quinta-feira, 17 de maio de 2012

O ódio aos nomes...


Existe uma razão para as pessoas mudarem de nome?
Existe "nojo", "ódio", "medo" de ser encontrado.
Mas existe vergonha?
Associa-se um nome a uma personalidade? A um sentimento? A um desgosto? A manias de uma pessoa com quem convivemos ou interagimos?

O nome Paulo, faz-me lembrar de todos os Paulos que conheci na vida. E estatisticamente, eram todos tansos. Fracos de mentalidade e intelectualidade. Comuns dos comuns. Sem consciente daquilo que a sua mente poderia alcançar. Pensavam ser maduros, mas pareciam ser/eram muito amigos e gostavam de ajudar. Calados e no seu canto.
É isso que eu vejo quando penso a fundo no nome Paulo. Um conjunto de anomalias, digamos assim, de um individuo incompetente, fraco, pouco inteligente e desenvencilhado.
Não me acho um Paulo normal, e nem o nome é rotulado da mesa maneira. Não por mim! O meu Eu encarrega-se de o colocar o mais alto e distante possível desta "cadeia alimentar". Deste mundo apático que eu sinto reinar no mundo dos Paulos. Mas tudo é excepção.Porém... têm de ser boas excepções e não simplesmente "diferentes".

Podia falar do que os nomes do meu Nome me fazem sentir, visualizar e lembrar. São imagens e memórias envoltas em emoções, em histórias, em momentos "infectados".

Conheço gente, e não pessoas, que não gostam de todo do seu nome ou parte dele.
Eu não consigo deixar de sentir que sem o meu nome, eu não seria ninguém. Não tinha identidade, um ponto de apoio. --"Eu sou o Paulo, e vou conseguir!" Ainda que eu não preciso de nada disso. Não uso o meu nome, uso a minha mente para me motivar a mim mesmo. --"Faz um esforço! Sei que és capaz."
Vi em tempos um filme As Bruxas de Salém, em que o actor Daniel Day-Lewis grita dos seus pulmões, depois de lhe dizerem que terá de assinar uma confissão em como fez um pacto com o diabo, significando que ele próprio deixaria de puder usar o seu nome, uma frase que nunca me saiu da cabeça desde a altura em que a ouvi por um actor que eu "admirava" (Em Nome do Pai).
"Because it is my name! Because I cannot have another in my life! Because I lie and sign myself to lies! Because I am not worth the dust on the feet of them that hang! How may I live without my name? I have given you my soul; leave me my name!" Video (John Proctor's confession)

É um pouco sensível falar sobre o nome de uma pessoa, agora que vi o video. É algo frágil, não diria que é tabu, mas custa tanto falar como a "morte". Que a mim não me incomoda nada, mas falo pela generalidade das pessoas. Falar sobre um nome, debatê-lo. Penetrar mais fundo das nossas mentes e tentar compreender o que ninguém já mais falou ou pensou ou debateu... Pode ser difícil de ouvir.

Significa que odeiam o próprio nome? Que se envergonham da sua "identidade"? É quase a mesma coisa, se não a mesma, que não saber viver com o corpo e a cara que têm. Demonstra falta de maturidade psicológica do seu próprio Eu que vive nos músculos do seu corpo.
Existem nomes e nomes...
Existe genes e genes...
Como falei em "", alguém que não é capaz de valorizar o seu corpo, o seu nome, é alguém frágil a nível consciente do seu Eu. Que não cresce nem sabe crescer. Que não controla a sua pessoa, a sua vida, as suas etapas. Mas isto nem lhes passa pela cabeça pois desconhece como funciona a sua mente. E se não sabem como funciona a sua mente, é incapaz, são incapazes de compreender a mente do seu companheiro ou daqueles que os rodeiam. É incapaz, então, de amar, de dar amor. Não basta apenas sentarem-se um ao lado do outro, se nenhum se compreende minimamente nem o suficiente para aceitarem e abraçar a mente do outro.

Vi à uns anos, na Tayra Show, em que falavam de nomes e uma senhora da plateia-a disse que achava que as pessoas com nomes estranhos têm tendência em tornarem-se famosas. Pessoas com nomes foram do comum, ou seja, invulgares, parecem abundar por todo o tipo de passerelle, quer seja física, literária, cientifica, pintura, etc.

Se conseguir deixar com que o meu eu deixe de sentir. As minhas emoções ficam confusas e sem saber o que fazer, ou o que sensações me provocar. A minha memória torna-se fraca e curta. Não será do hábito?
Consigo viver com coisas ao qual não sei o nome, mas o que muda?

Deixo de ser eu, ou o meu Eu deixa de saber quem é? É interessante pensar/sentir sobre a perspectiva do Eu e não de mim. Ele não se devia perder. Ele não se devia preocupar com o "seu" nome, quando o que ele faz é processar e encaixar o puzzle das minhas memórias. Mas se eu me perder e não me identificar, localizar, não tiver memórias ou opiniões, o meu Eu descontrola-se. Perde-se.
É estranho e confuso. Chegar a locais tão profundos da minha mente, tentar explicar e dar uma razão, dar uma voz à informação. Perece que quando essa informação passa pela minha zona de processamento, pela minha caixa onde o Paulo habita deixa sempre algo. Perguntas sem respostas, ideias perdidas que chocam e por vezes abrem novas janelas.

O que é um nome? Para além de um "identificador"? No que se pode tornar? Que implicações criam à mente de uma criança?
Porque é que uma laranja se chama laranja? Porque é que a cor laranja se chama laranja? Porque é que um limão não se chama amarelo?
No que se pode tornar um nome? Até onde podemos ir para o debater? Dissecar as palavras em tom, em vogais, em cheiro, em sabores...
Existe ódio, nojo, raiva, tristeza, desconforto num nome... caso contrário não seria difícil escolher o nome de uma criança.

O nome dos nosso namorados(as) são sempre mais bonitos que o nosso...

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Names by Vsauce Vsauce (Youtube) [editado: 8/11/2013]

terça-feira, 15 de maio de 2012

Tenho vergonha...

[Eu]
04-03-2011

Tenho vergonha... da pessoa que vejo no espelho.
Não é vergonha do que vejo, nem da pessoa que ela é, é por não a conhecer, por não a reconhecer.
Sinto a vergonha natural que normalmente sinto diante das outras pessoas...
Tenho portanto, vergonha de mim mesmo...

Olho-me ao espelho. Sei que sou eu, compreendo que aquela é a minha figura, mas o meu cérebro não a reconhece, não aquela cara, que tanta vez olho para ajeitar o cabelo ou limpar a cara.
Não me conheço. Não me lembro das caras que faço, desconheço o tom verdadeiro da minha voz e até o meu próprio olhar. Sou alguém que age sobre um corpo, que o comanda. Não me vejo nem me imagino fora dele. Não exteriorizo as minhas expressões.

Se tivesse de descrever o que sou/como sou no exterior, diria que é um mistério até para mim. Sou apático, apático de emoções mas não na presença. Acho, pelo menos sinto, que seja qual for o meu estado de espírito, consigo criar um ambiente, um fosso de olhares. Não só pelo cabelo, ou pelas roupas, ou pela postura... talvez pelo olhar. Pela maneira de caminhar para as coisas.
Não é algo que faça voluntariamente, tenho consciência de que atraiu alguns olhares, muitos deles que ficam pávidos e de nariz torcido porque não compreendem o que vêem.
Sou um mistério até para mim. Bem... sinceramente, dou muito pouca atenção ao que sou por fora. A mente trabalha cá dentro não lá fora. Eu trato da parte física, de me tentar vestir bem e estar arranjado, o meu Eu, a minha mente, trata de aprender e de ver o que mais ninguém vê. E a ela... deixo-a navegar livremente pelos mares da minha curiosidade.

Naquele espelho que me olho todos os dias... apenas olho, não vejo. Pareço desaparecer, desfocar. Não tenho valor aos meus próprios olhos. Não dou importância à pessoa do outro lado que me observa em mímica. Assim parece. Não aponto defeitos ao que vejo, não torço o nariz nem critico, não racionalizo muito sobre que tipo de pessoa pode ser. Sou uma imagem num espelho...

Sorrio, e do outro lado vejo o mais cativante e cómico dos personagens, uma pessoa feliz.
O meu olhar deixa "sério" desvanece, para passar a ser um olhar de felicidade espelhada, de fascínio por tal cara, por tal sorriso, pela pessoa que sei que Ela é. (eu) É quase como um amigo. Não preciso de lhe dizer nada pois sabe sempre como me sinto. Parece estar apenas aqui... ao meu lado no banco. Não diz nada a não ser que seja estritamente necessário. É calado, muito confiante e maduro. Não atura parvoíces e fala sempre de forma inteligente.
A imagem reflectida no espelho, não é a que desenho cada vez que converso comigo, não é a pessoa nem a cara que imagino. A minha pessoa não tem cara, tem apenas uma voz. É o Paulo que eu sou de uma forma que invejo. Sou aquela pessoa que imagino e não sei...

Eu não tenho vergonha daquilo que sou, daquilo que vejo ao espelho, naquilo que me tornei, naquilo que vivi, nos erros que cometi. A vergonha que eu sinto quando me olho ao espelho, é a mesma quando era pequenino, e olhava para aquelas pessoas grandes, ou quando começo a conversar com alguém que sabe mais do que eu. É um sentimento de pequenês, de respeito, de medo. Vergonha pelo fascínio.

Para quê amigos? Para quê tantos amigos? São tão fanáticos os que conheci, tornaram-se tão fanáticos, que a única coisa que iriam fazer era "destruir-me".
Foram e são pessoas que pararam no tempo, não é uma "especialização", é fanatismo. Não é "cultura geral" é um ciclo infinito de emoções, de falsas emoções, que não criam nem educam o indivíduo, apenas o fazem parar. Parar no tempo. Da sua educação, da sua aprendizagem.
Eu olho para mim, como um rapaz sem fanatismos, que cresce, que não para no tempo, que não se agarra a algo, a uma figura, a um filme, a uma música, apenas ao amor que EU tenho pela outra pessoa. Aos meus sonhos. Um sonho de vida, de realização.

Li no livro "Mulheres Inteligentes Relações Saudáveis" (pag. 97) esta frase muito inteligente:
"Uma pessoa madura é capaz não apenas de elogiar quem ama, mas todas as pessoas que de alguma forma a servem. Quem não é capaz de elogiar porteiros, cozinheiros, empregados de mesa e de limpeza não é digno de ser servido por eles. [...] há pessoas tão pobres que só têm dinheiro; há pessoas tão incultas que só têm cultura académica." de Augusto Cury.

Aquilo que compreendo desta frase, deste texto, é que a pessoa pode ser muito rica (dinheiro/saúde/amigos) mas não saber amar, não dar afecto, nem demonstrar carinho. Uma pessoa a esse nível, é tão inculta que a única coisa que tem é cultura académica. É um curso universitário, é a maquinização da sua pessoa, e não a criação da sua identidade e das suas emoções.
Acham-se tão ou mais inteligentes, tão socialmente acima de todos, com a sua suposta cultura geral, que não a têm, nem são mais nada do que aquilo que adquirem/adquiriram na universidade. Porque é aí que uma pessoa cresce com rapidez. Onde existe diversidade de personalidades, mas onde a estatística pode ser utilizada com grande sucesso.
Existem várias maneiras de crescer. Existe a maneira de crescer conscientemente, e outra socialmente. Porque quem "acha" que tem tudo, não tem a maturidade cerebral para compreender que nem tudo é comprado com palavras, dinheiro, ou um forte abraço, com amizades e interacção com uma várias pessoas. Existem coisas que nem as palavras valorizam ou transformam. Saber ser-se e agir, saber "re-escrever" a nossa história e ajudar a dos outros, é muito mais importante do que ser-se capaz de poder ter tudo sem esforço algum.
Quanto mais sei, mais racional me torno, mais curioso o mundo se torna. Mais compreendo que as relações têm muito para ensinar, principalmente as que acabam. Que um amigo ou um bom livro nos ajudam a compreender, a saber sentir e reconhecer a nossa dor, a admitir os nossos erros e fracassos, mas também a valorizar o que fomos e somos.
Porque olhar não é a mesma coisa que ver. E mesmo que tudo fique mais claro, como água de cristal, quando uma relação acaba, não pensar na mesma, é o erro mais grave. Não falar nem desabafar sobre os sucessos e sobre os erros, sobre as angustias e as atitudes parvas, não fazem crescer ninguém. Não se consciencializa-se. Não se abre os olhos para o que podia-mos ou não devias ter feito. E a pessoa continua inalterável durante anos. Isso não é saber aceitar, não é querer esquecer, é não saber ser-se.

Tenho vergonha... da pessoa que vejo no espelho, da pessoa que sei que fui em tempos, daquilo que fiz e disse. Tenho vergonha do Eu que parece estar sempre um passo à frente da minha consciência, da minha maturidade pessoal. Tenho vergonha, sinto-me pequenino e fascinado. Tenho orgulho das escolhas que fiz, por muito más que tenham sido, pois não estaria aqui.
Seria incapaz de ver o mundo com este olhar peculiar. 
Seria incapaz de o sentir e aprender.

Aprender a crescer, é a parte mais difícil das nossas vidas. Saber crescer é tão importante como educar um filho. E nem todos crescem. Julgam que crescem... mas apenas aprendem outra maneira de manipular a sua mente. Aprendem uma maneira diferente de serem sem nunca assimilarem, sem nunca consciencializar e amadurecer a sua história cerebral. São uma cópia rasca das falsas emoções e das modas.

Se eu souber dar valor a mim mesmo, se eu aprender a crescer e souber crescer, serei capaz de dar aos meus filhos uma educação que eu próprio invejo. E não tenho medo de o dizer apesar de a nunca ter dado. É preciso ter-se paixão pelos nossos sonhos, pela nossa namorada, mulher, esposa, amiga. Por aqueles que nos irão acompanhar até à nossa ultima caminhada.

Amar e viver com a pessoa que vejo ao espelho, por muitas criticas pejorativas que ouça sobre mim, é o passo mais importante para criar uma relação estável e confiante com a minha cara metade.
Saber-mos amarmos-nos sem culpar os outros, permite criar relações vivas, verdadeiras, rodeadas de amor e carinho, ao invés dos cancros, das zangas, das culpas que o outro parece ter sobre a nossa pessoa, ou nós sobre a outra.
Saber colocarmos-nos na posição da outra pessoa, de a tentar compreender, de a aceitar, e trocar estes pequenos cancros que atiramos à cara, por elogios, surpresas, carinhos, palavras de reconforto, um desabafo ou até mesmo um choro... abrem a mente, criam experiências e novas emoções à volta de nós mesmos, que ligam, que fazem interagir, que nos fazem abrir e explorar o outro.


É preciso saber amar a pessoa que vemos ao espelho, antes de amar quem quer que seja.
E eu acrescento: É preciso saber e aprender a crescer, antes de se juntar a quem quer que seja.

Tive uma namorada que dizia que se achava feia, gorda e que às portas da velhice a ia trocar por raparigas mais novas; e apoiava-se no facto de eu ver pornografia e de gostar de ver a roupa de outras raparigas como a causa para esses pensamentos e sentimentos.
Uma pessoa que não confia em si própria a este nível, tem dificuldade em saber e aprender a crescer. Tem dificuldade em amar e transmitir carinho. Não tem maturidade nem consciência das partidas que a sua mente traumatizada e ciumenta lhe pode causar. As emoções são um palco louco que podem causar e criar problemas tanto à própria pessoa como as que a rodeiam. Tudo é razão para ciumes, para uma zanga. Quando o mais importante é confiar na pessoa que tem ao lado, dentro dos limites racionais que uma relação deve ter.


Quando me perguntavas de 1 a 10 quanto é que gostei, das várias vezes que perguntas-te, daquilo que me fazias, devia-te ter respondido que adorava cada uma delas da mesma maneira. Que dava valor a tudo o que me davas; e estar a atribuir um valor a algo "feito com amor", seria perder o carinho, o respeito e a ternura que sentia por ti, por tudo o que me fazias, e fazias sentir.
Era o que eu devia ter respondido, mas na altura eu era tão tonto como tu.
Querer mecanizar algo que não é mecanizavel, mas louco e incompreensível, é como tirar o prazer de um saborosa tarte de maçã.
É preciso haver comunicação, mas é preciso ter atenção ao tipo de perguntas que fazem um ao outro. Atribuir um valor ou reprimir/rebaixar por algo mesquinho, é infantil e nada saudável. Às vezes faz-nos bem, alivia a frustração e o stress, mas pode criar atritos numa relação que pode já não ser bonita.


Tenho vergonha... porque me sinto pequeno à minha própria imagem.

Adoro o meu sorriso.

domingo, 6 de maio de 2012

Estou cansado...

[Eu]


Estou cansado de pensar na outra. Cansado de andar triste, de ficar irritado, de perder a vontade e o apetite. Estou cansado dela. Cansado da imaturidade dos que me rodeiam. Cansado das segundas intenções, das conversas fáceis e de ocasião que tanto ouço à minha volta. Sem nada de novo para dar/acrescentar ao mundo.
Estou cansado e exausto... Estou cansado de mim próprio. Cansado de me esforçar, de correr pelas coisas e parecer estar no mesmo sitio.
Cansado de pensar no que mais desejo, e saber que o dinheiro é o único obstáculo. Farto de desejar e comer os meus sonhos no mesmo momento.
Estou farto... cansado e exausto. Parece que entrei no pingo doce e sai de lá quase sem nada nas mãos.

Acho-me incrível, e no entanto não dou o valor suficiente a mim próprio. Não sou capaz, parece que tal capacidade não existe. Mas... é preciso estar atento, para ver que realmente tenho coisas fantásticas. Mais tarde pondero se serão realmente assim tão interessantes. De que me serve "conhecer" muita coisa, ser "diferente", ser introspectivo, querer aprender o que ninguém deseja ser tão cedo, gostar de conhecer o que nunca interessa a ninguém? Quando o meu futuro é regido pelas notas, e dentro da escola não sou ninguém a não ser mais um.

Tenho capacidades, mas de que me servem quando o tempo é tão pouco e o esforço que faço é tão grande e tão pequenino naquele mundo que parece crescer cada vez que lá entro. Matéria nova para compreender, onde um compreender não chega, é preciso fazer. Onde um fazer não chega, é preciso colar na mente e fazer daquela informação parte integrante do nosso cérebro, como o respirar e o caminhar.
É difícil, 4 linguagens de programação em tão pouco tempo. Não há nada que possa ler, não há nada que possa resumir, nem estudar, nem queimar pestanas. O que preciso é de bater com a cabeça na parede e no teclado, engendrar uma estratégia e construir em meses o que a NASA levou anos a conseguir. Não é que seja difícil, mas estou farto de tentar encaixar tantas pequenhises diferentes com o mesmo significado.

Estou exausto de cair, exausto de não conseguir chegar mais alto, mas levanto-me e estico-me por etapas que muitos só irão compreender já na velhice da sua pobre alma. Uma consciência que não descansa e é disso que me farto, não ter tempo livre para mim, dentro de mim, para o meu próprio ser minúsculo e insignificante. Gostava de ter uma aragem, mas eu próprio não paro quieto. Vejo a luz lá fora, mas o meu escriba está demasiado ocupado e reter o que aprendo, o que vivo, o que sinto, o que deslumbro, o que me faz chorar, o que me faz crescer, o que me faz levantar... uma e outra vez.

Exausto com fichas e exercícios, com o tempo inconstante da chuva, que sinceramente... até me agrada. Cansado de não pensarem, de não serem conscientes, de não compreenderem, de não verem. Só olham, só falam. Não comunicam nem vêem. Não acrescentam nada de novo a não ser o dióxido de carbono, que também faz falta às nossas plantinhas não é? Que acham que estão a fazer algo de extraordinário e não contribuem com nada. É-me dificil criar algo, mas... aos poucos, aos passos de caracol ou até mesmo a gatinhar, sei que um dia serei capaz de me erguer sobre os dois pés, aguentar-me firme nas pernas e gritar do fundo dos meus pulmões aquilo que sou, aquilo que tenho para dar.
De conversar e debater com os meus filhos o que eu tive oportunidade de ter e aprender durante tantos anos.

Posso não ser o melhor aluno da escola, posso não ser o melhor trabalhador, e até posso ainda nem ser pai, mas orgulho-me daquilo que ainda não dei, daquilo que sei ser capaz de mostrar e amar. Adoro-me por ter tido o que poucos tiveram, e em ser o que muitos nunca serão, se é que alguma vez alguém o foi ou o será.
Feliz de novo, quer pelo bom ou pelo muito mau. Sou feliz por ser assim, com ou sem amigos, com ou sem festas, com ou sem sorrisos.
Sou feliz à muito tempo. Mas estou cansado que me façam de infeliz, que me preguem à cruz que não é a minha. Farto que me deixem triste e zangado, que me façam sentir saudades e desejos. Não sou muito mais do que era quando andava na primária. Com ou sem ti do meu lado, meu Eu, reescreverei a história da minha vida, pelas minhas próprias mãos.

Estou cansado... mas continuo aqui! De pé. E sei que um dia, um breve dia, te irei aplaudir.
Obrigado por te sentares do meu lado, ao meu lado, junto de mim, todos os dias da minha vida.

Obrigado Paulo. És um mistério em pessoa! Mas muito casmurro... irra!
Estou cansado... Mas continuo aqui! ;)

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A física do corpo...



Traçar a perna não é um acto "involuntário", é sim uma mensagem enviada pelo cérebro para os músculos das pernas, pré-programada pela emoção e do seu próprio Eu cerebral.

Qual é a razão de traçar-mos a pernas? Para mantermos o fluxo sanguíneo da cintura para cima. O que permite levar e manter mais sangue e oxigénio no cérebro.
Porém, quando estamos em pé a conversar, não cruzamos as pernas. Mas quando nos sentamos, por exemplo numas escadas, os nossos joelhos tendem em estar ao nível da cintura ou superior a esta. Manter os nossos membros juntos é também uma forma de poupar energia, de impedir a perda de calor.

Sim, eu sei, nem sempre se traça a perna para manter o cérebro a funcionar melhor. De uma perspectiva da linguagem corporal, traçar a perna, para o homem, é sinal de "auto"-confiança, de protecção, de "auto"-inteligência. É uma maneira de enfeitiçar o próprio cérebro com pensamentos que não fazem parte dele, mas que quer exteriorizar naquele momento.

Nas mulheres, o traçar a perna, para a esquerda ou para a direita, conforme a pessoa que está ao lado, ou o que está a fazer. Se tiver com o namorado, a sua perna vai cruzar para a direita ou para esquerda, conforme esteja ele à sua direita ou à sua esquerda.
Cruzar a perna para o lado contrário do rapaz, é sinal de protecção, de se tentar proteger e/ou de se afastar, de auto-controlo, é a forma que o cérebro tem de controlar a ansiedade ou o medo. Se a perna cruzar para o lado do rapaz, significa que à confiança, que à amizade, que à desejo de se chegar ou de falar. Podem nem se conhecer, mas é uma demonstração, é um gesto que significa que a mulher está confortável com a pessoa que está ao lado dela.
Não diria que é um gesto que revela muito das emoções interiores de uma mulher, mas ajuda a compreender em que pensam.

Tal como acontece com a posição dos pés. Num casal de namorados, os pés apontam ou viram-se "sempre" para o seu namorado(a). O mesmo se pode constatar no caminhar síncrono do casal ou entre amigos(as).
Este tipo de "ligações" físicas, podem ser explicadas com os neurónios espelhos, com a confiança que se tem no outro individuo. É o instinto animal a mostrar aos outros, de que aquela pessoa é nossa amiga, de que está connosco, de que partilhamos a mesma ideia, ou de que é o nosso par, parceiro(a) sexual.

Cruzar as pernas, "cruzar as pernas à chinês", também é uma posição que exterioriza, de uma forma imediata, confiança e "determinação", de atenção e concentração.

Cruzar a perna para um lado ou para o outro, pode simplesmente exteriorizar de que não está a pensar em nada de importante, de que apenas traçou por traçar, por vontade, por impulso, por hábito. Depende muito da perspectiva, das emoções, das preocupações.
Basta-se estar atento aos grandes e aos pequenos sinais, para compreender o que a outra pessoa está a tentar exteriorizar.

Amor, raiva, ódio, desejo, ansiedade...

sábado, 5 de maio de 2012

Pensamento Analítico...

O pensamento analítico, segundo um estudo realizado numa universidade do Canada, suprime a crença em deuses e coisas espirituais.
Pensamento Intuitivo leva a uma crença "fácil" de deuses ou espiritualismo. Não é uma acção exclusiva do foro psicológico, mas mais de instinto animal, do medo. Não é uma introspecção, nem uma conversa com o Eu interior.
Um pensamento Intuitivo é um pensamento fácil, sem esforço, apenas com uma resposta: "-- Porque sempre foi assim.". É um pensamento que não se dedica ao pensar, ao processar, ao compreender, apenas age. "-- É assim e acabou, porque eu não consigo explicar. Por isso deve ser deus.".

Porém, a Arte e a Ciência mostram que uma mente saudável, que questiona e não aceita uma resposta simples, terá capacidade para compreender e aprender outras temáticas.

Pensar/Analisar faz bem, "não pensar" é que faz mal.

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Analytic thinking can decrease religious belief: UBC study
Is rationality the enemy of religion?

terça-feira, 1 de maio de 2012

Quando todos se deitam...


Aquele momento na tua vida, em que todos na tua casa se deitam ao lado do seu amor, e tu, és o único que se vai deitar sozinho por não teres namorada. Sem amigos com quem conversar, antes de os teus olhos se sentirem pesados. Em que és o único a quem a vida parece gritar-te sempre que NÃO! ao amor.
A única coisa a que te podes agarrar, será à almofada ou aos teus pensamentos. À tua personalidade, às tuas conquistas, aos teus sonhos, ou à música que toca baixinho no computador. Mas nem estas coisas te ajudam.

Estás sozinho. É este o teu momento de descoberta, de compreensão do mundo social. ÉS! E és o que outros nunca o serão. O que nunca irão sentir. Tu viste o que ninguém viu. Tu sentes o que muitos irão desesperar. És forte e incrivelmente inteligente. Tu viste o fim do teu mundo, do amor, mas não cais-te.
E é assim que se distingue e descobre as pessoas com força emocional no meio de um mundo governado pelas modas, pelos que seguem a corrente. Mas nós, seremos aqueles que seguem contra a corrente e que permitem ao mundo correr.
A história está cheia desses casos. De indivíduos que pensavam fora do quadrado e não com o resto da estatística social. De pessoas que não viam as coisas da maneira como todos as olhavam.

-- Porque é que é assim?
-- Porque sempre foi assim.
Mas eu acho que posso tentar explicar... aprender e crescer.

Não sou, deixei de ser. Se não me tornar em nada na "vida"...
Do que terei de sentir medo? Do que terei de sentir tristeza, ou ódio, ou solidão... Sou eu. Único, e o que nunca ninguém foi. Sou eu. Que cresce, que aprende, que cai e que erra.

Não sou eu que perco, sou eu que ganho e são vocês que perdem.
Sou a íris do meu próprio ser.

A Natureza das cores...


Antes de poder sequer falar nas "cores", tenho de falar nos olhos.
O olho, "... é o órgão da visão dos animais, que permite detectar a luz e transformar essa percepção em impulsos eléctricos.". É um dos órgãos mais complexo que existe em "todos" os animais.
Ainda que seja muito útil para ver a natureza que nos rodeia, existem alguns animais que dispensam de olhos. Como é o caso da Toupeira-nariz-de-estrela (Condylura cristata).

Em Coimbra, em 2010 ou 2011, pude ver uma exibição sobre algumas espécies embalsamadas já extintas, experiências e utensílios usados no estudo de plantas, químicos, etc. Numa ultima sala, pude ver a evolução do olho, desde a sua origem até aos dias de hoje. Acho que não se podia fotografar, e também já andei à procura na internet de uma imagem fácil de interpretar como a que lá vi, mas não encontrei.

Os olhos, como referi acima, ajudam-nos a ver o mundo à nossa volta, porém existe uma parte importante. A cor!
Se todos vermos as coisas em tons cinzentos, não conseguimos distinguir frutos verdes dos maduros, ou os predadores escondidos no meio dos arbustos. Tudo seria estranhamente difícil de interpretar.

Para que serve então a cor?

Instinto animal
Distinguir objectos, animais no meio ambiente (predadores), camuflagem, aviso de perigo.

Marketing
Chamar a atenção através de cores fortes. Sinais de transito, semáforos, roupas, padrões. À uns anos li um estudo de que os seres humanos estavam a perder a capacidade de distinguir  as cores. A causa principal era o marketing por trás de todos os produtos, que usam cores fáceis de interpretar pelo cérebro. O que não estimula.

Alimentação
Distinguir frutos maduros dos verdes.  Distinguir arbustos venenosos dos não venenosos, da mesma maneira com os animais. Existem animais que usam camuflagem ou as mesmas cores que animais venenosos para não serem comidos.

Emoções
As cores causam várias emoções. Daí se usar Verde, Amarelo e Vermelho nos semáforos. Ou o rosa nas paredes das prisões para acalmar os reclusos.

Saúde
Conseguimos distinguir pessoas com falta de ar, pessoas com má alimentação através da cor pálida da pele.

Acasalamento
Existem aves que enfeitam o ninho com tons azuis. Saiu um estudo à uns meses (2011), de que as mulheres sentem-se mais atraídas por um homem de vermelho. A cor dos olhos, dos cabelos, dos lábios, das bochechas também são um papel importante neste acto.


Serve para algo mais, e até com bastante importância no mundo de hoje, quer para a área da alimentação e para o tratamento de águas. Permite medir o PH.

Para além de nos ter permitido (as cores), nos primórdios dos tempos, distinguir predadores e presas escondidos nos arbustos, também permitiu distinguir as cobras venenosas através do seu padrão de cores. Frutos venenosos, animais venenosos. A nossa própria capacidade de interpretar a natureza mudou a nossa mente. Mudou a nossa maneira de a compreender, de a ver, de a sentir. A quantidade de informação que atravessa os nossos olhos é incrível. É tanta, que nem o computador mais avançado de hoje teria capacidade em descascar, em compreender, em detalhar. Usamos software com reconhecimento de pessoas, objectos, de caras, scans de retina, mas em nada se compara à quantidade que o nosso olho + cérebro conseguem captar numa única imagem.

Pode-se dizer que foi foi um dos grandes impulsionadores (a visão das cores). Podemos não ter a melhor visão, mas como se sabe: Espécies diferentes, visões diferentes, capacidades cognitivas diferentes. Pois o facto de conseguirmos distinguir mais de 10 milhões de cores, permite-nos ver mais, conhecer mais do que existe à nossa volta. Se temos mais informações, é uma questão de tempo até a sabermos usar. É essa uma das razões de sermos um dos animais mais inteligentes e que evoluiu com mais capacidades do que muitas outras criaturas. Contudo, existem animais com uma visão muito mais dedicada à caça, do que a nossa.

Por isso, estimular a visão da criança, é tão importante como estimular a audição, o olfacto e o tacto. Como é referido no livro "A Inteligência Aprende-se". Onde uma criança com um espaço dedicado ás suas brincadeiras, onde as paredes têm várias cores e texturas, objectos que pode chuchar, morder e receber deles uma estimulação cerebral, evolui mais rapidamente que uma criança sem estes estímulos.

O importante aqui é perceber que através das cores o nosso cérebro mudou e cresceu com as descobertas ao longo de milhões de anos. Quando se começaram a pintar as grutas nas pré-história, até ao Egipto e aos dias de hoje, a nossa capacidade intelectual cresceu exponencialmente.
Mas ainda existe algo fascinante, a "Bioluminescência". A Bioluminescência existe em grande numero nas profundezas do oceano, onde a luz do sol não consegue chegar. E o que esses peixes das profundezas utilizam para afastar outros peixes ou acasalar é um conjunto de cores. E o mais incrível é que conseguem captar a mais ínfima dose de luz. É a evolução no seu melhor, e mais uma prova de que deus não fez nem criou nada.
Algo que ainda não consegui perceber muito bem, é a razão para o rapaz ser associado ao Azul, Verde ou Vermelho, e a rapariga ser associada ao Rosa. Sei que o rosa é uma cor calma, gentil, frágil, mas de onde vem esta "ligação" emocional com as cores? Serão os outros animais também propensos a este tipo de cores?

Mencionei noutro texto a nossa capacidade de olhar para uma paisagem e ficarmos deslumbrados pelas suas cores. O que é o "mal"?
"[...] Ouve um momento na nossa evolução em que uma "paisagem" deixou de ser vista como uma possível casa mas como um "fascínio". Mas é preciso ter cuidado com a maneira como "vemos" a palavra "paisagem" ou "espectacular". E eu irei mais fundo neste assunto. [...]"

Sem cores, não haveria arte. Sem arte não haveria progressos nem descobertas. Sem a sua vibração espalhada pelos nossos neurónios, não haveriam presas nem predadores. Tudo era monótono, e possivelmente, apenas as plantas sobreviveriam. Contudo, a natureza desprova as minhas palavras, mostrando que existem animais sem capacidade de ver o mundo, mas que continuam a viver nele.

A maior conquista do universo, é a sua capacidade para originar organismos capazes de deslumbrar as suas maravilhas.

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Teoria das Cores
Cor dos Olhos
Olho da Evolução
III - EVOLUÇÃO DOS SERES VIVOS. O OLHO E AS RECENTES DESCOBERTAS SOBRE OS ÓRGÃOS VISUAIS DOS MOLUSCOS