sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [31]


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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [30]


Algo arranhou a porta de casa, e detive a minha língua nas suas cuecas pretas de lingerie e levantei ligeiramente o ouvido à espera de outro pequeno e imperceptível barulho.
Madalena, já com um olhar louco no rosto e um braço esticado, agarrou-me na cabeça e enterrou a minha cara entre as suas pernas, afirmando que não era ninguém. A minha desconfiança manteve-me desconcentrado do sexo oral que lhe fazia, nos dois minutos que se seguiram. Ergui os olhos ao nível do seu peito, e dei com ela a agarrar-se aos lençóis da cama, gemendo como uma vadia num gangbang de um beco escuro.
Introduzi os meus dois dedos, grandes, molhando-se tão depressa que os senti deslizarem por ela a dentro, encarcerando-se pelo músculo em contracção. Badalei as pontas, sentindo a parede do órgão que desenvolve, protege e alimenta uma vida e sentia-me poderoso, em controlo daquela mulher com um cheiro, um sabor, uma cara tão provocadora, de olhar submisso e uma expressão de "Usa-me! Fode-me!", que me fazia esquecer e aquecer as mãos no seu corpo transpirado e suculento.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A objetificação da Mulher e do Homem na sociedade e em contexto de Violência Doméstica... [2]

A objetificação da Mulher
Através dos vários meios de comunicação social




A "depilclub.pt" está a fazer uma campanha até ao fim deste ano (2014) com o título "Movimento nacional "Mulher sem Bigode"".
A objetificação da mulher, não passa apenas pelo uso do seu corpo em pornografia "hardcore", em que ela é usada e abusada como se fosse simplesmente um objecto de puro prazer nas mãos do homem. A mulher, em grande parte dos casos, aceita a sua condição de princesa junto do seu principe que governa o reino. E ela, através dessa auto-autoridade que lhe é concedida por casar e ser esposa do "rei", faz-se ela própria rainha das coisas que a rodeiam. A mulher gosta de mandar, tanto como o homem, apesar de saber que o homem, rei, tem mais poder do que ela, porque tem mais força e é quem toma as decisões mais difíceis. (não estou a supor, pois era assim que funcionava no sistema feudal de à 500 anos).
Para além deste movimento de "Mulher sem Bigode", existe também por parte das revistas de beleza e de moda, a área da publicidade dedicada à "beleza" da mulher. Cremes para a cara para as tornar mais novas do que realmente são. Para tornar a sua pele mais lisa e menos enrugada ou "velha". Perfumes que atraem os homens, ou um estilo de roupa -- look visual -- para realçar certas curvas do corpo, como o rabo, as ancas, as pernas (tornozelos), o peito ou a barriga. A juntar a isso, vem também a maquilhagem para realçar a cor dos olhos, o tom da pele, as maçãs do rosto, as sobrancelhas ou os lábios carnudos. Para além disso, ainda se vende soutiens e cuecas "push-up", que ajudam a falsificar a beleza natural do corpo de uma mulher. Porque se cada mulher é "única", como o é a vagina, cada peito e cada rabo deveria ser individualmente apreciado. Só que existe uma "obrigação" social, implícita e explicita em cada foto de roupa interior, roupa casual, roupa formal, filmes, novelas, músicas e literatura que provoca e cria na mente das mulheres a falsa necessidade de pertencerem ao grupo de mulheres que existe ou que julgam existir na sociedade. Uma sociedade repleta de mulheres perfeitas, em que todos os rabos e peitos são grandes já por natureza e que não precisam de usar "push-ups", pequenas almofadas ou papel higiénico para os tornar maiores.

"In the case of humans, both the female breast and the male penis have been enlarged by sexual selection to a degree that seems absurdly nonfunctional. The chimp penis looks like a skinny pink three-inch nail. The gorilla penis is even stubbier, only an inch and a half long! Compared with them, the human penis is gargantuan, 10 to 20 times the volume when erect. And out of roughly 4,000 mammal species, only human females have prominent breasts when not lactating. Which argues that for quite a long period of time in our evolution, both men and women – or proto-human males and females – were heavily selecting mates for appearance."

Em: Humans: A Thoroughly Mixed Up Species

História da Depilação

A eliminação do excesso de pêlo com fins estéticos e/ou de higiene pessoal, remontam ao ano 1500 a.C., em que os homens já removiam pêlos com um depilador feito de sangue de diversos animais e outras substâncias já então utilizadas. Os romanos também se referem a composições depiladoras, algumas das quais contendo soda cáustica como ingrediente utilizado para remoção de pêlos. Cleó- patra tirava os seus tão indesejáveis pêlos com faixas de tecidos finos banhados em cera quente.

A electrólise é dos métodos mais antigos utilizados na remoção de pêlos. Foi testado há mais de 100 anos para remover pestanas encravadas, que provocam excessiva irritação. Variadíssimas áreas do corpo podem hoje ser tratadas com electrólise, tais como sobrancelhas, rosto, coxas, abdómen e pernas.

Embora os depilatórios químicos sejam considerados uma intervenção contemporânea, o processo para a remoção dos pêlos através de decomposição química surgiu na Antiguidade. Na realidade, durante séculos o seu desenvolvimento ficou adormecido e diversas outras alternativas foram introduzidas.

Hoje utilizam-se variadíssimos métodos na depilação temporária, entre os quais a depilação a cera, a mais utilizada, a lâmina, cremes depilatórios e depiladores eléctricos domésticos.

No entanto, seja qual for o método utilizado, os pêlos nascem mais fracos e finos, cada vez que repita o processo. Porém essa diminuição só pode ser considerada significativa depois de muitos anos de depilação. Hoje em dia, os dois únicos processos comprovadamente eficazes na depilação definitiva, são a depilação a laser e a eliminação do pêlo por electrólise ou electrocoagulação. As Clínicas Elizabeth Ministro disponibilizam os mais recentes processos de tratamento, utilizando equipamentos certificados e de última geração.

Fonte: História da Depilação  [editado: 02/01/2015]

A depilação, entra também nesta área da beleza física, exterior. Torna a mulher mais "simples", mais "doce", mais "fácil", mais "limpa" e "cheirosa". Certo? Sim.
Foram-se os pêlos. A "imagem de marca" dos homens, que demonstra virilidade e masculinidade, mas as rosas e os enfeites ficaram. As rosas no cabelo, os brincos, os perfumes, os olhos grandes realçados pela maquilhagem, o peito e o rabo grandes para atrair mais machos, pois mulher com peitos grandes fornecem mais leite e as mulheres de rabo "grande/firme" têm uma saúde melhor. Duplamente significando que têm bons genes. É, ao fim e ao cabo, uma dança de acasalamento que se vende em todas as revistas de beleza e moda. O mundo rege-se então pelo sexo, pela sexualidade explicita que se confirma em cada vídeo de música, ou as colecções de roupa que vão surgindo nas lojas.
A mulher, por "lei" social é "obrigada" a ter uma imagem idealizada pelas grandes empresas que geram biliões todos os anos. E todos os anos criam uma nova moda visual. Um novo tom de cores, um novo corte de cabelo e um novo "look" nas roupas e sapatos. Tudo em nome da sexualidade feminina. Tudo para que se sintam mais mulheres, mais sexys, mais livres, mais provocadoras e mais dominadoras. Vendem-lhes as atenções com um decote em V ou uns saltos altos com um estilo mais feminino. E sem se aperceberem, compram e vendem-se pela imagem que lhes foi dada e vendida ao longo do ano e dos anos, desde que são meninas até à altura em que se tornam mulheres e "independentes".

Bastam apenas 30 segundos para uma marca influenciar uma criança. (1:38)

Em: Criança - A alma do negócio

Esta objetificação da mulher, que se dá em todo o lado, é algo que elas já não querem prescindir. É algo que julgam ser natural, e seria muito anti-natura se deixassem os pêlos das pernas crescer mais do que x milímetros. São incapazes de prescindir sair à rua de saia ou de ir à praia de bikini, sem fazer a depilação. Porque, por palavras delas: -- "Parece mal, fica mal, não é sexy, não é bonito".
O mesmo acontece com os perfumes e os desodorizantes. Tudo invenções comercializadas à relativamente pouco tempo, depois de terem vendido a ideia que as pessoas precisam de esconder o odor corporal que o próprio corpo segrega para atrair o sexo oposto. Deixando a mulher de ser um animal natural, com os seus odores, para passar a ser um perfume de rosas andante que intoxica a mente "sexualmente activa" dos homens.
Tudo não é então, repetindo-me de novo, uma sexualização "imperceptível" da mulher; Do seu corpo. E sendo o exterior a coisa que mais se vende e comercializa no mundo social, e tendo as mulheres o único órgão sexual que satisfaz o homem, desde o seu cheiro, sabor, aparência, e a húmidade que rodeia o pénis durante e depois da penetração completa, é mais do que natural, vender toda a perfeição da mulher, para que os homens tenham relações sexuais com as suas vaginas.

Sexo move o mundo.

A mulher não sofre apenas de objetificação pornográfica de tudo o que a compõem. "Sofre" também do estigma psicológico e emocional, que se tem vindo a perder ao longo dos últimos anos para dar lugar à imagem de uma mulher mais independente, com força, com objectivos, com domínio, e capaz de escolhas; Ao contrário da mulher frágil, fácil, tímida, submissa, doce e ingénua que se vendia por parte da sociedade/industria, há não muitos anos atrás.

A mulher de hoje já não é ingénua, tem estudos!
A mulher de hoje já não é "doméstica", é profissional!
A mulher de hoje já não tem filhos, tem uma carreira!

É importante referir que a mulher perfeita foi re-idealizada várias vezes ao longo da nossa história. Não só a sua imagem -- aparência física -- mas também as qualidades, os desejos sexuais, as emoções. Tímida, doce, fácil, frágil, submissa, provocadora, sexualmente activa, inteligente, simpática, sorridente, divertida, etc. E parte deste "estudo" pode ser lido em "Psicanálise dos Contos de Fadas" de Bruno Bettelheim.


No fim dos anos 60, a mentalidade da mulher era assim:

-- Ele também deve ser humano, dominar-me e ser superior.
-- Ele deve ser o responsável/chefe.
-- "Não podemos esquecer que, há apenas 40 anos, declarações hoje consideradas quase um escândalo eram comuns."
-- Eu não aprovo a mulher querer ser igual ao homem.
-- Óbvio que a mulher não é igual ao homem. O homem deve ser o chefe, deve comandar a família. A mulher deve segui-lo.
-- "Estes trechos são dos finais dos anos 60, das universidades."
-- O papel do homem é trabalhar, e o da mulher ficar no lar.
-- Do ponto de vista da educação, devo estudar para o homem com quem viverei se orgulhe de mim e possa dizer que tem uma mulher bem instruída, e com o qual possa sair sem se envergonhar.
-- Quando eu me casar, educarei os meus filhos. Vou cozinhar e esperar pelo meu marido à noite.


Em: Pensamento sobre as mulheres nos Anos 60 de Eu tarzan, tu jane

A mulher, desde que lhe foi possível frequentarem a universidade e fazerem os mesmos trabalhos que os homens que saiam com o mesmo curso, tiveram a escolha de se dedicarem a uma carreira durante mais tempo do que o normal.
À menos de 50 anos atrás, a idade média com que as raparigas tinham filhos, era de 16/18 anos. Uma idade em que a mulher ainda está a concluir do 12º ano ou a entrar para a universidade nos dias de hoje. Para além disso, hoje é-lhes muito mais fácil entrarem numa universidade do que era à 50 anos atrás. E de certa forma, frequentar a universidade tornou-se algo "banal". Tornou-se "moda". Pois qualquer um pode entrar. O mesmo não se pode dizer sobre continuar...
A diferença abismal de sexos nas universidades, em que para cada 1 rapaz, existem pelo menos 5 raparigas a estudar deve-se ao facto de ser o homem, ainda nos dias de hoje, a trabalhar em locais pesados para poderem pagar os estudos. E enquanto o cérebro do homem se distrai com facilidade e entra no mercado de trabalho mais cedo, nem que seja a ajudar o pai com coisas pesadas ou difíceis de serem realizadas por mãos de mulheres, o seu cérebro adapta-se mais cedo ao trabalho e menos aos estudos. Enquanto que as raparigas são obrigadas pelos pais, a tirarem um curso superior. A razão? Já que ter um filho hoje em dia seria considerado suicídio, mesmo a nível social, e as mulheres são o animal que engravida, que faz loucuras e perde para sempre a sua independência logo que sabe que está grávida; Os pais fazem de tudo para que ela mantenha o seu corpo como algo precioso, que espere pelo fim do curso, do mestrado, do emprego e da carreira, para depois sim pensar em ter filhos. Porque uma pessoa sem curso não ganha tanto como um médico ou um professor. Porque uma mulher com filhos, deixa de ter a oportunidade de se fazer Mulher, de ter estudos, de um dia ser alguém na vida. Porque ter filhos, é uma "dor de cabeça".
No entanto, é preciso perceber que o homem também pode e deve ajudar a mulher numa fase destas da sua vida. Ter filhos é algo de dois indivíduos e não de um só. O que as mães destas raparigas estão a tentar mostrar-lhes é que não se pode "confiar" no homem pois podem acabar sozinhas. Ou porque ele não quer assumir a paternidade da criança ou acabará por a trair com outra.

Para além da objetificação pornográfica, e do estigma psicológico e emocional, também sofre da crítica social, que ataca o seu físico. Estes ataques agrupam-se com as publicidades aos perfumes, às depilações, às roupas decotadas ou provocadoras. Elas próprias, vão sentido a necessidade de serem mulher "perfeitas", como foi dito mais acima. Os seus corpos têm de se assemelhar às de modelos para poderem ter alguma chance de conseguir que algum homem se interesse ou olhe para elas e queira acasalar/casar.
O corpo de modelo, vendido excesivamente nas revistas de moda, leva à Anorexia e à Bulimia. E ainda hoje isso tem um grande impacto nos jovens, que todos os anos faz novos adeptos da Anorexia com a ajuda da internet, como é o caso do "pro-ana".
Elas sofrem da crítica alheia e da critica social. Demoram horas na casa de banho a arranjar o cabelo, as unhas, a maquilhagem, e perdem mais meia dúzia a escolher a roupa que as ajudará a realçar mais o peito, os ombros, a cara, as pernas, os tornozelos, as orelhas, etc.
Sentem-se expostas de uma tal maneira -- como acontece com os homens -- de que existe uma necessidade de serem aceites na sociedade. E devido a isso, tornam-se elas mesmas, mulheres-alpha. Mulheres que tentam ser mais bonitas, mais bem vestidas, mais sedutoras ou atraentes que todas as outras. Pelo menos, as que fazem questão de serem vistas por todos e todas.

"In the case of humans, both the female breast and the male penis have been enlarged by sexual selection to a degree that seems absurdly nonfunctional. The chimp penis looks like a skinny pink three-inch nail. The gorilla penis is even stubbier, only an inch and a half long! Compared with them, the human penis is gargantuan, 10 to 20 times the volume when erect. And out of roughly 4,000 mammal species, only human females have prominent breasts when not lactating. Which argues that for quite a long period of time in our evolution, both men and women – or proto-human males and females – were heavily selecting mates for appearance."

Em: Humans: A Thoroughly Mixed Up Species

Os peitos pequenos são um entrave na procura de um companheiro. Peitos grandes são sinónimo de bons genes, e ainda existe uma condição extra: "Mulheres com seios grandes são mais acolhedoras e protectoras, que mulheres de seios pequenos."
Desta forma, a mulher sofre e é atacada de todos os ângulos. Preocupa-se em ter uma pele macia e lisa que só se consegue com "photoshop". Em cheirar bem e estar sempre "bonita" quando acorda.

Mulheres com seios grandes são mais abordadas por homens, comprova pesquisa
Mulheres com seios grandes são preferência dos homens sem dinheiro

É fácil perceber porque a mulher, e também o homem, sente tanta pressão da "sociedade", em parecer e ser bonita 24h por dia. Ser perfeita, as curvas correctas, os peitos com o tamanho X e a anca com a largura Y. De um certo ponto de vista, isto não é algo influenciado pela sociedade, mas pela nossa condição animal e instintiva. Evoluímos nesse sentido; Como explica a citação acima.



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A pornografia...

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A objetificação da Mulher e do Homem na sociedade e em contexto de Violência Doméstica...

Vou tentar abordar este tema da forma mais completa que conseguir. Pelo que peço desculpa se pelo caminho de raciocínio que vou tentar seguir, o assunto saltar um pouco, ou ficar parcialmente incompleto. É do meu intuito incorporar e referenciar comentários, textos, teses, documentários e livros que eu acho interessantes e relevantes para o assunto em questão.
Por isso, começo então pela minha primeira afirmação que explica a razão de existir Violência Doméstica. Desde o inicio do domínio do Homem (macho) sobre a Mulher (fêmea) e todas as restantes consequências ou evoluções sociais e psicológicas que nos trazem aos dias de hoje.

homem (macho) é, em regra geral, quer no ambiente humano quer no ambiente selvagem, mais alto e mais forte do que a mulher (fêmea).

Por razões evolucionárias, os machos são quem comanda a matilha, o grupo ou a manada. Defendem o grupo de invasores, e atacam outros grupos para poderem conquistar território e fêmeas presentes no grupo inimigo. Toda e qualquer espécie de animal vive e tem como objectivo de vida primário, acima da alimentação, a proliferação dos seus genes. Como é amplamente debatido na tese de Charles Darwin e de Alfred Russel Wallace em "Selecção Natural - A origem das Espécies".

What about Wallace? - Charles Darwin & Evolution

Sendo o macho o chefe de um grupo, ou o guerreiro e protector de uma comunidade, cabe-lhe a ele, não só dominar o ambiente que o rodeia, através de lutas territoriais, mas também manter sobe o seu domínio, caso seja macho alpha, todos os que o seguem. Será mais do que normal, existirem lutas entre machos para ocupar o lugar do macho alpha a fim de ter mais poder sobre as fêmeas e mais hipóteses de passar os seus genes para as gerações futuras que irão "governar" "por direito" o futuro e futuros clãs. Como acontece num sistema feudal, em que todos são governados por um rei e vários nobres.
No entanto, a partir do momento em que foi possível para cada macho, conquistar uma única ou várias fêmeas, através da luta ou de uma "dança de acasalamento", o macho passou a ter poder sobre aquela determinada fêmea que o escolheu ou o aceitou como mais forte, mais capaz ou com melhor aparência/atributos.
É verdade que existem espécies que todos os anos engravidam uma fêmea diferente, mas também existem aquelas em que ficam e permanecem juntos para sempre como é o caso das aves, das suricatas, algumas espécies de macacos e de outros mamíferos.
Por tanto, se o macho tem poder total sobre a fêmea que o escolheu, é sua obrigação proteger e manter a fêmea longe de oportunistas ou invasores que tudo farão para a impregnar com os seus genes intrometidos.
Os leões, para se manterem o macho alpha de um grupo de fêmeas submissas, como todas as fêmeas o são, por vezes necessitam de usar a violência contra as fêmeas para as manter submissas e dominadas. Através deste processo " violento", mantêm uma ou mais fêmeas controladas e "receptivas" (à força) aos seus genes em futuros acasalamentos/ actos sexuais.

What does it take to be a Lion?
The power behind the African throne.
Alliances much be forged, families protected, competitors wiped out.
Lion supremacy, comes only by force! 

BRUTAL KILLERS 

To be a King, bloody wars must be fought and won. Instinct drives the Lion, unleashing a fearsome power. It seams unclouded by notions of cruelty, remorse or guilt. But it does know, with terrifying certainty, what it takes to be a Lion.
[...]
This deaths, are simply stages in the bachelors life. Events that must occur to guarantee their own future. A future bound with this new prime whose stability the intruders have oddly destroyed. In time the females will bare cubs. The cycle of brutality. Success depends on sudden, effective and deadly acts of violence. All for the sake of a prime. Brutal? Yes! Killers? Of-course. But for this big cat, that's what it takes to be a Lion!

É mais do que óbvio que nós, humanos, já não vivemos na savana, e que renunciámos à muito o nosso instinto primitivo e violento por razões de acasalamento, e território.
Na vossa mente, vai a ideia de que as guerras são a prova invicta de que ainda somos uma espécie violenta e sádica, que matamos tudo o que podemos por prazer, raiva, obsessão, ódio, inveja e ciúmes. Mas segundo um estudo, as guerras, como as conhecemos dos livros de história, que se compunham de milhares de soldados a guerrearem por um país, um pedaço de terra ou uma donzela, é algo que surge à relativamente pouco tempo. Não faz de todo parte da nossa fúria ou instinto animal como as pessoas julgam.
"If we define war as a large-scale violent conflict between two states employing the military, the earliest recorded wars might have taken place between various city states in the Mesopotamian region during the period 3,000-2,300 BC in the Bronze Age. The first recorded evidence of such a war was the one between the two city states Lagash and Umma, estimated to have taken place in 2525 BC. From the stone slabs bearing inscriptions related to the war, it could be inferred that the war employed professional soldiers wearing helmets who moved on chariots. The weapons employed were maces and swords." - V Venkata Rao, Ahmedabad

Em: Which was the first war fought in the history of mankind?
List of wars before 1000

É também possível, que estejam a pensar que hoje existem "muito mais" guerras no mundo, cheias de ódio, racismo e superioridade divina. E que esta seja mais uma razão para provar que somos uma espécie violenta e que nos estamos a tornar cada vez mais violentos.
A resposta a este pensamento não poderia ser mais simples. Foi só em 1876 -- há aproximadamente 140 anos -- que o telefone foi inventado e proliferado por todo o mundo, começando principalmente nos Estados Unidos da América. É mais do que natural que em pleno século 21, exista muito mais facilidade de transmissão de informações do outro lado do mundo, desde pequenos acidentes e incidentes a guerras.

"I think that one reason people see violence as so much more prevalent now is improved access to information - 10 years ago most people would have had no clue if there was a war happening on the other side of the planet. Today we have access to global news, so instead of just seeing the violence that happens in our own backyard we're also exposed to violence from around the world. Also, the technology of war has made for a few tremendously bloody conflicts (most notably the US Civil War and WWI) where modern technology combined with archaic tactics and turned battlefields into killing factories - like the Battle of the Somme in 1916, which saw over 1,000,000 soldiers killed in just under 6 months. It's hard to look at a statistic like that and think that the world is becoming less violent, but it's really just an anomaly. If they'd had machine guns and mustard gas in the 12th century, the crusades would have been far more bloody (which is saying a lot)."
-- Derick in TO (4 October 2011)

Em: History and the Decline of Human Violence
Telefone

Mas só por não vivermos na savana e as grandes guerras de conquista territorial terem diminuído à aproximadamente 200/300 anos, mesmo que tenha sido uma das épocas de maior foco de colonização de outros continentes, continuamos a ser uma espécie que luta por um pedaço de terra e uma fêmea/macho onde e com quem poderemos constituir família. É por esta razão, da nossa vontade incontrolável e "animalesca" de passar os nossos genes, que somos animais "violentos". Mas não mais violentos que os nossos parentes mais próximos: os macacos.

Pondo então "de parte" a razão da nossa violência animal e territorial, abordemos a social. Começando pela razão de os homens terem mais poder na sociedade do que as mulheres.

If women are equal to men, why have men achieved so much more throughout history?

"Up until very recently in history there was no safe, cheap and reliable form of contraception that was under the full control of women. This meant that for most of the average adult woman's life, she was either pregnant, looking after a child, or possibly both... assuming she hadn't died during childbirth*.

This is the one constant, since the history books first started being written:  when men were hunting boar, farming cows, growing wheat, writing books, painting pictures, inventing machines, women didn't have the time to do this because they had babies. This meant they could never educate themselves to the extent men did, so this just perpetuated the idea that women couldn't do these things.

This really was the life of most women, this simple biological fact has been what has shaped history, while most women were the ones having the babies (with a few notable exceptions over the years), men were writing history." -- Tatiana Estévez
Como explica o texto, a mulher sempre teve o papel de cuidar das crianças. E esse papel é partilhado por todas as restantes espécies, com excepção de alguns mamíferos como as tartarugas, e répteis como as cobras. Sendo os Cavalos-marinhos um acontecimento único e "isolado", compartilhado por um tipo de aranhas, que carrega os ovos nas costas ou dentro de si.
Sendo então a fêmea um ser de fisionomia inferior, devido á não necessidade de lutar por um parceiro, de caçar e defender a sua família, é perante os olhos do homem, e o grupo em que se insere, alguém que cuida das tarefas secundárias e mais básicas. Preparar comida, cuidar das crianças, tratar de feridas, satisfazer sexualmente o seu parceiro, manter o fogo aceso. Mais do que cuidar física e sexualmente, as mulheres (fêmeas) têm um dos papeis mais importantes no reino animal: manter a estabilidade psicológica e emocional dos que a rodeiam. É o principal apoio por parte dos homens quando têm problemas fora do seu meio-familiar. Uma escaramuça ou desentendimento com um outro macho. Serve também como conselheira e apaziguadora. Decoradora e terapeuta. Ou não fosse o curso de Psicologia o que tem mais mulheres.
No entanto, como todo o trabalho mais pesado era laborado pelo homem, as mulheres sempre foram um auxilio a esta imagem de força e resistência. Foram também essas qualidades que as mulheres  (fêmeas) "obrigaram" e procuravam/procuram num homem (macho). E quer queiram quer não, ainda hoje é assim.

O período fértil da irracionalidade...
A eugenia existe...

Como se pode ler nos vários comentários em "If women are equal to men, why have men achieved so much more throughout history?", a mulher, para além de ter sido sempre oprimida ou proibida de frequentar a universidade ou ter independência pessoal, era também controlada por ela mesma, em que aceitava a sua "fragilidade" como parte de si e não algo que lhe sempre ensinaram a vida toda. Como a célebre frase: "O rosa é para as meninas e o azul é para os rapazes."

A pornografia...
Eu Tarzan, Tu Jane



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A morte não tira, conquista!



Estava uma criança, a chorar à beira de um rio. Numa mão tinha uma faca e na outra um pulso cortado. A morte apareceu, saltitando de guinchos eloquentes e aos poucos se aproximou da criança moribunda, perdida.
-- O que aconteceu criancinha? -- perguntou a Morte.
-- Cortei-me e quero morrer! -- respondeu-lhe com os olhos pesados e uma voz decidida.
-- Oh! Mas a morte não se deve chamar! Que idade tens tu menino?
-- Tenho cinco! Cinco dedos que não contam e que não agarram a vida. Sou torcido e sacudido, como as laranjeiras do outro lado do rio.
-- Vem, vamos saltar e dançar! -- a morte ofereceu-lhe a sua mão. -- Vamos rir e sorrir! Vamos celebrar a tua morte!
A criança pulou, agarrou-se à Morte e cantou os passos e os saltos. O sorriso preenchia-lhe o rosto e os olhos brilhavam de sossego e completa alegria. A Morte veio, deixou morrer e desapareceu.

E tu? Queres uma faca também!?

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I am nothingness
Nobody hears me because i am nothingness
Nobody sees me because i am nothingness
Nobody understands me because i am nothingness

Then I hear this beautiful melody
I approach her and dance with her and feel at ease
I dance... and dance... and realize too late
That this will be my last dance on Earth
My dance with Death

No one is going to miss me
No one will ever know my story
Because i am nothingness

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [30]


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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [29]


Pousava ao lado do seu corpo, toda em aço inoxidável, uma faca. A cor cinzenta e brilhante chamavam pela minha mão, pelos meus dedos. Agarrei-a com força e cravei a faca nas costas da Madalena. Tão profundo como o meu caralho pelo cu dela acima. Gritou. Caiu sobre a mesa e gemia com dificuldade em respirar. Outra facada penetrou nas costas dela, dilacerando a carne junto ao osso, descendo devagar numa agonia azeda. Agarrei melhor na anca e voltei a fodê-la, cobrindo-nos de sangue. A faca voltou a penetrar, serrando as costas numa tortura enjoativa e demente. Removi a faca das suas costas e devagar, com dificuldade, olhou-me chorosa, violada. Sorriu.
-- Que delicia! Já não estava habituada... -- murmurou baixinho, enquanto eu admirava as contracções que o seu buraco ia fazendo à medida que ela recompunha o fôlego e as forças nas pernas.
Virei-a para mim e peguei-a ao colo. Sem saber, fui-me guiando até ao seu quarto através do cheiro, através dos móveis e da posição das fotos. Entrei. Imediatamente reparei nos cortinados vermelhos, longos, que se perdiam no chão e pintavam no quarto uma provocação. Atirei-a sobre a cama e ergui-lhe as duas pernas no ar, fechadas pelos tornozelos.
Deixou cair a cabeça sobre a cama, derrotada, e a razão deu lugar à loucura!

domingo, 9 de novembro de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [29]


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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [28]

-- Entre, por favor. -- pediu Madalena dirigindo-se para a cozinha, deixando a porta aberta. Entrei, e ouvi os seus sapatos no pavimento. O tom negro do vestido fino e leve, espelhava bem o ambiente calmo e pouco iluminado que se podia respirar naquela casa. Uma música pop tocava baixinho no rádio do micro-ondas/frigorifico. Aproximei-me devagar, à espera de ver os seus olhos castanhos claros, mas ela estava incapaz de tirar os olhos da travessa de vidro à sua frente com um grande pedaço de lombo a ganhar cor. Pegou na faca ao seu lado e num garfo de espeto e esquartejou-o. Levou ao forno e senti o cheiro no ar. A fome apertou-me, seduziu-me. Coloquei-me por trás dela, toquei-lhe no cotovelo e respirei sobre o seu pescoço protegido de cabelo. Esboçou um sorriso, virou-se para trás e ficou-se a olhar-me.
Abriu a boca, mas no mesmo instante tapei-a. Os meus lábios serraram-se um no outro, enquanto as minhas mãos apertavam aquela mulher suculenta entre os meus braços. Esperneou e erguia no ar. Deitei-a sobre o balcão da cozinha e levantei a saia longa. A minha mão desceu sobre o seu rabo, contornou-o e senti as curvas sedutoras e provocadoras que Madalena frisava em cada par de calças que usava. Tirei o meu cinto e atei-lhe os braços por trás das costas. Madalena tremia e chorava, mas a sua boca não produzia qualquer barulho que se assemelhasse a um grito. Parecia desejosa de estar naquela posição. Esperava à anos um homem que a domina-se. Uma fantasia cara, tornada realidade.
A indecente não vestia cuecas, parecia estar à espera de festa. Deixei as minhas calças deslizarem-me pelas pernas e penetrei-a devagar, de preservativo húmido e apertado entre as nádegas de sua senhora. Gemeu.
-- Ohhh... Ohhh... Ohhh... -- o hábito das fodas tornavam a menina mais fácil de foder, e a resistência desaparecia em cada investida. Ela levava e eu ia deixava-me levar pelo perfume na sua roupa, pelos gestos do seu corpo e os gemidos.
-- Ela não pode saber disto! -- forcei-lhe ao ouvido.
-- Ohhh... fique descan... mmhhh... fique descansado, na minha boca só entram coisas... -- respondeu-me com dificuldade.

Quando a minha mão te bater na cara e te agarrar no pulso com força que nunca viste, vais sentir pela coluna arrepiada o homem que te faltou a vida inteira! Sobes-me a voz e eu aperto-te o nó!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [28]


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Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [27]

Jean-Marie Leclair - Chaconne

-- O que eu fazia por uma fatia desse bolo! -- deliciou Madalena, levando uma mão à cabeça, acariciando o seu cabelo, acalmando-se.
-- O que tu não farias...! -- vincou a sua chefe.
Levei o garfo à boca e lambi o resto do chocolate resistente. Poisei-o ao lado do prato e aproximei este de Madalena, que mal se podia conter.
-- Ohh, obrigada, mas não posso!
-- Não se preocupe. Há mais de onde este veio. Se não for você a comer, certamente que outra o irá devorar por si. Resta saber se está disposta a dar a sua fatia, deliciosa e suculenta, a algum desconhecido que não irá apreciar o seu sabor, a sua textura, a sua cor e o carinho com que foi feito. -- com as pontas dos dedos retirei o prato do alcance das suas mãos trémulas e deixei-o sobre os olhos da loira alta que parecia muito segura de si. Olhei para ela e nada disse, mantendo os meus dedos segurando firmemente o prato, criando nas mentes daquelas mulheres uma mensagem facilmente assimilada. Tinham apenas algumas segundos para decidir, para tomar uma opinião e agir. O que elas não sabiam, é que eu não as controlava em absolutamente nada. Não estavam obrigadas a reagir em segundos ou em se decidirem com o que quer que fosse. A verdade: Eu era demasiado bom. Era capaz de as controlar com uma coisa tão básica como uma fatia de bolo de chocolate. A fraqueza psicológica do ser humano é o alvo que mais me agrada de atacar.
Madalena ficou-se a olhar para nós, e a loira, de peito farto, pegou no meu garfo. Decidida, cortou um pequeno cubo e levou-o à boca, poisando no mesmo instante o garfo no prato. O chocolate penetrou-lhe o nariz, desenrolando uma descarga de prazer no seu cérebro, que desceu as costas e tocou em todas as suas partes mais sensíveis em milésimas de segundos. A língua, húmida, absorveu os primeiros pedaços do bolo, que se desfizeram e se desfaziam em cada dobrar de língua, cada gentil trincadela, descendo sem esforço pelo tubo digestivo. Um tubo destreinado mas que ainda sabia a esperma.

Na mente do "sonho de mulher" que se sentava ao meu lado, cobiçada por parte dos homens e mulheres naquele café tão movimentado, por olhares discretos e imperceptíveis, surgiu uma cena escaldante.

Fiz-o sentar na ponta da cama, nu, e aproximei-me sedutoramente, provocando-o com o meu caminhar em saltos altos e com a lingerie que ele próprio me tinha oferecido. Sentia-me desejada! Sentia-me poderosa! Estava em controlo, controlando-o como nunca mulher o fizera. Ajoelhei-me à sua frente e vi-o crescer cada vez mais pujante. Com uma simples erecção deixou-me louca, sedenta de sexo! Queria senti-lo penetrar-me e foder-me novamente como naquele dia que vezes sem conta me conquista a mente, o tempo, a razão...
Sobre ele, despejei uma quantidade absurda de chocolate liquido e deliciei-me com aquela imagem que à tantos anos fantasiava. Os cheiros misturaram-se e agarrei-o quase descontrolada por o engolir e chupar. Desejei que se viesse naquele momento, esperando ver jactos e jactos do seu esperma subir no ar e cair-me sobre a mão, entrar-me na boca e escorrer por mim abaixo.


Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [29]

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Lembras-te, Clepsidra?