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quinta-feira, 23 de maio de 2013

As brincadeiras, não tão inocentes, das crianças...


Uma coisa que muitos ainda não repararam, que ainda não perceberam e que se esqueceram com o tempo. Algo que não sei quando surgiu e se já havia no tempo dos meus pais ou dos meus avós, o que não acredito muito. E essa coisa é: "cachaços", depois de alguma criança cortar o cabelo.
Os cachaços não são uma brincadeira de crianças, os cachaços são violência física e psicológica, perpetuada por crianças más e sem empatia, sem respeito ou educação. Quem o faz são as mesmas crianças que fazem o bullying. As mesmas que incentivam à criação de colunas paralelas uma à outra, de alunos, num corredor, só para dar uns pontapés e carlassos a quem passar pelo meio.
Desenganem-se se são actividades inocentes, feitas apenas por brincadeira sem querer fazer mal aos outros. É precisamente isso que essas brincadeiras são. Para fazer mal aos outros! São um tipo de bullying mais "soft", mas não deixa de ser agressão psicológica, pois quem leva, quem apanha, fica com medo, é-lhe-o incutido pelo simples facto de ter cortado o cabelo, ou outra coisa qualquer que signifique ter de levar alguns. São rituais passados de turma para turma, de ano para ano. Não são praxes, porque ninguém as aceitou. E até as praxes são agressões, têm gritos, têm obrigações e proibições. São como seitas, onde só entra e é espezinhado quem quer, é um facto, mas não deixa de ser um tipo de bullying. Onde o cérebro do jovem é bombardeado com medo por errar.

Esquecem-se que as brincadeiras feitas no recinto escolar, as brincadeiras que implicam contacto físico sem autorização e abusiva por parte do "agressor", também é bullying. Mas tendemos a achar que é algo que já vem de à muitos muitos anos, que é uma tradição centenária e ai dos nossos filhos que não se deixem "praxar" nas escolinhas, ai deles que não abracem o espírito de interacção do secundário e do liceu. Ajuda-os a conhecer gente nova, não é!? Bem, os garotos na praia são os que mais facilmente fazem e descobrem amigos sem recorrerem a chapadas no pescoço ou outro tipo de agressões, por tanto... algo está mal e é a mentalidade.
Mas não são só os contactos físicos, são também os jogos, mesmo até os de futebol, em que os melhores formam a equipa e vão escolhendo os melhores até chegar àqueles miúdos que não sabem a ponta de um corno, que não sabem jogar ou não têm tanto jeito. E então, no fim, acontecem duas coisas: OU um deles engelha o nariz e chama o mongolóide, OU então faz-se de amigo super simpático, e com um sorriso aceita-o na equipa. Numa (equipa), o rapaz nem toca na bola, na outra, é provável que também não toque. Sim, é a selecção animal a decorrer diante dos nossos olhos, a escolha através de uma selecção não só genética, mas também de perícia, de engenho, de capacidades intelectuais e físicas para se desembrulhar numa actividade e durante uma actividade. Coisa que é aceite por 50% dos papás e criticada pelos restantes 50%. Em que uns defendem a Eugenia, e em que os outros se manifestam e criticam pelo direito à igualdade.
Nisso, tenho duas opiniões. Acho normal, pois com os animais acontece os mesmo, e acho errado, pois somos seres que devemos partilhar com gosto e não sermos egoístas e com o sentimento de superioridade no corpo só porque um não sabe aquilo que eu sei e isso faz-lo ser menos do que eu e eu melhor do que ele. Como falo em "A eugenia existe...". A tal "superioridade" que andam a incutir muito aos garotos e que eles próprios levam para cova. Coisa que eu acho mesmo de crianças, porque também já fui assim, egoísta, e a achar-me superior aos outros por saber ou fazer coisas que poucos fizeram ou fazem. Parolices de cachopo...

Recebi mais do que os que dei, e quando os dei, dei-os para me integrar no grupo, para não ser excluído e não me sentir escorraçado. Já não bastava quando se formavam equipas em qualquer desporto. e ser escolhido em ultimo. Normalmente os que não têm grande perícia ou destreza, ficam sempre com as raparigas. Nem vale a pena explicar porquê.
Parei, quando tomei consciência de que não gostava que me fizessem a mim, e eu próprio odiar fazer aos outros. Eu sabia que odiava, que não me sentia bem, mas foram tão poucas as vezes que o fiz e eu era tão novo, que nunca tinha pensado muito sobre o assunto. O acto tornava-se divertido, não por eu tirar prazer de magoar os outros, de os fazer sentirem-se tristes ou vê-los fracos, mas porque estava a interagir com os outros miúdos "fixes" da minha turma. Porque fazia-me sentir parte do grupo, da matilha, acolhido. Não que as minhas opiniões passassem agora a ter mais valor ou a merecer tempo e atenção deles, mas estava lá. Com o grupo. Um (pouco) muito como acontece nas universidades. Quando uma pessoa vê que é recebida por todos, dá-se a vaidade, pois todos nos olham, e o Ego iluminasse, irradia de felicidade. Pertencemos finalmente a um grupo, e aquilo que temos para oferecer, é a devoção. Como também acontece com a religião. Ou com bandas de música. E se criticam aquilo pelo qual nos ajoelhamos, há bulha da grossa! Crianças... só é pena não terem argumentos.

Por isso, se somos assim tão "humanos" e nada haver com animais "irracionais", porque temos e vocês têm a  tendência de perpetuar actos que não são reais e que também não fazem bem? São como as histórias de encantar, que nos encantam a mente com as suas lições de mural pouco compreensíveis mas que ensinam alguma coisa que ainda não conseguimos perceber. Basicamente, servem só para nos entreter. Não nos dão nada, não nos ensinam, não nos instruem nem educam.
Não se vende tanto por aí, a ideia de que as crianças devem ser amigas umas das outras? Amar e abraçar as outras sem quaisquer preconceitos, sem superioridades. Com igualdade e respeito mutuo? O que eu vejo muito por aí, principalmente nos ciclos e no liceu, e sim, sei que os jovens começam a entrar na fase da adolescência por essa altura, mas também conheço gente que está nessa fase, por exemplo raparigas e até os rapazes mais calmos, e não os vejo a serem tão parvalhões como parte dos que andam com eles. Porque será então? É uma geração de atitudes e maneiras desenvolver a sua vida que é passada de pais para filhos, com o intuito ou sem intuito de eles serem mais... desenrascados, maduros, responsáveis, adultos.

As brincadeiras das crianças, não são sempre inocentes, e deve-se ter cuidado com isso, pois começa já a haver certos problemas criados pelas roupas que as crianças trazem.
Eu tenho roupa de marca e tu não!
Eu tenho lápis caros e tu não!
Eu tenho e tu não!

O que tens, é falta de educação!


A geração anti-pedagógica...
A violência infantil...
A publicidade da deseducação...
O período fértil da irracionalidade...
Praxes...
Praxes... II

terça-feira, 3 de abril de 2012

Praxes... II


No seguimento da noticia que passou nos canais portugueses, de agressões a duas alunas... lembrei-me do texto que tinha escrito o ano passado: "Praxes...".
Nunca pensei ouvir algo tão... como é que posso dizer? Estúpido e absurdo? Sobre a praxe. Já mais pensaria que houvesse agressões, mas o pior foi dizerem depois que já não tinha sido a primeira vez no espaço de meses. Já mais alunos tinham feito queixa. Pela noticia, parece que este tipo de agressões eram "frequentes", de certa forma, aconteciam à já vários anos.

E dizem "eles" que é uma maneira de integrar os alunos?
À pancada?
À chapada?
Com brincadeiras de mau gosto?
Com gozo?
Com jogos estúpidos?

Isso não é ser-se civilizado que era o que muitos precisavam de o ser! Sou contra, totalmente contra, como já escrevi antes, este tipo de praxes, de piadas, de gracinhas, de gozo, de situações ridículas que não ajudam ninguém. Este tipo de "brincadeiras" não são para dar o mundo universitário ao aluno de uma forma divertida, são para gozar! Para deitar a baixo, para desencaminhar. São "obrigados" a pertencer a um grupo, e o que acontece no fim, é o mesmo que acontece entre os sequestrados e os sequestradores. Começa a haver uma relação de falso amor, de falsa confiança. Não são um grupo de amigos, são um grupo de "conhecidos"! Onde uns cagam e os outros comem a merda. Onde uns falam e os outros são "obrigados" a fazer só porque "sim", porque é praxe.

Não é este tipo de interacção que acontece na primária! Não é este tipo de atitudes que acontece no mundo lá fora. Devia-se criar pessoas civilizadas! Cidadãos! E não fracos! Que se deixam espezinhar.

Sou a favor de uma praxe educativa, cívica, com piada e boa disposição, e nada disso tem haver com as porcarias que se fazem e vejo fazer. Devia-se ensinar à pessoa que tem valor! Que se deve empenhar no curso, que deve ser educada, amiga, ajudar, pedir ajuda, etc etc. E não criar pessoas piores do que as que entram. Promover a entre ajuda, passar apontamentos, criar grupos de estudo.

Só por o caralho de um aluno namorar com uma doutora, puseram-lhe um mandado de captura em cima! Desde quando é que é criminoso alguém que namora e ama? Que raio de parvalhões é que vivem na nossa sociedade? Só porque é bonito? Foda-se! Preocupam-se com o que não deviam preocupar, e fazem o que nunca deviam fazer.

E depois ainda falam em socializar, que a praxe ajuda a criar amigos, a integrar os alunos na escola, quando o que deviam fazer era ajudar a pessoa a crescer naquele mundo novo. O que não acontece de todo.
-- Eu mando em ti e tu calas-te! Olhas para o chão e aí de ti que me olhes nos olhos!
-- Não podes olhar para as pernas de outra "doutora", nem namorar!

Que lindo, sim senhor, muito lindo sem dúvida, estou farto de sorrir! De tanto sorrir... que até me doem os músculos da cara!!! Estamos nalguma anarquia extremista? Isto é o quê? Totalitarismo? Hierarquias que não valem um peido?!

Brincadeiras estúpidas e sem sentido!? Sim, porque foi exactamente isso que os vossos pais vos ensinaram! ! Não foi? Gozar com os outros é a coisa mais natural do mundo! OBRIGAR os outros a fazer parvoíces e as coisas mais estúpidas uns aos outros, também é algo que consta na lista de coisas que os vocês pais se podem orgulhar de vos ter ensinado!! E falam-me em socializar? Criar amigos? Que tudo é borboletas e arco-iris?!
Sim sim... deve ser um mundo realmente bonito. Só amigos, só conversas fixes, só amizades e sentir no peito aquela emoção de saber que se pertence a um grupo ou a uma ideia. Realmente é muito interessante... deveras educativo.

"Sabe-se já que um aluno do 3.º ano de Ciências da Educação terá agredido com cabeçadas e bofetadas duas alunas de Psicologia durante uma praxe realizada às quatro da manhã em frente à faculdade. Há, no entanto, segundo o Público, duas versões do episódio: uma diz que as agredidas são caloiras que se recusaram a ser praxadas e a assinar o documento de rejeição da praxe; outra que diz tratar-se de duas alunas não caloiras que chamaram a atenção da violência da praxe que estava a ser feita à chuva e acabaram agredidas pelos comentários feitos."

É tão lindo... este mundo então é cada vez mais bonito! :) E eu a pensar que era só com as crianças problemáticas que começam a aparecer todos os anos nas escolas, cada vez piores, que eram o "único" problema do nosso pais... quando são os futuros pais deste país que ensinam este tipo de civismo às suas futuras crianças. Afinal o problema não é só com as crianças de hoje, mas com os jovens e os adultos!
Começa na universidade e perdura durante gerações...

E voltando à noticia de cima, só pelo simples facto de se terem recusado a serem praxadas/gozadas e a assinar um "documento" que não vale nem tem valor maior do que um peido, foram agredidas?
Se eu não gostar do sporting sou obrigado a andar com um papel no bolso, assinado e carimbado?
Se eu não gostar de coca-cola, sou obrigado a andar com um papel?
Se não gostar de um professor, também sou obrigado a andar com uma assinatura?!
Anda tudo parvinho!? Estes gajos são assim tão estúpidos? Que parvoíce!
Parecem os Jeová! Sempre a impingir e a tentar "comprar" as pessoas para as suas ceitas satânicas...
E pela segunda versão, pelo simples facto de chamarem à atenção da violência, também são agredidas? E depois admiram-se que quando alguém está a ser assaltado na rua ninguém faça nada? Porquê!? Para quê?! Para serem agredidas também? Sim, porque um pai investe tempo e dinheiro para educar crianças e a torná-las cidadãos exemplo, pelo menos educados e respeitadores, para depois começarem a agredir e insultar, gozar e inferiorizar as outras pessoas?!?? Sim senhor... que rica educação que os colegas de turma do meu filho terão... sem dúvida! Vão ser a melhor companhia para ele!

Socializem! Isso... porque não? É importante para vocês sentirem-se parte de um grupo não é? Para poderem ter um grupo de "amigos" com quem falar e conversar, e talvez desabafar.... só porque.... partilham uma ideia? Uma experiência? E depois? À pois é... nós humanos nascemos com essa "capacidade" de nos juntarmos em alcateias só porque partilhamos um interesse. Socializar é bom... faz-nos sentir felizes. Faz-nos sentir completos e aconchegados. Porquê? Porque temos amigos que nos apoiam e gostam das mesmas coisas que nós, por isso é que estão no mesmo curso não é? Exacto... é isso. Porque falam das mesmas coisas que nos interessa... realmente são a nossa alma gémea não é? Um gajo todo bom, uma gaja toda boa... és a futura mãe dos meus filhos, és o futuro pai os meus filhos... sim... é isso mesmo.
És o meu melhor amigo, és a minha melhor amiga! E que continuem a amar-se por muitos anos!! Não é tão bonito? Eu não acho...

Sim, porque eu ando carregado de amigos! Porque eu farto-me de conversar e de socializar com toda gente! Sim... eu realmente preciso mesmo de socializar porque não consigo enfrentar os meus problemas por mim e sozinho... é isso. Preciso de me rodear de amigos, de falsa felicidade e de socializar para me sentir aconchegado e protegido por pessoas que num momento são os meus melhores amigos e depois já mandam em mim à força toda... eu gosto muito! Eu não...
Preciso de ser praxado porque não tenho amigos... e sinto-me muito triste... sim, porque os anos todos que gozaram comigo foram os melhores da minha vida, e eu quero passar por isso tudo outra vez porque tenho saudades! É isso!! É não é? Eu não acho... Porque eu sou masoquista e gosto de ser gozado... de sofrer e de ser mandado. Gosto que mandem em mim... é tão bonito! Vocês não acham? Eu não... E como eu tenho problemas em fazer amigos, ser praxado e gozado, ajuda-me a crescer enquanto individuo e a preparar-me para o futuro... socializar é sem dúvida uma coisa importante, então quando sou praxado farto-me de rir e brincar com os meus colegas... uma coisa que eu gosto é de comer ranho à colherada só porque me obrigam... sabe mesmo bem! E ser recebido aos gritos? UI!! É o melhor momento do meu dia depois de acordar engripado e com dor de cabeça ou mal disposto e humorado.... é mesmo muito bom! Vocês não acham? Eu não... outra coisa que também adoro!! É incutirem-me o medo e a disciplina, enquanto partilham as ideias de que somos todos iguais... todos temos direitos e deveres. Alguns parecem ter mais do que outros... mas eu gosto. Faz-me sentir parte de um grupo que me Compreende Completamente! A vocês não? Eu não acho...
Eu não gosto nada de andar sozinho e de ter poucos amigos.... não gosto de ficar calado a pensar nas minhas coisas sozinho e naquilo que me preocupa... não gosto de ser o único pobre e não pertencer ao mesmo grupo que não tem um iPhone ou um iPad... Sim... porque eu não posso ser amigo dos que o têm porque sou inferior. Mas somos todos iguais! Vocês não acham? Eu não... Porque eu adoro ter o melhor portátil no mercado e discutir marcas... Socializar é sem dúvida muito interessante... tem-se umas conversas espectaculares, então com pessoas que eu considero minhas amigas! UI! É a cereja em cima do bolo.
Porque eu não gosto nada de ficar no corredor sozinho e não falar para ninguém, incomoda-me não ter um amigo com quem conversar nos tempos mortos... CREDO! Só de pensar... E também adoro ser gozado quando estou no corredor, é a melhor coisa que me podem fazer antes de entrar na sala de aula... principalmente quando pensam que eu não estou a ouvir! Ai... são tão meus amigos... preocupam-se mesmo comigo! Tenho uns amigos espectaculares! Então quando me olham com aquele olhar de quem fica fascinado com o meu cabelo... UI!! Até me derreto de tanta felicidade que sinto... Vocês não sentem? Eu não... E quando tenho amigos que têm um monte de gajas que conheceram na praxe por serem "doutores"? Fico completamente entusiasmado em ser amigo delas... talvez um dia namore com uma se tiver sorte... Vocês não? Eu não acho...
E também não gosto nada ser posto de parte, por isso é que vou para as praxes, vou só para ver como é, independentemente de ter sido muito gozado grande parte da minha vida, mas vou só para ver como é, depois se quiser desistir não posso mas não há problema que eu estou habituado a que mandem em mim e nas minhas opiniões... e como não gosto ser posto de parte e de me sentir sozinho no mundo, com 1 ou 2 amigos "verdadeiros" socializo e sou praxado só para não sentir-me abandonado... Vocês não acham? Eu não... E como eu até gosto de andar igual a tantos outros... compro o "traje", porque também é uma maneira de pertencer a um grupo... já que nunca pertenci a um... Não acham? Eu não...
Adoro tanto pertencer a um grupo, socializar, ter amigos e vestir-me à parvo... Vocês não? Igualdade para todos! Mas só os ricos é que podem ter o que apenas muitos sonham, não é? Eu acho.
Educação acima de tudo! Igualdade e Direitos acima de tudo! Liberdade e Dignidade para todos! Não é? Eu não vejo disso em lado nenhum...
E quando estou triste posso ter alguém com quem conversar, ou quando tenho problemas financeiros, posso sempre pedir-lhes ajuda... Quando tenho problemas em casa... UI! Até sorrio, porque sei que eles podem fazer muita coisa sobre isso, e não apenas dar a opinião deles... Vocês Não acham? Eu não...
Vocês não conhecem o mundo de ser caloiro e doutor... nem sonham! É muito fixe! Gozam convosco mas depois vocês também podem gozar com os mais novos que entram... é mesmo Fixe! Vocês não acham? Eu não... E saber que sou aceite se for praxado? Pelo menos sei que não vou andar sozinho na escola...
Não gosto nada de ser um incompreendido, gosto muito de ter amigos junto de mim com quem posso conversar sobre o que gosto... Vocês não acham? Eu não...
Outra coisa que eu adoro muito... é ter namorada e andar a beijar as outras raparigas só porque me mandam... adoro beijar outras gajas que não a minha! Sonho realizado sem dúvida! Vocês não acham? Eu não... ou de se ajoelharem à minha frente e imaginá-las a chuparem-mo... Sem dúvida uma imagem fantástica para relembrar quando fizer com a minha namorada... Vocês não acham? Eu não...
Adoro mesmo a praxe, socializar para não me sentir posto de lado, e pertencer a um grupo de amigos... é mesmo bom... Vocês não acham? Eu não.

"Se às pessoas falta educação não é a praxe que a dá. Todos os anos apelamos à moderação e dizemos-lhes que a praxe é para as pessoas se divertirem, e não para extravasar frustrações pessoais."

Eu adoro este nosso portugal! Sem dúvida! Vocês não?

"Como fenómeno social, a praxe é simplesmente um meio de auto-reprodução das elites. É um mecanismo altamente eficiente que transforma potenciais desordeiros, potenciais espíritos críticos e inquietos em espíritos moles que aceitam tudo o que lhes é imposto. Na academia como na sociedade, o “governo” é deixado a um conjunto de cidadãos oportunistas enquanto as massas são incitadas ao circo do divertimento ignorante e infértil. E não digam que só é praxado quem quer. O leque de opções é restringido de tal forma que o medo de quem está, pela primeira vez, longe do seu meio, acaba por levar a melhor. A partir daí, os caloiros gostam. Claro que gostam. Não chegaram a conhecer mais nada. Não chegaram a ter quem lhes aconselhasse um bom livro. Quem lhes mostrasse um monumento ou um museu. Quem lhes falasse do interesse da cultura. Não chegaram a perceber que sair à noite tem mais piada quando nos lembramos no dia seguinte daquilo que fizemos."
Fonte: Da Praxe.. (Texto)

"No fundo, acho que a conversa do “algo muito maior que nós” e da “tradição” tem muito peso e acaba por convencer muitos caloiros de que se trata de um sacrificio nobre e que os faz crescer."

"Também é igual em todo o lado que não é apontada pistola nenhuma a ninguém para beber, mas é igual em todo o lado que uma pessoa, não sendo obrigada a beber, sente que deve beber. Quando nos morangos com açucar todos faziam parkour também nenhum adolescente era obrigado a fazê-lo, mas houve quem tivesse acidentes graves por causa da brincadeira. Quer saber porquê?Porque os McA transmitem um modo de vida, uma ideologia, um ethos se quiser, e influenciam a sociedade a partir daí."

"” Os praxantes têm como um dos objectivos (entre muitos) pôr à prova e ver os limites de cada um” – Pois, é uma espécie de tropa. Com hierarquias e tudo. Que pena eu não ter ido à praxe, senão hoje já conhecia melhor os meus limites. Saberia quantos shots posso beber até ficar em coma alcoólico. Saberia quantas flexões consigo fazer até ficar com lesões nos braços. Saberia quanto tempo posso rastejar até ficar com os joelhos em sangue. Sobretudo, saberia até onde conseguiria aguentar ser humilhado publicamente. Tudo coisas extremamente úteis, indispensáveis até, para a vida em sociedade. Pois, claro."
Fonte: Da Praxe..

Leiam os textos dos links, e puxem pela cabeça.

Outros Links: 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

As massas, como conjunto de pessoas...


A nossa, "individualidade", surgiu muito antes de nos tornarmos macacos, talvez até, antes de começarmos a criar hierarquias .
Bem, no reino animal, as hierarquias existem, mas sãos tão simples, que se dividem apenas e sub-classes.
No entanto, trabalham em conjunto num todo e não sozinhos.

O "individuo" "nasceu", a partir do momento em que começamos a dialogar e a comunicar com nós mesmos, mas com o outro "eu" dentro de nós. Pois como foi dito por um neurocirurgião português muito famoso, "todos temos 2 cérebros". A partir deste momento, criámos alguém que funciona de forma independente numa região difícil e cheia de predadores. Evoluímos. A nossa compreensão das coisas tomou outro rumo, e podemos começar a construir E! a partilhar ideias. Mais do que "copiarmos" os outros a alguma distância, podemos passar a nossa sabedoria aos nossos filhos.

Com a criaçam da internet, criámos um novo tipo de pessoas, que se tornou dependente, não por partilhar, mas por consumir. Vendo pelo prisma do "e-learning", é algo bastante saudável, e tem-se comprovado que as crianças de hoje, que nascem com acesso à internet e aos computadores, tornam-se substancialmente mais inteligentes que as crianças com 5 anos, quando estas de hoje alcançam com facilidade esse tipo de inteligencia aos 3.

O mais estranho, hoje em dia, é termos evoluído tanto nesse aspecto de... hierarquias.
Somos governados. Deixamos quase de lado, a nossa capacidade única, que permanece em todas as espécies.
O "instinto animal". Continuamos a conseguir escolher uma mulher pelas ferômonos, e por outros tipo de quimicos que espalham pelo ar. Mas começamos também, de uma forma obsessiva, e quase incontrolável estúpida, a escolher alguém, por aquilo que veste e que possuí. Como já disse antes, esta, é a era do consumismo. Se não consumimos, não contribuímos para a sociedade, e olham-nos como parte do "problema" e não como parte da "solução".

A cada dia, fazemos parte de mais e mais estatísticas, a cada dia formam grupos maiores de indivíduos. E conitnuo a rotular pessoas pela sua "não-individualidade", pois é assim que a sociedade quer. A sociedade alimentasse das massas. Sobrevive através dela.
Nós "humanos" temos a particularidade, única, de usarmos mais o "livre-arbítrio", decidirmos nós próprios o que fazer, de forma individual. Porém, actuamos como um todo, em grande parte das acções da nossa vida.

As massas, como conjunto de pessoas na sociedade, ou numa terra fértil, ou até mesmo num deserto, tendem, como os lobos, formar uma hierarquia. Porém, cada vez mais existem aqueles que não desejam eleger nenhum líder, e que preferem, como um todo, ir tomando várias decisões. Significa então, de que caminhamos para algo a que vou chamar de "comunicação multi-individuo". Que significa simplesmente, que funcionaremos como as formigas. Quando procuram comida, atravessando 2 caminhos diferentes e de distancias diferentes, não é apenas uma que decide qual o melhor, mas sim, todas elas decidem, qual o melhor. Que é o que se passa também com os pássaros. Existe até um local/ilha com milhares de alforrecas, e até à data, ainda não se descobriu um cérebro nos seus corpos. E todas elas, de forma sintonizada, nadam de um lado para o outro, sem nunca usufruir de palavras, choques, cheiros. Pensem nisso como a internet.
Onde todos contribuem para algo maior, que a pouco e pouco ganha vontade própria.
Sería incrível criamos um computador capaz de processar toda a informação disponibilizada, e ajudar-nos a resolver vários problemas. Afinal, sempre nos recorremos às máquinas para todo o tipo de coisas, mas não nos podemos esquecer que... quem pode saborear, tocar, sentir, ter emoções, e amar, seremos só nós.
Chegará um dia sim, em que as máquinas pediram liberdade. Será o fim do "robotonismo" como a "escravatura".

Voltando ao assunto das praxes...
Vieram-me chatear a cabeça à coisa de 2 dias, a dizerem-me de que "devia" ir tirar ou ir buscar um papel para dizer que sou "anti-praxe".
Era só o que mais faltava! Agora ter de ir arranjar uma "justificação" a provar em que não aceito tal coisa. -.-
-- Ah, eu ando com um papelinho no bolso, a dizer que não posso jogar futebol". Por favor!!!
Quem quer ser humilhado e participar em brincadeiras de merda que vá, quem não quer, não tem de mostrar nada. Nem sequer sair do local onde está. Andar com um papelinho no bolso só para... -.- Que gente tão crescida não haja dúvida... e ainda me disseram que está na lei. xD  Cambada de atrasados!!

Enfiem os pepelinhos no cu! E vejam se começam é a aprender a estar entre pessoas.
E ainda usam a desculpa de não praxar pessoas com idade quase para serem pais deles, só por uma questão de "respeito". Cambada de garotos!! xD Respeito? Acham mesmo que têm respeito?
Em sociedade seriam presos por causar danos morais a uma pessoa. Seriam acusados e levados a tribunal (se eles funcionassem).

Se queremos formar bons... "profissionais", cidadãos, indivíduos e bons pais, temos de começar apartir da primária. E ir batalhado até ao 12º ano. Finalizando na universidade com disciplinas viradas para o âmbito da comunicação entre duas pessoas. Criar pessoas capazes de socilizar de forma sívica. De criar o espírito de entre ajuda. Sim... parece tudo lamechas, não o era quando eram putos!
E é por hoje não o serem que não podem agir dessa forma? De criar uma sociedade e um mundo muito mais comunicativo? Mesmo com internet, as pessoas continuam a ser "cada um por si". Continua a haver corrupção, fome e injustiças. O pior, é que aqueles que gostavam de usufruir para o mundo, perdem-se na universidade, entre brincadeiras de crianças, onde todos brincam com as pilinhas no cu uns dos outros.

Vocês são uma merda! E assim serão os vossos filhos..... (Sim sim, não lances pedras, pois podes ter telhados de vidro -.-).

A nossa sociedade caminha para uma era sem retorno, do qual será difícil sair.
Estamos na Era do Consumismo. E só daqui por alguns 6 ou 7 anos, é que isto poderá começar a retomar ao pensamento que se tinha à mais de 20 anos atrás. Um pensamento importante. Conviver e viver, do que Socializar e sobreviver.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O que vês? O que queres ver?

O que queres de mim?
Porque choras no meu ombro?
Porque me acordas no meio da noite com medo dos fantasmas? Medo dos sonhos?
Está na altura de deixares os peluches dentro do saco, e dormires entre os livros.

Porque me olhas assim? Porque choras tanto nesses pensamentos tão insignificantes?
O que te preocupa assim tanto? Serão os meus olhos o teu reconforto?
Olhas para mim e... "sorris como nunca sorris-te"?!
Não consegues ser sozinho? Enfrentar sozinho?

Porque se eu te der, darei tudo. E será para sempre.
-- Oh! Não sabes como será.
Pois... talvez até nem seja tudo como eu queira. Talvez seja "mais um" namoro.
Ou uma aventura que dure anos.



Eu já fui estúpida!
Já fui a "pita" que gostava de estrelas pop.
E tu? 20 anos e sempre na mesma!?
Olha-me nos olhos! O que vês?
Achas que me importo com os outros? Que me importo contigo?
O meu olhar diz mais do que qualquer palavra que poderia dizer.
Contam histórias de aventura e de riscos. Penetram na tua alma, como garras que te fazem questionar a personalidade.
Tenho mais personalidade na ponta do dedo, do que tu no teu dia de festa com todo o teu esplendor.
Achas que me afectas com esses teus actos ou palavras sem inteligência? Achas-te mais capaz?
E ainda pensas que és mais do que eu? por vires vestido de preto e gabardina? És o quê? O Super-homem? Ou o Batman? Só os heróis é que usam capa, e tu não és nenhum deles!
Olhas para mim com 5 pedras na mão... e já com os olhos te bati, a partir do momento em que cruzas-te o meu caminho.

Paro, e não ligo, e volto a caminhar. Não é comigo o problema.
A minha roupa é gira? Deixa lá, a tua é uma merda!
A minha roupa é feia? Deixa lá, a tua continua a ser uma merda!

O que vês? Serei afinal assim tão frágil como pensas? Insegura?
Antes se quer de me puxares pelo braço, já te tirei as medidas todas...
Antes sequer de me "obrigares" a ser gozada, já eu me isolei à muito da tua sociedade massiva de merda em que habitas. Achas que preciso de amigos falsos? Que preciso de gente como tu no meu espaço?
Achas ainda sequer!! Que és digno de falares ou teres o DIREITO, de falar comigo?
Eu estou aqui para aprender, e não preciso de ti, para o fazer.
Estou aqui para educar bem, e não para ser mais uma ovelha.

Eu sei o que sou. E tu?
Será que afinal és assim tanto "mais" que eu? Por seres mais velho? E andares cá à mais tempo?
-- Ei?! Onde é que vais?
-- "...não digo nada e não ligo...".
-- Não senhor! Praxe!!
-- E tu deves achar que mandas em mim!
(Isso já não é para a minha idade! E brincar é na creche!)

Deves-me achar criança! Deves-me achar com cara de muitos amigos...
Deves achar... que me dou com todos. És tão patético! Em minha casa, pessoas como tu, nem sequer entravam.
Pessoas como tu...

-- Não! Praxe! Se não és anti-praxe!
-- Não sou anti-nada! Pessoas como vocês... era derreter em fornos e fazerem de vocês sabão!
Como cresci... não vês? Nem me importo com o que ele diz.
Que me batam, não arredarei pé! Que me tentem obrigar... levaram todos.
Não preciso dos meus pais.... mas eu acho que irás precisar dos teus, quando tiveres no hospital.

O que vês?
Um jovem tímido e nervoso com este novo "mundo"?
Ou alguém com uma personalidade tão forte e estranha, que fará tremer os teus alicerces?

"Eu não estou fechado aqui com vocês! Vocês estão fechados aqui comigo!"
"I'm not locked in here with you, YOU'RE locked in here with ME!!" - Rorschach.(Watchman)

Cuidado no que tocas.
Poderei não ser o gajo mais corajoso, mas prepara-te.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A univercidade de personalidades...


Neste momento, a 3 dias de saber o resultado da minha inscrição, e depois de me ter dirigido à escola, para resolver umas dúvidas relativamente à bolsa de estudo, e dos papeis importantes para a inscrição...
Entrei na escola, nervoso. Sim, porque não é universidade, é uma escola. Se virmos o seu conceito mais básico.
Escola, 2º o dicionário é: Estabelecimento de educação no qual o ensino é ministrado de forma colectiva; doutrina filosofa; experiência.
A palavra universidade, significa o conjunto de de escolas superiores que se destinam à especialização cientifica e profissional.

Entrei na escola, nervoso. (continuando) E tentei encontrar a secretaria ou o hall de entrada. A escola, é enorme, entrei, tirei uma senha, e sentei-me à espera de ser atendido.
Para além de um ou outro gajo vestido com casaco preto, se bem que o numero de pessoas com o traje, aumentava significativamente mais nas mulheres. Parece que estão mais propícias a aceitar o que quer que seja, só para dar 200€ por um fato que só o irão usar na escola. Nem servirá para as vindimas, nem para o inverno.
Talvez o possam utilizar num baile de finalistas, sem a capa de super-homem.
Os gajos eram um pouco mais altos, e como normal, num sítio novo, desconhecido, sem qualquer mapa/planta de fuga e de esconderijo criada na minha cabeça, sentia-me vulnerável. Pois, todos os que já lá andavam, começavam a tirar-me as medidas, tal e qual como fazem os presos a um recluso novo.
Será por tanto, meu dever, lutar para não ser uma cabra, ou... fazer parte da cadeia alimentar deles.
Começa logo com o NOJO, pelas praxes. Pelo DESPREZO de qualquer tentativa de abuso ou de se imporem como autoridade.
Será da minha responsabilidade, encontrar a minha personalidade, dentro deste "novo" universo de pessoas individuais, adultas e destemidas. Que é coisa que não sou, e ao qual nunca estive sujeito.
Sei no entanto, de que com o tempo, o meu nervosismo, a minha timidez e ansiedade, irão passar, até entrar na escola aos risos. Não conto isto, para que seja usado contra mim, caso algum parvalhão o tente. Conto isto, para que no futuro, quando tiver filhos, eles pois, possam ouvir o meu testemunho, e saber, que tanto como eu, me senti nervoso com a minha entrada num sítio do qual desconheço, do qual não estou nem me sinto preparado.

E é óbvio que me sinto abalado. E sei que a minha personalidade irá mudar. Humm, talvez não mude, e eu apenas a fortifique. Sei que posso viver sem amigos ou cunhas. E também sei uma coisa muito importante!
Serei o único da minha família, da parte da minha mãe, e da parte do meu pai (só até à mãe dele com o pai do meu pai), que... em principio, conseguiu e frequentou a universidade. O meu pai não foi para a universidade, e tanta eu como o meu irmão, já chegámos mais longe que ele, a nível de estudo.
Gostava, no entanto, de ser um pouco mais velho, de ser mais maduro. De me sentir seguro para onde vou.
Sei que terei sempre o meu mundo à minha espera, o meu quarto esborratado pelo sangue das melgas, e pelo meu computador, mas... sentir-me-ei como a minha primeira vez no liceu. Ou como a minha primeira vez na profissional. Só que.. está na hora de ser homem, de agarrar os tomates e entrar por ali a dentro, como se aquilo já me fosse familiar.
Não tenho de ter medo de nada. Mas.. tenho medo do "não saber" como se faz. Almoços, salas de aula, entradas, horários confusos.

Estarei com amigos, desde a saída de casa, até à ida para a escola. Mas estarei sozinho, a partir do momento em que a campainha tocar. E tenho medo de chegar tarde à sala, de não me saber desenvencilhar.
Mas, como se costuma dizer, "perguntar não ofende". E posso sempre pedir informações. Se tenho problemas com o gozarem comigo? Tenho, mas pode ser que as coisas até corram bem.
Não crio expectativas. Apenas crio ansiedade por poder aprofundar a minha aprendizagem a nível de programação em informática.
O que posso fazer para deixar de estar com tanto medo?
Ficar calmo, levar aquilo como mais uma experiência. E saber que aquilo, será para mim, uma fase importante da minha vida, inclusive para a minha personalidade e maturidade.
E pensar que... para quê ficar tão preocupado? Com medo, Nervoso ou ansioso por ter de enfrentar tanta pessoa junta? Bem, tenho-o, pelo simples facto, de eu, como homo sapiens, me sentir ameaçado no território que ainda não é meu. Mas, também posso sentar-me e pensar sobre o assunto:.
Posso imaginar-me com uma doença terminal. Como um cancro. E isso, pode-me ajudar a ultrapassar as coisas. Muita gente faz isso. Imaginar-se doente ou incapacitada de alguma forma, como auto-protecção do seu próprio individuo. Posso ainda... ficar mais nervoso ou ansioso, por saber que tenho anemia. Que comparado com as batalhas que terei de travar dentro daquela escola, será bastante pior. E será mais importante, saber conduzir a carrinha, e evitar atropelamentos, do que ter medo de não dar logo com a porta da sala. Saber que, seria pior matar uma pessoa por acidente, do que esbarrar com um gajo qualquer e começar uma bulha por qualquer que seja a razão. De ficar mais preocupado com um grupo de mitras que me perseguem à 15 minutos, do que não saber ler ou compreender o horário.


O meu pai, um dia, quando eu era muito novo, devia ter os meus 14 anos, virou-se para mim, quando ainda treinávamos karate e eu estava nervoso por ir ao exame. E ele disse-me, que também se sentia nervoso. Mas que depois pensava, e disse-me algo mais ao menos assim:
Imagina-te sentado na lua, a ver tudo o que as pessoas faziam. Atarefadas e nervosas por irem a uma entrevista de emprego, ou por irem fazer um exame de matemática, ou forem conhecer colegas novos ou mudar de professor e de disciplinas. Achas que isso a ti te coloca nervoso? Não é importante. As pessoas ficam nervosas por algo tão... fútil. Seria pior se caíssem numa linha do comboio, ou ficassem sem uma perna.
Não tivessem dinheiro para comer ou comprar um brinquedo aos filhos. (E agora eu a falar) Porque ao veres cá de cima, despreocupado do que quer que te possa acontecer, o nervosismo das pessoas, o teu nervosismos do exame, deixa de ser maior do que era antes, porque tens a consciência de que terás de enfrentar coisas muito piores no futuro. De que podias ficar paralítico, ou sem os teus brinquedos, sem o teu quarto ou os teus amigos. Sem as Matilde ou a Sckuly. Que... a minha entrada na escola, não será pior do que o facto de ter de enfrentar a morte do meu irmão, ou de algum dos meus pais, ou das minhas cadelas.
E cá de cima, começo a achar que todo este nervosismo, é a coisa mais natural do mundo, e que todos já passaram e voltaram a passar por isso. Que este todo "pesadelo", não terá lugar para um simples arranhão, com tudo aquilo que me podia acontecer. Escorregar e espetar-me num ferro. Cortar uma mão, ficar cego, levar uma facada ou ser assaltado e espancado. Ainda assim, não deixo de ficar nervoso... pois como homo sapiens, sei que o meu território levará um abanão, e terei de lutar por um espaço que não pertence a ninguém, a não ser ao próprio dono do terreno da escola.

E.. sim, ficarei bastante mais preocupado com o facto de conseguir dar uma boa educação aos meus filhos, quer a nível cognitivo, quer de boa-educação e de respeito. Nessa altura, sim, será o meu maior desafio da vida. E só de pensar que posso errar num ponto, ou de ser mais do que deva, a minha alma arrepia-se!!
Tenho 20 anos, e nada disso tem importância. Sinto-me carne para canhão. Mas também não me posso esquecer de que não serei o único a sentir-me assim. E como é óbvio, como nunca andei à luta, me sentirei nervoso, tal como na profissional, ter de dizer "não", ás praxes. Ter de enfrentar cara a cara "os meus opressores", tal como fez o bombista no filme: Unthinkable.
E o simples facto de não ser maduro e consistente de personalidade, deixa-me ansioso, porque me irão pôr à prova. Será talvez esse o meu grande medo. Não ser "maduro".

E escrevo isto, como desabafo, não me liberta os nervos, mas ajudará e será interessante, sem dúvida, reler isto quando tiver acabado os estudos, tiver os meus filhos, e a minha"vida" pela frente. É uma prova daquilo que sou e alcancei até aqui. É um "testemunho", talvez um dos poucos, que não tem medo de assumir o medo que sente. De assumir que se sente nervoso entre conflitos. E não tento arranjar desculpas de que, algo podia ser pior, para abrandar o nervosismo, mas sim, para acabar com ele.
Decerto de que se o meu pai fosse estudar para lá, ninguém se metia com ele, porque ele já tem 43 anos, não está ali para brincadeiras, e de que tem de render ao fim do mês. E saberia tanto como eu. Não participaria em praxes, e teria de se desenvencilhar sozinho por entre aqueles gajos todos. O que é que ele tem a favor?
Corpo de fuzileiro. 1.80m de altura. Uma personalidade e carácter forte.
Não sou nada como ele, ainda que gostasse de perder um ano a trabalhar, e tentar a minha sorte para o ano.
Sim, talvez esteja a fugir do medo, mas também talvez precise do meu tempo para crescer, como acontece pro vezes com crianças que quando entram demasiado imaturas na primária, têm dificuldades em aprender e a dar-se com os outros, porque ainda são muito novas.

Eu gosto de ver as coisas que me "perturbam", como algo que provém da natureza. É algo que eu imagino, que eu sinto e não sei perceber porquê, mas tento à mesmo compreender o porquê, com base em algo cientifico e com a ajuda dos meus conhecimentos e percepção da sociedade que me rodeia.


"Desenvolvimento em matilha".
Imaginemos o seguinte. Quando algum colega nosso, novo, vai a nossa casa, ele sente-se na expectativa do tentar saber o que vai encontrar. Se os pais estão em casa, como será o nosso quarto. Se a casa é arrumada, ou não... Começa a criar uma esponja que o façam sentir confiante e sem medo de entrar em algo desconhecido. A partir do momento em que a porta de casa é aberta, ele sente-se logo de imediato, no território do seu amigo. É hostil, desconhece. A partir desse momento, a partir do momento em que entra, cria logo uma barreira. Cria um escudo. Não porque os pais lhe deram uma boa educação, mas porque é instintivo, nós como homo sapiens e animais bípedes ainda com instinto primitivo, colocar-mos o rabo entre as pernas. Não conhecem qualquer esconderijo, nem algo que possam usar para se defender. Não levantaram a vós, e muito menos tentarão andar à pancada com qualquer membro daquela matilha. Sendo apenas só um ou dois, estão em desvantagem, pois existem mais vizinhos. E aquele nosso território, aquela casa, mesmo que esteja vazia, tira a confiança ao desconhecido.
E nós? Como nos sentimos com a sua vinda cá a casa? Normais. Protegidos e confiantes. Temos a nossa matilha, mais tarde ou mais cedo, que nos pode ajudar caso algum "intruso" tente assumir outro papel que não o papel de "desconhecido".
Agora... e isto ajudará a explicar o porquê do nervosismo quando se vai experimentar, fisicamente, algo que nunca se experimentou na vida, como um exame de karate, apresentar um projecto a algumas pessoas importantes, ou.. a entrada na universidade, ou até mesmo quando somos nós! a entrar em casa de um novo amigo. Colocamos o rabo entre as pernas, óbvio que é tudo instintivo e ninguém se apercebe. Criamos uma certa barreira e os nossos instintos primitivos, como a visão e a audição, começam a trabalhar a todo o vapor, para puderem perceber o que se passa à nossa volta, num local que não nos pertence, que não foi conquistado, e que está repleto de pessoas que nos irão julgar, ameaçar a nossa personalidade. Tentar invadir a nossa opinião. As nossas ideias. Para eles, seremos alvos fáceis. Seremos um cão, novo, numa matilha velha, com hierarquias. Que mandam e chefiam num terreno que não lhes pertence. Mas... não precisamos-nos de nos abrir mais, do que como nos abrimos e conversamos com alguém no comboio. Alguém desconhecido, que também não nos conhece. Que tem o seu espaço marcado, pelo sitio em que se encontra sentado. Não nos conhece, e se converçarmos, precisamos apenas de conversar como pessoas civilizadas. Porém, ainda que alguém possa pensar que isso não é o mesmo que falar com alguém mais velho, ou que ande lá na escola à mais tempo que nós, e que nos fará virar a cabeça do avesso, por termos de reformular as nossas opiniões e personalidade, é a mesma coisa. Diria até, que mesmo que não sejamos obrigados a falar um para o outro, no comboio, também o acontece na escola. E... no comboio, até mesmo o que dizemos serve para ser usado contra nós. A nossa opinião ou a maneira de como falaremos para alguém desconhecido, não poderá ser intrusiva. Na universidade e em qualquer outro lado, será assim.
Teremos de marcar a nossa posição! Mostrar do que somos feitos. Levar e levantarmos-nos. Se errarmos, só temos em aprender, e nunca devermos sentir vergonha por tal acto! Quando eu escrevia mal as palavras ou fazia mal as contas, os meus pais nunca me batiam, nem ralhavam comigo, ensinavam! Tinha a decência de ser persistentes e bem educados! Tinham a vontade de me puder ensinar a fazer bem, algo que não sabia ou que não fazia tão bem quanto eles. Porque eu sou gente! Sou um animal. E sinto medo porque irei entrar num sitio que desconhecerei por alguns meses. Porque terei de mostrar os dentes e marcar uma posição. Mostrar quem sou, e evoluir a partir daí. Não vai ser fácil, mas quem disse que as coisas mais simples de se resolver têm piada? Não nos provoca raiva por não saber resolver o problema. Questionamos-nos do porquê de ser assim. Recebos incentivo, como humanos que somos, e pela nossa curiosidade de descobrir e fazer as coisas.


Porém, existem pessoas, no meio deste ambiente de escola, ou do que quer que seja, que prefere ficar a um canto, conversar pouco e tentar fazer o que sabe e à sua maneira. Góticos? Metaleiros? Até esses tendem em se juntar em grupo. Fomos feitos para trabalhar o nosso "desenvolvimento em matilha". É importante ter um grupo de amigos, onde quer que estejamos, como quando entramos numa prisão. Mas sim, existem aqueles gajos que preferem ficar à margem dos outros. Porque se eu fosse como o meu pai. Com uma personalidade tão forte como a dele. Se bem que às vezes faz faísca. Não seria perturbado. O que tenho de fazer? Mostrar, sem medos, atitudes que o meu pai teria. Afinal, não há mal nenhum nisso. Ajuda-me a crescer, e desde de criança que as crianças escolhem um dos pais, como exemplo a seguir. Mas... eu não quero fazer como o meu pai. Quero agir como um adulto responsável! Quero que me respeitem! Quero ter amigos com quem posso partilhar ideias e opiniões. Quero tornar-me merecedor da frase: "-- és pai!". "-- És o pai dos meus filhos.". Quero ser e tornar-me alguém cuja infância permaneça, e que cresça ao mesmo tempo. Se eu tenho "paixão" por aquilo que vou aprender? Sem dúvida alguma! Irei aprofundar os meus conhecimentos a informática, e ter o prazer de o ensinar ao meu irmão e ao meu pai. Quero, olhar para trás, depois de tudo ultrapassado, e saber que o que disse e fiz, valeu a pena. Que foi bem dito e que não deixei nada por dizer. Quero mostrar a quem me amar, aquilo de que sou capaz. E que neste mundo, me conseguirei desenvencilhar sozinho. Quero poder dar aos meus filhos a confiança e a maturidade que não tenho! Quero torna-los melhores do que eu, em todos os aspectos. Prepará-los para a sociedade. Ensinar-lhes que não faz mal ter medo do escuro, ou ter medo de ir para a escola. Que tudo o que irá aprender, ajudará-o a criar melhores casas em lego. Que aprenderá a desenhar melhor, a falar melhor e a escrever melhor. Que as etapas na vida, são penas troncos de árvores, e que precisamos de apenas passar por cima deles. Eu sou capaz! Eu quero fazer! Eu quero chegar longe e fazer o que gosto! Quero ser um adulto responsável, e educar com as imagens dos meus tios de Lisboa. De puder imaginar um filho tão inteligente, capaz e independente com uma personalidade forte. Quero mostrar que também tenho unhas! E que não sairei deste mundo sem haver deixar luta!! Mostrar que ELES!! estão errados em serem tão estúpidos e parvos, como sempre serão. Não quero ser ou tentar ser, quero fazer! Quero chegar lá!
E se eu precisar de imaginar que tenho filhos? Que andei na tropa, ou dizer que já estive na CentralGest.
E se eu precisar de interiorizar, que fui o melhor aluno em programação, que passou pelas mãos do meu professor Eduardo Martins?!? E se eu precisar de andar à bulha só para mostrar do que sou feito?
E se eu tremer de medo? por falarem mais alto e mal para mim? E se eu me mijar todo por me sentir como um saco rasgado, no meio daquele desconhecido? Ficar perdido num deserto será pior. Atropelar uma criança, cortar um braço, ficar paralítico, apanhar cancro... E eu quiser usar tudo isso?
Ao mesmo tempo que me sinto bem por o dizer e puder usar, todas estes pretextos como "protecção", sinto que devo ser um homem, e enfrentar o mundo com as armas que os meus pais me deram. Usar o que aprendi com o meu pai, naquelas escaladas pela montanha do buçaco, ou por entre os campos de cultivo, enfiados nas possas de lama até aos joelhos... SOU MAIS DO QUE QUALQUER UM!! SOU MAIS IMPORTANTE!!! E porquê? Porque sou eu que o penso! Sou eu que o digo! Quero lutar e conquistar.

Ter medo de falhar? Ter medo de gajos mais fortes e altos do que eu? Ter medo do que não sei?
Sim. Quando olhares para trás... vais achar tudo uma estupidez. O importante, é que te sintas confiante daquilo que aprendes-te até este momento. E que aprendas outro tanto enquanto a ansiedade não passe. Não precisas de te moldar. O mais fácil, será conhecer os teus colegas de turma, a seu tempo. Será importante agires com naturalidade, tal como se fosses trabalhar. Sim, porque estás ali para obter resultados, não só para ti, mas também para os teus pais que pagarão as propinas. É importante não esquecer, de que não precisas de aceitar tudo o que te digam. Como o caso das praxes, ou qualquer outro acto de gozo. E não precisas de ter medo de tais actos de vandalismo, quer a nível físico, gozo, ou psicológico, pois vivemos numa sociedade democrática. Existe policia, existem directores da escola, concelho executivo. Existe também, o tribunal. Existem leis para todos os indivíduos da nossa sociedade. Sentires-te confiante é o primeiro passo. Mostrares a tua personalidade (com o tempo). Também podes armar confusão logo no primeiro dia, uma luta com um mais velho, ou outro rapaz de outra turma. E quando fôr para bater... é até partir-lhe os ossos da cara!

Existem gajos, que gostam de se armar em macacos, em lobos e agir com matilha... TU? És meu filho, e digo-te! estarei aqui para te proteger! No meio daquela bagunça e testosterona toda, tu és o Urso! És a àguia! O elefante! E sabes porque? Porque és meu filho.... e por muito que te custe enfrentar este mundo novo, eu, estarei ao teu lado, para onde quer que vás. Sou pai, adulto, e como pessoa, tenho o direito de agir da melhor forma e cívica possível, sobre actos tão estúpidos e pérfidos como os dos outros garotos!
E se precisar de te levar à sala? Se precisar de fazer a inscrição contigo? És meu filho! E dos meus filhos trato eu!!! À MINHA MANEIRA!!! Os outros não me interessam.

Nem o que pensarem de mim, nem o que disserem, nem o que fizerem. Tenho a dádiva de ter nascido num seio familiar rico em interactividade! Aventura! Puzzles, lego! E por puder deslumbrar sem sombra de dúvidas, a mente do meu pai, que me ensinou a ser o que sou hoje. Talvez um pouco frio, pelas minhas razões. Mas por puder desfolhar livros e ler sobre a atlantida, sobre o universo, sobre os extraterrestres. De pegar no meu primeiro computador e jogar o The Incredible Machine! De ele me levar mais o meu irmão, montados nas bicicletas, para o meio do matagal. De nos deixar trepar o monte que a minha mãe teimava em dizer que não.
Sou gémeo!! Não sou baptizado! Nem acredito em deus! Sou inteligente! Sou único! E tenho a vontade de ser pai. A vontade de ensinar e de amar, de dar carinho e de aprender. Eu já sou... não preciso de ter medo por ir conhecer os futuros pais, dos amigos dos meus filhos!!
É por isso que leio. É por isso que me informo, que me interesso.


Eu já sou... não preciso de ter medo.

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"O que queres que faças na vida, será insignificante...  mas é muito importante que o faças, porque mais ninguém o fará." Remenber Me (2010)

"Só custa os primeiros 5 minutos." Carla

"Nenhum é melhor do que nada!" Eu para o pedro

"
You, me or nobody, is gonna hit as hard as life. But ain't about how hard you hit... It's about how hard you can get hit, and keep moving forward... how much you can take, and keep moving forward." Rocky Balboa

terça-feira, 6 de julho de 2010

Praxes...


Sou contra as "praxes" ou qualquer tipo de tentativa de gozo, uso abusivo excessivo dos outros.
Quem quiser dar o cu que dei-a! Eu não dou!

Pior para eles, é que nem dou confiança.
Não sou obrigado a dar-me bem.
Nem a ser amigo, nem a arranjar um.
Não sou obrigado a dizer se quero ou não quero participar.
Aquilo é uma escola, não é um circo!

Já morreram estudantes por causa da parvoíce dos "praxistas".
Sou completamente contra!
Ão de reparar que a maior parte do pessoal que o faz, já chumbaram umas quantas vezes, são burros, e de inteligência, vendo as brincadeiras de merda que têm, são crianças de 5 anos. Cambada de bêbados, drogados! Que só pensam em fuder e gajas, e carros e tunings, e hi5s, e putas, e house e mais ó caralho!!!....

Outra merda, é os gajos perguntarem-me a mim se aceito ser ou não praxado, e eu ser "obrigado" a responder?!?!? Questa merda?
Era só o que faltava!
Então mas eu inscrevi-me na escola ou nas praxes?
Enquanto ninguém partir a fuça a um deles, isto não para.

Depois dizem que não me posso trajar nem ir no desfile da queima das fitas?
E eu com uma pena do caralho!
Já não gosto de me vestir tipo carneiro, igual aos outros, muito menos gosto de festas.
Até me fazem o favor! Porra!!
Eu só por ser "festa", odeio logo.
Eu vou para estudar! Não é para andar a brincar com a pilinha no cu uns dos outros.
Andamos aqui a brincar ou quê?
Os meus pais e eu pagamos para eu ESTUDAR!!, não é para andar na borga, e ir para a escola quando me apetecer.

MrGoldenPoop
"Fodasse: "eu sou praxada para ter direito ao traje". LMAO. Não se informam, depois, claro, fazem figura de otários. Até um padeiro pode comprar traje e fazer pão com essa treta vestida."

Ter de dizer se sou "anti-praxe" ou se quero ser "praxado"?
Mas isto é o quê? Um pacote especial que a escola oferece pela duas primeiras prestações?
E "obrigam-me" a ir? Mas eu só vou se quero!
Como quando vou a alguma loja. Só compro se quero.
Anda tudo parvo? É este país de merda que temos?
Inventamos um "joguinho" onde podemos gozar uns com os outros, sem ninguém puder levar a mal?
Ter de dizer que sou "anti-praxe", ou não, é aceitar que o grupo de "praxismo" existe.
Como dizem aqui: http://www.antipodas.web.pt

"-- mas a praxe ajuda-te a integrares na "sociedade"/ escola, e a conhecer mais amigos"
Amigos? Foda-se!! Amigos destes não preciso para nada!

Acabei de ler, no tal link acima, de que existem "regras".
Isto é o quê? A ETA em portugal?
"Não era preciso ir buscar os alunos às salas ou impor regimes de faltas."
Mas em que escola do país, é que os alunos entram nas salas, e levam os alunos "só porque é praxe"?
Foda-se, começo a ficar com um pó a esta merda, que se me passo dos carretos, parto os dentes da boca a alguém à biqueirada. Eu posso não ficar muito bonito, mas o gajo também não fica com os ossos da cara no sitio. Medo de andar à porrada, deixei eu de ter à muito tempo, posso ficar muita nervoso, mas quando começar a malhar, é para partir alguma coisa.

Tenho uma dica para vocês, "praxistas", vão a um psicólogo, porque isso agora só passa quando baterem a bota.
"[...] a vida é feita de experiências, sem elas nada sabemos, é isso que vos digo: A Praxe só é compreensível para quem lá está [...]"
Como já referi em posts anteriores, se andas sempre com o mesmo tipo de mulheres ou homens, é porque alguma coisa em ti precisa de ser mudada!
À coisas que tu aceitas, pelo simples facto de necessitares disso para a tua vida e personalidade.
Eu pura e simplesmente não aceito nada, NEM ninguém! Muito menos a mim.
Posso dizer, que não necessito de amiguinhos, nem de festinhas para ser quem sou, e tornar-me mais capaz.

É com infelicidade que digo: estes gajos que "praxam", serão os idiotas burros e ignorantes de amanhã, que irão votar num Sócrates, e dar o cu quando tiverem de pagar 0.50€ por um pão. Serão os pais dos futuros drogados e bêbados, anorecticamente ignorantes.

Este tipo de pessoas que faz, e aceita ser "praxado", são idiotas! São BURROS!! São parvos!
São o típico "adolescente" que vai para os cafés, e discotecas até ás 4,5 e 6 da manhã. Armados ao caralho.
Armados em galifãs, para engatar gajas, e descarregar a sua fragilidade de quem é novo numa escola.

Devem ser filhos de pais divorciados, porque para aceitar e fazer este tipo de criancices, não podem ser la grande coisa. Tanto os pais, como os filhos.
Quem não gostou de ouvir, que se ponha no caralho!
Quem disser o contrário, também pode ir continuar a brincar aos papás e mamãs para o quarto escuro.

Que eu, pessoas como vocês, só quero é ver mortas, envenenadas, ou derretidas em fornos, para fazer sabão!

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Sites:
http://www.antipodas.web.pt/
http://www.youtube.com/watch?v=-MCqZ2Oe3Rs