Mostrar mensagens com a etiqueta linguagem corporal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta linguagem corporal. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ernst, prazer em conhecer-te!


Ernst atravessou a biblioteca, colando o olhar ao de Catherine, a bibliotecária alta e extremamente tímida.
Não sabia o que fazer. Estava em pânico e o balcão à sua frente não ajudava muito a sua confiança. Meia trémula e apavorada, de um lado para o outro, tentou desviar o olhar sobre uns livros empilhados, mas a postura de Ernst, com os olhos focados no seu corpo, não a impediram de espreitar, por entre o cabelo, aquele rapaz confiante, lindo e destemido a caminhar na sua direcção.
-- Olá, boa tarde. -- ofereceu-lhe Ernst, poisando alguns livros.
-- Boa tarde. -- gaguejou Catherine. As bochechas já rosadas escondiam-se atrás do cabelo loiro longo e liso. -- É para levar? -- perguntou sem o olhar.
-- Sim. -- confirmou, tentando encontrar os olhos da trémula rapariga.
Passou os livros no leitor de barras e devolveu-os ao pedaço de homem que lhe estava a tirar as forças das pernas e da fala.
-- Catherine? O que fazes mais logo?
-- Eu? -- a lingua enrolou-se e gaguejou muito nervosa. -- Eu... Não sei... Vou para casa.
-- Não me dispensas cinco minutos da tua companhia?
Devidamente informatizados, entregou os livros a Ernst. As bochechas coradas aquecia-lhe a face e as orelhas pareciam inchar. O coração palpitava, o peito custava a encher e as mãos tremiam nervosamente segurando uma caneta.
-- Respira fundo. -- segurou-lhe a mão e a esferográfica num só movimento. -- Não há razão para uma rapariga como tu estar nervosa.
-- Não estou. -- desculpou-se, olhando-o nos olhos por breves momentos. A sua mão continuava presa pela confiança do rapaz, e tão cedo não a forçaria para que fosse livre novamente. O toque dos seus dedos nos dela, quase entrelaçados, combinando a firmeza dele com a pele sedosa dela, fazia-lhe crescer entre as pernas e na ponta da lingua, um desejo ardente de ser atacada por tudo o que compunha o rapaz. Desde o seu físico à sua personalidade e mistério.
-- Telefona-me quando estiveres pronta. -- pediu Ernst com um olhar sereno.
Catherine não respondeu nem acenou com a cabeça. Ficou a olhar para o número na palma da mão. Uma caneta bateu-lhe nos dedos e caiu na mesa logo abaixo. Ernst tocou-lhe com um só dedo no anelar. Nesse mesmo instante, Catherine olhou-o nos olhos e vislumbrou um sorriso, seguido de um piscar de olho. O rapaz virou costas e saiu com os livros debaixo do braço. Em choque e com a vergonha a entupir-lhe os ouvidos, deixou-se ficar a olhar para ele, já do outro lado da janela, enquanto uma rapariga da idade de Ernst aguardava a vez de ser atendida.
A campainha tocou e o transe desfez-se. Das seis horas que lhe restavam do dia de trabalho, Catherine iria passar os seus olhos mais vezes no número de telemóvel tatuado na sua mão do que no Enter do teclado.

O seu primeiro dia de estágio acabara de se tornar ainda mais inesquecível!
GuardarGuardar

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

É algo que imita, ou algo que é?


[Time by ~Daizy-M]

Há coisa de +/- 2 meses, no Forum de Coimbra, deparei-me com um cenário interessante. Mãe e filha, paradas na escada rolante que subia. A mãe encostava-se do lado esquerdo, com a mão na anca e posicionava as pernas em forma de 4, como é natural fazer. Olhei então para a filha, e encostava-se do lado direito, com a mão na anca e as pernas traçadas num 4. Era o espelho da mãe.


Como já li em vários livros, é natural uma criança copiar os movimentos dos pais. É uma mímica que os ajuda a desenvolver rapidamente sem ser preciso pensar muito sobre o assunto. Sabe-se que é algo instintivo, mas...
Se por um lado é uma prova de que os "neurónios espelho" realmente existem, pergunto-me então, até que ponto, parte da personalidade dos pais passou para os filhos. Neste caso, passa. Existe hereditariedade de pontos, ideias ou sentimentos?
Como debato em: 

Algo interessante sobre estes comportamentos mímicos, é que existem filhos que pretendem des-associar-se dos pais e outros que seguem as suas pisadas e as perpetuam por infindáveis gerações.


Mas focando-me no assunto. Será realmente uma mímica instintiva, ou apenas uma maneira de estar que hereditou? O facto de alguém dizer que uma criança se parece com o pai ou com a mãe quando eram novos, apesar de os próprios filhos nunca terem conhecido as atitudes dos seus pais quando eram da sua idade, a não ser através de histórias, significa que parte da personalidade dos seus pais foi transmitida geneticamente  Ou que simplesmente, quando eram pequenos, os seus pais agiam +/- da mesma maneira que agiam quando eram mais novos e isso influenciou os seus filhos?
Mas isso não explica o sucesso, a inteligência  ou falta dela, a capacidade de aceitar coisas que os seus pais tiveram ou não têm. Explicando melhor, Uma criança inteligente pode surgir num seio familiar com um baixíssimo grau escolar ou de cultura geral. Significando então que a criança não copiou os pais de qualquer maneira, mas que se sobrepôs a eles mesmos. Mas outros nascem filhos de pais inteligentes, e tornam-se inteligentes.
Talvez um ponto fulcral, é a maneira como se educa a criança. Como se lida com as situações e como se as expõe no sei familiar. Uma criança que emita a postura física da mãe ou do pai, poderá mostrar algumas ideias.
Poderá mostrar que se associou, que se agregou à personalidade da mãe. Que fez da mãe uma pessoa importante e necessária para a sua vida.
Poderá mostrar que a criança tem facilidade em imitar, dependendo da perspectiva  porque podendo não se conhecer quem é, usa os outros como uma imagem a seguir. Com uma personalidade que deve estudar. Todos nós já imitámos alguém. O pai, a mãe, o irmão, os amigos, os primos, quer fisicamente, psicologicamente  anedotas, frases, roupas, objectos, etc.
Poderá demonstrar num outra perspectiva  que por ter facilidade em imitar, gosta de fantasiar personagens. Ou se identifica com várias pessoas.

Poderá mostrar que, sim, é uma maneira de crescer, mas imitar poderá ser algo perigoso. Poderá mostrar que é esse o exemplo que acha mais correcto, pois é perpetrado por um adulto. O que poderá criar um sério problema pois a criança assume a mímica que faz como correcta, positiva e algo que se usa no mundo natural humano ou em sociedade. Dependo obviamente do que imita, a criança tanto poderá sair prejudicada como beneficiada.
Voltando então às posições da mãe e da filha, na escada rolante. Pôde-se ver com facilidade, que aquela era a filha dela, e que a senhora era a mãe. Significa então que existe um impressão digital para cada família? Sabe-se que, hoje em dia, os genes transmitidos, são, a cada geração, menores que na geração anterior. De certa forma, podem significar uma limpeza aos genes que não são necessários ou que simplesmente estão a mais, que são lixo ou estragam a própria estrutura de luta dos vírus.
Filhos de homens mais velhos têm mais mutações
_link_

Uma ideia a reter disto, é a de quando vamos na rua, e parecemos ver alguém ao longe ou do outro lado da estrada, de costas, e pensamos que é um conhecido. Ficamos calados e tentamos olhar-lhe a cara. Até ao momento que caminhamos até à pessoa, o nosso corpo estuda o caminhar, a maneira como os ombros balança, o cabelo, a cor, o tipo de roupa, sapatos, e as mãos ao longo do corpo. É uma impressão digital individual. É, de facto. Mas numa família, é possível ver um padrão? É possível ver uma impressão digital? Estatística e psicologicamente, é "praticamente" impossível ver uma maneira própria de uma só família  nem que contemos só com os filhos e os pais. Apenas é possível  e falando por mim, acredito mesmo que seja possível  associar uma determinada criança a um pai/mãe através de um simples olhar, de perceber como interage ou fala com os objectos e as pessoas, quando o laço entre pais e filhos é forte. Não é preciso fazer nenhum estudo para perceber isso.

A impressão genética, está presente na cor do cabelo, tipo de cabelo, cor dos olhos, nariz, lábios, orelhas, etc. Como se estuda em Ciências no 7º ano. Mas uma impressão genética levanta perguntas como nos textos que escrevi e mencionei mais acima. Uma criança, como animal que enfrenta um mundo que desconhece e do qual nada sabe, nem como funciona, com os anos aprende as teias que regem a sociedade, e se tiver sorte, a da psicologia, daquilo que o faz um individuo. Por isso, é natural e um mecanismo que ela mesma possui, uma capacidade adquirida ao longo de milhares de milhões de anos. Mas até que ponto é algo "natural" no sentido de ser aprendido, educado e ensinado através da visão e da experiência própria (óbvio) e não uma descendência de genes?
Mas até a hereditariedade tem limites, tem deficiências. Até um grande impacto profundo no foro psicológico poderá criar uma visão das coisas completamente diferente da normal. E o que é "normal"?

Uma ideia interessante, é a de: Se a personalidade de um individuo, gostos, ideias e opiniões são criadas apenas pelo individuo, na cabeça do individuo, até que ponto realmente as ideias de uma pessoa, as opiniões, as maneiras de ver o mundo, de o sentir, de pensar, de compreender, a consciência  a forma de vestir, a maneira de lidar com as coisas é algo individual, é algo criado pelo próprio e não pela própria sociedade? Pelas empresas, pelo marketing? Até que ponto a mímica "animal", é utilizada para outros fins que não algo natural?
Até que ponto a auto-aprendizagem do mundo através de "neurónios-espelho" é algo nosso, ou se mantém no nosso controlo?
Até que ponto as nossas opiniões deixam de ser as nossas para serem opiniões globalizadas, consciencializadas, pensadas e formuladas por outros? Existem modas, existem estatísticas, existem padrões. Até que ponto alguém é ela mesma?

Monkey See, Monkey Do? The Role of Mirror Neurons in Human Behavior
Mirror Neuron Forum.
Neurons That 'Mirror' The Attention Of Others Discovered
Distinct Brain Cells Recognize Novel Sights


É algo que ela cria e usa, ou algo pelo qual ela se deixa usar?

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O que não me sai por vergonha...


Pousei os livros no tapete rolante e desfolhei o primeiro. Imagens de aves captaram-me a atenção, mais abaixo vi um conjunto de bicos e a sua funcionalidade.
Era a minha vez de ser atendido. Olhara para ela muito pouco, mas os cabelos eram escuros ondulados e compridos, alta, magra e com um relógio laranja na mão esquerda. Não tinha anéis.

Numa introspecção rápida, mais tarde, percebi que a cor do relógio demonstrava ser uma rapariga com uma mente jovem, muito simples, menina, não significando que não era psicologicamente madura.

Olhei-a nos olhos e fiquei envergonhado. Ela não podia ver, mas acredito que talvez sentisse. Deslumbrei-me com a sua cara. A sua beleza, simples, de rapariga, com aqueles cabelos compridos e uma altura invejável. Apaixonei-me um pouco, como um tolo. Queria dizer qualquer coisa mas não sabia, nunca soube, agir. E o que iria dizer? Como?

Quando me devolveu o cartão de crédito, o qual viu e reviu à procura de um nome, eu sei que sim, segurei-lhe na mão e disse:
-- Não tenhas medo em ficares vergonha, corada ou sem saber o que dizer, mas eu acho que és uma rapariga incrivelmente bonita!
Ela olhou para mim muito pasmada e a sua cara ficou vermelha. Segurou o cartão enquanto tentava manter a compostura.
-- Obrigada. -- responde ela, olhando para mim durante uns segundos, desviou olhar rapidamente para as teclas à sua frente e preparou-se, tentou, para atender o próximo cliente.
Atendeu o meu irmão, e eu fiquei ali, enquanto ele se apercebia interiormente que ela estava nervosa.

Eu sabia que ela tinha sentido qualquer coisa. Revejo o sorriso dela, vezes e vezes sem conta, pensando para mim a figura de totó que tinha feito, só lhe fui capaz de dizer "Obrigado"? E ainda por cima com o cabelo "todo" à frente da cara? Que figura... mal me deve ter visto os olhos, ou sequer a cara... muito menos o sorriso, suponho.

Será que perdi a oportunidade?
E se ela já tivesse namorado?
E se não tiver, mas não quiser nada comigo? Ter-me achado simplesmente "interessante"?
Talvez ela tenha sentido que sou demasiado velho ou que queira coisas que ela não pode dar.
-- Só saberás se perguntares. -- sim, frases feitas também eu as sei.
O intuito aqui, é partilhar, não para vocês, mas para mim. Para um futuro. É difícil pedir um nº de telemóvel sem se ser demasiado exibicionista. É difícil pedir de forma simples, bonita e meiga. De maneira que não assuste nem afugente. Para mim é, porque sou naturalmente envergonhado, principalmente quando me sinto atraído por uma rapariga como aquela.
Não sou de namorar com tudo, de me atirar a todas, as feridas custam e demoram a passar. E como já referi noutros textos, quando me agarro, é para sempre ou até que ela me deixe. Não se namoros fáceis, rápidos. Sou de dar a mão e permanecer ao lado, mesmo que me chateie ou me magoe. Não sou um cão abandonado, sei ser. Oh... agora sei ser. Pensar em tudo 3 ou 4 vezes, e não em apenas 2 ou 3 sem ver realmente o quadro todo.

O que não me sai por vergonha... são acontecimentos que não me fazem crescer mais, que não me ensinam, que eu não mudou. São momentos em que eu não tenho qualquer impacto, não altero nem intrigo. Torna-se passageiro e ao fim de um dia ou dois, esquecem-se de mim e da minha cara. Que é possivelmente o que vai acontecer com ela quando chegar a casa e procurar pelo meu nome, caso o faça. Apercebe-se então que se esqueceu do nome, pior ainda não sabe de onde sou... houvesse uma maneira de nos encontrarmos ou de comunicarmos, e talvez, talvez, pudesse surgir uma amizade.
Porque... só pelo simples facto de eu ter comprado 7 livros de uma colecção de animais, que ela fez o prazer de passar pelo código de barras um a um, talvez se tenha interessado um pouco em mim, naquilo que eu gosto, naquilo que vejo ou leio. Na pessoa que sou por trás dos cabelos compridos que me cobrem a vergonha estampada no rosto. Sim, talvez tenha causado um impacto, por muito pequenino e efémero que tenha sido. Talvez um dia mais tarde nos encontremos, eu me lembre da sua cara e ela da minha, e... se houver tempo, conversarmos.
Mas que digo eu? Estou a sonhar, mas às vezes sonhar é bom. Ás vezes? SEMPRE!
Sonhar mantém-me criativo, as emoções psicológicas, físicas e a sensibilidade mais apurada. Se eu não souber chorar pelo que me faz feliz, não mereço ter alguém do meu lado.
Tenho epifanias, momentos de deslumbro quando vejo um documentário e junto os pontos de algo que já tinha visto antes. Fico pasmado a olhar para o ecrã, a sentir as lágrimas escorreram-me pelo rosto, de tão incrível que é sentir essas epifanias, momentos de heureca! É como olhar para o universo na noite mais calma, com o céu limpo no topo de uma montanha, deitado e rodeado pelos nossos pequenos filhos. E contar-lhes as histórias dos navegadores portugueses que descobriram o mundo através delas. Mostrar-lhes as maravilhas do universo, da natureza num momento único da nossa mais profunda paixão de curiosidade.

Paula Brito e Costa da empresa Raríssimas disse uma vez numa reportagem da sic algo parecido com isto quando lhe perguntaram se pensava mal dos pais que não conseguiam ou não tinham forças suficientes para ajudar os seus filhos "deficientes", enquanto que outros conseguiam:
Há pais que conseguem, há outros que não.
E a que é que isto vem a propósito? Não somos todos iguais. Bem, estatisticamente existe muita gente igual a muita gente, caso contrário não havia modas. O que eu quero dizer com isto é que existem pessoas que são boas numa coisa, e "más" noutras. Mas não significa que não tenham valor. Deixámos de dar valor ao que nos torna humanos para passar a dar valor a pessoas?

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Hoje vi...


Hoje, no forum de Coimbra, vi uma menina com pouco mais de 2 anos, de volta daqueles carros e cavalos que os pais usam para os sentar e entreter ao mesmo tempo, enquanto passeiam pelo shopping.
A rapariga sentou-se no carro, e ali ficou por uns 5 ou 6 minutos, pareciam uma eternidade, mudou de carro e permaneceu mais uns minutos.
Os pais... esses olhavam para ela de braços cruzados e nenhuma palavra saía da boca deles. Não havia diálogo e pareciam chateados um com o outro. Não havia amor.

Foi então que a menina saiu do carro e se dirigiu a um cavalo. Subiu com alguma dificuldade, e para meu espanto, os pais simplesmente ficaram a observar. Não a ajudaram, não se baixaram ao nível dela, não a incentivaram, não se predispuseram para a segurar para lhe dar confiança em dar o primeiro passo sozinha e quem sabe até, subir tudo sem a ajuda dos pais. Uma simples salvaguarda por traz não faz mal a nenhuma criança...
Nesse momento apercebi-me, de que aquela criança, aquela rapariga, se quisesse alguma coisa, no futuro, teria de fazer por ela. Mas ela teria de se atirar às coisas de que realmente queria fazer. Não só por iniciativa própria mas porque dos pais não teria nenhum incentivo. Seria/será uma pessoa fria no futuro, capaz de passar por cima de tudo e todos só para conseguir o que quer. Não é por culpa dela, e isto será só uma "estatística" generalizada, mas por culpa dos pais que nunca o souberam ser nem agir nos momentos certos.
A começar na falta de comunicação verbal entre os pais, à falta de ajuda ou incentivo e/ou preocupação para a fazerem sentir que os pais estão do lado dela, e não como meros espectadores.

É triste ver este tipo de casais, que pensam ser tanto e mais que os outros, mas quando se trata de comunicar e entrar no mundo da criança, são incapazes sequer de fisicamente demonstrar amor. E não falo de abraços, beijinhos, sorrisos ou uma palavra de confiança, mas sim de fisicamente, tal como se lê as emoções de uma pessoa pela sua postura.
Como li no livro "Mulheres Inteligentes Relações Saudáveis", de "Os erros capitais de uma relação doente" (pág. 61 à pág. 67), de uma mulher, mãe, que fazia reuniões, tinha milhares de clientes para atender, funcionários para supervisionar, metas para cumprir. Era excepcionalmente boa e trabalhadora naquilo que fazia, mas faltava-lhe uma coisa... dialogar e comunicar com os filhos e o marido. Era incapaz.
Isto para dizer que ela era uma mulher de sucesso, que subiu na vida, que tinha um negócio, estudos e era decidida, mas não tinha o mais importante. Comunicação com o seu Eu e com a sua família mais intima. Era incapaz de "amar" os rebentos que tinha trazido ao mundo. Uma pessoa pode ter tudo na vida, subir tudo o que tiver para subir, os cursos todos que tiver, o dinheiro, as casas, e a saúde, viajar para todo o lado e realizar todos os seus sonhos e caprichos, mas se não tiver a capacidade de se sentar com os seus filhos durante algumas horas a desenhar e a pintar, a correr e a partilhar os bonecos, para mim e na minha perspectiva não é nada nem é ninguém.
Se eu tenho capacidades e conhecimentos para cuidar de um bebé? alguns, muito poucos talvez, mas pelo menos preocupo-me e tenho o cuidado em aprender, em ver, em ler, em ajoelhar-me diante deles e tentar compreender de que maneira posso ensinar utilizando simples brincadeiras.
É difícil? É! Dá trabalho? Possa... nem imaginam! Mete medo ter consciência de que ainda não estou preparado? Até tremo acreditem quer não. Mas tenho meio caminho desbravado. E sinceramente... acredito que estou 2 anos à frente do que qualquer outro rapaz/rapariga da minha idade. Com a excepção de uma ou outra pessoa, como é óbvio.
Não, não sou melhor, não sou mais, mas teoricamente sei mais. Se isso é algo bom? Depende da perspectiva. Saber teórica é bom, não ter prática é mau, mas eu não tenho medo de errar, de falhar, de me descuidar. Toda e qualquer interacção com uma criança, desde bebé até à sua fase mais adolescente, ajuda-me, ensina-me e mostra-me como ser e não ser. Ajuda-me a ser e a agir, para além do falar.

Se ter um filho é algo que me preocupa de momento? Não, o que me ocupa a mente de momento é encontrar uma namorada, que para além de saber crescer, ser madura, simpática, atinada da cabeça e que não tenha medo de ser, que também ela tenha a consciência e o desejo de aprender com os seus filhos.
Porque até eu com 22 anos, mesmo que veja o BabyFirstTV, que aparentemente não me tem nada para dar, já me ensinou coisas e me mostrou coisas que nunca pensei puder aprender com um canal tão simples, básico e infantil como este.
Não é por ler muito, ver muito e saber muito ou o conhecer muito que me faz feliz, é o saber olhar para as coisas e juntar os pontos. Saber usar aquilo que sei e aquilo que não sei para compreender as situações que acontecem a cada momento à minha volta. Nisso sim, sou "superior", mas não gosto de me pôr num pedestal, pois numa universidade de pessoas e rapazes, eu não serei ninguém, a não ser apenas e só mais um número. Vão olhar para mim como um rapaz de cabelo comprido que mete medo sem precisar de fazer mais nada. Um rapaz que aparentemente não tem nada para dizer nem de nada sabe falar.
Mas basta haver a oportunidade de me abrir, de me expressar, de comunicar com as pessoas, e a mente delas fica em branco. Um espanto que lhes pinta a alma de branco.
Mas eu gosto de ser assim. Calado. Fosse um gajo falador, divertido, sempre sorridente, amigo de tudo e todos e perderia a graça, o encanto, o misticismo e aquela intriga que despleto na cabeça de muita gente.
Não sou só mais um rapaz que se parece com "jesus cristo", tenho algo mais que as intriga e eu sei disso.

Não serei "cristo" para os meus filhos, seria antes e acima de tudo, um Pai e um Humano, consciente, com amor e vontade de ensinar, de brincar e fazer crescer. De mostrar o mundo através de um som ou pelo simples atirar de uma pedra para um lago. Não basta estimular, é preciso saber fazê-lo, como fazê-lo e quando fazê-lo.


Aquilo que não vejo, não me faz crescer...
Hoje vi...

sábado, 7 de julho de 2012

Animais espelhados como humanos...


As pessoas, aquelas que se designam "pessoas", têm a facilidade, e.. penso que qualquer "pessoa" que se designa humana, tem facilidade em dizer que os animais, têm características humanas.

"Estudos mostram que os suricates são capazes de ensinar activamente suas crias a caçarem, um método semelhante à capacidade humana de ensinar."
Fonte: Wikipedia

O texto acima, mostra de uma forma muito "banal" a "superioridade" intelectual que um humano acha possuir sobre qualquer outro animal.Que as Suricatas, como refere o texto acima, têm semelhanças com os humanos e não o contrário. Que somos os únicos animais a saber arte, o que é de todo mentira. Qualquer animal capaz de possuir sentimentos, emoções e amar outro animal, será sempre capaz de reproduzir qualquer forma de arte.
Os ninhos que os pássaros machos constróiem, ou as cores que pintam o seu corpo, são obras de arte para as fêmeas. Como é o caso dos Pavões, ou daquelas aves que gostam de tons azuis e roubam tampas de garrafas e tampas de canetas da bic.
Para nós será uma forma de arte abstracta, e "é-nos" impossível pensar que um animal como um cão tem capacidade para compreender o que é pintura abstracta. A nossa forma de ver o quadro, é que está mal, está errada e muito deslocada. Se queremos ver pinturas de uma perspectiva "humana", deslocamo-nos a uma galeria com pinturas criadas e idealizadas por humanas. Se queremos ver pinturas criadas de forma muito "natural" e inconsciente, então vamos ver uma galeria de pinturas feitas por animais. A visão que temos de ter destes quadros, não é sobre uma visão "humana" ou de "pessoa", mas uma visão fora do nosso olhar humano, e ver as coisas de maneira diferente. De perceber que aquela pintura não é pintura por ser muito abstracta e pinturas abstractas não são nada a não ser riscos de tinta ao acaso. Mas visto de uma perspectiva diferente, de uma perspectiva psicológica, aqueles riscos e rabiscos, ensinam muito. Fazem-nos entrar na mente daquele animal e perceber como funciona.

Jackson Pollock é reconhecido mundialmente pelos "rabiscos" e pintura abstracta, e não é por os fazer que deixa de ser um humano com uma visão diferente do mundo. O que é interessante, é que ao estudar os seus quadros de uma forma mais matemática, é possível reconhecer padrões ou semelhanças com Fractais.

Nós tendemos em espelhar-nos nos animais, isto é, vermo-nos nos animais, reconhecer semelhanças humanas em animais "irracionais" e selvagens, porque olhamos-os de uma perspectiva de "pessoa" e não como um humano consciente de que é um mamífero.
E da minha perspectiva, fazê-mo-lo, porque não sabemos ver as coisas fora do quadrado, fora dos olhos humanos-pessoa.
Nós e as Suricatas, evoluímos de um único antepassado comum. A espécie Mamíferos. A grande espécie que sobreviveu e surgiu na época dos Dinossauros. Muitas vezes são definidos como roedores, daí os nossos dois dentes da frente da parte superior da nossa boca crescerem sempre primeiro. A razão, é que descendemos de roedores e não criados por Deus.
E onde eu quero chegar, é que, se nós descendemos de tantos animais para trás, nomeadamente do Símio, então as nossas consciências não são superiores a quais quer animais, mas um aperfeiçoamento, o que não significa que sejamos melhores ou únicos na nossa maneira de ser comparativamente aos restantes mamíferos. Somos o simples aperfeiçoamento de milhares de anos de evolução.
A nossa maneira de socializar, de comunicar, de interagir e sentir, amar, chorar, é algo que descende e evoluiu de geração para geração. Portanto... as Suricatas não têm comportamentos semelhantes aos humanos, nós é que temos comportamentos iguais aos deles, com a capacidade de os aperfeiçoarmos da mesma forma complexa que conseguimos falar e pensar em mais do que uma língua.
Eu não diria que somos mais que os animais, diria que de uma certa perspectiva, até somos menos.
Que animal serias?

Como se costuma dizer e ouvir muito, gostamos de humanizar as coisas.
Gostamos de humanizar os extra-terrestres. Os monstros, os fantasmas, os animais...
Estive a ver um documentário sobre o primeiro filme de Alien, e o criador da criatura Alien, H. R. Giger, tentou dar-lhe um aspecto mais humanizado. E a razão que costuma ser dada, é a de que... nos reconforta ver traços de semelhança, algo que possamos compreender facilmente, que nos é familiar.
Documentário: Alien Documentary
Até os robôs tendemos em humanizar. Introduzir-lhes características humanas, não só as expressões faciais, mas também uma cara. Algo que se assemelhe, que possamos identificar. Da mesma maneira que olhamos para uma mulher ou um homem e sabemos se está triste ou feliz, se tem bons genes ou é resistente fisicamente.

Charlie Holloway: David, why are wearing a suit man?
David: I beg your parten.
Charlie Holloway: You don't breath remember? So... why wear a suit?
David: I was designed like this. As you people are more confortable with your own kind. If i didn't wear a suit what would be the porpouse.
Prometheus (retirado auditivamente do filme)

A leitura das expressões faciais e reconhecimento de caras, não é algo caracteristico dos humanos, e daí muitas pessoas, talvez poucos, se perguntarem como raio é que os leões, os elefantes, as ovelhas, as zebras, os macacos, etc, se conseguem destingir uns dos outros. Não é só pelo cheiro, é também pela sua cara.
Ainda que para nós humanos, não consigamos ver as diferenças entre duas ovelhas, elas existem. E prova disso é um documentário que vi em tempos no Odisseia.


Gostamos de nos sentir superiores, de que somos indiscutivelmente únicos, com qualidades únicas. De que somos a origem de tudo o que existem no reino animal. Que tudo o que lá existe, veio de nós. Tendemos em  achar estranho tais atitudes e acções dos animais em teste. Não de uma maneira animal e instintiva, mas de uma maneira superior, como que num pedestal, bem lá no alto, como cientistas que muitos "sabem ser". É preciso e é necessário descer ao nível dos animais, de criar um contacto, mesmo que seja apenas através de micro-expressões ou acções, para os compreender melhor.
Não, nós não somos mais do que eles. Mais do que os macacos, que as Suricatas ou os elefantes. Não somos mais na medida de sermos uma raça superior de uma perspectiva de declarar todas as outras como inferiores, somos seres vivos com qualidades superiores, com capacidade para deslumbrar uma paisagem, mas não somos superiores como animais e mamíferos. Existem seres capazes de sobreviver no ácido sulfúrico e a grandes profundidades.
Como abordo em O que é o "mal"?, a nossa capacidade de... "admirar" uma paisagem, não é mais do que uma resposta através de emoções que camuflam a verdadeira acção instintiva do nosso cérebro. Não é uma "paisagem" que vemos na verdade, é algo mais.

É por vermos as coisas de uma forma mais instintiva, mais dissecada, "fora do quadrado", sem uma visão fechada e social, que compreendo aos poucos a mente humana.
Mas de nada vale, se não souber juntar os pontos.
Por isso... da próxima vez que olharem para algum animal e pensarem:
-- Olha! Parece mesmo uma pessoa.
Tenham consciência de que não são eles que parecem pessoas, pois antes de nós existirmos, já eles caminhavam neste planeta à milhares de anos.
Não são eles que são parecidos connosco, somos nós que para além de descendermos deles, somos semelhantes a eles.


Aquilo que não vemos, não nos faz crescer...

--------------------
Que animal serias?
O que é o "mal"?
A Natureza das cores...
Apontar é feio...
A natureza
O que é "espectacular"?

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Pais e o sexo...


Sexo. Fazer amor.
Como será que os pais pensam nos seus filhos a fazerem sexo com os seus namorados/namoradas?
Como é que imaginam? O que sentem? O que vêm? Do que têm medo?

É um assunto "tabu"? Depende da perspectiva. Se eu tenho uma certa... vergonha em debater este assunto? De momento sim, mas talvez tenha uma opinião diferente quando acabar este texto.

Como é que os pais se sentem, ao saberem que o seu filho iniciou a vida sexual? Que tem uma vida sexual activa. Quer seja má ou saudável. Pois existem várias perspectivas do mesmo assunto. Fazer amor sem haver amor, não é saudável. Fazer amor sem ter prazer, não é saudável. Fazer amor "obrigado" também não é saudável.
Eu não sou pai, ainda, mas... De certa forma, e talvez esteja a pensar demasiado cedo nas coisas, pois eu próprio ainda sou um rapaz "muito novo", que pouca ou nenhuma experiência tem com a sexualidade. Mas acho interessante, da perspectiva dos pais, a maneira como eles/eu vêm os seus filhos, o que imaginam, se é que imaginam alguma coisa.
Educamo-los e educam-nos (a nós) para usar o preservativo. Será que eles sabem quando estamos a fazer amor? A porta está trancada... não se ouve nada a não ser a televisão ou a música. O que sentem?
-- Estão a fazer amor... É melhor deixá-los sossegados.

E nós? Conseguimos imaginar os nossos pais a fazer amor? É muito semelhante ao que nós fazemos com as nossas namoradas/namorados, mas... parece estranho. Em algum momento da vida deles, o paizinho teve de ejacular dentro da mãe. Assim como as vossas professoras, tiveram de receber o esperma dentro delas. Demasiado pornográfico? Ou demasiado natural? É estranho, é interessante e pertinente abordar este assunto.
Fazer amor torna-se algo "bonito", algo do qual obtemos prazer e onde libertamos o nosso stress frustração, mas também é um momento único onde podemos dar e receber amor da maneira mais física, psicológica e emocional possível.
Como abordei num texto anterior, as pessoas ao fazer amor transformam-se. Não significa que seja pelo lado negativo. O cérebro, quer do homem quer da mulher, ficam um pouco mais concentrados no prazer, no próprio prazer, mas também no prazer um do outro. Deixam de conseguir falar para começarem a ter uma respiração mais acelerada, com o calor do corpo, os cheiros, os aromas, o prazer, as sensações físicas, os gemidos, e a maneira como se abraçam ou se tocam um ao outro, torna o ambiente naquele local, muitos mais do que "fazer amor", para passar a ser uma explosão de amor e prazer.

Sem dúvida de que a geração de hoje tem uma mentalidade muito mais aberta, muito mais interessada em descobrir e aprender. Dependendo da pessoa.

Mas abordemos outro assunto. E chega até a ser bastante engraçado.
Quantas das pessoas que vêm num shopping, acham que fizeram amor à 15, 20 ou 30 minutos?
Acontece. Nunca me aconteceu, que me lembre, mas achei engraçado e interessante quando o meu irmão me perguntou pela primeira vez.

Imaginar os nossos pais a fazerem amor, ou a combinarem horas quando não estamos em casa para fazer amor, é algo "estranho". Só em filmes! Não é?
E as cenas mais ousadas? As langeries? As Fantasias? Será tabu pensar nisto, e até para mim se torna "estranho", mas é algo natural.

Os filhos deitados ainda na cama, ou a verem desenhos animados, e os pais a fazerem amor de porta aberta.
Os filhos na escola ou com as namoradas, e os papás a combinarem uma hora a aproveitarem o tempo para se dedicarem um ao outro.
Não fazem amor todos os dias? Não é importante, desde que haja amor, respeito e maturidade. Não sei como será a minha vida como pai, de casado e com filhos. Mas tentarei dar à minha mulher espaço para se sentir confortável. Dar-lhe amor e carinho para se sentir amada ou bem disposta, sentir que tem pertence, que tem um local dela. Que saiba que eu a amo quer haja muito ou pouco tempo para aquele momento tão especial.

Fazer amor, para mim, não é foder, nem é "sexo". Existe um pouco de prazer à mistura, como tudo, mas não significa que não tenha carinho e respeito pela pessoa. Já por algumas vezes me saíram palavras "estranhas", mas não significa que quem as diga, namorado ou namorada, seja um autentico bicho. Um porco de merda como todos pensam. Fazer amor, é dar amor, é dar tempo. É dar prazer, atenção, é deixar sair o stress e as frustrações, esquecer o que nos incomoda ou deixa tristes. Uma pessoa transforma-se. Ninguém fica igual durante um momento como este. Nem mesmo um violador. E até mulheres violadas, num certo ponto tiveram prazer. Não digo que seja com todas. É preciso ter a consciência de que mulheres/homens violados não sentem o mesmo, ou podem não sentir o mesmo. Não quero que me julguem. É algo que suponho, é algo que penso, é algo que levo a reflectir. Uma violação não é algo que acontece de ânimo leve. Mesmo para os pais dessa rapariga, ou marido dessa mulher, as coisas, depois de acontecerem se tornam simpáticas. Fazer amor com essas pessoas fragilizadas e brutalmente rasgadas, da mesma maneira que faziam, demora e pode demorar anos.

Pais e o sexo... não abordo este assunto no seu todo, pois tenciono que cada um pense e reflicta sobre ele quando não tiver tão ocupado. Digamos... quando estiverem na paragem à espera do autocarro, ou do comboio. Na fila do supermercado ou à espera da vez na sala de espera.

Há várias maneiras de se fazer amor. Bem... sinceramente, faz-se sempre da mesma maneira. Podem ter é abordagens diferentes. Sentimentos diferentes. Desejos diferentes. Mais preliminares. Mais carinhos, massagens. Cheiros, perfumes, ambientes, iluminação...
Contudo... cada um tem a sua maneira de encarar as coisas. Mas será, por vezes, a maneira mais correcta?
Existe respeito? Existe amor? Existe desejo e vontade? Existe carinho e sensibilidade?

Amor inteligente, relações saudáveis.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O mundo estranho da mente...


A cara, cabelo nos homens.
Moda, estereotipo, corpo bem definido.

O homem que as mulheres procuram, são parecidos com elas. São elas na sua versão masculina. Caras mais subtis, mais femininas, bons genes, mas e a personalidade? O cheiro, o olhar, o sorriso, a educação para os filhos?
Como já referi em vários posts anteriores.

O que procura afinal uma mulher num homem?
Beleza? Sucesso? Dinheiro? Força? Inteligência? Simpatia, delicadeza, amor, carinho? Bons genes? Um corpo bem definido? Higiénico sem dúvida. Cabelo curto ou comprido? Com muita barba, só com barbicha, ou  simplesmente nada? Parecido com um dos seus ídolos? Mas... é só o exterior que conta? Parece que sim.
Um homem gosta de uma mulher bonita. Mas falarei por mim.

Eu gosto de uma mulher bonita, o que depende da minha perspectiva e não da dos outros. Mas não será nada, se não for inteligente. Madura, consciente, carinhosa, espontânea. Que saiba ouvir e tenha gosto em educar. Que seja ciumenta mas não desconfiada em excesso. Que tenha sentido crítico e de opinião. Que saiba crescer e o que é crescer. Que se ame, se respeite e saiba respeitar. Que não seja fanática mas sim uma fã de mente sã. Que sorria, que ria, que espalhe boa disposição, que goste de passear e caminhar, de desabafar, que se preocupe, que proteja, que fale sem medos, que se abra, a si e à sua mente. Que escreva e experimente, que sinta. Que sonhe, que fantasie, que abrace e beije com garra e desejo. Que pinte, que desenhe...
Sonho com uma mulher que seja o que eu não sou, pelo lado positivo do socialismo. Sonho... sonho muito alto. Provavelmente com razão, ou talvez não.

Se cada vez que eu terminar, aprender e crescer como tem acontecido... que venham mais. Que hajam mais experiências, mais tristezas, mais noites perdidas, mais dias de tristeza, de choro. Que venham os dias de compreensão, de introspecção. Que no fim sorria por ter crescido um bocadinho mais.
Mas uma boa relação... trocaria "acabares" por conversas realmente com valor.
Há medo nestas palavras; desconforto, tristeza e saudade...

Não levo as relações de maneira leve. Eu próprio mudo e torno-me mais carinhoso e gentil do que antes transparecia. É uma mudança "drástica" e radical, pela pessoa que eu amo. A quem me agarro fortemente, para mais dia menos dia ser deixado. Acabarem comigo e eu demorar meses, anos a esquecer, a aceitar a "perda". Mas... se não sabem viver comigo, é porque não merecem estar ao meu lado.


Será um prazer enorme, um dia poder sentar-me ao lado dos meus filhos, dos nossos filhos, e poder conversar com eles, "talhar" a sua personalidade, rir-me e ser "re-ensinado"; passar por "ignorante" para eles terem o prazer e o desejo, a vontade, a ousadia de me ensinarem. Para muitos, os seus grandes feitos na vida foi terem dado à luz. Terem casado e terem filhos. Para outros, é o seu percursos académico e nível "status" social."


Desde o tempo das monarquias, que se tem vindo a perder o amor, o carinho pelos outros, pela nossa mulher, namorada. Ou namorado.
-- "Casa com um doutor, que seja rico, que se inteligente."
E casar com alguém que amamos? Por quem poderemos correr o risco de nos proibirem de nos voltarmos a ver? Onde está a aventura? O desejo? Os sonhos?
Quando é que as mulheres começaram a preferir homens de cabelo curto a homens de cabelo comprido? Até à 400 anos, os nobres, reis e ricos, usavam e mantinham o seu cabelo comprido, como sinal de maturidade. Demonstravam a sua riqueza e higiene através de um cabelo bem tratado, bem penteado e limpo. Abordei este assunto em: Sou...
Porquê este... desconforto todo por rapazes de cabelo comprido? Por terem medo da concorrência? O que não falta é mulheres de cabelos compridos. Será ou terá sido da moda? Da industrialização? Dos novos conceitos e padrões de beleza? Ou ao longo do tempo, os mais ricos deixaram de ter tanto poder monetário e tiverem de começar a cortar onde "gastavam mais"?
Por acaso é provável que tenha sido devido à "degradação" de famílias ricas. Está explicado que o desuso da armadura, agravou-se quando os nobres deixaram de ser nobres. Deixam assim de conseguir pagar as suas armaduras e manutenção.

Eu noto que até o próprio homem começa a ser alvo desta propaganda.. O sonho de mulher, a mulher "perfeita/ideal". O homem de sonho, o homem perfeito.
Ele próprio começa a escolher as mulheres, as namoradas, segundo este padrão, esta imagem injectada nas mulheres. Que surgem violentamente em revistas e em todo o tipo de publicidade. Em filmes, em músicas, na moda, nas lojas... e as mulheres por caírem nestes padrões de beleza, nestas imagens chocantes da verdadeira beleza e desejo, ajudam os homens a cada vez mais "exigir" o que tanto vêm ser-lhes oferecido.

Temos uma sociedade desprovida de amor, de afecto, de carinho e compreensão, de maturidade para a compreensão do mundo dos sentimentos, das relações interpessoais, das relações amorosas e afectivas.
Perdemos-nos como humanos, para nos tornar-mos pessoas com um único objectivo. Chegar longe na vida, nos estudos e no trabalho.


Quero amar e ser amado. Quero ser ouvido e não calado. Quero ser compreendido e não rejeitado. Quero abraçar e beijar sem ter medos ou receios. Quero sentir-me acolhido nos seus braços, na sua cama, com as suas palavras, e não a mais. Quero uma mulher e não uma criança. Quero elogios e não frieza. Quero ver sorrisos e não acusações. Quero ser respeitado e não maltratado.

Eu não sou o que vês por fora.
Eu sou mais do que dou para ti.
Desconheço a minha imperfeição como namorado. Mas reconheço todas as minhas falhas como humano social.
Conversa comigo e verás um mundo diferente.

---------------
Os tipos de cabelo e a "personalidade" das pessoas.
Por muito que mude...
Espelho auto-crítico...
Sou...
Já sei...
Vestir-me de novo.
As coisas como elas são...
És bonita, por um dia...
Perdeu-se a individualidade...
Parecia uma gaja...
Namoros, raparigas, e coisas... (2)

domingo, 6 de maio de 2012

A física do corpo...



Traçar a perna não é um acto "involuntário", é sim uma mensagem enviada pelo cérebro para os músculos das pernas, pré-programada pela emoção e do seu próprio Eu cerebral.

Qual é a razão de traçar-mos a pernas? Para mantermos o fluxo sanguíneo da cintura para cima. O que permite levar e manter mais sangue e oxigénio no cérebro.
Porém, quando estamos em pé a conversar, não cruzamos as pernas. Mas quando nos sentamos, por exemplo numas escadas, os nossos joelhos tendem em estar ao nível da cintura ou superior a esta. Manter os nossos membros juntos é também uma forma de poupar energia, de impedir a perda de calor.

Sim, eu sei, nem sempre se traça a perna para manter o cérebro a funcionar melhor. De uma perspectiva da linguagem corporal, traçar a perna, para o homem, é sinal de "auto"-confiança, de protecção, de "auto"-inteligência. É uma maneira de enfeitiçar o próprio cérebro com pensamentos que não fazem parte dele, mas que quer exteriorizar naquele momento.

Nas mulheres, o traçar a perna, para a esquerda ou para a direita, conforme a pessoa que está ao lado, ou o que está a fazer. Se tiver com o namorado, a sua perna vai cruzar para a direita ou para esquerda, conforme esteja ele à sua direita ou à sua esquerda.
Cruzar a perna para o lado contrário do rapaz, é sinal de protecção, de se tentar proteger e/ou de se afastar, de auto-controlo, é a forma que o cérebro tem de controlar a ansiedade ou o medo. Se a perna cruzar para o lado do rapaz, significa que à confiança, que à amizade, que à desejo de se chegar ou de falar. Podem nem se conhecer, mas é uma demonstração, é um gesto que significa que a mulher está confortável com a pessoa que está ao lado dela.
Não diria que é um gesto que revela muito das emoções interiores de uma mulher, mas ajuda a compreender em que pensam.

Tal como acontece com a posição dos pés. Num casal de namorados, os pés apontam ou viram-se "sempre" para o seu namorado(a). O mesmo se pode constatar no caminhar síncrono do casal ou entre amigos(as).
Este tipo de "ligações" físicas, podem ser explicadas com os neurónios espelhos, com a confiança que se tem no outro individuo. É o instinto animal a mostrar aos outros, de que aquela pessoa é nossa amiga, de que está connosco, de que partilhamos a mesma ideia, ou de que é o nosso par, parceiro(a) sexual.

Cruzar as pernas, "cruzar as pernas à chinês", também é uma posição que exterioriza, de uma forma imediata, confiança e "determinação", de atenção e concentração.

Cruzar a perna para um lado ou para o outro, pode simplesmente exteriorizar de que não está a pensar em nada de importante, de que apenas traçou por traçar, por vontade, por impulso, por hábito. Depende muito da perspectiva, das emoções, das preocupações.
Basta-se estar atento aos grandes e aos pequenos sinais, para compreender o que a outra pessoa está a tentar exteriorizar.

Amor, raiva, ódio, desejo, ansiedade...