segunda-feira, 20 de junho de 2011
Mentes que não evoluem...
Quando penso, quando falo, quando me sinto impressionado, quando vejo o "Mr. Nobody", ou quando vi o "Tree of Life"... a consciência, que era antes de ver o filme, sobe para um patamar ainda mais acima e incansável para a minha compreensão, estúpida e criança que era, antes de os ver.
Depois, vejo os comentários feitos a esses filmes, com 99% das pessoas a dizerem mal, que não prestou, que foi muito confuso, que esperavam mais, que era muito simples, ou outra treta qualquer, fico a pensar... será que sou parvo ao ponto de colocar esses dois filmes no topo de todos os filmes que já vi?
Acho que não. Porque não sinto como eles, não vejo como eles, e muito menos, mastigo como eles. Para mim, a história é importante, tão importante, como os sentimentos que são transmitidos. Um desses casos, um dos filmes que para muitos pode não ser grande coisa, nem apreciável, é o "Downloading Nancy", que tem muito dessas emoções através de cenas sem falas. É mais pelas acções, nesse filme, que se sente a história, a dor, o choro.
"The Box", também é um dos filmes, que não tem grandes efeitos especiais, mas que tem uma grande ideia e história. Grande parte das vezes, ou 90% do tempo ou das pessoas, não sabem "apreciar" um filme pelo que vêm e sentem, mas mais pelo facto de se existem explosões, ou imagens espectaculares e música fantabolástica. Digo-vos já, que o "Tree of Life", não deve ter mais do que 3 ou 4 músicas "interessantes", pois o filme é muitos mais visual e sonoro, e quando falo em sonoro, falo nos pequenos sons, simples, do cantar dos passarinhos, do ladrar dos cães, ou o som do vento. Outro filme muito sonoro e visual, é o "Vale de Abraão", português, que achei, uma experiência de sons e nostalgia, espectaculares.
O "Tree of Life", é muito mais profundo do que pensei, muito mágico, muito simples e natural. Não é para ser admirado pelas falas, nem pelas paisagens, mas sim pelo valor de cada gesto, de cada olhar, som, brincadeira, gota de água, caras e imagens que, a mim, me fizeram deslumbrar.
"Mr. Nobody", abriu-me as portas, que já antes estavam semi-abertas, portas para a compreensão do sentimento, do valor do amor, e da expressão ao som mais "comuns".
É algo verdadeiro.
As mentes das pessoas não evoluem... nem nunca evoluíram. Estagnaram naquela época entre... a "Idade da Pedra" e a "Revolução Industrial". Ficou-se por ali...
E de cada vez, que alguém cria uma coisa, verdadeira, que todos nós devíamos sentir, dizem que é uma merda. Tudo o que exija esforço de pensamento, para 90% das pessoas, o filme já não vale a pena. O mesmo acontece com os MP3s, Ipads, telemóveis... se for muito confuso e difícil de mexer, não uso!
As pessoas deviam evoluir, deviam crescer! Sair da toca e enfrentar a tempestade!
Os portugueses deviam sair da sua "casa", e olhar para cima, para o universo da vida. E serem alguém mais, do que bêbados, gordos, preconceitos, e velhos!
Porque eu pensava que a nova geração de pais, iriam conseguir tomar uma posição, e fazer de vez o 25 de Abril, mas só conseguiram fazer uma coisa... perpetuar o nome da sua geração: "Geração à Rasca", do: "Também quero porque tenho direito!".
A vida faz-se pelas experiências...
A vida faz-se quando se cai, e se aprende a cair...
A vida compreende-se, quando a sentimos, quando olhamos para o passado que fomos, para as experiências que fizemos.
A vida não é!! 2 diplomas, não é um Muito Bom num teste de Português, a VIDA É!
O correr no rio, andar de bicicleta, entre os pinhais e as hortas, é roubar fruta, cair e esfolar um joelho, ter medo e fugir, ter medo e chorar...
Sim, precisamos dos estudos, precisamos de dinheiro para comer, de ter algum papel que nos diga, que vamos ter uma vida boa, e feliz e confortável... mas o que é isso?
Que experiências são essas? O que será de ti? Quando chegares à conclusão, de que tudo o que te faz ficar nostálgico, são aquele cheiro às almofadas antigas, o perfume da tua avó, os brinquedos... O toque da chuva na tua cara, o frio que faz gritar o teu corpo... O que será de ti? Quem és TU?! Que experiências foste? Tiveste?
Será tarde de mais, quando te aperceberes do mundo que te rodeia.
Será triste e quase depressivo o suficiente, para te fazer "chorar", os anos perdidos na bebedeira, a ver filmes rascos, em sms sem jeito, em modas que segues.
Não és nada, as tuas memórias não têm valor, nem nunca darás valor, à coisa mais simples, que é o gesto de uma criança olhar para uma pedra ou insecto com total intrigação (intrigado), admiração ou experiência.
Darias mais depressa, 50€ por um par de óculos de moda, do que por um Cubo de Rubik, do por um DVD do filme: "K-Pax"... Darias mais depressa, 10€ para carregar o teu telemóvel, do por um Dicionário, ou um Livro "A Inteligência Aprende-se".
Darias MAIS DEPRESSA!! 20€ por um Livro de vampiros, do que 20€ por um bilhete de autocarro, para uma caminhada de 18km na serra da estrela.
São as Experiências que me moldam! São as coisas mais simples que me fazem pensar, sonhar, e aprender. São as nossas acções que nos ajudam a crescer. Bem, isso é óbvio. Quer dizer... as acções que tomamos, apenas nos formam como indivíduos, se nos ajudam a crescer?... às vezes nem por isso. E o que é "crescer"? Não será de certo um crescer físico, mas um crescer percepturial [perceptual?] (perceptivo).
Este crescer, como eu sinto, é para mim... a visão, a paisagem do universo que vemos em: "Contact". É olhar e sentir o mundo, sentir o som, sentir as lágrimas no rosto, por chorar-mos uma paisagem tão profundamente bela, e de tirar a respiração...
Sentir o fervilhar no nosso coração, o amor, a admiração, por... aquela rebentação do mar, pelo barulho das pedras ao tocar na água, o som do vento nos cabelos, os beijos dela, a caricia... deslumbrar... a brincadeira dos gatitos, entre os saltitos e a partida à descoberta do mundo que se parece criar a cada paço e etapa.
Uma visão do "nada" que vos rodeia. Uma visão do Universo, que teimam em ver pelo ecrã. Um mundo que fascino, por estes meus olhos, que leio e aprendo a sentir, ao invés de beber umas cervejas ou mandar sms, ou falar no facebook...
Sei, sinto-me feliz! Sinto-me mais do que... e tão pequeno como uma gota de cristal.
Chorar, por uma melodia... http://www.youtube.com/watch?v=xacflWZig8c
Que eu sofra, para te ver feliz... amor... esposa.
Amo-te, como nunca amei ou amarei. Como nunca sonhei... e como nunca senti! Pois é profundo o que os teus carinhos e caricias fazem ao meu corpo. Abalas-me o mundo... e segura-lo com a tua delicadeza.
Deixaram de ser choros, e passaram a ser sorrisos, como nunca fiz antes, como nunca sentia antes...
És mais do que fui, ou serei, e espero puder, ensinar-te o que sei, e aprender o que sabes.
E deixar no mundo, seres que perpetuem quem fomos, sendo eles e nós.
Amor só nosso... amor.
São mentes que não evoluem... por não respirarem as emoções, e esquecerem o mundo onde nasceram. Tão mágico... tão cru e simples. Esta... é a nossa Terra.
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Até que ponto...
[A Glacial Hole by =jedi22]
Até que ponto, um buraco no nosso terreno, até que profundidade, vai o nosso quintal?
Ou até que profundidade, continua a ser o nosso quintal?
E vocês dirão, com a vossa... sabedoria mediana:
-- Até... muito fundo!
Ou, para os mais avançados...
-- Até ao centro da terra!
Sim, concordo convosco, mas, e a partir do momento que encontrarem tubagens de esgoto, de energia, de gás, tubos de transporte de água, redes metropolitanas, cabos telefónicos ou de Internet?
O vosso terreno deixa de vos pertencer para pertencer à câmara?, e se escavarmos só 10cm acima desses tubos? Já não há problemas?
Bem, de uma coisa, "quase" tenho a certeza... Se encontramos petróleo, o terreno deixa de ser nosso, instantaneamente, e é-nos dado uma casa nova, ou dinheiro.
Mas porque é que pensei nisto? Vi/li no site: www.baixaki.com.br, uma noticia de uma senhora que tinha desenterrado um cabo de fibra óptica, e deixado 2 países sem internet durante várias horas. Noticia.
E hoje, de repente, tive a ideia original de me perguntar a mim mesmo, até que profundidade é ainda considerado ser o "nosso" quintal.
Bem, pelo que eu sei, é impossível atingir o núcleo da terra, logo, é ate esse ponto "impossivel" que o nosso quintal vai. Ou todo o nosso terreno.
Mas eis que se deparam com uns tubos no vosso profundo buraco... E querem continuar a escavar, pois o terreno é vosso por direito, e pertence à vossa família, à mais tempo que existe a câmara na vossa freguesia. Dirigem-se à câmara, e "ordenam" que mandem de lá tirar os tubos, pois pretendem continuar a cavar. Dizem-vos que não, e vocês respondem:
-- Então corto os canos!
Bem... uma pessoa para chegar a atingir ou descobrir canos de água ou eletricidade, é quase "impossível" porque jamais alguém vai escavar tão fundo, e para mais um buraco tão largo. Precisaria de máquinas, de um sistema para fazer "desaparecer" a terra para libertar espaço para madeiras e vigas de aço para suster a "mina".
Mas caso fosse possível, temos o direito de o poder fazer! De escavar até onde nos der mais jeito, nem que seja para fazer um abrigo nuclear, ou um espaço isolado para as nossas coisas.
Em vez de fazermos pisos para cima, fazemos para baixo, e protegemos-nos de ladrões, de terramotos, e tornados, etc etc. Se bem que uma casa de madeira, também aguenta muito bem qualquer tipo de terramotos, e se cair não magoa tanto pois é mais leve que o aço e o cimento.
Mas aqui fica a minha pergunta:
Até que profundidade, ainda é considerado ser-se o nosso terreno?
10m? Para a cave?
20m? Para um poço?
Ou de 0m a 11km (profundidade recorde)?
Não podemos é escavar daqui até à "China"! xD
Eu, acho que nos pertence até onde conseguirmos escavar...
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
Avernus na escuridão...
Quando te vejo, à noite...
Aqui, num abraço frio,
A tua cara que contempla a morte,
Faz-me tremer a alma, e chorar o mundo...
E das tuas mãos brotam flores!
Que pintarão o mundo com as cores do teu amor.
Soltas um grito que canta a mais bela sinfonia,
enquanto o vento leva os teus cabelos e os teus sonhos.
É esta a magia do teu ser...
Quanto te abraço com encanto,
Num leito funebre.
Uma noite da minha vida,
entre um sorriso fraco e cartas de amor.
A minha vida reconforta-se,
E voamos mais alto.
Partir com o medo no peito, e um beijo nos lábios...
Uma palavra de amor... e ninguém já mais saberá o que é ter vivido ao teu lado...
Canta para mim...
terça-feira, 26 de abril de 2011
Parecia uma gaja...
Bem, hoje com a namorada, parou um carro com dois gandulos lá dentro, armados ao caralho, mas isso não interessa, porque é a geração de hoje em dia e não se pode fazer nada, e pararam de repente.
Riram-se, olharam, e arrancaram, e um deles comentou: "-- Parecia um gajo."
Bem, para mim isto só significa que me estavam a chamar "gaja", ou "rapariga".
Coisa que já não tenho paciência, e mostrei-lhes um dedo. Travaram, voltaram a traz, e todos ofendidos (eram só dois), começaram a falar, a falar a falar, e pronto, não bateram em ninguém.
Admito que não o devia ter feito, e assumo "responsabilidade" pelo meu acto, mas escusavam de gozar comigo, ou de me chamar nomes.
Fiquei a pensar naquilo, porque nunca fiz nada do género, nem nunca pararam o carro e fizeram marcha atraz.
Nem sei porque é que o gajo disse: "-- Para a próxima capote para o outro lado!", mas pronto, ele é que sabe, eu não estive bem, mas eles também não tinham de parar e fazer o que fizeram.
Quando vou na rua, não paro e fico a olhar fixamente para a pessoa que me parece conhecida.
Eles lá sabem o que é "educação", se a tivessem, ou fossem inteligentes, teriam abrandado, e na dúvida das dúvidas, teriam andado devagarinho para verem quem seria. Mas não, a toda a velocidade, travam a fundo, riem-se e ainda gozam, e depois acham que têm toda a razão do mundo. Mas pronto... eu não tive bem, e eles também não, mas é só a minha opinião no acontecimento.
À vinda para a Mealhada, sai do comboio e estavam umas pessoas à esperam, mais propriamente, uns manfios suspeitos. Sai, dei uma passo e passei por eles, logo a seguir:
"-- Parecia-me uma gaja!" e eu nem estava a mais de 2 metros quando o gajo disse aquilo.
Será que.... o problema é mesmo meu?
Eu acho que não! :S Quer dizer...
As gajas não têm pelos nas pernas, nem a barba por fazer.
Será que os gajos estão a perder a noção do que é uma rapariga? o.O
Sou assim tão parecido com uma SÓ porque tenho o cabelo comprido? :|
Já o referi aqui:
As coisas como elas são...
Mecanizados...
Eu sei que até posso "parecer", PARECER, e não ser, parecido com uma rapariga, pelo cabelo comprido, mas não é razão para as pessoas olharem bem para as pessoas, antes de comentarem o que quer que seja.
Hoje em dia, pelos vistos, é falar mal e pronto, nem saber se é verdade ou não. É "Fodase!" e acabou.
Falam muito, mas sem razão, sem argumentos ou sequer sem perceber o problema ou situação. Só elas, as pessoas, é que têm razão, mesmo só porque SIM, e quem vier por trás que feche a porta e pague o almoço!
Porque será que cada vez os "jovens" parecem ser mais... desbocados? O meu irmão é-o, acho, pelo meu ponto de vista, e quando quer falar de alguma coisa que acabou de ver numa pessoa, quando essa coisa é "má", fala longe dessa pessoa, e quando é "boa", fala ao pé dela, para que ouça e saiba as coisas boas que achamos boas nela. As coisas más, devem ficar só para quem as acha! Ou para o grupo de amigos, e não para toda agente no mundo ouvir, como foi o caso de mais do que mais de uma situação que me aconteceu, SÓ, comigo.
Vemos então o quê? A necessidade "mórbida" de gozar com todos os que achamos fracos, com todos os que são mais burros, mais pobres, menos capacitados? Temos necessidade?
Bem, hoje em dia, com o estado do país, iram notar, quando saírem, que cada vez se nota a faixa que divide os "Pobres" dos "Ricos". E parece que os "Ricos" têm a necessidade de se fazerem notar, de se sobressaírem, e de se glorificarem, só por o serem.
Serem filhos de pais "Ricos", ou com muitas posses, nem sempre significa boa educação.
E tenho vários exemplos disso. E posso até comprovar, que familias ricas de "pais" ausentes, podem e contribuem para o "analfabetismo" da educação da criança. Porque os pais dedicar-se-ão, mais ao trabalho do que propriamente aos seus filhos e às suas... vitórias.
A questão será mais... "Será que as pessoas sabem ser cívicas?", "Será que sabem viver em sociedade?"
Que sabem ser e estar? Bem, aparentemente, sim.
Porque quem fumo, é visto muito mais rapidamente como "uma pessoa responsável", dependendo do que vestem, que enquanto uma pessoa que não fume nem beba, é marcada como "anti-social", "calmo, pacto, "ignorante", burro", porque os que fumam nem precisam de ser inteligentes para serem.. "respeitados" ou até mesmo "desconfiados", porque já são ... qualquer coisa na sociedade, estão inseridos, logo devem ser boas pessoas. Face que os que não fumam nem bebem, têm, ou são naturalmente mais inteligentes, porque precisam de mostrar que são algo.
Então o problema estará na sociedade, que forma este tipo de indivíduos.
Está nos pais, que educam estes filhos.
SIM! Porque não é por terem ou serem maiores de idade (18 anos), ou porque têm mais de 25, ou mais de 32, ou 45 anos, que a educação dos seus pais, deixa de ser necessária. Não é por terem filhos que deixam de ser educados.
Não o são, porque já não vivem com os pais, porque talvez não é necessário, e as coisas têm de partir deles mesmos e não dos pais.
Mas parece-me, que ainda falta educação a muita gente. Eu sei que não agi bem, mas vendo da minha perspectiva, também eu tenho ou tive o direito de ficar chateado e ofendido com a "brincadeira" que fizeram.
Mas como não fumo, nem bebo, e pareço-me com um gajo que não anda à porra ou não tem força, decidiram meter-se comigo, só porque podiam, e não porque realmente se sentiram ofendidos. Foi uma questão de "Forças" e não Cívica, que aconteceu ali. Foi mais pelo facto de serem "machos dominantes", do que por terem sido pessoas cívicas e correctas, que agiram "bem" perante uma má situação.
Em portugal, a Liberdade de Expressão nunca existiu. E hoje em dia, a BOA educação, está a desaparecer, a esfumar-se, através de pessoas que não sabem estar, nem ser, nem educar, nem ensinar.
E ao mais, estar falta de educação, não é da crise!! Já vem de à muitos anos... Infelicidade.
Mas continuo sem perceber o porquê de me acharem "menina"!
Não sabem olhar para as pernas? -.-'
Eu sinto-me lisonjeado de me acharem uma, porque só demonstra que sou bonito, e vocês não. Mas entristecesse-me, e aborrece-me, ter de ouvir esse tipo de coisas, mesmo ao meu lado, perdeu-se o respeito?! Falam mal das pessoas nem a 5cm delas?
Já na 2ª feira (25 de Abril de 2011), uma rapazito, novo, com os seus... 5 ou 6 anos, passava por uma pessoa (homem) e dizia: "-- olha um senhor...".
E quando passou por mim, disse-me: "-- Olha um senhor, com cabelo de menina." Dito isto, não ouvi nenhum dos pais dirigirem uma única palavra, OUVIR, porque não vi nada, e ficou-se por ali.
Pronto!, Está tudo fodido! O garoto aprendeu a falar "mal" das pessoas!!
Sempre me ensinaram a não falar mal das pessoas na cara.
Sempre me incutiram uma boa educação.
E aprendi sozinho, a falar mal, quando sei que tenho razão.
Eu sei destingir um gajo de uma gaja... vocês não?
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
Aconteceu... a vida!
[young folks by ~G-R-E-T-A]
Vemos-la saltar, entre as pedras do passeio e a berma da estada,
Vemos-la fugir das ondas, e a cavar buracos em toda a praia...
Irrequieta, Alice!
Vem sempre com insectos no bolso. Corre pelo jardim de infância como se não ouvesse amanha!
Grita e ri, desengonçadamente, com a cara e as mãos pintadas, e o bibe que sirva de toalha...
Ela cai, mas não chora... e vê-mo-la então estrebuchar, zangada com o mundo.
Sempre com o seu olhar, aquele olhar que parece atravessar as coisas mais simples... e perguntas sem vergonha ou tabu.
Uma criativa desalmada, que inventa histórias e personagens com os seus ursos e almofadas.
Dá-me um beijo, meu amor... dá-me um beijo.
Por entre a tempestade, apareces-te como uma luz, forte e brilhante... com um sorriso que me destruiu a âncora do meu ser, neste mar apanhado pela tempestade.
Num balançar incessante, num choro profundo, na escuridão da pressão de uma chuva... que contra todas as probabilidades, virou dia.
Um olhar que atravessava o horizonte do presente, uma estranha cor que nos fazia voar num sonho sem fim, no futuro do nosso ser. Visões de algo que ainda não existia, mas que parecia ser tão real como tu e eu.
Cada gesto, cada palavra, cada beijo... um reencontro das nossas almas.
Pareciam perdidas, neste lugar tão estranho e assustador, numa nova época, que desconhece o amor.
Amor como "Os Maias", amor rústico(velho, antigo)... em que só a velhice do nosso pensamento, partilhada por cartas de amor, permanece na história do nosso pais...
Assim foi Pedro e Inês, assim serei eu e tu!
Com sonhos pela Escócia, do seu timbre e paisagens... tal como o é portugal.
Anjos caídos do céu, que se encontraram numa probabilidade infinita...
És a minha alma gémea!
-- O que aconteceu?
-- Ela. A minha vida.
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sábado, 16 de abril de 2011
O autocarro ia tão cheio...
[Be careFULL by ~THEuniverse]
O Autocarro ia tão cheio, tão cheio, tão cheio, que se enfiássemos uma folha de papel, tirava lugar a 3 pessoas!!
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quarta-feira, 6 de abril de 2011
Porque esperamos...
Porque conseguimos, muitas das vezes, esperar calmamente por um Táxi, por um Comboio ou autocarro, por mais de meia hora, mas não somos capazes de "aguentar" nem conter a frustração, de estar à espera no médico, ou nas filas de espera do super mercado, ou na fila do cinema?
Pagamos em "todo" o lado, e parece que os únicos locais onde sentimentos que tudo é lento e anda contra nosso favor, é precisamente nos locais onde só existe uma pessoa a atender, e... onde depois de atendidos, ficamos com a mesma doença, ou à espera que o filme comece, ou numa fila de trânsito que parece formar-se de cada vez que saímos de uma rotunda...
Em qualquer que seja a circunstância, todos pagamos, quer antes quer depois para usufruir do serviço.
No hospital, no cinema, nos super-mercados, no café... queremos ser atendidos o mais depressa possível. O melhor possível. Porque talvez, de certa forma, os nossos cérebros acham que se conseguirem ser os primeiros, ou serem mais depressa atendidos, que têm a oportunidade de terem/receberem o que quer que esteja disponível, do bom e do melhor, do maior e mais saboroso, para que tenham vantagem sobre quem vem atrás.
Resumindo, quem chega primeiro à peixaria, obtém sempre o melhor peixe! Quem chega primeiro à bilheteira, tem sempre o melhor lugar. Quem se despacha nas filas dos super-mercados, evita "sempre" as filas de trânsito.
À espera dos comboios, dos autocarros, dos táxis, sabemos que nunca iremos ser os melhores, porque é usar e pronto. E no entanto, que muitos de nós utiliza diariamente. Será porque não vale a pena resmungar? Nos outros locais também não, porque continua tudo na mesma, e ainda assim resmungamos.
Será então, porque estamos em contacto com as pessoas que nos atendem, porque estamos numa fila. Porque quem estiver à nossa frente receberá melhor, e, para nós, "SERES" humanos, vemos tudo como um campo de batalha. Tudo é para defender. Nem que seja por um caralho de um pano! Nós tendemos em andar à bulha na cozinha ou nos restaurantes.
Achamos que estamos sempre a ser avaliados pelos que nos rodeiam.
Achamos que à primeira demonstração de parte fraca, todos nos caiem em cima e nos levam o pano, ou a cadeira.
Parece então, que nada nos é definitivo. Que só é nosso por um determinado tempo.
Voltando aos comboios. Não temos de estar a "aturar" ninguém. Nem de falar para ninguém. Nem de comunicar ou cumprimentar. Talvez, só por isso, esperemos meia hora sem resmungar muito, pois é algo que realmente nos é necessário. Bem... também o é o médico, e mesmo assim resmungamos.
Resmungamos com os transportes, se realmente virmos que esperamos tempo demais.
Quando vemos os outros a serem "servidos" e nós continuamos à espera durante dezenas de minutos para andar 10 minutos de autocarro, ou 20 minutos de comboio.
Começamos a estrebuchar, porque pagamos e somos mal servidos.
Bem... nós então somos muito pacientes.
Isto tudo para dizer, que barafustamos com muita coisa, que afinal são iguais a tantas outras. Apenas, nessas alturas, só vemos à frente os benefícios que podíamos ter se fossemos os primeiros, ou se o sistema andasse mais rápido.
Quando me encontro numa destas situações, em que tenho de estar à espera, ponho-me a pensar, no quão "estúpido" é, as pessoas ficarem tão "chateadas" com isto. Um desses casos, é o de ficarem à espera nos super-mercados, como já escrevi aqui à tempos.
Para quê ficarem tão frustradas? Tão irritadas? Tão chateadas?
Levem as coisas com calma! Só stress!
Nesses casos, já nem me preocupo. Limito-me a esperar e a olhar em volta, ou não olhar de todo.
Tudo o resto deixa de existir. Deixo de me preocupar. E de certo modo até descanso.
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