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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Porque um dia havemos de lá chegar...


[Guerrier Nanite - Pinterest]

Diz-me, humano, porque tentas ser Deus? O que faz de vocês seres tão magnificos que se acham capazes de derrotar espécies que viajam através do espaço-tempo? Que tecnologias têm desenvolvidas que nos possam assustar? Que conhecimentos podem partilhar connosco que já não tenhamos descoberto? Que histórias nos podem contar que noz faça apreciar a vossa luta natural e animal naquilo que é a evolução do vosso cérebro? Que elos perdidos encontraram que nos liguem? Sentem-se dignos? Sentem-se grandes? Sentem-se ousados?
Não há nada em vós, que já não tenhamos tido, que não tenhamos feito, que não tenhamos conquistado ou descoberto. Comparo-vos a formigas, que desconhecem os continentes, os oceanos e o céu na sua magnitude.
Chegaram aos limites do Sistema Solar e julgam ter conquistado a galáxia e os seus segredos. Porque se fazem reis do nada? Porque lutam entre vós? Porque destroem o único planeta onde vivem? Têm energia pura e continuam a poluir os pulmões dos vossos filhos? A destruir a natureza que vos formou e acolheu? Que instintos correm nas vossas veias tão evoluídas, Senhores do nada? Que venenos vociferam em segredo contra vós próprios? O que ganham da escravidão da mente?

Descobriram o globo e delinearam as fronteiras dos grãos de areia, numa tentativa de conquistar e governar um ponto azul no oceano de estrelas e cometas. Não são nada, mas julgam-se tão grandes, tão poderosos. Quando vão compreender que tudo o que irá restar da vossa existência é uma simples sombra na areia.

domingo, 3 de abril de 2016

O que nos separa?

[Cave Painting- Pinterest]


Como poderia eu viver se os meus antepassados não tivessem morrido?

De onde venho, a morte não existe na vida, pois vivemo-la por completo. Não existe medo da escuridão pois sabemos ilumina-la.
Se te aproximares de um buraco negro, o momento em que olhares para trás, irás testemunhar a explosão do Sol, a Terra evaporar-se e o universo escurecer. Sobreviverás tempo suficiente para ver a implosão de tudo o que existe, de tudo o que vês. O universo deixará de existir, e resta-te observar.
Queres saber o que é ser de outro planeta? Queres saber como é viver no meu? Observa a tua história. Se achas que somos assim tão diferentes, devias estudar melhor. Aquilo que nos separa nos genes, liga-nos na historia violenta pela sobrevivência. A nossa origem "animal", faz de nós primos, pois no universo nada se perde, tudo se transforma.
Tu sabes o que é escrever, contar, reconhecer estrelas no céu e cozinhar. Agradece aos teus antepassados pelas suas conquistas e experiências. Neste dia de grande feito cientifico para ambas as espécies, partilhamos a cultura evoluída e aperfeiçoada daquilo que os nossos deixaram para trás. Ou neste caso, para a frente. Mas é o futuro capaz de existir sem um passado? E o passado existir sem se viver o presente? As horas passam, porque a consciência, obrigada pelas condições atómicas do movimento perpétuo, assim dita a vontade de permanecer vivo, em movimento.
Se perguntares qual a linguagem com o qual nos poderemos comunicar, dirte-ei sem gaguejar ou muito pensar, que é a Matemática; A linguagem analítica e harmoniosa da natureza das coisas. Mas se realmente quisermos comunicar a nível emocional e físico, bastará dançar, criar uma melodia e desenhar. A verdadeira linguagem que permitirá a nossa comunicação, será precisamente a criatividade. Será a partir dessa experiência, que iremos comunicar tudo o resto. Inclusive manobras sociais de amizade e talvez até formas mais sensuais de chegar ao sexo. A partilha de experiências, felicidade, amizade e amor.

Queres saber o que é ser de outro planeta?
Diz-me então o que é ser.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O sofrimento do mundo...


"Se imaginarmos, tanto quanto for possível, a soma total de angústia, dor e sofrimento de cada espécie que vive na face da terra, teremos de admitir que  teria sido muito melhor se o sol tivesse sido capaz de produzir o fenómeno da vida na Terra em tão fraca quantidade como na Lua; e se, aqui como ali, a superfície fosse de uma calma cristalina." pág. 14 - nº 9 - Sobre o Sofrimento do Mundo de Schopenhauer

"Que a vida humana deve ser algum tipo de erro está suficientemente provado pela simples observação de que o homem é um conjunto de necessidades que dificilmente são satisfeitas; que a sua satisfação nada consegue a não ser uma situação indolor em que apenas cede ao tédio; e que o tédio é uma prova directa de que a existência em si mesma não tem valor, pois o tédio mais não é que a sensação do vazio da existência. Porque se a vida, por cujo desejo consiste a nossa essência e existência, possuísse em si um valor positivo e um conteúdo real, não existiria o tédio: a mera existência encher-nos-ia e satisfazer-nos-ia. Da forma como as coisas são, não temos prazer na existência a não ser quando estamos a lutar por alguma coisa - em cujo caso a distância e as dificuldades fazem com que o nosso alvo pareça satisfazer-nos (uma ilusão que se desvanece quando o atingimos) [...]" pág. 25 nº 5 - Sobre o Sofrimento do Mundo de Schopenhauer

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Ser morto é pior do que só morrer. Mas ser comido vivo é pior do que ser caçado à exaustão.
O ser humano, homo-sapiens, vive e desenvolve-se através de dois pontos que se afastam um do outro. O primeiro degrau é o amor/ódio. Imaginem uma linha cujo o amor e importância que damos ao caminhar se encontra no meio dessa linha, infinita ou não.
Num extremo temos o amor indescritível e incondicional que uma mãe tem por um filho no momento em que nasce; Do outro temos a falta desse amor - o ódio - em que um pai é capaz de tamanha atrocidade como o de espetar agulhas no corpo do seu filho recém nascido ou sufoca-lo com algodão.
O segundo degrau é a defesa do próprio eu através da razão ou pelas próprias mãos. Num extremo encontra-se a razão, que utilizamos cada vez que somos roubados e apresentamos queixa na policia, com a esperança de que o criminoso seja punido; No outro extremo temos a defesa dos nossos direitos pelas próprias mãos, em que se corta uma mão (ou algo pior) a um ladrão, violador e criminoso.
O ser humano, tal como todas as espécies que habitam neste planeta, vivem com um único fim: Serem felizes.
Respirar deixa-nos felizes. Saciar a sede, tomar banho, comer, correr, comunicar, viajar, passear, fazer sexo, deixa-nos felizes. Comprar é algo que se adquiriu à relativamente pouco tempo, graças à industria que controla o mundo através da Moda e das Tendências. Consumir deixa-nos felizes.
Mas esta felicidade não é duradoura. Não dura uma vida inteira. Tem de ser comprada, estimulada, exercitada e desenvolvida. Por essa mesma razão, não existe uma razão de existir, pois ser-se "feliz" não é mais que um conjunto de reacções químicas que nos estimulam o cérebro a lutar para nos mantermos vivos. São emoções, e emoções não são reais, são fabricadas. Esse é o núcleo do instinto animal! Sobreviver. Mas sobreviver é também por si um desejo das próprias células e dos vírus que as compõem. Sobreviver é desejar existir sem a vontade de verdadeiramente VIVER.
Poderemos dizer que de facto Vivemos; Que temos a sorte de poder apreciar a natureza do mundo com toda a sua vida que rasteja, caminha, voa e espalha as suas sementes. Mas esquecemo-nos de que não existe verdadeiramente uma razão de existir. Existimos porque tudo o que compõem este universo foi capaz de criar olhos para podermos ver o seu maravilhoso horizonte crescer e florescer.
A razão das coisas, desde o mais pequeno grão de areia ao maior sol, resume-se apenas a Ser. O que não é o mesmo que existir, pois existir implica interacção "sexual" que leva ao desenvolvimento, adaptação e evolução desse algo, seja astro-físico, seja animal; E a interacção é um acto de existir. Existir é, fundamental e unicamente: ser real, "palpável" e/ou observável.
Ser-se é tédio; Ser é a imobilização de si. Ser é "real" mas não tem valor quando trocado. A razão de Ser e de Existir é nula. Pois se nenhum de nós existisse, nada se perderia neste universo. Nem a sua magnitude se tornaria diminuta, ou os seus espectáculos cósmicos deixaram de se encher de cores exóticas.

A razão da nossa existência e o próprio sentido da vida, são imensuravelmente desvalorizáveis. A cruel verdade do nosso mundo humano, das nossas vidas, da nossa felicidade, do nosso amor, são facilmente embrulhadas como papel e deitadas ao fogo, pois tudo isso não é mais do que tentativas da nossa mente dar um sentido ao que nos rodeia. Queremos permanecer vivos, lutar pela "vida", porque os estímulos que recebemos nos são estranhos, nos fazem falsamente felizes. Todos os prazeres são reacções químicas que se transformam em amor. E o amor é, na sua essência, um desejo de sobrevivência; Quer da "coisa" pelo qual nos apaixonamos, quer de nós mesmos.
E as memórias não são mais que a exigência abominável, e imperceptível, que o próprio cérebro tem em se manter vivo. Não é permanecer "sã", mas vivo, a funcionar! A Existir, a Ser.
Ter e receber amor não é suficiente. Dar e partilhar muito menos. São tudo falsidades. São partidas que o próprio cérebro prega a si próprio. Pois se todos os animais tivessem amor por todos, inclusive as suas vitimas, deixariam de ser animais carnívoros ou herbívoros, pois até as plantas vivem numa paz tediosa em que apenas sobrevivem através da proliferação das suas sementes. Se os animais, tal como as plantas, não tiverem mais nenhum objectivo na vida do que simplesmente semearem-se, partilharem os seus genes, qual a sua razão de existir? Qual é o sentido da vida deles se não for apenas o de Existir? E porque haveríamos nós de ter o verdadeiro valor e significado da vida!? Porque haveríamos de ser egoístas ao ponto de nos acharmos melhores que outra coisa qualquer? Não somos deuses, somos átomos. Não temos verdadeiramente uma identidade, não somos realmente alguma coisa "interessante" até que o cérebro descubra e compreenda para que servem os pés, as mãos, a boca e as orelhas.

A própria felicidade de respirar, surge apenas na calma paisagem, onde o predadores não correm em direcção a nós e não precisamos de lutar pela nossa vida. Nesse único e mísero momento, vivemos a nossa existência. Existimos. Mas esse momento não dura muito tempo. Essa felicidade é efémera, pela simples razão de sermos obrigados a alimentarmos-nos. Logo aí, deixamos de apreciar as coisas, para preocuparmos-nos com elas ao ponto de não tirar os olhos do horizonte, o ouvido do vento e o nariz dos frutos venenosos ou comestíveis.
O próprio sofrimento, que pode ser observado e contabilizado através dos neurónios-espelho, quer através de uma ressonância magnética, pode ser medido.
Ao centro da linha de dois extremos, encontra-se a dor do respirar - o Zero. Num extremo, pela parte positiva, está o nascimento de um filho ou vê-lo cair da bicicleta, do outro está a dor que se sofre ao ver um filho ser atropelado ou bater-nos. A impotência, que surge pela incapacidade de controlar o mundo, as coisas e a nossa própria vida, faz nascer a depressão; E a depressão não é mais do que a revelação do degredo do mundo. Da crueldade e frieza. É nesse momento que a pessoa abre finalmente os olhos para a realidade da "morte" que a rodeia. Tudo é finito, feio e o que é bom acaba depressa. Não há prazer para sentir, não há amor para dar. Tudo deveria morrer. Nada é bonito e bom neste mundo.

O mundo existe, porque precisamos dele, porque interagimos. A simples razão, de um colecionador de pedras, nunca vir a encontrar uma pedra incrivelmente perfeita e sublime para a sua colecção, apenas e só porque esta se encontra inacessível no fundo do oceano, torna a existência daquela pedra tão naturalmente enjoativa e comum, nula. O colecionador não sabe que ela existe, e isso não lhe faz confusão. Mas é aí que entram os desejos insaciáveis do ser humano. Ele pode nunca vir a encontrar a pedra dos seus sonhos, a pedra do mundo, mas irá para sempre, até ao dia da sua morte, procurá-la em todos os cantos do mundo. E essa é fundamentalmente a razão de Viver. Não é sobreviver, é encontrar respostas às nossas perguntas.
Contudo, se nunca fizéssemos perguntas, não obteríamos respostas e o mundo não choraria por causa disso. O reino animal não entraria em colapso e o próprio planeta não se auto-destruía num apocalipse sem sentido.
O vazio, é a razão do universo.

"Depois da tua morte, serás o que foste antes do teu nascimento." pág. 54 nº 2 - Sobre o Sofrimento do Mundo de Schopenhauer

Não há nada mais bonito que a morte!


"Who are you? You are not you'r age, color, ethnicity. You'r not possessions, hobbies, believes. If you take away everything you have identify your self with: family, kids, everything; What would be left? who are you?" - Pig (2011)

"[...] we are like the widgets in a math problem, we only exist because of the question, beyond that we don't exist, we don't matter." - Loop (2007)

"Remember everything, for soon there will be nothing" - Desolate (2013)

Inicio: 28/06/2015

sábado, 23 de agosto de 2014

A centelha da evolução...


Com o punho fechado sobre um osso, atacou o chão, quebrando-o sobre umas pedras. A força do impacto vibrou-lhe pulso acima, contaminando todo o braço como uma fraqueza. A brisa quente bateu-lhe no pêlo com mais força e o Sol escondido pelas nuvens atacou-o fulminantemente nas suas costas. Olhou para trás, desconfortável, bloqueando a luz com a sua mão e viu pairar à sua frente, uma montanha colossal que se rodeava de pequenos reflexos à medida que girava devagar e descia com fogos ardentes na sua base, sobre o solo verde e fresco. O chão tremeu, agitando o animal que se agarrava ao osso com a vida, com o ar que lhe faltava nos pulmões, com o medo da terra debaixo dos pés que não podia controlar... gritou e esbracejou, tentando afastar tamanho monstro, ao mesmo tempo que tentava ganhar coragem para se manter no local, agora coberto por um nuvem de pó.

A presença daquele objecto gigantesco, desconhecido à vista dos olhos ainda em evolução, parecia adormecer, num som gutural leve, continuo, como uma buzina, permanecendo nos ouvidos daquele animal ainda apavorado. Sem esperar, foi atingido no peito por uma nota ligeiramente mais aguda, seguido-se outra e outra, construindo uma melodia desconhecida. Um som pouco elaborado, fácil de ouvir, como uma canção de embalar. De repente, um grito estridente. Não, não era um grito, era uma criança a rir. Seguiram-se outras, formando um aglomerado de felicidade, criando na mente do humano actual, a imagem de dezenas de crianças a brincar no recinto de um infantário. Gradualmente, os risos silenciaram-se, seguindo-se uma ausência profunda de sons. O animal bufou, balançando os ombros sem sair do sítio.

Je t'aime!

Ouviu-se, suave, delicada e feminina. O animal endireitou o tronco, puxou os ombros para trás e olhou de frente a bola de luz que lhe surgia, pairando no ar, dirigindo-se a si. Assustou-se.
Por entre o brilho, apareceu um corpo pálido, caminhando sobre as duas pernas. Uma fêmea, alta, loira, de olhos grandes e azuis com um sorriso ligeiro no rosto. Nua.
O anjo luminoso susteve a marcha à frente do símio, e este a respiração, observando hipnoticamente aquela mulher que se erguia acima da sua cabeça, desprovida de pêlos e de garras, trazendo um perfume convidativo junto ao seu órgão genital, que se rodeava de uma pequena pelugem.
Outra voz surgiu por trás daquela figura misteriosa:

My love, my beautiful creature...

Abriu a mão, deixando o osso escorregar-lhe pelos dedos e aceitou a da fêmea. O caminhar do animal tornou-se mais estável e forte, à medida que se afastava da árvore que lhe dera abrigo e se aproximava da bola de luz. Esticou o braço e o um dedo. Encolheu-se receoso, olhou a fêmea com um sorriso na cara e os olhos dele brilharam. Tocou então a bola de luz e uma calma percorreu-lhe os músculos. Não estava com sono, mas sentia-se calmo, como uma epifania que não sabia compreender.

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Não estava para publicar este texto, mas aqui fica uma experiência...

sexta-feira, 23 de maio de 2014

O viajante solitário...


Hoje (22-05-2014), tive um sonho, que tinha tido quando era muito pequeno. Cerca de 4 a 5 nos de idade. No tempo em que ainda dormia no quarto gigante com os meus pais e o meu irmão, cada um num lado da cama. Lembro-me de dormir sempre o lado direito, para quem olhasse de frente para ela (cama), apesar de o meu pai me garantir que todos os dias trocávamos de cama. Segundo nos veio a dizer mais tarde: Conheceu um senhor que na altura em teve filhos, dormia também com cada um do lado da cama. Mas, com o tempo, foi-se apegando mais ao filho que dormia do lado dele do que dormia do lado da mãe. Como o meu pai não queria que isso lhe pudesse acontecer, trocava-nos; Daí a explicação para um acto que podiam achar "estranho".

O sonho em si, talvez não vos diga nada, mas como vejo as coisas de maneira diferente e tento examinar tudo o que me rodeia, vejo, ouço, digo, sonho, vou ter mesmo de pôr por escrito aquilo que vi e porque razão este sonho, há muito esquecido, me é tão... intrigante.
Poderia dizer que era só mais um dos sonhos recorrentes que todos temos ao longo das nossas vidas. O que é perfeitamente "normal", e há até quem estude isso, como é abordado no documentário "NOVA - What Are Dreams?". A primeira coisa que me surgiu à cabeça, foi um sentimento de déjà-vu. Eu próprio me apercebi de que reconhecia o sonho, aquele cenário e mais importante ainda, das emoções.
Bom, terei de dizer que segundo neurologistas, os déjà-vu são um erro do cérebro. Eu não acredito que o meu cérebro tenha erros ou construa falhas. A nossa capacidade de nos relembrar-mos de certas cenas e emoções, esta directamente ligada à memória e à previsão de eventos, o que é imperativamente importante para a nossa sobrevivência. Portanto, dizer o que cérebro tem falhas a esse ponto de déjà-vu, é para mim um erro.

O sonho transportava-me para o interior de uma nave oval branca, como uma espécie de bola de rugby, mas todo o interior estava vazio e o chão parecia feito de azulejos quadrados mais ou menos do tamanho do meu pé. Tinha algo como 14/16 anos, e conseguia ver o universo através de amplas janelas. Não sabia se a nave estava a andar, porque tudo lá fora parecia parado. Um sentimento de solidão abatia-se sobre mim. Estava sozinho. Não ouvia vozes, não existia mais ninguém. Não havia quartos, balcões de cozinha, mesas, comida. Apenas eu, dentro de uma nave ao qual não sabia o destino.
Numa idade em que nunca tinha visto filmes de guerras espaciais ou sobre o universo, apesar de o meu pai me falar disso e possivelmente ter visto alguma imagem na capa de um livro, não tinha o conceito de viajem no espaço ou sequer de uma nave, apesar de reconhecer que conhecia muito bem a sensação de abandono e solidão. Foi um sonho muito vivido na altura, apesar de não o compreender quando acordei. Hoje, quando voltei a sonhar com o mesmo, senti exactamente os mesmos sentimentos. Principalmente a de vazio. Sei que é difícil compreender, e ainda mais difícil é para mim explicá-lo, mas quer eu queria acreditar quer não, isto, não foi um sonho, mas uma memória de uma vida passada. Não, não sou uma reencarnação, mas este sonho é tão intenso, tão real, tão emocionalmente detalhado, que quando acordei, julguei tratar-se de uma memória verdadeira e não só de um sonho que tive quando era criança.

Este viajante solitário, numa nave desprovida de ornamentos, relembrava-me o filme "2001 Odisseia no Espaço", baseado num livro com o mesmo nome, escrito por Arthur C. Clarke. Um filme que viria, muito pouco, já depois dos meus 14/16 anos, e finalmente aos 22 em mais detalhe. Percebi hoje mais tarde, de uma possível explicação para o sonho. Este viajante nunca poderia ser um organismo orgânico, porque não havia comida na nave, e muito facilmente sucumbiria à paranóia do silêncio e da inexistência de contacto físico, tão característico e necessário nos animais. Seria um robô. Uma supra-inteligência que vagueava pelo espaço, de estrela em estrela, de planeta em planeta, à espera do Big-Crunch. Seria um viajante, construído à milhões de anos por uma espécie já extinta. Um viajante sobrevivente a alguns Big-Crunchs, e que existia com um único propósito: Repopular os planetas. Talvez dê um livro, e posso dizer que já o ando a escrever à algum tempo, mesmo antes de ter este sonho. Foi uma inspiração, não haja dúvida, mas também um momento muito estranho para o meu cérebro, para a minha personalidade e percepção daquilo que é a realidade, as memórias e os sonhos.


Um aparte:
Sonhos são uma outra dimensão "física". Quase como um "13º Andar".
Ou serão histórias criadas por nós, para ocultar o que realmente se fez do outro lado?
Outra teoria é a de que nos sonhos, todos nos juntamos.
Serão memórias de vidas passadas?
Talvez também uma maneira de manter o relógio biológico actualizado?

Fui capaz de dissecar o sentido emocional e psicológico de dois sonhos, e todos tinham uma razão. Todos me fizeram re-viver emoções ou aprendizagem, como acontece no dia-a-dia. Cada conversa, cada expressão, cada cena e cenário tinham uma razão psicológica de ser. Como já o disse: mostravam-me coisas que já tinha vivido, visto, ouvido, e situações de interacção humana.
Acredito que sirvam para nos ajudar a continuar a evoluir, errar e aprender. Servirão também para nos ajudar a compreender melhor um problema, visto que o nosso cérebro está mais imaginativo e mais activo durante os sonhos.
Não estamos a dormir, estamos a evoluir.
É também uma forma de treinarmos as nossas capacidades para lidar com situações de stress, violência, vergonha, saudade e felicidade. E podemos revivê-lo várias vezes, sem nunca morrer realmente.

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Silêncio...



Sentia-se o calor da terra e o chão calmo ser varrido por uma leve brisa. As estrelas caiam com o sol e a escuridão enchia o céu, levantando quem de noite não dorme.
Silêncio. Como uma doença profunda e um sono pesado. O som do mundo cessava, permanecendo melancólico, murmurando aos seres uma melodia harmoniosa, leve ao ouvido, maternal ao toque, reconfortando o pêlo e aquecendo o sangue. A natureza fechou os olhos e adormeceu. Ouvia-se o uivo do vento atravessar a terra como um cobertor, uma nota orgânica, que imitava o som do coração.

Silêncio. Tum-Tum. Tum-Tum. O vento parou, o sol desapareceu e tudo morreu, sem gritos ou rugidos. Sem fugas ou esconderijos. As flores perdiam a cor, as pedras o cheiro. Criava-se, alma a alma, um oceano azul infinito, límpido, calmo, que embalava os sentimentos num corpo sem sentidos. Não havia choros, medos ou tristezas, apenas uma paisagem decorada, bela. Uma musa desceu dos céus, pairando sobre um animal. Não haviam palavras a dizer, ou cânticos de embalar. Uma estrela cadente riscou o universo e a musa olhou-a. Deitando-se sobre a relva, contemplou o tenebroso estrondo que se espalhava invisível até onde a vista alcançava.

Silêncio.
Tum-Tum. Tum-Tum.
Os vulcões explodiram e o chão tremeu.
Despertava assim a vida.

Aqui, onde a terra se acaba e o mar começa...

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domingo, 15 de dezembro de 2013

No limite da imaginação...



Cada passo me aproximava mais da entrada guardada por dois vultos encapuçados. O chão liso reflectia a minha figura de forma desfocada e o vidro fosco pintava-se de branco. O corredor pintado de leite, apertava-se sobre mim, pesando nos ombros como um arrependimento agudo. A consciência ficava para trás, deixando-me em piloto automático, incapaz de delinear uma ideia sobre o que estivesse no fim daquela caminhada iluminada. Era quase como se o mundo termina-se naquele rectângulo impenetrável pela minha mente, e me fizesse entrar numa dimensão irreconhecível por todos os sentidos evolutivos que me trouxeram até aqui. Sentia em mim mesmo, a estranha sensação de que o que quer que eu fosse, de onde quer que eu tenha vindo, a evolução de uma espécie, não faria o menor sentido ali dentro. Como um caracol que rasteja pelo chão sem nunca vir a saber onde se encontra.
Os vultos, rapidamente se confundiam com o preto pesado dentro daquele hall de entrada, desaparecendo por completo a já escassos metros, acabando por serem trocados pelo som forte de chuva a cair. Nos vidros bateu uma rajada de vento, seguido de um grande tufão. Perante uma fuga irracional que fervilhava sobre os meus pés e pernas, olhei o interior receando o desconhecido. A violência no exterior, para lá das janelas que escondiam o perigo sem rosto, entrava tocando os trovões pelas minhas costas, fazendo desenhar na minha imaginação um comboio em rota de colisão. O corredor tornou-se cinzento, as suas paredes racharam em fissuras sugerindo tijolos velhos que acabariam por desaparecer numa escuridão infinita, sem tecto ou chão. A parede à minha frente, levemente como o bater de asas de uma borboleta, transformou-se num céu estrelado, aproximando-se depressa de uma grande nuvem dourada de pós de estrelas.
Um arrepio cerebral efervesceu no meu peito, deslumbrou-me a mente. Fascinou-me. Conquistei o espaço em volta com o meu olhar e percebi então o segredo daquele quarto misterioso no momento em que os dois vultos voltaram a aparecer diante de mim.
-- Não posso fazer mal, pois eu não sei o que é. A vida é apenas uma visão. Um sonho... Nada existe. Um espaço vazio, e tu... não passas de um pensamento.
-- Bem vindo à fronteira. Aqui começa o que o teu pensamento se torna incapaz de ver. O universo é infinito enquanto o teu pensamento o conseguir visualizar e lhe der um significado.

Somos um intervalo no tempo que não avança e o espaço que não existe.

domingo, 23 de junho de 2013

O fogo esquecido...

[ovni prehistory - Autor desconhecido]

Uma descoberta esquecida, torna-se um dado adquirido. Deixa de ser analógico para se tornar digital. Deixa de ser força física, para se tornar num motor de rotação. Deixa de ser um pau e algumas pedras, para passar a ser uma lança e mais tarde uma metralhadora. Deixa de ser um sonho ou fantasia, para se tornar num avião comercial ou bombardeiro.
Esquecemos as origens, perdemos a capacidade e o engenho de re-criar o que já foi feito e aperfeiçoado durante milhares de anos. As pessoas de hoje não querem pensar no passado e na lentidão a que o mundo funcionava, querem pensar no futuro, querem pensar no agora, querem tudo acessível, rápido e fácil.
Os porta-aviões da marinha americana, funcionam com energia nuclear e estão capazes de permanecer no alto mar, sem reabastecer, durante 80 anos com apenas um grão de plutónio (se não estou em erro). Ainda que a energia seja, de certa forma, "infinita", possuem uma mesa repleta de aviões, que actualizam constantemente cada vez que existe alguma mudança no convés. A razão é simples. Se faltar a energia, não ficam às cegas para controlar o convés. A energia analógica, hoje em dia, é desvalorizada com uma rapidez e tamanha chapada, que me deixa triste e assusta, pois perde-se algo que era incrível, que é diferente e que foi a origem. Não digo para permanecermos a usar certas coisas "antiquadas" e "desactualizadas" do contexto tecnológico em que vivemos hoje em dia, mas que nos relembremos do que foram e de como foi viver nesse tempo. Num tempo sem internet, sem CDs, sem computadores, sem telemóveis, sem televisão a cores.
Na escola, aprendemos as coisas desde a sua origem, por exemplo: Na matemática aprendemos a dividir, a multiplicar, a somar e a sobressair, e para isso usamos o papel, à medida que avançamos na matéria, os problemas tornam-se difíceis, e ao invés de descrevermos passo por passo como se resolve um problema, saltamos-os, omitimos-os, torna-se parte do processamento cerebral, parte de nós. No entanto, precisámos do básico. Um pouco também como acontece na informática, em que estudamos como tudo funciona por baixo. Algo que adorei aprender, foi como surgiu o primeiro disco rígido do mundo.


Nesta imagem, posso ver várias coisas. Obviamente para além do excelente desenho e conceito, é uma informação que pode ser vista de duas perspectivas. A primeira que me me sobressaiu, foi a do hominídeo mostrar aos extraterrestres como se fazia o fogo, os primórdios da civilização e a nossa primeira grande tecnologia/descoberta que mudou o rumo e a face da terra, desde as paisagens aos animais. Os extraterrestres, com toda a sua tecnologia futurista, sabiam o que era o "fogo", mas esqueceram-se de como o fazer, desacreditaram na veracidade dos documentos criados e partilhados pelos seus antepassados. Costuma-se dizer que uma fogueira aproxima as pessoas. Na antiguidade era um local rico em histórias, aventuras e experiências de vida, em que se partilhava e se socializava, se descansava mas onde também se ouvia.
A outra perspectiva, faz-me lembrar o filme "2001: A Space Odyssey" e o enorme monólito preto. Os extraterrestres ensinam de forma social, através de uma interacção física e psicológica, a criação do fogo. Ensinam-lhes a "descobrir" o calor que os irá manter vivos durante milhões de anos e até mesmo, ajudar a caçar e a mudar a face do próprio planeta, como já referi acima.
No entanto, nem todo o progresso é bom, como é abordado no documentário "Surviving Progress" (video).

O fogo foi esquecido, trocado, atraiçoado. Tornou-se na facilidade de um isqueiro e em mitos de tecnologias ancestrais. Estamos a perder mais do que a ganhar.
"Os Superficiais - O que a internet está a fazer aos nossos cérebros" de Nicholas Carr.

"Tudo é uma versão de alguma outra coisa."

sábado, 21 de julho de 2012

Globalização de consciência e mentalidade


Hoje acordei com algo a caminhar pela minha mão. Meio a dormir joguei a outra num estalo e espalmei a mosca que me incomodava. Esfreguei a mão nas costas da outra para ter a certeza de que a matava. Acendi a luz e deparei-me com uma centopeia esmigalhada. Fiquei acordado por uns minutos e deitei-me numa posição confortável. E o sono? Carago! Qualquer comichão fazia-me pensar que era outra centopeia. Não dormi mais nada, mas fechei os olhos e apercebi-me de algo...
O meu cérebro acordou-me por se sentir ameaçado. Reagiu a um "estimulo" exterior, perpetrado na minha mão. O instinto mais básico de sobrevivência existente em qualquer animal.
Algo está a vaguear pelo meu corpo? Pode ser uma aranha, uma cobra, um insecto, um predador, algo terrível contra a minha integridade física.

Nunca se aperceberam que acordamos a meio da noite para ir fazer chichi ou cocó? É o nosso cérebro que recolhe e monitoriza toda e qualquer acção no nosso sistema.
A bexiga está cheia? Vamos lá à casa de banho.
O corpo precisa de água? Vamos pô-lo a beber.
Este é a capacidade que o nosso cérebro tem enquanto gestor do nosso corpo.
Ora, se o instinto animal, é algo comum a qualquer ser vivo e herbívoro, no caso de plantas carnívoras, significa que descendemos todos do conjunto de células mais básicas. A auto-sobrevivência de um individuo é comum a tudo e todos. O próprio corpo está preparado para perder um braço e sarar depressa, seja bem ou mal. Nós mamíferos tivemos de nos adaptar depressa. Perder um membro e reconstruir-lo de inicio consumiria muitas forças e energias o que não era nada bom se nos queríamos manter vivos.


Abordo precisamente este assunto sobre o instinto de sobrevivência em "Qual é o nosso propósito?".
E segundo o raciocínio que tive durante a noite, ao perceber que um animal com a mesma capacidade que os humanos não seria muito diferente de nós, como abordo em "Animais espelhados como humanos..." e "O que faz dos humanos, humanos?".
Li também na revista New Scientist - 21 July 2012 um artigo com o nome "The Consciousness Connection" (online) "Are these the brain cells that give us consciousness?". (outro artigo online) "New Scientist's selection on consciousness".

[Illustration by Jonathan Burton]

O que me fez pensar que, se existem outros seres inteligentes no universo, porque existem, poderiam ser mais ou menos evoluídos. E para virem ao nosso planeta ou entrarem em contacto connosco, teriam de ser superiores ou igualmente avançados tecnologicamente. Tendemos em pensar que os ET's são seres de olhos grandes e corpos pequenos ou que são desfigurados comparativamente aos humanos, mas num documentário que vi recente, os estudos anatómicos e biológicos que se têm feito ao longo dos últimos anos, mostra que é mais provável terem uma aparência e semelhança física relativamente ao nosso corpo do que a qualquer outro animal que exista no nosso planeta. Significando que se eles fossem capazes de construir naves espaciais, teriam de ter evoluído da mesma maneira social que nós humanos temos vindo a fazer ao longo destes milhares de anos. Teriam de ter guerras, corrupção, jogos, informáticos, filósofos, designers, jornalistas, biólogos, cientistas, matemáticos, também tiveram ou têm religião, assassínios, greves, filmes, actores, revistas, sanitas, roupas, internet, computadores, carros. Passaram por tudo o que passámos. Vá... praticamente tudo. Tiveram um Nikola Tesla, um Albert Einstein, Copérnico, Leonardo Da Vinci, Isaac Newton, Carl Sagan entre muitos outros cientistas e mentes inteligentes.
Significa então, que os seres de outro mundo, não são assim tão diferentes como pensávamos ou como não imaginávamos ou éramos capazes de ver. São animais como nós, mas com uma grande cultura e conhecimento muito semelhante à nossa no que toca às matemáticas, física, astrologia, crenças, medicina, educação e psicologia. Podem ser ligeiramente de nós? Podem, obviamente que podem e provavelmente até o serão mesmo, mas o básico que nos constrói, somos vírus que lutam pela sobrevivência, como abordo em "Qual é o nosso propósito?".


Vi num documentário sobre a vida no universo, e um dos cientistas afirmou que por o tamanho do universo ser tão vasto, tão "infinito", a probabilidade de existir alguém semelhante a nós, quase uma cópia, é bastante elevada, pois existe espaço para tudo surgir mais do que uma vez com aspecto semelhante. Pensem nos Sósias. Pessoas que se parecem com outras pessoas e que moram no outro lado do mundo. Uma probabilidade infinita...

E o facto de estes seres extraterrestres serem mais prováveis de se parecerem connosco em termos culturais, de tecnologia e evolução, leva-me a pensar num documentário que vi à dias no canal história da série Ancient Aliens. No episódio "Angels and Aliens" S02E07.
Segundo o documentário, as teorias que apontam para o facto de anjos desceram à terra, aparecerem diante dos humanos e ajudá-los a tomar decisões, não foram realmente anjos mas extraterrestres que tentaram encaminhar o melhor possível a nossa evolução. Dar-nos uma ajuda, oferecer-nos um corta-mato, um impulso cultural, filosófico e moral.
Como é que é possível então explicar que na Mesopotâmia os Sumérios tinham consciência do que era um universo, do que eram planetas, de calcularem uma estimativa para o próprio universo e planeta terra sem qualquer tecnologia como a que se descobriu algumas centenas de anos antes de cristo? Devemos ter em atenção que a própria bíblia é uma cópia do livro escrito pelos sumérios. Os próprios sumérios como abordo em "A razão da inexistência de deus..." "acreditavam" na existência de um inferno. Portanto tudo o que vem depois dos sumérios, como a bíblia e as religiões que a usam, são meras cópias rascas de uma história com mais de 5000 anos.
O que significa este conhecimento? Esta estimativa de idade para o universo? Isto só querer dizer uma coisa, que extraterrestres realmente desceram à terra. Os famosos Anunnaki. Anjos que vieram do céu.
Fomos visitados e ajudados de alguma forma por extraterrestres. É algo dificil de ouvir? Para mim nem por isso. Anjos bons e maus, são a prova de que realmente aconteceu algo físico. Existe violência e existe amor. Nós humanos somos a prova disso, mas não somos os únicos animais a praticar a violência e a amizade. Muitos animais fazem o mesmo. Juntam-se em grupos, matam e lutam pela liderança de um grupo ou por comer. Tal assunto abordo em "Animais espelhados como humanos...", "Qual é o nosso propósito?".

Algo também interessante é a consciência colectiva de indivíduos.
Vi à uns anos um mapa que descrevia cada país como uma pessoa. Se cada um fosse uma, qual seria e como seria? Um adolescente? Um idoso? Despreocupado? Conflituoso? Romântico? Cavalheiro?
(link para imagem do mapa)
De uma certa prespectiva, pode-se dizer de que irão existir vários tipos de extraterrestres. Uns mais espirituais que outros. Outros muito mais ciêntificos e outros mais religiosos. Tal como existem grupos de indivíduos. Os que acreditam na ciência e os que acreditam em histórias. Uns que são mais inteligentes do que outros. Uns que estão mais aptos para o exercício físico e outros para as artes. E se juntarmos universo paralelos à mistura? E a teoria de que é possível comunicar entre eles? Os momentos de "eureka" ou as "epifanias" não serão uma sobre-capacidade de outros indivíduos que migram para as nossas mentes durante uma fracção de nano-segundos?
Haverá todo um conjunto de seres que evoluíram de uma determinada maneira com uma determinada consciência e perspectiva do mundo. Uns seres simplesmente evoluíram pelo lado negativo que conquistam e dominam planeta a planeta, e outros podem ter evoluído pelo lado positivo onde ajudam outras civilizações e outros seres a coexistirem entre si e entre outros. Mas não é por serem seres angelicais e "perfeitos" que não tenham defeitos. Todos os animais são cruéis, e se não o são, são capazes de tais actos. Não é por o fazerem de forma psicologicamente consciente, mas por milhares de milhões de anos de evolução dos tais vírus que nos constroem. Os animais canibalizam-se, criam guerras entre sub-espécies como é o exemplo das abelhas e cobras, mas não os condenamos. Porquê? Não se andam também a matar? Não são seres perigosos que também eles podem matar por diversão? Caçar por desporto não é só por diversão, matar um animal implica que o comamos mais tarde, ou que o vendamos a alguém que o queira comer. É cruel a forma como se mata? Sim. E também é cobarde o uso de pistolas, mas é a evolução que desenvolvemos em volta das primeiras pedras, lanças e flechas. Acreditem! Antigamente para caçar um animal corríamos atrás dele com pedras! Matava-mo-los à pedrada! Comparativamente com um único tiro, a dor é menor. Não?

A violência é comum a qualquer ser. Até as plantas competem entre si, e lutam por terreno, como é o caso das silvas que destrói e mata outras plantas. Ou o caso de trepadeiras que crescem como parasitas.
Se estudarmos as plantas de uma forma tão analítica e dissecada como acabei de fazer e teremos uma outra visão e perspectiva. Iremos perceber que as plantas também têm semelhanças com os animais. Como é então possível? Deus não criou as plantas para que fossem inteligentes ou o admirassem, como podem elas agir sem cérebro de uma forma tão primitiva e semelhante aos vírus e outros tipos de organismos que conhecemos? Parasitas? Como os peixes que se deslocam junto ao tubarão para lhe comerem os piolhos?
Ou as famosas lombrigas, que se alimentam no nosso intestino. Significa que é algo comum mesmo em seres sem cérebro ou consciência?
Segundos testes feitos em plantas, também elas sentem de forma física a música, como falo em "O que faz dos humanos, humanos?".
A pintura é algo importante para a mente, mas a música influencia todo o meio envolvente. Existe um filme "The Last Mimzy (Mimzy - A Chave do Universo)", que aborda um pouco este tema da música. Em que o rapaz através de vibrações consegue coordenar um ninho de aranhas a criar uma ponte de teia. Em MythBusters - Talking to plants demonstram o mesmo. O crescimento das plantas é condicionado pela música que ouvem e não propriamente pelo sol ou pelos adubos. Até se usa para hipnotizar cobras. 
Resumindo, todos agimos de forma inconsciente e instintiva a vários estímulos, quer sejam pelo aspecto positivo ou negativo. Amor e violência. Todo e qualquer célula viva, vive para sobreviver, luta para deixar neste universo a próxima célula mais capaz e resistente de sobreviver. Existe uma guerra a acontecer desde que o universo foi criado. Não somos especiais, não fomos criados nem somos únicos. Aquilo que somos, pode ser visto em toda a parte na natureza. Desde as entranhas da terra até às nuvens.

Para compreender o que estamos cá a fazer, precisamos antes de tudo, compreender como vivem e interagem outros organismos neste eco-sistema que não desiste de explodir de vida.

"Por isso... da próxima vez que olharem para algum animal e pensarem:
-- Olha! Parece mesmo uma pessoa.
Tenham consciência de que não são eles que parecem pessoas, pois antes de nós existirmos, já eles caminhavam neste planeta à milhares de anos.
Não são eles que são parecidos connosco, somos nós que para além de descendermos deles, somos semelhantes a eles."
Fonte: O que faz dos humanos, humanos?

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O que faz dos humanos, humanos?
Animais espelhados como humanos...
Qual é o nosso propósito?
A razão da inexistência de deus...
O que é o "mal"?
A genética do Eu...
A genética do Eu... [2]

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Qual é o nosso propósito?



Torno o mundo num lugar melhor por simplesmente existir... e sem mim, o mundo perderia o sorriso e o olhar que precisa para o admirarem.
Agora consigo ver...

Qual é o propósito para a nossa existência? Qual? Para nós humanos? E porque haveria de nós, humanos, ter um propósito mais especial que qualquer outro ser vivo?
As nossas diferenças como humanos, para com os animais, são, de uma perspectiva, nulas.
Não faríamos mais nem menos, se um cão ou um leão, um lagarto ou um urso tivessem capacidade de caminhar sobre duas patas, possuírem 4 dedos e um polegar. Não somos mais... e também não somos menos. Somos simplesmente... o produto de uma evolução iniciada por vírus. Somos a própria lei: "Os mais fortes vencerão".

Qual é o propósito de existirmos? Porque conseguimos!
Não existimos para deus, não fomos criados para ninguém, surgimos do caos e da violência do cosmos, porque conseguimos.
Qual o sentido da vida? Qual vida? A nossa vida, humana? E a vida dos outros animais, é menos importante que a nossa? Qual é o propósito da vida deles?
Propagar a espécie.
Porquê?
Porque podem! É disso que vive a natureza, o mundo, o universo. Nada deixa de estar vivo. Nada desaparece... simplesmente deixa de conseguir ser aquilo que é. Plantas, animais, répteis, todos desaparecem, as estrelas morrem, os planetas chocam e as galáxias são engolidas. Deixam de conseguir ser.
O propósito deles?
-- Conseguirem ser, sem saber que o conseguem.
Qual é o sentido da nossa vida?
Por sermos seres instintivamente curiosos, não conseguimos deixar essa razão de lado, mas eu vou tentar responder de uma perspectiva.
O sentido da nossa vida, não é aprender nem descobrir, não existe. E não existe porque somos feitos de seres que conseguiram aparecer, e serem simplesmente. Não é descobrir o propósito do nada, mas conseguir estar nele. É o instinto primitivo a qualquer criatura que viva neste planeta... sobreviver.

Antes sequer de respondermos às mesmas perguntas sobre nós, humanos, sobre a nossa perspectiva, devemos responder primeiro à razão do porquê um porco existir, uma pedra, uma flor, uma ave, a água.
Desde o Big Bang aos dias de hoje, a única explicação para nós existirmos é... porque nós conseguimos existir. Conseguimos surgir, evoluir e ser.
Se um animal é menos do que nós, então nós também seremos menos do que ele.
Não somos diferentes de outros extraterrestres, pois também eles, instintivamente, delimitarão territórios, criarão conflitos por uma fêmea, e instintivamente irão querer sobreviver.
Serão tão maus e tão bons, como nós o somos.

A competição... reina até ao mais ínfimo dos átomos.

Charlie Holloway: What we hoped to achieve was to meet our makers, to get answers why they made us in the first place. 
David: Why do you think your people made me? 
Charlie Holloway: We made ya 'cause we could. 
David: Can you imagine how disappointing it would be for you to hear the same thing from your creator?
Prometheus

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A razão da inexistência de deus...



Deus é um ser imaginário, introduzido em vários contos e fábulas para educar e moralizar as crianças à centena de anos. Este esforço de educar as crianças, não é recente nem pertence exclusivamente a jesus.

Resposta: Uma curta resposta à pergunta: “por que Deus nos criou?” é “por causa da sua vontade”. Apocalipse 4:11 diz: “…porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas”. Colossenses 1:16 repete: “Tudo foi criado por meio dele e para ele”.

Ter sido criada por causa da vontade Deus não significa que a humanidade foi feita para entreter a Deus ou para servir como divertimento. Deus é um Ser criativo, e o ato de criar lhe satisfaz e dá prazer. Deus é um Ser pessoal e tem prazer em ter outros seres com quem Ele pode ter um relacionamento genuíno.

Deus criou-nos para poder ter um relacionamento? No entanto não podemos falar com ele.
Criou-nos porque tem prazer em ter seres ao lado dele. Criou-nos porque lhe satisfaz e dá prazer.
Bem, devo ser muito burro, mas quando eu ou alguém cria algo com vontade, por exemplo um desenho, crio-o para meu divertimento, para me dar prazer, para me entreter, e deus, pelo texto acima fez o mesmo. Criou os humanos para se entreter e lhe dar divertimento. E quando falo em divertimento não digo em manipular ou brincar com o ser humano, mas sim, divertimento vem de divertir.

Tendo sido feitos à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:27), os seres humanos têm a habilidade de conhecer a Deus – e de amá-lO, adorá-lO, servi-lO e de ter comunhão com Ele. Deus não criou os seres humanos porque precisava deles. Como Deus, Ele não precisa de nada. Por toda a eternidade passada, Ele não Se sentiu sozinho e não estava procurando por um “amigo”. Ele nos ama, mas isso não é a mesma coisa que precisar de nós. Se nunca tivéssemos existido, Deus ainda seria Deus – Aquele que não muda (Malaquias 3:6). O “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3:14) nunca foi insatisfeito com Sua própria existência. Quando Ele fez o universo, Ele fez o que Lhe agradava. Já que é um Ser perfeito, tudo o que fez foi perfeito, tudo “era muito bom” (Gênesis 1:31).
Nós temos a "habilidade" de o amar, de adorar e de servi-lo, pelo que somos também "escravos" dele mesmo. No texto a negrito, "prova" que ele realmente não precisava de nós. Vivia sozinho consigo próprio, sem falar com ninguém. Não precisa de comer, nem de respirar, entretém-se sozinho com o absolutamente nada. Um dia ficou farto de não fazer nada, e criou-nos só por próprio prazer porque estava entediado (tédio).  Se ele não estava à procura de um amigo e não se sentiu sozinho porque é que nos criou? Porque lhe dá prazer. Como foi descrito acima.
Quando Ele fez o universo, Ele fez o que Lhe agradava. Já que é um Ser perfeito, tudo o que fez foi perfeito, tudo “era muito bom” (Gênesis 1:31).
Sim, ele esqueceu-se é que o próprio universo tem vida, e daqui a milhares de anos vamos todos morrer, porque a nossa Galáxia Via Láctea vai chocar com a Galáxia Andrómeda. Foi um pequeno erro que ele cometeu quando criou o universo. Devia estar distraído...

Links sobre a colisão entre as duas Galáxias:

Além disso, Deus não criou “colegas” ou seres iguais a Ele. Logicamente, Ele não podia fazer isso. Se Deus criasse um outro ser de poder, inteligência e perfeição iguais aos que Ele possui, então Ele deixaria de ser o Único Deus Verdadeiro e dois deuses passariam a existir– isso seria uma impossibilidade. “A ti te foi mostrado para que soubesses que o SENHOR é Deus; nenhum outro há, senão ele” (Deuteronômio 4:35). Qualquer coisa que Deus criar tem que ser inferior a Ele. O ser criado não pode ser nunca superior Àquele que o criou.
Se ele cria-se outro deus como ele, acho que, logicamente, deixaria de ficar sozinho e não necessitaria de "nos criar" para se entreter. Se ele deixaria de ser o "único deus verdadeiro", isso significa que num casal de gémeos, um deles é uma cópia rasca?
O ser criado não pode ser nunca superior Àquele que o criou.
Por acaso pode, porque nós humanos já conseguimos criar robôs que soldam muito melhor. Que são imbatíveis a jogar xadrez ou às damas. Que têm uma capacidade de cálculo muito superior à nossa. E um dia os robôs serão 200% ou 1000% vezes melhor do que nós. É por isso que hoje em dia se estuda muito a inteligência artificial para além da das crianças desde tenra idade.
Outra aspecto interessante, é que nós criamos os nossos filhos, as mulheres dão à luz e o casal educa-o. Cria-mo-lo. E para além de o ensinarmos e o vermos crescer, as probabilidades de chegar mais longe, de ser superior a nós, o seu criador, hoje em dia são bastante altas. Por tanto nós somos melhores que deus. Amamos os nossos filhos e desejamos que cheguem mais longe. Já deus não nos fez da mesma maneira, mas diz amar-nos.

Ao reconhecer a soberania e santidade completas de Deus, ficamos impressionados que Ele escolheu coroar o homem com “glória e honra” (Salmos 8:5) e condescendeu a nos chamar de “amigos” (João 15:14-15). Por que Deus nos criou? Deus nos criou por causa da Sua vontade e para o Seu prazer, para que nós, como Sua criação, tivéssemos o prazer de conhecê-lo.
Segundo a parte a negrito, Deus, como já foi dito mais acima, criou-nos por puro prazer e vontade. Porque estava entediado e não tinha nada para fazer... Para além de ter sido "afirmado" acima, de que ele não precisava de nós nem de ninguém. 
Deus não criou os seres humanos porque precisava deles. Como Deus, Ele não precisa de nada. Por toda a eternidade passada, Ele não Se sentiu sozinho e não estava procurando por um “amigo”.
Então criou-nos porquê? Qual foi o objectivo? "...para que nós, como Sua criação, tivéssemos o prazer de conhecê-lo."
Parece-me que ele estava muito solitário e sozinho. Porque se ele não se sentia sozinho, não teria a necessidade de criar algo que tivesse "prazer" em o conhecer. Porém, nós não podemos conhecer algo que não fala para nós, e que nós não podemos ouvir. Porque duas pessoas conhecem-se, não só através da linguagem física, mas também pela fala. Através de um diálogo. O que não acontece entre nós e deus.
Outro erro que deus deixou escapar. Estava desatento o pobre coitado...
Se queria que tivéssemos o prazer de o conhecer, significa apenas e só, que ele estaria com algo problema no seu ego. Deixou de conseguir estar sozinho no seu mundo. Deixou de acreditar em si, que ele era o mais sábio, o mais bonito, o mais capaz e o supremo. Teve uma fraqueza... aparentemente.

Este texto está tão cheio de contradições, que o simples facto de eu perguntar: "Quem criou deus?" e as pessoas me responderem: "Foi ele próprio", como é que isso é possível?
Um lápis cria-se sozinho? Uma afiadeira cria-se sozinha? Um animal reproduz-se sozinho?
É preciso haver uma acção que lhe precede uma reacção. Uma bala não não sai do cano sozinha. É preciso haver uma acção, e se algo que não existia de todo, passou a existir sem qualquer acção. Então o universo também pode ser explicado através disso mesmo. O Universo criou-se espontaneamente, sem qualquer intervenção de deus. Porque se o próprio deus se criou, ainda que não existisse nada antes, e se não existe pão num forno, o pão pura e simplesmente não pode aparecer. Uma flor não cresce do nada, precisa de uma semente, e a semente não aparece do nada, precisa de outra flor, repetida e infinitamente.
Deus não se pode ter criado a ele próprio, porque antes de ele existir, não havia nada; E não existindo NADA, nada pode ser criado.
0x1 é sempre 0.

Outra coisa interessante, é que está provado cientificamente, através de cálculos matemáticos, que o universo tem: 13,73 biliões de anos, desde a sua criação através do Big Bang.


Por que Deus fez o universo?“. Seguri que havia muitas razões possí­veis, mas um gatinho não pode compreender por que um homem gasta seu tempo lendo um livro, ao invés de correr pelo chão atrás de uma folha, porque a percepção do gatinho não está suficientemente desenvolvida para ler um livro.
Este texto, não explica nem dá uma razão do porquê do universo ter sido criado, apenas responde fugindo da questão, com uma resposta ainda mais absurda que a própria pessoa que a respondeu.
Porque realmente, um gato não tem capacidade, não é "não pode", de compreender porque é que o homem "gasta" o seu tempo a ler um livro. Porém, nós não compreendemos porque é que os papagaios conseguem repetir o que dizemos. Da mesma maneira que não conseguimos compreender porque é que os Ornitorrincos são um conjunto de mamíferos com características Ovíparas.
Significando então, que não somos só nós que não temos capacidade para entender um ser "perfeito" como deus, mas também não temos "capacidade" de perceber porque é que os Ornitorrincos são como são. E não passa de um simples mamífero.


Todos concordam que quando os seres humanos surgiram o mundo já existia, portanto desde os primórdios da história nos deparamos com uma imensa e misteriosa Terra à nossa volta. Para explicá-la os primitivos inventaram inúmeros mitos que contavam a criação do mundo, ou simplesmente declaravam que a Terra sempre existiu, que são as duas únicas possibilidades lógicas.
Talvez pelo fato óbvio que a mudança está em toda parte, e que nem mesmo as montanhas são eternas, chegamos a um consenso atualmente que o mundo e o Universo nem sempre existiram, como mitos muito antigos como a Gênese Bíblica já afirmavam. Segundo esta Cosmogonia, se vista literalmente, o Cosmo foi criado em 6 dias por um Deus Criador, e teria uma idade estimada entre 6 e 12 mil anos, não se tem certeza devido a imprecisão bíblica sobre certos períodos de tempo.
Há diversos outros mitos sobre a criação do Universo, mas um outro tão importante quanto o mito hebráico que baseia as religiões abraâmicas é o mito Hindu, que declara que o Universo foi criado por um deus chamado Bhraman. Mas há uma enorme diferença, é que na cosmogonia hindu, o Universo é criado e destruído num ciclo infinito, cada qual de 12 milhões de anos, que constituem um dia na vida do deus Bhraman. A idade total do Universo no Hinduísmo pode chegar a mais de 300 Bilhões de anos.

Como diz no texto, o "cosmos" foi criado em apenas 6 dias por deus e que possui uma idade estimada de 6 a 12 mil anos. Mas como já devem saber, o universo tem 13,73 biliões de anos e não apenas 6 ou 12 mil.

12 000 (12 mil anos)
13 730 000 000 000 (13,73 biliões de anos)

Se existem outras religiões, em que o universo tem outros valores para a sua idade, longe dos resultados científicos e matemáticos, essa religião cometeu um erro e é necessário assumi-lo.

Algumas árvores gigantes podem viver mais de 5 mil anos, e se vemos uma delas já grande, podemos deduzir que ela está ali há muito tempo, e se ela veio da semente de uma outra, e de outra e de outra, podemos retroagir indefinidamente para o passado.
Fonte: Qual a Idade da Terra?
Não preciso de falar muito sobre este texto, porque ele auto explica e prova que tudo o que a bíblia diz que deus criou e que tem apenas alguns mil anos, é errado e incorrecto. Bem... se é errado é incorrecto.
A terra tem 4,54 mil milhões de anos.

"...a Terra foi mesmo criada antes que o Sol.os cientistas nunca chegaram perto dele,como poderão dizer que ele veio primeiro?" Fonte: A Terra Foi Criada Antes Do Sol, Ou é Erro Astronomico Da Biblia? resposta de "Curioso".

É esse o espírito! Lá por nunca termos tocado no Sol, não significa que não conseguimos saber nem calcular a idade dele. Quando olhamos para uma pessoa na rua, conseguimos de uma forma muito aproximada dizer a idade dessa pessoa. E no entanto, não precisamos de lhe tocar, de fazer testes médicos ou perguntar directamente para saber +/- que idade tem. É algo inato. Como nós não sabemos de forma directa que idade tem o NOSSO sol, olhamos para outros. E todos sabemos que quando um animal cresce acima da média prevista de entre um conjunto de seres da mesma espécie, sabemos que esse animal é mais velho. Não é por NÓS não conseguirmos olhar para o sol, que ele não existe, ou que é impossível de olhar para ele. Existem filtros, um dos mais utilizados são os capacetes de soldadura.
Informações detalhadas sobre como funciona o Sol: Sol
E é óbvio que não vemos deus porque ele não existe. Mas lá por os nossos olhos não conseguirem observar de forma permanente o Sol, não significa que ele não exista ou que não possa ser estudado. Os nossos olhos absorvem a luz e funcionam como um balão, se um balão é enchido com demasiado gás ou liquido, por muito elástico que seja, chega a um ponto que rebenta.

Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. (Romanos 5:8)
Fonte: http://www.gotquestions.org/ (coluna esquerda/direita)
Sim, porque deus ficou farto de nós não o admirarmos, de não o adorarmos, de não o valorizarmos. E o que é que ele fez? Mandou cá abaixo o seu "filho" que sinceramente, nem explica como é que ele foi criado, apenas que apareceu na barriga de Maria. Hoje em dia, saber perfeitamente que ninguém nasce por obra do acaso. Ou o homem pôs o pénis na vagina da mulher, ou não o pôs. Simples!
Uma coisa interessante sobre o texto, é que ele mandou jesus para ser sacrificado por nós, pelos nossos pecados. Que eu sinceramente não percebo porque é que eu sou pecado, se os meus pais me fizeram com amor e carinho. Mas continuando, as novas gerações não têm culpa do que adão e eva fizeram. Porque se eu matar alguém, os meus filhos são assassinos. Se eu bater num cão, os meus filhos batem também.
Se eu fizer sexo com a minha mulher, os meus filhos fazem também. É isso? Os meus filhos e os filhos deles serão culpados pelos meus erros. É isso? É! É isso! Segundo deus e a bíblia.

Devemos muito aos padres na idade média que fizeram descobertas importantíssimas nos vários campos de biologia, ciência, astrofísica, etc. Mas não se podem esquecer que os mesopotânicos foram o primeiro povo a "criar" a escrita, por volta de 4000 a.c (antes de cristo).
"Os sistemas de escrita evoluíram de forma autônoma e não sofreram influências mútuas, ao menos em seus primórdios.[8] Possivelmente, as escritas mais antigas são a escrita cuneiforme e os hieróglifos. Ambos os sistemas foram criados há cerca de 5500 anos, entre sumérios e egípcios. Os hieróglifos originaram-se no Antigo Egito e a escrita cuneiforme na Mesopotâmia, (atual Iraque)."
Informações detalhadas sobre a origem da Escrita: Escrita



Os Sumérios são uma das, se não mesmo a mais, civilização antiga que existe no nosso planeta que apareceu à 5000 a.c. Pode-se ler na página do Wikipedia, sobre a religião e crenças, onde uma civilização que desconhecia "deus", jesus e a bíblia ainda não tinha sido escrita, onde falam do "submundo".
"Segundo a tradição suméria, os deuses criaram o ser humano a partir do barro com o propósito de serem servidos por suas novas criaturas. [...]
Já a vida após a morte envolvia uma descida ao vil submundo, onde se passava a eternidade numa existência deplorável, em uma espécie de inferno."
Fonte: Sumérios

Se esta civilização, tão antiga, já possuía a sua própria ideia de "inferno" e deuses, e não um deus, porque é que o deus da bíblia haveria de ser mais real?
A biblia, segundo dizem os crentes, foi escrita entre entre 1445 e 450 a.C.. Na wikipédia diz-se que foi escrita durante um período de quase 1600 anos, quando foi claramente +/- 1000. Escrito por 40 autores diferentes, o que realmente, ao longo de 1000 anos, lhe dá uma credibilidade extraordinária.
Foram escritos vários livros, e apenas os menos controversos foram aceites e compilados. Foram corrigidos e re-corrigidos para que não houve duvidas de que a biblia, fosse e estivesse certa.
Uma falha clara nos argumentos de qualquer religioso, porque a biblia fora escrita à mais de 3000 anos, com conhecimentos muito pobres e fracos sobre o mundo, a natureza e o universo. Não possuíam a compreensão nem a tecnologia que temos hoje e por isso, as coisas estranhas foram "explicadas" com a palavra deus. E não digam que não, porque é verdade!

Resumindo o que não necessita de ser resumido ou sequer explicado, a biblia não é a palavra de deus.
"A Bíblia se diz escrita por pessoas sob efeito da inspiração divina." Foram "inspiradas" "por deus", não escreveram através da mente dele, nem através das palavras, nem dos actos. Inspiraram-se num deus para explicar o mundo.
"Bíblia [...] é o texto religioso de valor sagrado para o Cristianismo, em que a interpretação religiosa do motivo da existência do homem na Terra sob a perspectiva judaica é narrada por humanos[...]".
É uma perspectiva religiosa do motivo da nossa existência, e não uma prova. É apenas uma Perspectiva e não uma verdade absoluta ditada por deus.
Informações detalhadas sobre a biblia: Bíblia

Uma prova irrefutável da inexistência de deus, que prova sem dúvidas de que ele não existe, são as Estatuetas de Vénus.
"As estatuetas de Vênus são uma série de estatuetas pré-históricas (do Período AurignacianoPaleolítico Superior) [...]"
Período Aurignaciano, ocorreu em 34000 e 23000 a.C. Pelo que por esta altura, o ser humano nem devia existir, inclusive o planeta terra, - Segundo os crentes religiosos - pois como vimos acima, o universo  terá qualquer coisa como 6 mil a 12 mil anos, e não os já calculados e estimados 4,54 mil milhões.

12 000 (Idade do universo criado por deus)
34 000 (Idade de uma Estatueta de Vénus)

 


Outra prova irrefutável da inexistência de deus, são as pinturas rupestres, "[...]datadas do período Paleolítico Superior (40.000 a.C.) gravadas em abrigos ou cavernas, em suas paredes e tetos rochosos, ou também em superfícies rochosas ao ar livre, mas em lugares protegidos, normalmente datando de épocas pré-históricas.". Estas pinturas possuem +/- 40 000 anos, pelo que por esta altura, o ser humano não deveria existir, inclusive o universo.
São pinturas que podem ser provadas através de datação por radio-carbono. Da mesma maneira que podem surgir dados erróneos nas pinturas, o mesmo acontece com o manto que cobriu jesus após a sua crucificação. Pelo que a sua datação afirmou ser entre 1500 e 1600 anos. Coisa que um pano, feito do que fosse feito, não sobreviveria ao passar de milénios, exposto à oxidação/oxigénio, ao frio, e a ao calor extremo durante tantos anos, para além da luz. Vão-me dizer agora que as múmias dos egípcios foram encontradas revistadas com o seu linho. Mas uma diferença entre o Sudário de Turim, e o linho/peles/ligaduras é a de que o corpo, depois de enfaixado era mergulhado/molhado num liquido resinoso que protegia o corpo e o seu revestimento, do oxigénio e de insectos.
Informações detalhadas sobre pinturas rupestres: Arte rupestre
Informações detalhadas sobre a mumificação: Múmia
Não estamos a falar em múmias, porque segundo a bíblia, jesus não foi mumificado, mas estamos a falar do pano que ainda hoje, após 2000 e poucos anos, se conserva.

Outra prova irrefutável da inexistência de deus, é a existência de hereditariedade, em todos os seres vivos do planeta. Deus "criou-nos" à sua imagem e com toda a sua sabedoria, não criou juntamente os animais para terem as mesmas capacidades que nós.
Já falei em 2 textos anteriores, precisamente sobre esta capacidade Genética que todos os seres vivos têm, inclusive plantas e insectos. Não vou escrever sobre isso aqui, porque tanto o wikipédia como os dois textos que já escrevi abordam este assunto.

"Existem milhares de coisas que acontecem todos os dias que a ciência não consegue achar respostas, desde a resposta de como as abelhas voam [...]"
É precisamente por dar-mos respostas a essas perguntas, que temos aviões e que nos baseamos em todo o tipo de animal que voa ou plana para melhorar as nossas naves e aviões, quer sejam comerciais, de mercadorias, militares/guerra ou de pequeno porte. Inclusive Helicópteros e aviões de brincar.
Tecnologias criadas a partir da nanotecnologia.

E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. (Gênesis 2:2) 
Fonte: http://www.bibliaonline.com.br 
Descansou ao 7º dia, porque o esforço que fez foi muito...



Uma coisa interessante sobre o Adão e Eva, é que são "sempre" desenhados com os seu órgãos de reprodução tapados, como se fosse obsceno. Mas há uma passagem na bíblia que diz:
E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. (Gênesis 1:26) 
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. (Gênesis 1:28) 
Fonte: http://www.bibliaonline.com.br 
Primeiro diz para se "multiplicarem" e "encherem" a terra, e depois condena-os com a vergonha? Reproduzirem-se não foi um dos primeiros pedidos de deus? Como é que pode ser pecado se foi um pedido? E o homem Adão saberia como se multiplicar? E quem lhe disse? Foi deus? Explicou-lhe como funcionava o sistema reprodutivo? Que teria de inserir o pénis na vagina da Eva? Adão e Eva tinham apenas esse conhecimento? E como é que comiam? Descobriram o fogo sozinhos ou foi deus? E as constipações?
Terem saido do jardim do éden foi a melhor coisa que podiam ter feito.


Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea. (Gênesis 2:19-20)  

 É interessante, porque hoje em dia, são encontradas espécies que nunca se tinham visto na terra, e em locais que nenhum outro ser vivo seria capaz de sobreviver. E se ele realmente deu o nome a todas as espécies criadas, porque é que os peixes do fundo do mar não tinha nome? Deviam saber. Devia vir na bíblia. Ah... pois, o nome dos animais ficou ao critério de qualquer pessoa/civilização. Emendaram o mal pela raiz. Ao não dizer os nomes dos animais, preveniram identificá-los e localizá-los.


E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. (Gênesis 3:2-3) 
Afinal, se comessem da árvore proibida, morriam ou não morriam? Uma coisa é morrer, outra coisa é obter conhecimento.

E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?
Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.
E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.
Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.
E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua concepção; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. (Gênesis 3:11-16) 
Se ele não queria que comessem da árvore, não a tinha posto lá em primeiro lugar! Porque quando os pais não querem que os filhos brinquem com facas, trancam as facas numa gaveta alta. E neste caso, os pais precisam das facas para fazer o comer, o mesmo não é necessário para deus, pelo que deus sabe tudo, é poderoso e sábio. Porque raio é que haveria de criar uma árvore proibida? É um deus mesquinho.
Ele fez o mesmo que um pai deixa-se uma caixa de fósforos em cima da mesa e dissesse ao seu filho:
-- Não tocas naquela caixa! E se esconde-se atrás de uma porta a olhar pelo buraco da fechadura só para se certificar se lhe tocava, e quando o apanha-se a experimentar um fósforo, salta-se para cima dele, a gritar-lhe que estava condenado! Que ia sofrer para o resto da vida!
Ora, se não queremos que os nossos filhos brinquem com fósforos, não os deixamos à mão de semear!

Outra coisa interessante, é que deus não lhes chegou a dar mais nenhuma oportunidade. Foram logo condenados para toda a eternidade. 
"E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua concepção; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.".

A pobre mulher teve a infelicidade de receber dor, enquanto que o homem fora obrigado a trabalhar no campo para produzir comida. Mas... isso é em qualquer espécies de animais. Todos os animais que dão à luz, têm dores, não é só a mulher, isso não é uma condição exclusiva do ser humano. Os cães têm, os cavalos têm, os elefantes têm, as cabras têm. Outra coisa interessante é a parte "e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.".
Muitas fêmeas no reino animal, são submissas, mas isso não significa que seja em 99% das espécies, porque elas ainda dominam muito. São elas que escolhem os machos, são elas que criam as crias, são elas que decidem quando acasalar, caçam, e temos um exemplo dos leões.
A restante parte "e ele te dominará", hoje em dia isso não existe na nossa sociedade e é impensável sequer não existir igualdade. Como podem ver, este texto foi escrito para aquela época e não para a nossa. O que só prova que se eu escreve-se um poema sobre a mentalidade de hoje, daqui por 1000 anos, a mentalidade seria completamente diferente.

Com apenas estes pequenos textos escritos na biblia e comentados por pessoas, vos provo que deus não existe, que não há necessidade de existir, de ser amado ou adorado.
Porque toda a bíblia está errada. E eu não me baseio apenas em 40 ou 50 "autores", baseio-me em centenas de cientistas, em centenas de estudos científicos, em matemática, em inovações tecnológicas e em descobertas em todas as áreas, desde a biologia, astrofísica, matemática, psicologia, química, medicina, física, etc.

E não me baseio num único livro compilado, com 1000 e poucos anos de existência, baseio-me em estudos e descobertas muito mais antigos.

Existe muita coisa para falar deste tema, e mais virá. O texto é longo e deve ser lido com cuidado e bem interpretado. O texto poderá sofrer alterações.
Continua...