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sábado, 27 de junho de 2015

Adoro a maneira como me amas...


Adoro a maneira como olhas para mim, com os teus olhos de azul cristalino a brilharem-me no rosto, e o sorriso largo entre lábios vermelhos namorarem-me um beijo. Não desvias o olhar; parece que te desejas perder no horizonte corado de narcisismo à tua imagem. Bela. Os dedos afagam-me as bochechas, onde desenhas uma forma de arte abstracta mas deliciosamente hipnotizante e carinhosa. Conquistas-me com o teu olhar, a tua língua sobre os lábios e um sorriso sincero, afogado em amor e dedicação. Na tua beleza de geometria matemática, vejo a face de um anjo com pele de bebé e corpo de mulher garota, de curvas com prenuncia e entre cobertas numa pose de desejo que me chama para a cama, onde te deitas a dormir com um sorriso entre dentes.
Sonharás comigo? Pergunto-me, enquanto te viras para mim, num sono "profundo". O teu olfacto descobre-me o corpo, as tuas mãos encontram as minhas costas e abraças-te confortavelmente no ninho que se vai construindo à tua volta.
Um aperto cresce-me no coração, para cada toque na pele exposta à tua essência que me acende a chama do desejo e do prazer.
Olha de novo para mim, caprichosa, transbordando saudades, e presta atenção às minhas mãos, às minhas palavras e aos meus lábios que secam num desejo que não tenho de te pedir.
A tua espontaneidade sempre me derreteu o nervosismo. As tuas mãos sempre me acalmaram o pensamento divergente.

Adoro a maneira como olhas para mim, como me agarras e me beijas.
Nunca amar e ser amado soube tão bem!

Obrigado.


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Porquê o "obrigado" e não um "amo-te" no fim?

domingo, 15 de junho de 2014

És o meu presente...



Esta foto, que seguro agora com alguma dor no peito, tinha um significado muito mais forte de quando a tirei. Lembro-me de dizeres, antes de sairmos de casa:
-- Tenho-te uma surpresa. Um requinte bordado em mim, muito antes de ter nascido. Um carinho comprado de trabalho com amor, por alguém que nunca conheci mas que sabia cada centímetro do meu corpo. Alguém que me amou em cada cruzar de linha, e que fiz erguer em cada correcção. Sendo eu perfeita, fiz o escriba aperfeiçoar a sua letra, que um dia pintaria na minha pele um brilho de sedução. A história da minha surpresa, herdada, abria em mim a gaiola que libertou minha mãe, senhora de sabedoria profunda e de um conforto aconchegante. Aqui me mostro, vestida por um Deus, para o dia da minha dança de acasalamento.
Caminhavas pela praia, deixando para trás pegadas que marcava levemente a areia, como um toque no meu corpo. O vestido cozia-se a ti, dando-se em cada movimento, envolvendo-vos de tal maneira, que nenhum poderia viver sem o outro. Era-te uma protecção. Um ornamento cuidadosamente vestido e absorvido pela pele que te compõem fisicamente o Eu. Ressaltava de ti, um Sol tristonho por não poder ficar mais tempo sobre a tua pálida figura. Reflectias-lhe apenas uma imagem angelical daquilo que lhe concedias. Deste-me a mão, entrelaçaste os dedos e sorriste para mim. Beijámo-nos. Tocaste-me o rosto, a barba e acarinhaste a bochecha rosada.
-- Meu querido... Meu amor eterno, de mãos que me afagam a carência. És a razão do meu sorriso surgir quando estou triste, dos gemidos gritarem-me pelo corpo e de um amor pequenino e cuidadoso que se abraça ao meu coração. Todos os dias morro, a cada olhar que te faço e percebo que é mais um dia em que não estarás cá.
Os olhos conteram uma lágrima e ficaste sem expressão. Estavas prestes a chorar, soube-o. Pegaste na minha mão por breves segundos e atiraste-a para as tuas costas, pedindo um abraço. As mãos lançadas ao meu pescoço obrigaram-me a baixar, enfrentando a sereia bela, de olhos grandes focados nos meus. Fechaste os olhos e segui os teus passos. Os lábios secos humedeceram-se, com toque suave e demorado da tua boca. Abraçaste-me com força e ao teu ouvido declarei baixinho:
-- Amo-te! Amo-te! Amo-te! -- ouvi o teu sorriso e senti uma força agarrar-se ao meu tronco. Choraste-nos, pois a perda faz-se acompanhar dos dois e não apenas de mim. Pelos momentos únicos que vivemos e não veremos. A força do Sol embateu numa nuvem e o calor aqueceu-nos as pernas e as costas a partir do chão.
-- Amo-te! -- respondeste-me com um enorme sorriso, de lágrimas já secas e o cabelo entre-cobrindo o espelho da alma. Estava feliz, por ter encontrado o presente do mundo para mim. Dois animais, separados por biliões de colisões, mortes e evolução. Dois seres que desde o inicio do tempo, aguardavam o momento para colidir, viver, evoluir e morrer.

Choro-te, no banco que nos viu crescer...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sozinho em almofadas


Quero dormir ao teu lado... e sentir com saudade, as minhas mãos percorrem o teu corpo. Cheirar o perfume, beijá-lo e acariciá-lo, até que o sono feche os teus olhos...
Saudades de acompanhar a tua respiração e sentir-te junto a mim, presente.

-- Toma lá...
-- O que é isto?
-- É um comprimido para dormires.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Um amor... o meu único amor...


Quero segurar na tua mão e cuidar de ti... velha e cansada... frágil e sem paciência. Deitar-me todos os dias ao teu lado e sonhar... fazer da nossa vida, o melhor de que existe no mundo... um sorriso pelo qual vale a pena lutar.

Para te proteger e aconchegar... um sorriso, um amor que desejo. És a única mulher que não quero perder... a única para a minha vida.

Amo-te... e sempre te irei amar. SEMPRE!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Tenho medo...


Tenho medo quando te esquecer o cheiro...
O toque das tuas mãos no meu corpo...
A tua calma e os teus abraços...
A tua voz e as palavras de conforto...
O teu "Amo-te" tocar-me nos lábios...

Tenho medo quando te esquecer a cara...
Os teus beijos...
O que é abraçar-te com força...
Tenho medo de sentir a saudade apertar-me o corpo num sufoco de dor...
Medo de viver uma vida sem ti neste mundo...
De não te voltar a ver e reconhecer... sentir-me feliz com o teu sorriso, com a tua presença, nos meus passeios ou à noite com os meus sonhos e choros... medo de não te ouvir, de que o tempo apague o teu cheiro...

Tenho medo de saber que quando morrer nunca mais estaremos juntos... sem abraços, sem amor, sem caricias, sem sorrisos, sem calor ou memória...

Tenho medo de perder o mundo... de não te puder segurar nos meus braços e dizer: "-- És a pessoa mais importante para mim... e vou amar-te até ao fim dos tempos!"

Tenho medo de não saber o que é ter um filho nosso...
Tenho medo do que é não beijar a barriga e desejar que seja tão feliz como sonhamos... de não saber o que é ver-te ao longe, de branco, perfeita desde o primeiro dia...
Tenho medo de não saber como é casar... de me ajoelhar e te segurar na mão...
Tenho medo de não saber como é chorar por eles... chorar de alegria pela noticia... e de não saber o que é vê-los crescer e serem felizes!!

Tenho medo de não te ter... de te perder para sempre.
Tenho medo de visitar a tua campa... e de me lembrar de todos os teus sorrisos, de todos os risos, momentos de amor e paixão que partilhámos... e não te puder abraçar e dizer: "-- Está tudo bem... eu estou aqui."
De te querer abraçar e sentir de novo... mas não estares aqui.
Tenho medo de dormir sozinho... e de me lembrar dos dias em que te via adormecer, tranquila e em paz, entre os meus braços, entre o amor que juntos tivemos...

Tenho medo de um dia te ver partir... e saber que não te vou poder sorrir e fazer feliz.
Na hora da minha morte, só terei uma coisa para dizer ao mundo:
-- Tenho orgulho em ter vivido ao teu lado! E onde quer que estejas, meu Amor, estarei contigo até ao fim... para sempre a princesa do meu coração. Amo-te amor da minha vida.... meu amor eterno.


Não tenho medo da morte... mas medo que ela leve teu sorriso...
Amo com o coração...

Saberei um dia...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Parabéns!


Sinto que serei infeliz para o resto da minha vida...
Todos os dias, me parecem dias de chuva... e quer caminhe sozinho ou com a família, é a tua presença que me faz mais falta, aqui, junto a mim, nestes dias que me são de chuva.

Em todos eles, o sol parece fugir da minha vida, sem sorrisos, sem carinhos, apenas com uma grande nuvem carregada de tristeza... de melancolia e saudade. Saudade de te abraçar e de te fazer sentir o amor que trago preso no peito... embrulhado em choro e solidão...

Dias que passam devagar, ocupado e assombrado por ti, nestes dias que me são mais tristes. Onde não consigo sorrir... sem pensar em ti. Sou um vazio sem sentido, que não sonha nem deseja... sou alguém que vive por viver, sem a alegria que me faz sonhar.

São dias que passam, dias que não esqueço, desejando para sempre ser feliz, junto de quem me fez perder. Perder por amor, por paixão e desejo. Um dia sem ti, e não sei mais o que é "viver" e "ser feliz".
Amo-te... (L)


Parabéns por teres chegado aos 22 anos! Pena que continues a ser o mesmo pacóvio de sempre... Tens muita coisa para aprender...

A ser homem, a ser responsável, a ter cabeça e pensar... fora do quadrado.
Parabéns Paulo!

Parabéns Pedro! ;)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Com amor...


Com amor... para ti!

domingo, 13 de novembro de 2011

I want to fall...


Quero cair...
Ar que me falta, e que me faz sofrer... uma dor aguda que me consome sem pena.

Quero cair... aos teus pés de cristal e ter-te para sempre...
Quero cair... nos teus braços, e desejar que nunca mais acabe...

Um ultimo toque...
Um ultimo beijo...
Um ultimo olhar...
Com a certeza no peito, de que serás sempre o meu céu, a minha força, o meu desejo...

Saltar sozinho para o vazio que é não te ter... a dor que é te perder.
Num salto com o medo da morte, agarrado ao teu amor que ainda me faz sorrir...
Um ultimo dos teus sorrisos... tão bonito... tão quente... que me aconchega agora... na hora da minha despedida.
Quero-te comigo, e comigo sempre estarás! Até ao fim do mundo...

Nesta e na outra vida... até ao fim do que possa sonhar ou alguma vez imaginar.
Desejo-te a TI! Com todos os momentos que partilhámos... um abraço naquele jardim, um beijo daquela chuva... e a minha vida sem ti, não faz sentido...

Quero cair sobre as folhas do nosso jardim, e recordar o que fomos e sempre seremos! Rodeados pelos nossos filhos e momentos menos bons...
Uma dor na garganta que a aperta com raiva... por tudo o que te fiz sofrer...
A mágoa que é... te perder!!

Incapaz de te deixar de amar... quer agora, quer na hora da minha morte.
Entras-te em mim, e de mim nunca irás sair!

Quero os teus carinhos... as tuas palavras, o teu amor... Não as de mais ninguém!
Quero cair... e desejar não acordar, daquele que já foi o nosso sonho... CONTIGO ATÉ AO FIM!
Daquele que continua a ser...

Para sempre Amor...

Nunca irei largar a mão que me deste naquele nosso primeiro dia...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Para ti... Amor


Nada do que disser daqui para a frente te interessará, mas digo-o na mesma.

Amor:
Quando te conheci, admito que não foi amor à primeira vista pela pessoa que eras, mas foi sim sem dúvida pela tua beleza e as tuas conversas.
Fiz-te sofrer, fiz-te chorar e isso deixa-me para sempre triste.
Com o passar do tempo comecei-me a apaixonar pela pessoa que eras. A pessoa que realmente eras e que eu nunca tinha conhecido.
Estou contigo, para ti será estava, porque és e sempre serás tudo aquilo que eu não sou, e aquilo que eu deveria ser. Nunca encontrei uma mãe, esposa e amiga, tão perfeita como tu.
Guardarei bem os teus segredos, e à próxima, se houve uma "próxima", dir-lhe ei que te enganei e menti 4 vezes. Dir-lhe ei sem vergonha ou ódio, que foste e sempre serás para mim a mulher mais extraórdinária que já conheci!!!

Gostava que as coisas tivessem cido diferentes desde o inicio... que eu tivesse sido diferente, melhor.
Tu mereces ser feliz, mas não comigo porque não tenho perdão. Depois disto... é que não tenho mesmo.
Sei que nunca mais te irei ver na vida, e por isso deixo estas palavras para ti.

Desculpa ter-te mentido, mesmo que seja imperdoável. Senti-me mal, horrível, com nojo e vergonha. Só queria esquecer o que tinha feito. Nunca te deveria ter mentido.

És a mulher da minha vida! Sempre foste, sempre serás!
És insubsituivel, mesmo com todas as tuas "pancas", perfeita, bonita, talentosa, inteligente e decidida. És tudo aquilo que sempre desejei.
Desejo-te as maiores felicidades para o curso e para a tua vida. Que eu tenho a certeza que será bem melhor que aquela que tens tido comigo até aqui. Repleta de mentiras.
Mereces TUDO!! E ser feliz é uma delas...
És perfeita.
Perdoa-me tudo o que te fiz... e não perdoes nada.

Sem ti, meu amor, nunca mais serei feliz.
A minha vida será uma merda, e nunca mais irei acabar o curso.
Nunca serei feliz comigo e com a minha vida, nunca o fui até te ter conhecido...
Todos os dias, darei uma razão para "viver" só mais uma vez.

Não suporto não te ver.
Não suporto não estar contigo.
Mas depois de tudo o que te fiz, deixares-me, foi e sempre será o melhor.



Desculpa, Amor, ter-te feito sofrer tanto.

Amo-te muito meu Amor!!
Quero-te para sempre entre os meus braços!

Um beijo grande e fofo, pequenina do meu coração...

Até um dia... (L)

Desejaria morrer aos teus braços, AMOR DA MINHA VIDA!!!
Eu menti-lhe 4 vezes!! Que nojo...

Queria ter morrido naquela manhã..


Eu não, porque se eu erro hoje, é para aprender a ser melhor amanhã.

sábado, 29 de outubro de 2011

Tenho frio... amor


A cama está fria, e existe demasiado espaço entre mim e a parede. Falta alguém...
Não é um peluche, nem uma almofada... é algo mais, algo que me perfume, que me faça desejar morrer assim, enrolado, de cabelos entrelaçados.

Com a saudade nos lábios, com a saudade de lhe tocar e poder sentir a sua respiração.
Sinto falta do que me faz feliz... do que me aquece em aconchego.
Desejo-te nos meus sonhos, e sentar-me contigo, no jardim da vida, onde eu serei finalmente o que ambiciono, e te farei feliz até ao fim dos meus dias.

Amo-te, e sei com todas as minhas forças, que a minha vida sem ti não é nem será vida, nem vivida.
Preciso de ti, comigo, embrulhados no nosso amor, que só nós temos e mais ninguém sentirá.

Não me quero perder no vazio desta cama... que me engole, num sofro profundo de agonia.
Desejo que tudo fique como sempre sonhas-te e como eu sempre quis que ficasse...
Só TU me importas, e farei o que puder para te ter de volta. De volta a uma vida nova, sem mentiras e com todo o amor e respeito que sei que te posso dar!!

És a minha vida! (L)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Não sei... mas tenho esperança


[00:10] Eu vi-te um dia...
[00:15] Num dia de chuva...
[00:21] Eras tão bela...
[00:28] E tu sorris-te e vi o Sol!
[00:34] Forma-mos um arco-iris...
[00:40] E o teu abraço... fez-me churar
[00:46] Mas não deixas-te.
[00:50] Era tão frágil, nos teus braços...
[00:57] Fazes-me feliz!
[01:00] Fazes-me sonhar!
[01:03] Fazes-me voar...
[01:05] Por entre as ondas...
[01:10] Dos teus cabelos...
[01:14] Para lá das nuvens...
[01:21] Dos teus sentimentos... que guardo com carinho.
[01:34] És a flor do meu jardim!
[01:41] O raio de sol... que me aquece.
[01:48] Que me acorda, na manhã mais triste...
[01:52] Eu não mereço...
[01:59] O teu sorriso..
[02:05] Os teus carinhos.
[02:11] Eu sou tão pequeno...
[02:17] Eu não sou nada...
[02:21] Nem sei fazer...
[02:25] Não sei amar... não sei acarinhar, não sei fazer-te feliz.
Queria-te na minha vida, entre os meus braços.
Sentir o bebé, nos nossos abraços, e num sorriso, uma fotografia imortal...
Fazê-lo sonhar em histórias, e levá-lo comigo onde mais ninguém sonha ir, e criar...
Dormir, e sentir-me ao meu lado... como dois velhos cansados, resmungões.
Quero abraçar-te, desejar estar acordado, e fazer-te sentir... o que ainda não consegui.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Avernus na escuridão...



Quando te vejo, à noite...
Aqui, num abraço frio,
A tua cara que contempla a morte,
Faz-me tremer a alma, e chorar o mundo...

E das tuas mãos brotam flores!
Que pintarão o mundo com as cores do teu amor.
Soltas um grito que canta a mais bela sinfonia,
enquanto o vento leva os teus cabelos e os teus sonhos.

É esta a magia do teu ser...
Quanto te abraço com encanto,
Num leito funebre.

Uma noite da minha vida,
entre um sorriso fraco e cartas de amor.

A minha vida reconforta-se,
E voamos mais alto.
Partir com o medo no peito, e um beijo nos lábios...
Uma palavra de amor... e ninguém já mais saberá o que é ter vivido ao teu lado...

Canta para mim...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Aconteceu... a vida!


Vemos-la saltar, entre as pedras do passeio e a berma da estada,
Vemos-la fugir das ondas, e a cavar buracos em toda a praia...
Irrequieta, Alice!
Vem sempre com insectos no bolso. Corre pelo jardim de infância como se não ouvesse amanha!
Grita e ri, desengonçadamente, com a cara e as mãos pintadas, e o bibe que sirva de toalha...

Ela cai, mas não chora... e vê-mo-la então estrebuchar, zangada com o mundo.
Sempre com o seu olhar, aquele olhar que parece atravessar as coisas mais simples... e perguntas sem vergonha ou tabu.
 Uma criativa desalmada, que inventa histórias e personagens com os seus ursos e almofadas.

Dá-me um beijo, meu amor... dá-me um beijo.

Por entre a tempestade, apareces-te como uma luz, forte e brilhante... com um sorriso que me destruiu a âncora do meu ser, neste mar apanhado pela tempestade.
Num balançar incessante, num choro profundo, na escuridão da pressão de uma chuva... que contra todas as probabilidades, virou dia.

Um olhar que atravessava o horizonte do presente, uma estranha cor que nos fazia voar num sonho sem fim, no futuro do nosso ser. Visões de algo que ainda não existia, mas que parecia ser tão real como tu e eu.
Cada gesto, cada palavra, cada beijo... um reencontro das nossas almas.
Pareciam perdidas, neste lugar tão estranho e assustador, numa nova época, que desconhece o amor.
Amor como "Os Maias", amor rústico(velho, antigo)... em que só a velhice do nosso pensamento, partilhada por cartas de amor, permanece na história do nosso pais...

Assim foi Pedro e Inês, assim serei eu e tu!
Com sonhos pela Escócia, do seu timbre e paisagens... tal como o é portugal.
Anjos caídos do céu, que se encontraram numa probabilidade infinita...
És a minha alma gémea!

-- O que aconteceu?
-- Ela. A minha vida.

sábado, 16 de outubro de 2010

Um sorriso...


Odeio esperar, odeio que me olhem, principalmente pitas...
Mas por ti sofro um bocadinho, e não percebo bem porquê.
Aconchego-me por entre os meus cabelos, expondo-me a quem passa por mim, sendo assim alvo de olhares curiosos que tendo em odiar.
Esboços sorrisos, que pensava ter perdido, e quando olho para o teu... algo em mim fica descontrolado.
Não é um "bonito" como uma paisagem numa foto, é o deslumbrar do mundo no topo da montanha, é o deslumbrar das estrelas que navegam em signos.... é um sorriso que me arrepia a alma, por ser tão único, platónico.

De um momento para o outro, torno-me desleixado. Fico com vergonha e só quero fugir da tua presença.
No beijo, senti a tua cara encostar-se à minha, e quase senti um carinho teu. Fiquei... fiquei calado, tímido, nervoso, e com saudades....
Odeio ver-te partir, por entre aquela multidão, de volta para as aulas. Odeio perder-te de vista e de me apresentar de uma forma muito descuidada... Odeio, poder apenas ver-te, num simples olhar que me mata.

E ainda que te veja ao longe, o meu peito chora, contorcesse de pena, de saudades... quero ficar contigo, e por muito que não fale, sentir que estás ali, no banco do jardim, da escola, ou no chão, sentada ao meu lado.
"os ursos são fofinhos!"

Mudo tanto quando estás presente. Tenho medo de ser desleixado e de não dizer as coisas bem...
Vergonha de dizer o que sinto. Medo que te deixe fugir, como a outras deixei.
Tenho pena.... de não te puder ver mais vezes. E "amo", num sentido diferente da palavra. É um "Gosto de ti", incapaz de satisfazer os meus sentimentos.

Não "receio", tenho medo... de me mostrar demasiado sensível, demasiado preocupado ou emotivo. Tenho medo de mudar por completo apenas e só por estar na tua presença. Por poder sentir a tua voz.... desmarcar por completo o ritmo do meu coração, de sentir a adrenalina correr-me pelas veias, sentir o calor subir-me pelo pescoço, pelo simples facto de te olhar para as mãos e imaginar...
Tenho medo que não me reconheças. Tenho medo que aches estranho e confuso.
Medo de pedir e não dar tempo. Medo de me deixares e ires para longe... ou de perderes a tua vida, com alguém como eu.

E eu não quero, de forma alguma, estragar-te a vida com a minha presença amorosa, de te fazer mudar sonhos e objectivos. Não quero amar por tempo indefinido.... quero "gostar de ti" para sempre! Mas não posso "namorar" por um ano, e saber que vais. De namorar e saber que te perco. De saber que foi apenas... "uma fase" das nossas vidas.

Gosto de ti.
E a cada momento que te vejo partir para a sala... perco uma parte de mim. Deixo para trás, palavras tímidas que não quis deixar sair. Sorrisos escondidos que teimavam em não aparecer entre todo aquele nervosismo.
Mas em cada olhar... mato saudades do ser que descobri, naquela terra tão desconhecida para mim.
É por ti que eu espero pela Diana. É por te querer ver que vou até à escola, e não espero por ela na paragem. É por ti... que espero, à porta da escola, rodeada de todas aquelas pessoas. E és só tu quem eu espero encontrar naquela confusão, que tu tendes em acalmar com o teu caminhar tão tímido de cada vez que desces... para me ver.
Não há nada para esconder, e eu gosto de ti.

Desce, estou aqui à tua espera...
És o carinho que procurava, por entre as nuvens em que saltitava.
Parece cliché e infantil, mas é o que trago para dar, quer aos meus filhos, quer à minha grande princesa.
Prefiro sê-lo assim, sensível e carinhoso, a ser mais um macaco. (sem querer ofender macacos! ^^)

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Não quero comentários foleiros!
Não quero comentários ditos e reditos!
Não quero saber se tenho ou não de avançar, de dizer ou não o que sinto!
Quero que leiam, e que relembrem os momentos em que se calaram por vergonha....
(Aquilo que eu perdi, por não saber o que estava do outro lado do muro de berlim.)

domingo, 29 de agosto de 2010

Volta para mim!


Ó pequenino, por onde andas tu?
Para onde foste?
Porque partiste sem mim...
Porquê, quando preciso do teu abraço?
Em que um simples olhar teu, e um agarrar de mão forte, me davam confiança, para passear por entre aquelas ruas tão cheias de sombras sinistras.
Porque não me assombras os dias, e não me encantas as manhãs?
É tão difícil não puder dizer, "bom dia".
Imaginar-te no meio do quarto, empoleirado na cadeira.

A tua respiração, sincronizava a minha.
O meu relógio conhecia as horas em que lanchavas.
Tenho saudades do teu cabelo, desse encaracolado estranho, e tão indomável-mente meu.
Desse sorriso, que me fazia tremer de euforia histérica, por saber que era o suficiente para me fazeres sorrir.
Tenho saudades, de quando me abraçavas, nas minhas noites de dor, de doença...
Das noites simples, em que olhávamos as estrelas, através do telhado do teu quarto.
As noites, enrolados no lençol, de cabeça encostada e os olhos tapados, de terror.

Queria ser tua, por mais um bocadinho.
Queria-te junto de mim outra vez.

Porque partiste?
Porque me fazes chorar?
Quero o teu abraço!
Quero as lágrimas sobre os meus ombros, os cabelos entrelaçados na boca...
Desejo-te aqui! Junto de mim, na floresta.
Desejo-te no meu banco do jardim.
Volta para mim! VOLTA!

Desfaz-me o penteado, e tira do sitio a minha roupa.
Abusa de mim, e dá-me o carinho com aqueles teus dedos tão excitantes.
Quero-te aqui.
Dependente do teu cheiro, do teu perfume... da voz que me fazia sonhar em fábulas.
Tenho medo de te esquecer, de te apagar do meu pensamento.

Quero-te nos meus sonhos.
Entre as almofadas, e as gotículas do chuveiro.
Cobertos pelo mesmo manto de chuva debaixo da árvore.
Do som da tua guitarra, em melodias descontentes, penetrarem-me o corpo, e as tuas letras bonitas, arrepiarem-me a alma.
Faz-me viver! Acreditar em mim, e saber que é possível, deixar de ter medo das alturas.
Eleva-me mais alto, e grita ao mundo, que és finalmente livre, e que tens propósito.
Porque me abandonas-te? Porque não voltas dessa tempestade serrada de fumo.
Desse turbilhão de dor, de ódio...

Desejo-te aqui debaixo dos lençóis, onde sempre foste feliz.
Volta para mim! VOLTA!

Sendo eu Alice, aguardo-te no meu mundo.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Jardim, nosso lago de amores


que dor, que espinho
este ardor de um amor tão profundo
cravado no meu coração,
vivendo no meu reino.

Tão.. simples tu és.
tão perfeita me és
a mim eu te sinto,
até as células se juntam num toque em ti,
até os corações batem,
do mesmo amor que fluímos
de um amor que nao fugimos.

Amor! nao me largues a mão,
não me roubes, nem me leves,
deixa-me estar contigo,
aventurar-me contigo.

ensina-me o mundo,
mostra-o pelos teus olhos
quero saber!...
quero senti-lo!
saboreá-lo.

quantas reações provocas em mim..
quimica que se reproduz,
tudo me reluz,
momentos em me agarro, e confio em ti.
um coração por fim,

estátuas seremos no nosso jardim,
num mundo nosso vivemos
histórias.. que não terão fim.

sábado, 8 de novembro de 2008

Quartzo negativo

Morri com a minha mulher,
abraçados no nosso ultimo momento,
num ultimo beijo e olhar.

dias péssimos, aqueles...
a morte vagueia pela minha cabeça,
o suicidio reina os meus pensamentos.
mundo cruel que criei,
mundo... que nunca compreenderei.

ohh calma infancia!
que saudades tenho de te abraçar,
pegar-te numa ponta, e brincar
até te rasgar.

nasci,
"são gémeos!"
o momento mais maravilhoso,
que qualquer ser na terra.. pode ter!!


E no fim... sinto,
que a vida é tão efémero, como o segundo de um quartzo...
tão longa e breve.. como as 9.192.631.770 oscilações do átomo de césio-133.