domingo, 31 de agosto de 2014

És um podre...

[- by harequil]

Subiu o banco, recordando as vezes que ganhava altura para roubar os doces do armário. Deu um nó à volta do pescoço e pendurou a corda na viga mais forte da casa. Esticou a corda, levantando-se ligeiramente em bicos dos pés e resistiu à gravidade que os chamava. Chorou, recordando a felicidade inocente que iria deixar para trás, na escuridão. Recordou, sem viver, cada memória que julgava existir no pequeno espaço da sua mente. Mas nenhuma delas tinha realmente valor, pois na morte ninguém deixa nada no mundo a não ser a influencia das emoções ou o trabalho que ajuda a compreender um vazio que nas profundezas obscuras da nossa galáxia não interessaram a ninguém, muito menos ao pó das estrelas ou aos pedaços de pedra flutuantes.
A sua vida era uma tragédia de sonhos fracassados. Uma falsa realidade ao qual tinham por hábito chamar-lhe vida.
-- Faz-te à vida!
Mas qual "vida"? Nasces, ensinando-te desde muito cedo que és especial, que tens valor, que tens capacidades e que deves seguir os teus objectivos, os teus sonhos, as tuas paixões, e acima de tudo, ser feliz e viver cada dia ao máximo. E o que é a vida? É viver? Sobreviver? Uma ilusão da mente que não quer ser esquecida. Um horror aos olhos de quem não quer esquecer a beleza caótica que não vêm e que apenas sabem admirar. Não existem histórias para escreveres. Não existem estradas para percorreres ou caminhos para criares. Não existe nada que possas mudar por ti, e até a vida te é roubada na morte! E a morte... essa tornar-se-à a tua vida, de onde não poderás fugir. Para todo o sempre, ficarás confinado no infinito universo fracamente iluminado, porque até nele nada existe para ser visto.
Não existe vida na tua vida, nem sonhos nem ambições. Não existes, sobrevives, aguardando a única certeza, que será a morte, e mantendo acesa a chama daquele ou daquela que um dia encontrarás, e que te fará a pessoa feliz que tanto mereces.
Mas a corda ao pescoço não quer saber dos teus amores! Não quer ouvir as tua lamentações ou perceber porque choras. Chamaste a morte ao subires ao banco, e agora que ela se apresenta acobardaste? Queres viver afinal? E o que sabes tu de "viver"? Se respirar não te ocupa a mente? Se sentir a água escorrer-te pelo corpo não te transporta para a irrealidade da tua consciência, que dentro de toda a caixa e funil de que foste e és, será a única coisa real e palpável que terás para o resto da tua vida...

Estás sozinho. Deram-te à luz, expuseram-te aos micróbios e bactérias, a um mundo que não conheces e nunca irás descobrir, porque não nasceste para viajar e ser especial. E para sobreviveres neste mundo de horrores, as tuas células, num grito desesperado e instintivo, ensinaram-te a caminhar e mais tarde a correr, para que fugisses. Mas tu és daqueles que se deixou ficar a admirar a natureza das coisas, ao invés de correr atrás de um "sonho".
Os outros, julgam viver, julgam correr, julgam ser felizes, mas o que sabem eles da vida? Os teu podres, só são podres se os vires como tal. Trabalha a merda que cagas, embeleza-a, faz dela uma obra de arte. Transforma aquilo que tens, naquilo que queres ser e não és. Amassa bem a tua matéria prima, e reconstrói a corrida que te ensinaram para fugir da morte. Lê, aprende e ouve. Não fales a menos que seja necessário. Não interajas a menos que seja preciso. Observa e aprende a não errar onde os outros erram. Não, não é só a tua vida que é uma tragédia, a dos outros, muitas vezes parece um filme de terror. E até a aventura daqueles que viajam e se dizem realizados, 90% do tempo, é um tédio que precisa de sentir a adrenalina nos outros 10%, para esquecer a infelicidade daquilo que são. Não és melhor, mas tens-te saído bem! Não tens grande coisa nem és nenhum cientista que salvou milhares de pessoas, mas a razão de não o seres, baseia-se nas variáveis que fazem de ti uma pessoa única. E é por isso que estás a ler este texto enquanto tens a corda ao pescoço e te ergues no topo de um banco com apenas três pernas.
É verdade que não podemos ser todos médicos, nem todos ricos ou professores, porque precisamos de pessoas que limpem as casas de banho do shopping que frequentas, ou que limpem a mesa suja onde te queres sentar a comer com a tua família ou amigos. Ou pessoas que te atendam nos super-mercados, que tomem conta dos teus filhos ou da tua mãe/avó agora numa cama de um lar para idosos, que se sujeitem a limpar a merda e o vómito que tu te recusas a ver e/ou limpar.
Queres ser grande? Queres ser importante? Queres ser rico? Tenho um "segredo"... o esforço e o trabalho não farão tudo, precisas de SER e caminhar como se o fosses! Grande, importante, rico, inteligente, destemido, aventureiro. Mas nunca te podes esquecer de ser humilde e ter respeito por quem te serve.
Mas é claro que também podes ser um granda cabrão e um a granda cabra e fazer o que te apetecer! Trepares por cima de todos, e só parares quando chegares à tua meta.
Ou viveres os teus sonhos de forma tão intensa, que te fará acreditar que tens super poderes ou, por alguma razão, és melhor do que certas pessoas, só porque lês mais, ou tens mais amigos, ou aceitas melhor.

Queres fazer parte da população que se governa ou governareste a ti mesmo? Então começa-te a preparar! Um dia vais ter uma namorada(o), que com o tempo se tornará mais do que isso, e terão filhos. Quando essa altura chegar, como irás governar a tua casa, se não governas o teu quarto e a tua mente?
Manda os outros à merda! Sorri e agradece quem te serve. Não precisas de amigos, nem de cunhas, precisas de um apertar de mão forte, de um argumento confiante e de uma personalidade que não vacile.

Mas agora, o melhor que tens a fazer é saltares do banco e esperares que a próxima vida seja melhor...

domingo, 24 de agosto de 2014

Preciso mais dele do que o contrário...



-- Achas que o James é rapaz para te conseguir acompanhar? Porque continuas com ele?
-- Eu não estou com ele pela minha carreira, estou com ele por mim. Porque mesmo que ele não me acompanhe, saberei que quando der a 2º volta, que o encontrarei ainda a correr, sem pressas, e recomeço do zero. Faz-me feliz. Distrai-me do trabalho, das confusões e alegra-me os dias difíceis como mais ninguém...
-- Mas o que tem ele para te dar!? Tu precisas é de arranjar um homem à tua altura, que te satisfaça as exigências que crescerão com o tempo.
-- E quem te disse que ele ficará para sempre na mesma!? Os nosso sonhos poderão seguir estradas diferentes, mas sabes melhor do que eu que todos caminhamos para a nossa morte. Costuma-se dizer que devemos fazer da vida o melhor que podermos. Que a devemos encher de alegria e rodearmos-nos das pessoas que dão valor às pequenas coisas... O James é essa pequena coisa! É o meu jardim! É o homem que me faz sorrir! Que me abraça e me beija toda a vez que chego a casa da escola ou do trabalho, como se fosse não me visse à anos. Não preciso que ninguém me acompanhe na carreira, nas corridas ou no salário, ou até nas viagens. Preciso de alguém que me acolha no fim de completar mais uma semana ou um mês de trabalho. Que me olhe nos olhos e saiba que o toque da minha mão no seu rosto é sincero.
-- Contentas-te com o pouco então, é isso?
-- Não há nenhum "contentar", há a realidade emocional! Ele pode não ter muito na vida dele, mas tem muito na minha. O que é que estás a pensar? Que lhe estou a fazer um favor? Que estou com ele por pena? Vivo, porque ele vive ao meu lado. Porque me recorda das pequenas coisas da vida, dos pequenos momentos. E por vezes, agarra-se a mim e dança um choro da nossa saudade. Somos animais, não somos máquinas!
Poderei atravessar oceanos e continentes, viver uma vida invejável e realizar todos os meus sonhos, mas quando as coisas que fiz deixarem de me fazer sentido, o único sentido que tiver, será o abraço dele. O pequeno-almoço na cama, os passeios pelo parque... E quando estivermos velhos demais, adormecermos, juntos, de olhos um no outro e de dedos entrelaçados.
-- É uma bonita história de amor...
-- O amor não é bonito, torna-mo-lo desse modo. Se não o tiver a ele o que sou, se não uma simples mulher que fez tudo o que sonhou mas foi incapaz de dar o que mais se partilha neste universo? Uma oportunidade para fazer alguém profundamente feliz. Dê-me pouco ou muito, sinto-me preenchida mais que suficiente com tudo o que ele me oferece e me proporciona. A minha vida não é só trabalho e carreira...
Preciso mais dele, e de tudo o que é, do que o contrário... porque a minha carência não vai embora com uma viajem, uma nova descoberta ou um aumento no salário. Se deixar o James para trás só porque na minha cabeça o vejo como um peso, estaria a perder uma oportunidade de ser e fazer feliz.

I'd give anything to hear
you say it one more time,
that the universe was made
just to be seen by my eyes.

--------------------

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [24]


[1] | [2] | [3] | [4] | [5] | [6] | [7] | [8] | [9] | [10] | [11] | [12] | [13] | [14] | [15] | [16] | [17] | [18] | [19] | [20] | [21] | [22]
Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [23]

Chelsea Wolfe - Feral Love

Mantive-me em silêncio por uns segundos, à espera que a sombra desaparecesse, sentindo com força, no peito, o meu coração. Parecia que alguém tentava sair através dele, esmurrando com força a minha caixa torácica. Naquele preciso momento, senti-me dentro de um tanque, observada por centenas de olhos. Terei de ser sincera e dizer que me sentia um pouco nervosa e com bastante receio de ser apanhada meia despedia num local "público", mas estaria a mentir se dissesse que não estava completamente excitadíssima! Completamente molhada só de imaginar que o homem misterioso atravessava aquela porta de rompante, levantando-me pela anca para me sentar em cima da secretária, rasgar-me a camisa e foder-me ali! À frente de todas as minhas amigas que observariam a cena do lado de fora, através dos vidros embaciados, enquanto se masturbavam e gemiam carentes por um homem daqueles em cima delas...
Desapertei outro botão, sentindo a excitação intensificar-se a cada toque nos meus seios, deixando-me cada vez mais louca por experimentar aquele soutien e poisei a camisa na mesa atrás de mim, mal dobrada. Tirei os sapatos, deixei as calças caírem, juntando-lhes as cuecas ligeiramente molhadas e o soutien que de imediato me tirou um desconforto das costas e das costelas. Uma sensação de liberdade apoderou-se de mim, caindo nos meus pés todo um peso de consciência. Mas uma consciência que me fazia despertar os sentidos mais básicos e instintivos de sobrevivência. Podia sentir o ar condicionado nos pêlos do meu braço, beijar-me o pescoço e deambular misteriosamente entre as minhas pernas. Encostei-me de rabo na mesa e toquei-lhe... penetrei-me... molhei-me... e fantasiei-o penetrar-me de novo; Mas o prazer não era o mesmo, nem a grossura, ou o tamanho, e até a falta de jeito e a força me fazia chorar por ele.
-- Aiiii -- suspirei, imaginando a língua dele bater-lhe nos lábios e os seus dedos explorarem-me por dentro. No mesmo instante abri os olhos e perguntei-me várias vezes se acabara de gemer em voz alta ou se tudo não passara de uma invenção da minha imaginação fértil. O coração voltou a bombear em nervosismo e ao tocar-lhe de novo, roçando os dedos sobre os meus pintelhos numa ligeira curvatura, uma descarga de prazer desceu-me pela coluna até à ponta dos lábios. Não deixei escapar a oportunidade e masturbei-me até atingir o orgasmo mais intenso que tive em anos. O cansaço apoderou-se das minhas pernas e ajoelhei-me. Movimento este que rapidamente me recordou a posição do broche que lhe tinha dado. Ohh... como eu queria sentir o caralho dele entrar-me pela boca dentro e fazer deslizar pela minha garganta o seu esperma quente e salgado. E aquelas mãos enormes? Agarrarem-me a anca e estocar-me por trás...

As saudades que eu tenho do teu olhar soberano...


--------------------
-- Foi bom?

sábado, 23 de agosto de 2014

A centelha da evolução...


Com o punho fechado sobre um osso, atacou o chão, quebrando-o sobre umas pedras. A força do impacto vibrou-lhe pulso acima, contaminando todo o braço como uma fraqueza. A brisa quente bateu-lhe no pêlo com mais força e o Sol escondido pelas nuvens atacou-o fulminantemente nas suas costas. Olhou para trás, desconfortável, bloqueando a luz com a sua mão e viu pairar à sua frente, uma montanha colossal que se rodeava de pequenos reflexos à medida que girava devagar e descia com fogos ardentes na sua base, sobre o solo verde e fresco. O chão tremeu, agitando o animal que se agarrava ao osso com a vida, com o ar que lhe faltava nos pulmões, com o medo da terra debaixo dos pés que não podia controlar... gritou e esbracejou, tentando afastar tamanho monstro, ao mesmo tempo que tentava ganhar coragem para se manter no local, agora coberto por um nuvem de pó.

A presença daquele objecto gigantesco, desconhecido à vista dos olhos ainda em evolução, parecia adormecer, num som gutural leve, continuo, como uma buzina, permanecendo nos ouvidos daquele animal ainda apavorado. Sem esperar, foi atingido no peito por uma nota ligeiramente mais aguda, seguido-se outra e outra, construindo uma melodia desconhecida. Um som pouco elaborado, fácil de ouvir, como uma canção de embalar. De repente, um grito estridente. Não, não era um grito, era uma criança a rir. Seguiram-se outras, formando um aglomerado de felicidade, criando na mente do humano actual, a imagem de dezenas de crianças a brincar no recinto de um infantário. Gradualmente, os risos silenciaram-se, seguindo-se uma ausência profunda de sons. O animal bufou, balançando os ombros sem sair do sítio.

Je t'aime!

Ouviu-se, suave, delicada e feminina. O animal endireitou o tronco, puxou os ombros para trás e olhou de frente a bola de luz que lhe surgia, pairando no ar, dirigindo-se a si. Assustou-se.
Por entre o brilho, apareceu um corpo pálido, caminhando sobre as duas pernas. Uma fêmea, alta, loira, de olhos grandes e azuis com um sorriso ligeiro no rosto. Nua.
O anjo luminoso susteve a marcha à frente do símio, e este a respiração, observando hipnoticamente aquela mulher que se erguia acima da sua cabeça, desprovida de pêlos e de garras, trazendo um perfume convidativo junto ao seu órgão genital, que se rodeava de uma pequena pelugem.
Outra voz surgiu por trás daquela figura misteriosa:

My love, my beautiful creature...

Abriu a mão, deixando o osso escorregar-lhe pelos dedos e aceitou a da fêmea. O caminhar do animal tornou-se mais estável e forte, à medida que se afastava da árvore que lhe dera abrigo e se aproximava da bola de luz. Esticou o braço e o um dedo. Encolheu-se receoso, olhou a fêmea com um sorriso na cara e os olhos dele brilharam. Tocou então a bola de luz e uma calma percorreu-lhe os músculos. Não estava com sono, mas sentia-se calmo, como uma epifania que não sabia compreender.

--------------------
Não estava para publicar este texto, mas aqui fica uma experiência...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [23]


[1] | [2] | [3] | [4] | [5] | [6] | [7] | [8] | [9] | [10] | [11] | [12] | [13] | [14] | [15] | [16] | [17] | [18] | [19] | [20] | [21]
Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [22]

A sua boca teimava em se afastar, derramando sobre ele as lágrimas frias da tristeza. Com os lábios serrados, dei-lhe uma chapada por mau comportamento e forcei-lhe a entrada de lábios secos. O boca estava cheia, e impedida de falar e de respirar, esforçava-se para levantar a cabeça, mas não permiti, porque raparigas destas devem ser bem fodidas, devem ser ensinadas e obedientes!
Com ele mais firme, voltei a forçar a descida pela sua garganta, engasgando-a, desesperando por ar nos pulmões. Agarrei-lhe os cabelos por cima, afastando-os da cara e daquela boca tão doce de lábios irresistíveis e penetrei-a de novo, e outra e mais outra... Deixei-a respirar um pouco de ar e tentou uma fuga, que não autorizei, agarrando com força o pescoço, avermelhando-lhe a cara coberta da sua própria saliva roubada à força. O arfar pesado sobre ele, excitava-me, como um sopro leve e dedicado à sua cabeça. Beijei-a, desalmadamente, e de olhos nos dela sorri. De cabelos agarrados em forma de rabo-cavalo, masturbei-me roçando-o nos limites dos seus lábios e interior da sua boca húmida e rasgada. Enterrei-lhe a cabeça, e senti o fundo da garganta desta jovem de corpo tenso. Afrouxei e voltei a investir, até que "a bem", desfrutei de uma ligeira cócega na ponta da cabeça, e tudo o resto escorregar por aquela garganta apertada e pouco treinada.

Não conseguia resistir ao presente surpresa... Namorei-o a manhã toda, cheia de vontade de o experimentar. Olhei o relógio, de maneira a ver a palma da minha mão e corri para a porta do meu gabinete. Tranquei a porta por dentro, fechei os estores e verifiquei se não havia ninguém a passar. Abri o presente, deslumbrando novamente aquele perfume e embrulho. A cor da lingerie tingiu-me o rosto e peguei-lhe, suave, fervendo-me nas mãos a vontade de o apertar contra as minhas curvas.
Desapertei o primeiro botão da camisa e ouvi alguém passar perto da porta. O meu coração ficou a mil!
-- "Se aqui estivesses..." -- pensei eu -- "Fazia um strip."

Despe-te, toda!!!


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [22]


[1] | [2] | [3] | [4] | [5] | [6] | [7] | [8] | [9] | [10] | [11] | [12] | [13] | [14] | [15] | [16] | [17] | [18] | [19] | [20]
Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [21]

-- Quem é este homem mistério? -- perguntou Madalena de sorriso curioso na cara. Limitei-me a sorrir com alguma vergonha e inveja, recuando no tempo até ao ultimo dia em que estivesse estado com um homem capaz de tamanho feito. O estranho do shopping que conheci à dias é o candidato perfeito, mas como saberia onde trabalhava? -- naquele momento senti um calafrio percorrer-me a espinha, pelo medo de poder andar a ser seguida -- a Madalena é uma excelente amiga, mas vou ter de lhe inventar qualquer coisa...
-- Foi... um rapaz que conheci uma vez numa festa. Não houve nada de mais... -- assegurei-lhe com o olhar, enquanto dobrava a lingerie na caixa -- Namoriscámos um bocadinho, demos uns beijos, um apalpar de perna e pouco mais. Foi um cavalheiro!
Madalena olhou-me desconfiada.
-- Madalena! Foi uma vez sem exemplo! Não aconteceu nada! -- voltei a dizer-lhe num tom mais sério. Não pareceu convencida. Olhou-me nos olhos, forçou o olhar e perguntou-me:
-- Foi bom?
Fechei a caixa e ela cruzou os braços, à espera de uma resposta.
-- Foi. -- os olhos dela arregalaram-se e um sorriso cresceu. -- Foi incrível. Ainda não reparaste no meu andar novo? -- disse-lhe, caminhando vaidosamente pelo escritório.
-- Reparei nos sapatos e no vestido, mas no andar... tu és sempre tão sexy nesses salto-altos. -- elogiou-me. -- Até o estagiário fica vidrado a olhar para ti! E aquele da UPS? Que pedaço de homem! -- sonhou ela divagando pelas fodas de homens conquistados.
-- O chocolate fez-te mal. Olha para ti, toda vermelha! -- via-lhe nas bochechas.
-- Mesmo! Já estou com os calores! -- disse, abanando a mão por algum ar fresco. -- Acho que é hoje! -- atreveu-se, olhando para fora do meu gabinete.
Caminhei para trás da minha secretária, olhei na sua direcção e percebi o olhar do rapaz de contabilidade, que trabalhava à quase 2 anos na empresa. Sentei-me na cadeira e alinhei um maço de folhas.
-- Sê meiga! Ele não tem namorada e tenho a impressão que é virgem... -- avisei-a.
-- Virgem? Aquele rapaz tão jeitoso?! Ele deve é ser bom para foder na sala das fotocópias!!! -- lambuzou-se, imaginando a cena na sua cabeça, enquanto lhe acenava com a mão, num gesto convidativo.
-- Madalena! -- comecei eu, em tom de aviso. -- Não deixes tudo desarrumado outra vez, por favor! -- ela olhou para mim, com ar de menina traquina. -- E põem-lhe um preservativo. Não quero a parede suja outra vez! -- avisei-a. Sem me dizer mais nada, agarrou a maçaneta da porta, abriu-a e antes de a fechar por fora, lançou-me um beijo em sopro.
-- Até logo... -- despediu-se. Ajeitou a camisa branca, a saia e dirigiu-se até ao rapaz contabilista, agora sozinho e muuuito excitado! Os meus olhos brilharam.

-- Vamos fazer um filme! -- disse-lhe, olhando para a sua cara tapada. -- Já ouviste falar em "Face Fuck"?
-- Tire-me daqui! Por favor! Prometo que não conto a ninguém! Prometo! -- gritaste-me esperneando.
Montei o tripé ao lado do sofá e deixei a câmara a filmar, num ângulo que apanhava a minha menina e o sofá. Arranquei-lhe o pano da cabeça e deparei-me com rios de lágrimas a descerem-lhe pelo rosto avermelhado. Desatei-lhe as duas mãos e com uma corda preta, suave, atei-lhe os pulsos atrás das costas. Desci até às pernas e atei-as com mais um pedaço de corda preta, pelos tornozelos. Coloquei-a então de joelhos em frente do sofá e deitei-lhe a cara nele. Chorou, desesperada:
-- Não me faça mal! Deixei me ir, quero ir para casa!
-- Quando eu acabar contigo, levo-te para casa! -- reconfortei-a com um carinho na cara, que ela rejeitou com repúdio. Ergui-lhe a cabeça e bofeteia com força, espetando-lhe a cara na almofada no acento do sofá.
Despi-me, sentei-me ao lado da cabeça dela e segurei-a pelos cabelos, agoniando-a de dores.

Vamos brincar ao Papá e à empregada?


Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [23]

--------------------
Hoje peguei no livro "Obsessão" de Maya Banks, folheei o livro e parei nas páginas 180 e 181 onde li uma cena "bastante" detalhada de sexo anal. Fiquei logo excitado e com vontade de escrever mais um pedaço desta história.
Tenho de fazer alguma coisa, estou a ficar muito soft para as minhas vítimas!!!

domingo, 13 de julho de 2014

Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [21]


[1] | [2] | [3] | [4] | [5] | [6] | [7] | [8] | [9] | [10] | [11] | [12] | [13] | [14] | [15] | [16] | [17] | [18] | [19]
Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [20]

Senti um tremor nas pernas, e o peso dele no meu rabo. A minha coluna sentia o peito forte e nu. O orgasmo lambia-me os lábios, espalhando-se pelo chão, enquanto o caralho dele me penetrava cada vez com mais vivacidade. E à medida que os dedos dele entravam na minha boca, com o cheiro a caramelo de sabor a chocolate, e o pulso perfumado por um aroma doce me roçava a cara, eu cedia a todo aquele prazer que era o de ser violada.
Não! Não era doce, era amargo! O peso dele sobre mim, tirava-me o ar dos pulmões, sufocando-me numa morte lenta e aflitiva. As mãos de dedos compridos, rasgavam-me a boca e arrancavam-me os cabelos. A minha cabeça imobilizada, arrepiava coluna abaixo o desespero mórbido que cavava coluna acima, o isolamento depravado em que me tinha enjaulado. Sentia a depravação do monstro penetrar-me como uma boneca, aprisionando o seu cheiro e o seu toque.
As lágrimas escorreram-me da cara, fugindo presumo eu, para caírem em vão, não chão que me recebe a alma e o meu ultimo olhar. Senti o gélido soalho queimar-me o peito, a barriga e as pernas, a imobilidade do meu sere trancava. Aproximou a boca do meu ouvido e gemeu másculo o orgasmo que me enchia por dentro, brotando num odor desagradável, confundindo-se com o incenso no ar.
Senti o pénis deslizar, seguindo-se o esperma. Levantou-se, de pau firme e hirto e respirou fundo algumas vezes, observando o meu rabo vermelho e pisado. Com um pedaço da minha roupa, tapou-me a cabeça, encestando à primeira. Ouvi-o sair da sala, demorou alguns minutos e voltou, sentando-se no sofá. Ligou-se uma câmara de filmar...

Abri os cortinados do meu escritório e recebi o Sol leve no meu corpo. Bateram à porta de uma forma apressada.
-- Entre... -- pedi, absorvendo o nascer do sol deitar a lua, habituando-me "psicológicamente" ao novo dia de trabalho que iria ter pela frente. Virei-me e vi uma amiga entrar de sorriso enorme na cara com um embrulho debaixo do braço.
-- Chegou, para ti! -- disse-me ansiosa por o abrir. Segurei-o nas mãos e sem esperar fui perfumada. Era um presente cuidadosamente oferecido. Quem seria o meu admirador secreto? Procurei um cartão mas nada econtrei.
-- Abre-o! -- apressou-me a Madalena. -- Espera! -- interrompeu-me, agarrando-me o braço mais próximo.
-- O que foi? -- perguntei.
-- E se for uma bomba!? -- perguntou assustada.
-- Tás parva!? Uma bomba num embrulho tão lindo e perfumado? -- acalmei-a eu, acalmando-me também a mim, que por momentos ponderou ser mesmo uma bomba.
Com cuidado, destapei a caixa e deslumbrei uma lingerie que me provocou uma certa vergonha mas um intenso formigueiro na minha menina. A vontade a experimentar foi imediato! Ergui-o no ar e por ele caiu um chocolate. Ofereci-o à Madalena, que o devorou num ápice e fez o favor de referir várias vezes o quão delicioso o era.
Um rapaz atravessou o corredor, e ficou-se a olhar para nós, babadas sobre um pedaço de tecido que ele desejaria despir-nos do corpo.


Quero foder-te como se fode uma puta!


Adoro ouvir-te, ver-te e cheirar-te... [22]

---------------
É interessante ver o contraste entre duas cenas sem ligação aparente...