domingo, 30 de junho de 2013

Junta-te à festa...



As conversas dominavam o ambiente onde o medieval se cruzava com o moderno. Como um chilrrear indistinto na natureza, ouviu-se tocar uma flauta. Devagar aquelas notas caminharam por toda a feira, até que o seu som se agarrasse ao silêncio, convidando-o para o seu banquete.

As crianças saltavam, rodopiavam, e nas caras dos espectadores despia-se o sorriso da timidez, que espalhava como um grande bocejo enquanto a cabeça começava a abanar ao ritmo da pandeireta.
Os pés trauteavam o chão levantando poeira, obrigando o mundo a mover-se com eles. Ouviam-se palmas e gritos de "yha!".
Um aglomerado de pessoas que se juntou "só por um bocadinho", criou uma festa, uma dança caótica de abraços e braços entrelaçados, saias no ar e cabelos ao vento. A emoção e os risos contagiavam tudo e todos e ninguém conseguia ficar parado. As cores vibrantes, os olhos brilhantes e o vento fresco entre as orelhas refrescava o ambiente já tão acolhedor e enraizado na nossa cultura.

Não tenhas vergonha, a festa ainda agora começou!

terça-feira, 25 de junho de 2013

O momento em que respirei pela primeira vez...


Desde o momento em que respirei pela primeira vez, os meus pulmões encheram-se de esperança. Recebi o "dom" da sobrevivência. Fui condecorado e aplaudido de entre os milhões que me acompanhavam no seu ultimo momento de vida.
Chorei, berrei, esperneei e gritei em plenos pulmões, um grito de guerra, que tinha jurado fazer-se ouvir desde o grão microscópico que me constrói e envolve. As mãos tinham força suficiente para agarrar o ar, mas também a vida, pelos colarinhos, o vento e os sentimentos. De apertar-lhe os ossos com força e mostrar o ferro de que sou feito. Os olhos castanhos comuns, iriam ver o mundo e as pessoas de uma maneira completamente diferente. As orelhitas entretiam-se com a voz de embalar da mãe, com os pijamas e o timbalalão (cabeça de cão, orelhas de gato, não tem coração).

Não sou um, são milhões, com perspectivas e objectivos diferentes. Guerreiros do passado que se preparam para a batalhada do futuro. Cada parte de mim foi desenhada para sobreviver, para lutar e trepar. Cada parte de mim é irracional, não possui tempo mas uma história. Um caos lutador que luta, que se levanta e repara. Uma sopa caótica de gerações e hereditariedades, de experiências que se juntaram numa pequena caixa. O meu corpo grita, rasga e esperneia, na tentativa de hoje conseguir agarrar a vida pelas roupas, de a apertar e segurar nos braços com convicção suficiente para a fazer perceber de que se também ela quer uma vida "fácil", que não me aperte demasiado os atacadores dos sapatos e me invoque os joelhos ao chão demasiadas vezes. Pedir ao vento para que as chapadas não sejam tão fortes e frias como as de agora. Que a natureza me deixe respirar, descansar e sonhar de alivio.

Voltar à tona de água, e sentir um fervilhar percorrer-me o corpo, como se não respirasse à centenas de anos, apesar de nunca ter esquecido como se fazia. O oxigénio apertava contra as costelas os pulmões roxos pela fome do grito da vida. Pelas ordens dos milhões de músculos, de sentir nas pernas os músculos correrem por mim, e as mãos penetrar o inimigo.

No momento em que respirei pela primeira vez, o território desconhecido e inalcançável, era irrelevante. Todos os estímulos, todas as palavras, todas as memórias, tinham um tempo de vida muito inútil. A inocência da minha mente frágil, esponja e muito carente, é agora, um caderno já velho, um pouco mal cuidado como as guerras que já combati e perdi. Tivesse eu nunca nascido, desconhecer o passado e o futuro, e o presente seria mais tolerável, mais fácil, mais interessante. A dificuldade do jogo muda. Sou eu quem o mudo, não é o mundo ou a vida, pois esses ainda os seguro com força. Acredito eu. Um ser incapaz, que até na coisa mais comum do mundo, respirar, o faz mal.
As guerras da respiração, o deslumbre ao abrir dos olhos sobre as paisagens de perder a vista e a fala, envelhecem com o tempo, escondendo-se cansados, na escuridão mais triste e sossegada das minhas conversas, das minhas memórias e experiências.

A primeira vez em que parei de lutar, percebi que não queria lutar sozinho, mas ao lado de alguém como tu, que vale a pena. Que me faz sorrir e esforçar. Agarrar nos meus sonhos como uma espada e correr pelo campo fora, de peito e cabeça erguidos. De te agarrar pela mão e criarmos juntos algo extraordinário. Porque foi no momento em que respirei pela primeira vez, que não fazia sentido viver tão longe de e sem ti. Acompanhas-me a voz e ajuízas a mente ainda criança. E se errar é uma maneira de dizeres "está atento", então direi que tens uma paciência extraordinária e uma mente ainda mais bela.


Bastou um momento para saber quem tu eras.

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Lengalengas

domingo, 23 de junho de 2013

O fogo esquecido...

[ovni prehistory - Autor desconhecido]

Uma descoberta esquecida, torna-se um dado adquirido. Deixa de ser analógico para se tornar digital. Deixa de ser força física, para se tornar num motor de rotação. Deixa de ser um pau e algumas pedras, para passar a ser uma lança e mais tarde uma metralhadora. Deixa de ser um sonho ou fantasia, para se tornar num avião comercial ou bombardeiro.
Esquecemos as origens, perdemos a capacidade e o engenho de re-criar o que já foi feito e aperfeiçoado durante milhares de anos. As pessoas de hoje não querem pensar no passado e na lentidão a que o mundo funcionava, querem pensar no futuro, querem pensar no agora, querem tudo acessível, rápido e fácil.
Os porta-aviões da marinha americana, funcionam com energia nuclear e estão capazes de permanecer no alto mar, sem reabastecer, durante 80 anos com apenas um grão de plutónio (se não estou em erro). Ainda que a energia seja, de certa forma, "infinita", possuem uma mesa repleta de aviões, que actualizam constantemente cada vez que existe alguma mudança no convés. A razão é simples. Se faltar a energia, não ficam às cegas para controlar o convés. A energia analógica, hoje em dia, é desvalorizada com uma rapidez e tamanha chapada, que me deixa triste e assusta, pois perde-se algo que era incrível, que é diferente e que foi a origem. Não digo para permanecermos a usar certas coisas "antiquadas" e "desactualizadas" do contexto tecnológico em que vivemos hoje em dia, mas que nos relembremos do que foram e de como foi viver nesse tempo. Num tempo sem internet, sem CDs, sem computadores, sem telemóveis, sem televisão a cores.
Na escola, aprendemos as coisas desde a sua origem, por exemplo: Na matemática aprendemos a dividir, a multiplicar, a somar e a sobressair, e para isso usamos o papel, à medida que avançamos na matéria, os problemas tornam-se difíceis, e ao invés de descrevermos passo por passo como se resolve um problema, saltamos-os, omitimos-os, torna-se parte do processamento cerebral, parte de nós. No entanto, precisámos do básico. Um pouco também como acontece na informática, em que estudamos como tudo funciona por baixo. Algo que adorei aprender, foi como surgiu o primeiro disco rígido do mundo.


Nesta imagem, posso ver várias coisas. Obviamente para além do excelente desenho e conceito, é uma informação que pode ser vista de duas perspectivas. A primeira que me me sobressaiu, foi a do hominídeo mostrar aos extraterrestres como se fazia o fogo, os primórdios da civilização e a nossa primeira grande tecnologia/descoberta que mudou o rumo e a face da terra, desde as paisagens aos animais. Os extraterrestres, com toda a sua tecnologia futurista, sabiam o que era o "fogo", mas esqueceram-se de como o fazer, desacreditaram na veracidade dos documentos criados e partilhados pelos seus antepassados. Costuma-se dizer que uma fogueira aproxima as pessoas. Na antiguidade era um local rico em histórias, aventuras e experiências de vida, em que se partilhava e se socializava, se descansava mas onde também se ouvia.
A outra perspectiva, faz-me lembrar o filme "2001: A Space Odyssey" e o enorme monólito preto. Os extraterrestres ensinam de forma social, através de uma interacção física e psicológica, a criação do fogo. Ensinam-lhes a "descobrir" o calor que os irá manter vivos durante milhões de anos e até mesmo, ajudar a caçar e a mudar a face do próprio planeta, como já referi acima.
No entanto, nem todo o progresso é bom, como é abordado no documentário "Surviving Progress" (video).

O fogo foi esquecido, trocado, atraiçoado. Tornou-se na facilidade de um isqueiro e em mitos de tecnologias ancestrais. Estamos a perder mais do que a ganhar.
"Os Superficiais - O que a internet está a fazer aos nossos cérebros" de Nicholas Carr.

"Tudo é uma versão de alguma outra coisa."

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Pelos meus olhos...


Pelos meus olhos vive a morte. Não a verás cada vez que te aproximares de mim por um beijo, mas mostrar-te-ei, fazer-te-ei senti-la e desejá-la, toda a vez que tiveres um orgasmo. Uma epifania que se descontrola na consciência hipnotizada de prazer e que desce como um timbre de uma nota musical.
Ao entrar numa sala, todas as atenções se viram para mim, o aroma transforma-se, a música muda e as posturas delas tornam-se suaves, acompanhando a tendência da paixão proibida. As flores endireitam as suas costas e perfumam-se. O tabuleiro monta-se, as peças movem-se. O jogo de fantasias sexuais enaltecem-se nas suas mentes pudicas. Sou um gato poético, uma pintura que enfeitiça, e o desejo ardente de uma noite louca. Estas mulheres, são insaciáveis, manipuladoras, dominadoras. São rainhas na cama, amantes secretas, casadas com sapos gordos.
As cores que me pintam o rosto, o cabelo comprido e o traje que me cuida da silhueta, são acompanhados por traços, pontos e vincos que conheço demasiado bem. Que sei usar e mover, para te manipular a mente já tão desatenta e perdida pelo meu sorriso.

Olhas-me, muito observadora, tentando ver através desta aparência física subliminar, obscura, misteriosa.
O meu rosto torna-se uma obsessão, uma paisagem que te hipnotiza e te faz desejar conhecer, pessoalmente, o corpo que modelou aquele quadro tão hipnótico. Aproximas-te das cores que me constrói-em, e sentes um desejo súbito de beijar a tela. Uma tela de fantasias e desejos, de caprichos e arrepios de espinha, com a vontade mórbida de sentir o meu respirar sobre as costas do teu pescoço. A bochecha já rosada pela vergonha, sente o pigmento, a textura que te arranha e invoca uma triste expressão.

Sou mais do que um quadro, do que idade, do que um corpo. Sou um conjunto de experiências, que te fazem mulher, que me amadurecem e te fazem sonhar. Sou o homem perfeito, o pai que fantasias, o namorado e amante que te vibra. Mais do que amor pela minha juventude, irracionalmente, lutarás para ter do teu lado, uma mente tão viva como a minha. Pois sabes que pelos meus olhos, já vi e vivi muito, um bem precioso que te fará crescer e saberá educar o que ainda te parece tão cedo.

O que vês quando fechas os olhos?

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Agarra-a pelo pescoço...


As mãos apertaram com força o pescoço. Os nós da coluna incomodaram-me o garrote, e forcei o nó. A cara avermelhava-se. O corpo debatia-se, contorcendo-se e agredindo a imagem que a fazia mijar pelas pernas abaixo. Senti o cheiro a flores no ar.
A cara com a aflição estampada, excitava-me. Os olhos largos, castanhos, pareciam atacar-me a alma. Ouvia um pedido de socorro em cada gemido e grito rouco. A tensão dos seus músculos, arranhavam-me os braços, electrificavam o ambiente, debatiam-se pela sobrevivência, de uma fuga impossível. A elasticidade dos seus dedos enfraquecia, e com eles as pálpebras, a respiração, o peito arfante, a pulsação.

Olhou-a. Contemplou a fêmea, rasgada, dominada, morta.

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A adrenalina que lhe corria pelas veias, lentamente se expulsava em forma de esporra para cima daquele corpo tão sexy e provocador. Toda a pele o faziam excitar-se. Era ceda pura, que podia tocar e mordiscar. A já defunta tornava-se mais uma das suas marionetas, as mãos um utensílio sexual. A boca, a vagina, os pés, o cabelo... Sentia falta dos gemidos e da cona apertada que tinha tanto prazer em rasgar, mas hoje estava demasiado descontrolado.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Venham comigo...




A mãe acordou-me, o sol cumprimentou-me e corri pela casa com a fome na barriga. Apanhei o pão já feito do meu pai e fugi até ao sofá, onde me sentei e me perdi. As conversas indistintas aconchegavam-me como almofadas, mas as palavras que me faziam pular e sorrir de alegria, eram aquelas que se chegavam ao pé de mim, devagarinho, como os gatinhos? e me sussurravam: "Vamos dar uma volta...".
Os meus pais, de braços abertos, recebiam-me, presenteando-me o seu colo como uma cadeira de princesa até ao seu coche mágico. Um coche que viaja pelo mundo inteiro, e que voltava a casa sempre sem se perder. O meu sono de beleza, surgia sem avisar, obrigando-me a desligar do mundo, a perdê-lo de vista. Deixava de o deslumbrar, de o ver passar.
Os parques e as florestas faziam-me correr por todo o lado, cheia de energia e curiosidade. Mas as caminhadas pela montanha? Pelos prados largos e planícies verdes? Esses, faziam-me sentar e sonhar. Observar a natureza, ouvi-la, senti-la, respirá-la, conhecê-la de longe pela paisagem e de perto pelo toque da relva. Deitar-me à sombra e ver o céu compor-se de nuvens. Um abraço, um carinho e um beijinho.
A mamã e o papá deitavam-se, riam-se, rebolavam e brincavam como duas crianças apaixonadas. O seu eterno amor iria para sempre ficar comigo. Rugiam sobre mim, como leões desesperados por cócegas, acabando sempre com beijinhos e palavras meigas aos meus ouvidos. Uma paixão que me fervilhava nas veias a cada beijo deles. Um sentimento que me arrepiava as costas por cada olhar ternurento. Recordações  com um cheiro a perfume de Pai e Mãe.

Adoro o vento soprar-me na cara e fazer os meus cabelos voar como uma bandeira da praia. De o  chilrear me penetrar no corpo como o timbre acolhedor da voz dos meus dois botões. Sentir o sol aquecer-me a cara e levar-me da mente a pomba branca da liberdade. Sentir na cara e no nariz, a face do papá e o nariz da mamã. Ser o centro dos pequenos e grandes momentos. Sentar-me nos bancos do jardim e receber nas mãos de migalhas, pombas e andorinhas. Pintar de todas as cores o retrato que faço do mundo e  rebolar de máquina fotográfica na mão para apanhar os sorrisos envergonhados daqueles que todos os dias me amam.

Venham comigo, vou-vos ensinar a voar outra vez...

domingo, 9 de junho de 2013

Os príncipes, são sempre perfeitos... II


Segundo as mulheres de hoje, os homens já não são como eram antigamente, e deixam muito a desejar. Por um lado preocupam-se "cada vez mais" em estarem presentes na vida das crianças, dos seus filhos, de mudar a fralda, de ser mamã e não só papá com a sua figura central na família. Porque quer queiram quer não, o homem continua a desempenhar um papel fundamental em qualquer família. Segundo palavras do meu pai, é o homem que toma as grande decisões. A mulher pode escolher os cortinados e os tapetes, mas quem decide se, se muda de casa ou se deita uma parede abaixo, é e sempre será o homem. Não é por ter mais força, mas porque está preparado psicologicamente para decidir sobre decisões importantes.
A parte em que eu falo de que os papás de hoje se preocupam com as crianças, e em deixar tanto de serem homens mas mais domésticos, não se reflecte em todo o país. Onde moro, ainda existe o Zé-Povinho que obriga a namorada a carregar o filho e as compras todas quando vêem do intermarche. Outros ex-amigos que engravidaram umas gajas, e que as deixaram. Como tanto vi por aí. São mais os que se divorciam, coisa que está comprovada estatisticamente segundo palavras de um senhor conhecido, tudo por causa da crise, do que os que têm filhos e se mantêm juntos. Logo, é pouco provável que os "pais" de "hoje" se preocupem mais do que à vários anos. Os pais à 20 anos preocuparam-se e preocupam-se. Obviamente, irá sempre existir pessoas que não têm educação nenhuma, infelizmente são mais as que não têm nem sabem dar, do que as que têm. Perpetuando assim o nosso tão querido "Zé-Povinho".

Os homens estão condenados a extinção, assegura cientista australiana

Todos sabemos que as mulheres são mais que os homens. E por essa razão, as mulheres deveriam deixar de serem cabras ao ponto de odiar que um homem deixe uma, para ir para outra. E deixem-me explicar o porquê. Porque o macho, no reino animal, não está nem foi concebido para procriar e acasalar com uma única mulher a vida toda. Se assim fosse, o mundo estaria muito mais deserto e de certeza absoluta que já só restariam 1% ou 2% de espécies vivas.
Bom, sei perfeitamente que somos seres muito mais emocionais, com uma percepção psicológica e social bastante evoluída e detalhada. O simples facto de conseguirmos prever e criar objectivos a longo prazo, transforma-nos em animais mais racionais, analíticos e, também, observadores. Sei que uma mulher ter 2 ou mais parceiros, como acontece com a Poligamia, é algo ainda tabu, e penso que nunca o deixará de ser. E... é preciso também avisar de que a vida das pessoas, é privada e é de cada um. Meter o nariz e o bedelho onde não são chamados, é tudo coisa de mulheres, infelizmente, ainda não evoluíram nesse sentido, e temo que não evoluam de todo.
Continuando. Cada um ama quem quer. Cada um casa-se com quem quer. O problema está, quando as mulheres e homens, se acham no direito de controlar a cara metade. Prova disso é a violência doméstica e psicológica. Coisa muito comum hoje em dia, principalmente os jogos psicológicos que as mulheres aparafusam e cravam na mente dos homens "príncipes". Existem excepções, óbviamente. E falo tanto para as mulheres como para os homens. Mas... como a mulher está a "ganhar terreno", falo dela. Para além de ter passado precisamente pelo mesmo. Não sou um "príncipe perfeito", mas esforço-me para melhorar e aprender a ser melhor.

O pensamento da mulher, segundo o video "Pensamento sobre as mulheres nos Anos 60" do documentário "Eu Tarzan, Você Jane", só prova que a mentalidade da mulher mudou bastante. Não estou a referir aos protestos pelo direito ao voto, pelo uso das calças de ganga, entre outra coisas, nisso estou a favor e fico feliz que a mentalidade tenha mudado, mas não posso deixar de criticar o facto de elas nos anos 60 verem o homem como uma referência, uma defesa do ambiente, um "macho" para as proteger e as fazer sentirem-se seguras. Com os anos, as mulheres, como também está provado e estudado, deixaram de se "sentir" "inferiores" para passarem a achar que tinham um lugar no mundo dos homens. E quando falo no mundo dos homens, falo no mundo da força. Quer vocês queiram quer não, o homem é 2 vezes mais capaz do que as mulheres e ele próprio domina toda e qualquer área que antigamente "pertencia" à mulher. A única coisa que não vos podemos tirar, nunca, mas mesmo nunca, é a interacção que têm com as crianças, mas nisso... 90% da população já começa a deixar muito a desejar. Quer homens quer mulheres. Vejo com cada tronho, que fico com pena das capacidades cognitivas da criança no futuro.
Se por um lado as mulheres "dominam" ou querem "dominar" áreas em que o homem actua há já centenas de anos, por outro lado, têm vindo a perder a capacidade de desejar ter filhos. Que é o que vejo também muito por aí e não é por haver crise, é por a própria mulher começar a desleixar-se para o que foi talhada, a maternidade, e começar a preocupar-se cada vez com a sua carreira profissional. Nunca as mulheres se começaram a preocupar tanto com a sua própria vida, com o seu egocentrismo, deixarem de ser as "escravas" dos homens, de deixar de serem a "típica" mulher caseira e doméstica. Na sua cabeça, deixaram todos os rótulos e "obrigações" só porque achavam que também tinham direito. Têm. De facto têm poder de escolha, de ter ou não um filho, de serem ou não fodidas. Têm direito a escolher se querem ou não ter um homem que seja mais do que elas, ou que receba mais do que elas. Um aspecto hoje em dia muito importante para elas. Receber mais do que eles já é uma coisa boa. Ser melhor mãe do que eles, é que... já é outro assunto pelos vistos. Serem melhores pais, educadores, responsáveis e maduras, já é outro assunto. Triste, porque quando se começa a querer ser muito bom numa coisa, as outras ficam para trás e depois já é tarde para as "recuperar". Basicamente a mulher têm-se vindo a destruir a ela própria. Milhares de anos oprimidas e sem direitos. Bastou abrir-se as portas e tirar-lhes as trelas, para começarem a mijar em todo o lado. Eu sei o que isto é, porque a minha ultima ex foi exactamente a mesma coisa. Do 8 ao 80 em menos de 4 meses.

Algo que não posso deixar também de criticar, é o facto de as raparigas, futuras mulheres, começarem a perder a capacidade de argumentos com valor. Textos de 3 ou 4 linhas sem qualquer interesse. Textos sempre sobre o quanto amam um rapaz, e poucos meses depois, o quanto ele as decepcionou e as fez sofrer. Típico. As raparigas que, antigamente eram um ser que amadurecia mais depressa que os rapazes, parece agora demorar tanto como o próprio macho da sua espécie. Ora, dois seres da mesma espécie com a mesma capacidade nula e aberrória de maturidade e excesso de liberdade e falta de educação, só têm uma consequência: futuras crianças deficientes. Sim, porque se falta a maturidade, a educação, existe excesso de liberdade e pouco reconhecimento das consequências, então o futuro das próximas gerações só pode ser pior do que as que existem actualmente. Mas a culpa não é da crise; É dos papás!!!
A rapariga hoje em dia, tem mais força que um rapaz. Os papás choram por elas, e recebem à chapada os rapazes. Porque... eles têm de ser "fortes". Segundo o documentário "Eu Tarzan, Você Jane", as raparigas amadurecem muito mais cedo e a sua linguagem e expressão verbal é mais avançada do que os rapazes. Mais uma prova do riquismo. Do "o meu filho tem de ser melhor que o teu!", como abordo em "A eugenia existe...", "O riquismo e a superioridade..."-

"Olhei para ela e apaixonei-me. Olhei para a mãe e vieram-me as lágrimas aos olhos, de alegria..." 
Em Nascer pai (Pais e Filhos)

Já não faltava a Eugenia e a raça Ariana, e os papás de hoje continuam a fazer escolhas muito selectivas sobre o que preferem amar e preservar. Já não querem nem preferem um descendente ao seu trono. Já não querem nenhum rapaz, nenhum príncipe, nenhum futuro rei. Querem RAINHAS! Deixou-se de se fazer reis, para se passar a fazer princesas. Coisa que não compreendo muito bem, porque um filho rapaz, para o homem é sempre algo com grande valor. As filhas deles, por este andar, só podem virar lésbicas. Só pode.

"Fomos à procura de histórias e emoções sentidas durante o parto. Mas não falámos com mães. Desta vez, damos a palavra aos homens, que também nascem no momento em que o filho vem ao mundo. Como pais." 
Em Nascer pai (Pais e Filhos)

Eu não preciso de ver o meu futuro filho nascer, para me sentir um Pai e também uma Mãe. Eu já sou pai, dos pés à cabeça. Eu nasci para o ser, e morrerei com o mesmo sentimento. Sou um animal que veio para perpetuar a sua espécie e não para preferir uma "carreira profissional". Não é isso que me faz feliz, e não foi para isso que fui educado, coisa também muito importante de sublinhar.
Parece tudo um mar de rosas, tudo muito fofinho, muito bonito, muito corderosinha, muito queque, muito simples, muito ternurento... tudo DEMASIADO!! Os poemas são para serem lidos e fazer pensar, para além de nos fazer sentir. Estes "testemunhos" de pais, são apenas para deixar as mamãs e as mulheres a sonhar no "príncipe perfeito" que nunca há de vir, porque eles não existem. Existem homens que são realmente autênticos tesouros. Mas a realidade é que as mulheres quando os têm, não sabem bem o que fazer com eles. Esperam deles o mesmo que receberam dos outros. Chapadas, jogos psicológicos, agressões físicas e verbais, proibições, controlo apertado no que vestem e no que dizem, traições e frieza.

Não, não sou preconceito, tenho amigas que já me disseram que primeiro conhecem o que está por dentro, que se apaixonam pelo que a pessoa é por dentro e só depois pelo que ela é por fora. Poderia dizer de forma fria, que isto é atitude de gaja, de rapariga "pessoa" que não reconhece e não aceita o instinto animal que existe em cada ser humano. Uma rapariga que não... e sim, são minhas amigas e considero-as minhas amigas, não significa no entanto que concorde com a opinião delas, em tudo; que não... foi manipulada psicologicamente, ou que não se deixou manipular e "infectar" pelo pensamento "animalesco" que todos trazemos. Primeiro, acho isso infeliz. Uma "pessoa" que não se aceite como animal que é, não tem direitos.
Sim, de facto é algo frio e cruel de se dizer, porque eu sou homem e só quero é sexo, procriar e ter filhos. Iram pensar em milhares de coisas que uma pessoa fria como eu: é, pensa e faz. No entanto, a única coisa que quero é deixar bom genes, seres "perfeitos", Arianos de raça. Todo o homem terá este pensamento. Afinal fomos geneticamente moldados para o fazer e desejar. Está-nos enraizado.
Por incrível que pareça, a mulher sofre do mesmo "mal". Como me disse o meu pai um dia, algo que ele leu, as mulheres quando namoram, procuram um rapaz forte, que as proteja, que lhes dê segurança, MAS quando querem ter filhos, assentar e "casar", procuram um homem com feições mais leves, com um corpo mais normal, mais bonito, que ele próprio seja mais confiante e meigo. Porque quando uma mulher só quer é foder, é com um homem "qualquer" desde que lhes seja minimamente bonito, mas quando querem procriar, ter filhos, fazer uma vida, vão à procura dos homens "raros" que elas tanto diziam não existir. 
Em Os meus genes superiores...
Se as mulheres são capazes de chegar ao cumulo de exigir, de "poder escolher", de seleccionar o homem, porque razão se tornam tão picuinhas quando eles os traem quando são novas? Porque razão se tornam tão cabras e apunhalam tudo o que se mexe pelas costas? Qual é o motivo ou a razão que têm, para falar mal dos homens, de que eles só querem é rabos de saias, se babam pelas modelos ou as que andam na rua todas descascadas, de decote à mostra e todas provocadoras? É por elas, as mulheres que criticam, serem uma merda? Não prestarem? Porque razão não se podem eles babar se elas se babam ainda mais, e ficam muito mais parvas quando vão todas juntas no dia da mulher a uma discoteca ou bar de strip? Para quê ciúmes se fazem a mesma coisa!? Porquê condenarem os homens, se as mulheres conseguem ser bem pior!? E são, cada vez mais se tornam, e não digam que não.
Contou-me a minha mãe, da ultima vez que foi com as amigas no dia da mulher a um restaurante com homens stripers, que as mulheres casadas e com filhos eram as piores! Acrescentou que um dos rapazes já quase todo nu, teve de trepar um pilar que havia no palco, caso contrário as mulheres todas histéricas e parvas dos cornos desmanchavam-no por completo só porque estavam com uns copos a mais, porque era "dia da mulher" e em casa não tinham nada daquilo.
O meu pai acrescentou também, que em casa eram púdicas e só faziam uma ou duas posições. São mulheres capazes de tapar os próprios olhos quando vêem uma cena de sexo, ou de ficarem coradas. De elas próprias, proibirem os maridos e os namorados de verem as mulheres descascadas nas novelas que elas próprias devoram. De proibirem e de condenarem um homem por olharem para um belo par de pernas ou de mamas. Quando o problema são elas. Existe toda uma cultura na sociedade, dominada pela mulher.
Livros, revistas, filmes, músicas, canais de televisão, letras de música, poemas, fotografias, publicidade...

O divórcio em Portugal...
Ele é bruto para mim, não quero casar

Um problema pior ainda, é quando as mulheres usam e abusam de um homem "perfeito". O mesmo ao contrário. Mas eu não estou aqui para defender os homens nem para falar mal das mulheres. O que se vê cada vez mais, é um interesseirismo por parte delas, do que deles.
Segundo palavras de um psicólogo, na TVI: "Nós homens somos como cãezinhos. Basta dizerem-nos que somos bonitos, que gostam de nós e que nos amam, que ficamos logo a dar ao rabo.". É uma realidade. Só que elas usam e abusam do nosso verdadeiro amor, da nossa perseverança e paciência com as porcarias que tanto fazem, só mesmo para nos foderem o juízo.
Continua-se-lhes a ser ensinado que só se devem casar com homens ricos, inteligentes, poderosos, capazes de aliviar a pressão económica para a educação dos filhos. Se gostam ou não verdadeiramente deles, já é outra conversa, mas primeiro está o dinheiro e a segurança monetária. Volto-me a repetir, eu sei.

Os homens não estão a ficar melhores. Estão a ficar piores. Não sabem o que é uma relação, e conheço muita gente mais velha que eu, que sabe menos do que eu. Gente que por ser "mais velho" que se acha melhor e mais capaz. O meu irmão também tem andado a errar em algumas coisas que já não erro à bastante tempo, e temos a mesma idade. Querendo eu dizer com isto que, não é por trabalharem mais, acordarem mais cedo, e rebentar com as costas todas no trabalho ou a cabeça nos estudos, que vos irá fazer de vocês pessoas "melhores". Conheço gente que acha que o seu namoro está estável e são felizes, e desconhecem os graves problemas debaixo de uma simples conversa. Como também já escrevi muito por aqui.
Sendo assim, os homens, estão cada vez piores. Não só por culpa da deseducação e do excesso de liberdade, mas também pela liberalização e domínio sobre os homens que as mulheres vão tendo cada vez mais. Se elas podem cada vez mais e eles cada vez menos, então vão-se desleixando.

As relações inter-pessoais, estão a tornar-se piores e piores. Existe cada vez mais informação sobre casos de sucesso e de insucesso. Reina no facebook as frases "mais batidas que a punheta", mas ainda assim, as pitas e os pitos perdem toda e qualquer capacidade de processar a informação que vêm. Acham que tudo é real, quando nas suas cabeças ainda tudo é muito fantasioso e qualquer proibição ou fuga à lei é uma aventura. "Acesso a informação, não é o mesmo que ser-se inteligente".
Têm, hoje mais do que nunca, acesso a todo o tipo de histórias, a textos longos de sofrimento e arrependimento, de amor "platónico" e "infinito". Contudo, continuam a errar. É como ler um livro de como montar uma cadeira, chegar ao fim e continuar sem saber como a montar. Só prova que as crianças, que os futuros cidadãos deste país, sabem fazer apenas uma única coisa: "Decorar e Colar" informação. Nem sequer precisam de a perceber, de a negar ou até mesmo questionar. Para quê? As opiniões são dadas de forma gratuita... Basta decorar a matéria e estar sempre de acordo com a grande maioria da sociedade.