas por modas, nem pelo que os outros fazem.
Acusarem-te de não viveres, de não curtir a vida, não significa que estás errado, signfica que preferes investir o teu tempo noutras coisas.
Usa esse tempo livre para enriqueceres a tua cultura geral. Para ler, para compreender melhor o mundo que te rodeia.
Constrói e solidifica a essência daquilo que és. Tornares-te melhor de ti para os outros. Cada tentativa que resulte num erro, estás a um passo mais próximo de te tornares quem sempre desejaste ser. Mesmo que te inspires em alguém físico, ou no personagem de um livro ou das tuas histórias, reconhece e percebe que um dia irás lá chegar, irás ser tão bom ou melhor do que aquilo que sonhas.
Dá tempo. Alcançar esses objectivos demora anos.
Uma dica... Põem os pés fora de casa ou os pés bem acentes na terra. Sê analítico em tudo o que te acontece ou te rodeia. Não deixes as emoções tomarem e controlarem as tuas decições. É esse o caminho que tens de percorrer para te tornares alguém ainda mais interessante. Crescer! Descobrires-te, re-inventares-te. A ti, e à tua história. Virares a página do teu próprio livro, e continuares, levando contigo tudo o que sabes, tudo o que sentes, tudo o que sonhas, tudo o que te faz sofrer e sorrir.

Tu, que me lês, e és um merdas; Sentes-te um merdas ou te fazem sentir um ninguém que não sabe aproveitar a vida, curtir, festejar, fazer amigos. Vou-te contar um "segredo".
Para poderes fazer alguma coisa da tua vida, tens de começar uma revolução dentro de ti para alcançar a mudança mais importante da tua mente: Confiança!
Enquanto não tiveres confiança em ti, nas coisas que fazes, nas coisas que dizes, e te deixares dominar pelas incertezas, pelos medos, pela vergonha, pelos pensamentos negativos, pela depressão ou pela morte daquilo que testemunhas todos os dias de ti próprio, vais continuar a caminhar na mesma estrada, com espinhos e árvores tombadas.
O dia em que respirares confiança, vais enfrentar o próximo degrau: tornares-te Macho/Fêmea-Alpha. E por muito que finjas ter confiança, um dia isso vai tornar-se parte de ti como o caminhar, e não há mal nenhum nisso, porque no fim e no fundo, todos nós usamos máscaras.
Os ombros vão estar direitos, as costas deixaram de estar quebradas pelo medo e insegurança, e o teu caminhar vai ser firme e confiante.
Com o tempo, com a luta que pretenderes fazer, vais perceber mais tarde que TU podes alcançar tudo! Que TU podes fazer tudo, ser tudo, ir a todo o lado e perguntar o que quiseres! Porque a vida, torna-se muito mais simples, muito mais fácil, quando a vês sem medos, sem vergonhas, sem o nervosismo de interacção humana.
Depois do teu exame de condução, o medo de conduzir controlava a tua mente. Injectava em ti sonhos aterrorizantes de acidentes e multas. No entanto, com o tempo, ganhas-te confiança nos pedais, nas mudanças, no volante, e em ti mesmo. Se olhasses para trás, para a tua primeira aula de condução, dirias que foi uma das experiencias mais assustadoras da tua vida, mas que conquistaste, com o tempo, por muito dificil que tenha sido.
É precisamente assim que deverás ver a vida. Não há razão para ter medo, vergonha, incertezas, receios, nervosismo, ou entrar em paranóia ou stress por algo tão insignificante.
Porque o segrego, é saberes que o podes fazer! É saber que com o tempo tudo se torna um hábito ou te nsai aturalmente.
É agarrar a vida pelos cornos! Torcer e amassar! É rasgar tudo aquilo que te prende numa zona de conforto que existe apenas na tua mente, e seres a pessoa curiosa que és! Perguntar, descobrir, aprender.

Não precisas de beber, de fumar, de sair à noite, de ir ao cinema, de ter montes de amigos e te sentires integrado num grupo. Isso são tudo cadeados que te prende nas caixas daquilo com que a sociedade te pretende controlar e desmiular. Esses vicios e fraquezas não fazem parte da pessoa que és; da pessoa que escondes e guardas dentro de ti: o Macho/Fêmea-Alpha! O líder! O corajoso! O destemído! E não há mal nenhum em seres tudo isso porque os outros não fazem ideia nem querem saber.

Enquanto não te puseres á frente do urso, não saberás que tens um lobo dentro de ti. Se vais sair, cordeirinho, sai à vida agarrando-a pelos cornos! Torce e amassa! Tudo o que tens de fazer, é saber que o podes fazer. Só tens de ir lá e conquistar. E mostra a todos os filhos da puta que te disseram que não podias fazer nada da tua vida, que estás a caminho! Porque tu vais conquistar tudo aquilo que eles disseram que não serias capaz. E lembra-te: Tudo aquilo que não te matar, é melhor correr!!!
Tens dentro de ti tudo o que precisas para ser um líder, para conquistar e dominar a tua vida e o que desejas para ti. Será com esses pés que vais desbravar caminho para que outros te sigam. Será com essas mãos que irás criar o que mais desejas. Com a tua postura, irás dominar e conquistar qualquer lugar que entres. Se errares? É natural, como a natureza. Não vives para aprender, aprendes para descobrir realmente como viver.
Tu constróis a tua vida.

Mas... e quando te sentires triste? Vazio, com medo, nervososo, envergonhado, sensível? Aprende a perdoar. A perdoar aquilo que és. Aprender a analisar o porquê das coisas que te deixam assim. Além disso, quem disse que depressão é uma coisa má? Que descer até ao fundo do poço é uma coisa horrível? Que ter medo te destrói? É com os momentos mais tristes e infelizes da nossa vida que podemos valorizar o sorriso, a gargalhada, a piada, os momentos realmente bons, bonitos e genúinos. Pois para sentires o carinho e o afecto de um abraço, tens primeiro de sentir a solidão e a tristeza profunda. Aprende a abraçar a solidão e tudo o que ela traz consigo.

Existe uma frase muito interessante sobre relacionamentos:
"Ao inicio é tudo muito bonito. Cheio de amor e paixão; A pessoa lambe-te de alto a baixo e de um dia para o outro, deixas de ser alguém."
As pessoas à tua volta, têm o Síndrome Titanic. O que me sempre me diferenciou de pessoas da minha idade, é que eu sabia que o navio iria bater um dia. Enquanto eles estão na "curtição", a fumar, a beber, a "viver a vida", despreocupados por o navio ir bater no iceberg, eu já comecei a aprender a nadar.
Consciêncializa outra coisa: Essas pessoas que conheces, que vão para os cafés, ou que bebem e fumam, que saiem de casa para "aproveitar" a vida, que saem à noite, grande parte dessa gente não tem filhos, não tem obrigações financeiras dispendiosas todos os meses. Muitas não trabalham, não têm filhos, só estudam, e os papás sustentam todos esses gastos de vida louca. Vivem a vida com o dinheiro dos pais, e não há nada mais humilhante para o carácter de uma pessoa dessas, do que usar e gastar o dinheiro de outras pessoas, para aclamarem e plenos pulmões que eles é que sabem "viver a vida", e curtir, e que eles é que são fixes porque têm amigos, e saem de casa, e fazem festas e vão todos juntos até á praia. Mas alguém os sustenta...

A construção do teu império pessoal, da tua pessoa, da tua mente, da tua solidão, da tua força, da confiança e da tua presença, é a escada mais importante que subirás na vida. Tu és o Alpha.
Se as coisas não te desafiam, não te irão mudar. E quando um dia olhares para trás, para a pessoa que és hoje, vais sentir orgulho ou saber que podias ter feito mais?

O que farias se não tivesses medo?

O que farias?
O que dirias?
Onde irias?

Isso que sentes, que te prende, é o único obstáculo entre ti e a realização de tudo o que desejas ser. É uma pergunta que te faz tremer, porque descobres nesse ponto de interrogação o vazio em que sempre sobreviveste, sem nada para espremer, sem nada para emoldurares. Foste, simplesmente. Existes meramente, como um peão num jogo de xadrez. Como uma cara no meio da multidão, no plano de fundo da vida dos outros.

Vais ter medo a tua vida toda, ou vais fazer alguma coisa com ela!?

domingo, 18 de dezembro de 2016

O acordo ortográfico não deu valor à Língua Portuguesa, a língua do brasileiro e do angolano.
Nós somos a língua mãe, nós mandamos nas tendências, nas regras gramaticais!
Não somos escravos dos escravizados e colonizados.

domingo, 24 de julho de 2016

A invasão da Europa...


[Adolf Hitler and Eva Braun by Heinrich Hoffmann]

A invasão da Europa por parte dos refugiados, não traz apenas crianças e mulheres que fogem de uma guerra civil, perpetrada pelo grupo radical islâmico ISIS; Traz elementos preparados para desencadear um conjunto de revoluções dentro da própria União Europeia. Homens fortes, treinados no seu país de origem, que esperam o "sinal" para fazer explodir o pânico e a desconfiança nas ruas.

Coloquemos os pontos nos i's, e deixemo-nos de rodeios perante a realidade dos factos e a verdade do que está a acontecer: Esta guerra é ideológica, política, religiosa e racista!
O objetivo é simples: Conquistar toda a Europa. Destruir os seus valores, as suas leias e principalmente a sua religião!

", por certo, algo como um conflito, se não uma guerra, entre o Ocidente Cristão e os Islão." - Pag. 61

"... o problema politico do Islão está em que ele não encontrou a sua forma política." - Pag. 62

"Muitos europeus, ou ocidentais, com boas intenções, dirigem ao Islão o concelho urgente de se reformar, mais precisamente o de realizar as reformas religiosas, sociais e políticas que permitirão aos muçulmanos participar plenamente no mundo comum e na humanidade reunida que se desenham. Esse concelho ocorre-nos tanto mais naturalmente quanto a Europa tem uma experiência particularmente longa e rica desse tipo de mudança profundas, nas quais a associação humana que muda preserva, porém, a sua continuidade subjectiva." - Pag. 62/63

"É possível ver-se aí uma das grandes causas da dificuldade do Islão em praticar efectivamente a democracia: por um lado, a Lei indiscutível exclui ou limita severamente muitas liberdades pessoais, que a democracia reclama: por outro, a enorme latitude da conduta dos príncipes, ou dos chefes, é incompatível com o respeito das leis democráticas." - Pag. 64/65
A Razão das Nações: Reflexões sobre a Democracia na Europa - Pierre Manent
A democracia na Europa, tem evoluído ao longo das ultimas centenas de anos. Através de invasões, trocas comerciais, queda de impérios, guerras mundiais e unificação de uma só moeda. (Euro €)
Os povos árabes, especialmente os mais pobres, estão há tantos anos em guerra, em conflitos em discussões religiosas, que pouco ou nada fizeram para impor a lei democrática e deixar para trás a lei da natureza.
A inquisição, a peste negra, os descobrimentos e as guerras mundiais, ajudaram a Europa a unificar-se. Foram o catalisador "bárbaro" -- me parte -- que nos fez re-escrever uma história sanguinária.
Demos ao mundo a revolução industrial, o comboio, o automóvel, prédios, pontes, auto-estradas, a prensa. E o que trouxemos dos Árabes? Números e matemática? A India é tão conhecida pelos seus deuses como pela sua incrível matemática e matemáticos.
Tudo o que nos foi oferecido pela cultura Árabe, quando ainda dominavam a Península Ibérica, fora roubado de civilizações vizinhas.
Os escravos negros eram comercializados aos Europeus, precisamente por mãos Árabes.

Sim, tivemos a inquisição que matou milhares de pessoas em nome de "Deus", que oprimiu e retardou o avança científico e tecnológico, mas fomos capazes de usar a democracia em nosso favor, quando renegámos a religião para segundo plano. Foram tempos horríveis, que eu próprio como Agnóstico/Ateu, condeno, mas somos hoje "civilizados". Independentemente do que aconteça no resto do mundo.
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Mas existe algo que estes invasores se estão a esquecer e que irá deitar por terra qualquer hipótese de sobrevivência da sua espécie na Europa/Ocidente.

100% da roupa que usam é proveniente de negócios que o Ocidente possuí com o Oriente.
100% das sapatilhas que calçam, são manufacturadas em fábricas construídas pelo Ocidente, no Oriente.
100% dos telemóveis que usam, são desenvolvidos e criados pelo Ocidente.
100% dos hospitais da Europa, são mantidos e geridos por médicos Europeus.
A educação na Europa, está mais avançada que a mentalidade dos próprios refugiados, incluíndo aqueles que sonham em invadir e conquistar o coração do Ocidente.
Quando tudo tiver conquistado, quando todos os brancos tiverem desaparecido:
Quem vai trabalhar nos taxis?
Quem vai trabalhar nos hospitais?
Quem vai trabalhar nas terras?
Quem vai usar as máquinas agrícolas?
Quem vai trabalhar nas fábricas?
O que raio é que eles sabem fazer!?
Se eles querem realmente conquistar todo o Ocidente, utilizando o controlo de nascimentos a seu favor, -- para cada 1 filho europeu, os refugiados terão 3 --, como irão ensinar nas escolas? Como irão conduzir carros?
É que... eles sabem o que sabem, e têm o que têm, porque lhes estamos a ensinar. Deviam sentir-se agradecidos e não violentos. Deviam escolher a diplomacia e não a revolução militar, de arma na mão e reconquista nos olhos.

Quando nenhum branco existir, irão voltar ao tempo da pedra. Eles são a prova viva de uma cultura que não evoluí à mais de 2000 anos, que ainda não teve, nem fez, qualquer avanço científico, matemático ou filosófico.
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“Porque razão 120 civis inocentes merecem morrer na Síria por 84 civis inocentes terem morrido em França?”, pergunta McAdams. -- FRANÇA “VINGOU-SE DE NICE” COM BANHO DE SANGUE NA SÍRIA


Estas novas ideologias "humanísticas" de pró-refugiados, que os acéfalos do "pró-multiculturalismo" tentam obrigar-nos a engolir, em que uma pessoa que mata 84 pessoas é visto como sendo um pobre coitado com problemas psicológicos, começa seriamente a destruir a democracia e a sanidade de toda a União Europeia, incluindo a própria democracia, que sofreu, durante séculos, alterações e "reformas" para chegar ao que é hoje.


Sinto-me ofendido por tamanha barbaridade que leio nos comentários e na noticia.
Esta gente podre, que chora 260 civis, tentam fazer-me sentir mal, sentir-me culpado pela morte de gente externa ao Ocidente, à democracia e às leis.
Fazem-me sentir o opressor, o erro, a "mente fechada", o "racista" sem coração, apenas e só por expressar a minha opinião.

Mas eu não vou pedir desculpa.
Não me vou sentir mal por morrerem  260 pessoas. Faz parte da guerra.
Se 84 franceses morreram, para mim é triste. Se 260 pessoas morreram no outro lado do mundo, não me faz diferença nenhuma. Cada país e continente tem a sua história, o seu passado, as suas guerras e tratados de paz.
A Europa teve 2 guerras mundiais e hoje une-se num só exército: NATO.
Partilha fronteiras, sem perder os seus costumes.
Partilha leis, ideias e decisões, sem que cada país perca o respeito ou o controlo do seu "pedaço de terra".
Estou pela Europa, porque ela apesar de todas as guerras e conflitos, da inquisição e de pestes negras, conseguiu, como países, invadidos e conquistados, de conquistadores do mundo, transformar a diferença em algo positivo e lucrativo.
Não vou pedir desculpa por 260 pessoas. Os Estados Unidos mataram bem mais logo após 2001 e ninguém as chorou, porque ei de chorar eu!?
Porque me devo sentir culpado?
Eu não conduzi nenhum camião contra pessoas.
Eu não lancei nenhuma bomba.
Também não fiz explodir um aeroporto nem andei à machadada a pessoas dentro de um comboio.
A realidade, é que a Europa está a tornar-se excessivamente apaneleirada.
Tudo se sente ofendido por tudo e por nada.
"Todos os brancos se devem sentir mal pelo que fez no passado."
"Devemo-nos sentir mal pelas pessoas que fogem de um país em guerra."
Portugal foi invadido 3 vezes pela França e a única coisa que o povo deixou para os invasores, foram Uvas e Limões.
No México decapitam pessoas à catanada e ninguém chora.
Nas favelas vivem crianças que só conhecem a vida da droga e ninguém as chora.
Torna-te homem e mulher!
O mundo está em guerra à muito tempo, não é só de agora! Se queres fazer alguma coisa de útil, vai para as trincheiras combater! Agora não defendas é uma ideologia que não tem leis. Que não sabe o que é democracia e que vive, apenas e só, através de um livro.

Não vou pedir desculpa pela morte de quem não segue leis. Que vê na Europa um "país" livre de se ser e fazer o que se quiser sem qualquer opressão religiosa ou política. Para eles que vêm de países sem uma verdadeira revolução filosófica, olham para nós como um paraíso onde não precisam de trabalhar nem pagar casa, carro e hospital, pois tudo lhes é dado de borla.
Porque são vistos, e fazem-se de, coitadinhos, pobres, que fogem da guerra, da fome e da miséria, da tristeza e da perseguição. E o povinho burro da Europa, que condena mais depressa um pedófilo que um estripador, acha-se no direito de ajudar tudo e todos os que vêm para cá. De oferecer o nosso lucro a gente que nunca fez nem fará nada pela paz democrática. Que não tem os mesmos valores ou sequer interesse em fazer da Europa, algo melhor.

Os meus antepassados lutaram e revolucionaram-se para que um dia os seus filhos e netos vivessem em paz e harmonia. Eu não vou chorar nem pedir desculpa!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Porque um dia havemos de lá chegar...


[Guerrier Nanite - Pinterest]

Diz-me, humano, porque tentas ser Deus? O que faz de vocês seres tão magnificos que se acham capazes de derrotar espécies que viajam através do espaço-tempo? Que tecnologias têm desenvolvidas que nos possam assustar? Que conhecimentos podem partilhar connosco que já não tenhamos descoberto? Que histórias nos podem contar que noz faça apreciar a vossa luta natural e animal naquilo que é a evolução do vosso cérebro? Que elos perdidos encontraram que nos liguem? Sentem-se dignos? Sentem-se grandes? Sentem-se ousados?
Não há nada em vós, que já não tenhamos tido, que não tenhamos feito, que não tenhamos conquistado ou descoberto. Comparo-vos a formigas, que desconhecem os continentes, os oceanos e o céu na sua magnitude.
Chegaram aos limites do Sistema Solar e julgam ter conquistado a galáxia e os seus segredos. Porque se fazem reis do nada? Porque lutam entre vós? Porque destroem o único planeta onde vivem? Têm energia pura e continuam a poluir os pulmões dos vossos filhos? A destruir a natureza que vos formou e acolheu? Que instintos correm nas vossas veias tão evoluídas, Senhores do nada? Que venenos vociferam em segredo contra vós próprios? O que ganham da escravidão da mente?

Descobriram o globo e delinearam as fronteiras dos grãos de areia, numa tentativa de conquistar e governar um ponto azul no oceano de estrelas e cometas. Não são nada, mas julgam-se tão grandes, tão poderosos. Quando vão compreender que tudo o que irá restar da vossa existência é uma simples sombra na areia.

sábado, 23 de abril de 2016

Até te vais borrar de medo! [2]

[The moment - Pinterest]


Hoje não vais dormir.
Eu sou a besta que guarda as chaves da tua prisão. Vou arrancar-te a pele dos ossos e quando encontrarem o teu corpo, vais estar triturado no fundo de um pântano.
Rasgar-te o sorriso da cara nunca me fez sentir tão em casa. Estás com medo de mim agora? A morte ao meu lado é mais misericordiosa! O tempo será uma tortura.
Junta os teus amigos e vem lutar pela tua cabeça. Levanta os braços, desta não vais parar ao chão, nem ao hospital, mas trouxe um caixão para cada um!
Vou matar o número Um! Caçar o líder da revolução inconsciente e irreverente. Ainda te sentes com sorte? Ainda te sentes com força?
Se entrares na escola, junto o grupo à tua volta, pois eu vou entrar com a manada atrás de mim!
Junta as pedras, que de paus não tenho medo de usar. Protege a cara ou ficarás irreconhecível.
Sou O lobo solitário que te arrancará do coração da alcateia. Sentes o medo tornar a visão turva? Cheiras a morte? Antevês o teu fim? Delicio-me com o teu sofrimento!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Um elo perdido dos sentimentos...


Constrói reinos à sombra de conquistas, amontoando carcaças e inundando rios com o sangue dos teus e o dos outros. A causa alastra-se como um fogo de labaredas titeritadas pelo vento, substituindo a lua e as boas maneiras no toque das portas velhas. Fazem-se convidados e cultivam as suas sementes em virgens de uma beleza e inocência pura, que os seus anjos da guarda, divinos, se aterrorizam e gelam com tamanha barbaridade cometida por todo o corpo das suas santas prometidas. Não são guerreiros, nem homens, são monstros! Criaturas obscenas que fariam o estômago do próprio Diabo se revirar.
Consomem e são consumidos pela febre delirante de causas não naturais, de origem humana, de mãos pintadas de ouro e o coração encarcerado num reino que alcança o horizonte e engole o sol. Se descer dos céus, ninguém lhe dará tempo para os sermões e os dilúvios serão só mais uma enchente nos rios.
Secam as sementes, cozem o pão e matam um porco com vinho de uma pipa mais antiga que a própria casa, que a própria mesa o chão que pisam. Não existem portas nem portões que os sustenham na marcha virada à terra prometida.
São formigas adaptadas a mundos pós-apocalípticos. Árvores que se entranham na terra mais verde e bichos que furam as pedras mais duras. São um veneno incurável, que bombeia da terra a água do mundo e lhe injecta o resultado das suas inteligentes entranhas. O progresso, fomentado no tacto do verme que engrossa no útero da fêmea, carece de espírito que só pode ser preenchido com objectos de sons e cores do outro mundo. Do mundo do além, para lá da compreensão total e absoluta de quem o manipula. Já não à utensílios de pedra e a era do bronze à muito se derreteu e reciclou, para dar origem a uma nova fornalha de técnicas apoiadas pelo tédio e malandrismo.

Aguardo ansiosamente o momento em que todas as gerações que precederam Adão e Eva, se tornem numa só Era, e tudo se dissipe, sem estrondo, sem cheiro, sem vestígios da nossa existência. Um elo perdido da evolução.

domingo, 2 de agosto de 2015

Até te vais burrar de medo!

[Scene from Urban Explorer]


Abre de novo a boca, e levas o outro olho inchado para casa da tua mãe. E se voltares a aparecer-me á frente, muda de passeio a menos que queiras ter um certificado de óbito inconclusivo.
Tornei-me no teu pior pesadelo. No cão de guerra a quem agitas a bandeira branca. Aqui vou eu, numa marcha suicida, apontada ao teu corpo enterrado no teu próprio desespero.
Cada vez que te olho, vejo o teu corpo tremer em arrepios de suores frios que te descem pela espinha. Aproxima-te e pode ser que tenhas sorte em sair vivo do nosso cruzamento. E quando fores para a cama à noite, é melhor vestires um segundo par de cuecas, não quero que sujes a cama cada vez que sonhares comigo.
Sim, eu sou o homem que te persegue! Eu sou o dilúvio do qual não podes fugir. Não sorrias, não tens motivos para isso! Enquanto eu existir não serás feliz! E cada vez que saíres casa, olha sempre por trás das costas! Porque te vou perseguir a vida toda de punhos fechados com vontade de te ver engasgar no teu próprio sangue!
Recorda a minha dor quando sentires os nós dos meus dedos esmagarem a máscara idiota que trazes contigo. Foi falta de amor e carinho? Não te preocupes, não apareci aqui para te educar. Não sou teu pai, sou o teu assassino! O teu psicopata pessoal, dedicado e fanático pela tua pessoa!
Colo-te às paredes do meu cérebro, numa teia de conspirações e acidentes do qual és vitima. Não tenho remorsos do meu inferno nem da faca que te degola a confiança, as palavras e te torna num gago cada vez que te olho nos olhos à distância de um grito depravado da minha existência. Sou o Alpha da matilha neurótica no qual te fechas.
Deves-te ter sentido tão sozinho, para abusares da minha fraca postura. Foste um pesadelo que se tornou num objectivo demente. Eu sou o final da história que começaste! Sou o teu fim!
Vou destruir tudo o que amas e encher a tua vida com a dor mais indiscritível que já sentiste! Fazer contigo o inimaginável e deixar-te pendurado pelo pescoço enquanto te vejo lutar na miséria do teu medo.
A minha vingança está a crescer, o teu tempo está a acabar e não te podes esconder! Vou-te apagar da história! Se queres viver, respira baixinho e não me voltes foder a cabeça!


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Lê-me, ouve-me, quando sentires a raiva controlar o teu corpo!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O sofrimento do mundo...


"Se imaginarmos, tanto quanto for possível, a soma total de angústia, dor e sofrimento de cada espécie que vive na face da terra, teremos de admitir que  teria sido muito melhor se o sol tivesse sido capaz de produzir o fenómeno da vida na Terra em tão fraca quantidade como na Lua; e se, aqui como ali, a superfície fosse de uma calma cristalina." pág. 14 - nº 9 - Sobre o Sofrimento do Mundo de Schopenhauer

"Que a vida humana deve ser algum tipo de erro está suficientemente provado pela simples observação de que o homem é um conjunto de necessidades que dificilmente são satisfeitas; que a sua satisfação nada consegue a não ser uma situação indolor em que apenas cede ao tédio; e que o tédio é uma prova directa de que a existência em si mesma não tem valor, pois o tédio mais não é que a sensação do vazio da existência. Porque se a vida, por cujo desejo consiste a nossa essência e existência, possuísse em si um valor positivo e um conteúdo real, não existiria o tédio: a mera existência encher-nos-ia e satisfazer-nos-ia. Da forma como as coisas são, não temos prazer na existência a não ser quando estamos a lutar por alguma coisa - em cujo caso a distância e as dificuldades fazem com que o nosso alvo pareça satisfazer-nos (uma ilusão que se desvanece quando o atingimos) [...]" pág. 25 nº 5 - Sobre o Sofrimento do Mundo de Schopenhauer

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Ser morto é pior do que só morrer. Mas ser comido vivo é pior do que ser caçado à exaustão.
O ser humano, homo-sapiens, vive e desenvolve-se através de dois pontos que se afastam um do outro. O primeiro degrau é o amor/ódio. Imaginem uma linha cujo o amor e importância que damos ao caminhar se encontra no meio dessa linha, infinita ou não.
Num extremo temos o amor indescritível e incondicional que uma mãe tem por um filho no momento em que nasce; Do outro temos a falta desse amor - o ódio - em que um pai é capaz de tamanha atrocidade como o de espetar agulhas no corpo do seu filho recém nascido ou sufoca-lo com algodão.
O segundo degrau é a defesa do próprio eu através da razão ou pelas próprias mãos. Num extremo encontra-se a razão, que utilizamos cada vez que somos roubados e apresentamos queixa na policia, com a esperança de que o criminoso seja punido; No outro extremo temos a defesa dos nossos direitos pelas próprias mãos, em que se corta uma mão (ou algo pior) a um ladrão, violador e criminoso.
O ser humano, tal como todas as espécies que habitam neste planeta, vivem com um único fim: Serem felizes.
Respirar deixa-nos felizes. Saciar a sede, tomar banho, comer, correr, comunicar, viajar, passear, fazer sexo, deixa-nos felizes. Comprar é algo que se adquiriu à relativamente pouco tempo, graças à industria que controla o mundo através da Moda e das Tendências. Consumir deixa-nos felizes.
Mas esta felicidade não é duradoura. Não dura uma vida inteira. Tem de ser comprada, estimulada, exercitada e desenvolvida. Por essa mesma razão, não existe uma razão de existir, pois ser-se "feliz" não é mais que um conjunto de reacções químicas que nos estimulam o cérebro a lutar para nos mantermos vivos. São emoções, e emoções não são reais, são fabricadas. Esse é o núcleo do instinto animal! Sobreviver. Mas sobreviver é também por si um desejo das próprias células e dos vírus que as compõem. Sobreviver é desejar existir sem a vontade de verdadeiramente VIVER.
Poderemos dizer que de facto Vivemos; Que temos a sorte de poder apreciar a natureza do mundo com toda a sua vida que rasteja, caminha, voa e espalha as suas sementes. Mas esquecemo-nos de que não existe verdadeiramente uma razão de existir. Existimos porque tudo o que compõem este universo foi capaz de criar olhos para podermos ver o seu maravilhoso horizonte crescer e florescer.
A razão das coisas, desde o mais pequeno grão de areia ao maior sol, resume-se apenas a Ser. O que não é o mesmo que existir, pois existir implica interacção "sexual" que leva ao desenvolvimento, adaptação e evolução desse algo, seja astro-físico, seja animal; E a interacção é um acto de existir. Existir é, fundamental e unicamente: ser real, "palpável" e/ou observável.
Ser-se é tédio; Ser é a imobilização de si. Ser é "real" mas não tem valor quando trocado. A razão de Ser e de Existir é nula. Pois se nenhum de nós existisse, nada se perderia neste universo. Nem a sua magnitude se tornaria diminuta, ou os seus espectáculos cósmicos deixaram de se encher de cores exóticas.

A razão da nossa existência e o próprio sentido da vida, são imensuravelmente desvalorizáveis. A cruel verdade do nosso mundo humano, das nossas vidas, da nossa felicidade, do nosso amor, são facilmente embrulhadas como papel e deitadas ao fogo, pois tudo isso não é mais do que tentativas da nossa mente dar um sentido ao que nos rodeia. Queremos permanecer vivos, lutar pela "vida", porque os estímulos que recebemos nos são estranhos, nos fazem falsamente felizes. Todos os prazeres são reacções químicas que se transformam em amor. E o amor é, na sua essência, um desejo de sobrevivência; Quer da "coisa" pelo qual nos apaixonamos, quer de nós mesmos.
E as memórias não são mais que a exigência abominável, e imperceptível, que o próprio cérebro tem em se manter vivo. Não é permanecer "sã", mas vivo, a funcionar! A Existir, a Ser.
Ter e receber amor não é suficiente. Dar e partilhar muito menos. São tudo falsidades. São partidas que o próprio cérebro prega a si próprio. Pois se todos os animais tivessem amor por todos, inclusive as suas vitimas, deixariam de ser animais carnívoros ou herbívoros, pois até as plantas vivem numa paz tediosa em que apenas sobrevivem através da proliferação das suas sementes. Se os animais, tal como as plantas, não tiverem mais nenhum objectivo na vida do que simplesmente semearem-se, partilharem os seus genes, qual a sua razão de existir? Qual é o sentido da vida deles se não for apenas o de Existir? E porque haveríamos nós de ter o verdadeiro valor e significado da vida!? Porque haveríamos de ser egoístas ao ponto de nos acharmos melhores que outra coisa qualquer? Não somos deuses, somos átomos. Não temos verdadeiramente uma identidade, não somos realmente alguma coisa "interessante" até que o cérebro descubra e compreenda para que servem os pés, as mãos, a boca e as orelhas.

A própria felicidade de respirar, surge apenas na calma paisagem, onde o predadores não correm em direcção a nós e não precisamos de lutar pela nossa vida. Nesse único e mísero momento, vivemos a nossa existência. Existimos. Mas esse momento não dura muito tempo. Essa felicidade é efémera, pela simples razão de sermos obrigados a alimentarmos-nos. Logo aí, deixamos de apreciar as coisas, para preocuparmos-nos com elas ao ponto de não tirar os olhos do horizonte, o ouvido do vento e o nariz dos frutos venenosos ou comestíveis.
O próprio sofrimento, que pode ser observado e contabilizado através dos neurónios-espelho, quer através de uma ressonância magnética, pode ser medido.
Ao centro da linha de dois extremos, encontra-se a dor do respirar - o Zero. Num extremo, pela parte positiva, está o nascimento de um filho ou vê-lo cair da bicicleta, do outro está a dor que se sofre ao ver um filho ser atropelado ou bater-nos. A impotência, que surge pela incapacidade de controlar o mundo, as coisas e a nossa própria vida, faz nascer a depressão; E a depressão não é mais do que a revelação do degredo do mundo. Da crueldade e frieza. É nesse momento que a pessoa abre finalmente os olhos para a realidade da "morte" que a rodeia. Tudo é finito, feio e o que é bom acaba depressa. Não há prazer para sentir, não há amor para dar. Tudo deveria morrer. Nada é bonito e bom neste mundo.

O mundo existe, porque precisamos dele, porque interagimos. A simples razão, de um colecionador de pedras, nunca vir a encontrar uma pedra incrivelmente perfeita e sublime para a sua colecção, apenas e só porque esta se encontra inacessível no fundo do oceano, torna a existência daquela pedra tão naturalmente enjoativa e comum, nula. O colecionador não sabe que ela existe, e isso não lhe faz confusão. Mas é aí que entram os desejos insaciáveis do ser humano. Ele pode nunca vir a encontrar a pedra dos seus sonhos, a pedra do mundo, mas irá para sempre, até ao dia da sua morte, procurá-la em todos os cantos do mundo. E essa é fundamentalmente a razão de Viver. Não é sobreviver, é encontrar respostas às nossas perguntas.
Contudo, se nunca fizéssemos perguntas, não obteríamos respostas e o mundo não choraria por causa disso. O reino animal não entraria em colapso e o próprio planeta não se auto-destruía num apocalipse sem sentido.
O vazio, é a razão do universo.

"Depois da tua morte, serás o que foste antes do teu nascimento." pág. 54 nº 2 - Sobre o Sofrimento do Mundo de Schopenhauer

Não há nada mais bonito que a morte!


"Who are you? You are not you'r age, color, ethnicity. You'r not possessions, hobbies, believes. If you take away everything you have identify your self with: family, kids, everything; What would be left? who are you?" - Pig (2011)

"[...] we are like the widgets in a math problem, we only exist because of the question, beyond that we don't exist, we don't matter." - Loop (2007)

"Remember everything, for soon there will be nothing" - Desolate (2013)

Inicio: 28/06/2015

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A visão derreteu-se num sopro... [2]

Para lá das nuvens pintadas de vermelho, acima do inferno que começava uma caminhada confiante na terra, surgiram os anjos. Pele branca, despida, sem sexo, sem face, emitindo uma luz que iluminava a sua assombrada natureza humana, coberta do sangue corrosivo jorrando do chão, tocando o seu reino nos céus. As labaredas trocavam as nuvens, iluminando a obscura sentença desta alegria devorada. A terra parecia ter descido às suas entranhas.
Um lamento preencheu-lhes os pulmões, tentando conquistar o ar. Pompeia explodiu, arremessando sobre eles, detritos e um rio de lava que cortava o algodão suave debaixo dos seus pés. A cascata de forte corrente levava consigo os anjos aterrorizados, envoltos em gritos arrepiantes. Deus não os podia salvar. Perderam a sua inocência e o seu paraíso. Perderam-se; Para sempre.
As escadas douradas para o paraíso, pintavam-se de preto, degrau-a-degrau, casco-ante-casco, numa subida que Satanás fazia vagarosamente, deliciando-se, maravilhando-se, sobre um campo de batalha de buracos ruidosos, de onde fugiam almas torturadas de formas infinitas; Cada uma arrastando consigo uma corrente cujo o peso as prendia aos fogos do covil do seu verdugo.

O cântico surgiu de novo no ar, confrontando por fim, a meio da caminhada, o rei da escuridão. Sem nada para dizer às concubinas do grande Senhor, sorriu. No peito do guardião da luz, que ousava pairar à sua frente, um circulo de escuridão cresceu, envenenando todo o seu corpo, que santificado se transformava em mármore, aparentemente rijo, mas inevitavelmente fraco, tal como a mente do seu amo, acabando por se espalhar no ar como pó com a simples brisa dos gritos rasgados a biliões de quilómetros de distância.

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Ideia: 20-05-2015
Inicio: 01-06-2015

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A visão derreteu-se num sopro...



Uma sombra cintilante de ódio abraçou todo o horizonte, carbonizando a terra com chamas tão altas que faziam arder as nuvens. O odor pestilento varria as ruas com gritos acorrentados em cada pedra da calçada, das pessoas que morriam na agonia mais macabra, num testemunho da ira de deus. A chuva ácida queimava a relva e os cabelos das crianças. Os animais corriam com expressões de pura aflição, privados dos seus instintos; carregando fúria e desorientação com a carne devorada e pendurada nas próprias costelas, atropelando e tropeçando nos amontoados de almas perdidas no limbo. As montanhas de carne grelhada, pelas brasas de um churrasco que crescia e devorava cantos desconhecidos numa gruta que aprisionava a humanidade numa corrente infinita de espinhos e lamentos depressivos, queimava as narinas dos cães de guerra. 
Bolas de labaredas rompiam do chão, das nuvens e da própria água. A dor insuportável e o inferno que rasgava buracos imensos e profundos, sugavam a beleza do mundo, as cores das flores, das folhas, dos animais, da natureza. O horror rasgado nas expressões, compravam suicídios para os portais do monstro de nome proibido, fazendo a terra tremer e os vulcões explodir em cada salto para o abismo. A escuridão cobria o dia e as erupções iluminavam a natureza desaparecer numa dança caótica de fogueiras e fagulhas que viajavam até aos quatro cantos do fim do mundo. Havia relâmpagos que serpenteavam durante quilómetros e duravam horas a desaparecer. O som dos trovões despedaçavam pedras e iluminavam os portões para os confins do sub-mundo.
O macabro monstro subia dos sonhos, do fundo do poço e queimava tudo à sua passagem. As casas destruíam-se com a fúria do vento; As árvores dobravam perdendo as folhas e os frutos, enquanto o Sol se contorcia num raio de luz que perdia forças e o conforto do calor. As trevas reuniam-se no fundo dos oceanos, nas fendas mais escarpadas, e borbulhavam o gás corrosivo que faltara nas câmaras de gás de Auschwitz. A extinção ocorria por todo o planeta, ultrapassando a fúria de satanás 65 milhões de anos antes.

Que morram todas as coisas!!!
Que os rios chorem pó e as nuvens caiam
como montanhas sobre os afortunados protegidos de Deus!!!

A visão derreteu-se num sopro... [2]

terça-feira, 7 de abril de 2015

Uma sombra cintilante de ódio abraçou o horizonte...



Foi num dia, quando o amor deixou de ser correspondido, todos os beijos e carinhos se transformaram em espinhos venenosos, que a morte se aproximou; Tocou-me nos cabelos compridos e deu-me a beber a solidão, a tristeza, o sofrimento e o frio que gelou o meu coração, a minha lingua e os meus olhos. Pouco tempo depois veio a depressão, como uma capa pesada sobre o meu corpo, que tirava pensamentos negativos das mangas e me enchia de dor o corpo pálido de vampiro que abominava a luz do dia, as conversas com os amigos e a ignorância de frases feitas.
Como é bom odiar os outros e desejar-lhes a morte!
Como é bom sentir o pânico da mente encurralada neste corpo em auto-destruição.
Como é bom saber que todos os dias te deitas sozinho, sabendo que és incapaz de amar alguém e em que começas a duvidar de que consegues de facto mostrar carinho por outro.
Como é bom ser olhado sem precisar de falar, sem precisar de sorrir, e ver na cara dos personagens da minha vida putrida e podre o sofrimento que vêem estampado no meu rosto, nos ombros caídos, derrotado e desistente.

Foi o tempo mais negro e obscuro que atravessei com a minha mente. Foram os anos mais longos de agonia profunda e de um prazer sublime que ninguém entendia. Foi o poço mais fundo que escavei e pelo qual me deixei engolir vezes e vezes sem conta.
Não há alegria que me igual o sofrimento.
Não há cores que me igualem as das paredes do buraco da morte.
Não há palavras, mas existem sonhos demoníacos!
Existem infernos que me conquistaram o espírito da alma moribunda e decadente onde me deixei decepar, rasgar e gritar pela angustia.
Existem horrores que me vergam as costas em cortes profundos que ninguém quer beijar, que ninguém quer ouvir.
Os outros sofrem de tristezas, de abandonos e infelicidades; Choram-nas, mas não lhe sabem dar valor. Acarinho a morte no meu colo. Afago as vestes com as minhas mãos trémulas de nervosismo e ansiedade e conto-lhes as amarguras e animosidades que vivo nos meus sonhos. As profundezas torcidas do meu peito, do meu Eu, de mim, contorcem-se com o respirar leve da criança nos braços. Sou pai do maior assassino da história! Pois todos os dias me mato e torturo em instrumentos e palavras de dor infinita.

À medida que a luz consome o meu corpo neste inferno de tortura, eu riu de mim mesmo.

domingo, 15 de março de 2015

Shhh...


Ela caiu ao chão. O susto!
Da cara jorrava sangue. A aflição!
A cara tornava-se pálida. O desespero!
Correu impetuosa de braços esticados no ar,
Segurou na sua cria, que mal podia falar,
A respiração difícil, mirravam os músculos do corpo,
E a morte anunciava-se no rosto.

Se estiveres calado, consegues ouvir a morte tirar-te a vida... Arrancar-te o toque da pele, o ar do peito e o sabor da lingua. Se estiveres calada e parares de gritar que nem uma louca, ouves a morte rasgar-te a pele e arranhar-te os ossos frágeis do cancro podre com que injectas a tua mente demente.

Shhh... Quero ouvir a morte encher-te de agonia!

domingo, 18 de janeiro de 2015

O ar que nos entra sai em suspiro...


Nós somos a luz que cai do negro céu,
Nós somos a morte que brota do chão,
Nós somos a criatura que respira,
Somos o filho do tempo,
Somos o sangue da vida,
Somos a pegada do futuro,

Criámos a arte e com ela a memória,
Ensinámos o dialecto antigo e com ele os negócios,
Lascámos a pedra e com ela a morte de todas as coisas,

Vem-te a nós, reino de Deus,
Ajoelhai perante nós, criaturas da evolução,
E esfuma-te deste espaço que nos pertence,
Desta luz que brilha mas não sentes,
Deste espaço negro que nos aprisiona a mente,
Deste tempo que nos dá provas da Nossa existência.

O suspiro apodrecido,
Rasga ossos e pele,
Escama sonhos e desejos,
Cobrindo-nos os pés de mármore.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Adoro o silêncio...



Adoro o silêncio das crianças mortas. Dos corpos espalhados pelo recinto, onde as bolas rolam com o vento e os baloiços não me chiam aos ouvidos. As mãozinhas ensanguentadas e os corpos defuntos no asfalto, soltam um cheiro suave que me acaricia o nariz, como perfume, e se entranha em mim através dos poros da pele, que amacia em cada respiração.
O chão pinta-se de vermelho, de pequenas poças que dão cor à prisão depressiva. Pinto a minha cara com ele, o meu corpo, e saboreio-o. Esqueço-me sempre que não tem sabor diferente do de uma mulher, mas o fruto proibido sabe sempre melhor. Sinto nos lábios, na língua, no corpo, o tabu, o amor, a ignorância...

O recreio não chora, canta.
A vida não se foi, aproximou-se mais da morte.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Não pensaram em ti...



O sorriso na tua cara, desapareceu. Escorre pelos pulsos delicadamente cortados, o tom da pele. Sentes o peito frio, o coração desacelerar a marcha e os pulmões desligarem o ar que te corre nas veias. O tempo passa, devagar, e deixas de ter força nos braços para pegar no telemóvel ao teu lado. A coragem para te apoiares nos dois pés, torna-se de novo impossível, e vês-te esvaziar em sangue...
A dor não existe. O mundo à tua volta não existe. És apenas uma dor aguda no teu cérebro. És um filho que não pediu para nascer e para viver... És o teu próprio podre.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O desconforto do teu sorriso...


Ali estava, de cara série e olhar fulminante, sem nunca desviar o olhar dos meus olhos, dos meus gestos e do meu corpo. Como se tudo o que eu fizesse lhe metesse raiva, nojo e desconforto.
-- Está tudo bem? -- perguntei-lhe preocupado. Tirei o casaco e pousei-o no cabido junto à porta. Deparei-me então com umas malas a rebentar pelas costuras e percebi que algo não estava mesmo bem.
-- O que se passa Joana? -- perguntei, aproximando-me da fera pronta para me devorar.
-- Quando é que me ias contar? -- gritou-me atirando com um pedaço de papel meio rasgado e escrito a azul. -- Achavas que eu era burrinha não!? Que não ia descobrir nada!?
-- Do que é que estás a falar?
-- Do bilhetinho! Do bilhetinho da menina Inês!
Apanhei o pedaço de papel e li as letras amaçadas. Senti um estalo forte na cara, que me atirou à parede.
-- És nojento! Odeio-te! Como foste capaz!? Como foste capaz de nos fazer isto!? Pensaste em nós enquanto a estavas a comer? Pensaste ao menos na Beatriz!? Na tua filha!?
Esmurrou o peito com força, onde na noite anterior pousara a cabeça até adormecer. Criando um monólogo de palavras à volta de um assunto que a perturbava no trabalho.
A raiva dela penetrava-me o tronco como um dedo que apontava na mente as grandes desilusões que ela ainda desconhecia e que me deixavam a cabeça em água. Senti um nó no estômago e uma indisposição tão forte que parecia desmaiar. Se desmaia-se, será que ela me acudiria?
Respirei fundo, agarrei-lhe pelos braços que se agitavam no ar para a tentar acalmar, mas ela tinha mais agilidade que eu e soltou-se, respondendo com um forte estalo. Olhei-a de frente.
-- Atreve-te a bater-me! Atreve-te só! Bates-me e nunca mais a vez! -- ameaçou-me, apontando em direcção ao quarto dela. -- És horrível! Como é que eu pude casar com um homem como tu!? Tu nem és um homem! És um porco! És nojento!
Agarrei-lhe o dedo que me apontava à cara e aproximei-me.
-- Achas-te uma santa não achas? Só eu é que sou mau... E tu!?
-- Eu?
-- Sim, TU!
-- Eu pelo menos nunca me atirei a nenhum homem!
-- Não...
-- Nem nunca fui para a cama com outro se não tu! E não! Mas não preciso de te provar nada! Devias ao menos ter-me respeito, a mim e à minha filha!
-- Tua? -- ri-me -- Vê lá se páras para pensar! Se pedires o divórcio ficas sem nada, a não ser o dinheiro de sobrevivência para a Beatriz! E isso não te paga as saidas com as tuas amigas, a escola e um apartamento.
-- Não te preocupes comigo, eu cá me arranjo!
-- Ainda gostava de saber onde foste buscar a ideia de que te andei a trair com uma Inês.
-- Não fui buscar ideia nenhuma! Bastou-me encontrar esse bilhete de merda na porcaria do teu casaco quando o pus para lavar que liguei logo os pontos todos! As noites no trabalho. Os dias em que chegavas tarde a casa. A falta de interesse pelo sexo, pelo meu jantar, ou as já poucas brincadeiras com a Beatriz...
-- Os filmes que tu fazes na tua cabeça... -- gozei um pouco. Empurrou-me com força e apontou-me de novo o dedo à cara.
-- Mas estás a gozar comigo!? És um merdas! E eu que acreditava que eras diferente dos outros! Que podia ser finalmente feliz... mas parece que fui bem enganada. Tantos anos ao teu lado, desperdiçados. A única coisa bonita que saiu desta "relação" foi a Beatriz. Cresce! A sério! Bem precisas.
-- Foste feliz porque eu aceitei muito das tuas merdas! É um jogo de interesses, habituate! Eras gira, achas que ia perder a oportunidade de foder um cu desses!? -- levei outra estalada.
-- Cala-te!
-- Só pensa o contrário quem é paneleiro... Uma mulher como tu deve estar nas mãos de um homem que a sabe aproveitar, por isso, estiveste nas minhas! Como se costuma dizer: "O dinheiro deles, está bem é nas minhas mãos!".
-- Não acredito nisto... És mesmo estúpido! Vai-te embora! Já te fiz as malas e tudo! Vai-te! Anda!
-- Não faças mais figuras tristes Joana. Vê se te sentas e se ponderas bem no que estás a fazer.
-- Não preciso de pensar em nada! Já pensei em tudo o que tinha a pensar! Agora põem-te daqui para fora! Não te quero voltar a ver mais à frente! E aí de ti que te aproximes dela!
-- Estás-me a ameaçar!? Cuidado, isso é crime!
-- Põem-te na rua, ou eu chamo a polícia!!! 
Aproximei-me. Agarrei-a contra o meu corpo e tapei-lhe a boca.
-- Atreve-te! -- segredei ao ouvido.

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Estes erros ortográficos matam-me...
Existem outros textos semelhantes a este, alguém consegue adivinhar?

domingo, 31 de agosto de 2014

És um podre...

[- by harequil]

Subiu o banco, recordando as vezes que ganhava altura para roubar os doces do armário. Deu um nó à volta do pescoço e pendurou a corda na viga mais forte da casa. Esticou a corda, levantando-se ligeiramente em bicos dos pés e resistiu à gravidade que os chamava. Chorou, recordando a felicidade inocente que iria deixar para trás, na escuridão. Recordou, sem viver, cada memória que julgava existir no pequeno espaço da sua mente. Mas nenhuma delas tinha realmente valor, pois na morte ninguém deixa nada no mundo a não ser a influencia das emoções ou o trabalho que ajuda a compreender um vazio que nas profundezas obscuras da nossa galáxia não interessaram a ninguém, muito menos ao pó das estrelas ou aos pedaços de pedra flutuantes.
A sua vida era uma tragédia de sonhos fracassados. Uma falsa realidade ao qual tinham por hábito chamar-lhe vida.
-- Faz-te à vida!
Mas qual "vida"? Nasces, ensinando-te desde muito cedo que és especial, que tens valor, que tens capacidades e que deves seguir os teus objectivos, os teus sonhos, as tuas paixões, e acima de tudo, ser feliz e viver cada dia ao máximo. E o que é a vida? É viver? Sobreviver? Uma ilusão da mente que não quer ser esquecida. Um horror aos olhos de quem não quer esquecer a beleza caótica que não vêm e que apenas sabem admirar. Não existem histórias para escreveres. Não existem estradas para percorreres ou caminhos para criares. Não existe nada que possas mudar por ti, e até a vida te é roubada na morte! E a morte... essa tornar-se-à a tua vida, de onde não poderás fugir. Para todo o sempre, ficarás confinado no infinito universo fracamente iluminado, porque até nele nada existe para ser visto.
Não existe vida na tua vida, nem sonhos nem ambições. Não existes, sobrevives, aguardando a única certeza, que será a morte, e mantendo acesa a chama daquele ou daquela que um dia encontrarás, e que te fará a pessoa feliz que tanto mereces.
Mas a corda ao pescoço não quer saber dos teus amores! Não quer ouvir as tua lamentações ou perceber porque choras. Chamaste a morte ao subires ao banco, e agora que ela se apresenta acobardaste? Queres viver afinal? E o que sabes tu de "viver"? Se respirar não te ocupa a mente? Se sentir a água escorrer-te pelo corpo não te transporta para a irrealidade da tua consciência, que dentro de toda a caixa e funil de que foste e és, será a única coisa real e palpável que terás para o resto da tua vida...

Estás sozinho. Deram-te à luz, expuseram-te aos micróbios e bactérias, a um mundo que não conheces e nunca irás descobrir, porque não nasceste para viajar e ser especial. E para sobreviveres neste mundo de horrores, as tuas células, num grito desesperado e instintivo, ensinaram-te a caminhar e mais tarde a correr, para que fugisses. Mas tu és daqueles que se deixou ficar a admirar a natureza das coisas, ao invés de correr atrás de um "sonho".
Os outros, julgam viver, julgam correr, julgam ser felizes, mas o que sabem eles da vida? Os teu podres, só são podres se os vires como tal. Trabalha a merda que cagas, embeleza-a, faz dela uma obra de arte. Transforma aquilo que tens, naquilo que queres ser e não és. Amassa bem a tua matéria prima, e reconstrói a corrida que te ensinaram para fugir da morte. Lê, aprende e ouve. Não fales a menos que seja necessário. Não interajas a menos que seja preciso. Observa e aprende a não errar onde os outros erram. Não, não é só a tua vida que é uma tragédia, a dos outros, muitas vezes parece um filme de terror. E até a aventura daqueles que viajam e se dizem realizados, 90% do tempo, é um tédio que precisa de sentir a adrenalina nos outros 10%, para esquecer a infelicidade daquilo que são. Não és melhor, mas tens-te saído bem! Não tens grande coisa nem és nenhum cientista que salvou milhares de pessoas, mas a razão de não o seres, baseia-se nas variáveis que fazem de ti uma pessoa única. E é por isso que estás a ler este texto enquanto tens a corda ao pescoço e te ergues no topo de um banco com apenas três pernas.
É verdade que não podemos ser todos médicos, nem todos ricos ou professores, porque precisamos de pessoas que limpem as casas de banho do shopping que frequentas, ou que limpem a mesa suja onde te queres sentar a comer com a tua família ou amigos. Ou pessoas que te atendam nos super-mercados, que tomem conta dos teus filhos ou da tua mãe/avó agora numa cama de um lar para idosos, que se sujeitem a limpar a merda e o vómito que tu te recusas a ver e/ou limpar.
Queres ser grande? Queres ser importante? Queres ser rico? Tenho um "segredo"... o esforço e o trabalho não farão tudo, precisas de SER e caminhar como se o fosses! Grande, importante, rico, inteligente, destemido, aventureiro. Mas nunca te podes esquecer de ser humilde e ter respeito por quem te serve.
Mas é claro que também podes ser um granda cabrão e um a granda cabra e fazer o que te apetecer! Trepares por cima de todos, e só parares quando chegares à tua meta.
Ou viveres os teus sonhos de forma tão intensa, que te fará acreditar que tens super poderes ou, por alguma razão, és melhor do que certas pessoas, só porque lês mais, ou tens mais amigos, ou aceitas melhor.

Queres fazer parte da população que se governa ou governareste a ti mesmo? Então começa-te a preparar! Um dia vais ter uma namorada(o), que com o tempo se tornará mais do que isso, e terão filhos. Quando essa altura chegar, como irás governar a tua casa, se não governas o teu quarto e a tua mente?
Manda os outros à merda! Sorri e agradece quem te serve. Não precisas de amigos, nem de cunhas, precisas de um apertar de mão forte, de um argumento confiante e de uma personalidade que não vacile.

Mas agora, o melhor que tens a fazer é saltares do banco e esperares que a próxima vida seja melhor...

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A árvore que o criou...

Estava a sua mãe chorosa, soluçando pelo filho pregado vivo na cruz. As feridas abertas, rasgadas pelos mil raios de luz, espinhavam de vermelho o caule de mente rosada. Eram doenças que se espalhavam no cadáver profanado e não a fé de mãos e pés lavados. A cabeça do rebanho, erguia-se no topo da estaca como um troféu, glorificando o pastor de uma visão atroz nos rostos que cegamente o choravam. O peito daquela Maria, que de pequeno não o conheceu mas que o encantou no meio da palha, gemia num soluço sofrido, compondo com sua senhora, uma cacofonia fora do tom. Lutava ele, o desmanchado, pelo fio da vida a quem dava como seu titereiro, o Adamastor triunfante que nunca lutou. Eram vinhas e centeio, semeados e lavrados, desgostados à mesa do chão. Não havia alimento do fogo para as cadeiras, nem o bronze, que compunha a lança que o trespassava, para os pregos. O dó explicito em que deixava a sua alma, jazia solitária com a dívida ao pescoço, mesmo coroado rei daqueles cujo o dinheiro vale ouro.
A morte anunciada, lavrada pelos bois que o puxavam, surgia-lhe pesada na nuca, enchifrando-o pelas palavras que lançava aos peixes.

domingo, 25 de maio de 2014

Violência, gera...


"Violência gera violência."

Não! Violência não gera mais violência, desenvolve tecnologia! Desenvolve técnicas de construção, armamento, medicina, educação, e a vida quotidiana de uma civilização. A guerra, é um mal necessário e importante para a nossa civilização progredir. É necessário existir, do outro lado do mundo, alguém que faça o mesmo. É importante que existam concorrentes directos e indirectos, caso contrário nada disto existiria.

Para cada ano que a tecnologia avança na nossa sociedade, a tecnologia militar avança quatro. E a tecnologia avança, porque continua a existir gente que está contra o sistema. E enquanto elas existirem, a nossa segurança é melhorada. A nossa saúde, os nossos transportes, alimentação, tecnologia, comunicação, etc.
Foi por existir uma grande violência silêncios (Guerra Fria), que os Russos e os Americanos fizeram uma corrida ao espaço. Foi através de violência que Hitler subiu ao poder e deu ao mundo grande parte da tecnologia que vemos hoje no século vinte.

Mas vêm então os moralistas da internet, armados em pseudo-intelectuais, armados em galifãs por andarem na universidade, pertencerem a grupos de praxes. E até mesmo aqueles que são contra Racistas. Os chamados Anti-Brancos, que vêm com palavras em inglês explicarem que o novo movimento Pro-White é uma maneira mais ligeira de se ser racista. Bem... se o mundo não tivesse sido explorado por brancos, estávamos todos na merda. Verdade seja dita. Ou não fossem a grande maioria das potências mundiais governadas e construídas por Brancos.
Mas como estava eu a dizer: Aparecem para aí os hípies, com os seus cartazes e marchas de protesto contra a violência, sem terem sequer a consciência de a natureza sempre se governou com violência, eugenia, lei do mais forte, mortes, assassinatos, e muita luta.
São contra a violência física, apesar de ainda hoje existirem torneios de luta. De existirem desportos que são uma versão simplificada de guerra entre dois grupos.
Futebol, rugby, hóquei, etc. Combates de vale tudo, Karate, Krav-maga, MMA, UFC, etc etc. Tudo e qualquer coisa que envolva duas equipas ou dois adversários.
Toda a vez que uma equipa ganha, a derrotada treina ainda mais, estuda ainda mais, prepara-se ainda mais. Porquê? Porque foi "agredida" e não quer pertencer aos fracos, porque os fracos é para quem não se sabe nem pode reproduzir. Adicionando a essa ideia invisível o "semear a sua semente".

Se não existisse violência, ou competição, nunca teríamos evoluído para o animal que somos, e proibir essa nossa natureza violenta, é ser contra uma espécie inteira. E ser contra uma espécie inteira, OU, serem contra pessoas que usam guerras e violência, é o mesmo que não aceitarem serem pequeninas neste mundo gigante. É quererem e exigirem serem reis se nunca terem feito nada por isso. É quererem repartir riqueza, suor e sangue por quem nunca lutou ou fez o que quer que fosse. Muito sinceramente, são ideias como estas, de Anarquistas, que detroem cidades na América. É por causa destes hipies, contra racistas e guerras, que o mundo não evolui.
Há coisas realmente pelo qual se deve lutar, como o acabar com violência e abandono animal. Tentar acabar contra a industria farmacêutica e as suas políticas.
Existe poder, mas esse não está nas nossas mãos, porque se assim fosse, todo o mundo entraria em guerra e seria o caos constante.
Parece que estas pessoas, pseudo-intelectuais, se esqueceram daquilo que foi um dia Roma, Grécia, Sparta. Os grandes catalisadores da civilização Ocidental, que deram origem às grandes super-potências mundiais. Defendiam o sei reino com o próprio corpo. Batalhavam por todo o seu império, para controlarem populações amacacadas.
Foi em Roma que se deu a revolução judaica, e foi lá que os soldados romanos a controlaram. Foi roma que deu vida ao mundo, que o impulsionou.
Foi Portugal que tornou o mundo redondo, e conquistou-o sem nunca fazer grandes guerras. Não como fizeram os espanhóis durante 800 anos. E vêm vocês para aqui dizer, que violência gera violência!? CLARO QUE CRIA!! E ainda bem que cria, caso contrário vocês estariam a falar espanhol e não Português! Estariam hoje sobre domínio espanhol e francês, porque simplesmente sucumbiram e renegaram à luta pelo território que um dia foi o sonho de D. Afonso Henriques.
E renegarem o império daquilo que foi Portugal, Roma, Grécia, Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, só porque são contra violência!? É o mesmo que tatuarem na testa: "Sou contra brancos! Viva a diversidade de culturas!"

Violência, quer eu queira quer não, é o que move o mundo. É o que lhe permite criar tecnologias que daqui por 4 anos a vamos utilizar. Ou vocês acham que as fraldinhas que põem nos vossos filhos e as que usaram, que tem uma história muito linda!? NÃO TEM!! A necessidade surgiu na guerra fria, quando os Americanos começaram a levar homens para o espaço. Não fosse a segunda guerra mundial e a Alemanha nunca nos teria dado o micro-ondas, frigorífico, satélites, telemóveis, computadores, internet, aviões, comboios, auto-estradas, carros, jipes.

Existe muita violência desnecessária neste mundo, que acabará por desaparecer, como é o caso do abate de elefantes e leões em África, por parte de famílias ricas e abastadas, mas enquanto isso não acontecer, não venham com moralismos. Não estou a dizer que esta violência em particular se deve deixar e permitir que continue a acontecer, mas com os outros tipos de violência: Escravidão, irá acontecer, quer seja em África ou na China.
Percebam que É o negócio da droga, tráfico humano, religião, guerras em áfrica, china, etc etc, que gera dinheiro que sustém a economia do mundo. A crise Europeia aconteceu, quando no Oriente se fecharam aeroportos que transportavam a droga para a América e o interior da Europa. Bastou fecharem, que toda a economia global deu o badagaio. Se acabarmos com a escravidão, tirarmos do poder políticos corruptos, prendermos chefes de estado, de empresas corruptos, e acabarmos com toda a riqueza e elitismos, não teremos um mundo cor-de-rosa, maravilhoso e bonito, perfeito para toda a gente, mas um caos total que levaria anos a erguer-se porque... todas as leis, de todos os países teriam de ser re-escritas e isso demoraria décadas.

Eu também não gosto de guerras no mundo, de escravidão, de violações, raptos, tráfico, de violência física e psicológica, de preconceitos e de existir gente com fortunas e riquezas, máfias, corruptos. MAS... também não gosto de não ter sucesso com as mulheres, ou de um dia vir a morrer sozinho sem deixar descendência, só porque sou tímido, parvo, filho da puta, porco, narcisista, feio, defender edeologistas racistas ou preconceituosas, apesar de haver muito gajo ignorante a reproduzir-se em todos os cantos sem qualquer tipo de personalidade ou consciência própria, como é o caso desses moralistas anti-tudo, só porque gostam de ter mulheres do seu lado, e tudo se torna mais fácil por aceitarem tudo e darem o cu, só porque sim e porque elas gostam de homens assim.
Eu aceito que exista gente melhor, mais inteligente e capaz do que eu. Eu aceito que nunca vá ter filhos e que morra a um canto. Eu aceito que haja gente mais rica, com fortunas e donos de metade de Portugal. Eu aceito que sou mais um peixe neste oceano governado por tubarões. Eu aceito! que sou menos do que os outros, e de que os outros, mais fortes e ricos, possam ser mais do que eu. Eu aceito e reconheço a elite que pode mais, me pode simplesmente espezinhar a seu belo prazer porque PURA E SIMPLESMENTE: PODEM!!! E se podem, não vão ser vocês que vão acabar com "a sua raça". Porque vocês ainda não se consciencializaram nem aceitaram que não são nada aos olhos dos chefes do mundo, que ao mínimo indicio de fim do mundo, têm o cu sentado num bunker qualquer ou numa nave espacial para o espaço.

Acabarem com toda a violência no mundo, é o mesmo que dizer que os animais selvagens vivem segundo actos primitivos. Chama-se "lei do mais forte". Ou vocês também são contra os leões caçarem gazelas? Contra os ursos comerem peixe, e as águias comerem coelhos bebés? Isso é o mesmo que estar contra a natureza, e estar contra a natureza é violência. São assim tão bebés!? Essa mentalidade infantil é o que fode um povo com 800 anos de história. Há quem possa beber uma garrafa de vinho de 2000€, comer num restaurante chique, conduzir um carro de luxo, ter um palácio e passar férias no Hawai todos os meses e vocês não. Paciência!!! Ou também querem ser reis?
Se querem mudar o mundo, combatam a fome! Combatam a caça excessiva de bacalhau! Combatam os raptos e violações em África, o tráfico humano nos países de Leste. Vão para lá! Usem as mãos e o corpo para defender a vossa causa! Mas preparem-se para derramar sangue.

Eu não estou contra vocês. MUITO pelo contrário! Só quero é que percebam que para se fazerem ouvir, vão ter de ser violentos grande parte do tempo. Se não o tivéssemos sido no 25 de Abril, ainda hoje estaríamos debaixo de ditadura. Se bem que... "querer mudar o mundo", são coisas para Miss Mundo. Só temos de o tentar melhorar, o que implicaria mudar também todo o sistema farmacêutico. Impossível. Por meia-dúzia de dias a foder no Brasil, os médicos cá vendem os medicamentos que a industria quiser. Traga cancro ou sida.

"A Guerra não é solução". Vai uma aposta!?

Nós podemos fazer muita coisa, mas só aquilo que eles deixarem fazer.
Eu não estou a favor da violência, estou contra quem não compreende a sua origem.

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quarta-feira, 12 de março de 2014

SA und SS



Esticaram o braço direito no ar, e com a força de um grito de guerra, o batalhão pintado pela cor da morte, adornado de suásticas vermelhas nos seus uniformes, fizeram o inimigo sentir um tremor de terra correr impetuoso na sua direcção.
-- SS und SA!
-- Heil! -- como um trovão, a saudação ao seu grande rei, propagou-se pelo ar conquistando todo o complexo, exteriorizando-se pelas grossas paredes, espalhando o medo em cada rua e esquina mal iluminada.

2013