sábado, 13 de setembro de 2014

Não há nada para dizer...


É quando perdes tudo o que dava um significado e valor às coisas mais insignificantes da vida, como por exemplo, um namorado ou namorada, que compreendes o significado dessas insignificâncias, das pequenas conversas, dos pequenos gestos, dos sorrisos e dos beijos. O valor das coisas da vida que tinhas nesse momento, não era único, era duplo, porque era vivido pelos dois. Mas aquilo que sentes quando te recordas do que nunca mais terás, não é saudade nem tristeza, é comodismo emocional, uma recompensa cerebral que exiges, porque a felicidade própria é a força mais poderosa numa relação, podendo tornar-se em egocentrismo ou narcisismo, onde uma se torna escrava da outra. Escrava dos caprichos e dos prazeres. E até o sexo se torna uma moeda de troca, quando tudo o resto falha. Mas... é só quando perdes tudo o que te fazia feliz, tudo o que te mantinha ocupado, que te dás conta de que davas de ti. Não por ti, mas por um "nós".
Perder tudo o que compunha a relação, não é o fim nem o inicio de uma nova etapa da tua vida, mas sim uma outra oportunidade para acordares de um sonho que vives. É teres finalmente a oportunidade para perceber de que nada do que faças importa verdadeiramente. Que nada do que crias tem realmente valor. São tudo acções e reacções. Químicos que não sabes usar mas que te usam. A verdade crua das relações, é a de que não devem criar nem viver uma vida juntos, mas sobreviver a uma. Não são a peça que faltava no puzzle um no outro, nem a "coisa" que preenchiam um canto vazio em vocês. Não são a resposta a um do outro, mas a improbabilidade biológica e estatisticamente plausível que se conheceu mas que não se comprometeu emocionalmente o suficiente.
Existe uma luta genética que nem tu próprio conheces. E quando és deixado por outro, é porque a tua genética e capacidade cerebral, não lhe era suficiente, tornando-te num produto dispensável da natureza.

O teu cérebro, que se mantivera sozinho durante tanto tempo, voltava a partilhar um diálogo com outro cérebro igualmente fechado na sua caixa. O que têm, não é uma amizade ou um namoro, é uma fuga da imperfeição e medos daquilo que são aos olhos dos outros, na tentativa de valorizar cada átomo de vocês próprios com alguém que compreende o que dizem.

[24-08-2014]

Não há nada para dizer... abre os olhos e aprende por ti. Irás aprender a dar valor ao que és.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O que é ser pai na actualidade...


No dia 06-09-2014, fui assistir a uma "conversa" sobre o que é ser pai na actualidade. Falou-se de muita coisa interessante e pertinente, mas... tudo o que disseram não passaram nem passam de pequenos truques e dicas para que os seus filhos façam determinadas coisas de uma determinada maneira. São truques que ajudam a ensinar. São experiências que se vai adquirindo e partilhando com o tempo entre pais, que passaram ou estão a passar pelo "problema".
No entanto, esqueceram-se de algo: O problema dos pais de hoje, não é serem pais de uma maneira física, com o filho nos braços, mas sim com não o saberem ser. E parte da culpa vem da falta de informação e partilha de experiências. Todos os problemas que mencionaram, sobre a droga, os amigos, as noitadas, o tabaco... o problema não é educar "bem" a criança para que não faça essas coisas, mas dar-lhes e mostrar-lhes maus exemplos de pessoas conhecidas que se encontram em estados horríveis, como é o caso da droga ou do tabaco. E estes pais, que apareceram na "conversa", preocuparam-se o suficiente com a educação dos seus filhos para aparecerem neste encontro. Estavam informados e foram informados, mas e os jovens? Aqueles que ainda não são pais mas que querem ser ou que estão para ser?
A falta de informação, não é só uma das causas do insucesso de educação que acontece de pais para filhos. A sociedade também arca com parte dessa culpa,
Mas acima de tudo, a culpa da falta de educação nas crianças de hoje, vem dos pais, que antes de serem pais são um casal, e pressupõem-se que sejam bons amigos, e antes de se tornarem amigos, são indivíduos! E se estes pais não sabem ser gente, não poderão dar bons exemplos e uma boa imagem daquilo que é ser-se "Adulto", responsável, educado, maduro, consciente. Se estas pessoas não sabem ser gente educada, que não tem qualquer tipo de respeito pelos outros, ou um sentido de responsabilidade e até mesmo de higiene, como se vê milhares de vezes nas mesas dos centro comerciais, onde levam os filhos a comer e ao se irem embora deixam os tabuleiros na mesa, a mesa e o chão sujos, o que é que se pode esperar dos filhos se os pais não são O exemplo nem o modelo de uma boa educação!?
Se até os pais não sabem o que é ser-se pai e mãe, em que perante a sociedade, uma mãe "jovem" é acusada de ignorante por não saber amamentar um filho, como falo em: As mulheres não sabem amamentar....
Deixaram, desde o tempo em que apareceu os computadores e internet, a tradição e o desejo de aprender a cozinhar, para que um dia cozinhassem também elas para os seus maridos e para elas próprias. Trocaram-se as mães por alguns blogs e livros muito mais fáceis de lidar e com o qual nem precisam de conversar ou aturar. Cozinham sozinhas sem ninguém a comentar que estão a fazer mal. A técnica e os paços mais detalhados e tão horrorosos em aprender E em fazer sempre da mesma maneira, são trocados pelas Bimbys.
É por tanto, natural que se deva ensinar a criançada a amamentar as crianças já que elas deixaram de parte, logo desde o início, o papel de ser Mulher. 
Fonte: As mulheres não sabem amamentar...

E todos nós sabemos como a sociedade é capaz de manipular as crianças e os jovens deste país retrógrado. Publicidades, telemóveis, jogos, novelas, revistas, moda, alimentação, marcas de roupa, filmes e desenhos animados. Não me vou prenunciar muito sobre este assunto, porque já o debati vezes suficientes aqui e não me quero repetir.
Se uma mãe quer que uma filha se vista bem e decentemente, também ela (a mãe), terá de se vestir decentemente e preocupar-se com mensagem que quer transmitir. Assim como as drogas, as saídas à noite, o tabaco, a falta de estudo, o não fazer os trabalhos de casa quando chega a casa. Parece-me, que o que falta às crianças, não é mais disciplina, mas mais regras e obrigações. Falta-lhes mostrar as recompensas que terão se fizeram determinadas coisas da maneira que os pais querem ou que é mais apropriado. Falta dizer-lhes que as regras de casa também se aplicam fora dela. Mas os filhos por si só não têm culpa que os pais deles sejam tacanhos e zé-povinhos. E não basta terem cursos superiores, mestrados e licenciaturas para serem "bons pais". Apesar de que um "bom pai" tem muito que se lhe diga e as opiniões divergem, e depende muito da perspectiva, já que todos temos os nossos podres, um bom pai, é aquele que transmite e ensina aos seus filhos o poder de argumentação, a consciência e a observação do mundo que o rodeia. Uma criança saudável e madura, é aquela que tem capacidade de se exprimir, que sabe que a sua opinião também conta (dependendo da idade e da ocasião), que ele próprio é um indivíduo com problemas, que está a crescer e que as decisões que toma têm um forte impacto na sua vida.
Se um pai quer educar, ele próprio tem de saber quem é enquanto pessoa e a sua posição, na relação amorosa que tem com a cara metade. Deve ser alguém por inteiro, que se complete, obviamente, mas capaz de educar tão bem como a pessoa que o acompanhará em todo o processo (pai ou mãe).
Se queremos melhores adultos, temos de ensinar às crianças de hoje a serem crianças, a desfrutar de cada etapa nas suas vidas com o devido tempo e valor. Que é precisamente o que não acontece. Os pais do hoje, do século 21, das internets e ipads, querem que os seus filhos sejam adultos fora do tempo. Que tenham atitudes de gente crescida, inteligência acima da média, que consiga ter os mesmos "tiques" e maneirismos das pessoas adultas. Como dizia o Dr. Phil num programa: "Mini-meus".
Os pais, regra geral têm tendência a elogiar os filhos pelos seus feitos. Tudo começa quando eles são bem pequeninos, e fazem cocó sozinhos (sem bebé gel) aos 3 dias de gente: “Espectacular, conseguiu logo, vê-se que é uma criança determinada”.

Pronto! Começou a asneirada.

Fonte: A influência dos elogios no desempenho das crianças
O riquismo e a superioridade...
Eugenia "gramatical"...
O ódio aos nomes...
A eugenia existe...
Eu quero, posso e Compro!

A competição não vai deixar de existir. Mas se queremos adultos maduros, todos os que a rodeiam (a criança) terão de dar o exemplo, começando pelos pais. Mas o problema persiste. Somos a geração mais instruída que já caminhou na Terra, principal e particularmente em Portugal, mas continuamos a renegar e a passar as dores de cabeça que são os "nossos" filhos para outras pessoas, como testemunhou a Cláudia num texto que partilhou: "A sexualidade precoce.".
O problema é que elas se mexem como se fossem bem mais velhas e isso origina comentários dos rapazes (da mesma idade) que nunca na vida pensei ouvir. Afinal quem espera que um menino de três anos se vire e diga "que ganda rabo"? E quem espera que o pai do mesmo menino se ria? Não é difícil perceber de onde vem o ensinamento... Começa numa coreografia e acaba connosco a ter que vigiar a casa-de-banho atentamente porque eles vão para lá mostrar as "maminhas" e "pilinhas" uns aos outros.[...]
É tudo muito engraçado quando eles são pequenos. São fofinhos e as mulheres/homens acham piada a que eles tenham estas saídas de mini adultos.
Fonte: A sexualidade precoce.

Como é suposto educar, se os pais não querem ser pais? Se os pais não sabem ser pais e não querem perder tempo? Não querem amar quem trouxeram ao mundo com supostamente tanto amor e carinho? Bem... a partir do momento em que ouvi na pequena reunião a que fui, de que os pais iam deixar os filhos aos infantários e ATLs só para eles poderem ir para a praia... "já vi de tudo". E fumar para cima dos próprios filhos? Ainda se acham no direito de ficarem incomodados por os chamarmos à atenção dos perigos/malefícios do tabaco. 
É preciso dar e mostrar exemplos! Bons exemplos! E enquanto as crianças não perceberem o que estão a ver, a ler e a estudar, vão simplesmente decorar e achar para sempre que as coisas são assim e sempre foram assim. Como aquele problema dos macacos e das bananas no topo de uma escada.
Os pais não têm tempo, é verdade, mas com amor e dedicação tudo se consegue, certo? Mas, e aqueles que não querem ter tempo? Que não têm paciência? É verdade que uns não têm dinheiro, mas... não querer estar com os filhos? Pais que arranjam um segundo emprego ou part-time só para não ter de os aturar? Depois acontece o que acontecia no infantário da Cláudia. Em que ao fim do dia, ela dizia aos pais que o filho tinha dito um palavrão, tinha batido em alguém, se tinha comportado mal, ou algum tipo de falta de educação, e os pais lhe diziam simplesmente que não tinham nada haver com isso. Que eles deixavam os filhos nos infantários era para as educadoras e funcionárias tratarem deles.

Como é possível esta gente dizer que é pai?
Como é possível esta gente achar que é gente? Que é adulta e responsável?
Como é possível esta gente estar autorizada a reproduzir-se!?
Eu já testemunhei bons pais, a agirem de forma correcta, mas esses pais, são 1 em 1000, literalmente. Como podemos esperar que o futuro do nosso país seja bom, se os pais e os garotos de hoje não são exemplo para ninguém? Para não falar do exemplo de merda que as mães e pais dão às filhas de 14/18 anos, que saem à rua com cara e roupa de putas. Existe um lugar próprio para esse tipo de exibicionismos, e eles são na cama, à borda da estrada, numa discoteca ou num festival. Depois admiram-se que são violadas... o que elas até devem gostar, porque adoram provocar certo? Sujeitam-se, MELHOR, vestem-se assim de prepósito, não por ser uma fase da adolescência, de rebeldia e de se encontrar a si mesmo/mesma, fazem-no sim para chocar os outros, e isso dás-lhes prazer. Mostrar que não pertencem ao "bonito" da sociedade, que não têm limites nem barreiras. Isso é sem dúvida uma coisa louvável, mas quantos e quantas destas raparigas e rapazes, seria capaz de se aventurar sozinho numa floresta? Quantos seriam capazes de se aventurar por uma serra ou fazer uma caminhada de 20km no meio de uma montanha sem qualquer tipo de orientação? Elas são putas que andam atrás de pseudo-machos-alphas, que só o são e se tornam, quando andam em matilha.

-- "Ele ia atrás de si?"
-- "Não, eu é que ia atrás dele..." 
Fonte: Rapariga violada pelo violador de Telheiras.

Se não existem regras, não existem barreiras, não existe nada que controle a juventude descontrolada que os pais deixam deambular por aí a "curtir a vida", a "aproveitar a vida" e a fazer dela o que acharem melhor. É verdade, és mesmo isso que estão a pensar. Os pais não estão presentes nem querem estar presentes na vida dos filhos. Bem... é uma afirmação drástica. Talvez fique melhor se eu disser que os pais ao darem excesso de liberdade aos seus filhos, só porque estamos numa era de "não barreiras", de total liberdade e livre-arbítrio de que a criança pode fazer tudo e que os pais podem ficar sentados no sofá sem se preocuparem com a vida "íntima" e "privada" dos seus filhos. Ao darem tamanha liberdade, estão a estragar. Coisa que por um lado até poderia ser boa, porque assim saberíamos quem são os parvos atrasados e os bons, mas... estes parvos e estas putas decotadas, infiltram-se em todo o lado como uma praga, que leva consigo a falta de inteligência, de maturidade, responsabilidade e qualidades. Estes jovens de hoje, são incapazes de criar um currículo de capacidades e qualidades, porque não detém nada de valor para dar e partilhar.
Como dizia a psicóloga que fez a reunião, recordado mais tarde pelo meu irmão numa conversa sobre o assunto:

Estes jovens e crianças, estão a viver tudo agora. O tabaco, as drogas, as discotecas, as más horas em casa, o excesso de liberdade, a desresponsabilidade escolar (etc.), e um dia, quando forem mais velhos, quando tiverem idade e capacidade para fazer, experimentar e perceber certas e determinadas coisas, vão exigir algo muito pior, muito mais extremo. Estão a viver tudo hoje e vão exigir muito mais no futuro.
O mesmo acontece com música. Pessoal que houve Heavy Metal, ou Death Metal, não nasceu a ouvir sons tão pesados e extremos, foi uma necessidade psicológica e auditiva que o próprio cérebro foi exigindo, e á medida que os gostos se iam formando, também o tipo de música ia alterando. Saber então, que estes jovens e crianças, não têm quaisquer regras nem rédeas e que podem fazer tudo o que lhes apetecer sem qualquer represália, os pais estão mesmo a falhar! E esses pais são da minha geração, dos 25 para cima. Pais da "geração deolinda", do "à rasca e à rasquinha".

Geração Deolinda = Geração Merda!
És um simples conceito...
A geração anti-pedagógica...
O período fértil da irracionalidade...

Eu espero não vir a viver no país que prevejo, mas parece algo inevitável. A cada dia parece ficar mais fácil caminhar para esse período de irracionalidade, que infelizmente se irá perpetuar infinitamente, criando uma sociedade igualzinha à do filme "Idiocracy".
Existem dezenas de documentários, realizados para nos avisar dos perigos destas gerações envoltas em tecnologia, como é o caso do documentário "ReGeneration". 
-- "As coisas materiais são muito importantes."
-- "Queremos o melhor de tudo, o que for popular na altura, o que estiver na moda."
-- "Precisamos sempre de alguma coisa."
-- "Adoro a moda, porque a considero uma forma de arte. É uma maneira de nos sentirmos bem e de nos exprimirmos." - Jovens e Dinheiro (2008) 
É a maneira de como a sociedade comunica com as crianças, que alterou a nossa forma de educar "bem". 
Fonte: Espero não vir a viver no país que prevejo...

Um boneco está com medo das alturas, é bombeiro e tem de apanhar uma boneca no topo de uma árvore.
-- Tenho medo!
-- Tira as mãos dos olhos, estás a fazer figuras tristes.
É este o tipo de incentivo que se deve dar às crianças? Não seria melhor dizer:
-- Força André! Tu consegues!
Fonte: A futura geração...

Outro dos pontos que se esqueceram de mencionar, foi o que já referi brevemente mais acima: A sociedade crítica os jovens que querem ser pais, que vão ser pais e que são pais.
Antigamente, uma mulher grávida era sinónimo de felicidade, de vida, de alegria e de amor. Hoje? É uma proibição, um tabu, um perigo, uma falta de consciência, de maturidade e uma irresponsabilidade do "Não sabes onde te meteste".
O problema, é que os jovens que querem ser pais e que acreditam que serão bons pais, não têm os apoios necessários nem as informações necessárias. Grande parte são jovens de pouca cultura, a não ser daquela que decoraram nos tempos do liceu ou da universidade e que já esqueceram por conveniência.
E a quantidade de raparigas que anda a tirar cursos de crianças? Têm medo de não ter instinto de mãe? É verdade que a responsabilidade é muita, mas a minha mãe nunca tirou um curso e sabe entreter, educar e estar com crianças.

A gravidez deve ser celebrada, se for desejada, com alegria, com entusiasmo, com amor! E a mulher deve ficar e andar orgulhosa por trazer no ventre algo que fará o casal feliz. Desde quando um animal grávido é criticado ou condenado por o estar? Não era suposto ser bonito e único?
A gravidez está sobrevalorizada...

Estão a cuspir na cara das jovens deste país, raparigas com um grande coração e desejo e vontade para ter filhos, de que não sabem o que é ser-se mãe, das responsabilidades que isso acarreta, da maturidade, da exigência e paciência. Bem... quem critica e diz esse tipo de coisas é porque ela não sabe o que é ser-se verdadeiramente Mulher e Mãe. Demonstra medo e insegurança. Há quem esteja preparado e quem tenha nascido para ser mãe, e estas "mulheres" e "homens" que criticam a geração mais nova, que "não tem" medo de agarrar a vida pelos colarinhos e dizer que vai ter um filho mesmo que o emprego seja uma coisa instável, louvo! Sei que uma gravidez pode não ser planeada, mas se não for para educar BEM, mais vale abortar, do que trazer ao mundo um aborto pior do que as crianças que hoje destroem as escolas e os espaços públicos.

E desde quando o decote de uma mulher deve chamar mais à atenção do que a barriga de grávida? É mau estar-se grávida? Para quê o concelho de usar decotes para atrair os olhares para o peito do que para a barriga? Estão a tentar esconder alguma coisa feia? Que tenha sido um descuido ainda aceito, mas se está grávida, foi algo que avançou com o próprio consentimento, é que existe a hipótese de fazer um aborto. Se não queriam olhares "estranhos", ou tinham-se preparado antes para eles, ou não tinham avançado de todo para um desenvolvimento mais avançado.

- Um decote bem sensual pode desviar os olhares da barriga saliente para os seios.- Os brincos também podem chamar a atenção para eles e desviar o olhar da barriga saliente. 
Fonte: Roupas Para Quem Tem Um Pouco de Barriga

Se queremos crianças, jovens e adultos responsáveis, os pais do hoje têm de dar o exemplo, têm de ser os Pais e Mães que decidiram ser, e que aceitaram ser. A não ser que o tenham sido só para juntarem mais um "Sr. Doutor" ao seu nome.
Sou o melhor dos meus pais, com alguns dos seus e dos meus "podres", mas muito pouco jovem da minha idade é educado como eu sou. Se o são, serão-no por conveniência, por cunha, por jeito e por interesseirice. Não estou a dizer que sou o melhor, que sou único e que todos os outros não valem uma merda, mas os bons, são sempre muito poucos...


O que é ser pai na actualidade?
Bem, é uma excelente pergunta, mas talvez se devesse mesmo perguntar:
Como não errar enquanto Pai?

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A geração anti-pedagógica...
O divórcio em Portugal...
A futura geração...

domingo, 31 de agosto de 2014

És um podre...

[- by harequil]

Subiu o banco, recordando as vezes que ganhava altura para roubar os doces do armário. Deu um nó à volta do pescoço e pendurou a corda na viga mais forte da casa. Esticou a corda, levantando-se ligeiramente em bicos dos pés e resistiu à gravidade que os chamava. Chorou, recordando a felicidade inocente que iria deixar para trás, na escuridão. Recordou, sem viver, cada memória que julgava existir no pequeno espaço da sua mente. Mas nenhuma delas tinha realmente valor, pois na morte ninguém deixa nada no mundo a não ser a influencia das emoções ou o trabalho que ajuda a compreender um vazio que nas profundezas obscuras da nossa galáxia não interessaram a ninguém, muito menos ao pó das estrelas ou aos pedaços de pedra flutuantes.
A sua vida era uma tragédia de sonhos fracassados. Uma falsa realidade ao qual tinham por hábito chamar-lhe vida.
-- Faz-te à vida!
Mas qual "vida"? Nasces, ensinando-te desde muito cedo que és especial, que tens valor, que tens capacidades e que deves seguir os teus objectivos, os teus sonhos, as tuas paixões, e acima de tudo, ser feliz e viver cada dia ao máximo. E o que é a vida? É viver? Sobreviver? Uma ilusão da mente que não quer ser esquecida. Um horror aos olhos de quem não quer esquecer a beleza caótica que não vêm e que apenas sabem admirar. Não existem histórias para escreveres. Não existem estradas para percorreres ou caminhos para criares. Não existe nada que possas mudar por ti, e até a vida te é roubada na morte! E a morte... essa tornar-se-à a tua vida, de onde não poderás fugir. Para todo o sempre, ficarás confinado no infinito universo fracamente iluminado, porque até nele nada existe para ser visto.
Não existe vida na tua vida, nem sonhos nem ambições. Não existes, sobrevives, aguardando a única certeza, que será a morte, e mantendo acesa a chama daquele ou daquela que um dia encontrarás, e que te fará a pessoa feliz que tanto mereces.
Mas a corda ao pescoço não quer saber dos teus amores! Não quer ouvir as tua lamentações ou perceber porque choras. Chamaste a morte ao subires ao banco, e agora que ela se apresenta acobardaste? Queres viver afinal? E o que sabes tu de "viver"? Se respirar não te ocupa a mente? Se sentir a água escorrer-te pelo corpo não te transporta para a irrealidade da tua consciência, que dentro de toda a caixa e funil de que foste e és, será a única coisa real e palpável que terás para o resto da tua vida...

Estás sozinho. Deram-te à luz, expuseram-te aos micróbios e bactérias, a um mundo que não conheces e nunca irás descobrir, porque não nasceste para viajar e ser especial. E para sobreviveres neste mundo de horrores, as tuas células, num grito desesperado e instintivo, ensinaram-te a caminhar e mais tarde a correr, para que fugisses. Mas tu és daqueles que se deixou ficar a admirar a natureza das coisas, ao invés de correr atrás de um "sonho".
Os outros, julgam viver, julgam correr, julgam ser felizes, mas o que sabem eles da vida? Os teu podres, só são podres se os vires como tal. Trabalha a merda que cagas, embeleza-a, faz dela uma obra de arte. Transforma aquilo que tens, naquilo que queres ser e não és. Amassa bem a tua matéria prima, e reconstrói a corrida que te ensinaram para fugir da morte. Lê, aprende e ouve. Não fales a menos que seja necessário. Não interajas a menos que seja preciso. Observa e aprende a não errar onde os outros erram. Não, não é só a tua vida que é uma tragédia, a dos outros, muitas vezes parece um filme de terror. E até a aventura daqueles que viajam e se dizem realizados, 90% do tempo, é um tédio que precisa de sentir a adrenalina nos outros 10%, para esquecer a infelicidade daquilo que são. Não és melhor, mas tens-te saído bem! Não tens grande coisa nem és nenhum cientista que salvou milhares de pessoas, mas a razão de não o seres, baseia-se nas variáveis que fazem de ti uma pessoa única. E é por isso que estás a ler este texto enquanto tens a corda ao pescoço e te ergues no topo de um banco com apenas três pernas.
É verdade que não podemos ser todos médicos, nem todos ricos ou professores, porque precisamos de pessoas que limpem as casas de banho do shopping que frequentas, ou que limpem a mesa suja onde te queres sentar a comer com a tua família ou amigos. Ou pessoas que te atendam nos super-mercados, que tomem conta dos teus filhos ou da tua mãe/avó agora numa cama de um lar para idosos, que se sujeitem a limpar a merda e o vómito que tu te recusas a ver e/ou limpar.
Queres ser grande? Queres ser importante? Queres ser rico? Tenho um "segredo"... o esforço e o trabalho não farão tudo, precisas de SER e caminhar como se o fosses! Grande, importante, rico, inteligente, destemido, aventureiro. Mas nunca te podes esquecer de ser humilde e ter respeito por quem te serve.
Mas é claro que também podes ser um granda cabrão e um a granda cabra e fazer o que te apetecer! Trepares por cima de todos, e só parares quando chegares à tua meta.
Ou viveres os teus sonhos de forma tão intensa, que te fará acreditar que tens super poderes ou, por alguma razão, és melhor do que certas pessoas, só porque lês mais, ou tens mais amigos, ou aceitas melhor.

Queres fazer parte da população que se governa ou governareste a ti mesmo? Então começa-te a preparar! Um dia vais ter uma namorada(o), que com o tempo se tornará mais do que isso, e terão filhos. Quando essa altura chegar, como irás governar a tua casa, se não governas o teu quarto e a tua mente?
Manda os outros à merda! Sorri e agradece quem te serve. Não precisas de amigos, nem de cunhas, precisas de um apertar de mão forte, de um argumento confiante e de uma personalidade que não vacile.

Mas agora, o melhor que tens a fazer é saltares do banco e esperares que a próxima vida seja melhor...

domingo, 24 de agosto de 2014

Preciso mais dele do que o contrário...



-- Achas que o James é rapaz para te conseguir acompanhar? Porque continuas com ele?
-- Eu não estou com ele pela minha carreira, estou com ele por mim. Porque mesmo que ele não me acompanhe, saberei que quando der a 2º volta, que o encontrarei ainda a correr, sem pressas, e recomeço do zero. Faz-me feliz. Distrai-me do trabalho, das confusões e alegra-me os dias difíceis como mais ninguém...
-- Mas o que tem ele para te dar!? Tu precisas é de arranjar um homem à tua altura, que te satisfaça as exigências que crescerão com o tempo.
-- E quem te disse que ele ficará para sempre na mesma!? Os nosso sonhos poderão seguir estradas diferentes, mas sabes melhor do que eu que todos caminhamos para a nossa morte. Costuma-se dizer que devemos fazer da vida o melhor que podermos. Que a devemos encher de alegria e rodearmos-nos das pessoas que dão valor às pequenas coisas... O James é essa pequena coisa! É o meu jardim! É o homem que me faz sorrir! Que me abraça e me beija toda a vez que chego a casa da escola ou do trabalho, como se fosse não me visse à anos. Não preciso que ninguém me acompanhe na carreira, nas corridas ou no salário, ou até nas viagens. Preciso de alguém que me acolha no fim de completar mais uma semana ou um mês de trabalho. Que me olhe nos olhos e saiba que o toque da minha mão no seu rosto é sincero.
-- Contentas-te com o pouco então, é isso?
-- Não há nenhum "contentar", há a realidade emocional! Ele pode não ter muito na vida dele, mas tem muito na minha. O que é que estás a pensar? Que lhe estou a fazer um favor? Que estou com ele por pena? Vivo, porque ele vive ao meu lado. Porque me recorda das pequenas coisas da vida, dos pequenos momentos. E por vezes, agarra-se a mim e dança um choro da nossa saudade. Somos animais, não somos máquinas!
Poderei atravessar oceanos e continentes, viver uma vida invejável e realizar todos os meus sonhos, mas quando as coisas que fiz deixarem de me fazer sentido, o único sentido que tiver, será o abraço dele. O pequeno-almoço na cama, os passeios pelo parque... E quando estivermos velhos demais, adormecermos, juntos, de olhos um no outro e de dedos entrelaçados.
-- É uma bonita história de amor...
-- O amor não é bonito, torna-mo-lo desse modo. Se não o tiver a ele o que sou, se não uma simples mulher que fez tudo o que sonhou mas foi incapaz de dar o que mais se partilha neste universo? Uma oportunidade para fazer alguém profundamente feliz. Dê-me pouco ou muito, sinto-me preenchida mais que suficiente com tudo o que ele me oferece e me proporciona. A minha vida não é só trabalho e carreira...
Preciso mais dele, e de tudo o que é, do que o contrário... porque a minha carência não vai embora com uma viajem, uma nova descoberta ou um aumento no salário. Se deixar o James para trás só porque na minha cabeça o vejo como um peso, estaria a perder uma oportunidade de ser e fazer feliz.

I'd give anything to hear
you say it one more time,
that the universe was made
just to be seen by my eyes.

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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [24]


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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [23]

Chelsea Wolfe - Feral Love

Mantive-me em silêncio por uns segundos, à espera que a sombra desaparecesse, sentindo com força, no peito, o meu coração. Parecia que alguém tentava sair através dele, esmurrando com força a minha caixa torácica. Naquele preciso momento, senti-me dentro de um tanque, observada por centenas de olhos. Terei de ser sincera e dizer que me sentia um pouco nervosa e com bastante receio de ser apanhada meia despedia num local "público", mas estaria a mentir se dissesse que não estava completamente excitadíssima! Completamente molhada só de imaginar que o homem misterioso atravessava aquela porta de rompante, levantando-me pela anca para me sentar em cima da secretária, rasgar-me a camisa e foder-me ali! À frente de todas as minhas amigas que observariam a cena do lado de fora, através dos vidros embaciados, enquanto se masturbavam e gemiam carentes por um homem daqueles em cima delas...
Desapertei outro botão, sentindo a excitação intensificar-se a cada toque nos meus seios, deixando-me cada vez mais louca por experimentar aquele soutien e poisei a camisa na mesa atrás de mim, mal dobrada. Tirei os sapatos, deixei as calças caírem, juntando-lhes as cuecas ligeiramente molhadas e o soutien que de imediato me tirou um desconforto das costas e das costelas. Uma sensação de liberdade apoderou-se de mim, caindo nos meus pés todo um peso de consciência. Mas uma consciência que me fazia despertar os sentidos mais básicos e instintivos de sobrevivência. Podia sentir o ar condicionado nos pêlos do meu braço, beijar-me o pescoço e deambular misteriosamente entre as minhas pernas. Encostei-me de rabo na mesa e toquei-lhe... penetrei-me... molhei-me... e fantasiei-o penetrar-me de novo; Mas o prazer não era o mesmo, nem a grossura, ou o tamanho, e até a falta de jeito e a força me fazia chorar por ele.
-- Aiiii -- suspirei, imaginando a língua dele bater-lhe nos lábios e os seus dedos explorarem-me por dentro. No mesmo instante abri os olhos e perguntei-me várias vezes se acabara de gemer em voz alta ou se tudo não passara de uma invenção da minha imaginação fértil. O coração voltou a bombear em nervosismo e ao tocar-lhe de novo, roçando os dedos sobre os meus pintelhos numa ligeira curvatura, uma descarga de prazer desceu-me pela coluna até à ponta dos lábios. Não deixei escapar a oportunidade e masturbei-me até atingir o orgasmo mais intenso que tive em anos. O cansaço apoderou-se das minhas pernas e ajoelhei-me. Movimento este que rapidamente me recordou a posição do broche que lhe tinha dado. Ohh... como eu queria sentir o caralho dele entrar-me pela boca dentro e fazer deslizar pela minha garganta o seu esperma quente e salgado. E aquelas mãos enormes? Agarrarem-me a anca e estocar-me por trás...

As saudades que eu tenho do teu olhar soberano...


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-- Foi bom?

sábado, 23 de agosto de 2014

A centelha da evolução...


Com o punho fechado sobre um osso, atacou o chão, quebrando-o sobre umas pedras. A força do impacto vibrou-lhe pulso acima, contaminando todo o braço como uma fraqueza. A brisa quente bateu-lhe no pêlo com mais força e o Sol escondido pelas nuvens atacou-o fulminantemente nas suas costas. Olhou para trás, desconfortável, bloqueando a luz com a sua mão e viu pairar à sua frente, uma montanha colossal que se rodeava de pequenos reflexos à medida que girava devagar e descia com fogos ardentes na sua base, sobre o solo verde e fresco. O chão tremeu, agitando o animal que se agarrava ao osso com a vida, com o ar que lhe faltava nos pulmões, com o medo da terra debaixo dos pés que não podia controlar... gritou e esbracejou, tentando afastar tamanho monstro, ao mesmo tempo que tentava ganhar coragem para se manter no local, agora coberto por um nuvem de pó.

A presença daquele objecto gigantesco, desconhecido à vista dos olhos ainda em evolução, parecia adormecer, num som gutural leve, continuo, como uma buzina, permanecendo nos ouvidos daquele animal ainda apavorado. Sem esperar, foi atingido no peito por uma nota ligeiramente mais aguda, seguido-se outra e outra, construindo uma melodia desconhecida. Um som pouco elaborado, fácil de ouvir, como uma canção de embalar. De repente, um grito estridente. Não, não era um grito, era uma criança a rir. Seguiram-se outras, formando um aglomerado de felicidade, criando na mente do humano actual, a imagem de dezenas de crianças a brincar no recinto de um infantário. Gradualmente, os risos silenciaram-se, seguindo-se uma ausência profunda de sons. O animal bufou, balançando os ombros sem sair do sítio.

Je t'aime!

Ouviu-se, suave, delicada e feminina. O animal endireitou o tronco, puxou os ombros para trás e olhou de frente a bola de luz que lhe surgia, pairando no ar, dirigindo-se a si. Assustou-se.
Por entre o brilho, apareceu um corpo pálido, caminhando sobre as duas pernas. Uma fêmea, alta, loira, de olhos grandes e azuis com um sorriso ligeiro no rosto. Nua.
O anjo luminoso susteve a marcha à frente do símio, e este a respiração, observando hipnoticamente aquela mulher que se erguia acima da sua cabeça, desprovida de pêlos e de garras, trazendo um perfume convidativo junto ao seu órgão genital, que se rodeava de uma pequena pelugem.
Outra voz surgiu por trás daquela figura misteriosa:

My love, my beautiful creature...

Abriu a mão, deixando o osso escorregar-lhe pelos dedos e aceitou a da fêmea. O caminhar do animal tornou-se mais estável e forte, à medida que se afastava da árvore que lhe dera abrigo e se aproximava da bola de luz. Esticou o braço e o um dedo. Encolheu-se receoso, olhou a fêmea com um sorriso na cara e os olhos dele brilharam. Tocou então a bola de luz e uma calma percorreu-lhe os músculos. Não estava com sono, mas sentia-se calmo, como uma epifania que não sabia compreender.

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Não estava para publicar este texto, mas aqui fica uma experiência...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [23]


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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [22]

A sua boca teimava em se afastar, derramando sobre ele as lágrimas frias da tristeza. Com os lábios serrados, dei-lhe uma chapada por mau comportamento e forcei-lhe a entrada de lábios secos. O boca estava cheia, e impedida de falar e de respirar, esforçava-se para levantar a cabeça, mas não permiti, porque raparigas destas devem ser bem fodidas, devem ser ensinadas e obedientes!
Com ele mais firme, voltei a forçar a descida pela sua garganta, engasgando-a, desesperando por ar nos pulmões. Agarrei-lhe os cabelos por cima, afastando-os da cara e daquela boca tão doce de lábios irresistíveis e penetrei-a de novo, e outra e mais outra... Deixei-a respirar um pouco de ar e tentou uma fuga, que não autorizei, agarrando com força o pescoço, avermelhando-lhe a cara coberta da sua própria saliva roubada à força. O arfar pesado sobre ele, excitava-me, como um sopro leve e dedicado à sua cabeça. Beijei-a, desalmadamente, e de olhos nos dela sorri. De cabelos agarrados em forma de rabo-cavalo, masturbei-me roçando-o nos limites dos seus lábios e interior da sua boca húmida e rasgada. Enterrei-lhe a cabeça, e senti o fundo da garganta desta jovem de corpo tenso. Afrouxei e voltei a investir, até que "a bem", desfrutei de uma ligeira cócega na ponta da cabeça, e tudo o resto escorregar por aquela garganta apertada e pouco treinada.

Não conseguia resistir ao presente surpresa... Namorei-o a manhã toda, cheia de vontade de o experimentar. Olhei o relógio, de maneira a ver a palma da minha mão e corri para a porta do meu gabinete. Tranquei a porta por dentro, fechei os estores e verifiquei se não havia ninguém a passar. Abri o presente, deslumbrando novamente aquele perfume e embrulho. A cor da lingerie tingiu-me o rosto e peguei-lhe, suave, fervendo-me nas mãos a vontade de o apertar contra as minhas curvas.
Desapertei o primeiro botão da camisa e ouvi alguém passar perto da porta. O meu coração ficou a mil!
-- "Se aqui estivesses..." -- pensei eu -- "Fazia um strip."

Despe-te, toda!!!