domingo, 25 de maio de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [12]


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A conversa desenrolou-se, deixando-te fazer pensar que controlavas todo o ambiente à tua volta. Limpaste a tua filha e desceram ao ultimo piso, deixando-a com as outras crianças, num parque vigiado por raparigas novas. Querias fazer umas compras mais sérias e Joana precisava de começar a aprender a socializar com as crianças mais pobres. Explicaste. Além disso, rapidamente ficaria aborrecida de andar de um lado para o outro.
Tinhas-te divorciado do teu marido por ele andar com a secretaria da empresa onde trabalhava e com uma lambisgóia qualquer que dava aulas no ginásio que frequentavas com as tuas amigas. A tua vida, desde à dois anos, tornou-se atarefada, quase sem tempo para saída com as amigas, festa de anos ou comer feito na hora. Contratavas uma empregada para te limpar a casa e te deixar o comer todo preparado, cortado e temperado. Era das poucas coisas que ainda fazias questão de fazer.
-- Com licença. -- pediste, caminhando até ao WC. O som dos saltos altos ecoo pelo corredor ladrilhado de pequenos azulejos azuis. A anca balançava o rabo, criando um andar provocador  que os homens não conseguiam resistir. Deixei-me olhar para ti durante um pouco. Ligeiramente, giraste a cabeça para trás, escondendo os olhos atrás do teu cabelo, fazendo sobressair a suave linha do teu nariz. Senti um sorriso maroto e entraste na das mulheres, onde nenhuma te tirou os olhares de cima até fechares a porta da casa de banho. Não precisei de ver. Eu sabia que elas o fariam, pela simples razão de te verem como uma víbora que lhes rouba os maridos. O sonho de mulher que todos desejam.
Poucos minutos depois, sais-te. Olhaste-me descontraída, com a mesma confiança de um predador prestes a atacar e sorriste. Paraste. Fizeste um gesto com as sobrancelhas e um ligeiro acenar de cabeça, pedindo que te seguisse. Viraste costas. Caminhando de novo para a casa de banho. Entrei; Atravessei o corredor, recebendo um olhar vibrante de outra mulher, e... quando voltei a olhar em frente, tinhas desaparecido. A alguns metros, vi os cabelos loiros desapareceram por trás para parede azul, logo depois da entrada para a casa de banho dos homens e aproximei-me. Uma fita atravessava-se no meu caminho, separando-me de uma mulher com um sorriso nervoso. Fizeste-me sinal com a cabeça, e antes de me aventurar, certifiquei-me de que ninguém me veria fazer o que quer que fosse, se bem que... passaria facilmente despercebido por gerente ou funcionário do shopping.
No topo do segundo vão de escadas, que depois de uma curva à esquerda e outra à direita davam acesso ao piso superior, esperavas tu, lambendo os lábios e ajeitando o cabelo. Sorrias para mim, de olhar apaixonado e convidativo.
-- Não podemos estar aqui! -- disse-te. Não deste ouvidos e começaste por levantar lentamente a saia do teu vestido.
-- Relaxe... ninguém vem aqui acima. -- asseguraste-me. Numa dança sedutora, aproximaste-te do meu corpo e estendeste os braços, poisando as mãos sobre os meus ombros. -- Eu sei o que vai na sua mente... -- continuaste, murmurando baixinho ao meu ouvido, num tom de voz erótico, aproximando-se provocadora-mente ao de um gemido. -- Não lhe consigo resistir! É tão... transpira a charme e deixa-me toda molhada cada vez que olha para mim. Basta olhar para a gola desta camisa... -- desabotoaste o botão. Deslizas-te os dedos sobre o meu peito e agarraste-me nas mãos -- Sentir as suas mãos na minha cintura... -- poisas-te-as, onde as deixei estar, tentando controlar o animal dentro de mim -- E saborear os seus lábios. Senti-los acariciar e lamber todo o meu corpo, como um pedaço de algodão doce.

Beijaste-me.

2 comentários:

  1. Incrível como quando pensamos estar no controlo normalmente é precisamente o contrário que acontece...

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    1. Tens razão. Mas no caso dos homens que se sentem atraídos por uma certa mulher, basta que elas digam que somos bonitos que caímos aos pés delas como cãezinhos abandonados. Como disse um psicólogo na TVI à vários meses o ano passado.
      O que é verdade. Um homem tem muito mais dificuldade em conquistar uma mulher, do que uma mulher conquistar um homem. Basta ser frontal e ir directa ao assunto, enquanto que o homem tem de fazer uma dança de acasalamento e fazer-lhe um ninho bonito, para além de um jantar de luxo. Isto... se falarmos de uma sociedade mentalmente sã. O que não acontece hoje em dia, porque até elas estão mais fáceis de abrir as pernas. Julgo; Mas posso estar enganado.

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