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domingo, 24 de julho de 2016

A invasão da Europa...


[Adolf Hitler and Eva Braun by Heinrich Hoffmann]

A invasão da Europa por parte dos refugiados, não traz apenas crianças e mulheres que fogem de uma guerra civil, perpetrada pelo grupo radical islâmico ISIS; Traz elementos preparados para desencadear um conjunto de revoluções dentro da própria União Europeia. Homens fortes, treinados no seu país de origem, que esperam o "sinal" para fazer explodir o pânico e a desconfiança nas ruas.

Coloquemos os pontos nos i's, e deixemo-nos de rodeios perante a realidade dos factos e a verdade do que está a acontecer: Esta guerra é ideológica, política, religiosa e racista!
O objetivo é simples: Conquistar toda a Europa. Destruir os seus valores, as suas leias e principalmente a sua religião!

", por certo, algo como um conflito, se não uma guerra, entre o Ocidente Cristão e os Islão." - Pag. 61

"... o problema politico do Islão está em que ele não encontrou a sua forma política." - Pag. 62

"Muitos europeus, ou ocidentais, com boas intenções, dirigem ao Islão o concelho urgente de se reformar, mais precisamente o de realizar as reformas religiosas, sociais e políticas que permitirão aos muçulmanos participar plenamente no mundo comum e na humanidade reunida que se desenham. Esse concelho ocorre-nos tanto mais naturalmente quanto a Europa tem uma experiência particularmente longa e rica desse tipo de mudança profundas, nas quais a associação humana que muda preserva, porém, a sua continuidade subjectiva." - Pag. 62/63

"É possível ver-se aí uma das grandes causas da dificuldade do Islão em praticar efectivamente a democracia: por um lado, a Lei indiscutível exclui ou limita severamente muitas liberdades pessoais, que a democracia reclama: por outro, a enorme latitude da conduta dos príncipes, ou dos chefes, é incompatível com o respeito das leis democráticas." - Pag. 64/65
A Razão das Nações: Reflexões sobre a Democracia na Europa - Pierre Manent
A democracia na Europa, tem evoluído ao longo das ultimas centenas de anos. Através de invasões, trocas comerciais, queda de impérios, guerras mundiais e unificação de uma só moeda. (Euro €)
Os povos árabes, especialmente os mais pobres, estão há tantos anos em guerra, em conflitos em discussões religiosas, que pouco ou nada fizeram para impor a lei democrática e deixar para trás a lei da natureza.
A inquisição, a peste negra, os descobrimentos e as guerras mundiais, ajudaram a Europa a unificar-se. Foram o catalisador "bárbaro" -- me parte -- que nos fez re-escrever uma história sanguinária.
Demos ao mundo a revolução industrial, o comboio, o automóvel, prédios, pontes, auto-estradas, a prensa. E o que trouxemos dos Árabes? Números e matemática? A India é tão conhecida pelos seus deuses como pela sua incrível matemática e matemáticos.
Tudo o que nos foi oferecido pela cultura Árabe, quando ainda dominavam a Península Ibérica, fora roubado de civilizações vizinhas.
Os escravos negros eram comercializados aos Europeus, precisamente por mãos Árabes.

Sim, tivemos a inquisição que matou milhares de pessoas em nome de "Deus", que oprimiu e retardou o avança científico e tecnológico, mas fomos capazes de usar a democracia em nosso favor, quando renegámos a religião para segundo plano. Foram tempos horríveis, que eu próprio como Agnóstico/Ateu, condeno, mas somos hoje "civilizados". Independentemente do que aconteça no resto do mundo.
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Mas existe algo que estes invasores se estão a esquecer e que irá deitar por terra qualquer hipótese de sobrevivência da sua espécie na Europa/Ocidente.

100% da roupa que usam é proveniente de negócios que o Ocidente possuí com o Oriente.
100% das sapatilhas que calçam, são manufacturadas em fábricas construídas pelo Ocidente, no Oriente.
100% dos telemóveis que usam, são desenvolvidos e criados pelo Ocidente.
100% dos hospitais da Europa, são mantidos e geridos por médicos Europeus.
A educação na Europa, está mais avançada que a mentalidade dos próprios refugiados, incluíndo aqueles que sonham em invadir e conquistar o coração do Ocidente.
Quando tudo tiver conquistado, quando todos os brancos tiverem desaparecido:
Quem vai trabalhar nos taxis?
Quem vai trabalhar nos hospitais?
Quem vai trabalhar nas terras?
Quem vai usar as máquinas agrícolas?
Quem vai trabalhar nas fábricas?
O que raio é que eles sabem fazer!?
Se eles querem realmente conquistar todo o Ocidente, utilizando o controlo de nascimentos a seu favor, -- para cada 1 filho europeu, os refugiados terão 3 --, como irão ensinar nas escolas? Como irão conduzir carros?
É que... eles sabem o que sabem, e têm o que têm, porque lhes estamos a ensinar. Deviam sentir-se agradecidos e não violentos. Deviam escolher a diplomacia e não a revolução militar, de arma na mão e reconquista nos olhos.

Quando nenhum branco existir, irão voltar ao tempo da pedra. Eles são a prova viva de uma cultura que não evoluí à mais de 2000 anos, que ainda não teve, nem fez, qualquer avanço científico, matemático ou filosófico.
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“Porque razão 120 civis inocentes merecem morrer na Síria por 84 civis inocentes terem morrido em França?”, pergunta McAdams. -- FRANÇA “VINGOU-SE DE NICE” COM BANHO DE SANGUE NA SÍRIA


Estas novas ideologias "humanísticas" de pró-refugiados, que os acéfalos do "pró-multiculturalismo" tentam obrigar-nos a engolir, em que uma pessoa que mata 84 pessoas é visto como sendo um pobre coitado com problemas psicológicos, começa seriamente a destruir a democracia e a sanidade de toda a União Europeia, incluindo a própria democracia, que sofreu, durante séculos, alterações e "reformas" para chegar ao que é hoje.


Sinto-me ofendido por tamanha barbaridade que leio nos comentários e na noticia.
Esta gente podre, que chora 260 civis, tentam fazer-me sentir mal, sentir-me culpado pela morte de gente externa ao Ocidente, à democracia e às leis.
Fazem-me sentir o opressor, o erro, a "mente fechada", o "racista" sem coração, apenas e só por expressar a minha opinião.

Mas eu não vou pedir desculpa.
Não me vou sentir mal por morrerem  260 pessoas. Faz parte da guerra.
Se 84 franceses morreram, para mim é triste. Se 260 pessoas morreram no outro lado do mundo, não me faz diferença nenhuma. Cada país e continente tem a sua história, o seu passado, as suas guerras e tratados de paz.
A Europa teve 2 guerras mundiais e hoje une-se num só exército: NATO.
Partilha fronteiras, sem perder os seus costumes.
Partilha leis, ideias e decisões, sem que cada país perca o respeito ou o controlo do seu "pedaço de terra".
Estou pela Europa, porque ela apesar de todas as guerras e conflitos, da inquisição e de pestes negras, conseguiu, como países, invadidos e conquistados, de conquistadores do mundo, transformar a diferença em algo positivo e lucrativo.
Não vou pedir desculpa por 260 pessoas. Os Estados Unidos mataram bem mais logo após 2001 e ninguém as chorou, porque ei de chorar eu!?
Porque me devo sentir culpado?
Eu não conduzi nenhum camião contra pessoas.
Eu não lancei nenhuma bomba.
Também não fiz explodir um aeroporto nem andei à machadada a pessoas dentro de um comboio.
A realidade, é que a Europa está a tornar-se excessivamente apaneleirada.
Tudo se sente ofendido por tudo e por nada.
"Todos os brancos se devem sentir mal pelo que fez no passado."
"Devemo-nos sentir mal pelas pessoas que fogem de um país em guerra."
Portugal foi invadido 3 vezes pela França e a única coisa que o povo deixou para os invasores, foram Uvas e Limões.
No México decapitam pessoas à catanada e ninguém chora.
Nas favelas vivem crianças que só conhecem a vida da droga e ninguém as chora.
Torna-te homem e mulher!
O mundo está em guerra à muito tempo, não é só de agora! Se queres fazer alguma coisa de útil, vai para as trincheiras combater! Agora não defendas é uma ideologia que não tem leis. Que não sabe o que é democracia e que vive, apenas e só, através de um livro.

Não vou pedir desculpa pela morte de quem não segue leis. Que vê na Europa um "país" livre de se ser e fazer o que se quiser sem qualquer opressão religiosa ou política. Para eles que vêm de países sem uma verdadeira revolução filosófica, olham para nós como um paraíso onde não precisam de trabalhar nem pagar casa, carro e hospital, pois tudo lhes é dado de borla.
Porque são vistos, e fazem-se de, coitadinhos, pobres, que fogem da guerra, da fome e da miséria, da tristeza e da perseguição. E o povinho burro da Europa, que condena mais depressa um pedófilo que um estripador, acha-se no direito de ajudar tudo e todos os que vêm para cá. De oferecer o nosso lucro a gente que nunca fez nem fará nada pela paz democrática. Que não tem os mesmos valores ou sequer interesse em fazer da Europa, algo melhor.

Os meus antepassados lutaram e revolucionaram-se para que um dia os seus filhos e netos vivessem em paz e harmonia. Eu não vou chorar nem pedir desculpa!

sábado, 23 de abril de 2016

Até te vais borrar de medo! [2]

[The moment - Pinterest]


Hoje não vais dormir.
Eu sou a besta que guarda as chaves da tua prisão. Vou arrancar-te a pele dos ossos e quando encontrarem o teu corpo, vais estar triturado no fundo de um pântano.
Rasgar-te o sorriso da cara nunca me fez sentir tão em casa. Estás com medo de mim agora? A morte ao meu lado é mais misericordiosa! O tempo será uma tortura.
Junta os teus amigos e vem lutar pela tua cabeça. Levanta os braços, desta não vais parar ao chão, nem ao hospital, mas trouxe um caixão para cada um!
Vou matar o número Um! Caçar o líder da revolução inconsciente e irreverente. Ainda te sentes com sorte? Ainda te sentes com força?
Se entrares na escola, junto o grupo à tua volta, pois eu vou entrar com a manada atrás de mim!
Junta as pedras, que de paus não tenho medo de usar. Protege a cara ou ficarás irreconhecível.
Sou O lobo solitário que te arrancará do coração da alcateia. Sentes o medo tornar a visão turva? Cheiras a morte? Antevês o teu fim? Delicio-me com o teu sofrimento!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A vontade de morrer...


É de noite. As cortinas iluminam-se pelo candeeiro da rua, que ilumina a parede do meu quarto. O silêncio aconchega a solidão do meu corpo, coberto de lençóis finos. Não há rangidos, relógios em tic-tac, o frigorifico a trabalhar ou luzes a piscar. Não existe som, se não o dos carros lá fora, lá embaixo no asfalto velho. Estou sozinho, na noite mais fria da primavera.
Vivo na morte de mim próprio, na saudade do que fui, na tristeza do que não tive, na raiva do que nunca consegui ser. Vivo, sem saber viver, sem saber ser; sendo apenas aquilo que se encaixa melhor no que sofri: a desilusão e o abandono.
Não há velas na minha escuridão. Não há cordas para me tirar do poço, nem escadas que possa subir. Respiro vagarosamente, com o calor a querer escorrer-me do corpo, exausto de mim, das minhas ideias e torturas. Sinto o lençol roçar-me o peito e as mãos frias regelarem-se com os dedos dos pés.
Há monstros debaixo da minha cama, na esquina amaldiçoada do meu roupeiro, dentro das gavetas e para lá do espelho. Tento adormecer, fechar os olhos, descansar o corpo e a alma, mesmo por uns pequenos segundos, mas estou sozinho, num quarto que tranco à chave. Vivo sozinho, algures dentro de mim. Sou a depressão vivida de uma morte que se avizinha.
Um carro passa, sem levar de mim o sentimento da tristeza. Alguém existe mas não sabe que aqui estou. Ninguém sabe que sofro, que choro e grito nas profundidades do meu corpo torturado que se aguenta, dia após dia, à dança funebre.
Quem me ampara as quedas que tomo?
Quem me abraça quando choro?
Quem sorri comigo?
Quem me quer ver feliz?
Se tiver de partir deste mundo, que seja sem voz, sem diários, sem recados ou abraços. Sem lágrimas, sem dor, sem pistas para onde fui. Se tiver de viver o resto da minha vida encarcerado, longe do que sonho, viverei sem vontade de existir; E essa, é a maior dádiva que receberei do meu nascimento.

A vontade de morrer...

domingo, 2 de agosto de 2015

Até te vais burrar de medo!

[Scene from Urban Explorer]


Abre de novo a boca, e levas o outro olho inchado para casa da tua mãe. E se voltares a aparecer-me á frente, muda de passeio a menos que queiras ter um certificado de óbito inconclusivo.
Tornei-me no teu pior pesadelo. No cão de guerra a quem agitas a bandeira branca. Aqui vou eu, numa marcha suicida, apontada ao teu corpo enterrado no teu próprio desespero.
Cada vez que te olho, vejo o teu corpo tremer em arrepios de suores frios que te descem pela espinha. Aproxima-te e pode ser que tenhas sorte em sair vivo do nosso cruzamento. E quando fores para a cama à noite, é melhor vestires um segundo par de cuecas, não quero que sujes a cama cada vez que sonhares comigo.
Sim, eu sou o homem que te persegue! Eu sou o dilúvio do qual não podes fugir. Não sorrias, não tens motivos para isso! Enquanto eu existir não serás feliz! E cada vez que saíres casa, olha sempre por trás das costas! Porque te vou perseguir a vida toda de punhos fechados com vontade de te ver engasgar no teu próprio sangue!
Recorda a minha dor quando sentires os nós dos meus dedos esmagarem a máscara idiota que trazes contigo. Foi falta de amor e carinho? Não te preocupes, não apareci aqui para te educar. Não sou teu pai, sou o teu assassino! O teu psicopata pessoal, dedicado e fanático pela tua pessoa!
Colo-te às paredes do meu cérebro, numa teia de conspirações e acidentes do qual és vitima. Não tenho remorsos do meu inferno nem da faca que te degola a confiança, as palavras e te torna num gago cada vez que te olho nos olhos à distância de um grito depravado da minha existência. Sou o Alpha da matilha neurótica no qual te fechas.
Deves-te ter sentido tão sozinho, para abusares da minha fraca postura. Foste um pesadelo que se tornou num objectivo demente. Eu sou o final da história que começaste! Sou o teu fim!
Vou destruir tudo o que amas e encher a tua vida com a dor mais indiscritível que já sentiste! Fazer contigo o inimaginável e deixar-te pendurado pelo pescoço enquanto te vejo lutar na miséria do teu medo.
A minha vingança está a crescer, o teu tempo está a acabar e não te podes esconder! Vou-te apagar da história! Se queres viver, respira baixinho e não me voltes foder a cabeça!


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Lê-me, ouve-me, quando sentires a raiva controlar o teu corpo!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O sofrimento do mundo...


"Se imaginarmos, tanto quanto for possível, a soma total de angústia, dor e sofrimento de cada espécie que vive na face da terra, teremos de admitir que  teria sido muito melhor se o sol tivesse sido capaz de produzir o fenómeno da vida na Terra em tão fraca quantidade como na Lua; e se, aqui como ali, a superfície fosse de uma calma cristalina." pág. 14 - nº 9 - Sobre o Sofrimento do Mundo de Schopenhauer

"Que a vida humana deve ser algum tipo de erro está suficientemente provado pela simples observação de que o homem é um conjunto de necessidades que dificilmente são satisfeitas; que a sua satisfação nada consegue a não ser uma situação indolor em que apenas cede ao tédio; e que o tédio é uma prova directa de que a existência em si mesma não tem valor, pois o tédio mais não é que a sensação do vazio da existência. Porque se a vida, por cujo desejo consiste a nossa essência e existência, possuísse em si um valor positivo e um conteúdo real, não existiria o tédio: a mera existência encher-nos-ia e satisfazer-nos-ia. Da forma como as coisas são, não temos prazer na existência a não ser quando estamos a lutar por alguma coisa - em cujo caso a distância e as dificuldades fazem com que o nosso alvo pareça satisfazer-nos (uma ilusão que se desvanece quando o atingimos) [...]" pág. 25 nº 5 - Sobre o Sofrimento do Mundo de Schopenhauer

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Ser morto é pior do que só morrer. Mas ser comido vivo é pior do que ser caçado à exaustão.
O ser humano, homo-sapiens, vive e desenvolve-se através de dois pontos que se afastam um do outro. O primeiro degrau é o amor/ódio. Imaginem uma linha cujo o amor e importância que damos ao caminhar se encontra no meio dessa linha, infinita ou não.
Num extremo temos o amor indescritível e incondicional que uma mãe tem por um filho no momento em que nasce; Do outro temos a falta desse amor - o ódio - em que um pai é capaz de tamanha atrocidade como o de espetar agulhas no corpo do seu filho recém nascido ou sufoca-lo com algodão.
O segundo degrau é a defesa do próprio eu através da razão ou pelas próprias mãos. Num extremo encontra-se a razão, que utilizamos cada vez que somos roubados e apresentamos queixa na policia, com a esperança de que o criminoso seja punido; No outro extremo temos a defesa dos nossos direitos pelas próprias mãos, em que se corta uma mão (ou algo pior) a um ladrão, violador e criminoso.
O ser humano, tal como todas as espécies que habitam neste planeta, vivem com um único fim: Serem felizes.
Respirar deixa-nos felizes. Saciar a sede, tomar banho, comer, correr, comunicar, viajar, passear, fazer sexo, deixa-nos felizes. Comprar é algo que se adquiriu à relativamente pouco tempo, graças à industria que controla o mundo através da Moda e das Tendências. Consumir deixa-nos felizes.
Mas esta felicidade não é duradoura. Não dura uma vida inteira. Tem de ser comprada, estimulada, exercitada e desenvolvida. Por essa mesma razão, não existe uma razão de existir, pois ser-se "feliz" não é mais que um conjunto de reacções químicas que nos estimulam o cérebro a lutar para nos mantermos vivos. São emoções, e emoções não são reais, são fabricadas. Esse é o núcleo do instinto animal! Sobreviver. Mas sobreviver é também por si um desejo das próprias células e dos vírus que as compõem. Sobreviver é desejar existir sem a vontade de verdadeiramente VIVER.
Poderemos dizer que de facto Vivemos; Que temos a sorte de poder apreciar a natureza do mundo com toda a sua vida que rasteja, caminha, voa e espalha as suas sementes. Mas esquecemo-nos de que não existe verdadeiramente uma razão de existir. Existimos porque tudo o que compõem este universo foi capaz de criar olhos para podermos ver o seu maravilhoso horizonte crescer e florescer.
A razão das coisas, desde o mais pequeno grão de areia ao maior sol, resume-se apenas a Ser. O que não é o mesmo que existir, pois existir implica interacção "sexual" que leva ao desenvolvimento, adaptação e evolução desse algo, seja astro-físico, seja animal; E a interacção é um acto de existir. Existir é, fundamental e unicamente: ser real, "palpável" e/ou observável.
Ser-se é tédio; Ser é a imobilização de si. Ser é "real" mas não tem valor quando trocado. A razão de Ser e de Existir é nula. Pois se nenhum de nós existisse, nada se perderia neste universo. Nem a sua magnitude se tornaria diminuta, ou os seus espectáculos cósmicos deixaram de se encher de cores exóticas.

A razão da nossa existência e o próprio sentido da vida, são imensuravelmente desvalorizáveis. A cruel verdade do nosso mundo humano, das nossas vidas, da nossa felicidade, do nosso amor, são facilmente embrulhadas como papel e deitadas ao fogo, pois tudo isso não é mais do que tentativas da nossa mente dar um sentido ao que nos rodeia. Queremos permanecer vivos, lutar pela "vida", porque os estímulos que recebemos nos são estranhos, nos fazem falsamente felizes. Todos os prazeres são reacções químicas que se transformam em amor. E o amor é, na sua essência, um desejo de sobrevivência; Quer da "coisa" pelo qual nos apaixonamos, quer de nós mesmos.
E as memórias não são mais que a exigência abominável, e imperceptível, que o próprio cérebro tem em se manter vivo. Não é permanecer "sã", mas vivo, a funcionar! A Existir, a Ser.
Ter e receber amor não é suficiente. Dar e partilhar muito menos. São tudo falsidades. São partidas que o próprio cérebro prega a si próprio. Pois se todos os animais tivessem amor por todos, inclusive as suas vitimas, deixariam de ser animais carnívoros ou herbívoros, pois até as plantas vivem numa paz tediosa em que apenas sobrevivem através da proliferação das suas sementes. Se os animais, tal como as plantas, não tiverem mais nenhum objectivo na vida do que simplesmente semearem-se, partilharem os seus genes, qual a sua razão de existir? Qual é o sentido da vida deles se não for apenas o de Existir? E porque haveríamos nós de ter o verdadeiro valor e significado da vida!? Porque haveríamos de ser egoístas ao ponto de nos acharmos melhores que outra coisa qualquer? Não somos deuses, somos átomos. Não temos verdadeiramente uma identidade, não somos realmente alguma coisa "interessante" até que o cérebro descubra e compreenda para que servem os pés, as mãos, a boca e as orelhas.

A própria felicidade de respirar, surge apenas na calma paisagem, onde o predadores não correm em direcção a nós e não precisamos de lutar pela nossa vida. Nesse único e mísero momento, vivemos a nossa existência. Existimos. Mas esse momento não dura muito tempo. Essa felicidade é efémera, pela simples razão de sermos obrigados a alimentarmos-nos. Logo aí, deixamos de apreciar as coisas, para preocuparmos-nos com elas ao ponto de não tirar os olhos do horizonte, o ouvido do vento e o nariz dos frutos venenosos ou comestíveis.
O próprio sofrimento, que pode ser observado e contabilizado através dos neurónios-espelho, quer através de uma ressonância magnética, pode ser medido.
Ao centro da linha de dois extremos, encontra-se a dor do respirar - o Zero. Num extremo, pela parte positiva, está o nascimento de um filho ou vê-lo cair da bicicleta, do outro está a dor que se sofre ao ver um filho ser atropelado ou bater-nos. A impotência, que surge pela incapacidade de controlar o mundo, as coisas e a nossa própria vida, faz nascer a depressão; E a depressão não é mais do que a revelação do degredo do mundo. Da crueldade e frieza. É nesse momento que a pessoa abre finalmente os olhos para a realidade da "morte" que a rodeia. Tudo é finito, feio e o que é bom acaba depressa. Não há prazer para sentir, não há amor para dar. Tudo deveria morrer. Nada é bonito e bom neste mundo.

O mundo existe, porque precisamos dele, porque interagimos. A simples razão, de um colecionador de pedras, nunca vir a encontrar uma pedra incrivelmente perfeita e sublime para a sua colecção, apenas e só porque esta se encontra inacessível no fundo do oceano, torna a existência daquela pedra tão naturalmente enjoativa e comum, nula. O colecionador não sabe que ela existe, e isso não lhe faz confusão. Mas é aí que entram os desejos insaciáveis do ser humano. Ele pode nunca vir a encontrar a pedra dos seus sonhos, a pedra do mundo, mas irá para sempre, até ao dia da sua morte, procurá-la em todos os cantos do mundo. E essa é fundamentalmente a razão de Viver. Não é sobreviver, é encontrar respostas às nossas perguntas.
Contudo, se nunca fizéssemos perguntas, não obteríamos respostas e o mundo não choraria por causa disso. O reino animal não entraria em colapso e o próprio planeta não se auto-destruía num apocalipse sem sentido.
O vazio, é a razão do universo.

"Depois da tua morte, serás o que foste antes do teu nascimento." pág. 54 nº 2 - Sobre o Sofrimento do Mundo de Schopenhauer

Não há nada mais bonito que a morte!


"Who are you? You are not you'r age, color, ethnicity. You'r not possessions, hobbies, believes. If you take away everything you have identify your self with: family, kids, everything; What would be left? who are you?" - Pig (2011)

"[...] we are like the widgets in a math problem, we only exist because of the question, beyond that we don't exist, we don't matter." - Loop (2007)

"Remember everything, for soon there will be nothing" - Desolate (2013)

Inicio: 28/06/2015

domingo, 15 de março de 2015

Shhh...


Ela caiu ao chão. O susto!
Da cara jorrava sangue. A aflição!
A cara tornava-se pálida. O desespero!
Correu impetuosa de braços esticados no ar,
Segurou na sua cria, que mal podia falar,
A respiração difícil, mirravam os músculos do corpo,
E a morte anunciava-se no rosto.

Se estiveres calado, consegues ouvir a morte tirar-te a vida... Arrancar-te o toque da pele, o ar do peito e o sabor da lingua. Se estiveres calada e parares de gritar que nem uma louca, ouves a morte rasgar-te a pele e arranhar-te os ossos frágeis do cancro podre com que injectas a tua mente demente.

Shhh... Quero ouvir a morte encher-te de agonia!

domingo, 25 de maio de 2014

Violência, gera...


"Violência gera violência."

Não! Violência não gera mais violência, desenvolve tecnologia! Desenvolve técnicas de construção, armamento, medicina, educação, e a vida quotidiana de uma civilização. A guerra, é um mal necessário e importante para a nossa civilização progredir. É necessário existir, do outro lado do mundo, alguém que faça o mesmo. É importante que existam concorrentes directos e indirectos, caso contrário nada disto existiria.

Para cada ano que a tecnologia avança na nossa sociedade, a tecnologia militar avança quatro. E a tecnologia avança, porque continua a existir gente que está contra o sistema. E enquanto elas existirem, a nossa segurança é melhorada. A nossa saúde, os nossos transportes, alimentação, tecnologia, comunicação, etc.
Foi por existir uma grande violência silêncios (Guerra Fria), que os Russos e os Americanos fizeram uma corrida ao espaço. Foi através de violência que Hitler subiu ao poder e deu ao mundo grande parte da tecnologia que vemos hoje no século vinte.

Mas vêm então os moralistas da internet, armados em pseudo-intelectuais, armados em galifãs por andarem na universidade, pertencerem a grupos de praxes. E até mesmo aqueles que são contra Racistas. Os chamados Anti-Brancos, que vêm com palavras em inglês explicarem que o novo movimento Pro-White é uma maneira mais ligeira de se ser racista. Bem... se o mundo não tivesse sido explorado por brancos, estávamos todos na merda. Verdade seja dita. Ou não fossem a grande maioria das potências mundiais governadas e construídas por Brancos.
Mas como estava eu a dizer: Aparecem para aí os hípies, com os seus cartazes e marchas de protesto contra a violência, sem terem sequer a consciência de a natureza sempre se governou com violência, eugenia, lei do mais forte, mortes, assassinatos, e muita luta.
São contra a violência física, apesar de ainda hoje existirem torneios de luta. De existirem desportos que são uma versão simplificada de guerra entre dois grupos.
Futebol, rugby, hóquei, etc. Combates de vale tudo, Karate, Krav-maga, MMA, UFC, etc etc. Tudo e qualquer coisa que envolva duas equipas ou dois adversários.
Toda a vez que uma equipa ganha, a derrotada treina ainda mais, estuda ainda mais, prepara-se ainda mais. Porquê? Porque foi "agredida" e não quer pertencer aos fracos, porque os fracos é para quem não se sabe nem pode reproduzir. Adicionando a essa ideia invisível o "semear a sua semente".

Se não existisse violência, ou competição, nunca teríamos evoluído para o animal que somos, e proibir essa nossa natureza violenta, é ser contra uma espécie inteira. E ser contra uma espécie inteira, OU, serem contra pessoas que usam guerras e violência, é o mesmo que não aceitarem serem pequeninas neste mundo gigante. É quererem e exigirem serem reis se nunca terem feito nada por isso. É quererem repartir riqueza, suor e sangue por quem nunca lutou ou fez o que quer que fosse. Muito sinceramente, são ideias como estas, de Anarquistas, que detroem cidades na América. É por causa destes hipies, contra racistas e guerras, que o mundo não evolui.
Há coisas realmente pelo qual se deve lutar, como o acabar com violência e abandono animal. Tentar acabar contra a industria farmacêutica e as suas políticas.
Existe poder, mas esse não está nas nossas mãos, porque se assim fosse, todo o mundo entraria em guerra e seria o caos constante.
Parece que estas pessoas, pseudo-intelectuais, se esqueceram daquilo que foi um dia Roma, Grécia, Sparta. Os grandes catalisadores da civilização Ocidental, que deram origem às grandes super-potências mundiais. Defendiam o sei reino com o próprio corpo. Batalhavam por todo o seu império, para controlarem populações amacacadas.
Foi em Roma que se deu a revolução judaica, e foi lá que os soldados romanos a controlaram. Foi roma que deu vida ao mundo, que o impulsionou.
Foi Portugal que tornou o mundo redondo, e conquistou-o sem nunca fazer grandes guerras. Não como fizeram os espanhóis durante 800 anos. E vêm vocês para aqui dizer, que violência gera violência!? CLARO QUE CRIA!! E ainda bem que cria, caso contrário vocês estariam a falar espanhol e não Português! Estariam hoje sobre domínio espanhol e francês, porque simplesmente sucumbiram e renegaram à luta pelo território que um dia foi o sonho de D. Afonso Henriques.
E renegarem o império daquilo que foi Portugal, Roma, Grécia, Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, só porque são contra violência!? É o mesmo que tatuarem na testa: "Sou contra brancos! Viva a diversidade de culturas!"

Violência, quer eu queira quer não, é o que move o mundo. É o que lhe permite criar tecnologias que daqui por 4 anos a vamos utilizar. Ou vocês acham que as fraldinhas que põem nos vossos filhos e as que usaram, que tem uma história muito linda!? NÃO TEM!! A necessidade surgiu na guerra fria, quando os Americanos começaram a levar homens para o espaço. Não fosse a segunda guerra mundial e a Alemanha nunca nos teria dado o micro-ondas, frigorífico, satélites, telemóveis, computadores, internet, aviões, comboios, auto-estradas, carros, jipes.

Existe muita violência desnecessária neste mundo, que acabará por desaparecer, como é o caso do abate de elefantes e leões em África, por parte de famílias ricas e abastadas, mas enquanto isso não acontecer, não venham com moralismos. Não estou a dizer que esta violência em particular se deve deixar e permitir que continue a acontecer, mas com os outros tipos de violência: Escravidão, irá acontecer, quer seja em África ou na China.
Percebam que É o negócio da droga, tráfico humano, religião, guerras em áfrica, china, etc etc, que gera dinheiro que sustém a economia do mundo. A crise Europeia aconteceu, quando no Oriente se fecharam aeroportos que transportavam a droga para a América e o interior da Europa. Bastou fecharem, que toda a economia global deu o badagaio. Se acabarmos com a escravidão, tirarmos do poder políticos corruptos, prendermos chefes de estado, de empresas corruptos, e acabarmos com toda a riqueza e elitismos, não teremos um mundo cor-de-rosa, maravilhoso e bonito, perfeito para toda a gente, mas um caos total que levaria anos a erguer-se porque... todas as leis, de todos os países teriam de ser re-escritas e isso demoraria décadas.

Eu também não gosto de guerras no mundo, de escravidão, de violações, raptos, tráfico, de violência física e psicológica, de preconceitos e de existir gente com fortunas e riquezas, máfias, corruptos. MAS... também não gosto de não ter sucesso com as mulheres, ou de um dia vir a morrer sozinho sem deixar descendência, só porque sou tímido, parvo, filho da puta, porco, narcisista, feio, defender edeologistas racistas ou preconceituosas, apesar de haver muito gajo ignorante a reproduzir-se em todos os cantos sem qualquer tipo de personalidade ou consciência própria, como é o caso desses moralistas anti-tudo, só porque gostam de ter mulheres do seu lado, e tudo se torna mais fácil por aceitarem tudo e darem o cu, só porque sim e porque elas gostam de homens assim.
Eu aceito que exista gente melhor, mais inteligente e capaz do que eu. Eu aceito que nunca vá ter filhos e que morra a um canto. Eu aceito que haja gente mais rica, com fortunas e donos de metade de Portugal. Eu aceito que sou mais um peixe neste oceano governado por tubarões. Eu aceito! que sou menos do que os outros, e de que os outros, mais fortes e ricos, possam ser mais do que eu. Eu aceito e reconheço a elite que pode mais, me pode simplesmente espezinhar a seu belo prazer porque PURA E SIMPLESMENTE: PODEM!!! E se podem, não vão ser vocês que vão acabar com "a sua raça". Porque vocês ainda não se consciencializaram nem aceitaram que não são nada aos olhos dos chefes do mundo, que ao mínimo indicio de fim do mundo, têm o cu sentado num bunker qualquer ou numa nave espacial para o espaço.

Acabarem com toda a violência no mundo, é o mesmo que dizer que os animais selvagens vivem segundo actos primitivos. Chama-se "lei do mais forte". Ou vocês também são contra os leões caçarem gazelas? Contra os ursos comerem peixe, e as águias comerem coelhos bebés? Isso é o mesmo que estar contra a natureza, e estar contra a natureza é violência. São assim tão bebés!? Essa mentalidade infantil é o que fode um povo com 800 anos de história. Há quem possa beber uma garrafa de vinho de 2000€, comer num restaurante chique, conduzir um carro de luxo, ter um palácio e passar férias no Hawai todos os meses e vocês não. Paciência!!! Ou também querem ser reis?
Se querem mudar o mundo, combatam a fome! Combatam a caça excessiva de bacalhau! Combatam os raptos e violações em África, o tráfico humano nos países de Leste. Vão para lá! Usem as mãos e o corpo para defender a vossa causa! Mas preparem-se para derramar sangue.

Eu não estou contra vocês. MUITO pelo contrário! Só quero é que percebam que para se fazerem ouvir, vão ter de ser violentos grande parte do tempo. Se não o tivéssemos sido no 25 de Abril, ainda hoje estaríamos debaixo de ditadura. Se bem que... "querer mudar o mundo", são coisas para Miss Mundo. Só temos de o tentar melhorar, o que implicaria mudar também todo o sistema farmacêutico. Impossível. Por meia-dúzia de dias a foder no Brasil, os médicos cá vendem os medicamentos que a industria quiser. Traga cancro ou sida.

"A Guerra não é solução". Vai uma aposta!?

Nós podemos fazer muita coisa, mas só aquilo que eles deixarem fazer.
Eu não estou a favor da violência, estou contra quem não compreende a sua origem.

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sábado, 24 de maio de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [11]



Senti o bater do coração nos meus dedos. Não era acelerado mas pujava de força, parando a cada olhar nos teus olhos. As veias sobressaiam da sua pele ornamento os braços com uma força que senti vibrar pelas pernas abaixo. Imaginei-as na minha cintura, levantando-me do chão sem esforço, rodopiando-me como a tua "mais-que-tudo".
-- Desculpe. -- pedi, afastando as minhas mãos. Os dedos deslizaram sobre a mesa e seguraste-me a mão com alguma força. Viras-te a palma para cima e passaste a tua mão sobre a minha, causando algumas cócegas que me arrepiaram a coluna.
-- Tem umas mãos muito suaves. -- disseste. Fechaste-a ligeiramente e pousas-te-a sobre a mesa onde senti o frio contorcer-me. -- Gosto de ter as minhas assim também. São uma parte importante do meu trabalho. -- respondeste com um sorriso, agitando os dedos como uma pequena brincadeira. Joana, suja de ketchup, olhou para as tuas grandes mãos, fortes e confiantes e sorrio também. Aproximaste as mãos da sua cara e ela encolheu-se, aceitando a brincadeira, soltando algumas gargalhadas inocentes e bonitas neste ar sujo e barulhento. Ela, feliz e agora eléctrica, atirou-te as mãozinhas assanhadas, sujas.
-- Joana! Tens as mãos todas sujas! -- gritei por dentro, falando-lhe calmamente, enquanto lhe limpava as mãos. Ficas-te a olhar para ela, um pouco triste por lhe estragar a diversão e não a deixar andar suja, mas uma mulher deve saber comportar-se. Ter maneiras à mesa e saber estar perante um cavalheiro. É meu desejo criá-la como a mãe, bonita, séria, confiante, decidida mas também provocadora. Coisas que virão com o tempo. Como nos costumam dizer: "Santa na rua e Puta na cama".

Eu não fodo com as minhas vítimas. Violo-as. Mas já agora, aproveito que te posso tocar, para te estudar melhor e conhecer os teus limites.
-- Tem um pescoço muito bonito. -- arrisquei. Depressa me confrontas-te de corpo e alma, criando uma barreira invisível à volta da tua filha. Limitaste-te a olhar-me desconfortável, movimentando os olhos de um lado para o outro com alguma preocupação estampada no rosto. -- E uns lábios muito sensuais. -- olhei-te sedutor. Toquei-te de novo a perna e senti o teu desconforto. Lancei a mão sobre a tua, tocando-lhe gentilmente. Senti todo o teu corpo tremer e um nó apertar-se na tua garganta. Procuras-te a Joana com um olhar aflito e retiraste a mão debaixo da minha. -- Peço imensa desculpa... -- pedi, fingindo reconhecer que te tinha deixo desconfortável. -- Eu não queria ser indelicado.
Baixinho, aproximaste-te de mim:
-- A minha filha está aqui, e não acho que sejam conversas que se tenham à sua frente. Aceito as suas desculpa, porque tem sido um cavalheiro.
Adorava ouvir a tua voz baixinha, como uma caricia de amor. Quem de longe te visse, acreditaria que estávamos a ter uma pequena discussão de casal. Essa probabilidade surgiu na minha cabeça, e excitou-me. Os gestos que fazias com as mãos, os dedos que me apontavas e a face que se transformava, excitavam-me. Estava desejoso por te deitar a mão e controlar essa ferocíssima galinha depenada.
-- Tem toda a razão. Mas a sua beleza e o seu corpo deixaram-me... -- sem conseguir acabar a frase, interrompeste-me.
-- Eu reconheço que hoje estou particularmente bem vestida e provocadora. Sou uma mulher que gosta de se vestir bem e de aparecer bem. Ou não fosse o meu trabalho relacionar-me com homens que apreciam boa carne com curvas. Mesmo assim, não acho apropriado comentar os meus lábios à frente da minha filha. Sei o que lhe vai na cabeça, e acredite... -- riste um pouco -- já me passou pela minha. -- fizeste uma breve pausa, sem tirar de mim o olhar -- Agradeço os seus elogios mas por favor, desse tipo, guarde-os para quando não tiver perto de nós.
Por baixo de toda essa imagem, via uma simples mulher "caseira", que de "puta na cama", só mesmo na cama dos outros homens, e de dama só nas posições monótonas que fazias. Não vejo o dia para te tirar à chapada esse nariz empinado e te enforcar a memória com o impensável.

Que carinha de anjo que a Joana tem...

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [12]


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"That’s because you think about the perhaps five per cent, who actually hurt children. The remaining 95 per cent never live out their fantasies. Think about their suffering.
Sexuality is the strongest force in human beings. To be born with a forbidden sexuality must be agonizing. The paedophile, who manages to get through life with the shame of his desire while never acting on it, deserves a bloody medal." -- Joe in Nymphomaniac Vol II

domingo, 18 de maio de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [10]



A tua voz mudou e o olhar tornou-se mais sedutor. A minha perna tocar, tornara-se num dos meus acidentes favoritos. Poder tocar-te finalmente, cravou com força em mim, o desejo de te possuir naquele momento, no meio de um bosque abandonado e iluminado apenas pela luz do Luar. E quando a Lua desse lugar às estrelas, sentir a vida sair-te do corpo ao mesmo tempo que atingia o clímax. A corda que trago no carro, há muito tempo que não sente a pele de uma mulher. Está sedenta de sangue e desejosa para criar a marca fúnebre no teu pescoço sedutora-mente escondido por detrás desses longos cabelos loiros.

Era incrível a sensação de ser observada com tanta atenção pelo teu olhar masculino. Conseguia sentir-me dominada pela tua simples postura e maneira como seguravas no copo da coca-cola. Voltas-te a tocar-me na perna e sei jeito, tentei disfarçar um sorriso colocando uma madeixa de cabelo por trás da orelha enquanto ajeitava a gola do vestido da Joana.

As tua mãos dançavam sobre a pequenita, que permanecia distraída de toda esta cena incrivelmente perturbadora e aliciante. Não costumo brincar com as coisas de fodo... muito menos sentar-me na mesma mesa que elas. Vais ser a minha morte.
Olhaste-me de novo, com um sorriso controlado e a face rosada. Anseio o momento em que te tire as expressões dessa cara de anjo. Comeste e bebeste mais um pouco, apenas para disfarçar uma fome que já não existia à mais de dez minutos e preparaste-te para dizer algo; Mas antes que dissesses alguma coisa, fui distraído pelo som de sapatos altos de uma segunda mulher que parecia dirigir-se a mim, confiante e com um ligeiro decote. O teu olhar trespassou as pessoas, descamuflando daquele ambiente caótico e barulhento uma mulher decidida. Isto vai ser interessante...

O som do seu caminhar aproximava-se num compasso metódico, como o tic-tac de um relógio antigo da casa dos meus avós que sempre odiei desde pequena. Aquele som oco entrava-me pelos ouvidos debaixo da almofada, enquanto tentava dormir ou descansar. A raiva cresceu no meu peito.
Estando eu no meu período fértil, o meu cérebro disparou uma reacção violenta por todo o meu corpo, espalhando pelo ar hormonas de aviso a outras Fêmeas. Este macho alpha, incrivelmente perfeito para gerar rebentos bonitos e saudáveis, seria só meu. Agarrei-lhe imediatamente na mão que poisava na mesa fria e recebi o seu olhar surpreso. Este macho, rapidamente controlado depois de me apertar confortavelmente a mão e sorrir, caíra na minha teia de sedução. A competição reparou no toque íntimo que dava ao meu suposto marido e continuou a caminhada de ombros caídos.
-- Você tem umas mãos muito bonitas! Adoro ver homens com as unhas limpas. -- disse, fitando os olhos da víbora que passava por trás deste homem encantador.

Hoje vai ser a minha noite de sorte!

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [11]

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [9]


Deixei a pergunta divagar um pouco no ar, enquanto me deixava seduzir pelos teus olhos sobre o meu corpo, carente de mãos grandes e masculinas. Relançaste-os de novo sobre o meu peito, os meus lábios e a falta do anel no meu dedo. Sentia um certo desejo na tua respiração, que tentavas esconder debaixo desse fato que te apresentava dono e rico da tua mente e vida. Exteriorizavas uma confiança que com o tempo aprendi a esquecer, doente e demorada. Adorava sentir de novo a força de um homem controlar a minha voz, a minha boca, os meus cabelos e as minhas saídas.
-- Não. Felizmente não tenho necessidade em fazer exercício. Até porque estas pernas nunca foram feitas para correr longas distâncias. Devo ser daquelas que nasce para ser caçada no momento certo.
-- Está mesmo muito bem, para quem não pratica exercício físico. -- respondeste um pouco surpreso, aproveitando para analisares de novo a curva dos meus seios no vestido, a linha do meu pescoço e a tez da minha pele a descoberto nos braços.
-- Dedico grande parte do meu tempo à minha filha. O que por si só, já é um grande exercício, acredite. -- passei a mão sobre a cabeça deste pequeno grande milagre. Bonita e profundamente simpática. -- Sai à mãe. -- sorriste comigo. Os dentes brancos perfeitos ofereceram-me um pequeno e rápido doce, que não quis largar, mesmo depois de a sensação ter desaparecido. Senti-me atraída e compreendida. A porta de vidro que dava acesso à varanda ampla da parte de fora do shopping, permaneceu aberta durante alguns segundos, deixando passar um ligeira corrente de ar que subiu pelas minhas pernas, tocou nos meus cabelos e me invadiu o nariz com um perfume caracteristicamente masculino. Senti-me protegida e objecto de desejo ao cheirar o teu odor corporal.
Devoraste calmamente outra bata, olhando posteriormente em redor. A tua postura incomodava-me a anca e a maneira como agarravas agora o copo do sumo inspirava a minha mente. Adorava sentir esse ligeiro apertar da tua mão sobre o meu pescoço, apertando-o gentilmente a cada beijo no meu peito, até se tornar num garrote tão forte que o ar me fosse difícil de respirar e o orgasmo surgisse com o medo de perder a vida. Ajeitas-te a gola da camisa e defrontas-te o meu olhar quase conquistado. Eras um estranho, com charme mais do que suficiente para fantasiar ser violada por ti.
-- Deixe-me que lhe diga. -- comecei, tentando construir uma frase incapaz de ser compreendida pela Joana que ainda brincava activamente com o seu peluche. -- Adoro o seu perfume. E tem um... certo charme que é difícil ver nos homens hoje em dia. -- lisonjeei-te. Percebi o ego crescer dentro de ti através do sorriso que me dava confiança. Limpaste a boca.
-- Bem... é a primeira que repara. -- respondeste com uma certa timidez na voz, apesar de sentir uma certa criatura narcisista crescer dentro de ti. Os olhos ganharam uma cor mais clara, misturando-se num verde dourado. -- Mas a senhora não fica nada a traz! Também não pude deixar de sentir o seu perfume. Amor Amor, certo? -- as duas palavras ecoaram erótica-mente através do canal auditivo, arrepiando-me a espinha e humedecendo-me a cona entre as pernas.
-- Como? -- perguntei de novo, fingindo não ter percebido, só para sentir a tua voz bater-me no peito, subir-me pelo pescoço e sussurrar-me ao ouvido. Crescia em mim uma volúpia incontrolável de me tirares dos lábios o leve batom que permanecia depois de cada trincadela no hambúrguer.
-- Sim! -- respondi de olhos bem abertos, fingindo-me admirada pela descoberta óbvia de um homem inteligente como tu. Esqueci-me da presença de Joana e fantasiei ser perseguida até ao carro, onde me tapavas a boca e violavas cada curva provocadora do meu ser feminino. Outro arrepio percorreu-me a espinha, descendo até ao topo do meu rabo. Eu não posso estar bem. Este sumo deve ter qualquer coisa que me está a deixar com os calores.
-- É um perfume muito sedutor. Dá... um certo brilho e toque feminino à mulher. Muito hipnótico e provocador. Torna uma mulher simples em... -- tossiste, olhando para Joana.
-- Já uso a algum tempo. Há vezes parece que o transpiro. Fui bem fumada. -- comentei num riso escondido pela minha mão, contagiando-te. Joana, criança, imitando-nos através dos seus neurónios-espelho, sorriu, demonstrando a sua felicidade numa súbita subida de energia que exteriorizou em pulos altos no seu peluche. Os teus olhos brilharam e a perna roçou na minha. Senti o forte músculo sobre a minha meia de lã fina, largando uma incrível descarga de energia por todas as minhas partes íntimas. Sorri-te sedutora-mente, mordiscando o lábio.

Adoro sentir-te roçar em mim...

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [10]

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [8]



Sem intenção de te perder, fui entrando nas restantes lojas, sempre atento ao vestido vermelho da Joana, que naquela multidão, chamaria facilmente à atenção. Escolheste a cor e o vestido para uma ocasião especial, julgo, mas também para te ajudar a encontrá-la caso se perca nesta selva ou seja raptada. És inteligente, gosto disso. Parece que vai ser mais difícil iniciar a conversa do que pensava.
Saí da loja do Gato Preto e vi-te terminar as compras na Bertrand. Olhei para o relógio. Eram horas de dar o jantar à pequenota e decidi ir para o piso dos restaurantes. Calmamente, fui olhando para trás, até chegar às escadas rolantes, onde, sem tocar no corrimão sujo de esperma e mijo de homens e mulheres nojentos que nunca lavam as mãos depois de urinar, subi e deixei-me levar. Segundos depois, entravas também nas escadas, onde tu e a tua filha se tornaram alvo de cobiça de muitos homens casados sedentos de sexo e mulheres que imaginavam nova a sua filha agora rebelde, sem qualquer tipo de personalidade ou educação. Estes jovens de hoje em dia... não sabem estar nem falar.
Já no piso dos restaurantes, tentei ganhar algum tempo para perceber onde irias jantar. Olhei para o relógio. Saías agora das escadas, de mão dada com Joana e sem pensares muito, caminhas-te sexy e naturalmente até ao MacDonalds. Sorrio para ti, contente pelo brinquedo que iria receber. Aguardas-te na fila, com uma mão sempre sobre as cotas da bailarina de vermelho. Ao teu lado, surgia eu com um sorriso subliminar para te ir abrindo devagar as asas.
-- Oferecem o DVD se comprar um menu e o happymeal? -- perguntas-te de carteira na mão.
-- Infelizmente não. Era para a sua filha? -- perguntou a rapariga.
-- Sim. -- respondeste com um grande sorriso. -- Mas não faz mal, ela já leva o brinquedo.
-- Não quero intrometer-me. -- disse-lhe -- Eu pago tudo e assim leva o DVD.
-- Muito obrigado, mas não é necessário. -- agradeces-te sem saber bem o que dizer.
-- Faço questão. É o mínimo de um cavalheiro pode fazer perante duas mulheres tão bonitas como a senhora e a sua filha. -- respondi-lhe prontamente com um sorriso e de cartão de crédito na mão. O relógio caro brilhava-lhe nos olhos enquanto o fato tomava as rédeas da sua confiança.
Ficas-te a olhar para mim, um pouco pensativa mas aceitas por fim.
-- Vou aceitar a sua proposta, mas diga-me quanto é que eu pago-lhe antes de nos irmos embora. -- disseste arrumando o cartão de crédito. Sorri e digitei o PIN.
-- Não precisa. Eu levo-lhe os tabuleiros enquanto arranja uma mesa, pode ser?
-- Já é pedir demais. Não posso aceitar isso. Sente-se connosco, insisto! -- contrapropuseste, explicando ao teu consciente de que se eu estava vestido daquela maneira tão característica de homem com posses, é porque significa que era de bem. Pertencíamos ao mesmo grupo e isso fez-te ficar mais descansada. 

Sentavas-te de perna cruzada perante mim,  depois de fazeres questão de me sentar convosco. Levaste uma batata à boca e pedis-te à Joana, sem dizer qualquer palavra, para que limpasse a boca. Olhas-te-me nos olhos, -- um calafrio percorreu-me a espinha, ao ser fintado por esses olhos castanhos tão vivos -- descendo pela gola da camisa até ao meu tabuleiro.  Percebi que procuravas algo para continuar conversa. Levas-te a boca à palhinha, que gentilmente seguras-te com os lábios que me pareciam tão carnudos e sugaste o sumo. Na minha mente desenrolava-se uma cena pornográfica húmida e intensa, de os teus lábios a rodearem o meu... Olhaste-me nos olhos com um sorriso, meio envergonhado, ainda de palhinha na boca. Deves ser mesmo boa na cama!
-- Tenho de lhe fazer esta pergunta. O que faz uma mulher tão bonita a comer MacDonalds? Como consegue manter esse corpo com uma aparência tão jovem e saudável? Já sei... Ginásio!?

domingo, 20 de abril de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [7]



As raparigas passaram e atrás um casal. Ele olhou para ti, rapidamente, como quem observava um incêndio à distância e com um puxão forte, a mulher agarrou-o pela orelha, séria e rabugenta, como só as mulheres pobres de espírito sabem fazer. Senti o teu desconforto perante aquela situação. A cabeça baixa e uma expressão triste muito imperceptível ao olho destreinado. Julgo teres sentido pena pela relação. Não pelo homem mas pela mentalidade amacacada desta sociedade porca, nojenta e horrivelmente ignorante. Olhaste a tua pequena com um sorriso e ela sorrio. A tua atenção voltou-se de novo para as meias altas. Pegaste numas cinzentas muito bonitas com um toque de sensualidade e suavidade. -- Tens bom gosto! -- Comentei para mim mesmo, que te olhava da loja da frente, de decorações de interior, vezes sem conta como um apaixonado.
Não viste o preço e pegas-te nas meias pretas do teu número. De forma natural pedis-te de mão e braço esticado a mão da tua filha, levando-a contigo até à rapariga nova que te atendeu com um sorriso grande e energético, muito diferente daquele que ela me costuma dar a mim. Julgo que não é lésbica, e a maneira como olha para os rapazes da idade dela na loja, demonstra que não tem inveja daquilo que entra por aí. Será por seres daquele tipo de gente com que toda agente sonha ser um dia? Presumo. Significa que falta algo na minha imagem. Tenho de tratar disso...

Compras feitas, sais-te de mão dada, saltando os olhos de montra em montra, até chegares à Bertrand, onde deixas-te à solta a piolha que numa correria desenfreada se atirou aos livros infantis. Segui-te, entrei e desfolhei alguns livros.
-- Joana! -- chamas-te num tom de aviso, tendo como resultado um ligeiro olhar rebelde. Joana? Nome de mulheres guerreiras. Pergunto-me se foi escolha tua ou do teu marido.
Debruçavas-te entre as estantes de Esoterismo e Psicologia, parecendo interessada em livros sobre crianças e auto-conhecimento. Tens bom gosto em roupa, lingerie, nomes, livros, que mais? A tua voz era incrivelmente aconchegante mas feminina o suficiente para te imaginar debruçada, de quatro, à minha frente. Aproximei-me do teu corpo e senti o teu cheiro. O perfume "Amor Amor" inundava-me as narinas de hormonas que me faziam o corpo vibrar. És sem dúvida uma num milhão! E esse cabelo loiro, que se mexe a cada olhar vigilante sobre a tua mais-que-tudo, lembrava-me uma dança de amor, que me fazia apaixonar cada vez mais pelo teu corpo pálido de sangue azul. Não era o momento certo para te abordar. Precisava de uma estratégia para te impressionar o suficiente a me deixares entrar no teu espaço de conforto e no de protecção no qual deixavas a tua filha, Joana.
Ela gosta de livros de desenhos, talvez tenha alguma personagem preferida ou algum filme de desenhos animados, e tu gostas de temas que abordem o interior de ti própria. Li recentemente alguns livros interessantes, talvez te interesse o suficiente para continuares a conversa. Coisa que poderá ser difícil, porque mulheres como tu não gostam de perder muito tempo com homens sem nada de interessante para dizer. Tenho de arranjar algo sofisticado mas simples. Fácil de compreender e de desenvolver. Mas antes que pudesse construir alguma coisa na minha cabeça, era altura de sair dali caso fosses sair. Não te queria perder por nada no meio desta multidão desorganizada e barulhenta; E sair contigo iria dar a entender que te andava a seguir.
Num ligeiro impulso, a minha mão tentou segurar-te na anca. Conti-me devorando-me por dentro, segurando com força a besta que te cobiçava a curvatura do teu rabo e as tuas mamas. No meu cérebro libertou-se um sentimento físico de falsa posse. Naquele momento desejei que fosses minha mulher, para te puder agarrar, apalpar e beijar. Ao sair, olhei-te para os tornozelos, esses saltos altos ficam-te mesmo muito bem!

domingo, 13 de abril de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [6]


Flashback

Vesti a camisa branca, uma camisola vermelha e um casaco preto por cima. Ainda o sino da Igreja não tinha tocado para as 20h, já estava a caminho do shopping. Numa ultrapassagem, vi-te, sorridente, conversando com a tua filhota que brincava com um peluche. -- Uma noite de raparigas hã? -- O teu carro vermelho rapidamente passou pelo meu, e sais-te do carro no momento em que entrei no parque de estacionamento. És uma mulher que gosta de chegar a horas, agrada-me! Isso vai facilitar muito as coisas.
A pequena Joana segurava-te a mão enquanto ainda brincava com o boneco, sem se aperceber na confiança do teu caminhar nesses sapatos incrivelmente bonitos de salto alto, pretos. O vestido realçava as curvas do teu corpo, tornava a tua anca deliciosa e fazia sobressair o teu rabo em cada passo. Já a Joana, de cabelos loiros encaracolados docemente na ponta, ficava bem em qualquer coisa, principalmente com o mesmo par de meias pretas que vestias, por baixo de um vestido vermelho. Vinham para algo especial? Esta noite era especial ou estavas-te a sentir especial? Nunca vi ninguém tão bem vestido a entrar num centro comercial com gentalha de pobres, mas se continuares a cá vir, passo cá os meus dias! Uma mulher com uma class e glamour como a tua não vejo todos os dias e são cada vez mais difíceis de encontrar...
Depois de entrar, tentei procurar-te por entre aquele mar de gente analfabeta, e dei contigo a namorar alguma roupa interior  na loja da Intimissimi. Rapidamente a pequenota se sentou e dirigiste-te, sem nunca perder a pimpolha do teu campo de visão, para a secção das meias, onde, de tempos a tempos, lançavas o teu olhar meigo sobre a brincadeira que crescia calmamente no canto de um banco branco, raso e almofadado.
Sentias os homens olharem para ti do lado de fora das montras, comiam-te, fodiam-te de alto a baixo. As suas esposas odiavam-te pelo facto de seres simplesmente mais bonita e te saberes vestir bem, de seres magra e alta, de pele reluzente e caminhar provocador. Outras, mais novas, passariam pela entrada da loja e da montra sem deixar, por um único segundo, que os seus olhos se desviassem daquela menina pequenininha, bonita e fofinha. A mente das raparigas viajava em sonhos de príncipes e sem querer, fortaleciam o sonho de um dia vir a ter filhos tão bonitos e saudáveis como a tua pequerrucha. De conhecerem o "homem-perfeito", de casarem e serem para sempre amadas, tratadas e acarinhadas até ao fim dos tempos, com direito a rosas e um jantar romântico para cada ocasião especial.

Sabes porque é que existe a luxuria? Porque é que vendem esse "status" e ele se torna, às vezes, tão fácil de atingir e fazer parte desse mundo? Porque o povinho exige ser também rei. Ter a possibilidade de ser grande e não apenas mais um que cava a terra. Quer fazer parte de uma genealogia distinguida quando a sua árvore familiar nunca saiu do mesmo galho. Até o nome tem de soar à rico! Incrível. O que os pobres fazem para tentarem ser reis.


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Tudo o que vês e lês, existe e foi escrito com um propósito. Porque a máscara, na verdade, não caiu.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [5]


O grito percorreu-me o ouvido, sentindo logo de seguida uma luta debaixo do meu peito. Esforçava-se para se soltar, agredir-me e desfazer-me, mas nós feitos por homens nunca se desfazem. Farto de a ver agitar-se na cama, agarrei-lhe a cara com força, apertei-lhe as bochechas e olhei-a com raiva que já não metiam medo a uma mãe desesperada. Atirei-lhe com uma forte chapada à cara e deitou uma lágrima; Fitou-me os olhos serrando os punhos.
-- Se não parares, só encontrarás fatias da tua filha espalhadas pela casa, sangue pelas paredes, cabelo sobre as escadas e a pele pendurada! -- com um pedaço de cobertor rasgado, enfio-o na boca dela.
Levantei-me da cama e espetei novamente a faca no móvel. A galinha, de bico cozido, permanecia vigilante, espiando incessantemente e sem nunca piscar, os meus movimentos. Agarrei a maçaneta do armário e ouviu-se um conjunto de sons abafados. Devagar rodei e abri a porta, encontrando escondida a um canto, entre camisas e sapatos, um pintainho muito choroso, assustado, triste e apavorado. A adrenalina subiu-me pela espinha e ajoelhei-me sobre uma perna à frente daquele animal ferido. Outro conjunto de sons abafados percorreram o quarto, desaparecendo entre os relâmpagos e o vento.
-- A mamã não volta a gritar, prometo! Ela não te queria assustar. -- assegurei-lhe num tom de voz meigo.
-- Não me faça mal. -- pediu docemente limpando as lágrimas do rosto com a sua mãozita.
-- Não querida, claro que não!
-- Não faça mal à minha mamã!
-- Não faço, prometo. -- sorri.

domingo, 9 de março de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [4]

[8 by Zim2687]



Ouviu-se um choro no armário e a mãe da criatura olhou-se no espelho, furiosa, por uns segundos e fitou-me o olhar segurando com força os meus punhos numa tentativa de se soltar. Deu luta, mas segurei-lhe os braços num aperto que lhe torcia os ossos, acabando ela própria por cair de joelhos. Estava presa e ninguém a podia ajudar. A criança voltou a chamar pela mãe, agitando cabides e esmurrando a porta como só as raparigas sabem fazer. Mulheres... amá-las e fode-las!
Deitei-a sobre a cama, de mãos e pernas atadas pelo lençol branco. Assim a coloquei, esticada para a tortura e violência daquilo que ela criava na sua mente.
-- Serás a minha primeira experiência! Porque deitar-me ao lado de uma mulher e sentir o seu corpo na ponta dos meus dedos pedir-me que a toque de uma maneira que ela própria entre em epifania com os seus 5 sentidos, torturar-te não deverá ser algo muito diferente. Não te vou cortar nem violar. Não o vou precisar de fazer porque sozinha tomarás conta do recado. -- sorri -- E que tal um incentivo?
Dirige-me à faca espetada. Arranquei-a. Deitando-me sobre ela, com um joelho em cada lado da sua anca, devagar, segurei no colarinho da camisola vermelha e deixei a faca deslizar por ela, cortando todos os fios que a uniam. Uma camisa branca iluminou o quarto e arranquei-lha do corpo com um rebentar violento dos botões. Gritou. Senti-me vivo.
O soutien de lingerie tornavam apetitoso o peito farto daquela mulher e pasmei por uns segundos a olhá-los, passando a faca sobre o bordado preto. Cortei-o ao meio. Com uma mão no pescoço dela, aproximei a minha cara de sorriso pequeno, da sua. O vermelho da bochechas cobria-se de lágrimas sobre uma expressão aterrorizada do acto que eu poderia vir fazer a seguir. Ela olhou para mim, amedrontada, quase sem respirar, e muito atenta ouviu as palavras afiadas cortarem-lhe o ouvido, o coração e a vida.
-- NÃO!! POR FAVOR, NÂO FASSA ISSO!!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [3]




-- Leve o que quiser mas não faça mal à minha filha! -- chorou ranhosa a mãe ofegante. A tensão arranhava-se pelas paredes com o desespero a sair-lhe pela boca. As mãos trémulas daquela mulher escondiam a filha por trás de si; Os cabelos, a criança, mas não desligavam o som do seu choro. Um choro infantil, amedrontado. Harmonioso, caloroso, feminino, tresandava a medo, aflição, pedia carinho e atenção. Crianças... adoro-as!

A escuridão escondia-me a cara e a lâmina brilhava ténue com a luz de um relâmpago. Sentia-lhe o som, a vibração, o peso. Apertei com força o cabo e as luvas denunciaram-se, num tom que se assemelhava ao esticar de uma corda. Olhei para o lado esquerdo e numa fracção de milisegundos calculei a distancia da minha mão direito ao móvel, a altura, o angulo, e cravei com força a faca naquela madeira reluzente, velha e escura. Parte de uma colecção antiga que os teus pais, abastados, compraram num leilão de um palacete à venda. Bonito móvel não haja dúvida, mas faz-te velha! O som ecoou pelos ouvidos das duas ovelhinhas, que as acordou num sobressalto.
Caminhei sobre os cacos da porta e as duas meninas enroscaram-se uma na outra de tal forma, que por momentos julguei que a mais pequena se tinha enfiado debaixo da cama. Incapazes de se mexerem, com a falta de coragem que é tão característico desta espécie animal, a fêmea, deixaram-se estar, a chorar e a agarrarem-se mutuamente. A pequena olhou para mim com um olhar tão profundo de horror e medo que qualquer pessoa dita normal seria incapaz de lhe bater ou ralhar. Mas eu não... Aquela expressão de terror entrava pelo meu cérebro a toda à velocidade, seduzindo-me, provocando-me. Senti uma forte chapada no rosto. A mãe galinha erguia-se e empurrava-me para longe da sua "mais que tudo", e desmanchei um murro no seu estômago. Caiu na cama, testemunhando um rapto breve da sua filha. Agarrada pelos braços, com as pernas a pontapear tudo o que conseguia, tranquei-a no armário, onde cobardemente, e fora do tempo, gritou em plenos pulmões e esmurrou com corpo de rapaz, a porta do guarda-fatos e um pedido de ajuda que avançava à velocidade de um caracol.

O pedaço de mulher estendia-se na cama, quase inconsciente e sem forças, vestida, mas não por muito tempo. Aquelas cuecas de renda, que fazia combinar com o sutiã eram a roupa que lhe ficavam melhor naquele momento. Transpirava de sensualidade. Os cabelos ondulados e o olhar de carneiro-mal-morto tornaram-se um convite. Levantei-a.
As mãos à volta do pescoço engasgavam-na. Fiz-la olhar no espelho, aterrorizada, para deslumbrar e intoxicá-la com a sua própria expressão que tanto contrastava com o meu pequeno sorriso de olhos brilhantes.
-- Olha. Até borrada de medo és linda! -- fechou os olhos, chorou, soluçou, amedrontou-se. As mãos desapertaram o ragote, segurei-lhe nos cabelos compridos, junto à testa, enquanto a outra sentia a sua própria saliva deslizar-lhe através daquela traqueia tão bonita. Um pescoço feito de ceda, de luxo, enfeitado com um laço vermelho.
O olhar dela criava uma pressão no ar, que crescia e se ia sentido pesar naquele quarto iluminado pela tempestade lá fora. As lágrimas que lhe caiam pela cara já vermelha intensificavam o ambiente cada vez mais angustiante. Estampava-se nas bochechas rosadas, a aflição da morte, que lhe descia pelas goelas como uma grande nó em seco difícil de engolir, de respirar.


domingo, 19 de janeiro de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [2]


Subi as escadas sem pressa, enquanto os teus gritos chamavam pela Joana que de tanto medo paralisara atrás da porta do seu quarto. Ao longe, vi-te pegar na sua mão e fugir para o teu quarto onde usarias o telefone. Sorri.
Fechas-te a porta com força, exteriorizando o medo, e trancaste-te no único espaço que achavas ser seguro. Ri. O telefone não iria funcionar e tão pouco usarias o telemóvel. Deixaste-o no casaco, como sempre o fazes. Nunca te descuidaste. És monótona e eu adoro isso. És fácil! Previsível! E inteligente o suficiente para perceberes que sou eu quem faz as grandes decisões.
Podia ouvir-te os "shh" cada vez mais baixinhos, num pedido suplicado para que Joana pará-se de soluçar. A minha impressão digital da caminhada tornava-se ténue à medida que me aproximava da porta por cima daquele tapete de arraiolos que tinhas trazido de casa da tua mãe.
Parei. Inspirei e ouvi. A chuva caia, e o som dos relâmpagos caíram sobre a tua porta, desfazendo-se num estrondo que parou o teu coração por breves momentos. Viste a minha bota no ar e recolheste ainda mais a tua filha sobre o teu peito. Aquela cómoda nunca tinha sido um local tão bom para te esconderes como até este dia. Ouvi de novo a tua bela voz expressa através de um grito.
-- Não nos faça mal! Por favor! Leve o que quiser!
Nem sabes a vontade que me deu para rir dessas palavras fáceis de repetir e repetir sem sentires o que realmente querem dizer. O teu corpo pode tentar provar o contrário, mas só te estás a enganar a ti própria. Deixa que me aproxime de ti, da tua filha, da sua boca e das suas cuecas e a tua alma sentir-se à tão violada que serás incapaz de falar. Cada palavra ficará proibida de sair da tua boca e obrigada a usar o teu corpo feminino como escudo ou apenas uma presença chata, incomodativa e esperneada de músculos sem força e amor que nunca mais acaba.
Devagar tirei a máscara, deixando-a cair num soalho caríssimo, coberto de pó e farpas da porta rebentada pela maçaneta. Não precisei de olhar em volta para reconhecer a tua riqueza e luxuria. Passei semanas a olhar para este quarto, a ver-te despir e algo mais...
-- Adoro a decoração! Mas acho que devias pendurar uns puzzles nas paredes, trazer uns amigos, dar um jantar.
As duas porquinhas mantiveram-se em silêncio.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Quando abrires os olhos...


Quando acabares a universidade e sentires a vida a bater-te nas costas, nos ombros e na cabeça com uma força que te desmoraliza em cada chapada e em cada murro nos centímetros que te compõem o corpo e te constroem como gente, irás perceber que a boa vida que os teus pais te deram enquanto estudas-te, o dinheiro que esbanjaste quando te o davam para a mão que te beijavam, e apenas a matéria que decoravas só para ter mais um curso, o teu emprego de sonho, a profissão de uma vida, irás perceber que nada irá ter valor no mundo "real", que desleixaste e te despreocupaste em conhecer.

Pais que te pagaram tudo, que beijavam os pés e te deixavam dormir a tarde toda aos fins de semana, só porque estavas cansada de teres estudado tanto. Quando perceberes que ao te terem deixado em paz, quando era preciso arranjar um torneira ou uma telha partida, e te trocavam a tua mão de obra pela de um homem pago à hora, será tarde de mais para começares a fazer alguma coisa. Dar valor ao que não interessa, com valores que não te ajudam a crescer e a amadurecer.
Quando tiveres as obrigações a pesarem-te na carteira como bolas de chumbo que nunca soubeste carregar e gerir o seu peso, porque sempre tiveste dinheiro e nunca foi preciso fazeres um caralho!?, perceberás que a vida que os teus papás te deram, porque pura e simplesmente te queriam ver na universidade, babarem-se para cima dos outros, mostrarem-se orgulhosos do que que alcançaram através de ti, perceberás que na verdade nunca viveste, nem nunca construíste nada por ti. Não foste tu... foram os teus pais que falharam, que te deram de mais, que te protegeram de mais, que te educaram de menos e te tiraram dos ombros o peso que a sociedade cria em torno deles. A única coisa que te afectou e que te deixavam que te afectasse, era as tendências da moda, a imagem que de rica que têm de ti, a boa vida que emanas sem qualquer necessidade.

Quando abrires os olhos, irás perceber de que o caminho que seguiste, foi o errado, o mais fácil, o mais simples e o mais bonito. Quando chegares ao fim da estrada que sempre esbanjaste exageradamente "só por que podes" e porque "tens dinheiro", dar-te-ás conta que tu não estás no passeio amarelo, mas num poço enterrada até à cabeça, com uma simples corda velha como meio de salvação.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Às vezes...


Às vezes temos de fazer coisas más, para evitar fazer coisas piores.

Às vezes precisamos de errar, para aprender a ser melhor. Mas é preciso saber aprender. Conheço muita gente que erra, e que não aprende, que não desenvolve, que não se preocupa, que não cresce, que não interioriza e re-escreve parte de si com a experiência que teve.
Mas só às vezes, porque nos outros "às vezes", conseguimos fazer coisas boas sem ser preciso fazer uma coisa má. Saltamos ou subimos mais um degrau ao invés de cairmos. Teremos de certa forma, para cada paço, uma almofada que amortiza a queda.

A vontade que tenho em te agarrar com força pelo braço e arrancar-te da cara o sorriso estúpido que regorjitas vezes e vezes sem conta, fazendo de conta que és feliz mas não és. Uma falsa segurança que impregnas na mente dos outros, mas não na minha. Não, porque eu te conheço melhor do que julgas. Já o 8 passar a 80, e uma ideia nula passar a fanatismo aberrório de uma mente elitista, imperialista, fraca de educação e de húmildade. Atravessar-te pela barriga que escondes, e arrancar-te dos músculos a pele que cuidas demasiado. Ver-te cair em lágrimas e observar prazerosamente o medo esticar-se pelo teu pescoço. Que o nó do glamour e do riquismo te enforque e sufoque, te parta o pescoço e te arranque a cabeça dos ombros. Forçar-te em dor o que sempre achaste nogento e preencher-te a vida ensípida, num quadrado merdoso de quatro paredes negras para o resto da tua vida. Acorrentar-te em cativeiro para que te possa torturar e usar a meu belo prazer.

Sou assasino, racista, preconceituoso, xenófobo e apoiante das ideias Nazi. Simplesmente ainda não te deste conta, que és pior do que eu. És, e basta o teu fanatismo desmedido. Apodrece como bem entenderes.

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Os nossos valores morais