segunda-feira, 24 de maio de 2010

Os dias de fome, foram compensados...


Come-se sempre melhor, quando alguém de fora vai lá a casa...

É essa a realidade!
Pois querem sempre impressionar.
Fazem as melhores jantaradas, comeres.
Em vez de torrarem o pão seco e darem ao namorado/ namorada do filho/filha, compram croisants, ou do melhor pão da padaria.
Deixam de beber água da torneira ou do garrafão, para beberem sumo.
Deixam de comprar do fiambre e queijo mais barato e "rasco" para comerem algo "digno".
Para chegarem ao fim do dia, com menos 20€ na conta.
Tudo, porque queriam impressionar alguém.

Compra vinho, compra camarão, compram leitão, compram peru, compra mesas e cadeiras, porque afinal faltava lá em casa.
E a única coisa que falta afinal, é aceitar que não podem fechar simplesmente, por vezes, os olhos ao preço das coisas para proporcionarem algo de bom a alguém.


Come-se sempre melhor em casa, quando alguém lá vai...

Ninguém sente a minha falta...


Porque quando eu morrer, as minhas piadas passaram a pertencer ao ar.
Os risos e as gargalhadas ás lembranças.
O meu feitio, uma mera comparação.

O meu sofrimento, parte de mim.
Serei mais um ponto final, ou uns trocos na carteira.
Serei uma sombra ao canto de um quarto escuro.

Serei um suspiro em vez de um beijo.
Serei uma dor no peito em vez de carinho.
Dor de cabeça em vez de um acariciar de cabelos.

Ninguém sente a minha falta.... e eu não sinto a falta de vocês.

Porque olham mas não ligam.
Porque apreciam e deitam fora.
Entre roupas que vos faz parecer mais novas...
Entre perfumes e tons de bâton, que vos faz parecer mais bonitas...
Entre sutiãs e cuecas, que vos faz parecer mais sexys.
A vossa mente vagueia em moda e em rapazes, em arrotadores e bêbados, em discotecas e cafés, em HI5 e Facebooks, em filmes de terror e cinemas.
Vagueiam o corpo entre montras, entre olhos famintos de cona, desejosas de pilos.
Entre idade desproporcional ao corpo, numa mente por evoluir.

E enquanto vocês saltitam, como putas, como inconscientes...
Enquanto vocês fumam e bebem, enquanto veneram deus...
Eu cresço, sem regras, sem sociedade.
Eu aprendo e consinto, o mundo que me trespassa os olhos.

Serei melhor... serei capaz.
Entre as vossas vidas, eu construo o meu caminho.

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bela merda de texto, mas pronto.

sábado, 22 de maio de 2010

Ri-te... II


Tu queres-me parecer que és esdrúxulo!! -.-'

Lá estou eu de volta de um rio, a tentar apanhar peixe à pedrada.
Nisto, chega um senhor, e explica-me uma maneira de como conseguir apanhar peixe, faz-me uma cana, e vai-se embora, dizendo que volta dali a algum tempo.
Algum tempo depois, sem apanhar nada, chega-se outro senhor, que começa a dar palpites.
Algum tempo depois, ainda sem apanhar qualquer tipo de peixe, ou insecto, volta o senhor que me fez a cana, e pergunta.
-- Então? já apanhas-te alguma coisa?
Ao que eu respondo.
-- Eu acho que o rio não tem peixes...

(Explicação: Os homens podem saber as melhores técnicas do mundo sobre "pesca", mas não saber ver se o rio tem peixes ou não. Também consegue destingir, através deste ponto de vista, os bons programadores dos maus programadores, de pessoas que pensam que percebem/ compreendem informática, dos que compreendem realmente de informática, ou de fazer pão, ou de conduzir, etc.)

-- A cadela está gorda!
-- Já se olhou ao espelho? Eu tive de me desviar para o meio da estrada, só para a senhora pôr um pé à frente do outro...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Menina que chora...


Deixo o sol bater-me na cara,
Deixo o sol fazer brilhar os meus cabelos.
As minhas mãos tocam as flores, enchem-se de pólen.
As borboletas pousam, e as abelhas chupam o pólen.
A minha mão, enfeitada em brilhantes, atraí pirilampos, e outros insectos camuflados.

As árvores roçam-se com o vento, e ouço-as cantar,
Os pássaros cantam com o sabor da erva.
Vejo os coelhos correrem ao longe, fazendo a erva alta mexer.
As cores pintam a paisagem, pintam o céu, e as nuvens.

E aqui estou eu, deitada neste campo calmo mas cheio de vida.
Deitada no puro mundo.
Aconchegada na terra, aquecida pelo sol.

Olho as nuvens, as suas formas, a sua cor.
Sonho com o universo, com o céu, com as descobertas.
Sinto-me pequenina.
Sinto-me estranha e confusa.
Tão pouco conheço sobre este lugar...

Coço a cara, e ouço/ vejo e admiro, os saltitos de um coelho pouco branco, passar  ao meu lado.
Vejo uma borboleta passar bem alto, sobre as flores, batendo de forma simples e sem qualquer esforço, as suas asas finas. Asas brilhantes que me enfeitiçam as emoções.
Toda a crueza deste lugar, toda a sua simplicidade, fazem-me sorrir.
Fazem-me temer pela vida, pela sua destruição.
Neste lugar, sinto-me rainha, por puder ser a única a admira-lo e a deslumbra-lo.
Os meus olhos, têm medo,
O meu cérebro tem sonhos
O meu corpo, tem emoções...

A minha alma jamais deveria caminhar ao lado deste magnifico espectáculo da natureza.
A menina curiosa, chora sentada nesta toca, entre árvores e montanhas, entre esquilos rebeldes e bolotas voadoras.
Entre pulos e risadas, fingindo ser livre, compreendendo, de que de liberdade, apenas a minha mente o terá. Sem puder voar ou nadar, o meu corpo encanta-se a ele mesmo, admirando a liberdade das sementes que voam no ar, enfeitando-o de lã, e flocos de neve.

A menina chora, enquanto os seus pensamentos são levados pelo vento, fazendo deles, o arco-íris no fundo do vale.


"Tenho medo em não puder deslumbrar o espectáculo da natureza..."

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Não percebo isto...


Foda-se, ainda bem que percebo um pouco de informática!

sábado, 15 de maio de 2010

À janela, à espera do sol...


Para ouvir com:

Ó menina porque choras...
Ó menina, o que tanto te faz chorar?
Ó menina, porque limpas as lágrimas no vestido...

Porque corres na chuva
Porque ris para sol, e sonhas na lua...
Porque te assustam os relâmpagos?
Porque foges do sapo,
E tentas apanhar os peixes com a mão.
Porque dás a mão ao pai, e um beijo à mãe.

Dança no jardim
Trepa ás árvores,
Corre com as lagartichas
e deixa as borboletas sossegadas.
Brinca no tanque da roupa,
Escorrega na relva da madrugada.
Fala com os cães, e deixa para trás a tua humanidade.
Pinta a máscara, atira serpentinas,
Esguicha a água da pistola, e ruge atrás dos palhaços.

Rebola na lama, suja o vestido,
A máquina lavará, e a tua criança crescerá.
Olha a seringa, e fecha os olhos com força.
Dá a mão à mãe, e mostra ao pai como és corajosa.
Pede um peluche, e aquece-o debaixo dos cobertores.

Fecha-te no quarto, com o teu cão.
Acorrenta o armário, onde mora o papão.
Esconde-te debaixo da cama,
Enquanto a cadelita te cheira e faz cócegas nos pés.
Brinca com ela, e molha o teu nariz com o dela.
Deixa-a lamber-te a cara, e foge enquanto a deixas à espera de carinhos.

Monta os puzzles,
Desarruma os brinquedos,
Grita,
Bate com o pé no chão.
Faz birra, e pinta as paredes com marcadores.

Senta-te à janela, protegida pela tua cadela, e sonha com as aventuras, com os saltos e os berros, com os bonecos e a relva, que farás, quando o tempo deixar de estar tão triste.


"Não chores pequenina, o sol já vai brilhar..."

Mente psicotica, perturbada



Eu violei as vossas filhas,
Uma por uma,
rebentando com a sua sanidade,
rasgando os seus vestidos.
Não merecem estar junto do lixo.
Apanhem-me antes que outra seja encontrada.

Os seus pescoços torcidos,
Ato-lhes os braços em arame farpado
Mordam a lingua!
E gritem por mais...

As suas costas partidas,
cortadas pelo umbigo,
os seus órgãos penduro na parede,
O sangue bebo.
Embalsamadas, serão elas o meu exército!
Banquete de órgãos,
respirem cianeto, cozam por dentro!
Os olhos profanados, espelham os frascos de vidro.
E deles farei uso nas aulas de ciência.
Porcas! Pegas!

Dormam, o Freedy vem aí.
Obriguei-as a parar de respirar,
Cortei-lhes os tendões, e fiz-as fugir.
Serão enforcadas, serão desligadas da tomada
A electricidade passara pelo corpo, antes do cérebro ferver.
Deixem o sapato para trás, cinderelas,
Fujam do meu machado,
Evitem a minha serra.

Entrem na minha mente!
O sabor metálico do seu sangue delicia-me a carne
Violando só pelo prazer!
A culpa é vossa, putas, vocês não compreendem
Os vossos membros serão removidos meticulosamente.
Serão removidos e cozinhados.
Sangra pela merda dos olhos!
e sente a bala perfurar-te o crânio


"-- Sou um homem simpático, podem entrar na minha casa...."