quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ter filhos...


ouvir com:
Blind Guardian - Bard's Song

Gostava de ter filhos, em especial, uma rapariga, porque os rapazes são muito parvos e insensíveis.
Gostava de ter, mas não me sinto preparado, não tenho trabalho, não tenho namorada, não tenho espaço, nem meios para os conseguir educar em perfeitas condições.

Tenho visto muitos casos de gravides precoce, entre adolescentes dos 15 aos 18 anos.
Que estudam, e de alguma maneira, têm de consolidar os estudos com o bebé.
Não têm trabalho, e se o têm, torna-se difícil gerir as horas "part-time" com as horas em que os pais podem ficar com o bebé.
Preferia ter tempo, espaço, trabalho, para o que fosse necessário.
Ter o prazer de lhe mudar as fraldas, de ficar de olho nele, enquanto brinca com os peluches e gatinha em cima dos cobertores...
Estar presente, e ensinar-lhe o que sinto e sei.

Mas penso então, que... eu quero ter filhos, quero vê-los crescer, quero... ensina-los, porque talvez eu sofra de solidão "social" ou de falta de amigos, e quero ter filhos para tapar esse buraco.
Poderá ser talvez, uma forma de agradecer aos meus pais a educação que me deram, e poder dar também a alguém, meu, aquilo que me ensinaram, e aquilo que aprendi e conquistei.

Talvez porque ainda me sinto uma criança, porque sinto falta ou necessidade de ter alguém da minha idade mental, com as mesmas semelhanças, perto de mim.
Ou pelo simples facto de eu ser... muito sentimental, muito sensível, e querer ter alguém de quem cuidar ainda mais do que a própria namorada.
De ter nas mãos algo tão frágil, de me sentir importante e quase que corajoso pelo filho que seguro nos braços, e protejo do mundo. De... sentir que consegui alcançar algo importante na minha vida.

Imaginar-me em leva-lo às cavalitas, de ele me agarrar o dedo enquanto vamos na rua, de o pode abraçar e limpar-lhe as lágrimas dos olhos, de lhe mostrar que cair é a coisa mais natural do mundo, e de que se deve levantar e continuar.
Vê-lo molhar os pés e fugir das ondas. Sentar-me com ele no sofá, e ficar a ver desenhos animados. Ler-lhe histórias para adormecer. Brincar com ele, ensina-lo a andar de bicicleta, a tocar instrumentos de música, de o ajudar nos tpcs, e na puberdade.

Talvez precise de me sentir importante. Sentir-me útil.
Gostava imenso de ter filhos, mas não me sinto preparado...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

The Black Hole (O Buraco Negro)

Quero-te na minha vida....


Fecho os olhos, neste quarto tão pequeno, e sonho com um mundo tão grande, que se constrói a cada passo.
Vejo-te aqui do meu lado, nesta casa de campo, junto a um rio que sacia a cede da grande floresta vizinha.

Contigo, sonho que posso sair de cada e ir ao rio que fica logo ali ao pé.
Que posso ir nadar ou passear com os filhos. Iniciar uma aventura através do bosque, em busca do veado mágico que encanta aquela floresta.
Contigo, quero acordar cedo e preparar o pequeno-almoço, brincar com as crianças a manhã toda e ver desenhos animados que ensinam tanta coisa.

Quero deitar-me no chão do jardim ou junto ao rio, e ver os filhos brincar, sentir o teu cheiro perto de mim, e os teus cabelos tocarem-me a cara. Dás-me sossego...
Quero apanhar lenha e acender a lareira nos tempos mais frios, enroscar-me no sofá, e encher-te de beijos.
Quero fazer sexo, que dure horas, que os beijos toquem cada parte do teu corpo, sentir-te gemer, e ver-te sorrir, entre toques suaves e gentis, sobre os teus peitos, o teu cabelo e essas pernas tão bonitas.

Sonho contigo, ainda que não existas, na minha vida.
Contigo no meu sonho... quero criar a tua e a minha história de fantasia, com que sempre sonhas-te. Quero poder dar aos nossos filhos, a consciência do meu ser, uma vida rica em puzzles e jogos, em livros e música, em origamis, em cores e nomes de frutas, em exercício; e acima de tudo, aventura pelas encostas rochosas, para que se piquem e arranhem entre o matagal... que sejam mais corajosos que eu, e tão sensíveis como tu.

Contigo, quero dar-te o que sou e o que não sou, que aprender, e ser melhor. Quero dar-te o que sinto, quero ver os teus olhos brilharem em cada flor, em cada sabor dos meus bolos. Sentir o teu peso nos meus braços, e sonhar-te tão frágil como é a tua alma. Quero cuidar de ti, viajar e aprender, cozinhar, brincar e chorar com um filme. (se bem que só um me fez chorar -.-  xD ). Poder sentir o teu ombro, proteger-me do mundo. Quero um amor platónico em sentimentos, e simples nos momentos, tal como tu. Quero sentar-me contigo e ver algo que não compreendo. Dar-te a mão, e saber de cor cada dobra.

És a minha rosa branca, deste jardim tão vermelho.
Quero a tua diferença e estranheza na minha vida, quero a tua teimosia e maluquice, inteligência e beleza. Quero poder sentir por ti...

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Não existes, e apenas me resta esperar que tal pessoa como tu exista.
Quero-te amar-te e dar carinho, e será para sempre talvez, algo que nunca terei.

domingo, 5 de setembro de 2010

Rodeado pelo teu cabelo...


O teu penteado, faz-me apaixonar por ti, de cada vez que vejo esse escuro transformar-se num vermelho fogo, em cada toque do sol.
Não é comprido o suficiente para te bater nos ombros, nem curto, para te parecer mais estranho e feio.
Enraíza-se tão fundo, como tu em mim. Prendes-me com todos os teus fios, e dizes que sou teu. Tenho o meu coração fechado, entre cabelos teus que formam um ninho que o protegem.

E por incrível que pareça, ambos os nossos cabelos se interligam, criando tranças, quase como um cérebro, que trabalha, partilhando informação.
"-- Adoro-te" - vem-me ao pensamento. Sinto o cheiro do eucalipto debaixo do meu nariz, e estamos ambos no parque, deitados na relva. Sinto os teus braços apertar-me o corpo, e encho-me de prazer, pois sei que por muito ligados que estejamos, já mais o pensamento me fará imaginar e saborear cada pedaço do teu abraço... das tuas mãos percorrerem-me o corpo, os teus lábios tocarem-me. Poder sentir o teu cheiro, o teu toque, a tua pulsação... acalma-me a alma que tende em ser "revoltada".

O teu cabelo, cheira a perfumes que não existem no mundo. São perfumes tão únicos, que apenas eu posso cheirar. E cada um, me deixa perdido. Perdido na incapacidade de te dar tanto como me dás.
E tu, perdes-te nos meus pensamentos, na minha capacidade de te abrir, pétala a pétala.
Somos diferentes, somos doidos e maluquinhos. Uma relação entre duas pessoas estranhas, só pode originar numa relação estranha. E os teus sentimentos são tão platónicos, que eu choro de tanta perfeição. Da dedicação, do carinho, da pessoa que o és, sem pensares.

A cada olhar teu, sinto-me rodeado pelo teu cabelo, pela fragrância que emanas com um simples olhar felino.
Sinto o desejo e a ansiedade não te ter. Sinto o medo de não te puder abraçar... de embrulhar nos teus sentimentos, contigo, e ficar por lá, até que o tempo se acabe.

sábado, 4 de setembro de 2010

O vento nas folhas de Outono...


Vejo as folhas mexerem com o vento.
Sinto a leveza da minha mente, perder-se por entre aqueles movimentos são subtis das folhas esverdeadas.
Inspiro, e o cheiro deste chão molhado, desta terra húmida, e da "transpiração" de cada folha, invade-me o corpo, acomodando-se nos meus músculos.

E é então, que me desligo, e vejo apenas outra brisa dançar pelas folhas, reflectindo a luz do candeeiro perto de mim. Admirando o luar e as estrelas para lá de todos aqueles ramos que se mexem sem vida.
A liberdade que sinto, perante tal cheiro e imagem, é quase indescritível.

É voar entre nuvens, sentir o peso do corpo cair, é a ocultação dos sentidos, e a admiração de tal momento, apenas com os olhos e a mente deslumbrada. Sentir ainda assim, o vento tocar nas folhas, o frio regelar as mãos e a cara.
Não tenho maneira de "embelezar" isto, porque... para sentimentos "estranhos", repostas "estranhas".
Serão momentos, que nos conseguiram para sempre, acalmar-nos o espírito. Alegrar-nos com um monte de folhas coloridas, e de ouvir as crianças com os seus gritos de "guerra", saltarem para dentro de um desses montes varridos.

No Outono... chegará a melancolia.
Os namoros fervorosos do inicio do ano escolar, ou do trabalho. E com o tempo, tudo será e deverá ser esquecido.

Perdeu-se a individualidade...


Acho que hoje em dia, começa-se a perder a Individualidade.
Antigamente estava na moda "não andar na moda", ser "diferente". Ya, aqui à 2 anos, ouve uma moda de que "ser diferente" é que era!
Eu era diferente nessa altura, e sou diferente agora, e sempre que o afirmava, respondiam mal, porque simplesmente, elas não eram suficientemente diferentes.

Estes últimos dias, em que tenho saído de casa, para ir até coimbra, aveiro, etc, tenho reparado que... as miúdas e os rapazes de hoje em dia, são muito parecidos!
É o cabelo, é a roupa, é a cara, é as cuecas, é os telemóveis, é a moda do ter facebook e falar mal do hi5, é a moda do ser "andar na moda", mas fingir que nem se preocupam com isso.

Será que começamos a tornar-nos a nova versão humana? A versão 2.0?
Começamos a ter menos cabelos, e aparentemente, começamos todos a ficar parecidos uns com os outros.
O que me mete nojo! Já não basta a merda dos morangos com açúcar, que agora até os putos usam o mesmo tipo de cabelo, e a putas têm a mesma cara. Pareciam gente fabricada.

Eles SÃO gente fabricada! São fabricados com a música, com as roupas que vestem, com a publicidade, com a internet, com os portáteis. São fabricados pelas lojas de roupa, pelos "cursos", pelas escolas, pelos telemóveis, pela facilidade que adquirem dinheiro, pelas saídas à noite, pela bebedeira, pelo tabaco que consomem. Querem ser americanos, querem ser famosos apenas porque curtiram com 40 rapazes numa semana. Querem ser os melhores, porque sabem fazer merdas com os braços e pernas, chamam-lhe: "dança". --'

O cabelo, como referido acima, é outra coisa do qual ambos partilham, quer as raparigas entre elas, quer os rapazes entre eles. São cabelos de barbie, e cabelos de "rebeldia". Que era uma chapada nas trombas, que os punha todos no devido lugar. E porque é que me "preocupo" assim tanto com este tipo de coisas? Com este tipo de "moda física", se eu pretendo ser diferente? Porque ao estudar esta nova onda, aprendo e descubro o que posso ser, o que não posso ser, nem devo tentar ser. Aprendo a contornar e a desviar-me desta nova geração M (Geração de Merda!), que invade o mundo.

E as nossas empresas gostam! Porque assim criam consumistas. Começando pelo Canal Panda, que vende e promove forte e feio, qualquer tipo de bonecada, para crianças que nem sequer precisam de "hotweels", "nenucos" (foda-se, ainda agora nasceram, já lhe colocam um bebé nas mãos?). Comprem jogos e puzzles às crianças! Ponham-nas a ver o "Jim Jam"! És os telejornais, é os programas da manha e da tarde.
É a publicidade... este país está a criar uma geração de consumistas! Querem tudo! E dão-lhe tudo. Têm tudo. São "garotos" que não sabem quanto custa dar 1€ por um gelado, ou dar 0.10c por uma pastilha.

Com esta nova geração, onde a música é vivida, dizem eles, através dos sentimentos, e dos black eyes pies, e lady gaga, etc etc, está a destruir o património que Camões e Fernando Pessoa tentaram criar.
São a vergonha deste país. Deitam abaixo qualquer individuo que tente ser diferente, fugir ao padrão, ou ser anti-social. Parece que agora até já aceitam. Pelo simples facto de eles serem tão consumistas, que querem sugar toda a personalidade, modo de estar e de viver, modo de sentir e fazer, de cada pessoa!
Foram os "vampiros" que fuderam esta merda toda! Falta mais porrada. Mas aparentemente já existe muita entre namorados. Parece que isto vai mesmo de mal a pior.

Esta Geração M, trás o igual, o proibido não gostar dos ídolos, do não ter facebook, do não gostar da lady gaga, do não ter internet nem portátil em casa.
Perdeu-se a individualidade... e como país, começamos-nos a afundar. Eu nem sou perfeito. Mas pelo menos sei o meu lugar dentro desta "confusão" toda. Sou diferente, sou consciente.
Não faço parte de estatísticas, nem de gráficos, nem de opiniões de grupo. Eu sei, eu vi, e aprendi, mais nestes 20 anos, com as coisas estranhas que vejo, do que eles aprenderão em 40.
Porque eu sou-o sósinho! Aprendo sósinho! Não preciso de amiginhos ou de amiguinhas para ser feliz. Para me sentir num grupo "fixe".
Ódeio quem escreve: "adoro: o joão, o alexandre, o pedro, o antónio, a carla, a filipa", etc.
Enquanto vocês veneram relações "impingidas" pela suciedade, eu caminho ao vosso lado, cada vez mais capaz de compreender o que me rodeia.

Sou anti-social, com prazer! Sou diferente, com prazer! Sou alguém mais, talvez não tão parvo e sociável como vocês, mas sou estranho em gostos, em sentimentos, que vocês jamais terão. Sou mais que vocês!
E digo-o porque sou narcisista. Não "necessito" dela, para andar bem, feliz ou contente. Como tudo na vida existe um "oposto". Eu crio o meu próprio oposto. Eu sou mau, e sou bom. Sou tímido e destemido, sou corajoso e fraco, sou critico e liberalista!Sinto repúdio, ódio, nojo e indiferença, mas também sei dar a mim mesmo ou ao meu pensamento, carinho, amor, sensibilidade, tristeza. Eu crio-me! Eu construo-me, para que a cada movimento, eu me torne mais independente de amigos e pais.

Já leram estas palavras dezenas de vezes no meu blog, e continuarei a repeti-las, como sinónimo de me poder libertar destas garras que tendem em mostrar-me. Será esta a minha forma de poder "explodir" com aquilo que não aceito. De ser sincero perante a minha maneira de ver as coisas. De poder aprender aquilo que posso ser, aquilo que não devo ser, e aquilo que devo deixar de ser.
Sou um humano em mutação cerebral, sou o meu próprio encaixe num mundo de dualismo. (mal/bem, morte/vida, chorar/rir, caminhar/estar parado).

As pessoas não sabem ser, não sabem estar, e não sabem ser sinceras. Sabem é detestar, apenas porque sim, e por que a outra "amiga" também o disse. São por copiarem os outros, e não por terem opinião própria. Gostam de usar e deitar fora.
E assim se começa a perder a individualidade, num país dominado pelas massas.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dividido...



Sinto-me dividido entre dois momentos: a "Vida" e a "Morte".
De um lado (Vida), tenho a vida social, a simpatia, os amigos, a boa educação, as "cunhas", o enfrentar do mundo, a responsabilidade...
Do outro lado (Morte) tenho a depressão, o choro, narcisismo, a minha música, os meus momentos, a minha fraqueza, o meu ódio, a minha falta de educação, a despreocupação, a tristeza nas veias, tenho a minha personalidade verdadeira, não-fingida nem impingida.

Quero acreditar que estou no meio. Que sou tudo em Morte e em Vida. Sou o neutro que tendem em deixar de lado. Querem o 1 ou o 0, e não o "infinito" de probabilidades.
"Aprendo" a viver obrigado neste centro, nesta roda que não pára de girar, que me puxa de um lado, e me esfola do outro. Existo porque "vim ao mundo", e não porque o mundo necessita de mim. Sou um escarro na rua, uma pastilha que se colou à sola da tua sapatilha. Sou alguém que existe e não tem propósito.
Mas eu quero-o ter! Ou assim penso.

Desejo a morte neste meu mundo tão dividido. Tão escuro e confuso para mim. Quero que a faca me trespasse o peito, e me arranque a vida dos ossos. Quero a minha morte numa bandeja, e pendurada na parede para que seja "admirada", ou ignorada.
Não faço parte da vida de ninguém, não tenho jeito, não tenho forças, estou cansado. Torturado até à exaustão por mim mesmo, com o medo de perder a minha "individualidade". Não gosto de mim todos os dias, sou arrogante e convencido, e adoro falar mal de mim mesmo, não para que sintam pena, mas para que eu, me veja ao espelho. Talvez para me tornar mais forte, ou narcisista por mais uns dias.
Sou negativista, perfeccionista, intolerante, exigente para comigo e para com os outros. Não quero ser mais um com alma de "cão", não quero depender de outro para fazer a massa da piza, para fazer o pão, para me cortar o queijo ou o fiambre, não quero depender do outro para me arranjar uma caneta, me cozer as meias, ou arranjar um interruptor. Quero ser capaz de tudo, e não ter coragem para nada.

Quero sofrer! Quero sentir dor! Quero sentir os espinhos das silvas cravarem-me a carne, de o choro cortar-me a respiração, de sentir-me afogar num ódio e sofrimento que é só meu. Quero os pulsos rasgados por cordas, de sentir os ossos estalarem, e de desaparecer neste "mundo" que não me acolhe, que não me escolhe, nem onde existir ou não é influência.
Porque sou assim, parvo e mal educado. Sem amigos e desesperado, deprimido, sem qualquer força de vontade, ausente do mundo, dos facebooks e hi5s, da vida deste ou daquele. Não quero existir! Porque não faço cá falta nenhuma. Sou mais um besta que caminha, que rasteja entre baba e ranho.

"-- Mas eu não quero sobreviver! Quero viver!"
Porque ao ser como todos, passo a ser censurável, passo a ser mais um que rasteja. Quero ser diferente.
Porque ao deixar de ser "sincero", passo a ser como os outros. Porque ao ser "bem-educado", passo a ser aceite. Não quero ser aceite, não quero ser compreendido. Passaria a ser mais um narcisismo deles do que meu. Passaria a ser mais tolerante para eles, do que eles para mim.

"-- Deviam derreter em fornos, e fazer de vocês sabão!"
Anti-social, quase por opção, que se tornou numa obsessão, a todos os que falei mal por alguma razão, peço desculpa, mas nada disso é, mais do que a minha opinião, sofrimento e ódio sincero.
Quero gritar num único sopro que me permite o peito, frágil e esbranquiçado, algo que não sinto, que não vejo nem sofro. Gritar por gritar. Não quero opiniões "ditas e preditas", que toda agente diz, e dirão até ao fim dos tempos.
Quero espontaneidade! Quero Originalidade e individualidade.

Dividido... para o lado da Morte. Sentado para o outro, como se uma batalha estivesse eminente, e eu fosse o cavaleiro que levará a "morte e a vida" na minha boca.
A força de vontade desaparece, e sonho estar com ela. Mas ela não está cá, ainda não existe, e por vontade dela, existirá no fim dos tempos, onde nada existe... Quero ser capaz. Quero ser forte. Quero ir até ao fim sem fugir. Quero dar luta. Quero ser capaz de ser "motivador" ou "uma peça importante na tua vida".
E quero fugir para o meu poço coberto, trancado a cadeado, barricado de entulho.
Porque quero ir até ao fim do mundo, quer por ela ou por mim, e quero desistir antes de começar.
Quero sentir a luta nos meus braços, quero suar pelo esforço, e não pelo orgulho. Quero sangrar tripas e carne, por lutar e marcar a minha posição, com unhas e dentes!
Mas por muito que lute, por muito que crie, ensine, eduque, aprenda, explique, transforme, crie, partilhe... será suficiente para repararem em mim. Estou farto de lutar. Estou cansado de mostrar, de vos dar a ler, de ensinar. Estou farto de criar para os outros... e nunca receberei um apoio. Estou farto que me adicionem no e-mail só para dizer que escrevo bem. Estou farto de treta que as pessoas dizem. Estou farto da Vida! Quero a Morte, quero o mundo que é meu e onde não posso ficar por causa da merda da Vida.
Tenho de escolher, se quero "ser alguém na vida". Tenho de ser pouco "sincero" (mais bem educado), se quero "chegar longe". Quero ser eu! Quero ser amigo e fazer o que me apetecer. Quero ajudar e ser ajudado. Quero sorrir e agradecer à outra pessoa, e receber o mesmo em troca. Quero sentir-me "acolhido" pelos meus actos, e não ignorando neste mundo que mesmo com Internet, é tão pequeno.

Não quero depender dela, para ficar feliz, contente, sorridente, acreditar mais em mim, ter coragem ou responsabilidade. Quero estar com ela, e ser capaz de, sozinho, ser isso tudo, à minha maneira.
Quero ser!, mas não consigo, não sem o tempo, não sem a aprendizagem. E não mo dão.
Porque o que sou hoje, influenciará aquilo que serei amanhã. Não sou o mesmo, mas sigo o meu padrão tão confuso e distinto dos restantes. Uma linha incoerente de incertezas que constrói-em a personalidade do ser estúpido que sou. O vómito indesejável de mim mesmo.

Dividido... pelas escolhas daquilo que sou, e daquilo que tenho de me tornar.
Dividido... num insegurança que me persegue. Sem qualquer mão que me segure, atiro-me aos meus "Processos". O tempo é muito, e o prazo apertado.
Decide! Escolhe! Ou perde-te para sempre...

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Não quero comentários foleiros!
Não quero comentários ditos e reditos!
Quero o sentimento sofrido pelo vosso cérebro, expresso em palavras que não entendam.

Balnasar Album: Balnasar - Reich der Asche - Ep - 2010