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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [51]

[We just bought it! - Pinterest]

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Um raio rasgou o céu, de uma ponta da casa à outra, iluminando a violência do vento e da chuva para lá das amplas janelas. O chão tremeu. O som entrou pelos ouvidos como uma locomotiva em descarrigalamento.
De entre a fúria da natureza, surgiu o tom azul e logo de seguida um tom vermelho. Piscavam cores lá fora. Abri a porta de madeira, inchada e pesada, as dobradiças deram sinal de horrores e a miúda tentou desprender-me os dedos da sua pequena mão. Era escusado ter medo do que desconhecia se nunca lhe desse uma oportunidade... espreitei com a garota à frente e vi uma figura feminina, fardada, sair do carro de pistola em punho. Escondia-se por trás da porta, sob a chuva gelada, com os relâmpagos a cair atrás de si.
Conseguia sentir a difícil respiração daquela agente, sobre as toneladas de água, os barulhos rasgados e as vibrações sonoras que se acompanhavam de um espetáculo de luzes.
-- Se queres viver volta para trás! -- gritei-lhe com a arma apontada à criança chorosa, com a mãe a arrastar-se ensanguentada em plano de fundo.
A agente aproximou-se, cuidadosamente.
-- Larga a arma e solta a criança! -- gritou-me, com um paço firme.
-- Jéssica... querida! -- descobri-lhe no rosto.
-- O que fazes aqui!? -- parou, surpreendida, com o dedo ainda no gatilho.
-- A acabar um serviço, e tu? -- sorri-lhe, olhando Joana.
-- Fui chamada devido a assalto e tentativa de homicídio.
-- Vieste à casa certa!
-- Hã? Porquê? -- perguntou de arma apontada para o chão, lançando o olhar entre mim e a garato, e a mãe que tentava pedir ajuda numa voz já sem força.
-- Vais-me ajudar a arrumar esta desgraça toda ou...?
-- Que valente merda que tu fizeste!!! -- gritou-me. Num só movimento, empurrou-me para trás, quase como um soco no peito.

Entrou, furiosa, arrumou a arma, e olhou em volta. No momento em que seguiu o rasto de sangue da mãe galinha, parou a marcha. Digeriu o rasto de destruição por toda a sala. Pintado no chão, nos tapetes, nos móveis virados, no sofá ensaguentado, nas mulheres de corpo e alma destruidas. Enraivecida, voltou a atenção para mim, de mãos nas ancas.
-- OLHA-ME SÓ PARA ESTA MERDA!!! VÊ O QUE FIZESTE!!! Não sei se te consigo safar desta... Pedi-te para não voltares a fazer mais nada do género, e nem um ano passou e voltas ao mesmo!? Eu devia-te ter prendido logo na primeira vez! Mas és meu irmão... ODEIO-TE TANTO!!!


Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [52]
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segunda-feira, 6 de março de 2017

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [50]

[Stepping in her body - Pinterest]

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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [49]

-- O que queres de nós? Dinheiro?
Soltei uma gargalhada.
-- Achas que me faz falta o dinheiro? -- respondi.
-- Não toques na Joana! Ela não te fez mal nenhum! -- gritou-me a mãe.
-- Não te preocupes com a Joana, a filha da nossa querida Madalena vai-lhe fazer companhia!
A cara dela ficou vermelha de raiva. A fúria crescia visivelmente nas veias dos seus braços, no arfar cadenciado no seu peito e atirou-se a mim como se a vida da filha dependesse daquele momento. E dependia. Mais ou menos...
Com um murro bem calculado, atirei-a ao chão, através do estômago. Contorceu-se e cuspiu-se toda, sentido as entranhas arderem por dentro.
-- Não te preocupes querida Madalena, a tua filha vai seguir o mesmo caminho que a mãe. O de puta!
Ela não respondeu, limitou-se a cair ao chão encolhida em dores. Tentou balbuciar qualquer coisa, mas nem conseguiu abrir a boca.

Ouvi a porta da casa de banho, do piso de cima, começar a bater novamente. A voz de Joana estava distante. Os relâmpagos caiam lá fora e a chuva abafava qualquer som que viesse de dentro de casa. Ninguém estaria perto o suficiente para ouvir gritos, tiros, moveis a cair e vidros a partir. Apontei a arma à amante de Jesus Cristo e os olhos focaram-se na minha arma. O medo cresceu lentamente em volta dos seus olhos, à medida que o chão tremia debaixo dos meus pés.

Disparei.
Gritou.
Sentiu uma dor no ombro.

Caminhei até ao andar de cima, arrombei a porta com o pé, depois de muito tentar dialogar com uma mulherzinha cheia de medo de mim, mas não adiantou. Agarrei a criança por um braço e empurrei-a para que fosse à minha frente. Chorava, desconsoladamente, sempre olhando para trás, por cima do ombro. Foi então que correu desenfreada pelas escadas, numa tentativa de me fugir, mas uma bala alojou-se a poucos metros mais abaixo, ultrapassando os seus pés rápidos e parou; Como uma estátua ficou imóvel. Ali, no meio das escadas.
-- JOANA!!! -- gritas-te tenebrosa. Nesse momento nem os relâmpagos tem faziam jus à força da voz. Foi revigorante sentir o timbre feminino aflito descer-me pela espinha.
-- Joana, Joana, Joaninha...  -- chamei, descendo degrau a degrau, soletrando cada palavra em cada passo. -- Se não te portas bem, a próxima será na tua mãe. -- avisei. Agarrei-lhe no punho, e trouxe-a até à sala. Deixei-me ficar no hall, para que mãe e filha se olhassem.
-- Minha filha! Querida!
-- Vamos todos dar um passeio? -- perguntei às mulheres. -- Queres ir dar um passeio Joana? -- questionei, erguendo-lhe o pulso para que tomasse atenção ao que dizia e me olhasse nos olhos.
A face vermelha acagaçada de medo, de olhos pequeninos e quase sem brilho olharam-me e cruzaram-se de novo com os da sua progenitora. Chorou nesse momento, enquanto a minha mão a apertava e arrastava para longe da mãe galinha.

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [51]
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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A objetificação da Mulher e do Homem na sociedade e em contexto de Violência Doméstica... [7]

A objetificação do Homem
Através dos vários meios de comunicação social - Parte 3

A mulher, continua a ser objectificada, tal como o homem, mas existe algo a seu favor: a Exigência.
A exigência é uma das "defesas", um dos caprichos que as mulheres "exigem" do mundo construído pelos homens. É uma escolha instintiva, se... vivêssemos no habitat natural, sem regras ou leis. Mas esta "escolha", perante a sociedade controlada por emoções, leis e "boa educação", não é algo belo como quando vemos os machos a lutar pelas fêmeas.
Uma mulher pode ser exigente com o tipo de homem que procura, e a sociedade não poderá dizer que é algo errado, imoral ou de pouca maturidade. Ela "tem o direito" de escolher quem quer ao lado dela. "Tem o direito" de exigir o tipo de homem. Com status social, se é rico já é uma goldigger, mas se for do tipo de homens que é cavalheiresco, que é um "achado", um "artefacto raro", que dá flores, faz surpresas, leva-a a jantar fora, é bom na cama, etc. Aquele tipo de homem que não se encontra sentado em casa e o tipo de homem que não comem quando saem à noite. O que elas exigem deles, é o macho-alpha que se encaixe de forma quase perfeita nas ideologias, gostos e prazeres que elas têm, que elas querem continuar a ter, ou que não querem abdicar.

As mulheres, pela "lei" da sociedade, têm direito a serem e fazerem esse tipo de exigências.
MAS um homem não tem esse direito. Caso o faça; caso tome essa decisão, é considerado machista, sexista, porco e interesseiro.
O homem não tem poder de escolha, porque é automaticamente visto como um monstro que só veio ao mundo para usar e abusar das mulheres. Os homens "são todos iguais".
Mas a realidade, é que o homem tem tanto direito como a mulher. Não vale a pena desculpar ou dar a solução de que: Se os homens não quisessem só sexo, não haveria mulheres traídas por parvalhões. No entanto, os engatatões e as mulheres que são engatadas ou saem à noite para o engate, já passaram por muito homem e muita mulher (respectivamente), para perceber que o bom é foder. Quando for para assentar, minha gente, esses vão acalmar-se e tornar-se-ão mais selectivos.
Essas pessoas, que querem sexo, também selecionam os seus alvos, e não há mal nenhum nisso. Foder é uma dança de acasalamento. Nenhuma gaja ou gajo, sem estarem bêbados, aceitariam que qualquer rapaz ou rapariga se atirassem a eles. É preciso que essa pessoa seja bonita, divertida, interessante e que tinha algo diferente para lhes mostrar, algo que seja capaz de lhes chamar a atenção que outra pessoa já não o tenha feito.
Mas se o homem é exigente e selectivo, se rejeita, ele torna-se novamente o mau da fita.

Este pensamento feminista, oprime o homem de encontrar a parceira que ELE quer, com todo o direito que elas têm no dia-a-dia. Não é errado escolher. Não é errado preferir uma a outra, é a lei da natureza. É por isso que os lobos não engravidam todas as lobas. Eles procuram as que melhor se ligam e se dão com ele.
E vamos aproveitar para por os pontos nos is:
Os homens querem uma mulher, em primeiro lugar e acima de tudo para foder! Ponto final!
Tudo o resto: conversar, aprender, conhecer, viver, chorar, amar, partilhar, sair para jantar, ver um filme, ouvir música, debater, construir, desenvolver, rir e sorrir, vem depois. E acreditem meninas; se vocês não demonstram interesse na cama, não tarde ele procura alguém que o tenha! E se não demonstram interesse em estar ao lado dele ou com ele, rapidamente voz achará uma seca.

Uma das coisas que se tem notado, é do simples facto de que raparigas que preferiram continuar a estudar e a viverem com uma ou duas pessoas no espaço dos 4/5 anos em que tiraram a licenciatura, têm uma maior dificuldade em apareceram no mercado como maduras, como adultas, com personalidade, com resiliência e força psicológica suficiente para se sentirem confiantes e vivas perante um macho.
Para este tipo de raparigas, a exigência é muito grande. Se não dá à primeira conversa não perco o meu tempo. Estão num patamar tão alto, porque já têm namorado ou acabaram recentemente com um, que para voltar a descer terão de fazer duas coisas:

  1. Descer do seu pedestal, aceitar que está solteira e que o mundo não vai acabar.
  2. Não descer de todo e procurar incessantemente, exigindo, um homem melhor do que aquele que ela deixou ou que a deixou.
Por causa deste tipo de situações, os homens bons, são vistos por este tipo de mulheres, como "fracos", "pouco desenvolvidos". E até mesmo perante mulheres que têm experiência, muitos namoros e desgostos, isto irá acontecer. Mas aquilo que separa estes dois tipos de mulher, é precisamente a experiência. Enquanto uma não a tem e exige no homem para que seja Assado e Cozido, a mulher experiente dará uma oportunidade emocional e intelectual à cara metade. O que acontece nesta ultima situação, é uma abertura de si para com o rapaz, na esperança de este se sentir confortável e confiante com ela.



O que aprendi com raparigas/namoradas exigentes?
O que aprendi ao ser exigente com elas?

Falarei então da minha perspectiva:
Ela gosta de mim, ama-me, mas evita estar comigo em público. Há sexo, há beijos, há abraços, mas se eu fico excitado, com um simples beijo, para ela é sinal de "querer só sexo". Se ela não aceita que veja pornografia ou outra coisa qualquer, porque diz sentir-se traída, demonstra falta de confiança em mim, de respeito pelo que gosto, e de maturidade da parte dela. Os ciúmes interferem ao ponto de me "proibir" de ver até mulheres na televisão ou na internet.
O que aprendi? -- Que uma rapariga que não têm consciência de que são dois indivíduos, que ambos têm os seus gostos, e de que da parte dela não existe maturidade suficiente para confiar na cara metade ou que os ciúmes exagerados minam uma relação.
O que ela exigia? -- Que não olhasse para outra raparigas, que não me masturbasse a ver sexo, que fosse mais homem, que fosse mais responsável. (Numa altura em que eu ainda me estava a descobrir)

Ela demonstra gostar, mas não beija, não abraça, não vem ter comigo, não me abraça quando me vê, usa sempre a mala em cima das pernas quando vamos de carro ou estamos no cinema e não posso passar-lhe a mão na perna. Não se sente confortável em experimentar ou em fazer caricias e algo mais físico, como preliminares antes do sexo. Virgem e tem medo: recusa-se a fazer o que quer que seja! As conversas dela, quando sai de casa para "viver" é uma panóplia de situações depressivas que passa em casa.
O que aprendi? -- Existem momentos para conversas tristes e problemáticas. Se ela não dá sexo, se não tem vontade em descobrir, se não abraça, não beija nem existem momentos que poderia haver troca de carinho e amor da parte dela, então a situação em que me encontro não é uma relação, mas uma amizade.
O que ela exigia? -- Que aceita-se que ela era tímida, que tinha medo em fazer ou experimentar algo perto do sexo. Que não estava habituada a beijos e abraços. Que a mãe lhe ficasse com o ordenado e o usasse para fazer as compras para a casa.

Ela gosta de mim, mas precisa que lhe faça perguntas para saber como está, o que pensa e o que sente. Combina-se várias vezes para nos encontrarmos e diz ficar indisposta. Faz um "esforço" para ir ter comigo porque lhe peço muito e a única coisa que quer é ir para casa. No sexo, faz por fazer o "jeito", não parece ter grande vontade.
O que aprendi? -- Se não vai ter contigo por vontade, se não está contigo com vontade. Se não há nada para dizer, se não quer dizer nada. Se não quer caminhar em frente ao invés de ficar parada a "sofrer", se no sexo, quando faz é um pouco por "também tenho de dar porque ele deu", de mãos para baixo, sem demonstrar desejo, demonstra falta de confiança em si. Não é algo de mau ou de errado. Mas uma rapariga com 25 anos, já devia ter maturidade o suficiente para se sentir mulher. Julgo apenas o que conheci e não sou ninguém para acusar do que quer que seja, ainda que este pedaço de texto possa ser hipocrisia minha. Mas se não demonstrou vontade em estar, a não ser quando estávamos sozinhos. E quando estávamos sozinhos, não parecia envolvida o suficiente no acto, estaríamos a perder tempo um com o outro. Não é que não gostasse de sexo, mas eu, gosto de saber que a outra pessoa também gosta em dar. Não era pessoa de olhar para o céu, de conversar, de falar sexo a menos que tivesse vontade de fazer.
O que ela exigia? -- Que não fizesse piadas sexuais/picantes. Que não falasse tanto. Que não estivéssemos em público porque sentia-se observada. (É preciso aprender a controlar esses medos, caso contrário um dia seremos dominados por eles.)

Conhecia por facebook, amiga de uma amiga da minha mãe. Estudante, recentemente separada de uma relação de 4 anos.
O que aprendi? -- Apesar da idade já bater quase nos 30, a mentalidade era ainda miúda de 16/18 anos. Muito incomodada com a frase "Uma rapaz não deixa cona para ficar sozinha". Não tinha nada de adulta. Estava ainda amargurada, apesar de ter sido ele a acabar com ela e lhe dizer que já não sentia nada. Não era interessante para conversar, e bastou perceber isso por ser muito negativista com ela própria ou não falar de todo, ou sequer fazer perguntas.
O que ela exigia? -- Que não fizesse tantas perguntas, que não "julga-se" o ex-namorado, que não fosse frontal.

O que aprendi com elas?

Aprendi que a higiene é muito importante. Assim como falar sobre sexo, ter uma relação aberta e sincera. Gostar de sexo e de dar prazer. Gostar de abraços, beijos e de caricias. É importante que cada um dê ao outro sem pedir ou pensar na troca de favores. Cada um caminhar metade do caminho para se encontrarem e mais importante, conversarem e exporem sem medos.
Se elas não dão o mínimo em termos emocionais e não são maduras, com uma personalidade e opinião própria, demonstra uma falácia para com uma relação entre duas pessoas. A curto-médio prazo, não mudaram, não cresceram, não aprenderam nem ensinaram nada de novo. Estão paradas no tempo e ainda a descobrirem-se.

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A objetificação do homem, perante mulheres exigentes, é como um combate de box no qual tentam acompanhar a namorada para tentar perceber como e o que querem realmente da relação ou deles próprios. Neste tipo de relação só há um lado que ganha e que permanece satisfeito, chegando ao fim da relação como se tivesse sido, ela própria traída. O homem tenta dar, mas acaba por dar muito, se não mesmo tudo, e perde o que nunca teve.
Da minha perspectiva, um mulher que não avança, deve ser informada e até mesmo avisada se for necessário, de que as coisas não estão a funcionar.
Porém, quando as coisas se sentem que não estão a funcionar, que não existe nada que os une, que os mantenha juntos, que não há nada para partilhar, que não existe desejo ou vontade, não há razão para continuar a enganar duas pessoas. Vocês e elas/eles.

Elas podem exigir, e os homens também. Poderá não ser saudável para quem leva o "não", ou o fim da relação na cara, mas é importante para fazer crescer as pessoas. Para as fazer amadurecer e as fazer perceber que tipo de homem ou de qualidades e defeitos querem, toleram e aceitam ao seu lado.

A objetificação da Mulher e do Homem na sociedade e em contexto de Violência Doméstica... [8]

domingo, 2 de outubro de 2016

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [49]

[Standing on her neck - Pinterest]

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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [48]

-- Não me mates por favor! -- gritou, berrou, esperneou, enquanto a arrastava pelos cabelos para fora da cozinha.
-- Na cama não gemias tanto... -- comentei, sentindo o peso do seu corpo incomodar-me o cotovelo.
Atirei-a para o sofá e tapei-lhe a boca com fita-cola. Prendi os membros com Zips. Vê-la assim amarrada, de cara vermelha e em pânico acendia uma chama em mim que já não controlaria durante muito tempo. Esta noite será memorável!
Tranquei a porta da frente, ajeitei os cortinados, apaguei as luzes e subi as escadas. A mãe da criança arrastava-se pelo chão, até à casa-de-banho onde a sua filha gritava por si. O chão manchava-se de sangue e a maçaneta da porta movia-se violentamente, sincronizada com a vosita de Carolina.
-- O que quer de nós? -- gritas-te, com raiva, seguindo-se um choro descontrolado e derrotista de ti mesma. Ias morrer, ouvias a Morte aproximar-se.
-- Não preciso de nada vosso, por enquanto. Mas levarei a tua filha comigo...
Vi a raiva surgir na tua cara em volta do nariz e o teu franzir de sobrancelhas. Se não tivesses levado um tiro no ombro, acredito que naquele momento terias tentado atirar-me ao chão.
-- Não abras a porta Joana!
-- Mamã! -- gritou a criança indefesa.
-- És patética. -- levantei-a pelo ombro ferido. Gemeu e gritou de dores. -- Ainda não te convenceste de que não há nada de que eu não possa fazer. Continuas a acreditar que tens salvação. O que pensas? Que um raio vai entrar por aquela janela e matar-me!? -- nos milésimos de segundo que passaram, o quarto iluminou-se com um clarão do exterior, seguido de um estrondo que fez o soalho tremer.
-- MAMÃ! -- gritou a miúda assustada, forçando ainda mais violentamente a maçaneta.
-- Quem diria... -- respondi admirado. -- Joana, se não te calas, EU MATO A TUA MÃE! -- gritei. Os gritos histéricos pararam de imediato.

Sinto a ferida no ombro aprofundar-se e uma dor aguda intensificar-se. Não conseguia controlar o meu corpo com tanto sofrimento. Agarrou em mim, arrastou-me até às escadas e atirou-me por elas a baixo. Senti a cabeça bater em cada degrau. Senti-me um saco cheio de ossos partidos. Não me conseguia levantar.

Deitei-te no chão, atei os braços e as pernas. construí a cena de um crime perfeito e bastava agora dar-te um tiro na cabeça.
Madalena seria acusada de triplo homicídio e ocultação de cadáver, pois Joana nunca mais seria encontrada. Em tribunal, as investigações revelariam que tudo tinha sido um acto de ciúmes, comprovados por emails e telefonemas trocados entre um homem e a patroa.
Enquanto me investigassem, Joana estaria escondida na minha cave, por pouco tempo obviamente, até poder mudar de país e a declarar como minha filha.
Fui buscar a tua funcionária e soltei-a. Estava assustada, vidrada no teu corpo nu coberto de sangue.
-- Estás bem? -- perguntou a amiga.
-- A Joana! Vai buscar a Joana!
Madalena olhou-me nos olhos e pisei-lhe a cabeça com a bota.
-- Ninguém vai a lado nenhum. -- proibi.

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [50]

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [48]

[Door broken open - Pinterest]

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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [47]

-- Se lhe tocas... -- ameaçou-me a galinha depenada.
-- Matas-me? -- sorri.
Dei-lhe um tiro no ombro, do mesmo braço que permanecia amarrado, e o pintainho fugiu para o canto de olhos abertos e cara pálida. Ela gritou, sangrou e sentiu a morte pisar-lhe o peito. Aproximei-me dela, do canto da cama e da sua "mais que tudo". Atirou o braço bom às minhas pernas e agarrou as calças. Em vão. Peguei na Carolina, que esperneava desenfreada.
-- NÃO!!! -- gritou óbvia a mãe.
-- Ninguém vos consegue ouvir. Já viste a tempestade lá fora? Está de matar! -- soltei uma gargalhada. -- Se não paras de te mexer a tua mãe leva outro tiro. -- cessou de imediato, com o seu olhar triste colado ao meu e às dores da mamã. Tranquei a miúda na casa de banho, e regressei ao quarto. Lá de baixo, ouço o bater na porta. Espreitei pela janela e vi um 2º carro estacionado à tua porta. A puta da tua amiga apareceu finalmente! Abriu a porta e escondi-me na casa de banho com a tua Carolina.
-- Já cheguei! -- gritou, encharcada e quase despenteada. O chapéu de chuva pingava a entrada da porta, e o vento varria os cortinados. Chamou o teu nome. Procurou-te na cozinha e encontrou a Joana, ainda abalada e a recuperar o fôlego.

Tentei marcar o 112 mas o sinal estava fraco. Ajudei aquela desconhecida a sentar-se na mesa e dei-lhe um copo de água.
-- Quem és tu? O que te aconteceu e o que fazes aqui?
-- Você tem de telefonar para a policia! -- exigiu-me  a rapariga.
-- Não tenho rede! O que fazes aqui!?
-- Corremos perigo! Fuja e peça ajuda! Ele vai mata-la também!
-- O quê? Quem? -- não percebia nada do que esta estranha estava a gritar-me, mas percebia no seu tom de voz e na sua cara que o assunto era sério. Muito sério. Procurei uma faca nas gavetas, mas estavam todas vazias. Para onde raio foram as facas todas!?
-- Onde estão as facas? -- perguntei-lhe.
-- Não há facas na casa? -- perguntou-me, aflita, vasculhando de novo o que já tinha visto.
-- O que se está a passar?
-- Ele veio matar a Carolina e a mãe dela! Não suba, fuja! Fuja e peça ajuda por favor!
-- Ele veio matar a Carolina? Mas quem raio é ele?
-- O homem que lhe ofereceu esse colar!
Foi então que tudo bateu no fundo.

-- Madalena, que surpresa! -- felicitei-a à porta da cozinha, com a faca de novo na mão e a pistola repleta das impressões digitais de Joana. -- Ainda bem que te juntas-te à festa! -- dei um tiro na cabeça da miúda. Madalena caiu ao chão, sentindo a onda de choque no peito e o jato de sangue e cérebro gravar-se nas suas retinas.
Atirei-lhe a arma para as pernas e presenteei-lhe o meu peito.
-- Mata-me!
Sem hesitar, pegou no peso proibido e premiu o gatilho dezenas de vezes até se aperceber que já não havia balas.
-- São cartuchos vazios sua burra de merda! Obrigado por a apanhares, agora tem as tuas impressões digitais... -- contei-lhe, arrancando-lhe o doce das mãos.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Porque um dia havemos de lá chegar...


[Guerrier Nanite - Pinterest]

Diz-me, humano, porque tentas ser Deus? O que faz de vocês seres tão magnificos que se acham capazes de derrotar espécies que viajam através do espaço-tempo? Que tecnologias têm desenvolvidas que nos possam assustar? Que conhecimentos podem partilhar connosco que já não tenhamos descoberto? Que histórias nos podem contar que noz faça apreciar a vossa luta natural e animal naquilo que é a evolução do vosso cérebro? Que elos perdidos encontraram que nos liguem? Sentem-se dignos? Sentem-se grandes? Sentem-se ousados?
Não há nada em vós, que já não tenhamos tido, que não tenhamos feito, que não tenhamos conquistado ou descoberto. Comparo-vos a formigas, que desconhecem os continentes, os oceanos e o céu na sua magnitude.
Chegaram aos limites do Sistema Solar e julgam ter conquistado a galáxia e os seus segredos. Porque se fazem reis do nada? Porque lutam entre vós? Porque destroem o único planeta onde vivem? Têm energia pura e continuam a poluir os pulmões dos vossos filhos? A destruir a natureza que vos formou e acolheu? Que instintos correm nas vossas veias tão evoluídas, Senhores do nada? Que venenos vociferam em segredo contra vós próprios? O que ganham da escravidão da mente?

Descobriram o globo e delinearam as fronteiras dos grãos de areia, numa tentativa de conquistar e governar um ponto azul no oceano de estrelas e cometas. Não são nada, mas julgam-se tão grandes, tão poderosos. Quando vão compreender que tudo o que irá restar da vossa existência é uma simples sombra na areia.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [47]

[Red lips - Pinterest]

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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [46]

-- Porque gritas tanto? Porque esperneias tanto? Tu pediste isto, lembraste? -- removi o pano de entre os dentes. Respirou fundo, sem tirar a olhar de mim, e disse com dificuldade:
-- A minha filha não era para aqui chamada! Conheces a minha rotina, sabes bem que hoje não era o dia mais indicado, principalmente porque Madalena vem cá a casa!
-- Mas minha querida, hoje é o dia perfeito! Hoje é o dia da tua morte...
Ela rasgou as pupilas, num brilho intenso, de choque. As bochechas ficaram pálidas, seguindo-se tudo o resto como um fogo. Enfiei-lhe o trapo goela a baixo e soltou os seus típicos guinchos, enquanto me via sair do quarto, de faca na mão, imaginando o pior. Desci as escadas e abri a porta da dispensa, onde as duas meninas se abraçavam.
-- Vem comigo. -- pedi ao rebento, já menos assustado, de olhos vermelhos e secos. -- Vem comigo, ou mato a tua mãe! -- sussurrei ao ouvido.
-- O que vais fazer? -- perguntou a Joana. Agarrei no braço da miúda e puxei-a para mim. -- O que vais fazer com a Carolina!? -- exigiu num grito.
-- O inimaginável! -- respondi-lhe. De costas para ela, senti uma dor aguda nas costelas. Quase caí ao chão. Virei-me para ela e defendi um segundo murro. A cachopa foge-me entre os dedos e entro numa luta de submissão, e controlo, por uma pequena colher que lhe tiro da mão com um soco no peito. Arranco-lhe o ar dos pulmões, ela arfa de olhos abertos como um cavalo assustado e cai em cima de uns sacos de batatas. -- Desiludes-me! Volto, quando acabar o que viemos fazer. -- Tranquei a traidora adolescente e corri para o quarto principal. Sem esperar, vi o botãosinho ajudar a mamã a tirar as ultimas cordas do braço esquerdo.
A faca reflectiu nos olhos da criança emocionalmente violada.

sábado, 21 de maio de 2016

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [46]

[Suffocation - Pinterest]

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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [45]

ACTUALMENTE

-- Não me faça mal. -- pediu docemente limpando as lágrimas do rosto com a sua mãozita.
-- Não querida, claro que não!
-- Não faça mal à minha mamã!
-- Não faço, prometo. -- sorri.

-- Ele seria incapaz. -- reforçou uma voz por trás de mim.
-- Mãe! -- gritou a filha com as lágrimas pingarem nos pulsos apertados pela minha cúmplice. Os olhos embaciados da miúda rabugenta acordavam a minha perversa criatura.
As duas cabritinhas sairam do quarto, e voltei-me para a matriarca da casa. Aflita, regurgitava o pano em gritos abafados, lutando na cama, enquanto a sua "mais-que-tudo" desaparecia no horizonte escuro e ruidoso.
Com os relâmpagos a caírem lá fora, e o vento a dobrar as árvores, a tristeza da mãe camuflava-se na casca medonha da raiva que me perseguia de olhos em chama pelo quarto. Era um farol, que chamava a atenção do meu olhar sobre o seu corpo arfando oxigénio.
-- Não faças essa cara. A tua filha está em excelentes mãos! Confia em mim. Oh espera. Não podes! -- soltei uma ligeira risada. -- Mas agora a sério, a Joana só a foi trancar na despensa. -- aproximei-me da cama. Pousei um joelho no colchão revirado e gatinhei sobre Ti. O teu cheiro vibrava nas minhas narinas. Os teus movimentos arrepiavam-me em prazer. Lutares pela vida fazia-me sentir vivo! -- Anseio este momento desde o dia em que te vi entrar no parque de estacionamento. Oh meu deus! Um diamante! Mas para te matar, o crime tinha de ser bem feito... Estudar-te. Conhecer-te. Assim que conheci a tua Madalena, sabia que Judas estaria por perto. Deves estar a pensar que isto não vai dar certo, porque a tua querida amiguinha vai chegar não tarda. Ligar para a polícia e nós vamos presos e tu ficas para "sempre" a salvo, não é minha totinha? Mas estás tão enganada... Quando ela chegar, vai-te encontrar morta. Vou levar a tua filha comigo, para outra cidade, e a tua Madalena vai ficar com as culpas todas. Vão perceber que te matou por ciúmes. Não achas uma ideia brilhante ter pegado fogo à casa e tu teres-lhe dado a chave da tua? E sabes quem engendrou tudo isso? -- apontei para mim -- exactamente. Eu. O teu assassino!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [45]


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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [44]

Aproximou-se da sua primeira vítima, de cigarro entre os lábios e olhou-a, pálida, roxa, sem vida. Pingando da mesa para o chão. Com o telemóvel, tirou algumas fotografias ao corpo. Procedeu depois à remoção da faca, com alguma dificuldade, e poisou-a em cima da mesa com outro material cirúrgico.
Passou-se uma hora até que o assassino voltasse. O carro passou novamente junto ao muro do armazém, travando sobre as pedras. A porta fechou-se. Correu o portão ligeiramente e fechou-o atrás de si.
Joana, sentada na cadeira onde antes tinha estado amarrada, olhou fixamente para o seu professor e disse-lhe:
-- E agora? Como nos livramos do corpo?
-- Vejo que tomaste banho; e que estás a usar uma das minhas camisas... e boxers. -- a aprendiz manteve-se séria, obrigando-o a responder. -- Tenho um forno industrial, antigo, que dará conta do recado. Fica na outra divisão.
A expressão na sua face tornou-se mais suave, e respirou fundo, enquanto olhava para o cadáver em decomposição.
-- Como foi? -- perguntou-lhe.
Joana limitou-se a olhar para o sangue a pingar, impávida, sem qualquer expressão, sem dizer uma única palavra.
-- Está tudo bem? -- toquei-lhe no ombro, mas ela recusou o toque. Vi-lhe então o telemóvel nas mãos e arranquei-o. Ela ficou a olhar muito séria para mim, pedindo-o vezes sem conta. Abri-o, retirei-lhe o cartão SIM e joguei as peças para cima do cadáver. -- Nunca mais tires fotos! Principalmente com telemóveis pessoais! Queres ir presa!?
Ela continuou séria e afastou-se. No espaço de tempo que ela levaria a digerir toda a situação e a acabar de fumar o resto do maço de tabaco que me roubara, eu fiz o que fazia melhor. Destruir um morto. Fazê-lo desaparecer... enrolado em plástico, com as roupas dentro de um saco, incluindo a lavagem dos instrumentos em água e lixívia a ferver. Ela voltaria, já o forno estava ligado e a corpo se derretia como manteiga, espalhando pelo ar o cheiro a carne queimada.
-- Não te tornas algo novo sem deixar algo para trás. Se queres matar, tens de ser paciente. Tens de conhecer-te a ti para poderes manipulares os outros. Se não souberes como funcionas, não podes desmontar a personalidade da tua vítima em pequenos objectivos, que se derrubados na ordem certa ou correctamente, te tornarão no titereiro. -- ela olhou para mim, sentindo na cara o calor do forno. -- Para fazermos isto bem, vais ter de fazer exactamente como eu te digo. Não há erros neste mundo; Pois o mais ínfimo detalhe que nos escape ou erro que cometamos, temos a policia à perna.

terça-feira, 5 de abril de 2016

A objetificação da Mulher e do Homem na sociedade e em contexto de Violência Doméstica... [6]

A objetificação do Homem
Através dos vários meios de comunicação social - Parte 2




Seguindo as ideias já partilhadas aqui, a objetificação do homem, repito-o de novo, é talvez mais forte que nas mulheres.
Para os homens, o machismo que existe no mundo não pertence a nenhuma cultura ou sociedade, mas a cada homem. Pertence e nasce consigo. Acompanha-o para toda a vida. Quer isto dizer que a violência surge no homem e morre com ele, quando opta pela via política.
No entanto... Apesar de as mulheres olharem-se de alto abaixo, de cobiçaram e invejarem ou denegrirem o aspecto de outra mulher, só porque se sentem atacadas ou oprimidas por não serem mais bonitas, mais provocadores, ou por serem precisamente isso, são agressivas através da sua comunicação física e micro-facial. As mulheres não vêm isso, mas os homens vêm. E é por essa mesma razão, que os homens detectam e comunicam entre si sem precisarem de falar. Basta estarem ao lado uns dos outros na fila do supermercado, quer seja para comprar fiambre, carne ou pão. Os homens -- quer as mulheres acreditem quer não -- irão sempre ver os outros machos como intrusos, como adversários, quer seja por serem mais altos, mais fortes, mais bonitos, mais bem vestidos, mais sensuais, com melhor olhar ou forma de abordar as raparigas.
Os homens estão em constante batalha uns com os outros. É um facto; e negar, seria errado!




Renato Gonzaga: "acho dificil ficarem escolhendo resgatados num incendio, cara...ta tudo fudido pegando fogo, os caras salvam oq aparecem..nao tem dessa de crianças e mulheres..um bombeiro nao vai passar por vc e te deixar pra trás enquanto procura mulheres..
Esses videos sao toscos demais....ela manda alguns numeros de violencia e coisa e talz..mas quem eh o principal causador de violencia? Eu ja fui assaltado uma pa de vezes e colocaram uma arma na minha cara mais de uma vez..e nenhuma delas foi feito por uma mulher.
Homens morrem mais pq sao mais relapsos com a propria saude, vide exames de prevenção ao cancer de prostada que o cara reluta em fazer pq nao quer passar pelo constrangimento.
A prioridade no titanic provavelmente era pra quem tem dinheiro.
Alistamento obrigatorio é uma lei criada por homens...pq ao inves de querem que as minas se alistem os caras nao lutam pra q o proprio alistamento nao seja obrigatorio?
Mulheres nao fazem trampo pesado pq sao tidas como incapazes pelos proprios homens.
Essas minas desses videos so querem fazer aquela media com a rapaziada..mas eh mto papo raso furado.
[Facebook] Porque precisamos do Machismo

Os homens, são vistos como inferiores em várias publicidades. São apresentados ao público como Maridos burros, trabalhadores ignorantes, incapazes, pais sem qualidades, com dificuldades e sem capacidade para educar ou entreter uma criança ou fazer um bom trabalho.

"I think it’s probably even more damaging the way men are stereotypically portrayed in commercials. How often do we have to put up with the stereotypes of the “smart wife–dumb husband,” or “smart kid–dumb dad,” or even “smart female employee–dumb male employees” to sell various products? Boyfriends are almost always portrayed as stupid and childish. Guys hanging out together are portrayed as juvenile, immature, and usually bumbling morons. Given the alternatives, I’d rather be given the option to use objectification for power than to be dismissed constantly as meaningless, ineffective, and just plain stupid." -- Jon 
Em: Let’s Reverse The Gender Roles In Ads Which Objectify Women & See The Effect…

Mas os homens também sofrem na própria sociedade que eles governam. São obrigados, em alguns países, a ir á tropa e nenhum deles se opôs a esse "lei". São obrigados a sair e a fugir em último de locais perigosos, pura e simplesmente para dar passagem às mulheres e crianças, para além de idosos, que já não ficariam cá a fazer nada. São obrigados a pagar ajudas de custos à mãe do seu filho, só porque estão divorciados ou porque a rapariga se quis "separar".
Como já repeti anteriormente, neste tema de objectificação, o homem é obrigado a ir para as trincheiras, caso uma guerra ocorra. Onde é que as mulheres se enquadram? Em casa, à espera. Porque os homens irão ser obrigados a serem fortes, a criarem músculo e a lutarem selvagem e heroicamente pelo seu país, pelos seus antepassados e futuras esposas. O papel do homem sempre foi o de governar. Seja uma ou várias cabeças.

Por consequência da entrada ilegal de imigrantes e "refugiados", os países europeus começaram a notar que grande parte das pessoas que atravessavam as suas fronteiras, ou que entravam nos seus países, eram jovens fortes, bem vestidos, sorridentes, que fugiam a uma guerra civil. O seu objectivo é simples: Constituir família nos países mais ricos da europa.
O único problema nesta fotografia, é de que estes jovens, capazes de lutar, preferem que sejam outros a fazê-lo por si. Não são machos Alpha no seu país, mas serão-no com as fêmeas destes países agora em invasão.
Os Leões, quando descobrem que uma das fêmeas teve crias de um outro leão que não é alpha, matará sem dá, essas mesmas crias, apesar da mãe das mesmas fazer tudo ao seu alcance para que tal não aconteça. Os homens reagem quase da mesma maneira, quando descobrem que a sua mulher teve relações com outro homem. Não é pelo facto de ela ter relações extraconjugais, mas sim por na cabeça do homem, esse acto de infidelidade ser visto como: "Deixei de ser o macho alpha dela. Terei de lutar de novo pelo mu lugar na alcateia em que vivo. Pois se não o fizer, serei visto como só mais um macho sem qualquer controlo pela fêmea que deveria ser só minha." -- Algo mais ou menos nesta linha de pensamento.
Os homens tentarão mais vezes, e de várias maneiras, fazer parte de um grupo, do que as mulheres, pois os homens precisam de união quando os momentos assim o exigem.
Alguma vez viram um grupo de mulheres correr contra polícias ou outros manifestantes, ou grupos políticos/religiosos? Não! Existe uma razão: Os homens tornam-se mais fortes e mais corajosos quando estão em grupo e quando defendem as mesmas ideias, com amigos que apoiam as suas ideologias. As mulheres recuam, ficando atrás dos homens.

Muitos são os videos, no YouTube, de casais que são espancados, e o homem é geralmente o único que leva mais porrada de 2,3,4,5,6 delinquentes, enquanto que a mulher é capaz de levar só umas chapadas ou uns murros. MAS, não é por o namorado se tornar o alvo de outros machos, que foge. Ele fica e protege a namorada, por muito mal que possa ficar do confronto.

Boyfriend defends girlfriend in park

Outra das coisas que acontece no mundo dos homens, é que os homens, quando lutam, andam numa escaramuça de pode demorar alguns minutos, muito intensos, e depois separam-se. Atenção!!!! Tal só acontece, se não estiverem a lutar pela própria vida. Caso seja esse o caso, o homem que está em perigo, irá lutar e dar tudo o que tem para matar ou conseguir controlar o adversário.
Quando se separam, recuperam o fôlego, e verificam se ambos continuam com vontade de lutar, com vontade de subir a machos Alpha. Nenhum homem inteligente continuaria a lutar, e a gastar as suas energias, a menos que se sinta ameaçada, gozado ou ridicularizado. Os machos, sejam em que ambiente for, e que animal for, lutará sempre pela sua masculinidade.
Depois de descansaram uns segundos, voltam à carga, tentam sempre submeter o outro à derrota de si, para que saia de rabo entre as pernas e reconheça a superioridade de quem o derrotou.

[Be strong to stand alone - Pinterest]

Os machos, mesmo na nossa sociedade, testam-no constantemente no seu grupo. Tentam subir sempre um bocadinho na hierarquia, seja através de piadas, de maior esforço, de melhor laços de amizade, de companheirismo para derrotar um colega, etc.

Alpha Male - National Geographic Study
Russian Gopniks Shop and Fight

No caso das mulheres, e essa é uma diferença abismal, é a de que quando começam à luta, a primeira coisa que atacam é a cara e o cabelo da adversária. Ao contrário dos homens, que querem controlar e subjugar o outro macho através da força, a Fêmea quer simplesmente destruir a beleza, neste caso a cara e o cabelo, da vítima, para que nenhum homem a ache bonita. É também por essa razão, que quando um grupo de mulheres ataca uma mulher, regra geral é sempre deixada nua, com cabelo cortado, espezinhada, pontapeada e socada até deitar sangue por todos os orifícios.
Uma das coisas que diferencia também a luta entre homens e mulheres, é que -- e apenas se o caso não for de vida ou de morte, mas de vingança ou de medir forças --, os machos param a agressão quando vêem que é demasiado ou que o alvo dá todas as indicações, verbais ou físicas de tal. Face que as mulheres, se agarram imediatamente pelos cabelos e NUNCA mais se soltam, a não ser que alguém as separe.


Os homens, são 99% dos casos, aqueles de criam as lutas e que as mantém. São também 99% dos homens que defendem as suas fêmeas. Está no seu código genético, e não o fazer, seria como renunciarem a sua masculinidade, como tem vindo a acontecer cada vez mais desde a chegada dos "metrosexuais". É por essa mesma razão, que os Russos, sem qualquer influencia externa, e sem capacidade de serem Americanizados no seu todo (culturalmente), continuam a ser um dos países mais violentos. Em que a luta é ainda vista, tal qual como em Inglaterra entre Hooligans, como coisa de macho, de homem, de Alphas.

No video, acima, é fácil de perceber que ambos estão a lutar pela mesma rapariga. O que significa que os dois irão tentar tornar-se no macho Alpha e conquistar a fêmea "submissa".
No minuto "0:41", em que o rapaz moreno chama uma possível amiga, ele tenta demonstrar que ele tem atrás de si, fêmeas com fidelidade. Fêmeas interessadas na sua amizade, e isso desencadeia na rapariga principal, um conjunto de reacções, elas mesmas, de disputa e estudo dos dois machos à sua frente. É o momento em que ela percebe, que se quiser o moreno, que já tem fêmeas à sua volta, terá de lutar. E lutar é um bom partido pois significa que o macho rodeado de fêmeas amistosas, é um bom partido. O rapaz loiro, percebendo a sua desvantagem de conquistas femininas, sente-se ameaçado, e só volta a "atacar", quando o ambiente estiver mais favorável e com apenas a fêmea principal, sozinha, sem distrações de outras fêmeas.
O que desencadeia a "luta" de argumentos entre os dois, é o toque entre os tacos de snooker, que acontece aos "2:12". Esse toque, significa que o rapaz nº1, está claramente a tentar mostrar-se superior, o que para qualquer macho é um sinal de desafio à sua presença e posicionamento na hierarquia. Por consequência dessa pequena briga, a fêmea reage instintivamente, sem se meter entre os dois. O sorriso e expressão facial -- movimento ligeiro de sobrancelhas -- que surge na sua cara ao minuto "2:14", diz tudo o que ela sente por dentro: "Quero ver quem vai lutar por mim. Quero saber como se vão defender, resolver a situação e sair vencedor." Até mesmo a maneira como ela se posiciona na mesa, ou de como se afasta para ver como as coisas evolvem, demonstra que apesar de ser fêmea, nenhum dos dois rapazes lhe ir bater, de poder vestir e dizer o que lhe apetecer, ela reconhece a sua "inferioridade", reconhece o seu local perante dois machos que se testam e preparam numa possível luta. A fêmea já tinha escolhido, logo do inicio, o seu macho Alpha, mas precisava de saber como é que ele próprio defenderia a sua integridade e o seu espaço pessoal.

Contudo, toda esta situação de não-agressividade, demonstra que a forma como nos damos uns com os outros, como lidamos em sociedade e em grupos, chega a ser contraditório em relação ao que já escrevi anteriormente. Os Humanos, reagem a uma situação de liderança de duas formas completamente diferentes e opostos.

  1. Através de violência.
  2. Através do diálogo.

Body Language - Indicators of Interest (IOIs)

Todas estas situações, existem no mundo dos homens. Óbvio, e mais do que óbvio, existiram excepções, mas são uma minoria muito baixa.
Existe um micro-mundo em volta de todos os homens, incluindo mulheres; E apesar de serem as mulheres as que mais se cobiçam e invejam, tanto na rua como com amigas, os homens -- caso assim se sintam dispostos a subir no ranking -- irão estudar-se uns aos outros, tentar fortalecer laços de amizade ou estudar essas mesmas amizades. Para o homem, mesmo que os próprios não percebam nem vejam isso, tudo é um jogo de posicionamento e reposicionamento, no grupo de amigos e na comunidade.

É também essa outra das razões pela qual os homens medem os pintelhos ou os pénis no duche quando são novos. Ou os músculos quando são mais velhos. Ou a inteligência e o charme. O odor e o status social. Os machos encontram-se biológicamente preparados para tentar dominar. A pornografia e o sexo são também uma das áreas em que os homens são extremamente objectificados.
Caso não aguentem mais de X minutos, são fracos. Caso não tenham um pénis com mais de Y centímetros, já não prestam, nem para foder e nem se podem considerar homens. Se não sabem satisfazer uma mulher na cama e dar-lhe um orgasmo, não valem nada na cama e são incompetentes. É precisamente por isso, que grande parte dos homens se preocupa com a mulher no momento do sexo. É por isso que se preocupam se teve ou não um orgasmo, se gostou ou não gostou. E não, não falo daqueles que só querem comer e deitar fora.
Incluindo também no tema da pornografia e do sexo, se um homem não deita uma quantidade de sémen grande, com força e com jactos de esperma, como fazia o famoso Peter North, a sua masculinidade pode estar por um fio, pois todos os homens sabem o quão importante é ter o aparelho a funcionar, e de preferência com força e capacidade suficiente para engravidar uma fêmea. Quanto mais esperma e mais força, mais longe chega ao canal do útero e maior probabilidade tem de ser ele a engravidar e não outro macho qualquer.

Se um homem não tem vontade ou capacidade, não presta, tem de tomar viagra. Se uma mulher não tem vontade, ou não consegue ter prazer, a culpa é do homem porque não sabe entusiasmar e estimular a mulher. O homem perde sempre das duas maneiras.

E independentemente de as meninas e as mulheres dizerem que não caiem mortas no chão por homens de músculos, ou seja: que preferem homens normais a homens de músculos, enganam-se a elas próprias, pois o mais natural é a mulher querer ser protegida por um macho com força física, do que por um paneleirote que evita confusões. Dependendo da situação, obviamente.