segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Depois de...



Gostava de poder ver o mundo, depois de eu desaparecer...
Gostava de poder sentir o mundo, depois de eu morrer...
De o ver chorar por mim, mas sei que não o fará...

Quando eu for, a vida trará as borboletas de volta aos campos, e os invernos serão mais frios.
O meu calor será uma recordação...
O meu abraço, as minhas palavras, a minha voz... serão recordações.
As minhas opiniões, os meus textos, as minhas conversas... serão apenas o bocado de um canto de reconforto... serão como carinhos ou aqueles sorrisos que nunca ninguém viu.
Serei eu, esquecido e perdido... longe do mundo dos sentimentos.

-- A tua morte será uma pena, não uma perda! Deves pensar que fazes falta a alguém ou ao mundo! Enfim...

1 comentário:

  1. Ver o desenrolar do tudo, depois de “desaperecer” é algo que continua em aberto. É algo que está para lá do nosso alcance. Mas continua a ser o desejo de muitos.

    Recordar é viver.
    E o que é recordado é imortalizado.
    Julgar que se parte e que não fez nada isso não é um pensamento certo.
    A nossa presença de alguma forma marca, e essa marca vai perdurar para lá do tempo, em alguma mente em algum coração.
    Tudo o que faças não será em vão, não será esquecido.
    E tudo aquilo que não mostras e que escreves para ti, poderá um dia ser encontrado na gabeta fechada que deixas e será aberta, e te recordarão.
    Não serás apenas tu, não serás esquecido e nem serás perdido, porque quem te amar não te esquecerá, quem for teu amigo não lamentará a tua amizade.
    Irão sim, lamentar a tua perda.

    Todos temos que perecer um dia.
    Todos nós nos perguntamos como será o após.
    Todos nós nos perguntamos se quando esse dia chegar se todos á nossa volta ficarão bem.
    Mas todos nós sabemos, que não sabemos esse após.

    Lembra-te:
    Quem te amar de verdade não terá pena, te tornará imortal.

    Bj
    ****LIA

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