sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Libertadoras de Almas
Para dentro de uma "taça" gigante vos "atiro".
A água que vos sacia a sede, sacia vos também o calor, o sol que vos queima.
De um grisalho já pouco preto, e um castanho tão escuro que parece chocolate.
Cães tão raros, tão únicos...
Quando molhadas... transforma-se no abutres, nos carrascos, em lobos...
Trazem convosco as sombras do mundo, as chaves dos aloquetes que nos trancam as janelas...
Transformam-se nos espectros libertadores de almas..
Com dificuldade em chegar à borda da "taça", Matilde esperneia, e esforça-se, molhando me aos poucos com os salpicos aflitos das suas braçadas.
Com o amor que tenho, me atiro a ti.
Molhas-me a cara, o cabelo, o corpo... e seguro-te pelo torço, puxando-te para mim, enquanto a Skuly fica cá fora a ver...
Todo molhado.. sorriu, e sinto as amarras destrancarem o meu corpo, e a minha mente...
Rasgo um sorriso na cara, e um sentimento de paz, de liberdade, de voar...
Encharcado, sem medos, sem preconceitos, sem vergonha da liberdade... e de ser diferente, sorriu e abraço os espectros sombrios.
Com o calor da liberdade, o frio transforma-se em toques suaves, em toques que exploram os meus sentidos, o meu aconchego.
O poder de ser livre e aproveitar estes momentos tão únicos, tão especiais, que serão para sempre.. memórias de almas libertadas.
O Perfume da Alma... [3]
-- Já as tens. -- retorqui com um sorriso, admirando-te.
Voltei a olhar para a rapariguita.
Sentia-me nostálgico, lembrava-me dos invejosos prazeres de criança, quando corria, pula e saltava...
Olhas-te-me a mão mais junto de ti, percorreste o braço e os cabelos com o olhar timido, corada... também tu me olhas-te e me admiras-te.
Lembrava-me ainda aqueles dia no campo, onde morava os avós da minha mãe... campos grandes repletos de animais, legumes, árvores... de perder a vista.
Inveja de voltar a sonhar com o mundo, de me magoar e sentir o aconchego dos animais junto de mim.
Das saudades de sentir a erva transformar-me em orvalho, e me levar por aqueles mundos de aventura.
Das saudades de sentir o frio pela manha, de acordar com o sol fraco no horizonte.
E de ressuscitar de novo, com uma taça de cereais e leite á mistura, para o novo dia que só acabava quando a fome apertava o meu coração excitado.
Das saudades... de correr por entre os animais, rebolar no chão e abraça-los a todos como peluches! ^^
Saudades... da chuva, da lama, das poças de água, e dos dias efémures de desenhos animados,
passados em casa, enrolado nos grossos cobertores que me picavam o corpo pouco protegido com camisolitas brancas de pijama, das etiquetas que me picavam o pescoço...
Saudades!! do amor dos meus avós, do carinho e atenção que sempre me deram, e que me ensinaram quando passava com eles os meus dias de criança, naquela quinta. Longe de tudo.
E tão perto do meu coração...
Voltei a olhar para ti, desvias-te o olhar e a cabeça muito repentinamente.
Estavas nervosa...
Também eu fiquei... e baixei a cabeça, olhando-te as mãos pálidas e venerando os teus dedos finos e unhas compridas.
Fechas-te-a delicadamente, como uma flor... um movimento tão delicado que enaltecia um perfume e um toque em mim, delicadeza de profunda simpatia, trazia algo frio, cheiro a rosas, um toque de gentileza e algo muito suave.
Pegas-te no lápis e continuas-te a desenhar...
Olhei o teu rosto corado e nervoso, tentavas esconder algo...
Descalcei os sapatos, aguerracei as calças e sentei-me, um pouco afastado da planta, na margem do rio, onde molhei os pés.
Olhei em volta com ambas as mãos apoiadas na margem decorada por grandes pedras.
As crianças brincavam... mas nao havia som.
Olhei para ti, e desenhavas...
Olhas-te-me... e ficas-te nervosa, e eu.. sorri algo escondido, com receio, um sorriso de apreensão..
Voltei-me para o meu reflexo, e pude ver-te...
Olhavas para mim por entre esse cabelo voador...
A flor... transformar-me ia no 2º plano do teu desenho.
Não havia linhas guia, e eram raras as correcções ao teus traços precisos.
Pintávas-me de traços firmes e demorados... sonhando nesse mundo em que me vias.
Os traços do cabelo, as costas... tudo num fervor de sentimentos inquietos e inseguros, afrodisíacos e calmos...
um desenho de amor...
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Esta raiva que cresce....
Esta raiva que me cresce no peito...
Transformasse em ódio e em violência verbal.
Estou farto que falem mal do meu cabelo!
Que o querem ver cortado ou apanhado!!
Isto para mim é descriminação e obrigação de sermos quem nao queremos ser, e com o qual nao nos sentimos bem.
Eu ando com o cabelo solto, porque sempre andei com ele assim, porque gosto de me ver assim e sinto-me bonito.
Com ele apanhado, estou mais "desprotegido", sinto-me exposto e odeio tê-lo apanhado, excepto quando tenho de fazer a barba, a nao ser que o queira cortar acidentalmente.
Odiei cortá-lo quando ele estava tão bonito, tão comprido, e adorava como me ficava.
Chamem-me o que quiserem! Gosto do meu cabelo, e sou eu quem diz como é que o quer.
Nao é por causa da merda de um trabalho que o vou cortar ou apanhar.
Odeio cortá-lo, ou apanhá-lo.
Estão a fazer comigo, o mesmo que fazem com os meus cães, acham mais bonito a Matilde (lavradora) só porque é um cão de raça, e é "bonito".
Eu, continuaria a comprometer a minha vida á Skuly (cão de água, do qual não conheço a "marca") é muito mais inteligente, desconfiada, e minha irmã!!
É do meu sangue, e adoro a sua personalidade.
E se o cabelo me custar dúzia de empregos, onde terei de andar com ele apanhado, ou cortá-lo, prefiro fazê-lo, prefiro perde-los!
Mas não deixarei que me obriguem a ser quem nao sou, para mim é a mesma coisa que me despir num centro comercial, em frente a toda agente...
Para quem se perguntar, estou a falar do LIDL.
Já começaram uns rumores de que eu teria de apanhar o cabelo.
Não ouvi mais nada...
Corteio-o uma vez, e nao gostei! e nao o vou voltar a fazer.
Faz parte da minha personalidade, da minha pessoa!
Vi programas do "Extreme-Makeover", onde havia raparigas de cabelo bastante comprido, que tinham medo de o cortar, pois essa era a sua personaliade!
E em 10 raparigas, apenas umas 3 o cortou.
Se ficaram mais bonitas? -- nao é esta a pergunta que vocês se devem fazer mas:
"Sentiram-se bonitas"? -- talvez durante as primeiras 24h.
Não me sinto desconfortável por mudar de "visual" ou o modo do meu penteado que sempre uso... sinto exposto, nao me sinto ser eu. e se nao me sinto bem a "fazer" algo, nao o faço.
E nao gosto!! que me digam como tenho de ter o cabelo, nao sou escravo de ninguem, nem me impingem nada. Sou quem sou, e deviam ter isso em conta, se me tivessem dito logo de inicio no contrato que o meu cabelo solto era um problema, nao me inscrevia.
Gosto do meu cabelo, gosto de ser como sou, e ninguem me muda, nem ninguem me vai obrigar a ser e a sentir o contrário!!!
Pôr uns ganchos no cabelo, nao me importo.
===
Neste momento,( á coisa de 10 segundos) o meu pai veio-me tentar "disuadir" de agir repentinamente sobre este assunto.
Que se eu quisesse ter dinheiro, teria de engolir um pouco o (pouco) "orgulho" que me resta.
Continuo a preferir a morte, a continuar a minha vida.
A vida nao é bonita!! :S Nem nunca o será!
Continuo a nao cortar o cabelo ou a apanhá-lo.
Posso colocar uns ganchos.
Chamem-me cabeça dura, resmungão, orgulhoso, persistente, teimoso...
Coisa que nunca farão comigo é manipular-me.
Se deixo de ser quem sou por apanhar o cabelo?
Em parte... SIM!
A minha alma não é apenas interna, é também externa, e adoro-me tanto como sou, como por fora.
Já que nunca ninguém gostou, prefiro ser eu, unico e sósinho a amar quem sou.
==
às vezes.. temos de engolir sapos.
talvez o use apanhado, mas nunca me colocaram correntes no meu humano!
A força e ódio que cresce e me faz crescer... faz de mim um anti-social, adoro!, continuarei a ser a pessoa fria que sou por dentro, e que a minha [...], ajudou a criar depois da separação, até um sorriso será forçado.
Odeio toda agente!
Eu conheço-vos, e ninguém me impinge...!!
domingo, 20 de setembro de 2009
O Perfume da Alma... [2]
[Deviantart Picture: Wings by ~danceafterdark]
Levantei os olhos, para que eles matassem saudades da tua face, e tinhas um sorriso tão bonito, que o meu coração pulou de alegria.
O meu corpo recarregou energias, senti-me protegido, aconchegado no mundo obscuro que ambos partilhamos...
Nao disses-te nada, apesar de saberes.
Corei.
Tocas-te-me com o lápis na mão.
Olhei para ti, e apontavas para algo lá ao fundo, do meu lado.
-- Olha.. -- respondes-te tu, apontando com o teu olhar.
Olhei, e vi uma rapariguita dos seus 4 anos de idade, correndo... uma borboleta de cores vulgares voava acima da sua cabeça, ainda assim, a criança era persistente.
Caiu no caminho pedestre, repleto de terra.
Esmurrou o joelho, que ficara rapidamente ensanguentado.
Com os olhos cobertos de lágrimas, levantou-se olhando a borboleta, limpou os olhos com o braço e susteu o choro. Erguendo as pequenas mãos no ar, correu uma vez mais atrás da borboleta, até que... esta subiu mais alto.
Pôde simplesmente admirar o fantasioso bater das suas asas, enquanto as suas pernas ardiam de dor.
-- Adorava ter asas.. -- mermuras-te.
-- Já as tens. -- retorqui com um sorriso, admirando-te.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Nova Geração?
[Deviantart Picture: Teenager by ~Quoo]
odeio esta nova geração!hmmm
a vossa geração.
porque vocês só têm 12 e 13 anos, e parecem ter 16 e 17..
quando na verdade, nem sabem estar.
querem sê-lo demasiado cedo, e serão para sempre pessoas com mentalidade inferior, porque cresceram depressa demais.
com tecnologia nas maos.
alguma vez um filho meu na pré, ou no ciclo ou no liceu andaria com um telemóvel?
ou com 5 anos teria um portátil?
era só o que mais faltava!
para além de que, vocês nunca saberão o que é crescer, ser criança e ver desenhos animados!
hoje em dia os desenhos animados é só violência, e porrada, e asneiras, e narutos, e coisas estupidas...
no meu tempo, viamos o jardim da celeste, a rua sésamo, Dora (o cavalo), Zás Trás, bué-ré-ré, ren and stimpy, Sayler Moon, os Cavaleiros do zodiaco e uma catrefada de desenhos sem violencia..
e o unico que havia de "violento" era o DragonBall.
até viamos a heidi, o marco, a abelha maia, e o battaton.
brincávamos o dia todo com bonecos, e carros, e bonecas, e roupas dos bonecos, e construíamos casas com lego, e brincávamos ás guerras com os tropas de plástico, e fazíamos puzzles...
agora.. o que é que vocês têm?:S
"nova" geração, que nao é geração, para ser sincero... é uma "revolução" sem justificação nenhuma.
alguma vez, nós no nosso tempo, saiamos para aqui ou acolá sem dizer para onde íamos?
ou ficávamos até ás tantas da noite na bebdeira, a fuder gajas e gajos, e a a fumar?
quem o fazia, era maior de idade, e a revolução era a das calças de ganga, da musica extrema... e agora? :S
é tokios hotel para aqui e acolá, musicas todas igualsinhas...
vocês nao sabem o que é brincar, sabem é mexer em telemóveis, no computador portatil/ fixo, estar nos hi5's, no youtube, myspace e facebook's:S
"vocês" nascem quase que parece, obrigados!! para se tornarem adultos o mais depressa possível.,
e espero que nao estraguem, nem portugal nem o mundo...
a culpa simplesmente nao é vossa, é dos vossos pais.
e dos meios de comunicação.
os pais já nem querem ser pais, e dão-vos tudo...
quando eu era criança, com 10 anos, quem comprava o meu lego era eu com o meu dinheiro que ía sempre juntando. e agora?:S vocês chegam ao pé dos vossos pais, e pedem 50€ e dão-vos.
os padrinhos, dão mais 200€, e os tios, e os avós.
não têm a mínima noção do que é gerir o vosso dinheiro, é gastar a torto e a direito.
e de onde vem 50€ vem mais 100€ e 200€
vocês hoje têm demasiado.
nao, nao é por serem novos tempos que vocês têm demasiado, é porque os pais já nao sabem nem querem agir como tal.
nascem a querer ser adultos, antes ainda de saberem gatinhar.
O berço está a tornar-se demasiado pequeno para se deitarem....
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
O Perfume da Alma...
[Deviantart Picture: :JARI GOTH 42: by ~DarkBeCky-StOcK]
Olho-te ao longe, sentada num banco do jardim, junto ao rio.
Vestida de preto, com os teus cabelos loiros que esvoaçam no vento.
Tinhas vestido algo, muito requintado, sedoso, e suave, muito aristocrata, de várias camadas.
A saia... escondia todo o teu eu, do mundo exterior, o que te permitia correr e saltitar por entre cada pensamento, desejo, criação... sem temer.
Desenhavas algo num caderno de folhas brancas, parecia uma flor, que estava junto ao rio.
Vi o fio de um suposto headphone, sair-te pelos cabelos brilhantes. E não te disse nada.
Sentei-me ao teu lado, e podia ver o teu Iphone em cima da saia.
Ouvi a tua musica, quase como um sussurro calmo... podia jurar que era Dark Sanctuary!
Musica calma, sombria, bela, inspiradora de nostalgias.
Eu sabia que sentias a minha presença, mas não me olhas-te.
Continuavas místicamente enfeitiçada por aquela flor tão invulgar, e ainda assim, que despertava um intenso fervor no meu corpo, dizendo à minha mão para a alcançar e recolhe-la junto dos objectos estranhos e belos.
Ao olhar-te mais em pormenor, apercebi-me de que estavas de pernas cruzadas, e usavas umas botas de salto alto, mas a sua parte frontal nao era fina, como estava á espera, era de um redondo que demonstrava grande conforto.
Olhei-te para a face, quase escondida por esse cabelo guerreiro, que lutava com o vento ao lado do sol... e tu, fitas-me os olhos pequenos e sempre curiosos, tão abruptamente como a brisa forte que te destapa a cara dos cabelos longos, por meros segundos.
tão azuis, tão grandes, lábios vermelhos e carnudos, e o nariz... tão fino e bonito.
Nesse momento, o meu mundo estremeceu, e a minha alma esboçou um sorriso.
Que rapariga tão bonita, tão mística, tão diferente e única, tão sombria, sensual...
Olhei para o chão, corado, pensando que me acharias criança, um rapaz da minha idade "nao deve" parecer uma criança, ou mostrar os seus sentimentos emocionais, tão frágeis quanto os de uma rapariga.
Entre os meus cabelos compridos, e cara tapada, quase que assumindo as culpas por ter espreitado para o teu espaço... o teu mundo; vejo-te pausar a musica. Pousas o caderno na perna, e com o teu cuidado tão femenino e gentil, tiras o headphone do ouvido mais perto de mim, e poisas o lápis e a borracha branca. De um branco tão pálido que parecia um pedaço de nuvem.
"-- É bonita não é?" -- dizes, contemplando e redesenhando todos os traços perfeitos da flor. E qual não é o meu espanto, de que um ser já tão magnifico e iluminado, sai a voz mais doce, meiga e sensível que alguma vez ouvira.
Estremeci de tamanha gentileza que transportavas nas tuas palavras.
"-- Sim, é." -- digo sorrindo, erguendo a cabeça.
Olho para as tuas mãos, e tinhas vestido um Mitene para braços, que te tapava também as costas da mão. As unhas pretas, faziam-me entrar devagarinho no teu mundo secreto.
Levantei os olhos, para que eles matassem saudades da tua face, e tinhas um sorriso tão bonito, que o meu coração pulou de alegria.
O meu corpo recarregou energias, senti-me protegido, aconchegado no mundo obscuro que ambos partilhamos...
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
sinto-me fritar... cala-te!
[Deviantart Picture: Shh, this is gonna hurt. by ~PisikeP2takas]
O meu cérebro frita...
Ora tenho de estar calado e ignorar, ora tenho de falar e seguir a corrente.
Nao posso ignorar as emoções, nem os concelhos, nem deixar de me preocupar..
mas contudo.. nao posso deixar ser manipulado pelo meu cérebro regido pelas regras da suciedade.
como se fossem regras escritas nas paredes do meu cérebro.
Tenho apenas de "seguir a corrente", mas sempre consciente, ser tolerante, deixar-me levar um pouco.
O meu eu, pede-me para nao pisar a linha que me separa das "pessoas", e o do que me mantêm humano.
Nao posso "mudar" os processos.
Mas se aprender antes, o processo acaba.
(Os processos para mim, são aquilo ao que as pessoas dizem: "ainda vais acordar..")
Nao posso simplesmente tentar muda-los, ou tentar nao seguir o que o meu cérebro diz.
Á coisas no nosso cérebro que nao se apagam nem se mudam, é um código que todos temos.
Mas.. ainda assim, fiz tanto, mas o meu cérebro frita.
Sempre a processar, sempre a pensar no que fazer, no que dizer, em como dizer.
E nao me importo, mas importo-me em sentir bem, mentalmente saudável.
E tantos pensamentos, deixam-me esgotado.
À coisas que tenho de aceitar... mas compreender porque ajo assim! :)
Tudo seria mais fácil se nao houvessem regras de suciedade.
Cala-te! gostava de perceber como ficas-te assim!!
Era tudo mais fácil se fosse como todos os outros? inconsciente dos processos do seu cérebro?
sim! odeio é sentir que nao me conheço.
que nao me consigo controlar, e eu? estou mais que controlado.
Cala-te antes de dizeres merda! Mas fala, sem receios...
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