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sábado, 23 de abril de 2016

Até te vais borrar de medo! [2]

[The moment - Pinterest]


Hoje não vais dormir.
Eu sou a besta que guarda as chaves da tua prisão. Vou arrancar-te a pele dos ossos e quando encontrarem o teu corpo, vais estar triturado no fundo de um pântano.
Rasgar-te o sorriso da cara nunca me fez sentir tão em casa. Estás com medo de mim agora? A morte ao meu lado é mais misericordiosa! O tempo será uma tortura.
Junta os teus amigos e vem lutar pela tua cabeça. Levanta os braços, desta não vais parar ao chão, nem ao hospital, mas trouxe um caixão para cada um!
Vou matar o número Um! Caçar o líder da revolução inconsciente e irreverente. Ainda te sentes com sorte? Ainda te sentes com força?
Se entrares na escola, junto o grupo à tua volta, pois eu vou entrar com a manada atrás de mim!
Junta as pedras, que de paus não tenho medo de usar. Protege a cara ou ficarás irreconhecível.
Sou O lobo solitário que te arrancará do coração da alcateia. Sentes o medo tornar a visão turva? Cheiras a morte? Antevês o teu fim? Delicio-me com o teu sofrimento!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Um elo perdido dos sentimentos...


Constrói reinos à sombra de conquistas, amontoando carcaças e inundando rios com o sangue dos teus e o dos outros. A causa alastra-se como um fogo de labaredas titeritadas pelo vento, substituindo a lua e as boas maneiras no toque das portas velhas. Fazem-se convidados e cultivam as suas sementes em virgens de uma beleza e inocência pura, que os seus anjos da guarda, divinos, se aterrorizam e gelam com tamanha barbaridade cometida por todo o corpo das suas santas prometidas. Não são guerreiros, nem homens, são monstros! Criaturas obscenas que fariam o estômago do próprio Diabo se revirar.
Consomem e são consumidos pela febre delirante de causas não naturais, de origem humana, de mãos pintadas de ouro e o coração encarcerado num reino que alcança o horizonte e engole o sol. Se descer dos céus, ninguém lhe dará tempo para os sermões e os dilúvios serão só mais uma enchente nos rios.
Secam as sementes, cozem o pão e matam um porco com vinho de uma pipa mais antiga que a própria casa, que a própria mesa o chão que pisam. Não existem portas nem portões que os sustenham na marcha virada à terra prometida.
São formigas adaptadas a mundos pós-apocalípticos. Árvores que se entranham na terra mais verde e bichos que furam as pedras mais duras. São um veneno incurável, que bombeia da terra a água do mundo e lhe injecta o resultado das suas inteligentes entranhas. O progresso, fomentado no tacto do verme que engrossa no útero da fêmea, carece de espírito que só pode ser preenchido com objectos de sons e cores do outro mundo. Do mundo do além, para lá da compreensão total e absoluta de quem o manipula. Já não à utensílios de pedra e a era do bronze à muito se derreteu e reciclou, para dar origem a uma nova fornalha de técnicas apoiadas pelo tédio e malandrismo.

Aguardo ansiosamente o momento em que todas as gerações que precederam Adão e Eva, se tornem numa só Era, e tudo se dissipe, sem estrondo, sem cheiro, sem vestígios da nossa existência. Um elo perdido da evolução.

domingo, 2 de agosto de 2015

Até te vais burrar de medo!

[Scene from Urban Explorer]


Abre de novo a boca, e levas o outro olho inchado para casa da tua mãe. E se voltares a aparecer-me á frente, muda de passeio a menos que queiras ter um certificado de óbito inconclusivo.
Tornei-me no teu pior pesadelo. No cão de guerra a quem agitas a bandeira branca. Aqui vou eu, numa marcha suicida, apontada ao teu corpo enterrado no teu próprio desespero.
Cada vez que te olho, vejo o teu corpo tremer em arrepios de suores frios que te descem pela espinha. Aproxima-te e pode ser que tenhas sorte em sair vivo do nosso cruzamento. E quando fores para a cama à noite, é melhor vestires um segundo par de cuecas, não quero que sujes a cama cada vez que sonhares comigo.
Sim, eu sou o homem que te persegue! Eu sou o dilúvio do qual não podes fugir. Não sorrias, não tens motivos para isso! Enquanto eu existir não serás feliz! E cada vez que saíres casa, olha sempre por trás das costas! Porque te vou perseguir a vida toda de punhos fechados com vontade de te ver engasgar no teu próprio sangue!
Recorda a minha dor quando sentires os nós dos meus dedos esmagarem a máscara idiota que trazes contigo. Foi falta de amor e carinho? Não te preocupes, não apareci aqui para te educar. Não sou teu pai, sou o teu assassino! O teu psicopata pessoal, dedicado e fanático pela tua pessoa!
Colo-te às paredes do meu cérebro, numa teia de conspirações e acidentes do qual és vitima. Não tenho remorsos do meu inferno nem da faca que te degola a confiança, as palavras e te torna num gago cada vez que te olho nos olhos à distância de um grito depravado da minha existência. Sou o Alpha da matilha neurótica no qual te fechas.
Deves-te ter sentido tão sozinho, para abusares da minha fraca postura. Foste um pesadelo que se tornou num objectivo demente. Eu sou o final da história que começaste! Sou o teu fim!
Vou destruir tudo o que amas e encher a tua vida com a dor mais indiscritível que já sentiste! Fazer contigo o inimaginável e deixar-te pendurado pelo pescoço enquanto te vejo lutar na miséria do teu medo.
A minha vingança está a crescer, o teu tempo está a acabar e não te podes esconder! Vou-te apagar da história! Se queres viver, respira baixinho e não me voltes foder a cabeça!


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Lê-me, ouve-me, quando sentires a raiva controlar o teu corpo!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Uma sombra cintilante de ódio abraçou o horizonte...



Foi num dia, quando o amor deixou de ser correspondido, todos os beijos e carinhos se transformaram em espinhos venenosos, que a morte se aproximou; Tocou-me nos cabelos compridos e deu-me a beber a solidão, a tristeza, o sofrimento e o frio que gelou o meu coração, a minha lingua e os meus olhos. Pouco tempo depois veio a depressão, como uma capa pesada sobre o meu corpo, que tirava pensamentos negativos das mangas e me enchia de dor o corpo pálido de vampiro que abominava a luz do dia, as conversas com os amigos e a ignorância de frases feitas.
Como é bom odiar os outros e desejar-lhes a morte!
Como é bom sentir o pânico da mente encurralada neste corpo em auto-destruição.
Como é bom saber que todos os dias te deitas sozinho, sabendo que és incapaz de amar alguém e em que começas a duvidar de que consegues de facto mostrar carinho por outro.
Como é bom ser olhado sem precisar de falar, sem precisar de sorrir, e ver na cara dos personagens da minha vida putrida e podre o sofrimento que vêem estampado no meu rosto, nos ombros caídos, derrotado e desistente.

Foi o tempo mais negro e obscuro que atravessei com a minha mente. Foram os anos mais longos de agonia profunda e de um prazer sublime que ninguém entendia. Foi o poço mais fundo que escavei e pelo qual me deixei engolir vezes e vezes sem conta.
Não há alegria que me igual o sofrimento.
Não há cores que me igualem as das paredes do buraco da morte.
Não há palavras, mas existem sonhos demoníacos!
Existem infernos que me conquistaram o espírito da alma moribunda e decadente onde me deixei decepar, rasgar e gritar pela angustia.
Existem horrores que me vergam as costas em cortes profundos que ninguém quer beijar, que ninguém quer ouvir.
Os outros sofrem de tristezas, de abandonos e infelicidades; Choram-nas, mas não lhe sabem dar valor. Acarinho a morte no meu colo. Afago as vestes com as minhas mãos trémulas de nervosismo e ansiedade e conto-lhes as amarguras e animosidades que vivo nos meus sonhos. As profundezas torcidas do meu peito, do meu Eu, de mim, contorcem-se com o respirar leve da criança nos braços. Sou pai do maior assassino da história! Pois todos os dias me mato e torturo em instrumentos e palavras de dor infinita.

À medida que a luz consome o meu corpo neste inferno de tortura, eu riu de mim mesmo.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A morte não tira, conquista!



Estava uma criança, a chorar à beira de um rio. Numa mão tinha uma faca e na outra um pulso cortado. A morte apareceu, saltitando de guinchos eloquentes e aos poucos se aproximou da criança moribunda, perdida.
-- O que aconteceu criancinha? -- perguntou a Morte.
-- Cortei-me e quero morrer! -- respondeu-lhe com os olhos pesados e uma voz decidida.
-- Oh! Mas a morte não se deve chamar! Que idade tens tu menino?
-- Tenho cinco! Cinco dedos que não contam e que não agarram a vida. Sou torcido e sacudido, como as laranjeiras do outro lado do rio.
-- Vem, vamos saltar e dançar! -- a morte ofereceu-lhe a sua mão. -- Vamos rir e sorrir! Vamos celebrar a tua morte!
A criança pulou, agarrou-se à Morte e cantou os passos e os saltos. O sorriso preenchia-lhe o rosto e os olhos brilhavam de sossego e completa alegria. A Morte veio, deixou morrer e desapareceu.

E tu? Queres uma faca também!?

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I am nothingness
Nobody hears me because i am nothingness
Nobody sees me because i am nothingness
Nobody understands me because i am nothingness

Then I hear this beautiful melody
I approach her and dance with her and feel at ease
I dance... and dance... and realize too late
That this will be my last dance on Earth
My dance with Death

No one is going to miss me
No one will ever know my story
Because i am nothingness

domingo, 15 de dezembro de 2013

No limite da imaginação...



Cada passo me aproximava mais da entrada guardada por dois vultos encapuçados. O chão liso reflectia a minha figura de forma desfocada e o vidro fosco pintava-se de branco. O corredor pintado de leite, apertava-se sobre mim, pesando nos ombros como um arrependimento agudo. A consciência ficava para trás, deixando-me em piloto automático, incapaz de delinear uma ideia sobre o que estivesse no fim daquela caminhada iluminada. Era quase como se o mundo termina-se naquele rectângulo impenetrável pela minha mente, e me fizesse entrar numa dimensão irreconhecível por todos os sentidos evolutivos que me trouxeram até aqui. Sentia em mim mesmo, a estranha sensação de que o que quer que eu fosse, de onde quer que eu tenha vindo, a evolução de uma espécie, não faria o menor sentido ali dentro. Como um caracol que rasteja pelo chão sem nunca vir a saber onde se encontra.
Os vultos, rapidamente se confundiam com o preto pesado dentro daquele hall de entrada, desaparecendo por completo a já escassos metros, acabando por serem trocados pelo som forte de chuva a cair. Nos vidros bateu uma rajada de vento, seguido de um grande tufão. Perante uma fuga irracional que fervilhava sobre os meus pés e pernas, olhei o interior receando o desconhecido. A violência no exterior, para lá das janelas que escondiam o perigo sem rosto, entrava tocando os trovões pelas minhas costas, fazendo desenhar na minha imaginação um comboio em rota de colisão. O corredor tornou-se cinzento, as suas paredes racharam em fissuras sugerindo tijolos velhos que acabariam por desaparecer numa escuridão infinita, sem tecto ou chão. A parede à minha frente, levemente como o bater de asas de uma borboleta, transformou-se num céu estrelado, aproximando-se depressa de uma grande nuvem dourada de pós de estrelas.
Um arrepio cerebral efervesceu no meu peito, deslumbrou-me a mente. Fascinou-me. Conquistei o espaço em volta com o meu olhar e percebi então o segredo daquele quarto misterioso no momento em que os dois vultos voltaram a aparecer diante de mim.
-- Não posso fazer mal, pois eu não sei o que é. A vida é apenas uma visão. Um sonho... Nada existe. Um espaço vazio, e tu... não passas de um pensamento.
-- Bem vindo à fronteira. Aqui começa o que o teu pensamento se torna incapaz de ver. O universo é infinito enquanto o teu pensamento o conseguir visualizar e lhe der um significado.

Somos um intervalo no tempo que não avança e o espaço que não existe.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Medo...


Um som oco surgiu na janela, muito ténue, como o caminhar da mamã na cozinha. Ouvi-o de novo, mais forte, acompanhado por um sombra indistinta no cortinado. Cautelosa, agarrei-o, e muito devagarinho afastei o muro bege, enfeitado com flores rendadas, dos meus olhos curiosos. Uma passarinho cinzento, debatia-se para entrar. Aproximei-me para o ver melhor e parou de bater as asas. Olhou para mim e piou. Piou novamente. Senti um pedido no seu piar e na forma de como batia no vidro. Abri a janela e ele saltitou para o parapeito interior. Afastei-me de imediato, com um medo que desconhecia. Desejava tocar-lhe e abraça-lo, mas tinha medo que me picasse.

Tenho um medo irrealista de coisas que me impedem de evoluir, de crescer e amadurecer. Medo e "pavor" de pequenas coisas que exprimidas não saem nada. É um medo de saltar a pequena poça e ficar com receio de que quando chego à outra ponta, cair e molhar. Medo de me ridicularizar, tornar-me num alvo de gozo ou de assalto. Uma variável imutável, constante, que só posso mudar a cada passo que ganho confiança no mundo, para além de mim mesmo. Porque o que me impede de ser um herói, é a violência que não controlo, que destrói o mundo e corrompe as pessoas.

Não estou em Auschwitz, mas às vezes pareço caminhar para as câmaras de gaz.

sábado, 8 de junho de 2013

Um peixe sem sermão...


O branco da minha pele, confundia-se com a neve. A pele rasgava-se a cada sopro do vento que me arranhava as orelhas e cortava as mãos. Um frio intimo, que me abraça e faz o coração disparar. As suas mãos enrolam-se nas minhas costas, trauteando nos ossos da coluna cansada.

Os cabelos imitavam as ondas das águas, encaracolando-se, molhado-se, tornando-se um peso. Todo o meu corpo estava louco, incontrolável. Cada pequena parte, parecia estar em auto-destruição, e até o meu cérebro começara a dar sinal de demência.

O meu Eu ficou sozinho. Enjaulado. A verdade é que também não poderia fugir.

Uma rabanada de vento, fez-me comer cabelos e agarrar com força à terra que me parecia engolir a cada subida do caudal do rio. Mas o meu corpo inerte, congelado pela saudade, pela solidão e pelo choro que me descia pela bochechas vermelhas, permanecia em fúria, sem dono e sem rédeas. Um formigueiro subiu-me pela braço. Soube naquele momento, que a morte estava próxima.
-- Ana! -- ouvi gritar. -- Ana! Ana! -- ouvi de novo, camuflado pelo som da espuma junto aos meus ouvidos, distorcido e retorcido pelo vento uivante que passava sobre mim. Que caminhava pesada e demoradamente, apertando cada ponta de osso exposto. Nem voz nem forças. Para sempre aprisionada na posição desencaixada, à margem de um rio sem sentimentos ou consciência. Um espírito narciso que me fazia flutuar para longe do meu miradouro.

As pedras batiam-me nas costas, partindo em cacos a cabeça já parcialmente vazia do meu alguém. Parti num barco rachado, afundado pelas lágrimas, na violência caótica de uma violação cerebral que me arrastou através de um bosque do qual lhe conhecia apenas as sombras, os gestos, as vozes e os seus cheiros. Fui abandonada e ali me deixaram, à beira de um rio que crescia, sem me antes terem ensinado a nadar.

Não tive o meu sermão, e agora pago ao ser reciclada pela malícia da natureza egocêntrica.
Sou um peixe em águas profundas. Demasiado profundas...

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Sabes o que és?


-- Eu hoje vi a lua sabes?
-- A lua?
-- Sim, a Lua.
-- Aquela coisa lá no alto? Quer dizer... é interessante, mas não é algo por aí além.
-- Sim, aquela coisa lá no alto.
-- O que tem?
-- Nada...
-- Nada?! E olhas-te para ela? Chiça! Onde tu andas a perder o teu tempo...
-- É mais do que um pedaço de pedra suspenso no universo.
-- O que tem de tão especial? Estás bem da cabeça? Agora admiras coisas assim?
-- Eu era cego mas agora vejo. Agora vejo o amor que sinto por ela.
-- Por aquela coisa?! Estás doidinho! Tu mal a conheces e pouco se falam!

As coisas que não sabes sobre mim, prejudicam-me. As coisas que me falas na cara, deixam-me mais infeliz do que sou. Aquilo que me fazes sentir, é uma morte lenta que eu quero que venha depressa. Devia ser de outra forma e não é, gostava de sentir amor e não sinto. Sonho porrada e zangas, e ficas sempre por cima com as tuas atitudes de merda que pensas ser as mais acertadas. Pensas ser alguém que na verdade não és. Julgas ser melhor do que eu e cada vez te tornas pior. Nunca sonhei chegar ao ponto de perceber aquilo que me fazes, e prometo-te que nunca farei o mesmo a outra pessoa. Rasgas-me, violas-me a mente e provocas discussões que desconheces. Fazes pior e nem te apercebes. Não me preparas para nada a não ser para a morte dolorosa emocional. Preparas-te-me para a fraqueza e não para a riqueza. És uma merda e tens sido uma merda. Odeio-te o que tentas ser. Odeio-te de tanta tentativa repugnante e exaustiva a que me submetes só porque achas que é bom, mas não sabes a merda que andas a fazer.
Tentas tudo e de nada te vale, mas um dia vais ver... um dia vais ver a merda que andas a fazer! Pois a merda que andas a fazer, é a pior coisa que se pode fazer e dizer. A porcaria que me tentas injectar na mente, jamais deveriam sair da tua boca, mas és um filho da puta que nunca sabe estar calado quando deve estar calado. És um filho da puta que não sabe ser! Que pensa que é mais do que os outros, e que os outros não são nada. Metes-me raiva e desconheces o ódio que me vai cá dentro, que CRESCE cá dentro cada vez que abres a boca para falar comigo, e eu sempre à espera, do dia em que me fales direito. Que me fales sem pedras na mão! Que olhes para mim com orgulho por me teres ao teu lado, e não do teu lado. Que me ames e me trates como uma pessoa deve ser amada e tratada! Mas eu sou bom e nunca ouço isso de ti. Mas eu sou capaz e nunca ouvi isso de ti. Mas eu existo e pareço ser só mais um na tua vida de merda! Tens tudo? Bela merda! Tens tudo e não sabes ser! E eu?! Sou o resultado da merda que me espetas na cara, daquilo que nunca soubeste ser, dizer ou fazer. Porque eu não sou como tu, não tenho de ser como tu, de pensar como tu, mas nem vês isso. Só está certo o que vês, porque fora deste banco tudo é uma merda. És a pior coisa que me aconteceu na vida, e infelizmente continuas nela da maneira que eu mais odeio e desprezo. Sem valor, sem sentimentos, sem nunca estar calado, sem nunca incomodar, sem nunca deixar que os outros sejam os outros, mas um pouco de ti. Impregnas os outros, mas não a mim. Mudas os outros, mas não a mim. E isto não é uma injecção que me deste, é a consequência de sentir e consciencializar que aquilo que me fazes é a pior coisa que se podia fazer. Já não és aquilo que tanto defendeste! Deixas-te de ser muita coisa "boa" para passar a ser o pior de tudo! És tudo aquilo que nunca quiseste ser, que sempre criticas-te, que sempre mostraste e tentas-te não ser. Mas os anos só te fazem merda à cabeça!! És pior e nem sequer tens a puta da consciência. Nisso, pelo menos sou melhor...a cada mês que passa cresço para o lado positivo, e tu cada vez mais rápido te enfias na merda!
Não, não é para ser bonito ou para ser percebido, é para ouvires e ficarem calados!! Sim, ficarem.
Aquilo que te ouço da boca, é algo com que nunca sonhei. Já vi e ouvi de outros, mas nunca o esperei de ti. Tentas foder-me a mente à força toda, porque achas que lá no fundo até mudo e cresço, mas não sabes nada de nada. A merda que vomitas enerva-me. A merda que tanto dizes e que tu achas que tem tanto açúcar, não vale um peido! Parabéns, conseguis-te o que querias?
Não vou ter uma pessoa como tu, ao meu lado, para o resto da minha vida. Não te quero perto de nenhum. A merda que andas a fazer e nem percebes. A porcaria que tanto trazes debaixo dos teus pés e que acusas ser dos outros. A fraqueza que vês em mim são as putas das conversas que me tentas enfiar pela garganta abaixo e que eu nunca engulo. Pensas que sabes tudo, mas não sabes nada de absolutamente nada.
Não sabem lidar com depressivo-suicidas, psicologicamente instáveis, e atiram-se de cabeça, de berros e gestos que só tornam tudo pior. Não fazes bem a ninguém, só fazes merda!

Não sou um simples badamerdas que não trabalha e tem más notas nos estudos, lá por não ser bom na universidade, não significa que não tenha valor. E é triste, porque devias ser a primeira a ver valor e tornas-te parte da estatística. Cruzas a linha daqueles, que como tu e pior, não me dão valor, não me vêm, não me sentem, não me falam, não valorizam. Não sou "só mais uma pessoa", sou um ser humano. Sou incomum. E sou mais que muitos, mas acham-me arrogante e narcisista. Porque acabaram comigo porque não souberam lidar com aquilo que sou e não por causa de pornografia. Medo? Medo de quê? De me expor assim? E depois? Já vi pior e ninguém critica. Já vi merdas que ninguém liga. É a minha verdade, e por ser minha tem  mais valor.
O que tenho de tão mau? A minha critica? A minha maneira de agir? A minha maneira de falar? Sou mais verdadeiro para comigo do que vocês para vocês mesmos. Sou mais sincero para com os outros, do que vocês para com vocês mesmos. Mas continuo a pensar que sou um merdas. E não tenho medo de ser contraditório, porque pelo menos tenho voz própria e respondo a tudo o que penso e sinto. Não tenho só uma resposta, como vocês oh montes de merda! Julgam ser tanto e não são nada. Têm tudo e não sabem o que é ser-se. Apenas são e isso deixa-os miseravelmente felizes.
Criticam-me por criticar, mas mais razão tenho eu. Pelo menos tenho voz. Pelo menos eu falo, e vocês só lêem. Porque é mais fácil foder tudo do que tentar ser.
Não fui talhado para grandes coisas, mas para amar... isso sim, foi um dom. É o meu dom. É nisso que sou bom, ou talvez não... assim parece não é? Se sou assim tão bom, porque não tenho namorada? Porque nenhuma rapariga quer um rapaz cuja única coisa em que é bom é em amar. Quer machos com muito vivido. Querem bodes que elas julgam ser os melhores pais do mundo, e acabam por se tornar em mais um casal cujo numero aparece em estatísticas. Falo mal? Porque posso. Porque sei do que falo. Talvez me falte um algo para criticar mais e melhor.
-- Deixa de ser um fraco de merda!!!
Aquilo que ganho em ser assim é inestimável, e pelo menos eu sei ver o lado positivo de tudo o que me acontece de mal. Porque eu quando critico tudo e todos, não critico, aprendo uma nova forma de lidar com as coisas. Para conhecer uma maçã, tenho de estudar todos os frutos que não são maçã. Para me conhecer a mim e aos meus filhos, à minha mulher, tenho de me conhecer bem a mim, e para eu me conhecer bem a mim, tenho de saber como são os outros. Saber o que quero ser, como quero ser.
O meu mundo, cá dentro, bem cá dentro, é fechado. Sabes o que és? Nada.

Não temo ser assim. Não temo a depressão nem as "descaídas" de merda que tu, ó linda, me tanto espetas na cara. Orgulho-me por as ter, saber entrar e sair, ter consciência e aprender com isso. Fosse eu como vocês e já me teria matado. Eu tenho tudo, mas não sei fazer nada. Sei pensar, o que é raro hoje em dia. O que é muito raro. Tenho tudo mas não tenho coragem para me matar. Tenho tudo mas sou um badamerdas nos estudos. Tenho tudo mas não sei fazer nada de jeito. Não é assim que me pintam? Não é por não me esforçar. Tenho tudo mas... não tenho o mais importante. Sou extraordinário apesar de ser uma badamerdas que todas as minhas ex-namoras acham e vêem que sou. Sim, porque se me deixaram é porque realmente não valho a ponta de um peido. E se eu sou assim, se entro neste estado, então coitados dos filhos que eu tiver. Coitados?! Aquilo que eles terão a mais do que os outros será indescritível! Mas continuo a passar de um granda filho da puta que só sabe é criticar. Cujos textos são maçudos e sem nada de interessante para ler. Se isto fosse para ser interessante, tudo era bonito e fácil de ler. Tudo era para rir e fácil de perceber. Se os meus textos não tivessem nada de valor, eu não os escrevia. Se eu não sentisse os meus textos, teria medo de os partilhar. Se eu tivesse medo de ser quem sou, nunca diria uma única palavra... Se eu não acredita-se que podia ajudar alguém, nunca expunha os meus problemas. Porque isto, como já disse, não é para vocês, é para mim, para os meus filhos. Porque as coisas más também devem ser ensinadas. As coisas negativas também devem ser explicadas. Porque eu não sou só mais um que escreve, sou um que consciencializa, aprende e ensina. Coitadas das pessoas não gostam de ler textos grandes... eu adoro ler e reler os meus textos. Especialmente porque os sinto. Porque são meus e eu posso "chorá-los" vezes e vezes sem contas. Porque posso ler e redescobrir o que antes tinha esquecido.
Sabes o que sou? Sou alguém que não tem medo de ser quem é! Sou alguém que cresce para um dia ser melhor. Sou alguém que ama algo que ainda não existe. Sou alguém que treme por o segurar e começar uma vida, fazer crescer um alguém, mas como animal que sou, como humano que não tem medo de errar, estou preparado, agora sim, para ser e dar o litro para ser, aquilo que nunca foram para mim e aquilo que eu gostava que eu tivesse sido. Não tenho medo das coisas que me saem da boca... tenho é medo daquilo que não sai!! Daquilo que fica.

Sabes o que és Paulo? Um zé-ninguém que tem muito para dar!
-- [...] tu sabes escrever de tudo sobre tudo o que é óptimo. Eu se não concordar com algo eu digo-te, mas tento ver o teu lado, mesmo nao concordando. Realmente gosto do que escreves, gosto da tua forma de te expressares. Mas admiro mais ainda a tua coragem sabes? Porque expões.
-- A minha coragem?
-- Sim... tu tens coragem. Lês comentarios que são pros e contras mas isso é bom no final, porque expões . Se não o fizesses nunca irias saber quem gosta e quem nao gosta e o porquê de não gostarem. E acima de tudo eu admiro isso, admiro muito essa tua coragem, e o facto de escreveres bem ainda mais admiração tenho, porque de facto escreves bem.

Mas escrever bem não chega.


"[...] Escreves de uma forma, como se conhecesses o mundo que vai dentro da cabeça dos outros, não te conheço pessoalmente, mas pareces-me um jovem meio perdido, ainda que fales de uma maneira, que pareces ser uma pessoas muito experiente na vida. Se calhar até és, mas se és, lá está entras em contradições, atrás de contradições. 
Mas continua, que gosto de vez enquando de ler algumas coisas tuas. Desculpa a minha opinião, mas hoje não resisti a comentar." De Gina em Não vim ao mundo... .


Sim, sou um jovem meio perdido... Que não vale um peido nem o esforço de ninguém. O problema, está em  "gosto de vez enquando de ler algumas coisas tuas". Só algumas? Que desilusão de pessoa. Tens a certeza que não és tu a "jovem perdida"? A jovem que tem a mente perdida em coisas sem interesse? Sim, realmente o meu blog para ti e para todos, porque não és especial nem mais do que ninguém, só gostam de ler coisas fáceis. Coisas que compreendam, porque usar o cérebro está fora de questão. Não é? Porque de facto os meus textos mais técnicos são uma dor de cabeça porque vocês não sabem nem metade daquilo que sei e penso. Porque na realidade vocês sentem-se inferiores quando os lêem e não se querem sentir diminuídas perante um "jovem meio perdido", um zé-ninguém, que não tem nada para dar e que só faz merda. É humilhante serem ultrapassadas nesse sentido não é? Não sou convencido da minha intelectualidade, sou confiante daquilo que me passa pela cabeça. É suposto tudo ser fácil de ler? Mentes que não crescem...

-- "Sabes o que és? Aquela pessoa incrível que ninguém conhece e com o qual todos deviam conversar, pelo menos uma vez."

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domingo, 10 de junho de 2012

À noite vêm os sonhos...


A menina pulava e saltava. Ria e cantava.
Fingia ser uma filha, enquanto era filha. Brincava aos papás e às mamãs com duas pessoas um pouco mais crescidas que ela. Fazia de conta que tinha outros pais, que comíamos amoras e que tinha de ir ás compras.
Vi naquele momento, naquela brincadeira elaborada que ela criava dentro da sua, ainda inocente, mente a sua maneira própria de crescer. De se tornar um dia como a mamã. Grande e sempre pronta a ouvir. Mas seria algo mais... uma maneira de criar um espaço em volta de algo a que ela ainda não compreendia. A sua personalidade e o seu lado feminino.

Deitámos-nos os três na cama, e ela dormia. Controlava o jogo, as falas, as ideias e as opiniões dos papás. Daquelas pessoas que não o eram nem sabiam ser pais. Ela sabia-o bem e por isso... guiava-os, naquela tarefa tão difícil. 

Ficarmos sentados a ver o desenrolar das brincadeiras e dos jogos das crianças, ensina-nos, ou pode ensinar-nos, mostrar-nos coisas que esquecemos, que não percebemos. Que um dia fizemos mas substituímos por outro tipo de brincadeiras e/ou preocupações.
São um mundo mágico, que nos polvilham com encanto e fantasia. Por vezes... abstracta.
Aprende-se a estimular a memória, a desenvolver as relações inter-pessoais, a sua personalidade, os seus gostos e os "não gosto", os medos, fantasias, sonhos e desejos.
São uma esponja tão fértil, que qualquer contacto com um estímulo trará percussões inimagináveis.


A noite vem, e com ela os monstros. O pai abre o livro e a mãe lê. Inventam vozes e gestos horripilantes ou carinhosos perseguidos por sorrisos ou olhos bem abertos e assustadores.
Apesar de serem pequenas histórias, simples e descomplicadas, são autênticas guloseimas de papar e birrar por mais. Pequenas bolachas que fazem os seus pais criar uma ligação com a sua filha sempre pronta a uma nova aventura.
Os cobertores cobrem a sua cara nos momentos mais sombrios, enquanto os seus pequenos olhitos observam as páginas pintadas com desenhos escuros e gatafunhos que só o papá e a mamã entendem. Devem ser língua de ogres ou de bruxas... Este livro parece estar enfeitiçado, mas só naquelas 2 ou 3 páginas!
Lá vai deixando o medo escapar-se por entre os abraços da mãe para saber, uma e outra vez, que a história acabará sempre em bem.

São contos Peter Pan que fazem voar aquela semente adormecida e agarrada ao peluche que protege com a sua própria vida, com tudo... dos seus próprios medos e pesadelos.
A luz de presença iluminará a escuridão e será o fogo dos dragões, protectores da donzela adormecida. Fará brilhar o seu cabelo, e a mais pequena estrela cintilante no céu será ofuscada por tamanha beleza dourada que são os seus cabelos.
A lua já espreita pela janela, lá no alto da escura e estranha noite. Acompanhada de estrelas e cometas, de brilhos que fazem lembrar o bâton da mãe e as conversas com o telescópio no colo do pai.

Dormir não era um problema para ela... pois as grandes aventuras, tinha-as com os seus amigos nos sonhos mais bonitos e mágicos. As histórias de dormir? Eram só a introdução para que a sua mente voasse para "bué-longe" e se aventura-se com os seus desenhos animados mais favoritos, as conversas mais engraçadas e trapalhices que a faziam chorar de tanto rir.

A sua cama... era um palco de descobertas e aventuras.
A sua almofada? Uma caixinha de surpresas e segredos que jamais revelaria a sua verdadeira identidade.
Era um cavalo chamado Dora e sabia falar com todos os animais!
Que criança tão fértil... só podia sair à mãe! Mas que duas...

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fechado...



As lágrimas escorriam pelos rostos tristes, com um sentimento de impotência no peito que os fazia arfar, um "respirar" se os tornava desencorajador enquanto o caixão descia diante das suas almas abandonadas. Um peso que não desejavam a ninguém, um peso literalmente morto.

Um dia de "nojo", que de nojo tinha apenas a quantidade de pessoas que lá tinham ido, simplesmente deixar uma flor, noutra campa, noutra pedra que não aquela. Um buraco escuro, frio e húmido, contrariando aquela manhã tão calorenta. Um dia risonho...

Os pássaros cantavam, pareciam até conversar tal como faziam todos os dias das suas vidas. O mundo nunca perderá a sua alegria, o seu ódio e a sua indisposição. "Perdesse quem perdesse."

Ouvia-se ao longe o riso de crianças brincar na água, e tudo nela caiu... a alma fugira, chorava também num choro depressivo, numa tristeza que lhe consumia todas as suas forças, desejando poder deixar de respirar e partir com ele... ajoelha junto de um buraco por tapar.
Foram lembranças... a primeira palavra, o primeiro passo, os risos e sorrisos, as quedas e as aventuras que tivera, que lhe surgiram na mente sem dono, ao ouvir aqueles risos tão inocentes, que lhe perfuravam os ouvidos e a enchiam de uma raiva e desespero que só conseguia exprimir num choro de morte. Um choro que a leva até ela, e num suplicio de agonia, lhe pedia para que fizesse descer a foice sobre o seu corpo cansado do mundo.

E enquanto chorava as suas recordações preciosas nas teias da sua mente frágil, revivia-as uma e outra vez, e cada sorriso, cada palavra, cada passeio... um sonho, uma simples lembrança.
Não haviam sorrisos para dar, nem palavras que a poderiam salvar daquele poço em que vivia sozinha e nele assim desejava ficar.

Um fervor passou por todos, e nenhuma cabeça deixou de enojar, em parte, aquelas crianças tão alegres que podiam brincar e viver...

Já ninguém me ouve...
Já ninguém me lê...
Estou fechado sozinho...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Por não ter dinheiro..


Não faço mais da vida, por não ter dinheiro.
Não vou mais longe, por não ter dinheiro.
Não consigo mais, por não ter dinheiro.
Não cresço mais por não ter dinheiro.
Não aprendo mais, por não ter dinheiro.

Falta-me o dinheiro para ser "feliz"...
Falta-me o "poder" para "o" poder ter...

As revistas que não compro... Os Documentários que não compro, as coisas que não aprendo, as coisas que não posso ver, sem poder dar em troca, "dinheiro".
Tenho saúde, mas até ela eu tenho de comprar quando tiver doente.
Tenho filhos, mas até a eles tenho de comprar comida e roupas, se os quero ver crescer ao meu lado...
E o tempo? Que falta e faz falta?
E as coisas que não faço? Que não vejo? Que gostava de fazer...

É a anorexia do meu ser...
É o oprimir de um individuo, a opressão de uma mente que podia ser mais, que podia ser mais feliz, mais livre, sentir-me mais leve e sorridente, se tivesse o dinheiro, se tivesse o poder de ter tudo o que pudesse experiênciar...

Por não ter, vejo-me sem nada, mesmo que "possa" ter "tudo". E do que me vale então ver as coisas de outra maneira? Ou compreender? Ou ver os documentários? Se depois aquelas pontas que faltam, não aparecem para ser lidas, vistas, sentidas, por falta do tempo, por falta do dinheiro?

Não sou mais feliz, por não ter dinheiro, por não ter tempo. Por não puder ir para onde quero, por falta do tempo, porque a gasolina anda cara, porque o tempo é pouco, e temos sempre de trabalhar no dia a seguir. É uma frustração que não afecta ninguém, pois ninguém pensa nisso. Deixam de se preocupar.
E fazem "bem"...

Parece que de certa forma, me fecho, mas nunca o faço, sou apenas um trónhado! Um infeliz e um infortuno, que não pode tocar no pacote de plasticina lá no alto da mesa, porque sabe que nunca irá crescer, por muitos aniversários que faça... E é então que os "sorrisos", deixam de ser sorrisos, para passar a ser tristeza, que se afunda no corpo, na alma, sem dar-mos por isso.
Fecha-nos numa folha branca, num rectângulo desenhado a lápis, sem puder pintar com lápis de cera.
Para nunca descobrir o que é pintar em aguarela, sem sentir nem ver, nem aprender...

Deixo de puder ser mais, talvez melhor, e mais feliz, por não ter dinheiro... para realizar os meus sonhos, os meus fanatismos, os meus desejos, os meus gostos... estou fechado.

Para quê então "viver"? Se SEI!! que nunca poderei alcançar tal coisa? Está destinado, eu sei... sinto-o.
Irradio de felicidade. E os meus sorrisos invadem mentes...
Já que não posso ser mais por não puder ter... quero dar aos meus filhos, quero ensinar, quero mostrar-lhes o que o "mundo" tem e dá em cada grão de areia. Quero que saboreiem o mundo como eu o vejo. Sem poderes, sem dinheiros, mas com todo o tempo do mundo... (assim desejo).
Uma visão do mundo, dos sons, das paisagens e do espaço sem tempo, num tempo que transforma o espaço... e um choro profundo, num arrepio de alma, fará tremer tudo o que já viram numa vida vivida na ignorância desculposa do que é ser criança.

Uns nasceram com tudo, e outros nasceram sem anda, e sem nada ficarão...
Poderão não ter nada com que ambicionar, mas poderão pelo menos, sonhar no mar de sentimentos que aprenderam, em sorrisos e compreensão, em abraços e carinhos, em beijos e imagens, onde as palavras não fazem sentido.

Não será por não ter dinheiro, que os meus filhos não terão o que vejo.
Não será por não ter tempo, que os meus filhos não serão mais inteligentes do que já sou.
Sou burro... bastante estúpido, cromo e desajeitado... mas fico feliz por puder sentir o mundo. Um mundo que não se sente... que não se maravilha, que não se ouve, que só "eu" sinto.

O tempo pára, e aquela flor transforma-se na magnificiencia que o universo criou em todo o seu esplendor, em milhares de milhões de CABUMS e PUFFS, explosões cósmicas e biliões de colisões...
A lágrima escorre pelo rosto. Com o mesmo sentimento vagueiam os sentimentos e as emoções por algo tão... inútil. Um amontoado de átomos rodeados em mistérios e sentimentos...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A univercidade de personalidades...


Neste momento, a 3 dias de saber o resultado da minha inscrição, e depois de me ter dirigido à escola, para resolver umas dúvidas relativamente à bolsa de estudo, e dos papeis importantes para a inscrição...
Entrei na escola, nervoso. Sim, porque não é universidade, é uma escola. Se virmos o seu conceito mais básico.
Escola, 2º o dicionário é: Estabelecimento de educação no qual o ensino é ministrado de forma colectiva; doutrina filosofa; experiência.
A palavra universidade, significa o conjunto de de escolas superiores que se destinam à especialização cientifica e profissional.

Entrei na escola, nervoso. (continuando) E tentei encontrar a secretaria ou o hall de entrada. A escola, é enorme, entrei, tirei uma senha, e sentei-me à espera de ser atendido.
Para além de um ou outro gajo vestido com casaco preto, se bem que o numero de pessoas com o traje, aumentava significativamente mais nas mulheres. Parece que estão mais propícias a aceitar o que quer que seja, só para dar 200€ por um fato que só o irão usar na escola. Nem servirá para as vindimas, nem para o inverno.
Talvez o possam utilizar num baile de finalistas, sem a capa de super-homem.
Os gajos eram um pouco mais altos, e como normal, num sítio novo, desconhecido, sem qualquer mapa/planta de fuga e de esconderijo criada na minha cabeça, sentia-me vulnerável. Pois, todos os que já lá andavam, começavam a tirar-me as medidas, tal e qual como fazem os presos a um recluso novo.
Será por tanto, meu dever, lutar para não ser uma cabra, ou... fazer parte da cadeia alimentar deles.
Começa logo com o NOJO, pelas praxes. Pelo DESPREZO de qualquer tentativa de abuso ou de se imporem como autoridade.
Será da minha responsabilidade, encontrar a minha personalidade, dentro deste "novo" universo de pessoas individuais, adultas e destemidas. Que é coisa que não sou, e ao qual nunca estive sujeito.
Sei no entanto, de que com o tempo, o meu nervosismo, a minha timidez e ansiedade, irão passar, até entrar na escola aos risos. Não conto isto, para que seja usado contra mim, caso algum parvalhão o tente. Conto isto, para que no futuro, quando tiver filhos, eles pois, possam ouvir o meu testemunho, e saber, que tanto como eu, me senti nervoso com a minha entrada num sítio do qual desconheço, do qual não estou nem me sinto preparado.

E é óbvio que me sinto abalado. E sei que a minha personalidade irá mudar. Humm, talvez não mude, e eu apenas a fortifique. Sei que posso viver sem amigos ou cunhas. E também sei uma coisa muito importante!
Serei o único da minha família, da parte da minha mãe, e da parte do meu pai (só até à mãe dele com o pai do meu pai), que... em principio, conseguiu e frequentou a universidade. O meu pai não foi para a universidade, e tanta eu como o meu irmão, já chegámos mais longe que ele, a nível de estudo.
Gostava, no entanto, de ser um pouco mais velho, de ser mais maduro. De me sentir seguro para onde vou.
Sei que terei sempre o meu mundo à minha espera, o meu quarto esborratado pelo sangue das melgas, e pelo meu computador, mas... sentir-me-ei como a minha primeira vez no liceu. Ou como a minha primeira vez na profissional. Só que.. está na hora de ser homem, de agarrar os tomates e entrar por ali a dentro, como se aquilo já me fosse familiar.
Não tenho de ter medo de nada. Mas.. tenho medo do "não saber" como se faz. Almoços, salas de aula, entradas, horários confusos.

Estarei com amigos, desde a saída de casa, até à ida para a escola. Mas estarei sozinho, a partir do momento em que a campainha tocar. E tenho medo de chegar tarde à sala, de não me saber desenvencilhar.
Mas, como se costuma dizer, "perguntar não ofende". E posso sempre pedir informações. Se tenho problemas com o gozarem comigo? Tenho, mas pode ser que as coisas até corram bem.
Não crio expectativas. Apenas crio ansiedade por poder aprofundar a minha aprendizagem a nível de programação em informática.
O que posso fazer para deixar de estar com tanto medo?
Ficar calmo, levar aquilo como mais uma experiência. E saber que aquilo, será para mim, uma fase importante da minha vida, inclusive para a minha personalidade e maturidade.
E pensar que... para quê ficar tão preocupado? Com medo, Nervoso ou ansioso por ter de enfrentar tanta pessoa junta? Bem, tenho-o, pelo simples facto, de eu, como homo sapiens, me sentir ameaçado no território que ainda não é meu. Mas, também posso sentar-me e pensar sobre o assunto:.
Posso imaginar-me com uma doença terminal. Como um cancro. E isso, pode-me ajudar a ultrapassar as coisas. Muita gente faz isso. Imaginar-se doente ou incapacitada de alguma forma, como auto-protecção do seu próprio individuo. Posso ainda... ficar mais nervoso ou ansioso, por saber que tenho anemia. Que comparado com as batalhas que terei de travar dentro daquela escola, será bastante pior. E será mais importante, saber conduzir a carrinha, e evitar atropelamentos, do que ter medo de não dar logo com a porta da sala. Saber que, seria pior matar uma pessoa por acidente, do que esbarrar com um gajo qualquer e começar uma bulha por qualquer que seja a razão. De ficar mais preocupado com um grupo de mitras que me perseguem à 15 minutos, do que não saber ler ou compreender o horário.


O meu pai, um dia, quando eu era muito novo, devia ter os meus 14 anos, virou-se para mim, quando ainda treinávamos karate e eu estava nervoso por ir ao exame. E ele disse-me, que também se sentia nervoso. Mas que depois pensava, e disse-me algo mais ao menos assim:
Imagina-te sentado na lua, a ver tudo o que as pessoas faziam. Atarefadas e nervosas por irem a uma entrevista de emprego, ou por irem fazer um exame de matemática, ou forem conhecer colegas novos ou mudar de professor e de disciplinas. Achas que isso a ti te coloca nervoso? Não é importante. As pessoas ficam nervosas por algo tão... fútil. Seria pior se caíssem numa linha do comboio, ou ficassem sem uma perna.
Não tivessem dinheiro para comer ou comprar um brinquedo aos filhos. (E agora eu a falar) Porque ao veres cá de cima, despreocupado do que quer que te possa acontecer, o nervosismo das pessoas, o teu nervosismos do exame, deixa de ser maior do que era antes, porque tens a consciência de que terás de enfrentar coisas muito piores no futuro. De que podias ficar paralítico, ou sem os teus brinquedos, sem o teu quarto ou os teus amigos. Sem as Matilde ou a Sckuly. Que... a minha entrada na escola, não será pior do que o facto de ter de enfrentar a morte do meu irmão, ou de algum dos meus pais, ou das minhas cadelas.
E cá de cima, começo a achar que todo este nervosismo, é a coisa mais natural do mundo, e que todos já passaram e voltaram a passar por isso. Que este todo "pesadelo", não terá lugar para um simples arranhão, com tudo aquilo que me podia acontecer. Escorregar e espetar-me num ferro. Cortar uma mão, ficar cego, levar uma facada ou ser assaltado e espancado. Ainda assim, não deixo de ficar nervoso... pois como homo sapiens, sei que o meu território levará um abanão, e terei de lutar por um espaço que não pertence a ninguém, a não ser ao próprio dono do terreno da escola.

E.. sim, ficarei bastante mais preocupado com o facto de conseguir dar uma boa educação aos meus filhos, quer a nível cognitivo, quer de boa-educação e de respeito. Nessa altura, sim, será o meu maior desafio da vida. E só de pensar que posso errar num ponto, ou de ser mais do que deva, a minha alma arrepia-se!!
Tenho 20 anos, e nada disso tem importância. Sinto-me carne para canhão. Mas também não me posso esquecer de que não serei o único a sentir-me assim. E como é óbvio, como nunca andei à luta, me sentirei nervoso, tal como na profissional, ter de dizer "não", ás praxes. Ter de enfrentar cara a cara "os meus opressores", tal como fez o bombista no filme: Unthinkable.
E o simples facto de não ser maduro e consistente de personalidade, deixa-me ansioso, porque me irão pôr à prova. Será talvez esse o meu grande medo. Não ser "maduro".

E escrevo isto, como desabafo, não me liberta os nervos, mas ajudará e será interessante, sem dúvida, reler isto quando tiver acabado os estudos, tiver os meus filhos, e a minha"vida" pela frente. É uma prova daquilo que sou e alcancei até aqui. É um "testemunho", talvez um dos poucos, que não tem medo de assumir o medo que sente. De assumir que se sente nervoso entre conflitos. E não tento arranjar desculpas de que, algo podia ser pior, para abrandar o nervosismo, mas sim, para acabar com ele.
Decerto de que se o meu pai fosse estudar para lá, ninguém se metia com ele, porque ele já tem 43 anos, não está ali para brincadeiras, e de que tem de render ao fim do mês. E saberia tanto como eu. Não participaria em praxes, e teria de se desenvencilhar sozinho por entre aqueles gajos todos. O que é que ele tem a favor?
Corpo de fuzileiro. 1.80m de altura. Uma personalidade e carácter forte.
Não sou nada como ele, ainda que gostasse de perder um ano a trabalhar, e tentar a minha sorte para o ano.
Sim, talvez esteja a fugir do medo, mas também talvez precise do meu tempo para crescer, como acontece pro vezes com crianças que quando entram demasiado imaturas na primária, têm dificuldades em aprender e a dar-se com os outros, porque ainda são muito novas.

Eu gosto de ver as coisas que me "perturbam", como algo que provém da natureza. É algo que eu imagino, que eu sinto e não sei perceber porquê, mas tento à mesmo compreender o porquê, com base em algo cientifico e com a ajuda dos meus conhecimentos e percepção da sociedade que me rodeia.


"Desenvolvimento em matilha".
Imaginemos o seguinte. Quando algum colega nosso, novo, vai a nossa casa, ele sente-se na expectativa do tentar saber o que vai encontrar. Se os pais estão em casa, como será o nosso quarto. Se a casa é arrumada, ou não... Começa a criar uma esponja que o façam sentir confiante e sem medo de entrar em algo desconhecido. A partir do momento em que a porta de casa é aberta, ele sente-se logo de imediato, no território do seu amigo. É hostil, desconhece. A partir desse momento, a partir do momento em que entra, cria logo uma barreira. Cria um escudo. Não porque os pais lhe deram uma boa educação, mas porque é instintivo, nós como homo sapiens e animais bípedes ainda com instinto primitivo, colocar-mos o rabo entre as pernas. Não conhecem qualquer esconderijo, nem algo que possam usar para se defender. Não levantaram a vós, e muito menos tentarão andar à pancada com qualquer membro daquela matilha. Sendo apenas só um ou dois, estão em desvantagem, pois existem mais vizinhos. E aquele nosso território, aquela casa, mesmo que esteja vazia, tira a confiança ao desconhecido.
E nós? Como nos sentimos com a sua vinda cá a casa? Normais. Protegidos e confiantes. Temos a nossa matilha, mais tarde ou mais cedo, que nos pode ajudar caso algum "intruso" tente assumir outro papel que não o papel de "desconhecido".
Agora... e isto ajudará a explicar o porquê do nervosismo quando se vai experimentar, fisicamente, algo que nunca se experimentou na vida, como um exame de karate, apresentar um projecto a algumas pessoas importantes, ou.. a entrada na universidade, ou até mesmo quando somos nós! a entrar em casa de um novo amigo. Colocamos o rabo entre as pernas, óbvio que é tudo instintivo e ninguém se apercebe. Criamos uma certa barreira e os nossos instintos primitivos, como a visão e a audição, começam a trabalhar a todo o vapor, para puderem perceber o que se passa à nossa volta, num local que não nos pertence, que não foi conquistado, e que está repleto de pessoas que nos irão julgar, ameaçar a nossa personalidade. Tentar invadir a nossa opinião. As nossas ideias. Para eles, seremos alvos fáceis. Seremos um cão, novo, numa matilha velha, com hierarquias. Que mandam e chefiam num terreno que não lhes pertence. Mas... não precisamos-nos de nos abrir mais, do que como nos abrimos e conversamos com alguém no comboio. Alguém desconhecido, que também não nos conhece. Que tem o seu espaço marcado, pelo sitio em que se encontra sentado. Não nos conhece, e se converçarmos, precisamos apenas de conversar como pessoas civilizadas. Porém, ainda que alguém possa pensar que isso não é o mesmo que falar com alguém mais velho, ou que ande lá na escola à mais tempo que nós, e que nos fará virar a cabeça do avesso, por termos de reformular as nossas opiniões e personalidade, é a mesma coisa. Diria até, que mesmo que não sejamos obrigados a falar um para o outro, no comboio, também o acontece na escola. E... no comboio, até mesmo o que dizemos serve para ser usado contra nós. A nossa opinião ou a maneira de como falaremos para alguém desconhecido, não poderá ser intrusiva. Na universidade e em qualquer outro lado, será assim.
Teremos de marcar a nossa posição! Mostrar do que somos feitos. Levar e levantarmos-nos. Se errarmos, só temos em aprender, e nunca devermos sentir vergonha por tal acto! Quando eu escrevia mal as palavras ou fazia mal as contas, os meus pais nunca me batiam, nem ralhavam comigo, ensinavam! Tinha a decência de ser persistentes e bem educados! Tinham a vontade de me puder ensinar a fazer bem, algo que não sabia ou que não fazia tão bem quanto eles. Porque eu sou gente! Sou um animal. E sinto medo porque irei entrar num sitio que desconhecerei por alguns meses. Porque terei de mostrar os dentes e marcar uma posição. Mostrar quem sou, e evoluir a partir daí. Não vai ser fácil, mas quem disse que as coisas mais simples de se resolver têm piada? Não nos provoca raiva por não saber resolver o problema. Questionamos-nos do porquê de ser assim. Recebos incentivo, como humanos que somos, e pela nossa curiosidade de descobrir e fazer as coisas.


Porém, existem pessoas, no meio deste ambiente de escola, ou do que quer que seja, que prefere ficar a um canto, conversar pouco e tentar fazer o que sabe e à sua maneira. Góticos? Metaleiros? Até esses tendem em se juntar em grupo. Fomos feitos para trabalhar o nosso "desenvolvimento em matilha". É importante ter um grupo de amigos, onde quer que estejamos, como quando entramos numa prisão. Mas sim, existem aqueles gajos que preferem ficar à margem dos outros. Porque se eu fosse como o meu pai. Com uma personalidade tão forte como a dele. Se bem que às vezes faz faísca. Não seria perturbado. O que tenho de fazer? Mostrar, sem medos, atitudes que o meu pai teria. Afinal, não há mal nenhum nisso. Ajuda-me a crescer, e desde de criança que as crianças escolhem um dos pais, como exemplo a seguir. Mas... eu não quero fazer como o meu pai. Quero agir como um adulto responsável! Quero que me respeitem! Quero ter amigos com quem posso partilhar ideias e opiniões. Quero tornar-me merecedor da frase: "-- és pai!". "-- És o pai dos meus filhos.". Quero ser e tornar-me alguém cuja infância permaneça, e que cresça ao mesmo tempo. Se eu tenho "paixão" por aquilo que vou aprender? Sem dúvida alguma! Irei aprofundar os meus conhecimentos a informática, e ter o prazer de o ensinar ao meu irmão e ao meu pai. Quero, olhar para trás, depois de tudo ultrapassado, e saber que o que disse e fiz, valeu a pena. Que foi bem dito e que não deixei nada por dizer. Quero mostrar a quem me amar, aquilo de que sou capaz. E que neste mundo, me conseguirei desenvencilhar sozinho. Quero poder dar aos meus filhos a confiança e a maturidade que não tenho! Quero torna-los melhores do que eu, em todos os aspectos. Prepará-los para a sociedade. Ensinar-lhes que não faz mal ter medo do escuro, ou ter medo de ir para a escola. Que tudo o que irá aprender, ajudará-o a criar melhores casas em lego. Que aprenderá a desenhar melhor, a falar melhor e a escrever melhor. Que as etapas na vida, são penas troncos de árvores, e que precisamos de apenas passar por cima deles. Eu sou capaz! Eu quero fazer! Eu quero chegar longe e fazer o que gosto! Quero ser um adulto responsável, e educar com as imagens dos meus tios de Lisboa. De puder imaginar um filho tão inteligente, capaz e independente com uma personalidade forte. Quero mostrar que também tenho unhas! E que não sairei deste mundo sem haver deixar luta!! Mostrar que ELES!! estão errados em serem tão estúpidos e parvos, como sempre serão. Não quero ser ou tentar ser, quero fazer! Quero chegar lá!
E se eu precisar de imaginar que tenho filhos? Que andei na tropa, ou dizer que já estive na CentralGest.
E se eu precisar de interiorizar, que fui o melhor aluno em programação, que passou pelas mãos do meu professor Eduardo Martins?!? E se eu precisar de andar à bulha só para mostrar do que sou feito?
E se eu tremer de medo? por falarem mais alto e mal para mim? E se eu me mijar todo por me sentir como um saco rasgado, no meio daquele desconhecido? Ficar perdido num deserto será pior. Atropelar uma criança, cortar um braço, ficar paralítico, apanhar cancro... E eu quiser usar tudo isso?
Ao mesmo tempo que me sinto bem por o dizer e puder usar, todas estes pretextos como "protecção", sinto que devo ser um homem, e enfrentar o mundo com as armas que os meus pais me deram. Usar o que aprendi com o meu pai, naquelas escaladas pela montanha do buçaco, ou por entre os campos de cultivo, enfiados nas possas de lama até aos joelhos... SOU MAIS DO QUE QUALQUER UM!! SOU MAIS IMPORTANTE!!! E porquê? Porque sou eu que o penso! Sou eu que o digo! Quero lutar e conquistar.

Ter medo de falhar? Ter medo de gajos mais fortes e altos do que eu? Ter medo do que não sei?
Sim. Quando olhares para trás... vais achar tudo uma estupidez. O importante, é que te sintas confiante daquilo que aprendes-te até este momento. E que aprendas outro tanto enquanto a ansiedade não passe. Não precisas de te moldar. O mais fácil, será conhecer os teus colegas de turma, a seu tempo. Será importante agires com naturalidade, tal como se fosses trabalhar. Sim, porque estás ali para obter resultados, não só para ti, mas também para os teus pais que pagarão as propinas. É importante não esquecer, de que não precisas de aceitar tudo o que te digam. Como o caso das praxes, ou qualquer outro acto de gozo. E não precisas de ter medo de tais actos de vandalismo, quer a nível físico, gozo, ou psicológico, pois vivemos numa sociedade democrática. Existe policia, existem directores da escola, concelho executivo. Existe também, o tribunal. Existem leis para todos os indivíduos da nossa sociedade. Sentires-te confiante é o primeiro passo. Mostrares a tua personalidade (com o tempo). Também podes armar confusão logo no primeiro dia, uma luta com um mais velho, ou outro rapaz de outra turma. E quando fôr para bater... é até partir-lhe os ossos da cara!

Existem gajos, que gostam de se armar em macacos, em lobos e agir com matilha... TU? És meu filho, e digo-te! estarei aqui para te proteger! No meio daquela bagunça e testosterona toda, tu és o Urso! És a àguia! O elefante! E sabes porque? Porque és meu filho.... e por muito que te custe enfrentar este mundo novo, eu, estarei ao teu lado, para onde quer que vás. Sou pai, adulto, e como pessoa, tenho o direito de agir da melhor forma e cívica possível, sobre actos tão estúpidos e pérfidos como os dos outros garotos!
E se precisar de te levar à sala? Se precisar de fazer a inscrição contigo? És meu filho! E dos meus filhos trato eu!!! À MINHA MANEIRA!!! Os outros não me interessam.

Nem o que pensarem de mim, nem o que disserem, nem o que fizerem. Tenho a dádiva de ter nascido num seio familiar rico em interactividade! Aventura! Puzzles, lego! E por puder deslumbrar sem sombra de dúvidas, a mente do meu pai, que me ensinou a ser o que sou hoje. Talvez um pouco frio, pelas minhas razões. Mas por puder desfolhar livros e ler sobre a atlantida, sobre o universo, sobre os extraterrestres. De pegar no meu primeiro computador e jogar o The Incredible Machine! De ele me levar mais o meu irmão, montados nas bicicletas, para o meio do matagal. De nos deixar trepar o monte que a minha mãe teimava em dizer que não.
Sou gémeo!! Não sou baptizado! Nem acredito em deus! Sou inteligente! Sou único! E tenho a vontade de ser pai. A vontade de ensinar e de amar, de dar carinho e de aprender. Eu já sou... não preciso de ter medo por ir conhecer os futuros pais, dos amigos dos meus filhos!!
É por isso que leio. É por isso que me informo, que me interesso.


Eu já sou... não preciso de ter medo.

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"O que queres que faças na vida, será insignificante...  mas é muito importante que o faças, porque mais ninguém o fará." Remenber Me (2010)

"Só custa os primeiros 5 minutos." Carla

"Nenhum é melhor do que nada!" Eu para o pedro

"
You, me or nobody, is gonna hit as hard as life. But ain't about how hard you hit... It's about how hard you can get hit, and keep moving forward... how much you can take, and keep moving forward." Rocky Balboa

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Caçadores de Magia - Prologo (parte 2)


A força do vulto é assombrosa, e com um aperto no punho sua faca, abre o homem ao meio, estripando-o de alto abaixo, parando apenas na perna.

Deixou o corpo cair no chão, tentando minimizar o barulho da terra a ser remexida pelos pés do guarda. Na sua mente, surgiu a imagem de um novo guarda, longe, junto ao canto sul da vila. Correu pela rua atrás de si, de onde provinha uma imagem muito fosca, de uma lareira. Em frente, um sofá vermelho, e um tapete de arraiolos.
Sobre a fogueira, uma peça em bruto de mármore, já gasto e um pouco queimado. Trabalhado à mão, ornamentava com lírios, tulipas, cães de caça atrás de predizes, algumas vacas ao pasto, e no centro,  5 cavaleiros a entrararem, montados nos seus cavalos, dentro de uma floresta de pinheiros. Pela sua mente, enquanto percorria detalhadamente cada ponto daquela lareira fosca,vinham-lhe imagens de crianças e adultos, todos juntos à mesa. Alguns a discutirem, outros a dormir e a sonhar com o trabalho que tem de ser feito amanha, nos campos.
Chegou junto à casa de onde provinha a tal imagem. Parou.Teria de ser silencioso, mas já tinha morto 2 guardas, e não tardava em aparecer os restantes para os substituir. Decidiu então colocar a mão na porta, fez força, e a porta explodiu para dentro, criando um vento arrasador, que deitava e arrastava tudo o que se encontrava naquele pequeno hall de entrada, para um canto. Presentiu duas pessoas levantarem-se, desembainhou a espada, e perfurou o primeiro que lhe apareceu à frente, que segurava uma espada velha, ferrugenta. Entrou na sala, que se encontrava do lado direito, e pôde ver o 2º homem, forte e de cabelo comprido, vestindo um pijama simples de ceda, a esconder algo dentro de um cofre. No momento em que fecha o cofre, ouve-se vindo do vulto, uma gargalhada forte e profunda, que parecia vir das entranhas do inferno. Algo tão assustador, que fez o homem tremer algumas vezes, antes de agarrar a sua espada.
-- Achas que é com feitiços desses que me impedes de conseguir o que pretendo? -- perguntou o vulto, numa voz mais calma e quase ingénua.
Com a sua espada, tocou no sofá à sua frente, fez força com o seu braço para o lado direito, e o sofá voou directamente através da janela. Após isso, sentiu a sua força diminuir consideravelmente. Voltou a olhar para o homem, que se mostrava pálido, perante tal figura sombria, que não tinha cara, e as suas mãos, de 5 dedos, revestiam-se por uma luva de cabedal, protegida por um soqueira e espinhos de metal, cozidos à luva, através de um fio preto, semelhante a uma trança.
-- Dá-me o que guardas-te, e poupo-te a vida! -- sugeriu, ponderando uma luta com tal sujeito corpulento. Calculou as probabilidades de vencer a luta, através das palavras que eram disparadas pelo cérebro do homem petrificado. Lia-lhe os pensamentos, os sonhos, via treinos e principalmente, estudava os seus movimentos e pontos fracos, mas consumia-lhe muita energia, sentia-se agora, ligeiramente mais fraca, mas confiante de si. Sem avisar, apertou o punho com força e balançou a espada de cima para baixo, cortando o peito e o pescoço do homem, deixando um rasgo profundo e enorme no peito daquele nobre cavaleiro. Com a força do golpe, caiu para dentro da lareira, onde ainda vivo, gritou agonizante-mente. A pele começava a escamar, as unhas derretiam e o  cabelo ardia. Chegou-se junto ao cofre. Era uma caixa pequena feita de madeira, revista, tanto por dentro e por fora, por um metal mais pesado, trancado, não com fechadura, mas com uma linha dourada, muito fina, que parecia cozida pelo metal e madeira. Podia-se ver um certo brilho em volta da caixa, um brilho vermelho misturado com um azul turquesa. Ajoelhou-se, e enquanto senti tocar com os joelhos no chão, viu alguns guardas correrem por entre uma viela iluminada de lamparinas, quase semelhante a candeeiros. Subiu o punho, ainda agarrando com força no cabo da sua espada, e bateu com força no metal. Saltaram faíscas, e a sua energia azul, explodiu quase como fogo de artifício. Penetrando naquela luz proveniente da caixa, destruindo e rebentando com tal linha de feitiçaria que rodeava o cofre.
A tampa penetrou, partida, encaixando-se de tal maneira, que continuava sem puder ver o que tinha tal homem guardado. Arrancou à força aquele pedaço, já sem brilho, e o cofre acabou por ceder e partir-se em cacos. Uma luz branca inundou-lhe a visão, que rapidamente se adaptou, vendo assim, tudo em seu redor, em escuridão total, fora aquele ponto pequeno e esférico no chão, que reluzia em ondas de calor, o seu intenso brilho. Pegou-lhe, e sentiu as suas forças regeneradas.
-- "A bola regeneradora..." -- pensou o vulto, deslumbrando tal objecto de insignificante aparência. De cada que esta rolava por entre os dedos daquele monstro, a sua luz parecia começar a pulsar, tal como um coração. Até com o seu polegar, passou-o da esquerda para a direita, e a luz cessou de imediato, deixando a sua visão momentaneamente negra.

Correu para a porta, e sentiu os guardas aproximarem-se. Teria de decidir rapidamente, se ficaria para lutar, ou fugir enquanto tinha tempo. Afinal... ele não sabe como usar tal bola, a energia poderia ser regenerada, mas funcionaria sempre que ele quisesse? Puxou do arco e de uma flecha, dirigindo-se para a porta.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Caçadores de Magia - Prologo (parte 1)



O guarda tremeu de frio, e sentiu-se cair entre as ameias. Segurou-se, abanou a cabeça, e esfregou os olhos. Olhou em volta, para verificar de que ninguém o tinha visto descuidar-se. Prosseguiu com a guarda. Subiu mais um lance de escadas, e dali por 20 metros, estaria sobre o portão Norte.
Um nevoeiro tomava forma. Era espesso, e muito cinzento. Parecia que alguém tinha colocado fogo à floresta.
"-- Abriram as portas do inferno..." - pensou o guarda.
A estrada, começava a ser galgada pelo nevoeiro, e o vento fazia-o mover-se depressa. Tudo estava calmo, e a única coisa que se podia ouvir, eram os ramos das árvores chiar, e o vento bater nas bandeiras hasteadas ali ao lado.
O guarda olhou para as mãos, e notou alguma porcaria entre os dedos. Tratou em limpa-los, só mesmo porque não tinha mais nada que fazer. Levou um dedo à boca, e pôs-se a roer a unha. Por entre o nevoeiro, algo reluzente ganhava nitidez à medida que se aproximava da sua cara. Até que se apercebeu do que se tratava. Atirou-se ao chão, e deixou-se ficar, ofegando pela vida. Levantou a cabeça lentamente, e viu um vulto surgir por entre a dispersão do nevoeiro.

-- "Estamos a ser atacados, tenho de avisar..." -- nesse mesmo momento, ouve algo atingir o portão. Debruçasse sobre a ameia, para tentar ver o que era. Ao olhar para baixo, vê o vulto. Aparentava ser alguém ágil, pois movera-se depressa para se esconder. Trazia uma capa escura como a noite, e nem a luz nos seus olhos se faziam brilhar perante as tochas pregadas junto do portão. Com um único movimento, o vulto lança uma flecha, que perfura o pescoço do guarda.

O vulto olha para cima, verificando se não existem mais guardas. Coloca então a sua mão encostada ao portão, e começa a fazer pressão sobre umas tábuas e uns quantos pregos. À medida que o tempo passa, e a pressão aumenta, um decalque profundo e queimado começa a aparecer. A madeira em volta, começa a rachar, e surgem pequenas labaredas. Estalidos percorrem todo o portão, enquanto as chamas se apagam e reacendem, espontaneamente, sobre a madeira. Lascas saltam enquanto acabam de arder. Com um pequeno impuslo do seu ombro, o seu braço envolve-se em fios, estrelas e fumo azul-claro. Da sua mão, despedaçando a madeira à medida que a penetra, emana uma labareda de um tom azulado mais escuro.
Os encaixes do portão caiem, como um peso que é capaz de abanar o chão. Os estalos multiplicam-se, começam a parecer tiros de uma metralhadora, até que param de-repente. Com um simples sopro, o portão desfaz-se em pedaços. Com a ajuda do vento, transformar-se-à em pó.

O vulto, dá um passo em frente. Cheira o ar, inclinando a cabeça, e o brilho no seu braço, aumenta e diminui, enquanto lê cada cheiro, cada som e palavra que escuta dentro daquelas paredes tão espessas. Procurava algo. Alguma energia inquieta. Algum pedaço de informação que viesse com o vento ou que estivesse guardada nas chamas daquela tocha junto do portão.
Ouviu terra ser pisada, a quase 5 metros de distância da esquina da casa mais próxima. Por entre a escuridão, aproxima-se do que quer que seja. Empunha a faca que trazia do sinto, e o cheiro inconfundivel a humano, invade-lhe o cérebro. É um guarda. Vem cansado e empunha apenas a sua armadura pesada. A doença da mulher ocupa-lhe o cérebro, e sem se aperceber, é trespassado pela faca do vulto, enquanto este lhe tapa a boca, para que não grita-se. A força do vulto é assombrosa, e com um aperto no punho sua faca, abre o homem ao meio, estripando-o de alto abaixo, parando apenas na perna.

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Link das ameias:  9 - Castelo dos Mouros

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A minha alma nasceu escrita... IV


-- Eu tenho um filho?
-- Não! tens centenas deles! Ou tinhas, mas eu matei-os todos.
Mal ela sabia, de que os verdadeiros filhos, eram na verdade os meus Eus.
Ela começara-se agora a lembrar de algo, à medida que associa o numero crescente de Eus à quantidade de filhos que vai matando. É então que ela leva a mão à faca...


-- Ei! porque é que tu não te estás a lembrar? Quem te matou fui eu! Era suposto lembras-te! Lembra-te porra!
-- E se eu me tiver a fazer de difícil?
-- Acho melhor parares!
Ela baixa a guarda, e quando volta a pôr a faca no sinto, toda a minha força desaparece. Tão rápido como desapareceu, a minha força cresce a uma velocidade descomunal, ao ponto de quase não conseguir conter a dor nos músculos. Os meus braços crescem, e fico maior.
Até que rebento as cordas, e lhe jogo a mão à faca.
Ela sente a força bruta no seu pulso, e agarra o meu. Os ossos da sua mão começam a mover-se. Os dedos estalam, e parto-lhe o polegar.
-- O que estás a fazer? -- pergunta em sofrimento, tentando libertar a mão. -- Pára! NÃO!!
O pulso estala, e arranco-lhe a faca da cinta. Ela fica espantada em dores e agonia, segurando no pulso.
-- O que estás a fazer paulo? Diz-me! -- continua ela com o interrogatório.
-- O que viemos fazer.
-- Hã? "O que viemos fazer"? Estás a falar do quê paulo?
Olho para a faca, e apertando ainda com mais força o seu punho, vejo-a crescer, finalizando numa espada comprida.
-- Mas que... o que estás a fazer? -- perguntou ela abismada, afastando-se a cada passo.
Sorrio e viro-me para a cadeira.
Com a espada e um só golpe, tento cortar a cadeira de um ângulo que me dê mais jeito.
Espetei a espada no chão, o que a deixou ainda mais admirada. Retirei o resto das cordas que se penduravam nos pulsos, e olhei para a cadeira. Ela, olhando também, pôde ver algo brilhar na ponta do braço. Foi então que a cadeira deslizou e caiu no chão.
-- Impossível... -- tropeçou nos pés de um morto, e caiu num pouco de sangue, pintando metade do seu vestido e o braço.
-- Anda cá querida! -- respondi, com um sorriso maléfico. Peguei na espada, e caminhei até ela, que recuava aos poucos.
-- Pára!
-- Um dia querida, um dia!
Peguei-lhe pelos cabelos, e ouvia gritar.
-- Não!
Enfiei-lhe a espada pela barriga a dentro.
Ela respirou fundo, e olhou-se, esvaindo em sangue. Peguei-lhe no pequeno vestido, e com um pequeno empurram no seu corpo, fiz-a cair, limpando também a minha espada.
Ela gemia, gritava por dentro, contorcia-se em dores, sinta o frio do chão, queimar-lhe a pele.
-- Queres saber quem sou?
-- Não.
-- Oh, então querida? Já não me queres fuder? -- riu, espetando novamente a espada no chão. -- Eu sou Eu. Sou Eles. Tinhas razão, eu sou "o único" que faz a ligação entre os vários univerços, as várias forças. Mas queres saber? Isso é tudo mentira! Nós somos um todo. Nós ligamo-nos entre nós. É por isso que sempre que matavas um de nós, alguém ficaria com conhecimento suficiente para, a partir daí, iniciar uma... chame-mos-lhe... viagem.
-- Do que falas? -- perguntou, tossiu e tentou segurar o sangue dentro dela. -- Isso é impossível! Eu sei que és o tal!
-- Serei?
Ela não disse nada, nem reagiu, mas pude sentir que se questionava.
-- Estás num ciclo infinito! Quer dizer... estavas! Porque, eu agora quero acabar com a tua alma. Quero que de uma vez por todas pares de matar as pessoas!
-- Eu matei-te!
-- Sim, várias vezes. Mas não foste capaz de destruir a nossa sabedoria. Começámos a testar-te. Começa-mos a tentar perceber como te matar, mas precisávamos de tempo... Quando tu pensavas que estavas a chegar a uma solução, nós já tínhamos iniciado o nosso plano para te matar.
Tu não te lembras, mas de todas as vezes que vinha-mos para cá, tu morrias. E posso-te dizer que não era bonito.
-- Do que falas?
-- Nós começámos a tirar prazer disto! De te matar. De compreender como tudo isto funcionava. De como, tu te apaixonas-te por nós. E tudo o que acabavas por nos contar, era informação importante. Até que vimos... à uns tempos para cá, que não dizias nada de novo. Vimos que tinhas chegado ao limite! Foi então que decidimos assassinar-te. Achas que aquele Eu que me viu entrar não me reconheceu? Nós trabalhos juntos! Porque é que achas que ele me disse aquilo? Para tu pensares que eu era o especial, the one!
-- Não compreendo. -- respondeu.
-- Ouve querida! Daqui em breve irás morrer, e desaparecer, por isso, mais vale não dizeres nada, e deixares-te de perguntas. Nós tivemos-te sempre debaixo de olho. À espera do momento certo. À espera que o ciclo ficasse estável. E aproveita-mos! Afinal quem anda a fuder quem? Tu a pensares que seria impossível matar-te, ou... compreender este mundo.
-- Não sabes o que dizes! Abre os olhos paulo! Eu amava-te realmente! Não era como as outras.
-- Cala-te! Até na morte me metes nervos!
E com um só golpe, arranquei-lhe a cabeça do corpo.
Admirei o seu corpo, e fechei os olhos.
Senti algo quente em volta de mim, e novamente um frio.
Encontrava-me de novo, no meu mundo. As paredes brancas... a luz forte, e a conversa das pessoas em meu redor. Todas falavam das suas experiências. E das coisas novas que tinham feito... no outro mundo.
Foi então, ao olhar para uma rapariga, igualsinha à do outro mundo, sorrir, que me apercebi e pensei nas suas palavras.
"-- Não sabes o que dizes! Abre os olhos paulo! Eu amava-te realmente! Não era como as outras."
-- "Outras." -- pensei -- Foda-se!
É então que sinto um vento atrás de mim, e sinto uma presença. A rapariga que tinha visto desaparece, e algo afiado trespassa-me o corpo. A minha espada esventrava-me de alto a baixo.
-- Afinal quem é que fudeu quem? -- pergunta ela, no seu vestido limpo e arranjado. -- Hã? -- e corta-me novamente, abrindo ainda mais o buraco na minha barriga. Retira a espada e caiu de joelhos no chão. Caminhou até à minha frente, e espetou a espada no chão. Tremendo em dores, olho para ela.
-- Achavas que o meu sere era único? Nós vigiamos tudo!
Com uma chapada, Eu, deito-a ao chão.
-- É por isso que não vais sair daqui viva! -- responde o meu outro eu.
-- O que... -- diz ela, sentindo um ardor na cara.
Eu caiu no chão, vendo o meu outro eu pegando na espada.
Eu, transformo a espada numa faca, e corto-lhe a garganta. Num grito borbulhento, ela tenta travar o sangue, mas cai alguns segundos depois.
No meu cérebro, surge então a imagem da porta de fumo, e a rapariga. Viajo até lá, "de novo". Olho para ele e digo:
-- Não! -- gritou eu. -- Ela vai matar-te paulo! Assim que entrares por essa porta, tens de fugir assim que tiveres oportunidade! -- pensando depois para comigo. -- "Estou farto de dizer esta merda! e de salvar-me., Foda-se que a puta nunca mais morre!"
Ela leva-o para dentro, e criando de novo a minha espada, sigo-os. Transformo-me, e mato-a. Aos poucos, engulo o seu corpo. A sua alma, fica então, a fazer parte de mim, vagueando pela minha pele.
Estava finalizado a matança. Todos os meus outros Eus vieram para este mundo, e começa-mos a lutar com os monstros daquele lugar. As pessoas começavam a desaparecer, à medida que o tempo passava, e é então que pela porta de fumo, elas começam a sair, de espada branca e dourada, brilhando num tom vermelho que envolvia a lâmina.


O momento chegara.
Nos nossos corpos, começavam a criar-se armaduras, que se cruzavam em cordas, em argolas, ferro trucido e incandescente. As fibras criavam o couro e a pele dura. Os pés revestiam-se de metal e pano, confortável.
As espadas cresciam um pouco mais, e os nossos corpos ganhavam mais força.
-- Não era bom que as guerras fossem travadas apenas pelos idiotas que as começaram? -- perguntou ela do fundo. A sua armadura simples e esbelta como a sua cara e corpo, acabava-se de formar, enquanto terminava a sua frase.
-- Vamos ter almoço! -- grito, apontando a espada para elas.
-- Vão-se a eles meninas. -- respondo na sua voz simpática e meiga.
Gritos de guerra soltam-se, e perdem-se no ar, guerreando primeiro, antes que qualquer outro soldado.
As fileiras aproximam-se, e o choque de ombros, faz alguns homens e mulheres cai no chão. As espadas trespassam os corpos, e sangue jorra na cara de companheiros. Uma guerra forma-se, à medida que mais e mais Eus e elas aparecem na imensidão do branco.
O som das espadas ouve-se mais alto que os próprios gritos, e é então que os verdadeiros Eus, tanto eu como ela, se defrontam. Olhando-se no olhos. Aproximam-se e... beijam-se.

-- Não paulo! Assim não! -- diz ela.
-- Não porquê? É suposto ser uma história! -- respondo, olhando-a para o texto que lhe deslumbra a mente. Parece atónica, e beijo-a, quebrando o seu feitiço.
-- Escreve outra coisa! -- diz ela, tentando arranjar maneira de continuar a história, escrita num bocado de papel, de um caderno amontoado em livros escolares.
-- Está bem... -- respondo. Apago até "beijam-se", e volto a pegar no lápis.
A minha mãe entra com um lanche "por fazer", e coloca a bandeja numa mesa.
-- Olhem para esta balbúrdia! Vocês não têm uma mesa? E esta roupa aqui espalhada paulo? Não é para arrumar?
-- Sim mãe, já vou!
-- O que é que vocês os dois andam a fazer?
-- Estamos a estudar poesia... -- responde a Mariana, a minha namorada.
-- Devem estar devem! -- responde a minha mãe, olhando-nos aos dois, deitados na cama, em cima de um monte de livros semi abertos. -- Andam é a estudar a fisionomia do corpo humano. -- responde com um pouco de cara séria, fechando de seguida a porta.
Rimo-nos, e atiro-me a ela, provocando-lhe cócegas.
-- Pára paulo! Tenho cócegas... -- grita, tentando soltar-se.
-- Ainda bem! -- respondo rindo-me.

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Este é capaz de ser um dos posts/ textos mais compridos que já escrevi aqui no blog.
Ainda assim, sinto que não escrevi nada detalhado.
Ainda que consiga "agarrar" o "leitor", acho que podia ter algo mais; mas como a histórias foi criado um pouco por intuição, por gosto, e aos pontapés, surgiu esta história, que eu acho que, se fosse bem escrita, daria um excelente livro. Mas, fica para outra altura! :D
As coisas foram criadas de forma espontânea, apesar de ter um certo caminho a seguir.
Era para acabar de uma forma, mas quis acabar assim. xD

Espero que tenham gostado desta aventura, um pouco estranha e confusa. ;)

terça-feira, 2 de setembro de 2008


Ora bem...
Esta Noticia nao é nova, pelo menos nos Estados Unidos!
Provávelmente devo ser um dos 1ºs a postar algo sobre este assunto num Blog Português...

Este é um "monstro" que deu á costa em East Northport na América, e foi fotografado por uma senhora: Christina Pampalone.

Não se sabe a origem desta espécie. Alguns especulam ser testes feitos a animais num laboratório "secreto" lá para o norte da América, outros pensam ser um cão, uma tartaruga sem carapaça...

Bem.. eu nao sei bem o que é, mas parece ser da familia dos porcos, algo perto da sub-familia dos Javalis, os dentes grandes comprovam isso. Ou, talvez seja mesmo uma esperiencia esquesita feita pelo laboratório "secreto".

Mais info: http://www.montauk-monster.com/
Imagens: http://www.montauk-monster.com/category/monster_pictures