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domingo, 15 de abril de 2018

A construção de um império pessoal...


[Photo: Chadwick Tyler | Model: Jana Knauerova]

Viver não é sinónimo de fumar, de beber, de ir para a esplanada do café, do bar ou dançar numa discoteca. Não é viajar, nem ir à praia.
Não é sinónimo de gargalhadas com os amigos, numas muitas "loucuras" de brincadeiras parvas e infantis, que surgem pelo simples facto de ou já estarem bêbados ou em grupo.

A falsa satisfação social que o tabaco e o álcool proporcionam, envenenam o cérebro jovem que ainda não amadureceu, que ainda não cresceu. Depende do contacto social, das amizades, das conversas efémeras e do vício luxuoso de gastar +5€ cada vez que sai.
Porque quando as árvores tombadas começarem a surgir no teu caminho, e situações difíceis que não podes controlar ou melhorar te inundarem a preocupação; As conversas cheias de gargalhada, onde te sentiste aceite, integrado, ouvido e valorizado, não terão o impacto suficiente para te ajudar a decidir.

És tu quem dá o paço em frente.
És tu quem toma a última decisão.
Mas garanto-te que tomá-la quando o álcool já entrou no organismo, as gargalhadas substituiram as conversas sérias e o conforto que os amigos te deram nesse momento ínfimo da tua vida, não terá o impacto que desejas. Pura e simplesmente, porque não foste capaz de ver que a árvore tombada tinha um arbusto de silvas do outro lado. Se estás à espera que eles estejam ao teu lado na tua primeira entrevista de emprego, na ida às finanças, na fila dos CTT, ou naquele primeiro exame de código, estás cego.

Os amigos ajudam a apaziguar o stress, o nervosismo e a dar uma falsa satisfação ao ego. Esses teus "momentos de viver", de "aproveitar a vida", são outra droga, outro vício que já não controlas, que julgas ser o bem mais necessário; Os momentos que te tornam quem és...
És incapaz de ir para o café sozinha, porque na realidade, és incapaz de estar sozinha no mundo, por tua própria conta. Tens medo da solidão. Tens receio do que os outros possam pensar em ver alguém sozinho no café. Vives de um medo que não controlas.
O momento em que entras para o mercado de trabalho, recebes dois sacos: um de responsabilidades e outro de deveres.
A tua liberdade, a tua voz, a tua opinião, deixam de contar, porque as pessoas são mais velhas do que tu, têm mais poder do que tu, e se te poderem foder, fodem.
Voltas então ao mesmo vício, à necessidade de estar com os amigos, de puxares um cigarro e beber uma cerveja, na esplanada do café, com o desejo de soltar o stress, o nervosismo e a tristeza acumulada durante a semana de trabalho.
Entras num poço, numa espiral que não te leva a lado nenhum mas que acreditas estar a fazer alguma coisa com a tua vida porque estás feliz nesse momento, e a vida nem está má; recebes o teu ordenado, tens carta e até carro próprio ou dos teus pais, e sais para passear e até lês uns livros... mas não podias estar mais longe da realidade em que se tornou e se transforma a tua vida.
Paras no tempo. Estagnas. Tornas-te mais um(a), português amargurado, que critica o estado do mundo, do país, ou da mentalidade dos outros, por o país não ser como os teus amigos. Não ser fácil como o teu cigarro e a tua cerveja.
A única solução que encontras para combater esse tédio, essa falta de vida própria, é sair com os amigos, lançares objectivos para o "próximo ano" e "acreditar" que as coisas vão melhorar.
Mas continuas a estar longe da realidade. Continuas a ser incapaz de ver e de compreender por ti, sozinho(a), que viver a vida não se faz através de cafés, cigarros e cervejas, tão pouco de viagens, mas das decisões. Do caminho difícil que precorres para realizar um sonho.

É fácil sonhar, mas é na luta dele, do esforço ao longo dos anos, dos sacrifícios, que te realizas e vives.
Os livros de auto ajuda são uma excelente oportunidade para aprender a ser alguém melhor do que já és, mas apenas ler não chega. É preciso ver os outros, experimentar, errar e tentar.
Se não partir de ti a mudança... Se não vier de ti a vontade consciente de deixar para trás os maus hábitos, os vícios, e começares a fazer da tua solidão, do teu Eu, da tua alma, um amigo, uma prateleira com livros de tuas anotações, da cultura e razões fundamentadas de seres o que és, não cresces, não te tornas melhor...

Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, o impacto da realidade das coisas que te rodeiam começam a apertar no pescoço, a fazerem-se sentir em peso nas costas mal habituadas, começa-se a fazer sentir, quando precisas de tomar uma atitude, uma decisão importante e falhas ou te é difícil, porque o hábito assim o proporciona.
Entras em stress, em pânico, em parafuso, por coisas tão simples... Não te é habitual "pensares demais" nas coisas. Preocupares-te com elas. Com a responsabilidade ou exigência do trabalho que tens a fazer, dos documentos para assinar ou assuntos para tratar, nos mais diversos locais que desconheces, onde não se riem para ti, não te aceitam no grupo ou bebem uma cerveja contigo enquanto puxam do segundo cigarro, porque não estão entre amigos que se apoiam...
Por viveres a vida de forma tão vibrante, divertida e despreocupada durante tantos anos, as coisas que te rodeiam, tal como as pessoas, as aventuras, as coisas exitantes, loucas e diferentes, perdem força, beleza, curiosidade aos teus olhos. Tudo se torna "igual", parado, monótono, indiferente...

Viver, caro humano, não é a "curtição" num café, numa esplanada, em pleno desboche social, para quebrar tabus, ideias políticas ou ideologias sociais, mas sim na produção e desenvolvimento de quem tu és, e usares o que tens para dar, para melhorar o mundo. Não precisas de ir tão longe, basta fazer a diferença com aquilo que mais gostas de fazer.

Viver, tem como base dois pontos:
  • A construção de um império pessoal.
  • A construção de um império social.

A construção do teu império pessoal, é aquilo de que te constróis. É aquilo que és quando estás sozinho. É a maturidade e a personalidade que desenvolves ao longo da tua vida.
São as experiências que tiveste. São os erros, os fracassos, os sucessos. São os filmes, as séries, os livros, as revistas, os documentários.
Esse teu império pessoal, é o que te define. São os argumentos que possuis para provar porque gostas da cor, ou da música, ou do filme que te dizem tanto.
Se não és capaz de crescer por dentro, será dificil cresceres por fora quando estiveres sozinho. E acredita, um dia vais estar sozinho... E se não estiveres sozinho fisicamente, vais estar sozinho de forma pessoal, sem conhecer ninguém e ninguém te conhecer. Nesse dia, quando o teu Eu surgir, vais sentir na mente que não foste capaz de desenvolver nem de habituar, a solidão e a frieza do que é estar sozinho e dependeres de ti para sobreviver no mundo. Porque na verdade, criaturazinha, não tens valor nem és ninguém, tal e qual como eu.

A construção do teu império social, é tudo o que fazes com familiares, amigos, estranhos, empregados de mesa ou qualquer outro tipo de interacção com pessoas. São a "cortição" até às tantas da noite com os amigos e colegas, seja de trabalho, de escola ou de infância.
São as tardadas ou as horas prolongadas na esplanada do café, no meio de uma conversa para marcar presença, para rir e engalhofar.
São as cunhas, são as amizades rápidas, os namoros. São a capacidade de meter conversa para criar amizades, através da simpatia ou educação.

Ambas são importantes. Ambas te dão ferramentas para viver e saborear a vida de uma forma consciente e responsável. Pois de um lado tens a capacidade de estares sozinhos e criares os teus momentos, os teus sonhos, e do outro tens o amor ou a atenção que muitos de nós precisam.

A única diferença, é que preferiste desenvolver as tuas "competências" sociais, enquanto acreditavas que o teu império social crescia no mesmo passo.
Fazem mais por ti as caminhadas no meio da floresta, com ou sem GPS, o pôr do sol e aqueles pequenos momentos que te dão energia ou tristeza à alma. Faz-te melhor a exploração da gruta que negas existir dentro de quem és desde que nasceste. A escuridão da depressão de que todos transportamos como um cancro em bomba relógio.
Faz mais por ti um livro, que um cigarro e uma cerveja na mão.
É quando tens a cabeça debaixo da bota pesada, que te pressiona o crânio, te prende as mãos e te arranca do coração e do corpo todo o desejo e força de "viver", que passas a saber o que é realmente estar vivo e a importância que as coisas que nunca fizeste te começam a gritar tanto, até abrirem tuneis na pele, do nó da garganta às pontas dos dedos, como arrepios e assombros que em voz de lamentação, te fazem perceber e consciencializar de que deverias ter sido mais produtiva para contigo, ao invés de "curtir" a vida da forma mais despreocupada e luxuosa possível, porque "só se vive uma vez."

Mas é precisamente aí que pessoas como tu se enganam, se engasgam, se tornam hipócritas. É nesse momento de paralesia social do "desboche" e "curtição", que param, que estagnam. Porque é verdade que só se vive uma vez, e que se deve levar e fazer essa caminhada da forma mais alegre e preenchida possível, só não te podes esquecer de que para viver ao máximo, precisas de comer, precisas de roupa, de um tecto, de uma cama, e essa vida tão maravilhosa que levas de adolescente irreverente, um dia acaba, porque o dinheiro é emprestado pelos teus pais, como injecções de capitais.

Se não fizeres pelo teu futuro, não terás nenhum.


Para ti, que não fumas nem bebes, que não sais muito de casa e tens poucos ou nenhuns amigos com quem sair... Lê; Percebe que não precisas de nada dessas coisas para viveres. Para cresceres, para te tornares num homem ou numa mulher. A tua história não se constrói no meio de venenos e vícios que te sugam o pouco dinheiro que tens todos os meses. E o tempo que estarias num café, poderias estar a ler um livro, a escrever, a desenvolver projectos. Não precisas de ter medo por andar sozinho(a).
Sê tu próprio. Não te sinjas por modas, nem pelo que os outros fazem.
Acusarem-te de não viveres, de não curtir a vida, não significa que estás errado, signfica que preferes investir o teu tempo noutras coisas.
Usa esse tempo livre para enriqueceres a tua cultura geral. Para ler, para compreender melhor o mundo que te rodeia.
Constrói e solidifica a essência daquilo que és. Tornares-te melhor de ti para os outros. Cada tentativa que resulte num erro, estás a um passo mais próximo de te tornares quem sempre desejaste ser. Mesmo que te inspires em alguém físico, ou no personagem de um livro ou das tuas histórias, reconhece e percebe que um dia irás lá chegar, irás ser tão bom ou melhor do que aquilo que sonhas.
Dá tempo. Alcançar esses objectivos demora anos.
Uma dica... Põem os pés fora de casa ou os pés bem acentes na terra. Sê analítico em tudo o que te acontece ou te rodeia. Não deixes as emoções tomarem e controlarem as tuas decições. É esse o caminho que tens de percorrer para te tornares alguém ainda mais interessante. Crescer! Descobrires-te, re-inventares-te. A ti, e à tua história. Virares a página do teu próprio livro, e continuares, levando contigo tudo o que sabes, tudo o que sentes, tudo o que sonhas, tudo o que te faz sofrer e sorrir.

Tu, que me lês, e és um merdas; Sentes-te um merdas ou te fazem sentir um ninguém que não sabe aproveitar a vida, curtir, festejar, fazer amigos. Vou-te contar um "segredo".
Para poderes fazer alguma coisa da tua vida, tens de começar uma revolução dentro de ti para alcançar a mudança mais importante da tua mente: Confiança!
Enquanto não tiveres confiança em ti, nas coisas que fazes, nas coisas que dizes, e te deixares dominar pelas incertezas, pelos medos, pela vergonha, pelos pensamentos negativos, pela depressão ou pela morte daquilo que testemunhas todos os dias de ti próprio, vais continuar a caminhar na mesma estrada, com espinhos e árvores tombadas.
O dia em que respirares confiança, vais enfrentar o próximo degrau: tornares-te Macho/Fêmea-Alpha. E por muito que finjas ter confiança, um dia isso vai tornar-se parte de ti como o caminhar, e não há mal nenhum nisso, porque no fim e no fundo, todos nós usamos máscaras.
Os ombros vão estar direitos, as costas deixaram de estar quebradas pelo medo e insegurança, e o teu caminhar vai ser firme e confiante.
Com o tempo, com a luta que pretenderes fazer, vais perceber mais tarde que TU podes alcançar tudo! Que TU podes fazer tudo, ser tudo, ir a todo o lado e perguntar o que quiseres! Porque a vida, torna-se muito mais simples, muito mais fácil, quando a vês sem medos, sem vergonhas, sem o nervosismo de interacção humana.
Depois do teu exame de condução, o medo de conduzir controlava a tua mente. Injectava em ti sonhos aterrorizantes de acidentes e multas. No entanto, com o tempo, ganhas-te confiança nos pedais, nas mudanças, no volante, e em ti mesmo. Se olhasses para trás, para a tua primeira aula de condução, dirias que foi uma das experiencias mais assustadoras da tua vida, mas que conquistaste, com o tempo, por muito dificil que tenha sido.
É precisamente assim que deverás ver a vida. Não há razão para ter medo, vergonha, incertezas, receios, nervosismo, ou entrar em paranóia ou stress por algo tão insignificante.
Porque o segrego, é saberes que o podes fazer! É saber que com o tempo tudo se torna um hábito ou te nsai aturalmente.
É agarrar a vida pelos cornos! Torcer e amassar! É rasgar tudo aquilo que te prende numa zona de conforto que existe apenas na tua mente, e seres a pessoa curiosa que és! Perguntar, descobrir, aprender.

Não precisas de beber, de fumar, de sair à noite, de ir ao cinema, de ter montes de amigos e te sentires integrado num grupo. Isso são tudo cadeados que te prende nas caixas daquilo com que a sociedade te pretende controlar e desmiular. Esses vicios e fraquezas não fazem parte da pessoa que és; da pessoa que escondes e guardas dentro de ti: o Macho/Fêmea-Alpha! O líder! O corajoso! O destemído! E não há mal nenhum em seres tudo isso porque os outros não fazem ideia nem querem saber.

Enquanto não te puseres á frente do urso, não saberás que tens um lobo dentro de ti. Se vais sair, cordeirinho, sai à vida agarrando-a pelos cornos! Torce e amassa! Tudo o que tens de fazer, é saber que o podes fazer. Só tens de ir lá e conquistar. E mostra a todos os filhos da puta que te disseram que não podias fazer nada da tua vida, que estás a caminho! Porque tu vais conquistar tudo aquilo que eles disseram que não serias capaz. E lembra-te: Tudo aquilo que não te matar, é melhor correr!!!
Tens dentro de ti tudo o que precisas para ser um líder, para conquistar e dominar a tua vida e o que desejas para ti. Será com esses pés que vais desbravar caminho para que outros te sigam. Será com essas mãos que irás criar o que mais desejas. Com a tua postura, irás dominar e conquistar qualquer lugar que entres. Se errares? É natural, como a natureza. Não vives para aprender, aprendes para descobrir realmente como viver.
Tu constróis a tua vida.

Mas... e quando te sentires triste? Vazio, com medo, nervososo, envergonhado, sensível? Aprende a perdoar. A perdoar aquilo que és. Aprender a analisar o porquê das coisas que te deixam assim. Além disso, quem disse que depressão é uma coisa má? Que descer até ao fundo do poço é uma coisa horrível? Que ter medo te destrói? É com os momentos mais tristes e infelizes da nossa vida que podemos valorizar o sorriso, a gargalhada, a piada, os momentos realmente bons, bonitos e genúinos. Pois para sentires o carinho e o afecto de um abraço, tens primeiro de sentir a solidão e a tristeza profunda. Aprende a abraçar a solidão e tudo o que ela traz consigo.

Existe uma frase muito interessante sobre relacionamentos:
"Ao inicio é tudo muito bonito. Cheio de amor e paixão; A pessoa lambe-te de alto a baixo e de um dia para o outro, deixas de ser alguém."
As pessoas à tua volta, têm o Síndrome Titanic. O que me sempre me diferenciou de pessoas da minha idade, é que eu sabia que o navio iria bater um dia. Enquanto eles estão na "curtição", a fumar, a beber, a "viver a vida", despreocupados por o navio ir bater no iceberg, eu já comecei a aprender a nadar.
Consciêncializa outra coisa: Essas pessoas que conheces, que vão para os cafés, ou que bebem e fumam, que saiem de casa para "aproveitar" a vida, que saem à noite, grande parte dessa gente não tem filhos, não tem obrigações financeiras dispendiosas todos os meses. Muitas não trabalham, não têm filhos, só estudam, e os papás sustentam todos esses gastos de vida louca. Vivem a vida com o dinheiro dos pais, e não há nada mais humilhante para o carácter de uma pessoa dessas, do que usar e gastar o dinheiro de outras pessoas, para aclamarem e plenos pulmões que eles é que sabem "viver a vida", e curtir, e que eles é que são fixes porque têm amigos, e saem de casa, e fazem festas e vão todos juntos até á praia. Mas alguém os sustenta...

A construção do teu império pessoal, da tua pessoa, da tua mente, da tua solidão, da tua força, da confiança e da tua presença, é a escada mais importante que subirás na vida. Tu és o Alpha.
Se as coisas não te desafiam, não te irão mudar. E quando um dia olhares para trás, para a pessoa que és hoje, vais sentir orgulho ou saber que podias ter feito mais?

O que farias se não tivesses medo?

O que farias?
O que dirias?
Onde irias?

Isso que sentes, que te prende, é o único obstáculo entre ti e a realização de tudo o que desejas ser. É uma pergunta que te faz tremer, porque descobres nesse ponto de interrogação o vazio em que sempre sobreviveste, sem nada para espremer, sem nada para emoldurares. Foste, simplesmente. Existes meramente, como um peão num jogo de xadrez. Como uma cara no meio da multidão, no plano de fundo da vida dos outros.

Vais ter medo a tua vida toda, ou vais fazer alguma coisa com ela!?

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O politicamente correcto dos multi-culturalistas sem cultura...


1925 - 2016
"Quando a polícia obriga uma mulher a despir-se na praia a França devia compreender o absurdo do que está a fazer. Com as vendas de burkinis (que não tapam a cara) disparam depois da proibição devia compreender a inutilidade. Quando esta mulher é obrigada a despir o que tem vestido ao mesmo tempo que a polícia é aplaudida e ela ouve dos veraneantes franceses gritos de "vai para casa" deviam perceber o caminho perigoso que estão a trilhar e que tem um passado trágico." - Daniel Oliveira

O que as pessoas, que apoiam o direito da mulher a vestir como e com o que quiser, não se lembram de que na década de 1925, como mostra na imagem, elas não tinham direitos!
As mulheres nos países Ocidentais, como a que vemos na fotografia a preto e branco, era submetida a regras rígidas de vestuário quando andavam na rua e na praia. Demorou várias décadas, para que elas se libertassem da opressão imposta pela sociedade "liberal" que as pessoas hoje acreditam que sempre foi assim. Não foi e nunca foi!
É de relembrar, e vincar principalmente, de que as mulheres portuguesas apesar de terem ganho o direito ao voto em 1931, com muitas limitações, foi só em 1976, -- 45 anos depois -- que tiveram , como qualquer cidadão português maior de 18 anos, o direito ao voto em qualquer eleição que vie-se a decorrer no país. (ver: Sufrágio Feminino)

Tudo o que as mulheres de hoje podem fazer, as suas avós não o podiam; Na altura do Estado Novo, coisa que não foi assim há tão pouco tempo, as mulheres:
Não podiam sair do país sem autorização do marido e do estado.
Não se podia casar sem a autorização do estado.
Não podia sair de casa sem a autorização do marido.
Foram precisos décadas de lutas por parte das mulheres, para que hoje a "Mulher Ocidental", possa andar de bikini na praia, de mostrar os joelhos, o decote, a barriga, o umbigo, e até usar fio-dental.
Apesar de tudo isso nos parecer banal hoje, à dezenas de anos atrás, era impensável uma mulher usar lingerie quando saísse à rua, ou um vestido decotado, ou agora os típicos calções de ganga que as miúdas vestem na praia, ou até mesmo as leggins que tanta mulher e rapariga usa, provocando o olhar dos homens. E provocam, mas não é por isso que elas são violadas, isso é um texto completamente diferente e um tanto longo.
Sem fugir da linha de pensamento, a mulher do século 20, tem a liberdade pelo qual lutou. Tem a liberdade de se vestir como quer. De usar ou não usar produtos cosméticos. Nenhuma é oprimida, a menos que decência cívica seja posta em causa. Afinal de tudo, vivemos em sociedade, com regras, com leis, com um pouco de civismo, apesar de ás vezes não funcionar 100%.

Entramos agora na questão principal desta noticia:
É errado "obrigar" uma mulher a despir o "burkini", burka e jihad, só porque não gostamos de muçulmanos? Só porque tem uma religião diferente da nossa?
De uma forma geral: SIM.

Eis a razão. Se aceitarmos que as mulheres se deixem oprimir no local mais liberal de um país: praia, lagos e rios, porque somos "civilizados", quantos anos serão precisos para que os muçulmanos comecem a obrigar os ocidentais a tolerar e a aceitar outros costumes opressores que existem no seu país de origem?
Imaginem a seguinte situação:
Vocês vão para um local de trabalho, e as pessoas começam a comentar que o vosso cabelo ou roupa ficava melhor desta ou daquela forma. Que deviam cortar, apanhar em puxo, rapar, cortar assim e assado, ou usar camisas mais justas ou as calças com uma cor mais escura.
À primeira cedência da vossa parte, em que mudam "essa coisa" que as outras pessoas opinarão sobre vocês, iriam opinar outras mais, e vocês iam cedendo. Ao fim de uns tempos, vocês já não eram a mesma pessoa. Já não vestiam a roupa que antes gostavam, ou já não usavam o corte de cabelo que até tinham a algumas semanas, meses ou anos, mas que sempre acharam ser a "vossa cara".

O que ganharam com este processo?
O que aprendemos com esta experiência?
Que perderam a vossa identidade e individualidade!

E é precisamente isso que começaria a acontecer em França, caso aceitassem os "burkinis". Porque a tolerância do ocidental, é a coisa mais terrível e a ameaça mais tenebrosa que existe perante a "liberté" da sociedade democrática que luta pela igualdade e o direito de todos.
O politicamente correcto dos multi-culturalistas sem cultura, tornará em pó, a luta perpetrara pelas suas contemporâneas, na tentativa de viverem a mesma liberdade dos homens.
O politicamente correcto, do: "todos têm direito a vestir o que querem", tem uma falácia gigantesca, dos quais o tabu e o púdico se inserem. A mulher só pode vestir o que quiser, SE, -- e este é um grande SE que envolve leis -- estiverem de acordo com os padrões aceitáveis da sociedade, pois uma mulher não pode andar nua na rua, apesar de "supostamente" todos termos o direito de vestirmos como quisermos.
Inclui-se também neste SE, quando a mulher decide andar de bikini na rua. Ela pode usá-lo na praia, mas não o pode fazer na rua, pois vai contra os princípios morais da cidadania em que todos nos inserimos. Existem inclusive praias próprias para nudismo, que não são abrangidas pela leia do "não-nu", para que as pessoas que queiram andar como vieram ao mundo, o possam fazer sem serem oprimidas por velhas que vejam essa decisão como um tabu ou algo nojento.
Uma mulher, que amamenta o seu bebé em público, é acusada de indecência, apesar de ser um acto perfeitamente natural, que pode ser testemunhado por crianças das mais variadas idades, em Zoológicos. O sexo entre gorilas e outros símios, é visto como algo perfeitamente natural, mas o sexo é escondido nas casas, apesar de sermos constantemente bombardeados com mamas, decotes, lingeries, olhares provocadores que nos tentam vender um shampo ou um perfume. De músicas com danças extremamente provocadoras ou letras detalhadas.

Na Coreia do Sul, existem bandas que viram as suas coreografias musicais banidas. Proibidas de passar na televisão, por serem excessivamente sexuais.
A Coreia do Sul é um país americanizado, democrático, "livre", mas possuí ainda regras relativamente a danças. Danças que comparadas com certos videos da Niki-Minaj, seriam um "menino do couro". No entanto, essa "opressão" existe, e de certa forma, a sexualização das mulheres e dos homens, comprava a sua objectificação. A mente não é aberta o suficiente para aceitar que todos viemos do sexo. Que o sexo é algo natural e universal. Mas se nos focamos em criticar a Corei do Sul por censurar danças, o que diremos de Portugal e da sua cultura "retrógrada", em que os idosos ainda acham tabu falar de masturbação ou ver pornografia?
Se as pessoas acham que ao proibirmos a burka e jihad, estamos a retroceder, o que dirão das ofensas que os nossos velhos de Portugal sentem quando se fala de vagina e pénis em pleno horário nobre? E porque razão se deveriam sentir ofendidas por algo que é ensinado tão precariamente nas escolas e que é importante para o futuro de cada jovem que inicie relações sexuais seguras?
Se aceitamos que eles (idosos) se sintam ofendidos, se os protegemos e fugimos dessas palavras e sessões de TV informativas, não estamos a alimentar a mentalidade fechada de 1975? Não estaremos a alimentar que quase tudo o que se refere ao sexo, é tabu e que as pessoas deviam ter vergonha de falarem sobre isso ou proibir de as mulheres mais jovens terem o direito e a liberdade de expressão para afirmarem de que ontem de noite deram a melhor queca da vida delas?
Se aceitarmos e tolerarmos que o nossa sociedade se ofenda mais depressa por um casal a fazer sexo ao lado da filha, do que com atentados terrorista aos países que nos trouxeram a Democracia, em que é que estamos a falhar enquanto Ocidente?
Os nossos costumes não devem de maneira alguma mudar só porque refugiados invadem a europa e merecem "ajuda". É o mesmo que aceitarmos ciganos em nossa casa, a viver connosco, e exigirem que as regras da casam sejam alteradas. Que invés de andarem descalços por casa, devem andar calçados. Que em casa devem andar sempre de sutien ou de meias.


"O incidente que está a causar polémica nas redes sociais aconteceu na mesma cidade em que, no Dia da Bastilha, um atentado ceifou a vida a 84 pessoas. Recorde-se que o burkini foi proibido em França."
"Os que forçam a mulher a destapar-se, estão a garantir que outras possam andar destapadas. Essa é a grande diferença. Para se conseguir a liberdade de muitos, às vezes temos de negar a liberdade de poucos. Não é a situação ideal, mas é a melhor temos." -- José Mota

É só isso que tenho para dizer em relação aos que se sentem ofendidos e incomodados com o facto da senhora não ter "liberdade" de vestir o que quer.
As pessoas não têm noção da verdadeira razão política e religiosa por trás de toda esta regra. Há ainda quem não acredite que a guerra com o Ocidente não é religiosa nem política, mas que tem haver com a opressão e o sofrimento que o Ocidente causou no países árabes. O que é redondamente mentira.
Os muçulmanos mais radicalistas, que filmam as decapitações a sangue frio, dizem muita vez, que fazem tudo em nome do profeta Mohamed. Que lutam contra a fé cristão e os infiéis. Basicamente, uma 2ª caça às bruxas e inquisição.
Na europa, várias dezenas de crenças, convivem numa certa harmonia cada uma protegida pela lei. Aceito e respeito a religião muçulmana até ao ponto de não me obrigar, impingir ou forçar a algo que não concordo ou que não fazem parte dos meus valores e direitos como cidadão.
Nós cá temos a liberdade de escolher como nos vestirmos, porque lutámos por isso. Podemos escolher andar de bikini/calções de banho ou andar de t-shirt, gorro e calças de ganga. Nós temos essa liberdade! Mas elas não. Elas não têm essa liberdade por causa da opressão que se deixou evoluir no seu país natal e porque os maridos e outros homens não as deixam. Se a burka e o burkini são um instrumento de opressão que foi literalmente "banido" de todas as praias dos países democráticos, em que a mulher tem os mesmos direitos que o homem, porque é que elas as continuam a vestir (burkas)? Por vergonha? Há bikinis de corpo inteiro, menos reveladores. Mas se não for por essa razão, será pela força do hábito? É quase como saberem que têm a opção de acabar com o namorado/marido que lhes bate, mas continuam ao lado deles porque sempre se habituaram a esse tipo de submissão a vida toda.


As Nazarenas, são conhecidas por usarem grandes quantidades de roupa, tanto na praia como no dia-a-dia. As pessoas perguntam se elas também seriam abrangidas por essa lei caso fosse aplicada em portugal. A resposta a essa pergunta é: Não. E é não, porque estas mulheres lutaram pela liberdade e tabu de todas as mulheres de portugal, e ainda que por vezes tenham a mentalidade fechada, elas fazem-no por "tradição", mas acima de tudo, por prazer e coesão social e familiar. Acima disso, têm a liberdade de tirar os casacos, as saias, de andarem descalças e com os ombros destapados na rua. Elas não vêm oprimidas, e não se mantém oprimidas.

Mas eis então outro argumento. Qual era a taxa de aceitação das mulheres, se grande parte dos homens começassem a aparecer nas praias públicas em "Mankini" ou os famosos "penekini"? Seria estranho e tabu? Seria excessivamente explícito e provocador, além de perturbador?
Mas esperem, as mulheres também já usam bikinis que cobrem apenas a parte da frente e deixam as costas totalmente expostas. Mas ainda existem bikinis mais explícitos e reveladores do que estes, que fazem da mulher autenticas "estrelas porno". Isso não é preconceito? Não é preconceito negarem que homens e mulheres usem bikinis mais reveladores dos que os que estamos habituados a ver nas capas de revista e na televisão?

Calma, ainda há mais!


Os "Facekini", são máscaras usadas pelos chineses, que inclui, por vezes, o uso de autênticos fatos de banho de corpo inteiro, para os proteger dos raios solares.
Como dizem também muita gente em comentários, defendendo que o uso do burkini é usado pelas mesmas para essa mesma função. Bem, se não gostam ou não querem apanhar com o excesso de sol, basta aplicar protector solar e colocarem-se debaixo de um chapéu de sol. Acrescentando o facto de que era preferível usarem roupas brancas para reflectir a luz e evitar o calor, do que usar o preto, que como todos sabem, atrai todo o espectro de cores e calor proveniente do sol.
Mas a diferença deste fato de corpo inteiro, inventado na China, há mais de 10 anos, tem uma função particular e muito diferente das burkas e burkinis. Para além dos raios solares, a pele branca é apreciada e simboliza beleza. De certa forma, é uma vestimenta criada para intensificar o racismo dos brancos contra os negros. Não acho.
Nas praias dos países da União Europeia, esta ideia é bastante "radical", pois o ocidente é louco por banhos de sol, além de bronzeados.
Os Facekini podem ser "opressores" na praia, mas as mulheres que os usam, quando voltam das "férias", vestem-se de forma normal, sem capas ou máscaras. Elas escolhem cobrir-se nos dias de praia e revelarem-se quando passeiam ou vão para o trabalho.

[Burkini]
A diferença é que um "burkini" é uma burka que pode ir à água sem deixar de ser uma burka. Continua a ser um objecto de opressão da mulher em si.
Não haveria mal nenhum em elas usarem algo semelhante, como um fato de banho de corpo inteiro, mas o problema está precisamente em continuar a alimentar a opressão em que vivem. Vocês aceitam que estas mulheres, oprimidas pela sua religião e pelos próprios maridos, sejam obrigadas a usar algo tão desumano?
Se não aceitamos violência doméstica, porque aceitamos que estas mulheres, já oprimidas, continuem a ser alvo de violação dos seus direitos e da sua liberdade física de expôr os seus corpos utilizando a burka? Que foi de facto imposto pelo estado islâmico e pela sua religião? Se pudessem salvar uma mulher de violência doméstica, chamando-a à razão, instruindo-a dos seus direitos, da sua liberdade, da sua força interior e exterior, não o fariam? Não tentariam ajudar essa mulher a libertar-se da prisão em que se deixa viver, pura e simplesmente porque sempre viveu assim e porque é a força do hábito?


A questão não é o burkini, mas sim a ideologia que ele trás com ele. Se aceitarmos essa ideologia, não estaríamos a fazer progressos em termos de tolerância, mas a retroceder na liberdade de expressão, pelo qual tantos homens e mulheres morreram.


Compreender a história e as origens do Islão.






Algo para reflectir


A dad let his daughter take a bite of a deer heart and now the internet is losing their minds


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Texto retirado do página de Facebook: Um Dia Acabo o Livro

Ora, vamos lá começar o dia com uma polemicazinha:
Associar a palavra LIBERDADE ao uso do burkini é quase anedótico. Mas também é chapa ganha, admito. Fica bem, chama likes, toda a gente concorda, é muito mais romântico e heroico, e um lugar comum, daqueles que não me atraem por falta de coerência e pragmatismo. 
Não, não gostei nada de ver os polícias na praia a mandarem a senhora despir-se. Mas esta questão é muito mais profunda do que aquilo que querem fazer parecer. 
O burkini não é uma farda clerical – párem de fazer comparação com as freiras.
O burkini não é um fato desportivo aquático – párem de compará-lo com fatos de surf. 
O burkini não é um uniforme de trabalho – párem de falar no homem das bolas de Berlim.
O burkini não é uma simples roupa de banho que nos tapa da cabeça aos pés, extremamente confortável de usar dentro de água em pleno Agosto. 
O burkini é uma afirmação religiosa, ideológica e política! É uma imposição feita à mulher, que, ao contrário do que muita gente julga, não tem a opção de ser ou não muçulmana, de seguir ou não os costumes, de cumprir ou não os ensinamentos religiosos. Ela é, ela segue, ela cumpre-os, sem questionar, sem escolher, sem recusar, e ponto final! 
O burkini é um símbolo puro da opressão sobre a mulher, e, sobretudo, do fundamentalismo que tantos parecem querer negar - palpita-me que a população de Nice está-se pouco borrifando para a opinião dos amantes da liberdade, depois de ter visto as suas crianças serem abalroadas por um camião conduzido por um lunático amante de burkinis. 
“Ah, mas defender o uso do burkini é defender a liberdade”, dizem muitos de vós, imbuídos de um espírito lírico e idealista pró-liberdades individuais. É. E defender o uso do burkini é, também e mais que qualquer outra coisa, legitimar a chibatada, o apedrejamento, a ausência de direitos, a mordaça com a qual tantas mulheres têm que viver sem nunca terem conhecido outra realidade. Porque sabem? Não as vão ver a queimar soutiens nem a assumir que estão fartas de parecer o Mancha Negra dentro de água. Isso nunca vai acontecer porque as consequências para tal rebeldia ser-lhes-iam demasiado penosas, para não dizer mortais. Depois, grande parte delas vai defender o seu direito ao uso do burkini, como defendem o uso do chador, do niqab e da burka, como defendem que médico algum lhes deva tocar, como defendem que autoridade alguma as deve obrigar a mostrar o rosto, como defendem os crimes de honra cometidos na sua família, como denunciam e defendem a lapidação das suas semelhantes, e algumas vão continuar olhar-nos como rameiras infiéis, tal como me olharam em Sevilha, há seis anos atrás, ou como me olharam na semana passada, num centro comercial perto da minha casa. Vão fazê-lo, porque acreditam que a sua forma de vida é a única forma decente e virtuosa de viver, mesmo que tenham escolhido como albergue países com uma cultura completamente oposta à sua. E vão fazê-lo, porque pássaros que sempre viveram em cativeiro desconhecem completamente o que é voar em liberdade, e por isso todos os pássaros que fazem voos rasantes à gaiola são uma cambada de loucos e libertinos impuros – como nós. 
Em 2015, Angeline Sloss, uma jovem francesa de 21 anos, foi espancada por um grupo de raparigas muçulmanas quando estava a apanhar sol, em biquíni, com umas amigas, num local público. Antes do ataque, uma das agressoras terá, alegadamente, gritado e ofendido a vítima por estar a fazer algo “imoral”. 
O mês passado, uma mulher e as duas filhas menores foram esfaqueadas por um muçulmano, numa estância de férias em França, porque este, que também se encontrava de férias na mesma estância com a família, não gostou de as ver de calções. Os media não deram grande importância ao assunto, mas ambos saíram em jornais portugueses, discretamente. Os media preferem fazer alarido com a proibição de um fato que legitima tudo isto que citei em cima, e nós vamos aceitando aquilo que nos querem vender. 
Eu defendo e prezo muito a liberdade. A minha e a dos outros. Mas não esperem que defenda um símbolo de opressão contra as mulheres e de repúdio pela minha cultura, que pode tornar-se, num futuro muito próximo, a mordaça que aprisionará as nossas filhas.
Marta A.

Notícias:


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Quando algumas cidades da Síria foram re-conquistadas, as mulheres queimaram a burka e os homens cortaram a barba.

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A invasão da Europa...

Actualizado:
[28/08/2016] Adicionado texto do Facebook e acrescentado Notícia sobre Homens e Mulheres na Síria.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A diversidade cultural pode tanto dar como tirar...


O "Ocidente" levou ao mundo a revolução industrial, depois do "Renascimento", do "Iluminismo", do "Humanismo", e do "Liberalismo".
Napoleão Bonaparte acrescentou um "plano nacional de saúde" e a escolaridade "obrigatória" para todas as crianças.

Aperfeiçoámos e desenvolvemos novas técnicas nas mais diversas áreas: Arte, Filosofia, Ciência, Geometria e a Aritmética, recriando aos poucos uma nova biblioteca da Alexandria, com a ajuda da família Medicis.
Espalhámos a nossa ideia pelo mundo com a ajuda de uma cruz às costas, e tudo o que fizemos com este conhecimento, foi a conquista do espaço, meia dúzia de vacinas, nano tecnologias e a ideia de que as pessoas precisam de consumir para se sentirem parte da sociedade. Uma sociedade cujo o único objectivo é ter dinheiro e não conhecimento.

A Etnologia mostra-nos e explica-nos, que as sociedades diferenciam-se entre si. Pense nas diferenças culturais que e existem na Europa, de Norte a Sul, de Este a Oeste. É mais do que óbvio de que partilhamos um mentalidade ou regras cívicas, por entre todos os países da União Europeia, mas somos no entanto muito diferentes. Os valores em Portugal não são os mesmos que em Inglaterra ou Alemanha, porque somos um país pobre e com uma incapacidade tecnológica militar e verbas científicas com o qual nos possamos comparar intelectualmente ou tecnologicamente. Relativamente à America, como se costumava muito dizer na década de 1990 a 2000, estamos atrasados 20 anos. Contudo, comparativamente à informatização de Inglaterra ou França, os serviços públicos estão apenas 1 década ou talvez nem isso. A nossa sociedade, Portuguesa, é madura, não está atrasada verdadeiramente no sentido literal. Todas as sociedades, mesmo a dos índios, está actual. A história em volta da europa, esteve mais vezes e mais tempo parada no tempo, a nível filosófico e tecnológico, que quase se equipara aos tempos babilónicos. A nossa evolução não é gradual, é aos saltos, aos pulos. Não é tão fácil como subir umas escadas.
Desta forma, podemos perceber que a sociedade é moldada. Costuma-se até dizer que estamos "Americanizados". Sofremos de uma lavagem cerebral e ninguém se dá conta; Ainda assim, falam mal de Joseph Gobles e Adolf Hitler, as mentes por de trás da grande máquina manipuladora que foi adquirida, trabalhada e aperfeiçoada pelos americanos. Sendo mesmo assim, Edward Bernays, o pai da propaganda moderna, que fez a sociedade comprar um produto porque isso a faria sentir-se bem.
Ver mais em: Ethos (2011)

O nosso planeta é governado pelo Ocidente, que manipula todas as outras sociedades/culturas através de um "ambiente" de escravidão, como o caso da China. Somos controlados pelo "Fast-Fashion" e pelo design sublime da Apple; O luxo, o grumet, o sexual.
O único objectivo das civilizações "modernas", "industrializadas" e "desenvolvidas", é dar a ideia às pessoas que as compõem, que comprar é algo importante e indispensável para sermos felizes.

"A erva é sempre mais verde do outro lado da cerca!"

E por esta mesma razão, estas ideias, vendidas através de todos os mecanismos de comunicação social, fazem-nos crer que:
Aceitar a junção de culturas é algo positivo.
Que aceitar a homogeneidade de uma sociedade, é algo bom.
Que aceitar a destruição de barreiras culturais, é positivo para todos, incluindo os países em questão.
Que aceitar a forma de vida dos outros países, é algo "saudável".
Mas há sempre alguém que sai a perder com tudo isto! O país que aceita uma troca, por assim dizer, da sua cultura "pobre" por uma cultura mais "rica", irá perder a sua estrutura, a sua origem, as suas cartas na manga. É isso que faz cada sociedade única. É a partilha de conhecimento, de ideias novas e formas diferentes de ver ou resolver o mesmo problema. Se não existirem diferenças, não existem coisas novas. Porque como todos sabem, a competitividade, gera novas ideias/inovações. Obriga ambas as partes, sejam empresas ou pessoas, a melhorarem-se mutuamente. Se não existirem diferenças, como as á até na escrita, de autor para autor, de músico para músico, tudo aquilo que nos satisfaz seria extremamente monótono.

"A ignorância cria o caos, não o conhecimento."
Lucy em Lucy (2014)

A diversidade cultural pode tanto dar como tirar. Porque uma coisa é explorar ideias que funcionam, e outra é homogeneizar culturas.
"Raça e História" - Claude Lévi-Strauss [Nova Vega, Passagens]

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Uma geração sem limites...


Antes de começar a abordar este tema, tenho de admitir que sempre critiquei os pais e esta geração de jovens que nasce com ipads, internet e telemóveis na mão.
Talvez por inveja, porque no meu tempo, na primária, não havia telemóveis, nem internet ou TV Cabo. Depois do ano 2000 só tinha telemoveis e consola de jogos quem era rico. Internet e TV Cabo? Era um luxo!

Mas como dizia: não me posso esquecer de que quando andava na primária, começaram a aparecer os primeiros Gameboys (a preto e branco com o tão famoso jogo: Pokemon) e a PlayStation. Anos mais tarde surgiu a internet e as crianças deixaram de ir jogar á bola.

A 3ª geração de Baby-Boomers, que nasceu no pós 1990 e 2000, apanharam uma sociedade já em grande desenvolvimento e mudança. Um mundo que se tornava a cada dia mais tecnológico, mais consumista.
Lembro-me do dia, num natal, quando o meu pai recebeu o 1º telemóvel, por volta do ano de 1995. Tinha eu nessa altura 5/6 anos e acabara de entrar na escola primária. O meu pai não tinha dinheiro para comprar um, mas quem lho ofereceu tinha dinheiro para comprar mais 3 ou 4.
Por isso, quem tinha acesso a um, na altura, podia-se gabar de um luxo que nem todos tinham.

Hoje os miúdos têm acesso a tecnologia que não tivemos na nossa infância e adolescência, da mesma forma proliferada e facilmente acessível como agora. E é precisamente esta facilidade e irreverência/irresponsabilidade ou imaturidade para com estas coisas com o qual crescemos a ver evoluir, como foi o caso dos Walkmans que mais tarde foram trocados por Leitores de CDs e pelos Headphones que se foram tornando mais pequenos e os computadores mais potentes e pequenos, acompanhado-os mais tarde os monitores dos mesmos, e o aparecimento de portáteis mais finos e potentes.
No entanto, esquecemos-nos de que somos também utilizadores "intensivos" -- uns mais do que outros --  destas novas tecnologias. Ninguém seria capaz de organizar e fazer a sua vida sem internet, telemóvel ou televisão, hoje em dia.
A facilidade que se tem em ver um filme, ouvir uma música, partilhar um poema ou ler uma tese é o ponto fulcral da nossa vida. Tudo gira à volta desta tecnologia. O tipo de actividade que os nossos pais da década de 60/70 tiveram é sem dúvida completamente diferente daquela que nós, dos anos 80/90 tiveram, mas somos hoje, alguns, mais capazes que os nossos pais. Hoje temos uma capacidade cerebral maior -- alguns nem por isso -- precisamente por termos recebido o estímulo de jogos mais interactivos e fáceis de manipular.
O que devemos ter em conta, é a facilidade com que as crianças que nascem neste novo mundo de interactividades de Homem-Máquina, se podem tornar viciadas a elas. É um mundo incrível que irá moldar o nosso mundo, por moldar a nossa mente, mas deve ser utilizado com precauções.

Este debate é um pouco como o Vinil vs CD. Ainda hoje em dia existem pessoas que preferem comprar em Vinil precisamente porque a tecnologia é melhor e mais fiável ao longo dos anos. Cada um tem a sua visão e opinião. Os seus prós e contras. Mas é importante percebermos que estes dois "opostos" servem cada um dos grupos alvos a que se direciona. Da mesma maneira que existe gente que prefere ler um livro num iPad e outros que preferem o toque do papel e o cheiro do livro.
Não é por serem "antiquados", mas porque existe um tipo de interacção completamente diferente. E são esses tipos de interacção, física e não apenas psicológica, que deve ser tida em conta quando os pais da criança estimularem e desenvolveram os interesses da criança.

Não posso deixar de tocar também num assunto que é a fotografia. Hoje tão facilmente acessível para todos. Numa questão de segundos, partilhamos fotos que tirámos naquele exacto momento. Já não precisamos de esperar 1 semana, ou duas, depois das férias acabarem, para as levar a um centro de fotografia e de as revelar. Poupamos milhares todos os anos.
Na altura em que estudava, já no 10º ao 12º ano, não havia sequer a ideia de tirar "selfies" a toda a hora, como testemunhei um dia na escola profissional onde estudei em que uma miúda de 16 anos, na hora do intervalo e dentro da sala, tirava uma foto a si mesma, com uns quantos colegas a estudar atrás. A facilidade e a falta de vergonha que esta nova geração emite é gritante para mim. Não perdíamos tempo com fotos a não ser que fossemos a sítios especiais, de férias, em grupo, ou viagens de estudo, de férias, o que não fosse habitual fazermos. Porquê? Porque o rolo tinha limites de fotos.
Já não sei como são as viagens de estudo destes novos jovens, mas quando ía, tentava sempre tirar algumas fotos ao local e a certos pontos de interesse ou então colocava-me em foco para ter uma "prova" de que estivera lá, para me lembrar de pequenos detalhes ou de algo que tinha gostado. Hoje provavelmente, durante toda a viagem e visita passam o tempo todo a olhar para os ecrãs, a enviar mensagens e a tirar "selfies". Acabando por tirar "fotografias" a tudo menos ao que é interessante para recordar um dia. Quando um dia tiverem filhos -- cruzes credo! espero que não!! -- estes jovens vão mostrar "fotografias" de locais lindíssimos escondidos pela sua cara a fazer caretas, com a língua de fora ou a fazerem poses, porque na altura era "cool" e todos faziam. Vão perder memórias. Vão perder emoções, sentimentos, amizades e valores sociais. Estarão para sempre ligados ao mundo mas sem realmente comunicarem com os outros de forma eficiente.

What Do People Do With Photos of Food?

A geração de hoje não enfrenta os mesmos limites que a minha geração enfrentou. Os gameboys só tinham 6/7 jogos e eram a preto e branco. Mais tarde apareceram a cores mas já se tinha de comprar jogos novos. Trocar pokémons, entre as consolas, foi uma coisa tão incrível e dispendiosa, que na minha escola primária só havia 1 ou 2 crianças, em quase 80, que tinham o cabo para o fazer.
Hoje nada tem limites. Numa questão de dias e semanas aprendem as mesmas coisas que eu levei anos a aprender, a descobrir e a pesquisar. A facilidade que têm em aprender inglês é outras das quais me deixa com uma tremenda inveja. Tive de aprender fora da escola, com a ajuda do meu pai, de alguns jogos (Magic The Gathering) e VHS da Rua Sésamo.
Passou a ser obrigatório todos terem o 9º ano, e anos mais tarde o 12º.
A minha geração viveu um tempo de ignorância, que só podia ser colmatada com livros da biblioteca pública ou privada e com documentários que passavam na SIC, ou para os mais sortudos: na TV-Cabo.

Os bonecos deixaram de ter o mesmo impacto. Aliás, julgo que as crianças já nem brincam, preferem passar o tempo em frente à televisão a devorar o mesmo DVD vezes e vezes sem conta ou a jogar no iPad/Tablet do pai ou da mãe. De sair para o shopping em vês de passar uma tardada de bicicleta ou a brincar, nem que seja num quarto de brinquedos.
Neste aspecto tenho de ser sincero. A minha geração, dos anos 80-90, testemunhou a melhor publicidade de brinquedos, que era feita pelo continente com a Lipoldina. Havia brinquedos para tudo!!! Vendiam-se legos muito mais baratos e os action-men compravam-se em separado dos carros, helicópteros e acessórios. Vendiam-se todo o tipo de brinquedos, cada um mais estranho que o outro. Hoje vendem-se mais telemóveis do que caixas de lego.
A falta de brinquedos na vida das futuras gerações irá criar um fosse largo e fundo de sentimentos entre as gerações anteriores; E talvez o mais gritante será a falta de respeito pelos objectos, pois serão tão consumistas e tudo se compra e tem com tanta facilidade que tudo é substituível e de pouco valor. Acrescentando a isso a falta de interacção com as outras crianças, que sempre ajudou a desenvolver a nossa comunicação com os outros. A sociabilização torna-se algo desnecessário ou secundário.
As crianças já não perdem apenas tempo com desenhos animados, o resto da sua infância ocupam-no com actividades físicas, internet e jogos no telemóvel.
Tudo o que têm hoje é apenas vontade de tirar "selfies" e ser sociável. Terem valor na sociedade, sem saberem que as memórias e os momentos "únicos" e especiais irão durar mais que uma foto parva tirada num momento estúpido de "tesão de mijo" ou um jogo no tablet que de nível em nível se repete infinitamente sem criar e desenvolver o pensamento abstracto, analítico e a imaginação.

Li algures, que devido ao elevado uso de internet, a interacção social tem diminuído drasticamente, e que com isso, os jovens e os adultos, por falarem e partilharem-se cada vez menos têm-se tornado autênticas crianças, rabugentas, enervadas e stressadas porque ninguém lhes dá valor ou atenção. Começam então a ter atitudes de putos, exigindo e chorando, tornando-se caprichosas e manipuladoras para seu próprio bem. Só pensam nelas porque ninguém faz "likes" nas suas fotos.
A facilidade de partilhar pensamentos contribui em muito para o amadurecimento de toda a sociedade e do próprio mundo, mas quem sofrerá a longo prazo serão estas e as próximas gerações; Que ao invés de mexer na terra, subir às árvores, brincar com bonecos e desenhar, escrever, ler, vão ser fechados em casa pela sua saúde e segurança, alimentando-se de uma publicidade corrosiva que empobrece e empodrece o pensamento de quem a vê.
Aquilo que as pessoas do "Agora" conhecem, é o que passa nos 4 canais da televisão. E se passa, é porque deve ser verdade, e se é verdade é importante.
Estas novas gerações são mais fáceis de domesticar que as anteriores. Se surgi-se uma nova ditadura, Portugal nunca mais se ergueria de novo, num 25 de Abril.

Uma das coisas que faz falta a esta nova geração e sociedade é precisamente aquilo que já tem em abundância mas que não sabem usar nem explorar. Capacidade de argumentação, de expor os seus pensamentos e emoções, quer por palavras verbais que por escrito.
Esta geração já não escreve nem lê, envia mensagens. Já não faz pesquisas nem se interessa em aprender, vai ao facebook que lá há sempre links com estudos da treta e conclusões duvidosas e inconclusivas.
Frequentam a escola, a única "casa" onde aprendem de facto alguma coisa. Não tem educação, porque os pais não a sabem dar e gostam de dar liberdade aos seus filhinhos porque... "É criança... Está na idade".
A falta de música, nomeadamente a variedade, faz-lhes falta. Se eu tivesse passado toda a minha adolescência a ouvir música de pretos, pop e outras porcarias que passam nas rádios de hoje em dia, de hits (disparos) que nos atingem e furam a capacidade de raciocínio, também eu seria problemático como a geração de hoje. Mas felizmente conheci música que me ajudou a extravasar toda a imaturidade, ódio, raiva e confusão sexual sem ter a necessidade de exteriorizar física e verbalmente sobre outras crianças e adultos.
Tive também desenhos animados, em que 80% me ensinavam alguma coisa e outros 20% tipo dragonball, em que podíamos lutar com criaturas no nosso cérebro.
Havia bonecada para tudo e até com as Barbies brincávamos. Cheguei a aprender a fazer roupa para os meus actions-man, a fazer utensílios e armas.
A minha geração, do pré-1990, teve a maior diversidade em brincadeira e cultura geral que alguma vez alguém teve na história da humanidade. Foi quase uma época de Iluminismo. A década de 90 para quem nasceu na de 80, é relembrada ainda com grande nostalgia.
Nós não nascemos com as coisas já nas mãos, muitos de nós mereceram-nas pelas notas ou compraram com o próprio dinheiro.
No meu tempo a minha mesada era para bolos e brinquedos. Aprendi a poupar, se queria alguma coisa. Não tinha telemóvel e quando o tive raramente o usava; E ainda tinha de ter cuidado com o dinheiro que gastava em mensagens, porque se não sai-me da mesada!!!
Hoje têm tudo de mão beijada. Não lutam nem precisam de lutar por nada do que têm nem do que querem ter.


Mas também existem podres na minha geração. A nossa geração, viu a maior taxa de divórcios de que há história. Uma parte tão sombria como a própria inquisição, o que explica o excesso de liberdade que os papás, filhos de país divorciados, dão hoje aos seus. Como não tiveram "amor, carinho e atenção", mas tiveram as maiores regalias por serem comprados por cada um dos pais para que o filho gostasse mais de um que do outro, hoje esbanjam e mimam de forma aberrória os seus filhinhos queridinhos, que não têm culpa, que "estão na idade" ou "é da crise".
Se não querem, não os tenham. Mas também não adoptem por amor à sociedade decadente e em apodrecimento de cultura.
Têm acesso a tudo, menos a inteligência a maturidade.

Não sabem estar, não saíam se casa!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Falta gente caseira...


Em Portugal, e com toda a certeza, no mundo inteiro, começa a faltar uma coisa incrivelmente importante para a sobrevivência da nossa espécie. Mães e Pais caseiros.
Sabem aquela "típica" mãe, que cozinha e que gosta de cozinhar? Que passa a ferro, estende a roupa, aspira, esfrega o chão com a cera? Que se preocupa com os filhos, que os leva ao hospital à minima constipação ou dor de garganta? Que chateia os filhos e os filhos dos outros para saírem de casa sempre agasalhados? Sim, essa mesmo. Muito provavelmente pensas-te na tua mãe. Se a tua mãe é assim, uma mulher de armas pela casa, com ordem, pela roupa, pelos medicamentos, pelos cozinhados, pelo amor incondicional, então a tua mãe e mães como a tua, começam a fazer falta neste país.

Mas não me esqueço dos pais. Sabes aquele pai, que quando os filhos ainda são bebés ou mal sabem andar, os atira ao ar ou lhes dá o dedo indicador para se segurarem e caminharem ao lado dele? Aquele tipo de homem que a tua mãe chamava para mudar uma lâmpada, uma torneira, arranjar um azulejo na cozinha ou o autoclismo da casa de banho? Aquele que te levava ao hospital quando eras mais novo/nova ou te tentava sempre fazer rir ou distrair-te das coisas "más"? Sim, esse mesmo. Provavelmente pensaste no teu pai. O teu pai e pais como ele, começam a fazer muita falta neste país.

Porque digo isto? Uma das principais razões, é pela facilidade com que as raparigas de hoje, inclusive raparigas com a minha idade e mais velhas (24 anos), se agarram louca e perdidamente pelos estudos, pela universidade, pela carreira, pelo futuro delas como mulher independente. Não, não estou contra os estudos ou a universidade, mas neste longo caminho em que tanto elas e eles começam a conquistar a sua independência e, principalmente, começam a criar e a desenvolver uma personalidade, assim que começam a entrar na universidade e a morar longe dos pais ou sozinhas, esquecem-se de que têm de se alimentar. E para comer, basta ir ao café da esquina que vende uns bifes bons com arroz e batata frita, ou basta telefonar à PizzaHut, ou, a mamã até passa lá em casa de X em X dias e lhe deixa comida já pré-feita, ou um tupperware de sopa, de carne, ou uns enlatados que ficam prontos ao fim de 2min no microondas ou no forno.
Elas, cuja única coisa que sabem fazer, é aspirar por aqui e por ali, fazer a cama e pouco mais, descuidam-se tanto ou mais, que os homens, que deixam de saber arranjar uma torneira, um cano roto, uma lâmpada, uma tábua descolada, um interruptor ou uma tomada.
O que nós precisamos em Portugal, URGENTEMENTE, é de PAIS!!! Não precisamos de mais médicos, de mais advogados, de mais assistentes sociais, de educadoras de infância, de psicólogas, de informáticos, de veterinários, etc etc. Nós precisamos, acima de tudo, de Pais! Mas eu falo de pais com maturidade, com consciência, com respeito mutuo, com boas opiniões, que façam parte do processo de aprendizagem dos seus filhos. Já que eles não pediram para nascer, então os pais são obrigados a dar uma boa educação, a estarem presentes e não ausentes.
Falo de pais que estão juntos, não apenas e só por amor mútuo, mas também por saberem que os dois funcionam bem em conjunto! Hoje em dia isso já não existe e já não se vê. Hoje tudo é fácil, tudo é aborrecido, tudo é um conto de fadas ou de fodas... As pitas e os pitos querem é namorar, casar pelo facebook e construir uma relação com base em ideias pré-concebidas pela sociedade, que vêm nos filmes, novelas, publicidade, músicas, revistas cor-de-rosa, e certos programas de televisão. Parece que o que importa hoje em dia, é ter uma boa voz. Se não sabes cantar, não vales um caralho e mais valia estares morto!
Tenho na minha vida, muito poucos exemplos de casais que estão juntos, não só por amor mútuo, por respeito, mas também porque perceberem desde o ínicio, que funcionam os dois bem juntos. Os meus pais são um desses exemplos. A minha Mãe assume certas tarefas em casa, como o cozinhar, lavar e estender roupa, o meu Pai, concerta as coisas, trata dos pagamentos por multibanco, dos contractos da televisão por cabo, das lâmpadas, do telhado do quintal que pinga, e ela, das flores, dos passaritos, dos animais cá de casa, da limpeza da casa de banho, do quarto, do aspirar, e ele, dos pregos, da fita-cola, das idas ao mecânico.
Sim, cá em casa as coisas funcionam assim. Papeis de Pai e Mãe. Bons exemplos, que sim podiam ser melhores. Mas ninguém é perfeito, mas eles estão bem um para o outro. Funcionam em equipa. Não é em namoro, não é em relacionamento, é em equipa, porque ao fim do mês têm de pôr comer na mesa, pagar a casa, o carro, arranjar isto e aquilo, lavar a loiça e fazer o comer, pagar os medicamentos, a gasolina, a água, a luz, a roupa, etc etc etc.

Hoje? Oa fim de um ano de namoro, os jovens dizem adeus aos paisinhos para irem morar com a namorada/namorado. Gente que fez 18 anos à 1 ano e que julga saber o que é verdadeiramente uma relação, uma partilha interpessoal de uma pessoa com outra. Sim, uma partilha. Se não existir partilha, não existe evolução pessoal ou interpessoal.
Meses depois, casam-se pelo facebook e julgam saber o que é a vida de "casal". Pitos e Pitas que nem pouco nem mais ou menos têm maturidade ou uma personalidade definida ou forte o suficiente para manter ou apoiar as suas próprias decisões e opiniões.

Ontem (14-10-2014), percebi que não estava preparado para viver sozinho. Ainda dependo da minha para me alimentar e para ter a roupa lavada. Como deixei à muito de ficar a chorar sobre isso, apesar de ter pensado muito durante a noite, decidi pedir à minha mãe para me ensinar a fazer Sopa! Sopa de Couve e Sopa de Cenoura. Não, eu não sabia fazer, e por não saber fazer, pedi-lhe que me ensinasse. Eu sou esse tipo de homem que gosta de cozinhar e que não fica com fubia ou desamparado quando entra numa cozinha ou lhe pedem para descascar batatas. Coisa que muito boa gente, rapazes e raparigas da minha idade não sabem fazer. O meu irmão por exemplo, despreocupa-se por completo de aprender a cozinhar ou de cozinhar. Sou eu quem fica encarregue de fazer o comer ou de o terminar, quando a minha mãe sai de casa. Sim, também sou esse tipo de "filha" que ajuda a mãe na cozinha, que vai às compras por ela e que aprende a ver.
O que falta neste país, para além dos pais e mães caseiras, é de filhos e filhas! De jovens e adultos que saibam cozinhar. Se não souberem, quando tiverem filhos vão cozinhar o quê? O típico prato de Hamburguer, bife de peru, batatas fritas, arroz e ovo estrelado? E que tal um peixe cozido com batatas e brócolos cozidos? Ou um daqueles bem grandes, no forno, com batatas a murro?
Bem, é demasiado estranho ver um rapaz a falar de fazer comer, e muito possivelmente é pouco "sexy" para as raparigas pitas cuja única coisa que lhes interessa é o namorado perfeito e sem falhas, que as faz rir e estão sempre lá para as ajudar, etc etc. Quando um gajo não quer ficar sozinho e até tem umas quecas de vez em quando, faz qualquer coisa. Até aturar a filha dos outros!
Ouvir um homem falar de cozinha, só se ele "souber beber vinho" ou se falar em vinhos, caso contrário é uma grande falha, não é? Bem, eu não bebo...
Se estes jovens se despreocupam tanto com a parte mais importante das suas vidas, alimentarem-se e vestirem-se, como vão saber viver sozinhos ou o que vão cozinhar quando tiverem filhos? Vão preocupar-se quando tiverem o fedelho nos braços a chorar e a berrar!?
Ou talvez sejam daquele tipo de pessoas interesseiras que "casam" com um homem ou uma mulher que saiba fazer precisamente aquilo que vocês não sabem, não é? É uma boa escolha. Não se esqueçam é da parte em que devem gostar também um do outro, que se aturam bem, que são mais os beijos que as chapadas, os passeios mais que as zangas, e o dinheiro mais que as dívidas.
O meu tipo de mulher? Terá de ser tão maluca como eu. Não falo em malucas de fanatismo ou completamente apanhadas dos cornos. Falo em raparigas diferentes. Não vou escolher alguém só pela razão de saber cozinhar, mas por partilhar a vontade de ter filhos, de ter curiosidade, de ter vontade de aprender, pelo respeito que me tem, pela personalidade e maturidade. Afinal de contas, vou passar 80 anos ao lado de uma mulher que será minha cúmplice em tudo o que fizer. Uma mulher a quem irei contar segredos, com quem irei conspirar e deixar a minha vida nas mãos dela e ela nas minhas. Uma mulher que será a minha melhor amiga, uma segunda mãe, uma aventureira e com amor para me dar, sem pensar em: "Ontem deste-me, então agora é a minha vez de retribuir...".

Sim, namorar serve para encontrar a Tal, de ir experimentando, mas o que acontece hoje em dia, nos tempos de hoje, do agora, é o erro de os jovens se "juntarem", e acharem que o "namorar" é para sempre. Que o namorar é uma espécie de pré-casamento. Pior de tudo, o que advém deste facilitismo, destas falsas paixões, é o facto de que ao fim de alguns anos de "casamento", se acham no direito de separar só porque as coisas não correram bem de algumas das partes. O problema, é que eles nunca se incomodaram em se importar com essas coisas. Sim, eu sei que namorar, quando somos novos, é também uma forma de nos descobrirmos, de brincarmos uns cons outros, e de desenvolvermos o nosso motor de comunicação social e interpessoal, mas a facilidade com que duas pessoas se podem separar, é no mínimo ridículo. E ainda fazem disso um autêntico divórcio! Ainda bem que não têm filhos. Alguns...

Não sou um expert nas relações, e nos namoros. Todos os que tive, todas elas acaram comigo e escolherem outros, mais "Machos", mais "inteligentes", mais "capazes" de satisfazer todos os seus caprichos sexuais, monetários e profissionais.
Não há nada para dizer...
A facilidade com que me julgaram, a mim e aos meus erros, ou aos meus defeitos, ao meus podres, fê-las agir da forma mais fácil: Fugiram do problema. Eu também já fugi de alguns compromissos, e apesar de as decisões que tomei perante eles não tivesse sido fácil, aprendi com eles. Mas a facilidade com que se deixa alguém só porque vê pornografia, porque gosta de olhar para a roupa das outras raparigas na rua, que não tem o mesmo objectivo de vida profissional, não tem um curso universitário ou não é rico, não deveria ser sinónimo de "divórcio". Esta facilidade é herdada das histórias dos filmes que viram, das novelas, da publicidade, dos videos de música. Os mesmos mecanismos que os Mídia utilizam para aliciar os jovens a comprar a nova moda de telemóveis, mp3, roupas, e desvalorizarem o português para falarem Inglês+Português como uma lingua desenvolvida ao logo de centenas de anos. Como se fosse algo com o qual pudessem escrever uma tese. Por incrível que pareça, usam-na para responder nos testes... Que geração tão culta e educada, não é?

A parte mais grave nas suas mentes infantis e imaturas, é de que elas foram incapazes de me ver como as via a elas. Vê-las no futuro, vê-las como elas realmente eram, imperfeitas com os seus defeitos e feitios. Eu, fui capaz de ver os seus podres, sem elas mesmas se aperceberem de que os tinham e, além deles, de as ver como mulheres incríveis que cada uma delas era à sua maneira. Aquilo que me tinham para oferecer e para me dar ao longo dos anos. Este podre, esta falha nas mulheres de hoje, e também nos homens, irá fazer surgir uma geração ainda mais despegada da realidade, das emoções reais e verdadeiras. Ficarão viciados ou completamente apanhados, pelas emoções que irão sentir na pele, no cérebro, sem compreenderem aquilo que lhes está a acontecer na cabeça. Se não souberem explicar o que sentem, e se não quiserem explicar ou perceber como funcionam, irão continuar a ser como aquelas pitas e pitos, cujo o significado de Amor é:

Uma paixão, louca, por outra pessoa, que não sabemos explicar. É algo que se sente e não se explica por palavras e tão pouco por gestos. É um sentimento que vem de nós, do nosso coração. O amor não se explica, sente-se!

Eu gosto de pensar no amor como um conjunto de reacções químicas que acontecem no nosso cérebro. Que nos estimulam os órgãos sexuais, nos dilatam as veias e fazem o coração bombear mais depressa. É uma excitação por outra pessoa, do sexo oposto (ou não), que -- sem nos apercebermos -- nos diz que aquela rapariga ou rapaz, são o ser perfeito para acasalar, ter filhos saudáveis e partilhar genes.
Para mim, isto é amor. De forma crua, de forma "fria" e realista. Não é inexplicável, é explicável! É definido, pode ser estudado, contabilizado, transformado em estatística. Amor é, quer aceitem quer não: Atracção sexual por alguém do sexo oposto com quem podemos ter filhos. Paneleiros e Lésbicas não entram nesta equação. Pois não podem ter filhos ou reproduzirem-se em conjunto.
Se tu és daquelas que acha que amor é uma coisa que não consegues, não sabes nem tencionas explicar, desculpa dizer-te que fazes parte dos 99% da população que se deixa influenciar por tudo aquilo que vê, ouve e sente. E não, não vejo o amor, apenas e só desta maneira. Também me deixo levar pelos sentimentos à flor da pele, pelas massagens, pelas caricias, pelos beijos, pelos arrepios e carinhos. Pelo "amor" impalpável e inexplicável de que tu também sofres, só que eu, sou realista e gosto de saber como funciona o meu corpo e o corpo da outra pessoa. Porque quando mais eu me conhecer a mim, melhor serei a dar prazer, a ouvir, a dar concelhos, a dar a minha opinião, a defender as minhas ideias. Quanto mais independente estiver do meu piloto automático, que assimila tudo sem filtrar nem pro em causa aquilo que ouço e vejo, então vou ter problemas em melhorar quem sou, em construir uma boa relação, em conhecer os pontos fracos e fortes do outro, os defeitos e feitios, os podres.

Percebi, à muitos anos, de que se quero ser pai, um bom pai, tenho de me preocupar em sê-lo! Tenho de me tornar um! Se quero ser um bom namorado, um namorado perfeito, tenho de aprender e de me aplicar em sê-lo! Por isso, ao invés de esperar 10/20 anos até ter um filho nos braços, ou uma namorada ao meu lado, li, ouvi, procurei saber, interessei-me em aprender e em passar por pequenas experiências. Em me aplicar em cada relação, e em lidar com os erros, não só com o choro, mas também sobre uma perspectiva analítica. Não esperei, fui à procura. Assim aconteceu com a Sopa de Couve que pedi à minha mãe para me ensinar a fazer. Porque me preocupo com o meu futuro, com o futuro da minha esposa e com o futuro dos meus filhos. Preocupo-me, mas há "muita boa gente" que se acha no direito de achar que eu me preocupo demasiado. Que estou a perder certas coisas na vida. Que me devia divertir mais, ao invés de pensar em ter filhos ou namorada com esta idade. De pensar com a cabeça que os meus pais me ajudaram a desenvolver.
Se os pais não se preocupam com os filhos, a não ser quando é para falar de notas, do quão bons são no futebol, no psicológo, dos dentes bons que herdaram do pai ou da mãe, os filhos vão-se preocupar com o seu agregado familiar? Claro que não! Têm a mamã e o papá para lhe fazerem o comer e arranjar a torneira lá de casa. E já agora, para os mais "ricos", uma empregada a dias que lhes faz tudo, e que fazem de segundas mães.

Ainda assim, uma das coisas que não suporto, é saber que uma senhora, empregada doméstica, é obrigada a limpar a casa que outros sujam. Eu gosto muito de limpar a minha casa. De limpar o meu quarto, de ajudar a minha mãe. De ser eu a fazer o comer, "quando me apetece", ou quando sou encarregue de o fazer. Eu sou caseiro. Não a 100%, mas preocupo-me em o vir a ser. Porque é por eu me importar, me preocupar e me esforçar em ser, a nível pessoal, que me torno a cada conquista, um homem "perfeito". Porque um "homem perfeito", ou um rapaz educado, não é só aquele que abre a porta às mulheres, que é cordial, que puxa a cadeira para a donzela de sentar, que oferece rosas, que cede a tudo o que ela diz ou pensa. Um bom homem, e já não falo em "homem perfeito", tem de ser bom. Tem de ser "completo". É uma pessoa que se vai desenvolvendo, que vai crescendo e aprendendo com o tempo, com os erros, com os fracassos. É um homem, ou uma mulher, que não fica parada ou que atira os problemas para trás das costas, que não é invejosa para si. 

Costuma-se dizer, que as mulheres deveriam avaliar um homem pela maneira como trata a sua mãe. Mas também se pode acrescentar outra avaliação. Pelo tipo de cozinhados que faz.
AVALIAÇÃO (Youtube)

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Em defesa dos homens ou do que resta deles...
O que sou...?

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Quando abrires os olhos...


Quando acabares a universidade e sentires a vida a bater-te nas costas, nos ombros e na cabeça com uma força que te desmoraliza em cada chapada e em cada murro nos centímetros que te compõem o corpo e te constroem como gente, irás perceber que a boa vida que os teus pais te deram enquanto estudas-te, o dinheiro que esbanjaste quando te o davam para a mão que te beijavam, e apenas a matéria que decoravas só para ter mais um curso, o teu emprego de sonho, a profissão de uma vida, irás perceber que nada irá ter valor no mundo "real", que desleixaste e te despreocupaste em conhecer.

Pais que te pagaram tudo, que beijavam os pés e te deixavam dormir a tarde toda aos fins de semana, só porque estavas cansada de teres estudado tanto. Quando perceberes que ao te terem deixado em paz, quando era preciso arranjar um torneira ou uma telha partida, e te trocavam a tua mão de obra pela de um homem pago à hora, será tarde de mais para começares a fazer alguma coisa. Dar valor ao que não interessa, com valores que não te ajudam a crescer e a amadurecer.
Quando tiveres as obrigações a pesarem-te na carteira como bolas de chumbo que nunca soubeste carregar e gerir o seu peso, porque sempre tiveste dinheiro e nunca foi preciso fazeres um caralho!?, perceberás que a vida que os teus papás te deram, porque pura e simplesmente te queriam ver na universidade, babarem-se para cima dos outros, mostrarem-se orgulhosos do que que alcançaram através de ti, perceberás que na verdade nunca viveste, nem nunca construíste nada por ti. Não foste tu... foram os teus pais que falharam, que te deram de mais, que te protegeram de mais, que te educaram de menos e te tiraram dos ombros o peso que a sociedade cria em torno deles. A única coisa que te afectou e que te deixavam que te afectasse, era as tendências da moda, a imagem que de rica que têm de ti, a boa vida que emanas sem qualquer necessidade.

Quando abrires os olhos, irás perceber de que o caminho que seguiste, foi o errado, o mais fácil, o mais simples e o mais bonito. Quando chegares ao fim da estrada que sempre esbanjaste exageradamente "só por que podes" e porque "tens dinheiro", dar-te-ás conta que tu não estás no passeio amarelo, mas num poço enterrada até à cabeça, com uma simples corda velha como meio de salvação.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

É um design optimizado...


"A Chita é um design optimizado daquilo que funciona."

É o aperfeiçoamento, a evolução de um animal construído para matar, para caçar. A lei do mais forte, do mais adaptável, do mais capaz, do mais versátil, do mais veloz. Tal como o foram os Neanderthals.

Nós humanos, deixámos de ser os criadores do mundo, para passar a ser o declínio de uma civilização e  de uma espécie. Somos, tornamos-nos e caminha-mos para lá, para a nossa destruição. Caminhamos para a estandardização do individuo, dos pensamentos, do modo de vida.
Já fomos em tempos, os melhores animais que já caminharam neste planeta, porque evoluímos e sobrevivemos graças à nossa facilidade de adaptação em qualquer meio ambiente. Infelizmente, hoje em dia o que se vê é a desconstrução de pensadores, para o cultivo de escravos mentais.
Li há já algum tempo, um médico que dizia que todas estas novas doenças, como é o exemplo do stress, do cancro, depressão, raiva, são tudo coisas recentes, de uma civilização demasiado industrializada. O meu irmão leu também algures de que as guerras, sejam mundiais ou de conquista, são muito recentes no percurso da nossa civilização, pois antigamente, as únicas guerras que existiam era a de entre duas pessoas, por uma situação ocasional. Não era nem nunca foi com mais de 1000 pessoas toda para o mesmo fim.
O próprio povo europeu, permanece dos mais psicologicamente activos em termos de guerrear terreno. Fomos nós quem descobrimos o mundo, quem o conquistou, e somos nós que o colonizámos. Ainda existe em Portugal, um certo ódio aos Espanhóis, simplesmente porque não queremos que o nosso país caí nas mãos deles, ou deixemos de ter um "portugal" nosso. Somos territoriais e adoro isso. Adoro porque mantém as tradições, a cultura e a língua viva.
Infelizmente, aparecem por aí gente que odeia barreiras, e que a Europa deveria ser um país num todo e não por partes. A esses falta-lhes aulas de história e presença no mundo. Nasci em Portugal, e não quero um dia ele desapareça, seja conquistado ou comprado. Somos um povo que já fez história, que já descobriu e deu a conhecer o mundo, que revolucionou a navegação marítima e até ajudou a levar o homem à lua com a utilização do Astrolábio. Mas estamos a perder o nosso "design optimizado" para um bando de pitas e pitos que não pensam, não racionalizam, não amadurecem, que têm nariz empinado e que só se preocupam com a sua vida profissional e não uma vida pessoal. Vão para o estrangeiro, porque o país já não dá nada. Eles não vão para fora porque o país já não lhes dá emprego ou "apoios", mas porque sonham com uma vida que só lêem em livros. Não é por arranjarem trabalho lá fora, não é só, é porque para onde quer que vão, podem ser quem quiserem e criar uma nova história, mas nunca uma nova entidade.


Nós, portugueses, já fomos uma Chita, e das melhores que existiram na Europa. Fomos um povo de bárbaros que correu com os Romanos. Tornámos um pedaço de quintal, num país vasto. Sonhámos alto, mas também lutámos bastante. Infelizmente, outra infelicidade, o povo empobreceu e deixou apodrecer a sua mente tão aventureira. Apareceu um povo, que não é português, mas um povo que é interesseiro, que sonha com uma vida à americano, que sonha com dinheiro, com poder. Um povo em que cada um tem de ser a sua casa própria com quintal, o seu carro de marca, a sua casa de férias. Sonha com riqueza que não tem e que não sabe gerir. Sonha... com a cabeça virada para livros e fantasias. Porque se uns têm, "eu também tenho de ter". Este povo fudeu-se e a próxima geração será a pior de que há memória. Tenho medo de passar a ver um país ovelha, e não uma Chita.

"A fina flor do entulho.
"É tão chique brincar aos pobrezinhos"! 
Ao Expresso, disse Cristina Espírito Santo, uma das veraneantes, que viver ali, na Comporta, "é como brincar aos pobrezinhos". Disse-o sem pudor. E nesta simples frase transparece toda a raça desta gente, o pensamento, a atitude perante a vida e os seus "semelhantes". Gente para quem as criadas ainda são bonnes, os motoristas são chauffeurs, os operários são a canalha. Gente que despreza quem os serve e os ajudou a enriquecer. Gente que gasta, numa hora, o que a esmagadora maioria dos portugueses não ganha num mês. Não houve 25 de Abril que os obrigasse a mudar de rumo, nem sobressalto que os levasse a arrepiar caminho. Eles aí estão de pedra e cal. Os amos. Os donos de Portugal. A brincar aos pobrezinhos. Com os pobrezinhos. A quem, esmoleres e cristãos, dão esmolas. Com um esgar de asco nas faces bronzeadas pelo Sol da Comporta. 
Há gente tão pobre, tão pobre,mas tão pobre... que a única coisa que têm é dinheiro.
Desculpem-me o desabafo."
por João Monge Ferreira em Facebook


O idealismo de uma mulher "perfeita"...