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domingo, 15 de abril de 2018

A construção de um império pessoal...


[Photo: Chadwick Tyler | Model: Jana Knauerova]

Viver não é sinónimo de fumar, de beber, de ir para a esplanada do café, do bar ou dançar numa discoteca. Não é viajar, nem ir à praia.
Não é sinónimo de gargalhadas com os amigos, numas muitas "loucuras" de brincadeiras parvas e infantis, que surgem pelo simples facto de ou já estarem bêbados ou em grupo.

A falsa satisfação social que o tabaco e o álcool proporcionam, envenenam o cérebro jovem que ainda não amadureceu, que ainda não cresceu. Depende do contacto social, das amizades, das conversas efémeras e do vício luxuoso de gastar +5€ cada vez que sai.
Porque quando as árvores tombadas começarem a surgir no teu caminho, e situações difíceis que não podes controlar ou melhorar te inundarem a preocupação; As conversas cheias de gargalhada, onde te sentiste aceite, integrado, ouvido e valorizado, não terão o impacto suficiente para te ajudar a decidir.

És tu quem dá o paço em frente.
És tu quem toma a última decisão.
Mas garanto-te que tomá-la quando o álcool já entrou no organismo, as gargalhadas substituiram as conversas sérias e o conforto que os amigos te deram nesse momento ínfimo da tua vida, não terá o impacto que desejas. Pura e simplesmente, porque não foste capaz de ver que a árvore tombada tinha um arbusto de silvas do outro lado. Se estás à espera que eles estejam ao teu lado na tua primeira entrevista de emprego, na ida às finanças, na fila dos CTT, ou naquele primeiro exame de código, estás cego.

Os amigos ajudam a apaziguar o stress, o nervosismo e a dar uma falsa satisfação ao ego. Esses teus "momentos de viver", de "aproveitar a vida", são outra droga, outro vício que já não controlas, que julgas ser o bem mais necessário; Os momentos que te tornam quem és...
És incapaz de ir para o café sozinha, porque na realidade, és incapaz de estar sozinha no mundo, por tua própria conta. Tens medo da solidão. Tens receio do que os outros possam pensar em ver alguém sozinho no café. Vives de um medo que não controlas.
O momento em que entras para o mercado de trabalho, recebes dois sacos: um de responsabilidades e outro de deveres.
A tua liberdade, a tua voz, a tua opinião, deixam de contar, porque as pessoas são mais velhas do que tu, têm mais poder do que tu, e se te poderem foder, fodem.
Voltas então ao mesmo vício, à necessidade de estar com os amigos, de puxares um cigarro e beber uma cerveja, na esplanada do café, com o desejo de soltar o stress, o nervosismo e a tristeza acumulada durante a semana de trabalho.
Entras num poço, numa espiral que não te leva a lado nenhum mas que acreditas estar a fazer alguma coisa com a tua vida porque estás feliz nesse momento, e a vida nem está má; recebes o teu ordenado, tens carta e até carro próprio ou dos teus pais, e sais para passear e até lês uns livros... mas não podias estar mais longe da realidade em que se tornou e se transforma a tua vida.
Paras no tempo. Estagnas. Tornas-te mais um(a), português amargurado, que critica o estado do mundo, do país, ou da mentalidade dos outros, por o país não ser como os teus amigos. Não ser fácil como o teu cigarro e a tua cerveja.
A única solução que encontras para combater esse tédio, essa falta de vida própria, é sair com os amigos, lançares objectivos para o "próximo ano" e "acreditar" que as coisas vão melhorar.
Mas continuas a estar longe da realidade. Continuas a ser incapaz de ver e de compreender por ti, sozinho(a), que viver a vida não se faz através de cafés, cigarros e cervejas, tão pouco de viagens, mas das decisões. Do caminho difícil que precorres para realizar um sonho.

É fácil sonhar, mas é na luta dele, do esforço ao longo dos anos, dos sacrifícios, que te realizas e vives.
Os livros de auto ajuda são uma excelente oportunidade para aprender a ser alguém melhor do que já és, mas apenas ler não chega. É preciso ver os outros, experimentar, errar e tentar.
Se não partir de ti a mudança... Se não vier de ti a vontade consciente de deixar para trás os maus hábitos, os vícios, e começares a fazer da tua solidão, do teu Eu, da tua alma, um amigo, uma prateleira com livros de tuas anotações, da cultura e razões fundamentadas de seres o que és, não cresces, não te tornas melhor...

Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, o impacto da realidade das coisas que te rodeiam começam a apertar no pescoço, a fazerem-se sentir em peso nas costas mal habituadas, começa-se a fazer sentir, quando precisas de tomar uma atitude, uma decisão importante e falhas ou te é difícil, porque o hábito assim o proporciona.
Entras em stress, em pânico, em parafuso, por coisas tão simples... Não te é habitual "pensares demais" nas coisas. Preocupares-te com elas. Com a responsabilidade ou exigência do trabalho que tens a fazer, dos documentos para assinar ou assuntos para tratar, nos mais diversos locais que desconheces, onde não se riem para ti, não te aceitam no grupo ou bebem uma cerveja contigo enquanto puxam do segundo cigarro, porque não estão entre amigos que se apoiam...
Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, as coisas que te rodeiam, tal como as pessoas, as aventuras, as coisas exitantes, loucas e diferentes, perdem força, beleza, curiosidade aos teus olhos. Tudo se torna "igual", parado, monótono, indiferente...

Viver, caro humano, não é a "curtição" num café, numa esplanada, em pleno desboche social, para quebrar tabus, ideias políticas ou ideologias sociais, mas sim na produção e desenvolvimento de quem tu és, e usares o que tens para dar, para melhorar o mundo. Não precisas de ir tão longe, basta fazer a diferença com aquilo que mais gostas de fazer.

Viver, tem como base dois pontos:
  • A construção de um império pessoal.
  • A construção de um império social.

A construção do teu império pessoal, é aquilo de que te constróis. É aquilo que és quando estás sozinho. É a maturidade e a personalidade que desenvolves ao longo da tua vida.
São as experiências que tiveste. São os erros, os fracassos, os sucessos. São os filmes, as séries, os livros, as revistas, os documentários.
Esse teu império pessoal, é o que te define. São os argumentos que possuis para provar porque gostas da cor, ou da música, ou do filme que te dizem tanto.
Se não és capaz de crescer por dentro, será dificil cresceres por fora quando estiveres sozinho. E acredita, um dia vais estar sozinho... E se não estiveres sozinho fisicamente, vais estar sozinho de forma pessoal, sem conhecer ninguém e ninguém te conhecer. Nesse dia, quando o teu Eu surgir, vais sentir na mente que não foste capaz de desenvolver nem de habituar, a solidão e a frieza do que é estar sozinho e dependeres de ti para sobreviver no mundo. Porque na verdade, criaturazinha, não tens valor nem és ninguém, tal e qual como eu.

A construção do teu império social, é tudo o que fazes com familiares, amigos, estranhos, empregados de mesa ou qualquer outro tipo de interacção com pessoas. São a "cortição" até às tantas da noite com os amigos e colegas, seja de trabalho, de escola ou de infância.
São as tardadas ou as horas prolongadas na esplanada do café, no meio de uma conversa para marcar presença, para rir e engalhofar.
São as cunhas, são as amizades rápidas, os namoros. São a capacidade de meter conversa para criar amizades, através da simpatia ou educação.

Ambas são importantes. Ambas te dão ferramentas para viver e saborear a vida de uma forma consciente e responsável. Pois de um lado tens a capacidade de estares sozinhos e criares os teus momentos, os teus sonhos, e do outro tens o amor ou a atenção que muitos de nós precisam.

A única diferença, é que preferiste desenvolver as tuas "competências" sociais, enquanto acreditavas que o teu império social crescia no mesmo passo.
Fazem mais por ti as caminhadas no meio da floresta, com ou sem GPS, o pôr do sol e aqueles pequenos momentos que te dão energia ou tristeza à alma. Faz-te melhor a exploração da gruta que negas existir dentro de quem és desde que nasceste. A escuridão da depressão de que todos transportamos como um cancro em bomba relógio.
Faz mais por ti um livro, que um cigarro e uma cerveja na mão.
É quando tens a cabeça debaixo da bota pesada, que te pressiona o crânio, te prende as mãos e te arranca do coração e do corpo todo o desejo e força de "viver", que passas a saber o que é realmente estar vivo e a importância que as coisas que nunca fizeste te começam a gritar tanto, até abrirem tuneis na pele, do nó da garganta às pontas dos dedos, como arrepios e assombros que em voz de lamentação, te fazem perceber e consciencializar de que deverias ter sido mais produtiva para contigo, ao invés de "curtir" a vida da forma mais despreocupada e luxuosa possível, porque "só se vive uma vez."

Mas é precisamente aí que pessoas como tu se enganam, se engasgam, se tornam hipócritas. É nesse momento de paralesia social do "desboche" e "curtição", que param, que estagnam. Porque é verdade que só se vive uma vez, e que se deve levar e fazer essa caminhada da forma mais alegre e preenchida possível, só não te podes esquecer de que para viver ao máximo, precisas de comer, precisas de roupa, de um tecto, de uma cama, e essa vida tão maravilhosa que levas de adolescente irreverente, um dia acaba, porque o dinheiro é emprestado pelos teus pais, como injecções de capitais.

Se não fizeres pelo teu futuro, não terás nenhum.


Para ti, que não fumas nem bebes, que não sais muito de casa e tens poucos ou nenhuns amigos com quem sair... Lê; Percebe que não precisas de nada dessas coisas para viveres. Para cresceres, para te tornares num homem ou numa mulher. A tua história não se constrói no meio de venenos e vícios que te sugam o pouco dinheiro que tens todos os meses. E o tempo que estarias num café, poderias estar a ler um livro, a escrever, a desenvolver projectos. Não precisas de ter medo por andar sozinho(a).
Sê tu próprio. Não te sinjas por modas, nem pelo que os outros fazem.
Acusarem-te de não viveres, de não curtir a vida, não significa que estás errado, signfica que preferes investir o teu tempo noutras coisas.
Usa esse tempo livre para enriqueceres a tua cultura geral. Para ler, para compreender melhor o mundo que te rodeia.
Constrói e solidifica a essência daquilo que és. Tornares-te melhor de ti para os outros. Cada tentativa que resulte num erro, estás a um passo mais próximo de te tornares quem sempre desejaste ser. Mesmo que te inspires em alguém físico, ou no personagem de um livro ou das tuas histórias, reconhece e percebe que um dia irás lá chegar, irás ser tão bom ou melhor do que aquilo que sonhas.
Dá tempo. Alcançar esses objectivos demora anos.
Uma dica... Põem os pés fora de casa ou os pés bem acentes na terra. Sê analítico em tudo o que te acontece ou te rodeia. Não deixes as emoções tomarem e controlarem as tuas decições. É esse o caminho que tens de percorrer para te tornares alguém ainda mais interessante. Crescer! Descobrires-te, re-inventares-te. A ti, e à tua história. Virares a página do teu próprio livro, e continuares, levando contigo tudo o que sabes, tudo o que sentes, tudo o que sonhas, tudo o que te faz sofrer e sorrir.

Tu, que me lês, e és um merdas; Sentes-te um merdas ou te fazem sentir um ninguém que não sabe aproveitar a vida, curtir, festejar, fazer amigos. Vou-te contar um "segredo".
Para poderes fazer alguma coisa da tua vida, tens de começar uma revolução dentro de ti para alcançar a mudança mais importante da tua mente: Confiança!
Enquanto não tiveres confiança em ti, nas coisas que fazes, nas coisas que dizes, e te deixares dominar pelas incertezas, pelos medos, pela vergonha, pelos pensamentos negativos, pela depressão ou pela morte daquilo que testemunhas todos os dias de ti próprio, vais continuar a caminhar na mesma estrada, com espinhos e árvores tombadas.
O dia em que respirares confiança, vais enfrentar o próximo degrau: tornares-te Macho/Fêmea-Alpha. E por muito que finjas ter confiança, um dia isso vai tornar-se parte de ti como o caminhar, e não há mal nenhum nisso, porque no fim e no fundo, todos nós usamos máscaras.
Os ombros vão estar direitos, as costas deixaram de estar quebradas pelo medo e insegurança, e o teu caminhar vai ser firme e confiante.
Com o tempo, com a luta que pretenderes fazer, vais perceber mais tarde que TU podes alcançar tudo! Que TU podes fazer tudo, ser tudo, ir a todo o lado e perguntar o que quiseres! Porque a vida, torna-se muito mais simples, muito mais fácil, quando a vês sem medos, sem vergonhas, sem o nervosismo de interacção humana.
Depois do teu exame de condução, o medo de conduzir controlava a tua mente. Injectava em ti sonhos aterrorizantes de acidentes e multas. No entanto, com o tempo, ganhas-te confiança nos pedais, nas mudanças, no volante, e em ti mesmo. Se olhasses para trás, para a tua primeira aula de condução, dirias que foi uma das experiencias mais assustadoras da tua vida, mas que conquistaste, com o tempo, por muito dificil que tenha sido.
É precisamente assim que deverás ver a vida. Não há razão para ter medo, vergonha, incertezas, receios, nervosismo, ou entrar em paranóia ou stress por algo tão insignificante.
Porque o segrego, é saberes que o podes fazer! É saber que com o tempo tudo se torna um hábito ou te nsai aturalmente.
É agarrar a vida pelos cornos! Torcer e amassar! É rasgar tudo aquilo que te prende numa zona de conforto que existe apenas na tua mente, e seres a pessoa curiosa que és! Perguntar, descobrir, aprender.

Não precisas de beber, de fumar, de sair à noite, de ir ao cinema, de ter montes de amigos e te sentires integrado num grupo. Isso são tudo cadeados que te prende nas caixas daquilo com que a sociedade te pretende controlar e desmiular. Esses vicios e fraquezas não fazem parte da pessoa que és; da pessoa que escondes e guardas dentro de ti: o Macho/Fêmea-Alpha! O líder! O corajoso! O destemído! E não há mal nenhum em seres tudo isso porque os outros não fazem ideia nem querem saber.

Enquanto não te puseres á frente do urso, não saberás que tens um lobo dentro de ti. Se vais sair, cordeirinho, sai à vida agarrando-a pelos cornos! Torce e amassa! Tudo o que tens de fazer, é saber que o podes fazer. Só tens de ir lá e conquistar. E mostra a todos os filhos da puta que te disseram que não podias fazer nada da tua vida, que estás a caminho! Porque tu vais conquistar tudo aquilo que eles disseram que não serias capaz. E lembra-te: Tudo aquilo que não te matar, é melhor correr!!!
Tens dentro de ti tudo o que precisas para ser um líder, para conquistar e dominar a tua vida e o que desejas para ti. Será com esses pés que vais desbravar caminho para que outros te sigam. Será com essas mãos que irás criar o que mais desejas. Com a tua postura, irás dominar e conquistar qualquer lugar que entres. Se errares? É natural, como a natureza. Não vives para aprender, aprendes para descobrir realmente como viver.
Tu constróis a tua vida.

Mas... e quando te sentires triste? Vazio, com medo, nervososo, envergonhado, sensível? Aprende a perdoar. A perdoar aquilo que és. Aprender a analisar o porquê das coisas que te deixam assim. Além disso, quem disse que depressão é uma coisa má? Que descer até ao fundo do poço é uma coisa horrível? Que ter medo te destrói? É com os momentos mais tristes e infelizes da nossa vida que podemos valorizar o sorriso, a gargalhada, a piada, os momentos realmente bons, bonitos e genúinos. Pois para sentires o carinho e o afecto de um abraço, tens primeiro de sentir a solidão e a tristeza profunda. Aprende a abraçar a solidão e tudo o que ela traz consigo.

Existe uma frase muito interessante sobre relacionamentos:
"Ao inicio é tudo muito bonito. Cheio de amor e paixão; A pessoa lambe-te de alto a baixo e de um dia para o outro, deixas de ser alguém."
As pessoas à tua volta, têm o Síndrome Titanic. O que me sempre me diferenciou de pessoas da minha idade, é que eu sabia que o navio iria bater um dia. Enquanto eles estão na "curtição", a fumar, a beber, a "viver a vida", despreocupados por o navio ir bater no iceberg, eu já comecei a aprender a nadar.
Consciêncializa outra coisa: Essas pessoas que conheces, que vão para os cafés, ou que bebem e fumam, que saiem de casa para "aproveitar" a vida, que saem à noite, grande parte dessa gente não tem filhos, não tem obrigações financeiras dispendiosas todos os meses. Muitas não trabalham, não têm filhos, só estudam, e os papás sustentam todos esses gastos de vida louca. Vivem a vida com o dinheiro dos pais, e não há nada mais humilhante para o carácter de uma pessoa dessas, do que usar e gastar o dinheiro de outras pessoas, para aclamarem e plenos pulmões que eles é que sabem "viver a vida", e curtir, e que eles é que são fixes porque têm amigos, e saem de casa, e fazem festas e vão todos juntos até á praia. Mas alguém os sustenta...

A construção do teu império pessoal, da tua pessoa, da tua mente, da tua solidão, da tua força, da confiança e da tua presença, é a escada mais importante que subirás na vida. Tu és o Alpha.
Se as coisas não te desafiam, não te irão mudar. E quando um dia olhares para trás, para a pessoa que és hoje, vais sentir orgulho ou saber que podias ter feito mais?

O que farias se não tivesses medo?

O que farias?
O que dirias?
Onde irias?

Isso que sentes, que te prende, é o único obstáculo entre ti e a realização de tudo o que desejas ser. É uma pergunta que te faz tremer, porque descobres nesse ponto de interrogação o vazio em que sempre sobreviveste, sem nada para espremer, sem nada para emoldurares. Foste, simplesmente. Existes meramente, como um peão num jogo de xadrez. Como uma cara no meio da multidão, no plano de fundo da vida dos outros.

Vais ter medo a tua vida toda, ou vais fazer alguma coisa com ela!?

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O pai não sabe, mas vamos procurar e aprender os dois...

[Little girl reading - Pinterest]

Existe algo de diferente em ti. Não neste momento, ou neste dia, mas desde que te peguei pela primeira vez. Os olhos azuis que herdaste da tua mãe expandiram-se como o universo, e tocas-te-me por dentro, como um dedo no coração, curiosa.
E vendo-te na nossa cama, debruçada sobre uns livros que comprei há anos a pensar neste preciso "agora", te vejo completa. Um sonho realizado. Uma batalha incessante para que cresças rodeada de estímulos, de risos e sorrisos, de bons e maus exemplos. De oportunidades para ver e aprender. Viver!

A tua mãe novamente me dirá que penso demasiado, que me preocupo demasiado, que te encho de mimos e atenção, que te estrago de certa forma. Mas um dia quando tiveres a consciência daquilo que foste, daquilo que recebeste, daquilo que fizemos juntos, prefiro que estejas farta do meu carinho, do que negligenciada, abandonada e mal amada.
Prefiro estar contigo todos os dias da minha vida a teu lado e deixar-te aventurar sabendo que estou por perto. Tenho medo de te perder. Medo que te percas nos sofrimentos que passei; Mas o mundo não é cor-de-rosa; Não é bonito, nem simpático.

Tira só mais um livro querida. Pergunta-me, explica-me, mostra-me! O pai também quer aprender a forma como vês o mundo. Lê, escreve, desenha, pinta! O pai ama tudo o que crias, tudo o que imaginas, tudo o que inventas nesse mundo fantástico que não acaba.

Ama. Aprende.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Uma geração sem limites...


Antes de começar a abordar este tema, tenho de admitir que sempre critiquei os pais e esta geração de jovens que nasce com ipads, internet e telemóveis na mão.
Talvez por inveja, porque no meu tempo, na primária, não havia telemóveis, nem internet ou TV Cabo. Depois do ano 2000 só tinha telemoveis e consola de jogos quem era rico. Internet e TV Cabo? Era um luxo!

Mas como dizia: não me posso esquecer de que quando andava na primária, começaram a aparecer os primeiros Gameboys (a preto e branco com o tão famoso jogo: Pokemon) e a PlayStation. Anos mais tarde surgiu a internet e as crianças deixaram de ir jogar á bola.

A 3ª geração de Baby-Boomers, que nasceu no pós 1990 e 2000, apanharam uma sociedade já em grande desenvolvimento e mudança. Um mundo que se tornava a cada dia mais tecnológico, mais consumista.
Lembro-me do dia, num natal, quando o meu pai recebeu o 1º telemóvel, por volta do ano de 1995. Tinha eu nessa altura 5/6 anos e acabara de entrar na escola primária. O meu pai não tinha dinheiro para comprar um, mas quem lho ofereceu tinha dinheiro para comprar mais 3 ou 4.
Por isso, quem tinha acesso a um, na altura, podia-se gabar de um luxo que nem todos tinham.

Hoje os miúdos têm acesso a tecnologia que não tivemos na nossa infância e adolescência, da mesma forma proliferada e facilmente acessível como agora. E é precisamente esta facilidade e irreverência/irresponsabilidade ou imaturidade para com estas coisas com o qual crescemos a ver evoluir, como foi o caso dos Walkmans que mais tarde foram trocados por Leitores de CDs e pelos Headphones que se foram tornando mais pequenos e os computadores mais potentes e pequenos, acompanhado-os mais tarde os monitores dos mesmos, e o aparecimento de portáteis mais finos e potentes.
No entanto, esquecemos-nos de que somos também utilizadores "intensivos" -- uns mais do que outros --  destas novas tecnologias. Ninguém seria capaz de organizar e fazer a sua vida sem internet, telemóvel ou televisão, hoje em dia.
A facilidade que se tem em ver um filme, ouvir uma música, partilhar um poema ou ler uma tese é o ponto fulcral da nossa vida. Tudo gira à volta desta tecnologia. O tipo de actividade que os nossos pais da década de 60/70 tiveram é sem dúvida completamente diferente daquela que nós, dos anos 80/90 tiveram, mas somos hoje, alguns, mais capazes que os nossos pais. Hoje temos uma capacidade cerebral maior -- alguns nem por isso -- precisamente por termos recebido o estímulo de jogos mais interactivos e fáceis de manipular.
O que devemos ter em conta, é a facilidade com que as crianças que nascem neste novo mundo de interactividades de Homem-Máquina, se podem tornar viciadas a elas. É um mundo incrível que irá moldar o nosso mundo, por moldar a nossa mente, mas deve ser utilizado com precauções.

Este debate é um pouco como o Vinil vs CD. Ainda hoje em dia existem pessoas que preferem comprar em Vinil precisamente porque a tecnologia é melhor e mais fiável ao longo dos anos. Cada um tem a sua visão e opinião. Os seus prós e contras. Mas é importante percebermos que estes dois "opostos" servem cada um dos grupos alvos a que se direciona. Da mesma maneira que existe gente que prefere ler um livro num iPad e outros que preferem o toque do papel e o cheiro do livro.
Não é por serem "antiquados", mas porque existe um tipo de interacção completamente diferente. E são esses tipos de interacção, física e não apenas psicológica, que deve ser tida em conta quando os pais da criança estimularem e desenvolveram os interesses da criança.

Não posso deixar de tocar também num assunto que é a fotografia. Hoje tão facilmente acessível para todos. Numa questão de segundos, partilhamos fotos que tirámos naquele exacto momento. Já não precisamos de esperar 1 semana, ou duas, depois das férias acabarem, para as levar a um centro de fotografia e de as revelar. Poupamos milhares todos os anos.
Na altura em que estudava, já no 10º ao 12º ano, não havia sequer a ideia de tirar "selfies" a toda a hora, como testemunhei um dia na escola profissional onde estudei em que uma miúda de 16 anos, na hora do intervalo e dentro da sala, tirava uma foto a si mesma, com uns quantos colegas a estudar atrás. A facilidade e a falta de vergonha que esta nova geração emite é gritante para mim. Não perdíamos tempo com fotos a não ser que fossemos a sítios especiais, de férias, em grupo, ou viagens de estudo, de férias, o que não fosse habitual fazermos. Porquê? Porque o rolo tinha limites de fotos.
Já não sei como são as viagens de estudo destes novos jovens, mas quando ía, tentava sempre tirar algumas fotos ao local e a certos pontos de interesse ou então colocava-me em foco para ter uma "prova" de que estivera lá, para me lembrar de pequenos detalhes ou de algo que tinha gostado. Hoje provavelmente, durante toda a viagem e visita passam o tempo todo a olhar para os ecrãs, a enviar mensagens e a tirar "selfies". Acabando por tirar "fotografias" a tudo menos ao que é interessante para recordar um dia. Quando um dia tiverem filhos -- cruzes credo! espero que não!! -- estes jovens vão mostrar "fotografias" de locais lindíssimos escondidos pela sua cara a fazer caretas, com a língua de fora ou a fazerem poses, porque na altura era "cool" e todos faziam. Vão perder memórias. Vão perder emoções, sentimentos, amizades e valores sociais. Estarão para sempre ligados ao mundo mas sem realmente comunicarem com os outros de forma eficiente.

What Do People Do With Photos of Food?

A geração de hoje não enfrenta os mesmos limites que a minha geração enfrentou. Os gameboys só tinham 6/7 jogos e eram a preto e branco. Mais tarde apareceram a cores mas já se tinha de comprar jogos novos. Trocar pokémons, entre as consolas, foi uma coisa tão incrível e dispendiosa, que na minha escola primária só havia 1 ou 2 crianças, em quase 80, que tinham o cabo para o fazer.
Hoje nada tem limites. Numa questão de dias e semanas aprendem as mesmas coisas que eu levei anos a aprender, a descobrir e a pesquisar. A facilidade que têm em aprender inglês é outras das quais me deixa com uma tremenda inveja. Tive de aprender fora da escola, com a ajuda do meu pai, de alguns jogos (Magic The Gathering) e VHS da Rua Sésamo.
Passou a ser obrigatório todos terem o 9º ano, e anos mais tarde o 12º.
A minha geração viveu um tempo de ignorância, que só podia ser colmatada com livros da biblioteca pública ou privada e com documentários que passavam na SIC, ou para os mais sortudos: na TV-Cabo.

Os bonecos deixaram de ter o mesmo impacto. Aliás, julgo que as crianças já nem brincam, preferem passar o tempo em frente à televisão a devorar o mesmo DVD vezes e vezes sem conta ou a jogar no iPad/Tablet do pai ou da mãe. De sair para o shopping em vês de passar uma tardada de bicicleta ou a brincar, nem que seja num quarto de brinquedos.
Neste aspecto tenho de ser sincero. A minha geração, dos anos 80-90, testemunhou a melhor publicidade de brinquedos, que era feita pelo continente com a Lipoldina. Havia brinquedos para tudo!!! Vendiam-se legos muito mais baratos e os action-men compravam-se em separado dos carros, helicópteros e acessórios. Vendiam-se todo o tipo de brinquedos, cada um mais estranho que o outro. Hoje vendem-se mais telemóveis do que caixas de lego.
A falta de brinquedos na vida das futuras gerações irá criar um fosse largo e fundo de sentimentos entre as gerações anteriores; E talvez o mais gritante será a falta de respeito pelos objectos, pois serão tão consumistas e tudo se compra e tem com tanta facilidade que tudo é substituível e de pouco valor. Acrescentando a isso a falta de interacção com as outras crianças, que sempre ajudou a desenvolver a nossa comunicação com os outros. A sociabilização torna-se algo desnecessário ou secundário.
As crianças já não perdem apenas tempo com desenhos animados, o resto da sua infância ocupam-no com actividades físicas, internet e jogos no telemóvel.
Tudo o que têm hoje é apenas vontade de tirar "selfies" e ser sociável. Terem valor na sociedade, sem saberem que as memórias e os momentos "únicos" e especiais irão durar mais que uma foto parva tirada num momento estúpido de "tesão de mijo" ou um jogo no tablet que de nível em nível se repete infinitamente sem criar e desenvolver o pensamento abstracto, analítico e a imaginação.

Li algures, que devido ao elevado uso de internet, a interacção social tem diminuído drasticamente, e que com isso, os jovens e os adultos, por falarem e partilharem-se cada vez menos têm-se tornado autênticas crianças, rabugentas, enervadas e stressadas porque ninguém lhes dá valor ou atenção. Começam então a ter atitudes de putos, exigindo e chorando, tornando-se caprichosas e manipuladoras para seu próprio bem. Só pensam nelas porque ninguém faz "likes" nas suas fotos.
A facilidade de partilhar pensamentos contribui em muito para o amadurecimento de toda a sociedade e do próprio mundo, mas quem sofrerá a longo prazo serão estas e as próximas gerações; Que ao invés de mexer na terra, subir às árvores, brincar com bonecos e desenhar, escrever, ler, vão ser fechados em casa pela sua saúde e segurança, alimentando-se de uma publicidade corrosiva que empobrece e empodrece o pensamento de quem a vê.
Aquilo que as pessoas do "Agora" conhecem, é o que passa nos 4 canais da televisão. E se passa, é porque deve ser verdade, e se é verdade é importante.
Estas novas gerações são mais fáceis de domesticar que as anteriores. Se surgi-se uma nova ditadura, Portugal nunca mais se ergueria de novo, num 25 de Abril.

Uma das coisas que faz falta a esta nova geração e sociedade é precisamente aquilo que já tem em abundância mas que não sabem usar nem explorar. Capacidade de argumentação, de expor os seus pensamentos e emoções, quer por palavras verbais que por escrito.
Esta geração já não escreve nem lê, envia mensagens. Já não faz pesquisas nem se interessa em aprender, vai ao facebook que lá há sempre links com estudos da treta e conclusões duvidosas e inconclusivas.
Frequentam a escola, a única "casa" onde aprendem de facto alguma coisa. Não tem educação, porque os pais não a sabem dar e gostam de dar liberdade aos seus filhinhos porque... "É criança... Está na idade".
A falta de música, nomeadamente a variedade, faz-lhes falta. Se eu tivesse passado toda a minha adolescência a ouvir música de pretos, pop e outras porcarias que passam nas rádios de hoje em dia, de hits (disparos) que nos atingem e furam a capacidade de raciocínio, também eu seria problemático como a geração de hoje. Mas felizmente conheci música que me ajudou a extravasar toda a imaturidade, ódio, raiva e confusão sexual sem ter a necessidade de exteriorizar física e verbalmente sobre outras crianças e adultos.
Tive também desenhos animados, em que 80% me ensinavam alguma coisa e outros 20% tipo dragonball, em que podíamos lutar com criaturas no nosso cérebro.
Havia bonecada para tudo e até com as Barbies brincávamos. Cheguei a aprender a fazer roupa para os meus actions-man, a fazer utensílios e armas.
A minha geração, do pré-1990, teve a maior diversidade em brincadeira e cultura geral que alguma vez alguém teve na história da humanidade. Foi quase uma época de Iluminismo. A década de 90 para quem nasceu na de 80, é relembrada ainda com grande nostalgia.
Nós não nascemos com as coisas já nas mãos, muitos de nós mereceram-nas pelas notas ou compraram com o próprio dinheiro.
No meu tempo a minha mesada era para bolos e brinquedos. Aprendi a poupar, se queria alguma coisa. Não tinha telemóvel e quando o tive raramente o usava; E ainda tinha de ter cuidado com o dinheiro que gastava em mensagens, porque se não sai-me da mesada!!!
Hoje têm tudo de mão beijada. Não lutam nem precisam de lutar por nada do que têm nem do que querem ter.


Mas também existem podres na minha geração. A nossa geração, viu a maior taxa de divórcios de que há história. Uma parte tão sombria como a própria inquisição, o que explica o excesso de liberdade que os papás, filhos de país divorciados, dão hoje aos seus. Como não tiveram "amor, carinho e atenção", mas tiveram as maiores regalias por serem comprados por cada um dos pais para que o filho gostasse mais de um que do outro, hoje esbanjam e mimam de forma aberrória os seus filhinhos queridinhos, que não têm culpa, que "estão na idade" ou "é da crise".
Se não querem, não os tenham. Mas também não adoptem por amor à sociedade decadente e em apodrecimento de cultura.
Têm acesso a tudo, menos a inteligência a maturidade.

Não sabem estar, não saíam se casa!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A menina da escova...



Tenho tido a sorte única, no meu local de trabalho, de interagir com crianças entre os 3 e os 5 anos.
Hoje uma delas correu para mim na esperança de lhe secar e escovar o cabelo. Não é traquina, não é irrequieta, não é autoritária nem rabugenta, é criança! É mexida, é energética e curiosa; Um doce de criança, que não pára de me fazer perguntas sobre as coisas que vê, ou de trazer sempre o nariz cheio de macaquinhos.
Junto de mim e de escova na mão, a Maria, debruçou-se sobre a porta ao meu lado, batendo-lhe com a escova como se fosse um xilofone, e coloquei-me de joelhos atrás dela, para poder estar mais perto do cabelo. Do nada, sentindo o meu joelho mesmo à mão de semear e ao nível dos seus joelhos, aproveitou a oportunidade única e sentou-se na minha perna. Lá balançou um pouco enquanto eu tentava manter o equilibro e lhe secava o cabelo. Não foi tarefa fácil... Mas soube-me tão bem! Era uma dor agradável, por estranho que pareça. A experiência de sentir o seu peso, o seu rabo e corpo aconchegarem-se na perna trémula e nada preparada para 20kg de "rebeldia" fizeram crescer um bocadinho mais o pai que tenho dentro de mim. Fez-me sorrir, e pelo sim pelo não, nesse momento ganhei o dia.
Volta e meia perguntava-me o "o que era aquilo", ou o mais engraçado: pedia-me para se sentar de novo. Senti-me em parte pai. Um pai presente na vida dela, nas suas experiências, brincadeiras e mais importante: nas suas perguntas! Tirava tempo do secador para a ouvir, aproximando-me de si enquanto esticava o dedo a uma etiqueta.
A Maria não é a única felizarda a ter parte do meu tempo e atenção. Sim, sei que o simples facto de não passar 8h em redor de 20/30 crianças me deixa mais livre, mas gosto de me dedicar a cada uma das que passa por mim, por muito pequeno que seja a interacção.

Em conversa com uma amiga, desabafava a minha timidez e o medo com as crianças. Nunca estive na situação de tomar conta de crianças e bebés; Havia sempre alguém responsável por perto. Tenho pena de não ter o mesmo à vontade que muitas raparigas mais novas, e tenho muita inveja de quem teve e cuidou de primos e irmãos mais pequenos. A única base e confiança que tenho, adquiri com longas observações da interacção de pais com os filhos, com familiares, muitas perguntas, revistas e livros. Ainda assim, hoje a Maria ajudou-me a abrir um pouco mais a porta da confiança, a porta do desejo de ser pai e de ter um filho.
Só o facto de escrever e pensar sobre tudo isto me enche o peito de uma alegria indiscritível que nunca tive a oportunidade de sentir. O seu corpo junto ao meu enquanto se sentava na minha perna ou me fazia perguntas... A dedicação que eu próprio lhe dava, a atenção para os pequenos pormenores que ela não reparava, os deliciosos momentos em que lhe respondia e incentivava a fazer as coisas. O meu lado maternal e paternal a falarem tão alto que eu próprio me sentia e sinto feliz por ser assim.

3 Questions to Ask Your Child Every Night

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Um dia...
Um momento para mais tarde recordar...
Um momento para mais tarde recordar... [2]
A voz que me encanta...
Adivinha o quanto eu gosto de ti...
A criança reconhece...
Entretida no teu colo...
Um presente diferente...
Mamã, mamã!
Mais do que uma história...
Um berço...
Hoje...

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Falta gente caseira...


Em Portugal, e com toda a certeza, no mundo inteiro, começa a faltar uma coisa incrivelmente importante para a sobrevivência da nossa espécie. Mães e Pais caseiros.
Sabem aquela "típica" mãe, que cozinha e que gosta de cozinhar? Que passa a ferro, estende a roupa, aspira, esfrega o chão com a cera? Que se preocupa com os filhos, que os leva ao hospital à minima constipação ou dor de garganta? Que chateia os filhos e os filhos dos outros para saírem de casa sempre agasalhados? Sim, essa mesmo. Muito provavelmente pensas-te na tua mãe. Se a tua mãe é assim, uma mulher de armas pela casa, com ordem, pela roupa, pelos medicamentos, pelos cozinhados, pelo amor incondicional, então a tua mãe e mães como a tua, começam a fazer falta neste país.

Mas não me esqueço dos pais. Sabes aquele pai, que quando os filhos ainda são bebés ou mal sabem andar, os atira ao ar ou lhes dá o dedo indicador para se segurarem e caminharem ao lado dele? Aquele tipo de homem que a tua mãe chamava para mudar uma lâmpada, uma torneira, arranjar um azulejo na cozinha ou o autoclismo da casa de banho? Aquele que te levava ao hospital quando eras mais novo/nova ou te tentava sempre fazer rir ou distrair-te das coisas "más"? Sim, esse mesmo. Provavelmente pensaste no teu pai. O teu pai e pais como ele, começam a fazer muita falta neste país.

Porque digo isto? Uma das principais razões, é pela facilidade com que as raparigas de hoje, inclusive raparigas com a minha idade e mais velhas (24 anos), se agarram louca e perdidamente pelos estudos, pela universidade, pela carreira, pelo futuro delas como mulher independente. Não, não estou contra os estudos ou a universidade, mas neste longo caminho em que tanto elas e eles começam a conquistar a sua independência e, principalmente, começam a criar e a desenvolver uma personalidade, assim que começam a entrar na universidade e a morar longe dos pais ou sozinhas, esquecem-se de que têm de se alimentar. E para comer, basta ir ao café da esquina que vende uns bifes bons com arroz e batata frita, ou basta telefonar à PizzaHut, ou, a mamã até passa lá em casa de X em X dias e lhe deixa comida já pré-feita, ou um tupperware de sopa, de carne, ou uns enlatados que ficam prontos ao fim de 2min no microondas ou no forno.
Elas, cuja única coisa que sabem fazer, é aspirar por aqui e por ali, fazer a cama e pouco mais, descuidam-se tanto ou mais, que os homens, que deixam de saber arranjar uma torneira, um cano roto, uma lâmpada, uma tábua descolada, um interruptor ou uma tomada.
O que nós precisamos em Portugal, URGENTEMENTE, é de PAIS!!! Não precisamos de mais médicos, de mais advogados, de mais assistentes sociais, de educadoras de infância, de psicólogas, de informáticos, de veterinários, etc etc. Nós precisamos, acima de tudo, de Pais! Mas eu falo de pais com maturidade, com consciência, com respeito mutuo, com boas opiniões, que façam parte do processo de aprendizagem dos seus filhos. Já que eles não pediram para nascer, então os pais são obrigados a dar uma boa educação, a estarem presentes e não ausentes.
Falo de pais que estão juntos, não apenas e só por amor mútuo, mas também por saberem que os dois funcionam bem em conjunto! Hoje em dia isso já não existe e já não se vê. Hoje tudo é fácil, tudo é aborrecido, tudo é um conto de fadas ou de fodas... As pitas e os pitos querem é namorar, casar pelo facebook e construir uma relação com base em ideias pré-concebidas pela sociedade, que vêm nos filmes, novelas, publicidade, músicas, revistas cor-de-rosa, e certos programas de televisão. Parece que o que importa hoje em dia, é ter uma boa voz. Se não sabes cantar, não vales um caralho e mais valia estares morto!
Tenho na minha vida, muito poucos exemplos de casais que estão juntos, não só por amor mútuo, por respeito, mas também porque perceberem desde o ínicio, que funcionam os dois bem juntos. Os meus pais são um desses exemplos. A minha Mãe assume certas tarefas em casa, como o cozinhar, lavar e estender roupa, o meu Pai, concerta as coisas, trata dos pagamentos por multibanco, dos contractos da televisão por cabo, das lâmpadas, do telhado do quintal que pinga, e ela, das flores, dos passaritos, dos animais cá de casa, da limpeza da casa de banho, do quarto, do aspirar, e ele, dos pregos, da fita-cola, das idas ao mecânico.
Sim, cá em casa as coisas funcionam assim. Papeis de Pai e Mãe. Bons exemplos, que sim podiam ser melhores. Mas ninguém é perfeito, mas eles estão bem um para o outro. Funcionam em equipa. Não é em namoro, não é em relacionamento, é em equipa, porque ao fim do mês têm de pôr comer na mesa, pagar a casa, o carro, arranjar isto e aquilo, lavar a loiça e fazer o comer, pagar os medicamentos, a gasolina, a água, a luz, a roupa, etc etc etc.

Hoje? Oa fim de um ano de namoro, os jovens dizem adeus aos paisinhos para irem morar com a namorada/namorado. Gente que fez 18 anos à 1 ano e que julga saber o que é verdadeiramente uma relação, uma partilha interpessoal de uma pessoa com outra. Sim, uma partilha. Se não existir partilha, não existe evolução pessoal ou interpessoal.
Meses depois, casam-se pelo facebook e julgam saber o que é a vida de "casal". Pitos e Pitas que nem pouco nem mais ou menos têm maturidade ou uma personalidade definida ou forte o suficiente para manter ou apoiar as suas próprias decisões e opiniões.

Ontem (14-10-2014), percebi que não estava preparado para viver sozinho. Ainda dependo da minha para me alimentar e para ter a roupa lavada. Como deixei à muito de ficar a chorar sobre isso, apesar de ter pensado muito durante a noite, decidi pedir à minha mãe para me ensinar a fazer Sopa! Sopa de Couve e Sopa de Cenoura. Não, eu não sabia fazer, e por não saber fazer, pedi-lhe que me ensinasse. Eu sou esse tipo de homem que gosta de cozinhar e que não fica com fubia ou desamparado quando entra numa cozinha ou lhe pedem para descascar batatas. Coisa que muito boa gente, rapazes e raparigas da minha idade não sabem fazer. O meu irmão por exemplo, despreocupa-se por completo de aprender a cozinhar ou de cozinhar. Sou eu quem fica encarregue de fazer o comer ou de o terminar, quando a minha mãe sai de casa. Sim, também sou esse tipo de "filha" que ajuda a mãe na cozinha, que vai às compras por ela e que aprende a ver.
O que falta neste país, para além dos pais e mães caseiras, é de filhos e filhas! De jovens e adultos que saibam cozinhar. Se não souberem, quando tiverem filhos vão cozinhar o quê? O típico prato de Hamburguer, bife de peru, batatas fritas, arroz e ovo estrelado? E que tal um peixe cozido com batatas e brócolos cozidos? Ou um daqueles bem grandes, no forno, com batatas a murro?
Bem, é demasiado estranho ver um rapaz a falar de fazer comer, e muito possivelmente é pouco "sexy" para as raparigas pitas cuja única coisa que lhes interessa é o namorado perfeito e sem falhas, que as faz rir e estão sempre lá para as ajudar, etc etc. Quando um gajo não quer ficar sozinho e até tem umas quecas de vez em quando, faz qualquer coisa. Até aturar a filha dos outros!
Ouvir um homem falar de cozinha, só se ele "souber beber vinho" ou se falar em vinhos, caso contrário é uma grande falha, não é? Bem, eu não bebo...
Se estes jovens se despreocupam tanto com a parte mais importante das suas vidas, alimentarem-se e vestirem-se, como vão saber viver sozinhos ou o que vão cozinhar quando tiverem filhos? Vão preocupar-se quando tiverem o fedelho nos braços a chorar e a berrar!?
Ou talvez sejam daquele tipo de pessoas interesseiras que "casam" com um homem ou uma mulher que saiba fazer precisamente aquilo que vocês não sabem, não é? É uma boa escolha. Não se esqueçam é da parte em que devem gostar também um do outro, que se aturam bem, que são mais os beijos que as chapadas, os passeios mais que as zangas, e o dinheiro mais que as dívidas.
O meu tipo de mulher? Terá de ser tão maluca como eu. Não falo em malucas de fanatismo ou completamente apanhadas dos cornos. Falo em raparigas diferentes. Não vou escolher alguém só pela razão de saber cozinhar, mas por partilhar a vontade de ter filhos, de ter curiosidade, de ter vontade de aprender, pelo respeito que me tem, pela personalidade e maturidade. Afinal de contas, vou passar 80 anos ao lado de uma mulher que será minha cúmplice em tudo o que fizer. Uma mulher a quem irei contar segredos, com quem irei conspirar e deixar a minha vida nas mãos dela e ela nas minhas. Uma mulher que será a minha melhor amiga, uma segunda mãe, uma aventureira e com amor para me dar, sem pensar em: "Ontem deste-me, então agora é a minha vez de retribuir...".

Sim, namorar serve para encontrar a Tal, de ir experimentando, mas o que acontece hoje em dia, nos tempos de hoje, do agora, é o erro de os jovens se "juntarem", e acharem que o "namorar" é para sempre. Que o namorar é uma espécie de pré-casamento. Pior de tudo, o que advém deste facilitismo, destas falsas paixões, é o facto de que ao fim de alguns anos de "casamento", se acham no direito de separar só porque as coisas não correram bem de algumas das partes. O problema, é que eles nunca se incomodaram em se importar com essas coisas. Sim, eu sei que namorar, quando somos novos, é também uma forma de nos descobrirmos, de brincarmos uns cons outros, e de desenvolvermos o nosso motor de comunicação social e interpessoal, mas a facilidade com que duas pessoas se podem separar, é no mínimo ridículo. E ainda fazem disso um autêntico divórcio! Ainda bem que não têm filhos. Alguns...

Não sou um expert nas relações, e nos namoros. Todos os que tive, todas elas acaram comigo e escolherem outros, mais "Machos", mais "inteligentes", mais "capazes" de satisfazer todos os seus caprichos sexuais, monetários e profissionais.
Não há nada para dizer...
A facilidade com que me julgaram, a mim e aos meus erros, ou aos meus defeitos, ao meus podres, fê-las agir da forma mais fácil: Fugiram do problema. Eu também já fugi de alguns compromissos, e apesar de as decisões que tomei perante eles não tivesse sido fácil, aprendi com eles. Mas a facilidade com que se deixa alguém só porque vê pornografia, porque gosta de olhar para a roupa das outras raparigas na rua, que não tem o mesmo objectivo de vida profissional, não tem um curso universitário ou não é rico, não deveria ser sinónimo de "divórcio". Esta facilidade é herdada das histórias dos filmes que viram, das novelas, da publicidade, dos videos de música. Os mesmos mecanismos que os Mídia utilizam para aliciar os jovens a comprar a nova moda de telemóveis, mp3, roupas, e desvalorizarem o português para falarem Inglês+Português como uma lingua desenvolvida ao logo de centenas de anos. Como se fosse algo com o qual pudessem escrever uma tese. Por incrível que pareça, usam-na para responder nos testes... Que geração tão culta e educada, não é?

A parte mais grave nas suas mentes infantis e imaturas, é de que elas foram incapazes de me ver como as via a elas. Vê-las no futuro, vê-las como elas realmente eram, imperfeitas com os seus defeitos e feitios. Eu, fui capaz de ver os seus podres, sem elas mesmas se aperceberem de que os tinham e, além deles, de as ver como mulheres incríveis que cada uma delas era à sua maneira. Aquilo que me tinham para oferecer e para me dar ao longo dos anos. Este podre, esta falha nas mulheres de hoje, e também nos homens, irá fazer surgir uma geração ainda mais despegada da realidade, das emoções reais e verdadeiras. Ficarão viciados ou completamente apanhados, pelas emoções que irão sentir na pele, no cérebro, sem compreenderem aquilo que lhes está a acontecer na cabeça. Se não souberem explicar o que sentem, e se não quiserem explicar ou perceber como funcionam, irão continuar a ser como aquelas pitas e pitos, cujo o significado de Amor é:

Uma paixão, louca, por outra pessoa, que não sabemos explicar. É algo que se sente e não se explica por palavras e tão pouco por gestos. É um sentimento que vem de nós, do nosso coração. O amor não se explica, sente-se!

Eu gosto de pensar no amor como um conjunto de reacções químicas que acontecem no nosso cérebro. Que nos estimulam os órgãos sexuais, nos dilatam as veias e fazem o coração bombear mais depressa. É uma excitação por outra pessoa, do sexo oposto (ou não), que -- sem nos apercebermos -- nos diz que aquela rapariga ou rapaz, são o ser perfeito para acasalar, ter filhos saudáveis e partilhar genes.
Para mim, isto é amor. De forma crua, de forma "fria" e realista. Não é inexplicável, é explicável! É definido, pode ser estudado, contabilizado, transformado em estatística. Amor é, quer aceitem quer não: Atracção sexual por alguém do sexo oposto com quem podemos ter filhos. Paneleiros e Lésbicas não entram nesta equação. Pois não podem ter filhos ou reproduzirem-se em conjunto.
Se tu és daquelas que acha que amor é uma coisa que não consegues, não sabes nem tencionas explicar, desculpa dizer-te que fazes parte dos 99% da população que se deixa influenciar por tudo aquilo que vê, ouve e sente. E não, não vejo o amor, apenas e só desta maneira. Também me deixo levar pelos sentimentos à flor da pele, pelas massagens, pelas caricias, pelos beijos, pelos arrepios e carinhos. Pelo "amor" impalpável e inexplicável de que tu também sofres, só que eu, sou realista e gosto de saber como funciona o meu corpo e o corpo da outra pessoa. Porque quando mais eu me conhecer a mim, melhor serei a dar prazer, a ouvir, a dar concelhos, a dar a minha opinião, a defender as minhas ideias. Quanto mais independente estiver do meu piloto automático, que assimila tudo sem filtrar nem pro em causa aquilo que ouço e vejo, então vou ter problemas em melhorar quem sou, em construir uma boa relação, em conhecer os pontos fracos e fortes do outro, os defeitos e feitios, os podres.

Percebi, à muitos anos, de que se quero ser pai, um bom pai, tenho de me preocupar em sê-lo! Tenho de me tornar um! Se quero ser um bom namorado, um namorado perfeito, tenho de aprender e de me aplicar em sê-lo! Por isso, ao invés de esperar 10/20 anos até ter um filho nos braços, ou uma namorada ao meu lado, li, ouvi, procurei saber, interessei-me em aprender e em passar por pequenas experiências. Em me aplicar em cada relação, e em lidar com os erros, não só com o choro, mas também sobre uma perspectiva analítica. Não esperei, fui à procura. Assim aconteceu com a Sopa de Couve que pedi à minha mãe para me ensinar a fazer. Porque me preocupo com o meu futuro, com o futuro da minha esposa e com o futuro dos meus filhos. Preocupo-me, mas há "muita boa gente" que se acha no direito de achar que eu me preocupo demasiado. Que estou a perder certas coisas na vida. Que me devia divertir mais, ao invés de pensar em ter filhos ou namorada com esta idade. De pensar com a cabeça que os meus pais me ajudaram a desenvolver.
Se os pais não se preocupam com os filhos, a não ser quando é para falar de notas, do quão bons são no futebol, no psicológo, dos dentes bons que herdaram do pai ou da mãe, os filhos vão-se preocupar com o seu agregado familiar? Claro que não! Têm a mamã e o papá para lhe fazerem o comer e arranjar a torneira lá de casa. E já agora, para os mais "ricos", uma empregada a dias que lhes faz tudo, e que fazem de segundas mães.

Ainda assim, uma das coisas que não suporto, é saber que uma senhora, empregada doméstica, é obrigada a limpar a casa que outros sujam. Eu gosto muito de limpar a minha casa. De limpar o meu quarto, de ajudar a minha mãe. De ser eu a fazer o comer, "quando me apetece", ou quando sou encarregue de o fazer. Eu sou caseiro. Não a 100%, mas preocupo-me em o vir a ser. Porque é por eu me importar, me preocupar e me esforçar em ser, a nível pessoal, que me torno a cada conquista, um homem "perfeito". Porque um "homem perfeito", ou um rapaz educado, não é só aquele que abre a porta às mulheres, que é cordial, que puxa a cadeira para a donzela de sentar, que oferece rosas, que cede a tudo o que ela diz ou pensa. Um bom homem, e já não falo em "homem perfeito", tem de ser bom. Tem de ser "completo". É uma pessoa que se vai desenvolvendo, que vai crescendo e aprendendo com o tempo, com os erros, com os fracassos. É um homem, ou uma mulher, que não fica parada ou que atira os problemas para trás das costas, que não é invejosa para si. 

Costuma-se dizer, que as mulheres deveriam avaliar um homem pela maneira como trata a sua mãe. Mas também se pode acrescentar outra avaliação. Pelo tipo de cozinhados que faz.
AVALIAÇÃO (Youtube)

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Em defesa dos homens ou do que resta deles...
O que sou...?

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O que é ser pai na actualidade...


No dia 06-09-2014, fui assistir a uma "conversa" sobre o que é ser pai na actualidade. Falou-se de muita coisa interessante e pertinente, mas... tudo o que disseram não passaram nem passam de pequenos truques e dicas para que os seus filhos façam determinadas coisas de uma determinada maneira. São truques que ajudam a ensinar. São experiências que se vai adquirindo e partilhando com o tempo entre pais, que passaram ou estão a passar pelo "problema".
No entanto, esqueceram-se de algo: O problema dos pais de hoje, não é serem pais de uma maneira física, com o filho nos braços, mas sim com não o saberem ser. E parte da culpa vem da falta de informação e partilha de experiências. Todos os problemas que mencionaram, sobre a droga, os amigos, as noitadas, o tabaco... o problema não é educar "bem" a criança para que não faça essas coisas, mas dar-lhes e mostrar-lhes maus exemplos de pessoas conhecidas que se encontram em estados horríveis, como é o caso da droga ou do tabaco. E estes pais, que apareceram na "conversa", preocuparam-se o suficiente com a educação dos seus filhos para aparecerem neste encontro. Estavam informados e foram informados, mas e os jovens? Aqueles que ainda não são pais mas que querem ser ou que estão para ser?
A falta de informação, não é só uma das causas do insucesso de educação que acontece de pais para filhos. A sociedade também arca com parte dessa culpa,
Mas acima de tudo, a culpa da falta de educação nas crianças de hoje, vem dos pais, que antes de serem pais são um casal, e pressupõem-se que sejam bons amigos, e antes de se tornarem amigos, são indivíduos! E se estes pais não sabem ser gente, não poderão dar bons exemplos e uma boa imagem daquilo que é ser-se "Adulto", responsável, educado, maduro, consciente. Se estas pessoas não sabem ser gente educada, que não tem qualquer tipo de respeito pelos outros, ou um sentido de responsabilidade e até mesmo de higiene, como se vê milhares de vezes nas mesas dos centro comerciais, onde levam os filhos a comer e ao se irem embora deixam os tabuleiros na mesa, a mesa e o chão sujos, o que é que se pode esperar dos filhos se os pais não são O exemplo nem o modelo de uma boa educação!?
Se até os pais não sabem o que é ser-se pai e mãe, em que perante a sociedade, uma mãe "jovem" é acusada de ignorante por não saber amamentar um filho, como falo em: As mulheres não sabem amamentar....
Deixaram, desde o tempo em que apareceu os computadores e internet, a tradição e o desejo de aprender a cozinhar, para que um dia cozinhassem também elas para os seus maridos e para elas próprias. Trocaram-se as mães por alguns blogs e livros muito mais fáceis de lidar e com o qual nem precisam de conversar ou aturar. Cozinham sozinhas sem ninguém a comentar que estão a fazer mal. A técnica e os paços mais detalhados e tão horrorosos em aprender E em fazer sempre da mesma maneira, são trocados pelas Bimbys.
É por tanto, natural que se deva ensinar a criançada a amamentar as crianças já que elas deixaram de parte, logo desde o início, o papel de ser Mulher. 
Fonte: As mulheres não sabem amamentar...

E todos nós sabemos como a sociedade é capaz de manipular as crianças e os jovens deste país retrógrado. Publicidades, telemóveis, jogos, novelas, revistas, moda, alimentação, marcas de roupa, filmes e desenhos animados. Não me vou prenunciar muito sobre este assunto, porque já o debati vezes suficientes aqui e não me quero repetir.
Se uma mãe quer que uma filha se vista bem e decentemente, também ela (a mãe), terá de se vestir decentemente e preocupar-se com mensagem que quer transmitir. Assim como as drogas, as saídas à noite, o tabaco, a falta de estudo, o não fazer os trabalhos de casa quando chega a casa. Parece-me, que o que falta às crianças, não é mais disciplina, mas mais regras e obrigações. Falta-lhes mostrar as recompensas que terão se fizeram determinadas coisas da maneira que os pais querem ou que é mais apropriado. Falta dizer-lhes que as regras de casa também se aplicam fora dela. Mas os filhos por si só não têm culpa que os pais deles sejam tacanhos e zé-povinhos. E não basta terem cursos superiores, mestrados e licenciaturas para serem "bons pais". Apesar de que um "bom pai" tem muito que se lhe diga e as opiniões divergem, e depende muito da perspectiva, já que todos temos os nossos podres, um bom pai, é aquele que transmite e ensina aos seus filhos o poder de argumentação, a consciência e a observação do mundo que o rodeia. Uma criança saudável e madura, é aquela que tem capacidade de se exprimir, que sabe que a sua opinião também conta (dependendo da idade e da ocasião), que ele próprio é um indivíduo com problemas, que está a crescer e que as decisões que toma têm um forte impacto na sua vida.
Se um pai quer educar, ele próprio tem de saber quem é enquanto pessoa e a sua posição, na relação amorosa que tem com a cara metade. Deve ser alguém por inteiro, que se complete, obviamente, mas capaz de educar tão bem como a pessoa que o acompanhará em todo o processo (pai ou mãe).
Se queremos melhores adultos, temos de ensinar às crianças de hoje a serem crianças, a desfrutar de cada etapa nas suas vidas com o devido tempo e valor. Que é precisamente o que não acontece. Os pais do hoje, do século 21, das internets e ipads, querem que os seus filhos sejam adultos fora do tempo. Que tenham atitudes de gente crescida, inteligência acima da média, que consiga ter os mesmos "tiques" e maneirismos das pessoas adultas. Como dizia o Dr. Phil num programa: "Mini-meus".
Os pais, regra geral têm tendência a elogiar os filhos pelos seus feitos. Tudo começa quando eles são bem pequeninos, e fazem cocó sozinhos (sem bebé gel) aos 3 dias de gente: “Espectacular, conseguiu logo, vê-se que é uma criança determinada”.

Pronto! Começou a asneirada.

Fonte: A influência dos elogios no desempenho das crianças
O riquismo e a superioridade...
Eugenia "gramatical"...
O ódio aos nomes...
A eugenia existe...
Eu quero, posso e Compro!

A competição não vai deixar de existir. Mas se queremos adultos maduros, todos os que a rodeiam (a criança) terão de dar o exemplo, começando pelos pais. Mas o problema persiste. Somos a geração mais instruída que já caminhou na Terra, principal e particularmente em Portugal, mas continuamos a renegar e a passar as dores de cabeça que são os "nossos" filhos para outras pessoas, como testemunhou a Cláudia num texto que partilhou: "A sexualidade precoce.".
O problema é que elas se mexem como se fossem bem mais velhas e isso origina comentários dos rapazes (da mesma idade) que nunca na vida pensei ouvir. Afinal quem espera que um menino de três anos se vire e diga "que ganda rabo"? E quem espera que o pai do mesmo menino se ria? Não é difícil perceber de onde vem o ensinamento... Começa numa coreografia e acaba connosco a ter que vigiar a casa-de-banho atentamente porque eles vão para lá mostrar as "maminhas" e "pilinhas" uns aos outros.[...]
É tudo muito engraçado quando eles são pequenos. São fofinhos e as mulheres/homens acham piada a que eles tenham estas saídas de mini adultos.
Fonte: A sexualidade precoce.

Como é suposto educar, se os pais não querem ser pais? Se os pais não sabem ser pais e não querem perder tempo? Não querem amar quem trouxeram ao mundo com supostamente tanto amor e carinho? Bem... a partir do momento em que ouvi na pequena reunião a que fui, de que os pais iam deixar os filhos aos infantários e ATLs só para eles poderem ir para a praia... "já vi de tudo". E fumar para cima dos próprios filhos? Ainda se acham no direito de ficarem incomodados por os chamarmos à atenção dos perigos/malefícios do tabaco. 
É preciso dar e mostrar exemplos! Bons exemplos! E enquanto as crianças não perceberem o que estão a ver, a ler e a estudar, vão simplesmente decorar e achar para sempre que as coisas são assim e sempre foram assim. Como aquele problema dos macacos e das bananas no topo de uma escada.
Os pais não têm tempo, é verdade, mas com amor e dedicação tudo se consegue, certo? Mas, e aqueles que não querem ter tempo? Que não têm paciência? É verdade que uns não têm dinheiro, mas... não querer estar com os filhos? Pais que arranjam um segundo emprego ou part-time só para não ter de os aturar? Depois acontece o que acontecia no infantário da Cláudia. Em que ao fim do dia, ela dizia aos pais que o filho tinha dito um palavrão, tinha batido em alguém, se tinha comportado mal, ou algum tipo de falta de educação, e os pais lhe diziam simplesmente que não tinham nada haver com isso. Que eles deixavam os filhos nos infantários era para as educadoras e funcionárias tratarem deles.

Como é possível esta gente dizer que é pai?
Como é possível esta gente achar que é gente? Que é adulta e responsável?
Como é possível esta gente estar autorizada a reproduzir-se!?
Eu já testemunhei bons pais, a agirem de forma correcta, mas esses pais, são 1 em 1000, literalmente. Como podemos esperar que o futuro do nosso país seja bom, se os pais e os garotos de hoje não são exemplo para ninguém? Para não falar do exemplo de merda que as mães e pais dão às filhas de 14/18 anos, que saem à rua com cara e roupa de putas. Existe um lugar próprio para esse tipo de exibicionismos, e eles são na cama, à borda da estrada, numa discoteca ou num festival. Depois admiram-se que são violadas... o que elas até devem gostar, porque adoram provocar certo? Sujeitam-se, MELHOR, vestem-se assim de prepósito, não por ser uma fase da adolescência, de rebeldia e de se encontrar a si mesmo/mesma, fazem-no sim para chocar os outros, e isso dás-lhes prazer. Mostrar que não pertencem ao "bonito" da sociedade, que não têm limites nem barreiras. Isso é sem dúvida uma coisa louvável, mas quantos e quantas destas raparigas e rapazes, seria capaz de se aventurar sozinho numa floresta? Quantos seriam capazes de se aventurar por uma serra ou fazer uma caminhada de 20km no meio de uma montanha sem qualquer tipo de orientação? Elas são putas que andam atrás de pseudo-machos-alphas, que só o são e se tornam, quando andam em matilha.

-- "Ele ia atrás de si?"
-- "Não, eu é que ia atrás dele..." 
Fonte: Rapariga violada pelo violador de Telheiras.

Se não existem regras, não existem barreiras, não existe nada que controle a juventude descontrolada que os pais deixam deambular por aí a "curtir a vida", a "aproveitar a vida" e a fazer dela o que acharem melhor. É verdade, és mesmo isso que estão a pensar. Os pais não estão presentes nem querem estar presentes na vida dos filhos. Bem... é uma afirmação drástica. Talvez fique melhor se eu disser que os pais ao darem excesso de liberdade aos seus filhos, só porque estamos numa era de "não barreiras", de total liberdade e livre-arbítrio de que a criança pode fazer tudo e que os pais podem ficar sentados no sofá sem se preocuparem com a vida "íntima" e "privada" dos seus filhos. Ao darem tamanha liberdade, estão a estragar. Coisa que por um lado até poderia ser boa, porque assim saberíamos quem são os parvos atrasados e os bons, mas... estes parvos e estas putas decotadas, infiltram-se em todo o lado como uma praga, que leva consigo a falta de inteligência, de maturidade, responsabilidade e qualidades. Estes jovens de hoje, são incapazes de criar um currículo de capacidades e qualidades, porque não detém nada de valor para dar e partilhar.
Como dizia a psicóloga que fez a reunião, recordado mais tarde pelo meu irmão numa conversa sobre o assunto:

Estes jovens e crianças, estão a viver tudo agora. O tabaco, as drogas, as discotecas, as más horas em casa, o excesso de liberdade, a desresponsabilidade escolar (etc.), e um dia, quando forem mais velhos, quando tiverem idade e capacidade para fazer, experimentar e perceber certas e determinadas coisas, vão exigir algo muito pior, muito mais extremo. Estão a viver tudo hoje e vão exigir muito mais no futuro.
O mesmo acontece com música. Pessoal que houve Heavy Metal, ou Death Metal, não nasceu a ouvir sons tão pesados e extremos, foi uma necessidade psicológica e auditiva que o próprio cérebro foi exigindo, e á medida que os gostos se iam formando, também o tipo de música ia alterando. Saber então, que estes jovens e crianças, não têm quaisquer regras nem rédeas e que podem fazer tudo o que lhes apetecer sem qualquer represália, os pais estão mesmo a falhar! E esses pais são da minha geração, dos 25 para cima. Pais da "geração deolinda", do "à rasca e à rasquinha".

Geração Deolinda = Geração Merda!
És um simples conceito...
A geração anti-pedagógica...
O período fértil da irracionalidade...

Eu espero não vir a viver no país que prevejo, mas parece algo inevitável. A cada dia parece ficar mais fácil caminhar para esse período de irracionalidade, que infelizmente se irá perpetuar infinitamente, criando uma sociedade igualzinha à do filme "Idiocracy".
Existem dezenas de documentários, realizados para nos avisar dos perigos destas gerações envoltas em tecnologia, como é o caso do documentário "ReGeneration". 
-- "As coisas materiais são muito importantes."
-- "Queremos o melhor de tudo, o que for popular na altura, o que estiver na moda."
-- "Precisamos sempre de alguma coisa."
-- "Adoro a moda, porque a considero uma forma de arte. É uma maneira de nos sentirmos bem e de nos exprimirmos." - Jovens e Dinheiro (2008) 
É a maneira de como a sociedade comunica com as crianças, que alterou a nossa forma de educar "bem". 
Fonte: Espero não vir a viver no país que prevejo...

Um boneco está com medo das alturas, é bombeiro e tem de apanhar uma boneca no topo de uma árvore.
-- Tenho medo!
-- Tira as mãos dos olhos, estás a fazer figuras tristes.
É este o tipo de incentivo que se deve dar às crianças? Não seria melhor dizer:
-- Força André! Tu consegues!
Fonte: A futura geração...

Outro dos pontos que se esqueceram de mencionar, foi o que já referi brevemente mais acima: A sociedade crítica os jovens que querem ser pais, que vão ser pais e que são pais.
Antigamente, uma mulher grávida era sinónimo de felicidade, de vida, de alegria e de amor. Hoje? É uma proibição, um tabu, um perigo, uma falta de consciência, de maturidade e uma irresponsabilidade do "Não sabes onde te meteste".
O problema, é que os jovens que querem ser pais e que acreditam que serão bons pais, não têm os apoios necessários nem as informações necessárias. Grande parte são jovens de pouca cultura, a não ser daquela que decoraram nos tempos do liceu ou da universidade e que já esqueceram por conveniência.
E a quantidade de raparigas que anda a tirar cursos de crianças? Têm medo de não ter instinto de mãe? É verdade que a responsabilidade é muita, mas a minha mãe nunca tirou um curso e sabe entreter, educar e estar com crianças.

A gravidez deve ser celebrada, se for desejada, com alegria, com entusiasmo, com amor! E a mulher deve ficar e andar orgulhosa por trazer no ventre algo que fará o casal feliz. Desde quando um animal grávido é criticado ou condenado por o estar? Não era suposto ser bonito e único?
A gravidez está sobrevalorizada...

Estão a cuspir na cara das jovens deste país, raparigas com um grande coração e desejo e vontade para ter filhos, de que não sabem o que é ser-se mãe, das responsabilidades que isso acarreta, da maturidade, da exigência e paciência. Bem... quem critica e diz esse tipo de coisas é porque ela não sabe o que é ser-se verdadeiramente Mulher e Mãe. Demonstra medo e insegurança. Há quem esteja preparado e quem tenha nascido para ser mãe, e estas "mulheres" e "homens" que criticam a geração mais nova, que "não tem" medo de agarrar a vida pelos colarinhos e dizer que vai ter um filho mesmo que o emprego seja uma coisa instável, louvo! Sei que uma gravidez pode não ser planeada, mas se não for para educar BEM, mais vale abortar, do que trazer ao mundo um aborto pior do que as crianças que hoje destroem as escolas e os espaços públicos.

E desde quando o decote de uma mulher deve chamar mais à atenção do que a barriga de grávida? É mau estar-se grávida? Para quê o concelho de usar decotes para atrair os olhares para o peito do que para a barriga? Estão a tentar esconder alguma coisa feia? Que tenha sido um descuido ainda aceito, mas se está grávida, foi algo que avançou com o próprio consentimento, é que existe a hipótese de fazer um aborto. Se não queriam olhares "estranhos", ou tinham-se preparado antes para eles, ou não tinham avançado de todo para um desenvolvimento mais avançado.

- Um decote bem sensual pode desviar os olhares da barriga saliente para os seios.- Os brincos também podem chamar a atenção para eles e desviar o olhar da barriga saliente. 
Fonte: Roupas Para Quem Tem Um Pouco de Barriga

Se queremos crianças, jovens e adultos responsáveis, os pais do hoje têm de dar o exemplo, têm de ser os Pais e Mães que decidiram ser, e que aceitaram ser. A não ser que o tenham sido só para juntarem mais um "Sr. Doutor" ao seu nome.
Sou o melhor dos meus pais, com alguns dos seus e dos meus "podres", mas muito pouco jovem da minha idade é educado como eu sou. Se o são, serão-no por conveniência, por cunha, por jeito e por interesseirice. Não estou a dizer que sou o melhor, que sou único e que todos os outros não valem uma merda, mas os bons, são sempre muito poucos...


O que é ser pai na actualidade?
Bem, é uma excelente pergunta, mas talvez se devesse mesmo perguntar:
Como não errar enquanto Pai?

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A geração anti-pedagógica...
O divórcio em Portugal...
A futura geração...

domingo, 14 de julho de 2013

Os príncipes, são sempre perfeitos... III


Vou deixar que façam a pesquisa por vocês próprios, e espero que percebam que nada disto é teoria, mania, uma ideia pré-concebida ou criticar por criticar. Tudo tem fundamentos e argumentos, que podem encontrar nos links que voz deixo aqui e nos textos anteriores. Não se preocupem, ainda voltarei a este tema. Simplesmente é tanta informação em pedacinhos que fazer um apanhado de tudo se torna dificil.

Ja ouviram a frase: Se queres um principe comporta-te como uma princesa? -.-
(fartinha de ver estados que rebaixam os homens) - Natasha Smaga

Os homens que limpam a casa são mais felizes
10 Motivos para não desfazer a barba
As mentiras mais usadas pelas mulheres
As maiores mentiras que as Mulheres contam
As 42 frases tipicas que a mulher utiliza para não fazer sexo!
O que oferecer a uma mulher infiel?
As maiores fantasias intimas das mulheres
Tenha relações com mulheres sem compromisso com a técnica da mulher infiel
Os 7 sinais de traição das Mulheres
Forma de andar mostra se a Mulher já teve O R G A S*M O S
Cuidado ao andar de metro…
Os cinco tipos de homens que você deve testar na cama antes de se casar!

O sexo é uma coisa animalesca!? O sexo está-se a tornar banal? Não eram precisamente as mulheres as mais púdicas em relação a este assunto? Como já referi antes. Quando um animal é preso durante muitos anos, basta soltarem-no uma vez na vida, para ele ficar completamente tolinho. O que aconteceu com as mulheres desde a sua "libertação", foi uma explosão excessiva de "direitos" para elas. Sendo o sexo, hoje em dia, algo que antigamente fora "proibido" de ser tema de conversa, como já disse, para passar a ser algo... quase como um episódio louco de gulosice.
Não estou contra este tipo de textos, nem contra as mulheres gostarem e falarem cada vez mais de sexo, ou fazerem cada vez mais sexo, os homens agradecem, acreditem, mas desta maneira parece que o homem não sabe nem serve para mais nada.
"Não me referindo necessariamente a tabus, as revistas (neste caso, refiro-me à Cosmopolitan porque foi a que tive acesso mais recentemente) falam muitas vezes em usar abordagens sexuais para manter um homem interessado ou, simplesmente, para perder as calorias extra para caber num tamanho "XS" e, agora, parafraseando: "Na manhã de domingo faz sexo duas vezes e "obriga" o teu namorado a prolongar as sessões, pelo menos, 30 minutos para perderes 350 calorias".
Assusta-me viver num mundo em que o sexo não é visto como algo natural, algo que vale por si e é complementar ao amor, não, parece que é uma simples moeda de troca, um meio para atingir um fim. Uma espécie de sacrifício para um bem maior. Brrr."
Beatriz em Vamos falar de sexo (?)
O que muda aos 40? - TVI (13-06-2013) (10:10min - 44:50min)
Manual de Instruções para Sobreviver aos 40, Continuar Sexy, Com Alguma Vida Social e Não Parecer uma Lontra Livro


No Euromilhões do dia 18-06-2013, a TVI passou um pequeno video do que se podia fazer com o prémio. Falaram logo à cabeça, para ser rápidamente mais fácil de esquecer, sobre pagar as dividas. Logo de seguida, falaram de milhares de maneiras de como poderiam esbanjar aquele dinheiro todo. Deram, não só uma prespectiva do que se podia fazer com o dinheiro todo, viajar até ao espaço ou comprar X milhares de carros de marca, como falaram também na luxuria de que é ser-se rico. No glamour e poder que se é e tem.
É este tipo de pensamentos que a sociedade implanta e intoxica as crianças e os próprios pais. Está tudo na televisão e nas revistas, basta estar atento.

The Hidden Meanings in Kids' Movies: Colin Stokes at TEDxBeaconStreet

Sociedade Civil (VIII) de 28 de Junho de 2013 - RTP2
Aos 27 minutos, dizem que o número de mulheres na universidade está a aumentar. Uma coisa que não disseram, foi que o número de empregos pesados está a aumentar e são precisamente os homens os únicos capazes de aguentar e suportar esse tipo de esforços. Ora... para quem anda a estudar e a trabalhar ao mesmo tempo, sabendo nós que os homens se esforçam menos na escola, é natural que o número esteja a diminuir, não só porque, como referi, o número de postos de trabalho de trabalho pesado está a aumentar e as mulheres não sabem fazer nada, nem mesmo cozinhar, acreditem, é natural que elas ao fim de uns anos tenham um curso superior e provávelmente um mestrado, mas não experiencia de trabalho como têm e estão a ter os homens. É fácil prever que estas mulheres "proficionais" e bem "educadas" irão casar com estes homens que só têm o 12º ano.

Imagens "cómicas", sem piada nenhuma.
TaFeio - Realidade
TaFeio - Ciumes
TaFeio - Não Gervasio, ainda não...
TaFeio - Uma decisao dificil
TaFeio - Ilustracção perfeita
TaFeio - A logica das pessoas ou falta dela
TaFeio - Piroca pequena pode levar a obsessao por musculacao

Estas piadas não são piada, são uma realidade corriqueira. Uma realidade banal.
Os homens, nalguns destes posts, fazem figura de tolos, de bobos, de palhaços. Não usam as palavras para ferir, como usa a mulher, mas para brincar. Grande parte dos homens é brincalhão, uma qualidade que as mulheres adoram. Não acreditam!? Toda a mulher gosta de um homem que a faça rir, que a faça distrair do que a preocupa. A mulher, muito pelo contrário! Como mostra a ilustração "Não Gervásio, AINDA não!", em que a mulher demonstra o seu lado mais bruto, frio. O seu lado insensível, mesmo para com o próprio filho. Um filho que é dos dois, a menos que ela odeie o marido e ache que cada vez que sai de casa, que foda tudo o que encontra pelo caminho.
Não vi uma única mulher puxar os animais para dentro de água. Porquê? Porque nesta situação, já são SÓ os homens que têm força suficiente para os arrastar. Que têm garra, que são destemidos. Para a mulher, os homens foram feitos para isto, para a força, para o "desenvencilhar", para lidar com as coisas perigosas, pesadas, brutas e bruscas. O papel das mulheres? Ficarem a tomar conta das crianças e das costas dos seus "protectores", enquanto eles vão fazer o seu serviço.


-- O que falta a alguns adolescentes hoje em dia?
-- Inquisição!

sábado, 6 de julho de 2013

É castigo ou tortura?




Dar uma chapada na cara de uma criança, dos 2 ou 14 anos, de uma certa perspectiva, é algo obsceno, frio e insensível de se fazer. É algo que muitos pais e mães usam como ultimo recurso, mas é especialmente perpetuado quando a criança falta ao respeito na cara dos pais. Quando lhes chama nomes menos próprios para uma criança daquela idade.

Uma chapada na cara, é, grande parte das vezes, humilhante para quem a leva. Sendo a nossa cara a parte do corpo que constitui o maior número de músculos, e a "única" que nos permite comunicar de forma não verbal. Por tanto, a razão para uma chapada ter tanto impacto nas nossas emoções, deve-se ao facto de ela nos "proibir" expressarmos-nos. Um sinónimo de que deveríamos estar calados, que deveríamos ter vergonha e em parte, deixar de existir. Que a nossa opinião não conta para nada e não tem importância. É, para além do "cheiras mal da boca", uma forma de rebaixar, de inferiorizar. Se um adulto se sente incomodado e inferior, alvo de gozo, então uma criança, por muito inconsciente que seja, sentirá que fez a pior coisa do mundo. O que é o objectivo da chapada. Mas para uma criança, é quase como que os próprios pais dizerem ao filho:
-- Odeio-te! Não gosto de ti!


Dar uma chapada, só mesmo em ultimo caso e na altura certa, é a atitude mais correcta a ter? Pessoalmente acho que não, pois mexe bastante com a caixa psicológica da criança. Uma palmada no rabo ou nas mãos, é sempre melhor do que um puxão de orelhas ou uma chapada.
Como li na internet, existem crianças com problemas graves de audição devido a um puxão de orelhas que foi longe de mais. Inclusive, crianças que ficaram com os músculos da mesmas, rasgados.
Existem vários livros hoje em dia, que "ensinam" os pais a educar e a responsabilizarem-se pelos seus actos, sem ser à chapada e à palmada, ainda existe muito casal que, ou não sabe educar ou tem excesso de raiva a mais. Que usam e abusam do poder de serem "pais" para poderem descarregar o stress do seu dia-a-dia nos seus filhos. Da mesma forma que existem muitos pais que amam os seus filhos, que os respeitam e ouvem, existe também, de forma proporcional, pais que "odeiam" os filhos, que se tivessem poder de escolha ou capacidade de recuar no tempo, preferiam nunca ter tido filhos. Como abordo em parte em "Elas, que andam sozinhas...".
Para esses pais, o "castigo", tanto físico como psicológico é uma forma de tortura? Uma tortura do qual tiram prazer?
Vocês então perguntam-se: "Mas que tipo de pai é que haveria de retirar prazer por encher um filho de porrada e de violência psicológica?". Bem, todos os pais que são divorciados ou que estão separados e têm filhos, e que nunca os quiseram. Os mesmos pais que se tiveram uma noite de sexo com um rapaz ou rapariga qualquer e que ao saberem que a miúda estava grávida, sentiram a vida arruinar-se para sempre.

Até que ponto, um castigo não é uma forma de tortura, mais do que educação? Até que ponto uma palmada, uma chapada, um castigo, um berro mais alto aos ouvidos, não é para os pais, um escape ao stress que os filhos lhe causam todos os dias, simplesmente por existirem, por terem despesas, por causarem prejuízo e mais dores de cabeça do que momentos de orgulho.

Castigar uma criança, não é o mesmo que estar a educar. O meu ralhava comigo e por vezes dava-me umas palmadas bem assentes no rabo e mandava-me, a mim e ao meu irmão, para o quarto de castigo. Como muitos pais fazem. No que ele se tornava único, era quando ao fim de algum tempo, depois de nos deixar pensar no que tínhamos feito, vir falar connosco, incutir, conversar, digerir a informação, o porquê do castigo, o porquê de estarmos errados, onde errámos e o que aprendemos.
Na minha opinião, acredito que a agressão verbal, é pior do que a física. A agressão psicológica, os jogos psicológicos, a frieza das palavras para com os sentimentos da criança. Uma palavra é capaz de fazer mais danos a uma criança, do que uma palmada marcada no rabo. Porque enquanto uma palmada forte, desaparece ao fim de umas horas, uns dias, uma palavra irá agarrar-se a qualquer parte do seu cérebro e ficar lá até ao dia da sua morte, a torturá-la e a manipulá-la da forma mais negativa que se conhece.